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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Loucura é não ajudar

CAPA COMPLETA

  • Banco do Brasil Ag. 0344-1 c/c 111.222-8

  • Bradesco Ag. 1861-9 c/c 5.841-6

  • Caixa Federal Ag. 0112 c/c 780-7 op. 03

  • Banco Itaú Ag. 3088 c/c 00614-7

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Casa dos Loucos

Na rua da “caridade”, no anexo da “santa” casa de misericórdia, o antigo prédio da Casa dos loucos (portadores de sofrimento mental) em Diamantina, pede socorro. O prédio desperta a curiosidade dos estudiosos da psiquiatria, pois na longínqua cidade do interior de Minas Gerais já se aplicava, em pleno século XIX, muitas teorias sobre o adoecimento mental produzidas em diferentes partes do mundo. Na exposição Olhar Diamantina, organizada pela UFMG, Clébio Maduro participa tendo o casarão da Casa dos loucos (para portadores de sofrimento mental), hoje em processo acelerado de depredação física, como referência inicial. 

No livro Hospício da Diamantina: a loucura na cidade moderna,  a autora Maria Cláudia Almeida Orlando Magnani analisa a loucura e as práticas psiquiátricas em Diamantina, no Brasil e no mundo nos séculos XIX e XX. A linha tênue entre  ser normal e ser louco aparece nítida nas páginas do livro de Magnani e revela que o abandono do prédio pode significar algo mais do que o simples abandono de uma edificação histórica. A reconfiguração das estratégias de tratamento dos portadores de sofrimento mental, expressa na luta antimanicomial, deve significar o abandono material da história da saúde mental entre nós? A pergunta fica aberta para que as autoridades responsáveis e os estudiosos do assunto nos ajudem a preservar essa história e esse prédio.

Clique aqui para mais informações sobre o livro.