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sexta-feira, 20 de março de 2015

Voz de Diamantina: a mutilação do Diamantina Tênis Clube e seus danosos efeitos às atividades esportivas dacidade

 

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Minha provecta idade me permite lembrar que o verdadeiro nome da Praça de Esportes era Diamantina Tênis Clube. Pelo fato de que nosso pujante centro esportivo de outrora era dotado de bem projetada quadra de tênis. Protegida por altos alambrados, em seu piso de saibro bom número de diamantinenses disputava acirradas partidas desse elegante jogo de origem inglesa e de berço francês. Não me sai também da memória o imponente trampolim para saltos ornamentais, assim como seu vizinho mais baixo, provido de uma prancha, construído também em alvenaria. Os dois arrojados equipamentos permitiam mergulhos ousados, pois o lado da piscina à sua frente tinha quase cinco metros de profundidade. O tamanho da arquibancada de cimento (hoje aparentemente exagerado) era proporcional às multidões de torcedores que as competições de natação atraíam. Frequentes torneios arrastavam imensas e entusiasmadas plateias às quadras de basquete e de vôlei.

Estas saudosas lembranças me afloraram puxadas pela Virada Esportiva realizada no último domingo no que restou de um cenário esportivo que só ficou nas saudades. O expressivo público que compareceu no que restou do Diamantina Tênis Clube remete aos anos 1950/1960. Mas nem de longe se aproxima da quantidade e da vibração daqueles tempos, quando Diamantina irradiava o espírito esportivo, suas bem treinadas equipes de natação viajavam pelo país inteiro, arrebatavam preciosas medalhas e desbancavam consolidados recordes. Também conquistados pelos vários times de basquete e de vôlei da época.

O declínio do esporte diamantinense se deve, em grande parte, às errôneas, contínuas e danosas mutilações que uma série de prefeitos levou a cabo em uma estrutura cuja grandiosidade se deveu à generosa doação feita pelos Irmãos Duarte para sua construção. A grande derrota teve início quando o governo estadual - que provera as principais cidades mineiras com praças de esportes de nível excepcional - declinou desse múnus e, ao mesmo tempo em que se descuidava de sua manutenção, passou a entregá-las às prefeituras que as sediavam.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 710, de 21 de março de 2015

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Niemeyer ainda vive em Diamantina

O gênio nos deixou, mas seus traços e linhas ainda resistem à incompetência de todos nós. Até quando?

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Mais um sonho realizado

Coincidência ou não, o fato é que exatamente um dia após a publicãção de um post aqui no nosso “blogzinho” sobre o abandono da Praça de Esporte e da obra de Niemeyer, a Prefeitura resolveu roçar o matagal e recolher parte do lixo daquele espaço.

Não importa o motivo para tal medida, pois o mais importante é que algo foi feito.

Seguindo a mesma linha da propaganda estampada nas faixas distribuídas pela cidade, damos os parabéns à Prefeitura pela realização de mais um “sonho”.

Que tal agora  realizar outro sonho? Por exemplo,  o conserto do banco mostrado na foto abaixo enviada por um de nossos leitores. Será que alguém se anima a descansar neste banquinho depois de subir a Rua São Francisco?

Foto: Será que alguém se anima a descansar neste banquinho depois de subir a Rua São Francisco?

sábado, 21 de abril de 2012

Nossas praças

Por que não pdemos ter praças lindas como essa em Diamantina?

Foto belíssima do Marcinho Lima: Largo das Mercês/Praça do Pelourinho, São João del Rei.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Domingo no parque ou negligência do poder público?

Texto: Professor Wellington F. Gomes

No primeiro dia de março, mês que completo cinco anos de Diamantina, fui pela primeira vez, e altamente entusiasmado, levar minha filha (3,5 anos) para passear na mais nova praça pública do município. Uma tarde de domingo.

Estávamos preparados: bicicleta, cachorro, máquina fotográfica e mil idéias e desejos. Escorregador, balanço, caixa de areia, sombra,... Oba! Era isto que esta cidade estava precisando! Pensava comigo!

Estacionamos, descarregamos as coisas do carro, sem saber que infelizmente em poucos minutos estaríamos descarregando eram nossos desejos, nossas expectativas, nossa esperança que desta vez teríamos um local público mais saudável. Local este onde nós enfim poderíamos saborear os domingos e os finais de tarde sob a sombra das árvores, observando o charme da cidade.

Mas este artigo poderia ter outros títulos, como: “Negligência da prefeitura fere criança em município mineiro!”; “Quem deveria cuidar fere: com a palavra o poder público municipal”; “Desperdício do dinheiro público fere duplamente o cidadão: no bolso e na pele” ou ainda “Brinquedos para ferir e não para divertir!”.

Vamos aos fatos. A praça, ou melhor, o “Parque Urbano da Praça de Esportes” foi inaugurado em dezembro de 2008 e muito comemorado pelos habitantes locais. Até então não tínhamos ambiente parecido na cidade, cuja escassez de árvores é evidente.

Agora, em menos de três meses, constatamos que nenhum brinquedo funcionava. Eu decepcionado, minha filha meio sem graça olhava para aqueles ferros sem objetivos, instalados na caixa de areia suja! Sobram lixo e mato para todo lado. Até aí tudo bem, decepção instalada.

Continuo a explorar o ambiente, sem acreditar na grande tarde de domingo que havia prometido a minha filha. Armadilhas ardilosas eram encontradas por toda parte! Buracos, vidros, bueiros sem tampas, tijolos, madeiras com parafusos e pregos,...

Comecei a fotografar! Maquina que deveria captar minha filha se divertindo começou a ser usada para registrar o descaso com o dinheiro público e com o maior e unicamente verdadeiro patrimônio da humanidade: as crianças!

A tragédia anunciada aconteceu! Uma criança chorando! Do pé escorria sangue. Usava a camisa do seu time. Tinha jogo naquele domingo! Ele e a família não viram a partida de futebol já que foram para um dos dois hospitais da cidade!

Enquanto enrolava o pé do garoto com o papel higiênico que peguei no carro, seu pai com a voz engasgada dizia “trouxe meu filho aqui para sair um pouco da frente da televisão, mas acho que agente deveria ter ficado em casa jogando vídeo-game mesmo” e ele completou ao sair carregando seu filho não antes de agradecer pelo papel “vou agora com ele para o pronto socorro”.

Um ferro retorcido bem no fim do escorregador era o culpado.

Não só ele!

Esta lesão no pé da criança cai sobre as costas dos gestores municipais!"