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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Garimpo explorado por Fernão Dias no Vale do Jequitinhonha é atração turística

Fonte: Estado de MInas (clique aqui)

 

Fernão Dias Pais e dezenas de homens de sua tropa, entre eles o genro, Manuel Borba Gato, desbravaram parte das terras que hoje formam o Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais carentes do país, atrás de uma serra resplandecente de esmeraldas, a Sabarabuçu, e de uma lagoa cheia do mesmo tesouro, a Vupabuçu. Corria os anos de 1680 e 1681. A bandeira se aventurou na área da Serra Fria, hoje cidade do Serro, e garimpou, sem sucesso, outras pedras preciosas em leitos da região. Quase três séculos e meio depois, o garimpo ainda é o ofício principal de muitos cabras daquelas bandas.

Há grupos que procuraram pepitas no fundo de rios, como o Rio Jequitinhonha, sem se preocupar com o meio ambiente. Derramam produtos químicos no leito e tampam a vegetação ciliar com areia retirada. Mas um garimpeiro, o qual acredita ser o único no Brasil, ganha a vida de forma interessante. Belmiro Luiz Nascimento, de 51 anos, transformou o “empreendimento” da família numa atividade turística. Apoiado por entidades como o Sebrae e o Instituto Estrada Real, ele mostra a grupos de visitantes como os garimpeiros retiravam diamantes da terra e do fundo d’água na época dos desbravadores.

O turismo herdado dos bandeirantes é o tema da terceira reportagem da série A origem das Minas Gerais, que o EM começou a publicar na segunda-feira em razão dos 340 anos da coluna liderada por Fernão Dias. A expedição deixou a Vila de Piratininga, em 1674, à procura de esmeraldas. Adentrou no inóspito sertão que hoje forma o estado de Minas Gerais e, durante a jornada de sete anos, fundou povoados e abriu picadas. Sem saber, Dias e seus homens começavam a formar a Capitania de Minas Gerais.

O Vale do Jequitinhonha, embora seja uma área carente, contribuiu para manter a regalia da coroa portuguesa na época do Brasil colônia. De Diamantina e do Serro, saíram muitas pedras de diamantes. O garimpo da família de Belmiro tem cerca de 200 anos. Fica às margens do Ribeirão do Guinda, na área rural de Diamantina. O local é bem preservado e não há agressão ao meio ambiente: tanto o leito do ribeirão quanto a mata no entorno são preservados pelo homem, que cobra R$ 30 de cada visitante.

Clique aqui para ler a reportagem completa

sábado, 29 de março de 2014

Possíveis modificações em imóveis na Vila Biribiri preocupam o Ministério Público

Fonte: Jornal Estado de Minas (clique aqui para saber mais)

A venda de imóveis e terrenos na Vila do Biribiri, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, preocupa o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão constatou que os futuros donos das propriedades estariam dispostos a promover a descaracterizações dos bens tombados. Uma recomendação foi expedida e entregue à empresa proprietária do local.

A Vila do Biribiri é composta de residências, igreja e outras edificações que serviam às pessoas que trabalhavam na antiga fábrica de tecidos, que funcionou no local por quase cem anos, de 1877 a 1973. A Vila, bem como seu entorno, são tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha).

De acordo com a Promotoria de Justiça de Meio Ambiente das Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri, algumas irregularidades foram encontradas nas vendas dos imóveis. Conforme o promotor Felipe Faria de Oliveira, “foi possível constatar que a atual proprietária da área está realizando a venda individualizada das edificações e lotes que compõem a vila sem observar qualquer dos dispositivos legais incidentes. Além disso, há documentos demonstrando que os futuros adquirentes pretendem promover descaracterizações dos bens tombados sem a anuência do Iepha, contrariando frontalmente a legislação”.

O promotor explica que os próximos passos serão a verificação de eventuais danos já causados ao patrimônio cultural da vila, bem como a adoção das providências necessárias para a sua recuperação.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Operário morre dentro de cisterna de 30 metros de profundidade em Itamarandiba

Bombeiro descendo para o resgate na cisterna (Divulgação Corpo de Bombeiros )

Fonte: Estado de Minas 14/03/2013 – (clique aqui)

Um operário morreu dentro de uma cisterna de 30 metros em Diamantina Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha. Os bombeiros precisaram resgatar o corpo de Dirceu Alves Cordeiro, de 38 anos, que desceu para uma escavação e não voltou. Segundo militares, na tarde de terça-feira, Dirceu estava trabalhando na cisterna e se disse incomodado com a presença de muitas formigas. Ele decidiu queimar pedaços de tecido para matar o insetos. Deixou o fogo no buraco e foi embora no fim do expediente.

Ao retornar na quarta-feira pela manhã, entrou na cisterna para continuar as escavações, mas com poucos minutos não respondeu ao chamados dos colegas de trabalho que estavam do lado de fora. Preocupadas, as testemunhas chamaram os bombeiros, que iniciaram o resgate.

Sem saber o que encontraria no buraco, o militar responsável pelo salvamento desceu usando uma máscara - em cumprimento a um procedimento padrão da corporação nesses casos.

Segundo os bombeiros, em cisternas de grande profundidade são encontrados muito gases tóxicos e poderia haver também vestígios de fogo ou fumaça da queimada provocada pelo próprio operário. Por causa desses gases, os bombeiros orientaram aos outros trabalhadores a não tentar descer para buscar Dirceu. Eles seguiram a orientação e aguardaram os militares, no entanto, o operário já estava morto.

O corpo de Dirceu foi retirado pelo bombeiro, mas somente a perícia apontará a causa da morte. A suspeita é que ele tenha sido intoxicado por gás.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Minas Fácil agiliza processos de abertura de empresas nas cidades históricas

Fonte: Agência Minas

Retirar da informalidade o empreendedor e agilizar o processo de abertura de empresas tem sido alguns dos resultados do Minas Fácil em Minas Gerais. Nas cidades históricas mineiras, o desafio de simplificar o processo não negligencia os cuidados com o patrimônio histórico.

Os municípios de Ouro Preto e Diamantina, que possuem grande parte da área urbana tombada, regulamentaram a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (federal) e criaram o instrumento do alvará provisório, para que os estudos necessários, como o projeto de prevenção de incêndio e o laudo do projeto hidráulico e elétrico, não inviabilizasse o empreendimento.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cães abandonados: reportagem mostra que problema não é exclusivo de Diamantina

Fonte: Estado de Minas , 28/05/2012

Prados – Uns reagem com dúvida, outros dizem ser boato e há aqueles que já viram para crer. O certo mesmo é que em Prados, na Região do Campo das Vertentes, ninguém consegue ficar indiferente ao suposto extermínio de dezenas de cães vadios que seria promovido, conforme denúncias numa rede social, pela prefeitura do município, localizado a 178 quilômetros de Belo Horizonte. Diante dos casarões coloniais, nos bares ou na Praça Central, conhecida como Praça do Globo, a conversa sempre gira em torno do misterioso envenenamento dos animais enquanto eles dormem no meio da rua ou andam em bandos sem direção.

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