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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vereador Cícero solicita CPI para investigar Padre Gê

Em sessão ordinária da Câmara Muncipal de Diamantina o vereador Cícero acaba de apresentar a solicitação de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos de improbridade administrativa do Prefeito de Diamantina, Padre Gê.

Clique aqui para ouvir ao vivo: http://wm02.mediaservices.ws/olhosdaguamg2-live/ 

Ou  clique aqui para ouvir a gravação do áudio.

Mais uma novidade: em primeiro turno foi aprovado projeto que acaba com o voto secreto nas sessões da Câmara Municipal de Diamantina.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Votação para venda do Casarão dos Orlandi será hoje

Mensagem de: Hugo Leonardo Miranda Coelho  - Médico, poeta, apresentador do programa de rádio Atitude Cidadã – www.radiocidadedediamantina.com.br – e, antes de qualquer coisa, cidadão diamantinense (com muito orgulho!)

Gente diamantinense

(os que aqui nasceram, os que escolheram esta cidade para viver e todos que têm carinho e paixão por ela)

Nesta segunda-feira (amanhã) será votada, na Câmara Municipal de Diamantina (reunião que se inicia por volta das 17/18 horas), o projeto de lei que autoriza o prefeito Padre Gê (projeto de sua total responsabilidade) a vender o Casarão dos Orlandi, localizado na Praça Dr. Prado, antiga Cavalhada.

O Casarão dos Orlandi, adquirido pelo ex-prefeito Gustavo Botelho na gestão anterior, entendemos, é o lugar ideal para se erguer a “Escola de Artes de Diamantina”, o que, juntamente com o Espaço de Eventos lá já existente e o Teatro Santo Isabel (ambos também da gestão Gustavo Botelho), comporia com perfeição o complexo físico-cultural de Diamantina.

E qual a justificativa do prefeito atual e dos vereadores que lhe apoiam, para colocarem à venda o Casarão dos Orlandi? Respondem eles: com o dinheiro a ser levantado, construir uma escola regular no Bairro Cazuza (o que, em princípio, é uma iniciativa nobre). No entanto, também entendemos, esse dinheiro pode e deve ser buscado em fontes próprias dos governos estadual e federal, e não se justifica a venda de um bem público municipal tão precioso para a área cultural da cidade (e tão bem colocado, estrategicamente), especialmente em último ano de governo – sabendo-se ser esse um ano eleitoral (o que, na melhor das hipóteses, dá margem a uma série de especulações e/ou suspeitas).

Apenas para conhecimento de todos, e para comprovar uma das incoerências do atual mandatário de Diamantina (existem várias outras, de teor idêntico): encontra-se depositada desde 2009, na conta nº 00000040-8 da Caixa Econômica Federal, referente ao convênio federal nº 0.317.597-13/2009 , a quantia de R$ 196.400,00, destinada ao asfaltamento do Bairro Maria Orminda, na Palha. Passados mais de três anos de mandato, quantos centímetros de área pavimentada lá existem? Absolutamente nenhum!

Com o coração aflito (em meu nome e em nome das pessoas sensatas que militam na área cultual de Diamantina), peço a todos que me leem (e a quantos diamantinenses mais tomarem conhecimento deste e-mail – autorizo repassá-lo) que nos façamos presentes nesta segunda-feira, à reunião da Câmara Municipal. É preciso que os vereadores (pelo menos aqueles verdadeiramente comprometidos com seu real papel legislativo) vejam – cara a cara, olhos nos olhos – a nossa indignação, por mais uma atitude no mínimo privada de bom senso do Padre Gê e de sua turma de aliados-dependentes (a propósito, por onde anda neste momento a nossa digníssima secretária de cultura, Márcia Betânia, pessoa que a vida inteira sempre esteve envolvida com os movimentos culturais populares?; por onde anda a outrora aguerrida vereadora Goreti Canuto – hoje chefe de governo –, que em outros tempos sonhava ver uma Diamantina sempre à frente de quaisquer outras cidades deste país?).

Não nos esqueçamos nunca que a duras penas Diamantina conseguiu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, e que a nossa cultura foi peça chave para que chegássemos a esse título de tamanha expressão mundial (o músico Ivo Pereira da Silva, em 1990, foi o primeiro diamantinense a antever essa possibilidade, sabiam?; em breve o GIED, Grupo de Incentivo ao Escritor Diamantinense, comprovará essa afirmativa – Wander Conceição, pesquisador integralmente comprometido com a verdade histórica, está concluindo a redação de tão importante documento, e logo o publicaremos). Não podemos, pois, perder esse título: seria um desastre para nossa cidade, em todos os sentidos (que o digam, por exemplo, os hotéis, as pousadas, os restaurantes, as lojas, os taxistas, as pessoas empregadas ou contratadas para trabalhar nos finais de semana, entre outros). E se tivermos sempre música, teatro, dança, literatura, pintura, fotografia, artesanato etc etc etc fortes e de qualidade, com absoluta certeza a perda dessa honraria jamais acontecerá. É o que queremos, com a “Escola de Artes de Diamantina”.

domingo, 25 de março de 2012

Câmara de Diamantina vai transmitir reuniões ao vivo pela internet

Fonte: Câmara Muncipal de Diamantina – Clique aqui

Depois de passar por um minucioso processo de melhorias no sistema e reformulação de layout, o portal Câmara Municipal de Diamantina vai poder disponibilizar ao cidadão mais um serviço em benefício da transparência e moralidade nos atos públicos.

A partir desta segunda-feira [19/03], todas as reuniões realizadas no plenário "João Antunes Oliveira" serão transmitidas, em áudio e em tempo real, pelo portal do legislativo municipal. A proposta é de iniciativa do Presidente da Câmara, vereador Maurício Maia. "Temos que procurar meios para deixar a população informada sobre os debates e decisões do legislativo diamantinense. A internet é uma ferramenta econômica e com um potencial informativo enorme", explicou Maia.

O técnico de informática da Câmara, Allan Patrick lembrou que todas as reuniões realizadas anteriormente estão disponíveis no site, no link: "Arquivos de Áudio". "Mesmo se o cidadão não conseguir escutar a reunião ao vivo, ele poderá ter acesso, na íntegra, de todas as reuniões passadas, desde o ano 2009", concluiu o técnico.

As reuniões ordinárias da Câmara Municipal de Diamantina acontecem todas as segundas-feiras, a partir das 17:00 hs.

Essa é uma excelente notícia. Agora poderemos acompnahar ao vivo as propostas e posições dos vereadores. Isso é um grande exemplo de utilização das novas tecnologia de comunicação a serviço da transparência.

terça-feira, 20 de março de 2012

Em BH para congresso, vereadores do interior gastam dinheiro com diversão

Publicado Estado de Minas em 16/03/2012 ( clique aqui)

Vereadores que viajam a Belo Horizonte para participar de cursos e congressos estão incrementando o rendimento mensal com diárias parlamentares. Engordam o contracheque às custas do dinheiro público e, de quebra, curtem a noite bem longe das chamadas bases eleitorais. Já viram até show da Gretchen.

Dois dias em Belo Horizonte, dependendo do município, podem render metade do salário do vereador. Em Madre de Deus de Minas, município da Região Central do estado, o vencimento dos parlamentares é de R$ 1 mil. A diária para viagens à capital, no entanto, é de R$ 250. “Estou aqui só por causa do dinheiro”, dizia nessa quinta-feira um vereador de Madre de Deus no lobby de um hotel na Região Central de Belo Horizonte, onde a Associação Mineira de Municípios (AMM) realizava um congresso.

O parlamentar garantiu que no primeiro dia do encontro, na quarta-feira, dormiu por volta das 19h. Cama cedo, carteira mais recheada. Mas não é assim com todos. No mesmo dia, três dos sete vereadores de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, que participaram do congresso, seguiram imediatamente para um bar ao fim do último painel.

Em um shopping da região, dois tomaram chopes e dividiram um pedaço de salmão. Outro, talvez mais econômico, apenas conversava. A Câmara da cidade paga diária de R$ 200. Os sete chegaram à cidade um dia antes do congresso, na terça-feira.

Já que não dispensam o chope, a saída é economizar em outra ponta. Os sete vereadores viajaram à capital em dois carros e dividiram a gasolina. A hospedagem dos três que estavam no shopping correu por conta de parentes que vivem na capital. Caso optassem por um hotel, porém, também teriam alguma facilidade. A AMM, que realiza pelo menos um curso ou congresso por mês na capital para vereadores e prefeitos, fecha convênio com estabelecimentos, sempre no Centro da cidade, para alojar os participantes dos encontros. Os preços, sem o desconto, oscilam entre R$ 88 e R$ 120. É comum ainda que deputados votados nas cidades dos parlamentares ofereçam apartamentos para a pernoite durante as viagens à capital.


Estrela
Em um bar na Praça Sete, próximo a um dos hotéis usados pelos vereadores, um dos parlamentares de Cruzília, Região Sul de Minas, contava na noite de quarta-feira as incursões pela cidade em visitas para participar de congressos em anos anteriores. “Uma vez vimos o show da Gretchen em uma boate da zona Sul. Tinha outros vereadores comigo. Negociamos e conseguimos um desconto na entrada”, lembra. O estabelecimento, hoje, cobra R$ 50 para ingresso. A câmara de Cruzília paga diária de R$ 280 para viagens à capital.

Os vereadores de Pescador, no Vale do Rio Doce, preferiram circular por uma região pouco mais distante do Centro para a reunião do fim de “expediente”. Um dos parlamentares da cidade, ainda no hotel em que o congresso foi realizado, dizia que iria para uma “churrascaria” perto da Santa Casa. O estabelecimento é um reduto de balzaquianas em migração mais avançada de faixa etária.

A forma do repasse do dinheiro oscila de município para município, mas na maioria das cidades o pagamento é feito sem a necessidade de apresentação de recibos para justificar os gastos. Com tanta facilidade, resta aos vereadores esperar o próximo congresso, que já tem data para acontecer. Será entre 8 e 10 de maio na capital, para azar do contribuinte, e para a saúde do bolso dos vereadores.

Mais cadeiras
As câmaras municipais mineiras terão pelo menos mais 407 cadeiras em disputa nas eleições de outubro. Amparadas pela emenda constitucional que trouxe novas regras para a composição do Legislativo, 124 cidades de Minas Gerais já aprovaram leis aumentando o número de representantes – menos da metade das 236 câmaras que podem fazê-lo.