segunda-feira, 15 de junho de 2015

Marionetes a fio na Praça Doutor Prado

Serra dos Cristais, em Diamantina, fica livre de postes

Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) desde 19 de novembro de 2010, o Conjunto Paisagístico Serra dos Cristais, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, é reconhecido pelas belezas naturais, culturais e históricas. A fim de garantir a preservação da região, o Ministério Público entrou com ação na Justiça para que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) retirasse 46 postes instalados em 2012.

Segundo o promotor Felipe Faria de Oliveira, os postes foram instalados de forma irregular, descumprindo determinações dos órgãos de defesa do patrimônio histórico, como a licença.

“Quando a companhia elétrica fez a instalação, em janeiro de 2012, não existia autorização prévia do Iepha. A situação foi objeto de embargo no município e, ainda assim, os postes foram instalados”, disse Oliveira.

Os postes foram colocados ao longo do conjunto, entre o acesso à Pousada Real e a torre de transmissão da Serra dos Cristais, e podiam ser vistos da área urbana de Diamantina. 

O principal impacto da instalação está relacionado à paisagem, causado por equipamentos estranhos ao ambiente e à importância da serra para a identidade local. “Diamantina foi considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1999, e o conjunto arquitetônico e paisagístico contribuiu de maneira determinante para o reconhecimento”, explicou o promotor.

O gerente de gestão ambiental da distribuição da Cemig, Paulo Clebicar Nogueira, informou que, depois de reuniões com o MP e o Iepha, a companhia entendeu que se tratava de uma área de conservação ambiental e a presença dos postes contrastava com a paisagem da serra. Segundo ele, a retirada dos postes foi concluída em 27 de maio.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Audiência pública do IFNMG.

Enquanto isso, em Diamantina...

Justiça determina interdição total no trânsito em rua de Ouro Preto

O abatimento da rua e o crescente risco de desabamento e destruição de imóveis tombados, além do perigo à vida da população, deverá implicar no fechamento de uma importante via da cidade histórica de Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerias. Parte da Rua Getúlio Vargas, principalmente no trecho próximo à ponte seca, no Bairro Rosário, deverá ter o tráfego e o estacionamento de veículos bloqueado por determinação da Justiça.

A medida, requerida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio de Ação Civil Pública (ACP), valerá até que o município tome as providências necessárias à estabilização da área. Na decisão, a juíza Letícia Drumond estabeleceu o prazo de 30 dias para que a prefeitura apresente projeto de regulação do local. Em caso de descumprimento, foi estipulada multa diária de R$ 20 mil.

O MPMG apontou que o levantamento geofísico realizado pela Fundação Gorceix, a pedido do município de Ouro Preto, constatou que o abatimento da rua pode estar relacionado ao sobrepeso causado pela movimentação de veículos. Com o resultado, o órgão recomendou o fechamento do fluxo e de vagas de estacionamento valerá para veículos leves e pesados. Apesar da recomendação, o município, segundo o MPMG, procedeu apenas à interdição parcial da via.

“O Instituto Geotécnico de Ouro Preto relatou ao MPMG que a interdição parcial é insuficiente para a contenção do risco de arruinamento. Além disso, a entidade levantou que, em dois locais em situação de iminente risco, poderão ser atingidas 11 moradias e 12 doze pessoas”, afirmam os promotores de Justiça Domingos Ventura Miranda Júnior e Marcos Paulo de Souza Miranda, que assinam a ACP.



terça-feira, 9 de junho de 2015

Cemitério do Peixe: comunidade de nove habitantes é invadida por artistas do Brasil e do mundo

Fonte: Jornal Estado de Minas

Dona Lotinha, que só prendia suas galinhas e seus oito cães duas vezes por ano, em setembro, para a festa de São Miguel Arcanjo, e em novembro, para o Jubileu de São Miguel Arcanjo e Almas, precisou colocar toda a bicharada na tranca. É que o lugarejo onde ela mora, Cemitério do Peixe, no município de Conceição do Mato Dentro, no Alto Jequitinhonha, de um dia para outro aumentou sua população de nove habitantes para mais de 30. E sabe lá quantas dezenas mais de visitantes deverão aparecer a partir de hoje.


É que o lugarejo, que parecia deserto, vai abrigar a Ocupação Cemitério do Peixe: Morte e magia nas artes visuais, evento que, de hoje a domingo, reúne vários artistas do Brasil e do mundo. Além da exposição de obras de arte, o grupo vai investigar e estimular reflexões sobre a relação da magia e morte nas artes.


São cerca de 200 casinhas de adobe e pau a pique em Cemitério do Peixe, distante 60 quilômetros de Diamantina, mas apenas três delas são ocupadas por moradores durante todo o ano. Na casa de Carlota de Oliveira Brandão, a Dona Lotinha, de 63 anos, moram ela e dois filhos. Mais adiante, outra família com cinco pessoas. Perto do cemitério, que deu nome ao lugarejo, no século 19, mora um primo da dona de casa.


Dona Lotinha é uma espécie de “prefeita” do lugar, a sentinela da tradição, e não gosta nem um pouco de quando chamam o lugar de arraial fantasma. “Não estou morta. Eu e meus filhos estamos muito vivos”, responde. São tantas histórias para explicar o surgimento de Cemitério do Peixe que Dona Lotinha prefere não bancar nenhuma delas. Mas que tudo começou com os seus antepassados, isso ela diz ter certeza.
Clique aqui para ler a reportagem completa.

domingo, 7 de junho de 2015

Do Mota ou das motos?

Beco famoso de Diamantina vira estacionamento de moto

Moradores da cidade reclamam do intenso movimento de veículos e temem ser atropelados


O famoso Beco do Mota, que inspirou versos para poetas e música para o cantor Milton Nascimento, na histórica Diamantina, no Alto Jequitinhonha, agora virou “Beco das Motos”. A via, com seu casario antigo e calçamento de pedras, foi transformada em estacionamento para motocicletas. “Acabaram com o beco. Mas ninguém lá vai morar. Cheio de lembranças que vem o povo. Do fundo escuro do beco. Nessa clara praça se dissolver...”, diz a composição de Fernando Brant, cantada por "Bituca", em 1969. 


Uma placa no beco, ao lado de outra que fala da música, avisa que o trânsito e estacionamento de motocicletas são permitidos. Os mais prejudicados são os pedestres, que têm pouco espaço para circular e ainda correm o risco de serem atropelados.


A cidade de Chica da Silva, escrava alforriada que teve vida de rainha no antigo Arraial do Tijuco, atual Diamantina, agora é dominada pelas motocicletas. Os pilotos andam em alta velocidade pelas ruas estreitas para entregar lanches e pizzas, até altas horas da madrugada, fazendo barulho.


No Beco do Mota não é diferente. “Infelizmente, o beco virou isso. É um dos pontos turísticos mais visitados de Diamantina. Quando o turista faz uma foto, só aparecem as motos. O trânsito é constante, o beco é estreito e a gente só falta ser atropelada”, reclamou uma moradora. Na Praça Corrêa Rabelo, ao lado, foi implantado estacionamento rotativo e guardas municipais ficam o tempo todo a postos, multando os carros.

Fonte: Jornal Estado de Minas (clique aqui)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Publicada a programação cultural da IV Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão

A comissão organizadora da IV Semana da Integração: Ensino, Pesquisa, Extensão (Sintegra), que será realizada no período de 10 a 12 de junho, divulga a programação cultural do evento. Entre as atrações, destacam-se as oficinas culturais que serão ministradas no período da manhã, antes do início da programação de temas, palestras e apresentação de trabalhos.

Oficinas (Abertas à comunidade universitária e ao público externo à UFVJM)

Para se inscrever, os interessados devem enviar e-mail para o endereço  sintegra.cultura@gmail.com e informar nome completo, e-mail e contato telefônico.
A programação cultural contempla, ainda, intervalos culturais (com artistas e grupos locais), lançamentos de livros, exposição de objetos astronômicos, performances e apresentações na abertura do evento (projetos Encontros Literários e Grupo Ginástica de Diamantina) e no encerramento (Núcleo Pé de Zamba).

Prefeito Paulo Célio anuncia medidas de Contenção de Despesas

Diante da crise econômica brasileira de 2015 e os planos de ajustes fiscais federal e estadual, que refletem diretamente nos municípios, que vem tendo quedas exponenciais de receita, a Prefeitura de Diamantina irá aplicar, a partir da próxima segunda-feira (08/06), uma série de medidas de redução de despesas, definidas pelo Decreto nº 0176/2015, com a finalidade de dar fiel cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Dentre as séries de medidas adotadas, ocorrerá a restrição do horário de funcionamento das Unidades Administrativas da sede do Município, temporariamente, que a partir do dia 08 de junho irão funcionar de 12h às 18h, tendo como exceção a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural que terá um horário diferenciado, estando aberta ao público, no período da manhã de 07 às 13h.
Já os departamentos que prestam serviços essenciais e direto ao público, como unidades de saúde, escolas, creches, responsáveis pela segurança dos prédios públicos, fiscais sanitários, plantonistas em geral e demais servidores que cumprem jornada de trabalho diferenciada manterão os horários de trabalho normais, oferecendo os mesmos serviços à comunidade, observada a escala de horário estabelecida pela chefia imediata.
Ressalta-se que as unidades administrativas deverão manter, durante todo o seu período de funcionamento, servidores para a garantia da prestação dos serviços que lhe são afetos, para que não ocorra prejuízo ao público.
A nova jornada seguirá até o dia 10 de agosto, quando, então, será concluída a avaliação da economia gerada pela medida e verificada a necessidade da sua manutenção.
O anúncio foi feito na manhã, de ontem (02/06), pelo Prefeito Paulo Célio em reunião no auditório do Centro Administrativo com os servidores municipais e o Decreto foi publicado no dia de hoje (03/06). Na oportunidade também foi exposto ao público presente uma apresentação em 3D da conclusão dos projetos das obras previstas para o antigo Hotel Roberto, onde funcionará uma biblioteca com um café e da Casa dos Orlandi, que irá abrigar a Orquestra Sinfônica.

Diamantina recebe espetáculo de Marionetes

O Instituto Brasileiro de Museus/MinC através do Museu do Diamante, em parceria com a Companhia de Inventos de Tiradentes/MG e com o apoio da Prefeitura de Diamantina apresentam o espetáculo: “Marionetes a Fio”. A exibição será no dia 16 de junho, às 15h, na Praça Doutor Prado
“Marionetes a Fio” é o título do espetáculo que a Companhia de Inventos apresenta desde a sua fundação, composto por quadros independentes, que exploram temas diversos, enfatizando o caráter cômico, que se desenvolve através do movimento e ritmo das próprias marionetes. Inventando e recriando situações do dia a dia das pessoas, brincadeiras da nossa infância, lembranças de um circo, cenas que às vezes nos remetem um sonho ou algo fantástico e inusitado, a Companhia de Inventos cria seus espetáculos. À medida que novos quadros são criados o espetáculo vai se renovando, o que possibilita a abordagem de novos temas e faz de “Marionetes a Fio” um espetáculo para todas as idades.

Programação Oficial da Festa de Santo Antônio da Sé / Diamantina-MG


Participe do Projeto Acervo JK

Digitalização das Revistas Manchete e os Anos de Ouro.



Me chamo André Müller, e tenho realizado um trabalho, junto ao acervo de periódicos da biblioteca Florestan Fernandes, da FFLCH-USP, de digitalização de reportagens da revista Manchete, pautada na trajetória do ex-presidente JK. O projeto como um todo prevê a digitalização e disponibilização para acesso ao público de 3.000 a 10.000 páginas em cerca de 200 revistas, do período de 1952 a 1976.

Todo o material gerado está sendo compilado e publicado em um site para a consulta pública, no endereço http://www.acervojk.org.br (onde já se encontram digitalizadas e disponíveis para visualização algumas edições das revistas Manchete). E também temos uma página no face-book e um projeto de arrecadação no site Catarse.

Objetivos:
  • Homenagear as pessoas que fizeram parte do nosso passado.
     
  • Dar ao brasileiro o direito de acessar e conhecer a sua história de forma fácil e prática.
     
  • Doar todo o material escaneado para bibliotecas e acervos públicos.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ivo Pereira lança dois novos livros


Prefeitura assina contrato de cessão do antigo leito ferroviário

Fonte:Prefeitura de Diamantina
O prefeito de Diamantina, Paulo Célio, esteve na última quinta-feira (21/05), na Superintendência do Patrimônio da União de Minas Gerais (SPU/MG), em Belo Horizonte, para assinar o contrato de Cessão Provisória, de uso gratuito, do antigo leito ferroviário de Diamantina para a Prefeitura de cidade.
O terreno abrange o antigo leito da linha férrea, perfazendo uma área total de 1.658.295,00 m², situados no antigo ramal de Corinto a Diamantina, localizados no município.
A cessão é mais uma conquista da gestão Paulo Célio e Cássio Moreira, que dará mais autonomia ao Município para gerir ocupação de terrenos, promover a regularização de vias urbanas já consolidadas, resguardar o seu patrimônio cultural mediante sua destinação sociocultural e promover o turismo local visando a preservação da memória ferroviária e o desenvolvimento da cultura e do turismo regional.
“A assinatura desse contrato é de grande importância e significado para a cidade. Vai permitir que várias construções que margeiam a antiga estrada de ferro sejam finalmente regularizadas, resolvendo a questão fundiária,” comemora Paulo Célio.

Evento de inauguração – Museu Tipografia Pão de Santo Antônio


Leia nesta semana na Voz de Diamantina

DIAMANTINA EM TEMPO DE SAFRA CULTURAL

Diamantina é mesmo assim. Apesar de atravessar longa fase de apatia desenvolvimentista, assistir passivamente à degradação do seu centro histórico e sofrer a consequente abulia empreendedora na área do turismo, eventos importantes e de alto nível cultural lhe vêm caindo dos céus como bênçãos divinas. É cada vez mais animador descobrir, por exemplo, que pinturas das mitológicas sibilas só existam na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Diamantina, em alguns templos do Velho Mundo e em nenhuma outra parte da extensa colonização portuguesa. E o que pensar de um órgão setecentista que, mudo por quase um século e caindo aos pedaços, ao ser restaurado, revelou-se uma singularidade de conceito construtivo entre seus requintados congêneres não só das históricas Gerais como também de milenares países de além-mar? E mais ainda, quem imaginaria que o dedilhar virtuoso de Lobo de Mesquita, o maior compositor de partituras sacras das Américas, inspiraria organistas do país e do mundo inteiro a criar o 1º Festival de Músicas Antigas de Diamantina, arrancadas com elevo do órgão construído artesanalmente pelo padre Manoel Almeida e Silva na Igreja do Carmo?
É interessante registrar que cada uma descoberta deste quilate empolga e enche de orgulho os moradores deste velho e imprevisível burgo, ao mesmo tempo em que é recebida como a última das muitas preciosidades que os tempos preservaram em seus recônditos escaninhos. Quando, pois, alguma dessas revelações vem à tona dos tempos presentes contamina toda a cidade com o bálsamo da autoestima e enriquece, mais ainda, sua saga cultural. Que perdoem os caros leitores esta mania do editor de dar notícias como se estivesse a contar casos. Que, fiéis à pachorra da mineiridade, devem ser narrados devagarzinho, aos poucos, como se não tivessem fim. Pois que, de fato, nunca parecem acabar os tesouros escondidos nestes vetustos casarões do antigo Arraial do Tijuco. E o mais recente deles, (quem diria?), começou a ser construído ali no pé da serra, “num terreno pedregoso, sáfaro e agreste, bem em frente onde outrora eram solenemente supliciados os condenados à morte”, na descrição elegante de Zezé Neves, o fundador do Pão de Santo Antônio.

Parte do editorial da Voz de Diamantina, edição 720, de 30/05/2015

Assinatura da Voz de Diamantina
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