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domingo, 20 de julho de 2014

Sem medo de falar: o relato de uma vítima de abuso sexual

Fonte: Youtube (clique aqui) e Jornal Folha de São Paulo (clique aqui)

Casos teriam acontecido em Diamantina (MG) e Novo Hamburgo (RS)

O primeiro relato pessoal já publicado de uma vítima de abuso sexual. Um livro que todos os pais e os que amam as crianças precisam ler.

O abusador sexual é alguém próximo. Um parente, um amigo da família, um professor, um padre, um treinador, um maestro de coral. Seu maior aliado é o silêncio. A criança não denuncia porque tem vergonha, medo. Porque acha que ninguém vai acreditar. Marcelo Ribeiro perdeu o medo de falar. Neste livro corajoso, ele conta como, ajudado pela mulher, conseguiu enfrentar o trauma e a condenação ao silêncio. Sua vida é um exemplo de superação: das dores, tirou lições fundamentais para aqueles que desejam a felicidade das crianças e para todos que querem encontrar caminhos para que a sociedade possa se prevenir desse crime monstruoso.

Clique aqui para ler reportagem no Jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Palestra aborda o fazer literário na UFVJM

O NUFIHM apresenta a palestra-conversa sobre o livro "Heitor ou as sendas de um criador". O próprio autor, Thiago Perdigão, ex-aluno do BCT, estará discutindo o temas sobre o fazer literário e as diversas relações entre a literatura e a ciência/Tecnologia, presentes dentro de sua obra. O eveto será no dia 29/07, às 19 h, no auditório 204.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Diamantinense Madu Dumont lança romance com doses de erotismo

'Em carne viva' explora nuances de personagem feminina que encontra o grande amor

Redação EM Cultura - Redação EM CulturaPublicação:10/04/2013 08:47Atualização:10/04/2013 13:25

Primeiro romance de Madu Dumont está sendo comparado a 'Cinquenta tons de cinza' (Reproduções/Livro Em carne viva)O sonho de viver só de literatura, de uns tempos para cá, apesar de todas as dificuldades, vem sendo realizado pela escritora Madu Dumont, mineira de Diamantina, que resolveu deixar a carreira de produtora de teatro, publicitária e ourives (com peças expostas em vários países), para mergulharfundo no doloroso processo da escrita.

Há alguns anos vivendo em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, onde trabalha numa pousada, ela já publicou três livros de poemas, e estreia no romance com 'Carne viva' (romance, 311 páginas, R$ 40, edição independente), no qual conta a história de uma mulher que, depois de muita procura, acaba encontrando o seu grande amor . “Minha personagem é uma pessoa apaixonada: gosta do sexo, da vida, e é capaz de fazer as maiores loucuras para ser feliz”, diz.

O romance, que vem sendo comparado pelos leitores, sobretudo pelas mulheres, à trilogia 'Cinquenta tons de cinza', de E.L. James, incentivou a autora a prosseguir no gênero amor/erotismo. Tanto que já está escrevendo, desta vez sobre um relacionamento gay. O livro foi encomendado pela Editora Hilghlands, de Curitiba, que disponibiliza 'Em carne viva' no formato e-book.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Paulo Amador, jornalista e escritor diamantinense, publica novo livro

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“A Solução Patafísica”, romance, o novo livro de Paulo Amador.

Chega às livrarias, em dezembro, o novo romance de Paulo Amador, “A Solução Patafísica”, livro que coloca em espaço de sátira um tema que vale por um desafio: Deus transformado em mercadoria pelos teólogos da prosperidade. A obra, ainda inédita e com um título provisório – “Mau poeta, bom elefante” – foi vencedora do Prêmio Nacional de

Literatura Cidade de Belo Horizonte em 2004. E promete surpreender o leitor com algumas daquelas virtudes de artesania, que têm sido enfaticamente destacadas pela crítica em obras anteriores de Paulo Amador. A linguagem elegante e límpida, veloz e sintética. O humor bem calibrado, ferino e cáustico. O espírito, literariamente alegre e anticonvencional, aplicado à transfiguração fantástica da realidade.
Isaías Ravasco, personagem esquizofrênico e herói do livro, vê desfilar diante de sua mente alucinada a história do povo brasileiro na segunda metade do Século XX. Mas ele não se considera um mero espectador. Ele se vê como ator principal. Ele é quem promete garantir a posse de JK na presidência da República. Ele é quem sufoca a rebelião militar de Jacareacanga. E é por causa de sua amizade com Jango – a quem apresenta um plano de salvação nacional que inclui o combate às saúvas e a melhoria dos serviços telefônicos – que os militares deflagram a Revolução de 64.

Internado num sanatório , Isaías vê a passagem dos anos de chumbo da ditadura militar, enquanto ensaia a volta à vida e novos planos para salvar o Brasil. Mas, ao deixar o hospício, com fama de doido já assegurada e um diploma de Patafísico, ele já não se preocupa mais com as formigas e a telefonia ruim. Agora, o alvo de sua ira esquizoide são os mistificadores da fé, as seitas religiosas que vendem a peso de ouro a fórmula mágica da salvação das almas e dos corpos. E no desenrolar dessa luta, Isaías se vê envolvido em vários assassinatos, na realização de profecias, no reaparecimento de velhos fantasmas e uma desastrada história de amor. Literatura densa e divertidíssima.

Sobre Paulo Amador:
Paulo Amador, mineiro de Diamantina, é jornalista, com passagens pelos principais veículos de comunicação do País (“Estado de Minas”, “Tv Itacolomi”, “Veja”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “Tv Educativa”, “Manchete” e outros). Sua obra, sempre aclamada pela crítica, já conquistou inúmeros prêmios, entre os quais o da União Brasileira de Escritores, para contos (1971); Prêmio Remington de Romance (1976); Prêmio Guararapes de Contos (1987); Prêmio de Contos do Clube do Livro (1987); e Prêmio Nacional de Literatura, Cidade de Belo Horizonte, para romance, (2004). Em cada uma de seus livros, inovadores sobretudo na utilização de uma linguagem de fim de século, com experimentalismos sobre fôrma e moldes do discurso realista, a crítica tem destacado dois componentes altamente sedutores: a riqueza de sua textura literária, e a facilidade da leitura.

Entre seus quase vinte livros já publicados destacam-se: “Cascos de Tartaruga para o Exército Inglês” (Contos, Ed.Comunicação). “Os leões estão cercados” (Romance, Ática). “Quem matou Buck Jones” (Romance, Civilização Brasileira). “Pastoral de Rua” (Romance, José Olympio). “Rei Branco, Rainha Negra” (Romance histórico, Lê). “O primeiro tango da viúva” (Romance criminal, Notrya). “A lógica estelar de MM” (Contos, Agir). Bento Munhoz (Ensaio, Francisco Alves).
A crítica fala sobre seus livros anteriores:

“... o romance "policial" de Paulo Amador requer, antes de mais nada, o detetive capaz de decifrar-lhe o código, tanto mais saboroso quanto mais discretamente dissimulado nos episódios." Wilson Martins.
“... antes de tudo, um escritor; um homem que sabe que hoje é impossível criar um romance, esquecendo-se de que ele é, prioritariamente, uma obra de arte de linguagem." Franklin de Oliveira.
“O espírito, literariamente alegre e anticonvencional, de Chesterton, perpassa pelo romance, com palavras e símbolos que fazem lembrar um posicionamento cultural, a filosofia espiritualista da Patafísica...”Antônio Olinto.
"... artesão insaciável, meticuloso. Exato. É sua vida inteira que ele põe no que escreve. Exige de si, com rigor, obstinado rigor."Antônio Carlos Villaça.
“Definitivamente, com Paulo Amador a Literatura não é show-bizz, a chatice é um pecado mortal, e os macacos da arte têm muito o que aprender." Jair Ferreira dos Santos

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dez dicas para incentivar o seu filho a ler

Fonte: Educar para Crescer –Marina Azevedo

Foto: Leitura desde cedo: incentive seu filho a ter amor pelos livros"Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro." O relato é de Lygia Bojunga. Quando criança, ela fazia do livro um brinquedo. Já adulta, transformou-se em uma das principais escritoras brasileiras de livros infantis. A história de Lygia ilustra e comprova a teoria de que o contato com os livros desde cedo é importante para incentivar o gosto pela literatura.

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

"O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança. Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros", afirma Rosane Lunardelli, doutora em Estudos da Linguagem e professora Universidade Estadual de Londrina (UEL). A família tem o papel, portanto de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação, algo que deve ser feito porque foi pedido na escola, por exemplo. "As crianças precisam ser encantadas pela leitura", diz Lucinea Rezende, doutora em Educação e também professora da UEL.

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela.

Leia a seguir dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:

Não se preocupe se o livro escolhido pelo seu filho parecer infantil demais. Cada criança tem um ritmo diferente. O importante é que o livro esteja sempre presente. A criança costuma dar sinais quando se sente preparada para passar para um próximo nível de leitura. “É preciso estudar o outro, entender o que ele gosta e respeitar as preferências”, afirma Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Uesb.
Talvez o que o seu filho gosta de ler não seja exatamente o que você gostaria que ele lesse. Mas, para adquirir o hábito a leitura, é preciso sentir prazer. Então, se o seu filho prefere ler livros de super-heróis aos clássicos contos de fada, por exemplo, não se preocupe (e nem pense em proibi-lo!). “É importante entender a criança e lhe proporcionar leituras que atendam aos seus desejos”, diz Rosane Lunardelli, da UEL.
“Os pais precisam dar possibilidades para que as crianças se sintam envolvidas pela leitura”, recomenda Lucinea Rezende, da UEL. Por isso, no seu tempo livre, procure fazer atividades com o seu filho que você possa relacionar com um livro. Uma ida ao zoológico, por exemplo, torna-se muito mais interessante depois que a criança leu um livro sobre o reino animal. E vice-versa: uma leitura sobre animais é mais bacana depois que a criança teve a oportunidade de ver de perto os bichinhos. E, assim como essa, há muitas outras maneiras de juntar passeios de fim de semana com a leitura: livro de experiências + visita a museu de ciências, livro de história + passeio em local histórico, visita a museu de arte + livro infantil sobre arte… As possibilidades são inúmeras!
Incentive o seu filho a ler todas as noites. E, se ele ainda não for alfabetizado, conte histórias para ele antes de dormir. Por isso, é importante que ele tenha uma fonte de iluminação direta ao lado da cama, como um abajur. Uma ideia bacana é dar um presente para a criança nos fins de semana: permita que ela fique acordada até um pouco mais tarde para ler na antes de dormir. A professora Maria Afonsina Matos, da Uesb, relata que costumava contar histórias para os seus filhos todas as noites. “Hoje eles são adultos que leem muito”, conta.
“Concluída a leitura de um livro, os pais podem organizar peças de teatro baseadas na obra”, sugere Lucinea Rezende, da UEL. Uma boa ideia é convidar outras crianças para participar da atividade. Os adultos podem ajudá-las a elaborar uma espécie de roteiro e pensar nas vestimentas e nos cenários a serem criados. Depois dos ensaios, a peça pode ser apresentada para um grupo de pais ou para toda a família. Também é interessante gravar com o celular ou uma filmadora a encenação da peça, para que depois a criança possa ver o próprio desempenho.
Proponha para o seu filho que ele faça o próprio livro. “As crianças gostam de criar histórias, viver personagens, imaginar paisagens”, diz Maria Afonsina Matos, da Uesb. Primeiro, peça que ele tire fotos (e imprima-as) ou recorte figuras de revistas antigas. Depois, a partir das imagens, peça que ele escreva uma história. Ajude-o a criar uma capa para o livro e, por fim, coloque-o na estante, junto com outros livros. Que criança não adoraria ter um livro de sua autoria na biblioteca de casa?
Convide amigos e colegas de escola do seu filho para uma espécie de festa da leitura. No início, cada criança lê o trecho de um livro que pode até ser escolhido por eles (mas com orientação dos adultos). Depois de lida a obra, organize um debate sobre a história. Tudo isso pode ser feito durante uma tarde de sábado ou domingo, com direito a guloseimas que as crianças adoram, como cachorro-quente e chocolate quente (no fim de semana, pode!). “Na infância, a leitura tem de estar ligada a uma atividade divertida”, afirma Rosane Lunardelli, da UEL.
Muitas crianças ficam frustradas por ler muito devagar em voz alta. Se é o caso do seu filho, você pode ajudá-lo fazendo exercícios, como cronometrar o tempo que ele leva para ler um texto ou o trecho de um livro em voz alta. A atividade pode ser repetida várias vezes em dias diferentes e, assim, a criança vai poder comprovar o próprio desenvolvimento. Para aprimorar a atividade, peça que ele faça vozes diferentes para cara personagem da história. “A sonoridade fascina as crianças”, explica Lucinea Rezende, da UEL.
Após a alfabetização, é importante incentivar que a criança leia sozinha, mas isso não significa que você deva parar de ler para ela. Quando um adulto lê em voz alta um livro um pouco mais difícil, a criança é capaz de compreendê-lo, o que provavelmente não aconteceria se ela estivesse lendo sozinha. Abuse das vozes diferentes, dos sons, das entonações. Assim, a história fica muito mais emocionante. Parlendas e músicas, por exemplo, são ideais para serem lidas em voz alta. “Histórias lidas em voz alta e com emoção deixam as crianças mais leves, mais soltas”, afirma Maria Afonsina Matos, da Uesb.
“Para adquirir o gosto pela leitura, a criança precisa se familiarizar com o ambiente de leitura”, diz Rosane Lunardelli, da UEL. E, enquanto o acervo literário de casa é limitado, nas livrarias e nas bibliotecas a criança pode ter contato com uma infinidade de obras diferentes. Transforme as idas a livrarias, bibliotecas e feiras do livro em um programa de fim de semana. Hoje, nas grandes cidades, muitas livrarias e bibliotecas públicas oferecem atividades específicas para as crianças. E esse programa ainda é de graça. Algumas livrarias, inclusive, têm espaços para leitura (sem que os livros precisem ser comprados!).