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sábado, 5 de abril de 2014

Acidente de trânsito em São Gonçalo do Rio Preto deixa dois mortos

Fonte: 3º Batalhão da Polícia Militar

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Um caminhão perdeu o freio causando grave acidente na cidade de São Gonçalo do Rio Preto deixando seis feridos e dois mortos.

Na madrugada do dia 03 de Abril de 2014, um caminhão carregado com equipamentos para montagem de palco vindo da cidade de Belo Horizonte com destino a Itamarandiba, apresentou problemas na caixa de marchas quando trafegava próximo a Praça Quinze de Agosto, se desgovernou e desceu em alta velocidade vindo a se chocar com um muro que sustenta o aterro do pátio da paróquia São Gonçalo. Com o impacto a carga se espalhou, a cabine que transportava os passageiros e o baú (compartimento de carga) ficaram totalmente danificado e os passageiros foram arremessados para fora do veículo.

Imediata e simultaneamente compareceram na cena do acidente unidades de resgate do Corpo de Bombeiros, Samú e ambulância da unidade de saúde local que prestaram os primeiros socorros ás vítimas.

Após os trabalhos da perícia técnica , os corpos foram recolhidos ao IML e os feridos a princípio assistidos pela unidade de saúde local , foram encaminhados ao Pronto Atendimento Santa Isabel na cidade de Diamantina.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Educação Ambiental em Rio Preto

Atividade de Educação Ambiental desenvolvida na "Praia do Lapeiro"em São Gonçalo do Rio Preto em abril de 2012, com alunos do 2º ano matutino da Escola Estadual Dom João Antônio dos Santos.

Realização: Instituto Biotrópicos e UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

segunda-feira, 12 de março de 2012

DER promove cursos de educação ambiental e patrimonial para comunidades do Serro e Diamantina

Fonte: Agência MInas – clique aqui

Despertar novas atitudes, um novo jeito de agir e pensar a questão ambiental, tentando construir uma nova realidade, baseado no respeito ao patrimônio cultural e ambiental. Esse é o objetivo dos cursos de educação ambiental e patrimonial em função das obras de implantação e pavimentação da rodovia municipal Diamantina - Milho Verde – Serro, trecho da Estrada Real em Minas, organizado pela Gerência de Meio Ambiente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER/MG).

Os cursos são voltados para moradores dos distritos de Milho Verde, Três Barras, São Gonçalo do Rio das Pedras e Vau e integram o Programa “Transitando no Saber Cuidar”, com enfoque nos jovens e agentes ambientais. As atividades tiveram inicio na segunda-feira (5) e serão encerradas na sexta-feira (9).

Para a técnica em Educacão Ambiental do DER, Eliane Aparecida Silveira, o órgão tem buscado trabalhar com comunidades e pessoas envolvidas nas obras rodoviárias, buscando sensibilizar também os valores humanos, por meio de ações educativas. Ela explica que uma das dinâmicas do curso utilizadas para despertar a consciência ambiental e patrimonial é a fotografia. “Uma forma de sensibilizar os jovens e agentes sobre a importância da preservação dos espaços públicos e da cultura é a fotografia. Eles saem a campo registrando o núcleo urbano onde vivem, identificando e fotografando os bens culturais, patrimoniais e ambientais”.

Segundo Eliane, a pavimentação do trecho e outras obras de infraestrutura em andamento estão sendo acompanhadas de outras iniciativas que buscam a inserção das comunidades que ali vivem e a redução dos impactos ambientais em uma área de grande valor ecológico, cultural e turístico.

Comunidades Históricas

Às margens dos 60 quilômetros que integram o trecho Diamantina-Milho Verde –Serro, estão instaladas quatro comunidades que têm sua origem no século XVIII: Três Barras, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras (Pertencentes ao Serro) e Vau, comunidade de Diamantina. Para reduzir o impacto para os moradores, está sendo observada a preservação do patrimônio histórico e cultural e as características das localidades. Os trechos próximos aos núcleos urbanos estão recebendo calçamento poliédrico e pistas para caminhantes.

Preservação da Flora e Fauna

A obra executada pelo DER tem se preocupado com a preservação da flora e fauna. Em toda extensão das obras, estão sendo obedecidos diversos critérios ambientais para que o impacto seja o menor possível. Segundo os biólogos do DER, Felipe Dutra de Resende e Rogério Pedersoli de Lima, os animais encontrados são capturados e soltos no interior da mata e as espécies de flora ameaçadas são levadas para um viveiro, no próprio canteiro de obras.

Obras

As obras de melhoria e pavimentação do trecho fazem parte de uma série de projetos que vem sendo implantados por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Vale do Jequitinhonha –Prodetur/NE II, convênio firmado entre o Ministério do Turismo, o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Turismo, com interveniência da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas. O objetivo do programa é melhorar a qualidade de vida da população residente nas áreas de sua atuação, por meio da criação de condições favoráveis à expansão e melhoria da qualidade da atividade turística.

domingo, 19 de abril de 2009

São Gonçalo do Rio Preto




Texto e fotos: Tita Marçal

Os amantes da natureza e aventureiros antenados já devem ter ouvido falar da minha terrinha do coração. São Gonçalo do Rio Preto, também conhecida apenas como Rio Preto pelos já familiarizados, tem se tornado um cada vez mais requisitado roteiro possível para viajantes de plantão. Também pudera. Esta pequena cidade guarda em seu território surpresas de encher de gosto nosso gosto pela vida e pela beleza. A natureza aqui não poupou esforços para nos encantar. 

Pra quem tem veículo de transporte, a 14 km da “rua” fica a entrada do Parque Estadual do Rio Preto, reserva de uma das mais lindas áreas ambientais preservadas de Minas Geraes, na opinião de quem já rodou um bocado por aí. Fora as bênçãos divinas, a infra-estrutura que o bicho-homem criou por lá garante um descanso particularmente inusitado: acampamento rodeado por uma mata exuberante pertinho do rio, e com direito a churrasqueira, banho quente e energia elétrica.

Caminhadas com guias partem diariamente pela manhã e conferem um passeio indispensável pra todo visitante bem disposto. O objetivo é chegar à deslumbrante (realmente deslumbrante!) Cachoeira do Crioulo, a partir da qual se inicia a descida acompanhando o leito do rio. No caminho os olhos fazem a festa. Pedras, serras, mato, céu, rio pretinho, bichos e flores combinam-se de inumeráveis formas ao longo do percurso, mostrando exemplos de como a Natureza é capaz de se ajeitar pra colocar a beleza sobre o mundo. Aqui a Natureza se revela vaidosa que só ela. 

Pra não dizer que eu estou puxando muita sardinha pro meu lado, serei honesta. Apesar do bem bom, nem tudo são flores. No parque, apesar de toda boa infra-estrutura há uma dificuldade ocasional para comer. O único restaurante de lá não raramente não disponibiliza o que oferece no cardápio. Quando tem o rango custa sair, só depois de um tempo de demasiada espera, mesmo quando os clientes são poucos. Não sei se é o sossego que é tanto que acaba deixando a dinâmica culinária vagarosa. O fato é que pra não ficar de barriga vazia é bom se prevenir. 

Agora, quem está a pé também tem uma possibilidade de um roteiro recheado de atrações nos arredores próximos da cidade. Tem a Lapa de Alberto, uma gruta que a água cavou na pedra onde se reza ao pé da imagem da Nossa Senhora. A Praia do Lapeiro que corresponde à área recreativa da população, com rio raso, médio e fundo pra banhistas de todas as idades, quadras para esportes de areia, além do restaurante e temperinho de Renata de Tizinha, típica comida mineira na beirada do rio. E por aí vai: Poço da Lapa, Cachoeira do Quilombo, Ponte do Alecrim. Um roteiro que eu adoro é sair do Lapeiro subindo o rio. Cada parte é uma parte ímpar do mesmo leito, um lugar para parar um pouco.  

Não se contentando com o que tem por perto da rua, resta ao viajante não motorizado botar o dedão na estrada e arriscar uma carona. Vai pra saída do Alecrim sinalizando pros carros, motos, cavalos, jumentos e afins que sobem no sentido do Parque. Não vacilar só no básico: quanto mais ferrado o carro, mais chance dele ser do lugar, mais chances de ser alguém da roça, sem más intenções, de haver aquela conversa amigável e uma possível parada no Santo Antônio prum cafezim de rapadura. Dá mais trabalho, mas o contato com a cultura local não pode ser mais genuíno. Eu aprovo e recomendo.