Mostrando postagens com marcador Cienema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cienema. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de julho de 2014

"Vida de Menina": diretora e elenco do filme se reúnem dez anos após a estreia

Fonte: Jornal Hoe em Dia (clique aqui)  e veja o filme no Youtube (clique aqui)

"Vida de Menina": diretora e elenco do filme se reúnem dez anos após a estreiaHelena Solberg ainda se lembra, divertida, da primeira exibição de “Vida de Menina” em Diamantina, numa praça pública, ao notar a surpresa dos moradores quando viram sua cidade destacada na tela grande. “Eles não imaginavam que Diamantina era tão linda”, recorda a cineasta. Dez anos após essa experiência, equipe técnica e elenco se reencontrarão em Belo Horizonte para a apresentação especial do filme, no domingo, às 13h, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, dentro da programação da extensão mineira do “Festival É Tudo Verdade”, com início nesta quinta-feira (24).

“Estamos tentando contatar todo mundo, mas os que não encontrarmos já se considerem convidados pela reportagem”, avisa Helena, assinalando que o convite também vale para os muitos figurantes que participaram da adaptação do diário de Helena Morley, escrito na Diamantina do século 19.

“A cidade abraçou o filme. Foi muito interessante iniciar uma filmagem num horário meio ingrato, às 4 horas da madrugada, e ver um batalhão de pessoas já vestidas para participar”, destaca a diretora. Carinho, por sinal, é a palavra à qual todos os integrantes mais recorrem ao falar do filme.

Beco do Mota
Um dos atores do filme, Luciano Luppi lembra de “um período gostoso, no qual a equipe trabalhava com harmonia a partir da condução carinhosa de Helena”. Ele interpreta Mota, personagem histórico que dá nome ao famoso beco da cidade e que cruza o caminho da protagonista.

O diário destila ironia ao acompanhar como as mudanças econômicas motivadas pela decadência da mineração refletiam nas relações sociais e familiares. O livro foi destacado pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900–1987) como “único documento que existe no Brasil que fala do cotidiano sem ser memórias”.

Outro integrante do elenco foi o Elvécio Guimarães na pele de um padre rabugento. “Não gosto muito de cinema porque, como todo mundo sabe, é uma arte do diretor. Mas, nesse, fiz as pazes com o cinema. Helena Solberg sempre estava disposta a conversar e a aceitar as nossas sugestões”, recorda.

Os bastidores das filmagens estão também no livro “Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo”, escrito pela jornalista e diretora mineira Mariana Tavares, que terá lançamento no sábado, às 16h.

Um carinho que trouxe conforto na volta do exílio
O carinho recebido em Diamantina serviu como um conforto para Helena Solberg, que voltava de um “exílio” de 30 anos nos Estados Unidos, onde assinou importantes obras no gênero documentário e realizava, com “Vida de Menina”, o seu primeiro filme de ficção.

“Uma personagem maravilhosa como Helena Morley não caberia apenas num documentário”, registra a cineasta paulistana, hoje com 74 anos. O que não quer dizer que Helena deixou de flertar com o documentário. “O diário é um documento verdadeiro”, salienta.

A preocupação da realizadora foi a de não fazer uma mera ilustração do texto. Ao lado da roteirista Elena Soárez, chamou a atenção para uma menina de 13-15 anos transgressora, que questionava tudo a seu redor, especialmente a conservadora sociedade mineira do século 19.

A mulher, por sinal, sempre teve um papel relevante em sua filmografia, até hoje pouco conhecida. Autora do livro “Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo”, Mariana Tavares assinala que Helena só ganhou destaque na mídia quando lançou “Carmen Miranda: Banana is My Business”, em 1994.

50 anos de cinema
“Esse documentário, que tem um grau de articulação muito grande, não nasce do nada. O seu trabalho anterior, com filmes sobre a política na América Latina, serviram de preparação”, destaca Mariana, que teve como ponto de partida, para o livro, sua tese de doutorado na Escola de Belas Artes da UFMG.

O curta-metragem “A Entrevista”, primeiro título de Helena, foi filmado há exatamente 50 anos. “Ela fazia parte do grupo do Cinema Novo e participava das discussões, mas, ao ir para os Estados Unidos cedo, se tornou o nome menos conhecido, ao lado de David Neves”, registra.

No exterior, Helena se aliou a um grupo de documentaristas estrangeiros preocupados com a situação da América Latina. “Ela trabalhava grandes temas, mas sempre individualiza as questões, elegendo personagens para se aprofundar no tema. O espectador aprendia muito e também se emocionava”, detalha Mariana.

terça-feira, 13 de março de 2012

Cine Mercúrio exibe o ciclo de filmes “Não deixe o samba morrer!”

O projeto de Extensão Cine Mercúrio, coordenado pela Prof.ª Dra. Juliana Leal da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades (FIH/UFVJM), apresenta, nos dias 04, 11, 18 e 25 de abril, o ciclo de filmes “Não deixe o samba morrer!” que nos apresentará detalhes de um dos gêneros musicais que mais traduzem a cultura brasileira, com produções que contam histórias e peculiaridades do samba. A vida de alguns sambistas é revisitada em registros e depoimentos de personagens icônicos da música popular brasileira como Martinho da Vila, João Nogueira, Riachão, Carlos Cachaça, etc.

As sessões, gratuitas e abertas ao público, acontecem sempre às quartas-feiras, no horário das 19h, no Cine Teatro Santa Izabel (Praça Dom Joaquim nº 166, Centro).

quarta-feira, 11 de março de 2009

Filme romântico com Juscelino estréia sexta

Desde 2005 na fila dos sem-tela, "Bela Noite para Voar" chega aos cinemas na sexta-feira, com José de Abreu na pele do mineiro Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), rompendo um tabu do cinema brasileiro de ficção: eleger uma figura política como um herói romântico. "O brasileiro tem vergonha de seus heróis, talvez por isso haja poucos filmes nacionais de ficção sobre figuras políticas, ao contrário de Hollywood", diz o diretor Zelito Viana, que dedicou "Bela Noite Para Voar" como um tributo ao produtor Nei Sroulevich, morto em 2004 durante a preparação do projeto. Longe das telas desde "Villa-Lobos - Uma vida de Paixão" (2000), Viana evoca no longa-metragem, orçado em cerca de R$ 5 milhões, velhas saudades do "Brasil bossa nova" ao refletir sobre um projeto que põe JK na mira do amor. "Até Juscelino, nós vivíamos aquilo que Nelson Rodrigues chamava de ‘complexo de vira-lata’, mas ele mexeu com a nossa autoestima. O Brasil teria sido um outro país, sem brilho, se não fosse por ele", explica o cineasta cearense, radicado no Rio desde a juventude. Responsável pela produção de filmes emblemáticos como "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha, e "Cabra Marcado para Morrer" (1984), de Eduardo Coutinho, Viana se volta para o processo de construção de Brasília para narrar uma trama passada em 24 horas, levemente inspirada no romance homônimo de Pedro Rogério Moreira.

De um lado, há um clima de thriller: um grupo de militares esboça um golpe planejando derrubar o avião presidencial. Do outro, há uma love story: envolto com negociações com os norte-americanos e outros problemas da administração pública nacional, Juscelino embarca em um voo para Minas Gerais para rever Princesa (Mariana Ximenes), amante com quem manteve um relacionamento durante anos. "Juscelino tinha a capacidade de fazer as pessoas se apaixonarem por ele. Há uma frase de um opositor udenista que dizia: ‘Se brigar com Juscelino, fique a 30 metros de distância porque, se ele abrir aquele sorriso e aqueles olhinhos, você perdeu a briga’", diz o gaúcho José de Abreu, que já havia interpretado Juscelino antes, nos palcos, em uma peça dirigida por Luiz Arthur Nunes. "Em 1989, fui escolhido pela própria dona Sarah Kubitschek, que me viu na minissérie ‘Anos Dourados’ no papel de um militar juscelinista. Na pesquisa, juntei 12 horas de fitas gravadas com a dona Sarah, que me deu uma lista de pessoas para procurar."

Biografado na minissérie "JK", exibida pela Rede Globo em 2006, Juscelino já passou pelas telas com destaque no passado. Em 1980, o documentário "Anos JK - Uma Trajetória Política", de Silvio Tendler, arrastou 800 mil brasileiros aos cinemas dissecando o Plano de Metas do estadista que presidiu o Brasil de 1956 a 1961, com a lógica de crescimento do "50 anos em cinco". "Não há tantos políticos tão queridos pelo público brasileiro quanto ele. A imagem da política no Brasil ainda é muito associada à questão dos conchavos e dos escândalos. Nos EUA, é diferente. Para além do Obama, presidente é popstar. Basta ver quantos filmes existem sobre Kennedy ou Nixon", lembra Abreu. Ao revolver a imagem de JK, "Bela Noite Para Voar" inaugura um ciclo de novos longas ficcionais sobre figuras presidenciais. O próximo da fila é "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto, que estreia em janeiro. Há ainda o projeto "Dr. Getúlio", de Daniel Filho. Zelito Viana já prepara um próximo projeto: a versão do livro infanto-juvenil "Bisa Bia, Bisa Bel", de Ana Maria Machado.

domingo, 1 de março de 2009

Novo filme de Helvécio Ratton narrará caça ao tesouro em Diamantina


Pedras preciosas, na Idade Média, eram consideradas estrelas caídas do céu. Daí surgiu a ideia para o título do novo longa-metragem de Helvécio Ratton, cineasta mineiro, diretor de “Batismo de Sangue” (2007). Contemplado pelo Filme em Minas, Programa de Estímulo ao Audiovisual, “Estrelas Caídas do Céu” contará a história de uma caça ao tesouro em Diamantina. Na cidade do interior de Minas Gerais, um adolescente encontra uma carta sobre diamantes roubados no século XVIII e, com ajuda do irmão e de duas garotas, sai em busca das riquezas escondidas. 

“O título traz todo o mistério que pedras preciosas sempre representaram desde épocas antigas até os dias atuais”, acredita Helvécio. Inspirada em fatos históricos, o cineasta conta que a ideia do filme surgiu há cerca de 20 anos, quando estava gravando seu primeiro longa-metragem, “A Dança dos Bonecos” (1986). Um senhor italiano, escalado para o elenco, dono de uma loja de máquinas no centro de Diamantina, contou ao diretor um caso sobre um famoso roubo de diamantes que ocorreu na cidade histórica em 1752. 

O acontecido nunca foi esclarecido e a culpa do sumiço das pedras caiu sobre o contratador de diamantes Felisberto Caldeira Brant, que foi preso e mandado para Lisboa. O roubo é citado, em livros, como fato misterioso e os diamantes nunca foram encontrados. 

Baseado nessa história, Helvécio criou um filme dirigido aos adolescentes. A proposta, segundo ele, é construir uma narrativa moderna, em que o passado retorna ao presente por várias formas. Uma delas será por meio do iphone de uma menina, que se conecta ao Google e descobre que a história do tesouro é verdadeira. “Estamos lidando com uma geração que é muito conectada, que tem mais acesso à informação com a Internet e com o celular, do que com os livros. Iremos colocar as duas linguagens não em choque, mas mostrando duas formas diferentes de se chegar aos fatos históricos”, conta. O filme não terá nenhuma pretensão didática. “O que está presente é o fato de que nossa história pode ser muito interessante, assim como a de outros países”, acredita.