sábado, 29 de agosto de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
Exchange Diamantina: evento gratuito sobre empreendedorismo e inovação traz a Diamantina a "menina do Vale do Silício
No dia 10/09 teremos o Exchange Diamantina, um evento gratuito que trata de empreendedorismo e inovação voltado para startups.
A programação do evento está excelente, tendo como ponto alto a palestrante Bel Pesce, conhecida com a “Menina do Vale do Silício”, cujo currículo de peso está descrito abaixo, na programação.
Abaixo também a programação do evento e o link para inscrições que já está ativo - https://www.sympla.com.br/exchange-diamantina__39441 .
Programação – Exchange Diamantina
10/09/2015
Auditório Campus I - UFVJM
14:00 às 15:00 hs – Palestra: "O que é inovação?" - Prof. Charles Bernado Buteri - IFNMG - Campus Salinas.
15:20 às 16:20 hs – Palestra: "Prototipagem: como avaliar se sua ideia resultará em um produto ou serviço com potencial de mercado?" - Prof. Carlos Suzart - UFVJM - Campus JK.
16:40 às 17:40 hs – Dinâmica de Grupo: "Brainstorming: tempestade de idéias" - Prof. Carlos Suzart - UFVJM - Campus JK.
D´Avila Hall
14:00 às 18:00 hs - Bootcamps sobre “Pitch” e “Modelagem de Negócios – Canvas” (vagas limitadas)
18:30 hs – Credenciamento
19:00 hs – Palestra “Startup - Que negócio é este?”, com Edson Mackeenzy – Empreendedor com 14 anos de experiência em inovação em negócios digitais, fundador do primeiro portal de vídeos do mundo ( Videolog.tv), membro da ONG UP Global responsável pelo movimento Startup Weekend, mentor/anjo em aceleradoras e startups e eleito em 2013 um dos empreendedores mais influentes do Brasil.
19:40 hs – Painel de Casos de Sucesso Sebraetec – Startups que aprimoraram ou alavancaram os seus negócios com o apoio do Sebrae
20:10 hs– Palestra “Uma Jornada Empreendedora”, com Bel Pesce – A brasileira que estudou no maior centro de inovação e tecnologia do mundo, o MIT, e que é hoje uma das 100 pessoas mais influentes no Brasil segundo a Revista Época, um dos jovens brasileiros com até 30 anos, eleitos pela Revista Forbes, que vão ajudar a reinventar o país e assumir as rédeas do futuro, e que escreveu o best seller “A Menina do Vale” contando sua experiência de empreendedorismo e inovação no Vale do Silício.

sábado, 22 de agosto de 2015
Rádio Universitária já pode ser ouvida pela internet
Fonte: UFVJM
Há quase um ano no ar, a Rádio Universitária 99,7 já pode ser ouvida pela internet. Por meio de parceria entre a Universidade, a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fundaepe) e JKnet, foi disponibilizado um link que dá acesso ao conteúdo da Rádio pelo computador, tablet e até smartphone.
Agora, as comunidades universitárias dos campi da UFVJM em Janaúba, Teófilo Otoni e Unaí também poderão acompanhar a programação, que passará a veicular notícias da Universidade nessas regiões.
Ouça a Rádio Universitária! É a UFVJM na frequência do saber!
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Como assim? A criação de 13º não é aumento de salário?
A má fama dos vereadores
torna-se cada vez mais consensual no Brasil inteiro. A remuneração
desse múnus cidadão (de outrora) é um dos ruinosos legados do
golpe de 64. Até então, os vereadores davam algumas horas de um dos
dias da semana por civismo, amor à cidade em que moravam,
constituíam família e tocavam suas vidas. Na última legislatura,
talvez enciumados com a elevação do subsídio dos secretários para
R$ 6 mil, nossos edis aumentaram seu salário em 80%, dobraram o
valor da discutível verba indenizatória e incharam de nove para 13
o número de cadeiras na câmara, sem nenhuma consulta popular. Se
cada um dos membros dessa privilegiada casta de 56.810 vereadores
ganhasse, em média, R$ 1.000,00, quase R$ 60 milhões de reais
seriam necessários para liquidar mensalmente esta perdulária
fatura. Em Diamantina, esta fabulosa cifra teria de ser multiplicada
por cinco. A esta astronômica quantia, cujo montante anual chega a
alguns bilhões de reais, os parlamentares ainda somam a verba
indenizatória sem prestar contas, ou quando muito, valendo-se de
suspeitíssimas notas fiscais de combustível e outros embustes.
Não pretendia voltar ao
assunto nesta semana. Ao ler, porém, a Nota de Esclarecimento,
assinada pelo presidente da câmara e transcrita na página seis
desta edição, senti-me no dever de externar algumas considerações.
A começar pela omissão de desculpas que, penso, deveriam constar do
extenso documento e da dubiedade do presidente em nomear os autores
da proposta da criação de mais um ônus para o município. Acuado
pela intransigência da plateia, ele teve não apenas a coragem de
dizer que não se lembrava de seus nomes e de que a ata da reunião
já fora arquivada, como ainda - num infeliz arremate - ousou afirmar
que a proposta partira da mesa diretora. Mais que um acinte, tal
conivência desnudou um misto de pusilanimidade e de corporativismo.
Os vereadores que votaram a favor da criação do 13º se encontravam
lá. Nenhum deles, porém, teve a hombridade de levantar-se, declarar
e defender sua posição. E nem foi preciso: seu presidente os
livrara dessa obrigação moral.
Parte do editorial da Voz
de Diamantina, edição 732, de 22/08/2015
Assinatura da Voz de Diamantina
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gosta de ganhar
Por apenas R$ 200,00 você
recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano
Quincas: (38) 3531-3129 e
8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com
Aline: (38) 8811-5707
*A partir da tarde das
sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos
seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria
Espaço B
Acidente deixa mortos e feridos em Diamantina
Duas pessoas morreram e 26 ficaram feridas na manhã desta quinta-feira (20) em uma batida entre dois ônibus no km 491 da BR-367, na zona rural de Diamantina, na Região Central de Minas Gerais.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os dois veículos se chocaram de frente e o acidente aconteceu próximo à entrada do distrito de Desembargador Otoni. Três vítimas tiveram amputação de membros.
Ainda segundo a corporação, havia pessoas presas às ferragens e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros socorriam os feridos que eram levados para hospitais de Diamantina e Carbonita, na Região do Vale do Jequitinhonha.
Ainda segundo a corporação, havia pessoas presas às ferragens e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros socorriam os feridos que eram levados para hospitais de Diamantina e Carbonita, na Região do Vale do Jequitinhonha.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Documentário mostra as belezas do Peruaçu
O documentário “Peruaçu” mostra um pouco das belezas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, no norte de Minas Gerais, e conta sobre o projeto de monitoramento de mamíferos desenvolvido pelo Instituto Biotrópicos na região desde 2007. Através deste projeto de pesquisa temos como objetivo fornecer dados que permitam avaliar possíveis impactos da visitação turística sobre os mamíferos do Parque Nacional e, desta forma, conciliar o turismo de baixo impacto com a conservação da biodiversidade. Fazemos isto pois acreditamos que a atividade turística bem planejada trará benefícios para todos os envolvidos: comunidades locais, parque e a fauna do Peruaçu.
Esta iniciativa conta com apoio do Conservation Leadership Programme e do ICMBio desde o seu início e, ao longo dos anos, teve apoio também de outras organizações como: Idea Wild, International Foundation for Science, Panthera, Rede ComCerrado, CNPQ e WWF-Brasil.
Direção, imagens e edição: Michel Becheleni
Imagem adicional: Marcell Pinheiro
Músicas: Gustavo Guimarães
Coprodução entre Instituto Biotrópicos e Rupestre Imagens
Agradecimentos especiais ao nosso querido amigo violeiro Gustavo Guimarães.
VIII Encontro de Educação Física da UFVJM
O Encontro de Educação Física da UFVJM, evento científico e cultural promovido pelo Curso de Educação Física da UFVJM, chega a sua oitava edição com o tema "As formas lúdicas da Educação Física", e será realizado de 26 a 29 de Agosto de 2015, em Diamantina-MG. O principal objetivo do encontro é divulgar e aprofundar o conhecimento da Educação Física, contribuindo para o intercâmbio acadêmico-científico e pedagógico sobre o qual a Educação Física se debruça em seus diferentes campos de atuação. Convidamos os profissionais, estudiosos e demais interessados nos conhecimentos do corpo a participar da oitava edição do encontro de Educação Física da UFVJM.
Reitor da UFVJM é empossado em Brasília
Tomou posse nesta segunda-feira, 10, em cerimônia realizada no Ministério da Educação, o novo reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Gilciano Saraiva Nogueira. Durante a solenidade, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ressaltou a importância da universidade para a região.
Para Janine, a universidade desempenha um papel de fomento em uma região de Minas Gerais que tem um clima parecido com o do Nordeste brasileiro, inclusive passando por períodos de seca. “Pensei na incumbência do reitor, dos gestores, dos professores da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri de reverter a situação e de fazer com que a região prospere”, disse Janine. “Há um alinhamento da preocupação social com o empenho de dar condições materiais e de infraestrutura para que ela se realize”, concluiu.
A Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri foi instituída em 2005, e atualmente é composta de quatro campi. O campus sede JK, localizado no município de Diamantina; o campus Mucuri, no município de Teófilo Otoni; Janaúba, e Unaí. A universidade tem 52 cursos de graduação, 20 de pós-graduação e 11 polos de educação a distância.
Currículo – O professor Gilciano Saraiva Nogueira é graduado em engenharia florestal, pela Universidade Federal de Viçosa, mestre e doutor em ciência florestal pela Universidade Federal de Viçosa. Possui pós-doutorado (2010) pela University of British Columbia, Canadá. Atualmente é Professor Associado 2 da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
O novo reitor tem experiência na área de recursos florestais e engenharia florestal, com ênfase em mensuração e manejo florestal, atuando principalmente nos seguintes temas: quantificação de produtos madeireiros; classificação da capacidade produtiva; regulação da produção florestal; modelagem de crescimento e produção florestal; espaçamento e desbaste florestal; avaliação florestal.
domingo, 16 de agosto de 2015
Leia nesta semana na Voz de Diamantina
A reunião extraordinária da
Câmara Municipal de Diamantina do dia 6 de agosto não foi gravada nem filmada,
como de costume. E não poderá, portanto, ser ouvida ou assistida pelos
munícipes. Este é um dos aspectos temerários da conduta da nossa vereança.
Naquela data, a maioria dos nossos diligentes edis votou pelo acréscimo do 13º
salário aos seus já polpudos subsídios. Como, além dos R$ 5.700,00 de praxe,
eles também embolsam indecorosa verba indenizatória, em torno de R$ 2 mil, por
que não descolar mais uma mixaria dos
cofres públicos? - Devem ter pensado nossos insaciáveis parlamentares,
provavelmente extenuados pela sua dura lida das tardes de segunda-feira. Só que
desta feita sua manobra bichou. Imoralmente legal, ela soou como mais uma
afronta ao distinto público que paga por esta e pelas demais mordomias
municipais.
Dois jovens moradores da cidade
enfeixaram a indignação popular numa Petição Pública que pode ser lida na
página 05 desta edição, assim como outros três artigos transcritos nas páginas
seguintes que bem descrevem como a força do povo, aliada a recursos legais,
anula o poder aparentemente irrefreável dos que legislam a favor de si
próprios. Basta que 5% do colégio eleitoral do município subscrevam a Petição
Pública para que a câmara se curve aos mais comezinhos princípios éticos. No
caso deste velho e desinformado burgo, 1800 assinaturas castigariam nossos
vereadores na parte mais sensível de seu mercenário arcabouço de homens
públicos: o bolso.
A inusitada iniciativa se espelhou
nas de outras cidades e provavelmente se espalhará por todo o país. A Petição
Pública de Diamantina reduz o subsídio dos vereadores, do prefeito, do vice e
dos secretários, veda qualquer tipo de remuneração extra e submete eventuais
tentativas de aumentar seus valores a consultas por plebiscito.
A
reação liderada por Helen Perrela e Êmerson Araújo, autores da petição, foi
aparentemente fraca. Seu convite à adesão, postado em redes sociais, atraiu
pouca gente à frente da câmara ás 3h da segunda-feira. Mas as pessoas iam
chegando, se informando, assinando a petição, algumas pressurosas em buscar
seus títulos de eleitor, uma das exigências do cartório eleitoral. Várias
listas corriam de mão em mão, muitas delas levadas espontaneamente para casas e
locais de trabalho para serem assinadas.
Parte
do editorial da Voz de Diamantina, edição 731, de 15/08/2015
Assinatura
da Voz de Diamantina
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presente que todo mundo gosta de ganhar
Por
apenas R$ 200,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano
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jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de
Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B
CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS.
CLIQUE AQUI E LEIA ANOTA DE ESCLARECIMENTO DA CÂMARA MUNICIPAL.
LEIA SOBRE O AUMENTO DOS VEREADORES EM 2012.
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LEIA SOBRE O AUMENTO DOS VEREADORES EM 2012.
domingo, 9 de agosto de 2015
Governador anuncia reinício das obras da rodovia Diamantina-Milho Verde-Serro
Fernando Pimentel determinou também a reforma da sede da Escola de Música Arte Miúda, durante instalação do Fórum Regional de Governo em Diamantina
O governador Fernando Pimentel anunciou nesta sexta-feira, 7 de agosto, em Diamantina, durante a instalação Fórum Regional de Governo - Território Alto Jequitinhonha, a retomada das obras da estrada que liga aquela cidade a Milho Verde e ao Serro. Com 58,2 quilômetros de extensão, a rodovia teve os trabalhos de implantação iniciados em outubro de 2013 e paralisados um ano depois.
“Estamos retomando as obras. Eu queria dar essa notícia aqui. Nós vamos retomar e dar ordem de serviço na estrada Diamantina a Milho Verde e Serro. Vamos voltar aqui para visitar a obra com os prefeitos, com a obra andando, daqui a uns 15 dias ou um mês”, afirmou Pimentel.
Outra obra anunciada pelo governador foi a reforma da sede da Escola de Música Arte Miúda. Pimentel e o secretário de Transportes e Obras Públicas (Setop), Murilo Valadares, assinaram o despacho governamental na presença da diretora da Escola, Soraya Alcântara, e de representantes dos movimentos sociais da região. Além de jovens que podem arcar com estudos musicais, a Arte Miúda recebe crianças de famílias de baixa renda, concedendo bolsas. A diretora da escola, Soraya Alcântara, trabalha para resgatar e manter vivas as tradições culturais de Diamantina, de festas populares e composições de músicos da cidade.
Segundo Pimentel, o anúncio só foi possível graças ao pagamento de cerca de R$ 500 milhões de faturas atrasadas, deixadas pela gestão anterior apenas no setor de obras. “Estamos retomando as obras porque conseguimos pagar, com muito esforço, as dívidas das faturas que ficaram do ano passado. Cerca de 90% já foram pagos e, com isso, já podemos começar a chamar as empresas e retomar algumas obras. Mas, daqui para a frente, toda a definição que vai ser feito será decidido em conjunto com a população, o que é mais importante”, afirmou o governador.
Participaram também da cerimônia de instalação do Fórum Regional de Governo – Território Alto Jequitinhonha, os secretários de Estado Odair Cunha (Governo), Helvécio Magalhães (Planejamento e Gestão), Nilmário Miranda (Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania), Glenio Martins (Desenvolvimento Agrário), Tadeu Martins Leite (Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana), além de deputados federais, estaduais, 21 prefeitos, vereadores, líderes de movimentos sociais e representantes de autarquias e órgãos de governo.
Turismo e crise/mudança da identidade cultural: impactos psicossociais da atividade turística em Diamantina
Autores: Diego Rodrigues da Silva e Paulo Afranio Sant'anna
Diamantina é uma cidade histórica do circuito turístico interiorano mineiro que vivenciou
de forma muito rápida o impulso e as alterações dos investimentos do setor turístico na
economia local. Desta forma, tornou-se imprescindível detectar e analisar as intercorrências
originadas do contato intercultural do turista com o morador local, tentando sinalizar os
principais impactos psicossociais percebidos pela comunidade nessa relação. Enfocou-se o
debate sobre o objeto identidade cultural e as alterações que sinalizam um panorama de
crise ou mudança da identidade tradicional. Para tal, desenvolveu-se um grupo focal com
diamantinenses representantes dos principais setores da atividade turística na cidade. Os
resultados refletem importantes apontamentos para o planejamento e gestão sustentável do
turismo em Diamantina.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Leia nesta semana na Voz de Diamantina
Ninguém vive impunemente em
Diamantina... Eu
sempre apreciei esta frase dita por não sei quem, algures, mas por muito tempo
sem conseguir entender-lhe o significado. Na provecta idade a que Deus
permitiu-me chegar, acho que finalmente começo a compreender sua cifrada
mensagem. A ponto de poder intuir que esta anunciada e fatal punibilidade só
atormenta os que sentem os dramas, sofrem com as mazelas e se condoem dos maus
tratos que têm sido impostos à sua cidade. E, é claro, esta gama de percepções
não nasce da noite para o dia, mas através de vivência, observação e admiração
das riquezas arquitetônicas, culturais, musicais e artísticas de um Patrimônio
Cultural da Humanidade.
Tentarei explicar-me. Tão logo o
prefeito Gustavo, numa das medidas de mais lúcido tirocínio de sua gestão,
fechou o trânsito de veículos na Rua da Quitanda - palco ainda experimental da
vesperata - mesas e cadeiras se espalharam por sobre o simpático ambiente. Num
dos festivais de inverno da UFMG, impressionou-me o comentário de um casal de
turistas acompanhado de sua filha pré-adolescente. Ao meu lado na fila para um
show de violão na Igreja do Carmo, deles ouvi simplesmente: “ao chegar à
cidade, vindos do festival de Ouro Preto, e ver aquela praça cheia de mesas e
cadeiras, gente conversando, petiscando e degustando, sentimo-nos na boêmia e
cosmopolita Paris. Que outra cidade brasileira ostenta com tanta naturalidade
um charme desses?”
Esse
virtuoso espanto de viajados turistas se deu quando os pontos comerciais e as
casas do Centro Histórico de Diamantina mais se valorizavam. Nessa época, era
só abrir o preço - altíssimo que fosse - e um contrato de aluguel ou de compra
era assinado. Hoje em dia, vários endereços nobres do centro estão fechados com
placas de aluga-se, vende-se. Fadados a só serem arrendados pelas fortunas de
antanho se aparecer algum banco ou órgão governamental que pague altos preços
pela sua cada vez mais degradada localização.
Parte
do editorial da Voz de Diamantina, edição 730, de 08/08/2015
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