quarta-feira, 13 de julho de 2011

Conspiração Gastronômica

Fonte: Visite Diamantina

A Prefeitura Municipal de Diamantina, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio convidam e o Instituto Cultural de Tiradentes convidam para o “I Seminário de Valorização da Gastronomia da Região de Diamantina”, a ser realizado no dia 15 de julho (sexta-feira), das 14:00 às 18:00 horas, no Centro Administrativo Municipal.

O seminário pautará questões referentes à valorização da culinária mineira e fortalecimento das redes produtoras locais e contará com a participação de Ralph Justino (idealizador do Festival de Gastronomia de Tiradentes), Eduardo Maya (chef idealizador do festival Comida Di Buteco e Centro Culinário) e Eduardo Avelar (jornalista e chef, autor do Guia Sabores de Minas).

Devido à demanda de preparação de materiais solicitamos que os interessados confirmem presença até o dia 13 de julho, pelos contatos que se seguem: Telefone: (38) 3531-9532 - E-mail:turismo@diamantina.mg.gov.br .

terça-feira, 12 de julho de 2011

Festival Cultural de Curralinho

Fonte: Prefeitura de Diamantina

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Expedição ao Pico do Itambé

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Saída: (sábado) -  7 hs do Receptivo Quintal Radical , Rua da Quitanda 10
Retorno: (domingo) as 9 hs do cume do Pico.

O pacote inclui:
-Transporte 4x4 (diminui 10km de caminhada)
-Guia local especializado
-Almoço na Fazenda São José em Sto Antonio do Itambé no domingo.

Investimento:
R$150,00 p/ pessoa

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O que levar:

-Barraca

-Colchonete e cobertor ou saco de dormir e isolante térmico
-Uma muda de roupa (de frio)

-Toca e luvas
-Protetor solar
-Boné
-Calçado confortável e antiderrapante
-Água (só p/ a subida ½ litro)
-Lanches (biscoito de sal e doce, paçoquinha, barras energéticas, chocolate, gatorade, etc).
-Macarrão instantâneo
-Medicamento (analgésico, anti inflamatório) e outros, caso faça uso de algum.

Tempo estimado p/ subida: 4 hs

Tempo estimado p/ descida: 2 hs

RECEPTIVO QUINTAL RADICAL Ecoturismo e Aventura

(38) 9909-0472 ou 3531-2850

Inauguração de telecentro marca os 100 anos da EPIL em Diamantina

Fonte: Agência Minas

DIAMANTINA (12/07/11) - O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), inaugurou um moderno telecentro em Diamantina, Vale do Jequitinhonha. A inauguração fez parte das comemorações dos 100 anos da Escola Profissional Irmã Luiza (EPIL), que integra a Sociedade Protetora da Infância, considerada a mais antiga entidade do gênero no Estado.

Ao representar o Governo de Minas, o secretário Narcio Rodrigues reconheceu a importância da EPIL em um século de existência e do grande alcance social e profissional para jovens carentes de Diamantina e região. “Viemos aqui participar de um momento histórico de uma entidade que surgiu a partir da boa vontade e do amor de pessoas como irmã Luiza e muitos voluntários brasileiros, franceses e suíços”, disse.

Além do telecentro com 10 computadores para profissionalizar os jovens amparados pela EPIL e facilitar o acesso a novas tecnologias, a Sectes firmou convênio com a Emater para instalar uma unidade do programa VerdeMinas com o objetivo de promover a educação ambiental e a construção de comunidades sustentáveis. “A EPIL representa muito para a história de milhares de jovens que foram acolhidos por ela, aprenderam uma profissão e melhoraram as suas vidas. É uma organização não governamental que chega a um século de vida praticando o amor ao próximo”, afirmou o secretário Narcio Rodrigues.

Quanto à estadualização da Fundação Educacional de Diamantina, associada à UEMG, o secretário comunicou a todos que existe um grupo de trabalho cuidando do assunto, levando em consideração a revitalização da Universidade do Estado de Minas Gerais até 2014.

Na solenidade, outros três convênios foram assinados pela EPIL com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Inovales e com a Emater. O presidente da Sociedade Protetora da Infância, Jeová Fernandes de Araújo disse que com os convênios e parcerias “iniciamos a caminhada para mais um século”. Agradeceu a todos e um olhar ainda mais atento de todos com a EPIL.

A Escola Profissional Irmã Luiza — fundada em 1911 — é um dos três projetos sociais mantidos pela Sociedade Protetora da Infância. Os outros dois projetos são: Vila Educacional das Meninas (VEM) e Amparo à Juventude para Inserção Rápida (AJIR).

O trabalho foi liderado pela Congregação das Filhas de Caridade, que acolhia “meninos de rua” no Colégio Nossa Senhora das Dores, em Diamantina. Desde 1968 funcionando em prédio próprio, a EPIL acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. É reconhecida com os títulos de Utilidade Pública Municipal, Estadual e Federal.

Também estiveram presentes no evento deputados, o prefeito de Diamantina, Geraldo da Silva Macedo (Padre Gê), vereadores, secretários municipais, representantes do Judiciário, Ministério Público, OAB, Polícia Militar e diversos parceiros diamantinenses, suíços e franceses que colaboram, há décadas, para a sobrevivência da entidade.

27º Jogos do Interior de Minas 2011

O Minas Olímpica/Jogos do Interior de Minas é um programa esportivo de integração entre municípios do interior do Estado, envolvendo atletas nas modalidades de atletismo, atletismo PCD, basquete, basquete para cadeirantes, ciclismo speed, ciclismo mountain bike, futsal, ginástica artística, ginástica de trampolim, handebol, judô, karatê, natação, natação PCD, peteca, tae kwon-do, tênis de mesa, tênis de mesa adaptado, vôlei e xadrez. A segunda etapa do JIMI é a regional, com competições nas modalidades de basquete, futsal, handebol e vôlei.

Cerca de 15 mil atletas, nos naipes masculino e feminino, participam do JIMI anualmente.

Regional em Diamantina começa dia 20 de julho, com 69 jogos.

A etapa regional do JIMI acontece de 20 a 24 de julho, nas cidades de Araxá, Arcos, Diamantina, Joaíma, Manhuaçu e Passos.

Em Diamantina, 14 municípios e cerca de 700 atletas competirão nas modalidades de basquete, futsal, handebol e vôlei. A abertura oficial será dia 20 de julho (quarta-feira), às 19 horas, ao lado da Igreja Matriz. Rua da Quitanda, s/nº, bairro centro.

O Minas Olímpica/JIMI é um Programa do Governo de Minas e da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude – SEEJ-MG. A execução dos Jogos é de responsabilidade do Instituto Brasileiro para o Desenvolvimento do Esporte, Educação e Cultura – IBDEEC.

Mais informações (31) 3332 70 53 ou pelo site www.jimi.mg.gov.br

UFVJM no Globo Universidade

Clique aqui para ver o vídeo completo do programa.

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R$ 100 bilhões: Direitos minerários do "pobre" Jequitinhonha estão à venda

Fonte: Jornalista Tarciso Alves, da Revista Nova Atual, maio/2011, de Almenara. – Postado por Álbano Machado no Blog do Banu

Lideranças políticas e empresariais do Vale do Jequitinhonha não devem ignorar o que vem sendo noticiado pela imprensa estadual sobre as riquezas existentes nesta região, tida como a mais pobre de Minas Gerais. Na realidade, ela não seria nada disso, pois conteria riquezas minerais avaliadas em bilhões, que estão despertando a cobiça em grandes grupos e megaempresas do país e do mundo.

Vamos aos fatos.

Em 22 de dezembro de 2010, o Diário do Comércio, de Belo Horizonte, publicou uma matéria cuja chamada de capa dizia: “A Magnesita Refratários S/A, com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tem planos de investimentos da ordem de R$ 80 milhões nos próximos dois anos. De acordo com comunicado enviado ontem à Bovespa, os aportes serão realizados na expansão da jazida de grafita localizada em Almenara, no Vale do Jequitinhonha.

Com o aumento da capacidade de extração, a indústria pretende atingir a autossuficiência em produção de grafita. Da produção de 40 mil toneladas anuais, a metade será destinada à demanda interna e o restante será negociado para fabricantes de plásticos e polímeros. Até o fim deste exercício, a empresa ainda estima desembolsar R$ 17 milhões na aquisição de 17 mil toneladas do insumo para a produção de refratários”.

Entretanto, por aqui, nenhuma voz se levantou para comentar tal notícia. Nada disso mereceu uma reunião numa das várias Câmaras Municipais do Vale do Jequitinhonha, tampouco uma reunião de lideranças políticas ou empresariais. É como se nada tivesse sido noticiado, ou se não valesse a pena tratar desse assunto, junto ao governo de Minas Gerais e às prefeituras que podem ser diretamente beneficiadas com os investimentos previstos.

Essa não foi a única notícia sobre tesouros ocultos do Vale.

No dia 1º de fevereiro deste ano, a página 17 do caderno de Economia, do jornal Hoje em Dia, a coluna “Negócios S.A.”, de Nairo Alméri, trazia uma matéria intitulada: “Direitos minerários à venda: US$ 61 bilhões”.

Que negócio estupendo seria esse, e em que local estaria? Segundo o autor da matéria, o negócio seria concessões de uma empresa para a exploração de jazidas de metais, minérios e pedras preciosas, encravadas justamente no Vale do Jequitinhonha, no Nordeste de Minas.

Sites de escritórios de advocacia, um em São Paulo, e mais outros três – sendo dois estrangeiros e um brasileiro – estariam oferecendo um pacote de direitos minerários nesta região (Vale do Jequitinhonha), por um preço acima de 61 bilhões de dólares – ou pouco mais de R$ 100 bilhões, no câmbio atual.

O que os escritórios oferecem são direitos legais sobre jazidas de diamante, ouro, granito, e cobre. As áreas abrangidas somam um total de 2.400 hectares, com acesso por rodovia e uma pista de pouso asfaltada, com 1.400 metros de comprimento. O negócio está em oferta, no Brasil e no mundo.

A jazida de granito seria a mais cara de todas as reservas minerais. Ela teria 200 milhões de metros cúbicos, e estaria avaliada em US$ 60 bilhões. As demais seriam as de ouro, avaliada em US$ 840 milhões; diamante, avaliada em US$ 115 milhões, e cobre, por US$ 80 milhões. A soma total dos valores é de estarrecer, pois nem mesmo os grandes grupos nacionais e internacionais poderiam fazer um negócio desse, sem usar recursos federais ou de bancos de investimento.

Os investimentos da Magnesita Refratários S/A estão previstos para ser feitos até 2012. A negociação dos direitos minerários pode levar mais tempo, mas deve ser abordada agora.

O povo do Vale do Jequitinhonha não deve permanecer indiferente. Ele deve cobrar das lideranças locais, estaduais e federais, uma participação mais ativa nessas oportunidades.

Afinal, não é sempre que o país pode anunciar um negócio de US$ 62 bilhões – que dirá, então, o “pobre” Vale do Jequitinhonha, não é mesmo?

Resultado do 1º Festival de Fotografia Amadora de Diamantina

Fonte: Terreno Extremo

Em primeiro lugar, pedimos desculpas pelos atrasos em divulgar o resultado do festival. Preocupados em manter a imparcialidade na seleção das fotos vencedoras, ficamos aguardando o parecer do juri composto por fotógrafos profissionais que se dispuseram a colaborar com o festival, os quais também seremos eternamente gratos.  Por isso agradecemos pela colaboração, participação e compreensão de todos.

1º Lugar

1

Autor: Ricardo Souza Maciel - Local da foto: Campus JK – UFVJM

2º Lugar

2

Autor: José Rocha Andrade - Título da foto: Início - Local: Diamantina – MG

3º Lugar

3

Autor: Michel Becheleni - Título da foto: “Imbiruçu” - Local: Parque Estadual do Rio Preto

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os feitos Extraordinários de um grande Diamantinense ignorado por seu povo: Henri Dumont (1832 – 1892)

 

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O Diamantinense Henri Dumont

Vivia na França um ourives que tinha uma filha chamada Eufrásia Honoré, que se casou com François Dumont. O sogro-ourives induziu o genro François a vir para o Brasil à procura de pedras preciosas, que alimentariam sua indústria. Assim François e Eufrásia vieram morar no maior polo mundial produtor de diamantes da época, o Arraial do Tijuco (atual Diamantina-MG).

Em Diamantina o casal teve três filhos, sendo que o segundo chamava-se “Henri” (aportuguesado para “Henrique”) nascido em 20 de julho de 1832, no distrito do Guinda. François Dumont faleceu cedo e Henrique foi ajudado por seu padrinho, que lhe garantiu um curso na Escola de Artes e Ofícios de Paris, (equivalente a Faculdade de Engenharia, nos dias atuais), tendo se formado com apenas 21 anos de idade.

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O Jovem Engenheiro Henrique Dumont

Voltando o Brasil passou a prestar serviços a Prefeitura de Ouro Preto, então a capital do Estado, região onde vivia o senhor Joaquim Santos, casado com Dona Emerenciana. O casal teve um filho que tornou-se o famoso comendador industrial Francisco de Paula Santos, que casou-se com Dona Rosalina. Entre os filhos tiveram um filha chamada Francisca. Em Ouro Preto Dr. Henrique Dumont conheceu a jovem Francisca de Paula Santos e se casaram, em 6 de setembro de 1856, na Freguesia de Nossa Senhora do Pilar.

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1 - D. Francisca de Paula Santos Dumont (esposa de Henrique/mãe de Santos Dumont)

2 –D. Francisca com a filha Sofia, irmã de Santos Dumont

Henrique exerceu várias atividades em Minas. Foi proprietário, junto com o sogro, da famosa Fazenda Jaguara, às margens do Rio das Velhas. Essa fazenda possuía uma igreja com altares de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que posteriormente foram transferidos para a Igreja Matriz de Nova Lima. Com espírito empreendedor, Henrique explorou os barcos a vapor no rio das Velhas e São Francisco.

Segundo o historiador do Rio São Francisco, Brasiliano Braz, foi durante a guerra do Paraguai (1864-1870) que o Barão de Guaicuí resolveu construir o primeiro “gaiola” que navegaria no rio São Francisco.

Em 25 de junho de 1867 o Governo de Minas, através do conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, firmou contrato com o engenheiro Diamantinense Henrique Dumont para a construção de um vapor com 25 HP de força. Utilizando como base um velho vapor construído na América do Norte, que navegou por vários anos no rio Mississipi e depois no rio Amazonas, e que fora transportado em carretas puxadas por bois até os terminais ferroviários, chegou a Sabará, presumivelmente em 1852. Reinaugurado em 1871 pelo imperador Dom Pedro II, foi lançado nas águas do rio das Velhas em grande festa. No dia 3 de fevereiro de 1871, Álvares de Araújo inaugurou a navegação a vapor nas águas do rio da Integração Nacional ao chegar à vila de Guaicuí, onde o rio das Velhas deságua no Velho Chico. De lá, prosseguiu sua histórica “viagem de exploração” à Januária, Carinhanha, Barra do Rio Grande, Xique Xique, Pilão Arcado, Remanso, Juazeiro e Boa Vista. Em cada localidade, ele anotava aspectos da cultura ribeirinha que hoje oferecem subsídios para um melhor entendimento daquele período histórico. E assim, ficamos sabendo de sua disposição em desobstruir o São Francisco para que, unindo a navegação a vapor com as estradas de ferro, o centro do país finalmente se encontrasse com o litoral. Durante vários anos, o vapor construído por Henrique Dumont navegou de Pirapora a Juazeiro (1370km), tinha o apito rouco e estridente, que atraia os moradores ribeirinhos as margens do rio para vê-lo passar com suas duas rodas laterais. A capacidade de carga do Vapor Saldanha Marinho era de 6 toneladas e de 12 passageiros.

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O Vapor Saldanha Marinho construído por Henrique Dumont

Em 1872 Henrique tornou-se engenheiro da Estrada de Ferro Central do Brasil, transferindo-se para Palmira (hoje a cidade de Santos Dumont-MG) onde assumiu a empreitada da construção da Ferrovia D. Pedro II, trecho da Estrada de Ferro na subida da Serra da Mantiqueira, ligação entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para não ficar longe da família, o Dr. Henrique trouxe sua esposa e os cinco filhos, instalando-se em uma casa próxima às obras, na Fazenda Cabangu, entre os Distritos de João Ayres e João Gomes.

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Engenheiro Henrique Dumont (ao centro), tendo à direita o seu genro Guilherme de Andrade Villares(casado com Virgínia), e a esquerda, a filha mais jovem, Francisca; sentadas, as outras irmãs de Santos-Dumont: Virgínia, Sofia e Gabriela.

Neste local nasceu, em 20 de julho de 1873, data em que o Dr. Henrique completava seus 41 anos, o sexto, dos oito filhos do casal, batizado como Alberto Santos Dumont.

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Sítio Cabangu, local onde em 1873 nasceu Alberto Santos Dumont, filho do Diamantinense Henrique

Alberto tinha mais 7 irmãos: cinco mulheres e dois homens. As irmãs mais velhas, Maria Rosalina, Virgínia e Gabriela casaram-se por coincidência, com três irmãos, respectivamente chamados Eduardo Villares, Guilherme Villares e Carlos Villares, todos os irmãos eram mineiros, excetuando-se as duas irmãs mais moças: Sofia e Francisca, ambas nascidas em na cidade de Casal, perto da cidade de Valença-RJ.

Após seis anos, terminada a construção da estrada de ferro, a família se muda para a localidade de Casal, Valença (atualmente município de Rio das Flores-RJ) no Vale do Paraíba fluminense, onde vai administrar uma fazenda de café do sogro, o comendador Francisco de Paula Santos. Mas os cafezais pouco produzem. Foi ali na Paróquia de Santa Tereza que Alberto foi batizado em 20 de fevereiro de 1877.

No Rio de Janeiro, Henrique conhece outros dois fazendeiros do vale do Paraíba – Luiz Pereira Barreto e Martinico Prado. Eles haviam chegado de uma viagem à região da nascente Vila de São Sebastião do Ribeirão Preto. Os dois, entusiastas das terras do então “oeste paulista”, convencem Henrique, que já procurava por terras rochas mais próprias para plantação de café, de que o futuro da cafeicultura estava naquela região a ser desbravada.

O Diamantinense Henrique, pai de Santos Dumont viaja três dias a cavalo, desde o final dos trilhos da Mogiana (que então tinham por ponto final Casa Branca), e fica maravilhado com as terras do “oeste paulista”. Retorna ao Rio, desfaz a sociedade com o sogro e, em 1879, compra de José Bento Diniz Junqueira a fazenda Arindeúva, que já tinha 100.000 pés de cafés.

Nos anos seguintes, Henrique continuou comprando terras, até adquirir em 1887 a última gleba, de José Augusto Alves Junqueira – estava formada a Fazenda Dumont, com 6.108 alqueires e 5,7 milhões de pés de café, a maior do mundo.

Para fazer o café circular e ampliar o desenvolvimento da região foi construída uma estrada de ferro, a Companhia Mogiana, inaugurada em 1883. Por ela chegaram a Ribeirão Preto centenas de migrantes, principalmente italianos que substituíram a mão-de-obra escrava.

A Fazenda Arindeúva de Henrique Dumont progrediu muito, tornando-se a mais moderna da América do Sul, e para agilizar a colheita, Henrique Dumont compra da Mogiana uma estrada de ferro ligando a fazenda à estação – além dessa ligação principal, de 23 Km, fez mais 96 Km de trilhos dentro da fazenda, em quatro ramais. O transporte do café era feito por 40 vagões acoplados a sete locomotivas importadas da Inglaterra.

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1 - Parte dos mais de 90 km de linhas férreas particulares que cruzarvam a Fazenda Dumont

2 – pátio de carregamento dos vagões de café

Estava criada a Dumont Coffee Company e o Diamantinense Henrique passou a ser conhecido como o "Rei do Café".

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Título da Dumont Cofee Company comercializado na Bolsa de Londres

Ali Albertinho passou a sua infância, incentivado pelo seu pai Henrique, começa a desenvolver as aspirações de que o homem não poderia mais ficar preso ao solo. Em suas divagações observava as nuvens suspensas no espaço, as aves deslizarem no ar e fazia experiências com pequenos balões nas festas juninas. Construía pipas exóticas – numa delas, de 2,5 m de altura por 1,8 m de largura, fez um gato alçar vôo. Chegou a montar pequenas aeronaves movidas a elástico e hélice. As suas leituras prediletas eram os livros: Vinte Mil Léguas Submarinas, Cinco Semanas Num Balão e Da Terra à Lua de Júlio Verne. Santos Dumont passa horas e horas nos galpões, onde era montado o maquinário que o pai importava da Europa, e nas oficinas onde se fabricava tudo o que era preciso no trabalho agrícola. Aos sete anos dirigia os locomóveis da fazenda e aos doze seu pai autorizou-o a dirigir a locomotivas Baldwin. Na mecânica, consertava a máquina de costura de sua mãe e acabou fazendo manutenção dos separadores de café da fazenda. Seus estudos iniciaram com as primeiras letras ensinadas por sua irmã Virginia. O Diamantinense Henrique teve papel fundamental na trajetória do filho Alberto, pois percebendo nele o fascínio pelas máquinas – que existiam em grande quantidade na fazenda – direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade, não fazendo questão que ele se formasse em engenharia, como foi o caso dos outros filhos.

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1886 - Albertinho, então com 13 anos no colégio em Campinas

Em 1890, a Fazenda Dumont tem 5,7 milhões de pés de café produzindo e é uma pequena cidade – cerca de 5.000 colonos moram lá. Henrique Dumont e seu sócio Francisco Schimidt chegaram a ter 60 fazendas e 30 milhões de pés de café, produzindo 4 milhões de sacas por ano.

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O jovem Santos Dumont

Em dezembro daquele mesmo ano Henrique inspeciona os cafezais em uma charrete quando esta, desgovernada, o lança ao chão. Henrique quebra um braço, bate a cabeça, fica parcialmente paralisado (hemiplégico).

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a partir da esquerda, Maria Rosalina, Virgínia, Gabriela, Santos Dumont, Francisca, Amália(cunhada), e seu marido Henrique

Em busca de tratamento, em 1891, Henrique viaja com a família para tratamento médico em Paris. Lá, Alberto tem a oportunidade de acompanhar as últimas evoluções tecnológicas, como o gramofone, a linotipia, a turbina a gás, o cinema e o cinerama. O motor a gasolina, ou seja, de explosão, também conhecido como motor de combustão interna, era a sensação do momento, fazia o maior sucesso e, devido a isto, exposições da época mostravam-no em múltiplas versões e funcionando sob os mais variados princípios. Ao visitar uma dessas exposições, o então jovem Santos Dumont ficou fascinado, pois sempre se viu interessado em entender aquele mecanismo. Henrique compra para o filho um automóvel Peugeot (1° carro a entrar no país) e retornam ao Brasil.

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Henrique e Alberto no primeiro automóvel do Brasil

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Casarão dos Dumont em São Paulo e seus automóveis

De volta a São Paulo, Henrique emancipa Alberto, que completara 18 anos, e dá-lhe, antecipadamente, sua herança, composta de ações e títulos de renda que lhe permitiram viver folgadamente e financiar, sem ajuda de terceiros, todas as suas experiências, além de vender a Fazenda Dumont por 12 mil contos de réis.

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Santos Dumont rodeado de colegas

Em 1892 o estado de saúde de Henrique Dumont se agrava, ele tenta voltar à França, mas não consegue – morre no Rio de Janeiro, em 30 de agosto de 1892, aos 60 anos de idade. Sua esposa Francisca Santos, morre alguns anos mais tarde, na cidade do Porto, em Portugal, aos 67 anos de idade.

Com a morte do pai o jovem Alberto sofre um duro golpe emocional, mas as palavras do velho Henrique não foram esquecidas. Segue então para Paris em 1892 e não se deixa levar pelos encantos perigosos da Cidade-Luz, dedica-se os estudos onde começa experiências com balões.

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Sofisticado escritório de Santos Dumont em Paris

Elas vão levar, em 1906, ao mítico 14-Bis, a primeira aeronave da história.

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O filho do Diamantinense Henrique se prepara para dar um dos maiores passos da humanidade

Alberto Santos Dumont, filho do ilustre Diamantinense Henrique, recebeu diversas homenagens por toda a Europa, nos EUA e América Latina, em especial no Brasil, onde foi recebido com festas e euforia. Seus projetos foram aperfeiçoados por outros aviadores e projetistas, já que ele não os patenteava e não desejava adquirir bens materiais com suas invenções, mas idealizava dotar a Humanidade com meios de facilitar as comunicações e encurtar as distâncias.

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Pesquisa e artigo elaborados por:

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Leo Pinheiro da Altitude Máxima

Cidadão Diamantinense

leopinheiro@altitudemaxima.com.br

Notas do autor:

1) Por que a história do Diamantinense Henrique Dumont, um verdadeiro exemplo de herói, não é contata nas escolas de Diamantina?

2) Por que a grande maioria dos Diamantinenses não sabe nada a respeito desta história?

3) Por que não há em Diamantina um monumento a este ilustre cidadão?

4) Por que não exploramos esta história, de forma turística e histórica, em Diamantina e no distrito do Guinda, local seu local de nascimento?

5) Em outubro deste ano, Diamantina sediará o fHIST - Festival de História concebido pela Revista de História da Biblioteca Nacional – Não seria este o momento de resgatarmos este ilustre personagem de nossa história, atribuindo-lhe o devido valor e reconhecimento???

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Oficina de Capoeira e cultura popular no Festival de Inverno da UFMG

Cartaz Festival de Inverno (1)

Oficina do brincar–II Colônia de Férias na UFVJM

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Trilhos e trilhas num cenário espetacular

Fonte: O Tempo

ONG promove o turismo de aventura na antiga linha férrea que cortava a cidade, mas turista pode praticar outros esportes

Uma das principais atrações do circuito turístico é o Projeto Trilha Verde da Maria Fumaça. Elaborado pela Organização não governamental (ONG) Caminhos da Serra, a iniciativa surgiu em 2000, como forma de promover o turismo de aventura na antiga linha férrea que fazia o percurso Diamantina/Gouveia/Monjolos/Curvelo/Santa Hipólito/Corinto.

Construída em 1910 e desativada em 1975, a linha transportava pessoas, produtos rurais, alimentos e alguns tipos de minério, como manganês. "Pelo caminho existe muita história e precisamos contar isso para as novas gerações. Além de conhecimento, o local possibilita ótimas oportunidades de turismo em um cenário repleto de belezas", explica o diretor da ONG, Alex Mendes Santos.

Pela trilha, o turista pode praticar caminhadas, o ciclismo conhecido como mountain bike e rapel nos pontilhões, além de visitas aos sítios arqueológicos. Pelo caminho, ele ainda pode conhecer as comunidades locais, valorizando a cultura da região.

Kobu
Cozinheira de mão cheia, dona Maria de Fátima Araújo, 41, é quem revela uma receita típica da região, o famoso Kobu. O nome é uma homenagem a uma tribo indígena que havia no vilarejo, há cerca de 300 anos. A massa leva leite coalhado, ovos, bicarbonato, sal, açúcar ou rapadura. A mistura é enrolada em pequenas porções em folha de bananeira e colocada para assar no fogão à lenha.

Para receber os visitantes, os moradores passaram por cursos de capacitação profissional. Marcelo Augusto de Oliveira, 14, cursa a oitava série do ensino fundamental e viu no projeto Turismo de Vilarejo uma oportunidade de aprender um pouco mais e conseguir uma renda para ajudar em casa. Pelo serviço de guia, ele recebe R$ 25 do visitante.

Quem leva
Empresa que faz a rota: Adriano Ribeiro de Mattos (ARM Viagens & Receptivo)
Telefones para contato: (38) 3531-6733 ou (38) 3531-3175 - Diamantina (MG)
Circuito Turístico dos Diamantes: Acesse o site
www.armturismo.com.br
Informações do destino turístico: Acesse o site www.turismodevilarejocuiaba.com.br
Associação dos Moradores de Cuiabá: (38) 9981-0235
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo: (38) 3543-2249

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Montes Claros terá fábrica das Havaianas

Fonte: O Tempo

A cidade de Montes Claros, no Norte de Minas, vai receber uma fábrica das Havaianas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (7) pelo governador Antonio Anastasia. O investimento para a nova instalação é de R$ 180 milhões e 2.250 empregos diretos e mais 3.000 indiretos serão gerados.

Segundo o governo, a implantação de uma fábrica da Havaianas terá capacidade de produção de 100 milhões de pares de calçados por ano. O local também abrigará um centro de distribuição para a comercialização dos produtos. A nova unidade permitirá um aumento de 30% da produção atual de calçados da marca.

A nova unidade ocupará uma área de 250 mil metros quadrados, com disponibilidade de gás natural, onde serão construídos 73 mil m², sendo 57 mil m² para a área industrial e outros 18 mil m² para o centro de distribuição. A fábrica de Minas Gerais será a segunda destinada à produção de sandálias Havaianas, um dos destaques do portfólio de marcas da companhia.

Anastasia afirmou que a chegada da fábrica vai incentivar o desenvolvimento da região Norte de Minas e para os vales do Mucuri e do Jequitinhonha. “Estamos trazendo para nosso Estado um produto que é internacionalmente reconhecido por sua qualidade, como sendo legitimamente brasileiro. A nossa felicidade se desdobra não só pelo fato de trazermos para Minas uma das mais importantes marcas brasileiras, mas, mais que isso, por termos colocado essa fábrica na região Norte do Estado, na região que precisamos desenvolver ainda mais. O investimento em Montes Claros não se consolida só naquela cidade. Montes Claros é a capital do Norte, então esse investimento se irradia por toda a região”, afirmou o governador em seu pronunciamento.

As obras da nova indústria devem ser iniciadas em agosto deste ano, com início da operação programada para o segundo semestre de 2012.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio - (38) 3531-9537 - producaocultural@diamantina.mg.gov.br

Dia 08/07 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Francisco Galvão

- Seresta com o Grupo Monsenhor Celso

Local: Saída da Praça Praça JK

Horário: 21 horas

- Apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem, com participação especial da flautista Odette Ernest Dias - Comemoração 100 da EPIL

Local: Igreja São Francisco de Assis

Horário: 21 horas


Dia 09/07 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Acorde Mineiro

- Vesperata

Local: Rua da Quitanda

Horário: 21 horas


Dia 10/07 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco do Tecla

Horário: 08 horas

- Feira da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: 08 horas

Tirinhas

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