segunda-feira, 12 de maio de 2014
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Fim do mundo
O discurso do homem
Na leitura da finitude,
Interpreta o calendário
Da civilização Maia
Vítima de maus-tratos
O mundo geme de dor,
E num ataque de fúria
A natureza se revolta
Na esquina da violência
Vidas murcham sem cor,
Como pétalas queimadas
Na aridez do insensível
A humanidade acordou
E teme o fim do cosmo,
No diálogo com a perda
Dói a saudade do existido
Pensativo o universo
Tão distante do original,
Teme o fim do homem
E a vida filosofa o tempo
Todo dia o mundo acaba
Quando o ódio cheio de ódio,
Mata a essência do amor
No coração planeta da vida.
Beth Guedes - (21.12.12)
domingo, 2 de dezembro de 2012
Dança da Chuva
Beth Guedes – 11/11/12
De mãos dadas os pingos
Passeiam felizes na terra,
Folhas e flores se banham
Poeira escorre sem rumo
Nuvem desenha a chuva
Gotículas beijam os seres,
Na cadência das águas
O verso sacia sua sede
Pássaros cantam alegrias
Semeiam músicas de mel,
Tão comovida a chuva
Deixa a lágrima rolar
Veloz nas crinas do vento
O tempo passa tão rápido,
Como chuvas de verão
Mas vale a pena sonhar
Amar em cada estação
Na dança dos pés nus,
Brincar na enxurrada
Alma lavada de poesia
Sinta o cheiro do verde
Que abraça nosso olhar,
Oh! Sentimento inefável!
Que a todos se faz poetas.