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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Morte de Juscelino foi causada por acidente, diz Comissão da Verdade

Fonte: G1 (clique aqui)

Após dois anos de investigações, a Comissão Nacional da Verdade afirmou nesta terça-feira (22) que, segundo apurou, o governo militar (1964-1985) não teve participação na morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, ocorrida em 1976. Havia suspeitas de que JK tivesse sido vítima de um atentado.

A primeira das seis conclusões a que chegou a comissão aponta que o veículo Chevrolet Opala, placa NW-9326 RJ, que conduzia Juscelino e seu motorista Geraldo Ribeiro pela Via Dutra, rodovia que liga São Paulo a Rio de Janeiro, colidiu frontalmente com uma carreta Scania Vabis, placa ZR-0398-SC, após ter sido atingido por um ônibus. O acidente, ressaltou o grupo, provocou a morte do ex-presidente e de seu motorista.

"Não há nos documentos, laudos e fotografias trazidos para a presente análise qualquer elemento material que, sequer, sugira que o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e Geraldo Ribeiro [motorista de JK] tenham sido assassinados, vítimas de homicídio doloso", diz o relatório divulgado pela comissão.

"O conjunto de vestígios materiais indica que o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e Geraldo Ribeiro morreram em virtude de um acidente de trânsito", concluiu o documento.

Os integrantes da Comissão da Verdade investigavam a morte de Juscelino desde 2012, quando a Seção de Minas Gerais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu para o colegiado apurar as suspeitas de que Juscelino havia sido assassinado. Indícios apontavam que a morte poderia não ter sido um homicídio.

Para chegar à conclusão anunciada nesta terça, a comissão se reuniu com o perito criminal Sergio Leite, que confeccionou o laudo do local do acidente.

O grupo também conversou com o médico legista Márcio Cardoso, que realizou o exame da ossada de Geraldo Ribeiro, o motorista que dirigia o Opala onde estava JK. Na versão oficial, o veículo que conduzia o ex-presidente foi atingido na Via Dutra por um ônibus e, na sequência, colidiu contra uma carreta, provocando a morte de JK e de seu motorista.

Clique aqui para ler a reportagem completa e ver o vídeo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Quase 40 anos depois, permanecem duas teses para a morte de JK

Fonte: Estado de Minas – 15/12/2013 (clique aqui)

As três gerações de peritos que analisaram as circunstâncias da morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek em um acidente de carro, em 22 de agosto de 1976, não têm a menor dúvida sobre o que ocorreu naquele fim de tarde de domingo no quilômetro 165 da Via Dutra. Todos eles afirmam, categoricamente, que a tragédia foi resultado de uma batida de trânsito comum, em que o Opala dirigido pelo motorista do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, perdeu o controle e atravessou o canteiro central da estrada após ser atingido, de leve, por um ônibus da Viação Cometa. O carro acabou colidindo com um caminhão no sentido contrário. Na última terça-feira, a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo aprovou um documento com 90 pontos com supostos indícios de que a morte do ex-presidente foi resultado de uma conspiração dos militares.

Os peritos que prepararam os laudos na época do acidente ganharam o respaldo de quatro outros profissionais que fizeram a exumação do corpo de Geraldo, em 1996, e de dois peritos que auxiliaram os trabalhos de uma comissão especial criada no Congresso para investigar as causas da morte de JK, em 2001. O colegiado foi presidido pelo então deputado federal Paulo Octávio, casado com Anna Christina Kubitschek, neta do ex-presidente.

Sem acreditar que a morte de JK foi consequência de uma batida de carro comum, seu ex-secretário Serafim Jardim, autor do livro Juscelino Kubitschek — Onde está a verdade?, pediu a exumação do corpo de Geraldo em 1996, após a morte de dona Sarah Kubitschek. Uma das versões, até hoje não comprovada, é de que o motorista levou um tiro na cabeça e, por isso, perdeu o controle do carro e bateu no caminhão. O tiro teria partido de um veículo Caravan, que emparelhou com o Opala na pista. Porém, a perícia feita nos anos 1990, em um trabalho assinado por quatro profissionais, derruba essa tese.

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domingo, 3 de junho de 2012

Motorista do ônibus que teria fechado o carro de JK fala pela primeira vez

Fonte: Estado de MInas – 03/06/2012

Indaiatuba (SP) – Josias é um personagem fundamental da história do Brasil, mas se pudesse apagaria para sempre da sua vida o dia 22 de agosto de 1976, data em que, por acidente, deixou de ser um anônimo motorista da Viação Cometa para se tornar protagonista de um mistério que ainda intriga o país após 35 anos: como morreu o ex-presidente Juscelino Kubitschek? A morte de JK entrou para a história oficial como um acidente automobilístico. O Chevrolet Opala dirigido pelo motorista do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, teria sido fechado por um ônibus da Viação Cometa, perdido o controle, atravessado a pista – no quilômetro 165 da Rodovia Presidente Dutra, próximo a Resende (RJ) – e sido atingido por uma carreta Scania. Josias Nunes de Oliveira, de 68 anos, o motorista do ônibus, é a principal testemunha. Já foi indiciado como culpado e considerado inocente pela Justiça, mas carrega o peso de estar no lugar errado, na hora errada e ser a testemunha mais importante de um episódio com nuanças políticas que engendram uma grande conspiração.

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