sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vander Lee em Diamantina

Imperdível. Finalmente, depois de um longo período recebendo somente atrações musicais inexpressivas,  Diamantina poderá conferir o talento de um artista da mais alta qualidade da MPB.  O show de Vander Lee será no dia 05 de março, sexta-feira, ás 22 horas, no Planetarium.

Para os que não conhecem Vander Lee, segue abaixo  parte do  release de seu novo disco:

Vander Lee por Vander LeeEnquanto contemporâneos de geração em Belo Horizonte afiavam os dentes em bandas de rock no underground, Vander Lee defendia cachês modestos no circuito de música ao vivo. O jovem criado na periferia da cidade tirava na raça os acordes e traçava de tudo, fosse samba, MPB, Jovem Guarda ou bossa. Hipnotizava bebuns e bacanas apreciadores de charutos mandando João Gilberto à sua maneira, em recintos enfumaçados e com ar condicionado no talo. O que para a maioria dos artistas pode assumir contornos de pesadelo lhe parecia uma delícia. “Eu adorava. Fui músico de bar por dez anos, entre 1987 e 1997. Era viciado naquilo”, lembra o cantor e compositor.

A escola de intérprete o ajudou a desenvolver o que define como “uma relação amiga e profunda com cantores populares”. Mas jamais lhe inibiu ou tolheu as ambições autorais. Com Vander Lee não tem crise de inspiração, reembalagem, releitura, resgate, “retrozice” ou outra desculpa bonita para a falta de assunto. Neste que é seu sexto  álbum solo, ele entrega dez canções inéditas, uma releitura totalmente pertinente a sua história pessoal e uma ousadíssima parceria com ninguém menos do que Cartola (de que trataremos com detalhes alguns parágrafos à frente). A mão boa do compositor gravado por Elza Soares, Gal Costa, Alcione, Leila Pinheiro, Rita Ribeiro e Emilinha Borba se revela em temas conectados nos dias atuais e embebidos de forte apelo popular romântico. Temas simples, mas sem atalhos fáceis, devotos de um lirismo cada vez mais difícil de encontrar, porém reconhecido por público fiel e cada vez mais numeroso. Não é por acaso que hits certeiros como “Contra O Tempo”, “Onde Deus Possa Me Ouvir”, “Esperando Aviões” e “Românticos” levantam platéias Brasil afora.

O pai, José Delfino, trabalhava como oleiro e como funcionário de uma mineradora em Belo Horizonte, mas embalou a infância da prole tocando ao violão rancheiras de sua terra, nos arredores de Conselheiro Lafaiete, centro-sul de Minas. Autodidata no instrumento e na voz, Vander torrou os primeiros salários ganhos com a nobre profissão de gandula comprando instrumentos: gaita, violão, radinho... Bem, radinho pode não ser instrumento, mas teve um papel fundamental na formação musical de Vander.

Quando você identifica ecos da soul music em faixas deste disco, não vai sofrer (aleluia!) diante de maneirismos gospel e clichês repisados do R & B moderno. “Nunca fui nos bairros negros de Nova York. Ouvi quem foi influenciado pela turma de lá: Tim Maia e Cassiano. Só fui descobrir que era fã dos Beatles há dois, três anos... E  não tive acesso a eles; ouvi gente influenciada por eles, como o Clube da Esquina”, explica o artista.

E as boas notícias não param por aí. No dia 22 de maio está previsto o show do cantor e compositor Fagner. O próprio artista confirma sua presença em seu Twitter

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Xica da Silva - Jorge Ben Jor

Xica da, Xica da, Xica da
Xica da Silva, a Negra!...(2x)

Xica da Silva
A Negra! A Negra!
De escrava a amante
Mulher!
Mulher do fidalgo tratador
João Fernandes
Ai! Ai! Ai!...

Xica da, Xica da, Xica da
Xica da Silva, a Negra!...(2x)

A imperatriz do Tijuco
A dona de Diamantina
Morava com a sua corte
Cercada de belas mucamas...

Num castelo
Na Chácara, na Palha
De arquitetura
Sólida e requintada
Onde tinha até
Um lago artifical
E uma luxuosa galera
Que seu amor
João Fernandes, o tratador
Mandou fazer, só para ela
Ai! Ai1 Ai!...

Xica da, Xica da, Xica da
Xica da Silva, a Negra!...(2x)

Muito rica e invejada
Temida e odiada
Pois com as suas perucas
Cada uma de uma cor...

Jóias, roupas exóticas
Das Índias, Lisboa e Paris
A negra era obrigada
A ser recebida
Como uma grande senhora
Da corte
Do Reis Luís!
Da corte
Do Reis Luís!...

Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai!
Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai!...

Xica da, Xica da, Xica da
Xica da Silva, a Negra!...(2x)

Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai!
Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai!...

Xica da, Xica da, Xica da
Xica da Silva...(3

Programa Turismo Solidário em Minas Gerais recebe R$ 1 mi para reforço de suas ações

Fonte: Portugal Digital

Belo Horizonte - Investimentos de R$ 1 milhão vão dar novo fôlego ao Programa Turismo Solidário, desenvolvido pelo Governo de Minas Gerais, e que tem por objetivo incentivar o fluxo de turismo no Vale do Jequitinhonha e contribuir para o desenvolvimento das comunidades locais.

A Secretaria de Estado Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan) e a Fundação Vale assinaram um termo de cooperação técnica financeira que vai garantir o desenvolvimento e manutenção do programa que atua em 20 localidades.

O Governo de Minas Gerais é parceiro da fundação desde 2009, quando foi firmado convênio para implantação da Estação Conhecimento em Diamantina, cidade situada no Vale do Jequtinhonha.

O Termo de Cooperação vai garantir, ainda, a replicação da metodologia do Turismo Solidário para outros estados, especificamente, Pará e Maranhão, onde a fundação já possui atividades.

Na próxima semana, representantes da Fundação Vale e do sistema Sedvan/Idene vão se reunir para discutir a aplicação dos recursos e elaborar um plano de trabalho para o desenvolvimento do programa e da região. Além disso, serão avaliadas propostas de incremento do Turismo Solidário por meio de ações conjuntas com a Estação Conhecimento de Diamantina, que está em fase de implantação.

Estação Conhecimento
No final de 2009, foi firmada a parceria entre o Governo do Estado de Minas Gerais, por meio do sistema Sedvan / Idene, e a Fundação Vale, para investimentos de cerca de R$ 10 milhões para a implantação da primeira Estação Conhecimento - Núcleo de Desenvolvimento Humano e Econômico no Estado, no Vale do Jequitinhonha.
A estação vai oferecer cursos profissionalizantes e atividades com ênfase em esporte, arte e cultura a 1.500 jovens, de sete a 19 anos, de 23 municípios da região, com foco na articulação de parcerias e na participação e compartilhamento de ações entre governo, sociedade civil organizada e as comunidades, respeitando as características e vocações de cada região.

Semana Santa: Paixão de Cristo à moda mineira

Fonte: O Globo

Comemorações da Semana Santa na cidade de Diamantina, em Minas Gerais/ Foto: Bruno AgostiniPassado o carnaval os viajantes já começam a olhar para a Semana Santa, feriado que este ano acontece de 2 a 4 de abril, o Domingo de Páscoa. Em Minas Gerais desfilam cortejos de tradições centenárias. Tendo o casario colonial e as igrejas barrocas como pano de fundo, cidades históricas como Tiradentes, Ouro Preto, Mariana e Diamantina celebram a data com missas, procissões, tapetes coloridos e muita animação - porque, além de religioso, mineiro também é festeiro. E ninguém encena a Paixão de Cristo ou malha Judas com tanta beleza quanto eles. Porque "Os romeiros sobem a ladeira/ cheia de espinhos, cheia de pedras/ sobem a ladeira que leva a Deus/ e vão deixando culpas no caminho", como escreveu Carlos Drummond de Andrade em seu poema "Romaria". Porque os romeiros, a Semana Santa e as igrejas de Minas formam um lindo conjunto, ainda mais belo nesta data.

Com exceção de Diamantina, a 750 quilômetros do Rio, os destinos deste roteiro sacro estão pertinho, alcançados em viagens de cerca de quatro horas de carro, sob medida para um fim de semana prolongado. Saiba o que cada uma das cidades tem de melhor e programe o seu feriado.

DIAMANTINA: A 750 quilômetros do Rio, tem um espetáculo grandioso, uma superprodução digna de cinema. A cidade de Juscelino Kubitschek recruta uma centena de soldados romanos uniformizados para encenar a Paixão de Cristo, na manhã da Sexta-Feira Santa. Além deles, há mais cerca de 200 personagens, usando trajes de época, incluindo Maria, que acompanha o sofrimento do filho. O cortejo passeia pelas ruas da cidade conduzindo Jesus Cristo carregando a cruz pela Via Sacra. À noite acontece a Procissão do Sepultamento, novamente com a participação da Guarda Romana. Mulheres vestidas de negro levam velas acesas e o cortejo conta ainda com jovens vestidos com túnicas brancas. No Domingo de Páscoa a cidade se enfeita com grandiosos tapetes coloridos preparados com areia, serragem tingida, pó de café, cal e flores, e nas janelas das casas são penduradas colchas e panos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Esquadrilha da Fumaça confirma apresentação no aniversário de Diamantina

Fonte: Blog da Câmara Muncipal de Diamantina

A primeira apresentação do Esquadrão de Demonstrações Aéreas – EDA, também conhecido como “Esquadrilha da Fumaça”, está confirmada para o dia 6 de março, ocasião que marca as comemorações do 173° aniversário de emancipação política da Diamantina.

O convite para a apresentação foi uma iniciativa da Câmara Municipal e contou com o apóio do Dep. Federal José Fernando. De acordo com o vereador Marcos Fonseca, a confirmação foi oficializada na manhã de ontem [22/02], em reunião que aconteceu no gabinete do Prefeito Municipal. “Recebemos a visita do Capitão Márcio e do Soldado Gabriel, ambos da Força Aérea Brasileira, que vieram acertar os últimos detalhes para a apresentação na cidade. Tenho certeza que a população diamantinense vai vibrar e se emocionar com as manobras da Esquadrilha da Fumaça, fato inédito na região”, ressaltou o Presidente da Câmara.

Segundo o Capitão Márcio, a Esquadrilha da Fumaça fará a apresentação com 7 aeronaves e o tempo de duração é de aproximadamente 50 minutos. “Estamos muito honrados em poder apresentar o nosso trabalho em Diamantina, principalmente por ser o aniversário da cidade. Vamos fazer o máximo para que essa demonstração seja inesquecível”, concluiu o capitão.

A programação oficial do aniversário da cidade está sendo finalizada pela Secretaria Municipal de Cultura e logo serão divulgados, horário e local da apresentação.

Ricardo Maciel
Jornalista
ASCOM / C.M.D

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cachoeira do Telésforo: um cenário perfeito

Fugindo da confusão do Carnaval de Diamantina, rumamos em direção ao paraíso chamado Cachoeira do Telésforo. Localizada próxima ao Distrito de Conselheiro Mata, a Cachoeira do Telésforo é um lugar especial, onde encontramos várias quedas d´água, cercadas de muito verde, grandes faixas de areia branca e imensos espelhos de água cristalina. Enfim, um lugar perfeito para a criançada curtir com tranquilidade.

Saindo de Diamantina, percorre-se cerca de 36km em estrada de terra em direção ao distrito de Conselheiro Mata. Aproximadamente dois  kilômetros entes  de chegar ao distrito, há uma placa á direita indicando a cachoeira. Dali são mais 16km em estrada de terra sinalizada até á cachoeira. Como o local é de propriedade particular, cobra-se R$ 5,00 para de entrada de cada adulto.  Apesar da distância e da poeira da estrada,  a aventura é imperdível.

Normalmente o lugar é deserto, pouco frequentado, e não há nenhuma estrutura para receber o visitante. Portanto, precisa levar água, lanche e o protetor solar. Uma sugestão é passar em Conselheiro Mata e encomendar o almoço rústico e generoso no bar do Geraldo Kussú.

As fotos abaixo são do nosso fotógrafo especial Alexsandro Stopa Alves.

DSC_0085

DSC_0062

DSC_0120

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Carnaval em Diamantina: o debate continua

Infelizmente o texto não tem autoria identificada, mas colabora na reflexão e discussão sobre o significado do carnaval para os diamantinenses. Recebi de amigos por e-mail e trasncrevo abaixo.

“Ele começou dizendo que já estava com saudades do carnaval e deu nota dez para todos, fazendo comentários diversos, citando nomes e eventos. Ele parecia um jurado de programa de TV, contratado para fazer o que a produção mandar. Ele falava, falava e não conseguia fechar o assunto, até que entrou a propaganda da Eletroson e quebrou-lhe o galho. Ele achou que seus elogios iriam bombar e provocar uma série de telefonemas em seu apoio. O tempo foi passando, ele mandando cheiros, abraços, fazendo anúncios de seus patrocinadores, e nada de telefonema. Até sua prima que mora do RJ ligou, mas só falou de carnaval, porque ele perguntou. Olhe aqui Godinho! Mesmo para elogiar temos que ter cuidado. Se você tivesse lido o Jornal Voz de Diamantina, se preparado para fazer o programa, não teria falado tanta besteira e expondo ao ridículo até a própria Rádio Cidade, cujo diretor tem mais culpa do que você, ao permitir-lhe o uso do microfone para tal. Vamos por parte: dizer que a cidade não estava fedendo? Seu olfato deve estar danificado. Os garis mereceram nota 10, mas o coordenador, nota zero. Os garis fizeram o que puderam, mas não deram conta da limpeza. O trânsito estava um horror. Fecharam o centro e não deram opção para os motoristas. Cada um teve que se virar. Faltou coordenação. Espalhamo-nos pela cidade e verificamos: os foliões (delinqüentes, em sua maioria) fazendo seu próprio carnaval nas ruas e dentro das casas, sem o menor respeito a nada, muito menos com quem não alugou casa. Formavam blocos e ficavam importunando as moças que passavam, querendo beijar-lhes à força, sem que ninguém tomasse alguma providência. E esse problema é de todos os anos. Os delinqüentes usavam apenas short ou cueca mesmo. O som (que deveria ser proibido) era usado na altura que eles queriam, causando reclamações dos vizinhos. Na realidade, Godinho, os foliões (delinqüentes) devem mesmos estar com saudades. Afinal aqui eles fizeram o que quiseram, xixi na rua, nas paredes, fumaram maconha, cheiraram, embriagaram-se, deram muito trabalho para o pessoal da saúde (PA). Nota 10 com justiça para os Conjuntos e Bandas e para a nossa Xandrele. Essa menina é o orgulho de Diamantina. Nunca tivemos talento igual. Seu CD deveria estar tocando em todos os programas das Rádios. Se nas veias de Padre Gê, Dr. Miguel Pontes, Secretária de Cultura , etc, tivesse sangue diamantinense, alguma coisa já teria sido feita para promovê-la. Por exemplo, nomeá-la embaixatriz de Diamantina pelo Brasil e mundo. Ela canta demais. Nota 10 para a COPASA. Por quê? Faltou água em diversas partes da cidade. Você disse que azar foi de quem ficou sem água. Errado. Faltou programação. Nota 10 para as PM e PC e Guarda Municipal. Errado. O centro foi privilegiado e a bagunça correndo solta nos bairros. Você achou correto a Catedral encerrar suas atividades por falta de segurança e desrespeito ao Templo Sagrado? Infelizmente todos os anos tem sido assim. Tendo um padre como prefeito, achávamos que alguma coisa iria mudar, mas foi só ilusão. O dinheiro sempre fala mais alto. Analisando bem Godinho, chegamos à conclusão de que Diamantina tem sido alugada para que milhares de delinqüentes dela se sirvam, fazendo o que quiserem, com direito de policiamento, assistência médica, etc. Achamos positiva a diversificação dos palcos, com diferentes ritmos, de acordo com as idades. Diga-se de passagem, que não foi criatividade de ninguém daqui. A idéia partiu da comissão estadual. Temos que entender que Diamantina é uma cidade pobre e necessita desse dinheiro, mas não podemos nos humilhar. Sabemos que a família que abandona seu lar para alugar a desconhecidos, adolescentes e jovens, muitos deles, delinqüentes o faz por necessidade ou por ganância. José Antônio Gomes, de Turmalina ficou horrorizado com a exploração ao turista. No passado denunciamos esses absurdos, como o preço do pão francês que algumas padarias haviam aumentado. Esse ano verificamos que não houve nenhum aumento. Alguns taxistas, realmente são desonestos. Estavam cobrando por pessoa. É sacanagem porque eles compram o carro bem mais barato, tem desconto no combustível, não pagam IPVA, tem estacionamento a vontade, sem necessidade de sorte como acontece com os particulares e ainda cobram o preço que querem. Você deu nota 10 para o Prefeito. Por quê? Ele tem demonstrado que não entende de administração. Nem sequer sabe escolher seus assessores. Aliás, muitos deles lhe foram impostos como pagamento de promessas de campanha. Ele comprou os votos fiado e vem pagando à medida que ele consegue encaixar os indicados. Nota 10 para Dr. Miguel. Por quê? Será que ele trabalhou de graça? Vamos torcer por mudança radical para 2011, trazendo de volta nossa dignidade. Durante o carnaval, Diamantina é sinônimo de: bagunça autorizada, paraíso das drogas, cidade sem lei. Apesar de sermos pobres, não podemos perder nossa identidade, como disse nosso saudoso e até agora insubstituível Arcebispo Dom Paulo Lopes de Faria. Grupo dos indignados.

Carnaval: Diamantinense faz a defesa da cidade

O debate sobre o carnaval de Diamantina tem gerado boas discussões. Vejam os posts e os comentários publicado aqui: Mamãe e o carnaval de Diamantina e o protesto indignado de um turista em Diamantina: turista horrorizado com os preços elevados.

Segue abaixo a réplica de um diamantinense publicada no Jornal Estado de Minas.

“Diamantina não tem condições nem razão de se preparar para receber uma vez por ano um número de turistas igual ou superior aos seus habitantes. O número de banheiros no carnaval é mínimo e cobra-se uma pequena taxa de uso. No Rio de Janeiro, capital do turismo, durante o carnaval, o problema existe com maior intensidade. Quem viaja deve ter no seu orçamento um valor mínimo para gastar, como quando se viaja para o exterior. Aqui não se pode esperar em participar de uma festa carnavalesca na cidade e lá pagar menos do que se paga em dias normais. Em todo lugar o costume é o mesmo. Quando chega a oportunidade, quem tem negócios majora os preços para ganhar mais. Isso não é novidade, nem assalto. Ao leitor de Turmalina, que ficou ‘horrorizado’ com os preços dos serviços em Diamantina no carnaval, a cidade não vai sentir sua falta nos próximos carnavais.”

Divaldo Mello Jardim
Belo Horizonte

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Rei dos diamantes relembra os tempos do garimpo

Fonte: Globo Repórter

No coração de Minas Gerais fica um lugar que já foi procurado por bandeirantes, aventureiros, e cobiçado por impérios. A história está nas ruas, nas casas, na alma da cidade, que tem no nome a riqueza e o destino de pedra: Diamantina. Ninguém sabe ao certo, mas calcula-se que da região tenham saído mais de 600 quilos de diamantes. E também de lá saíram outras pedras que se transformaram em joias belíssimas que ainda hoje brilham pelo mundo inteiro.

Quase três séculos de mineração deixaram marcas e mitos.

"Júlio Bento foi quem tirou mais diamantes. Ele até achou que era castigo tanto diamante", conta o empresário Fábio Nunes.

"Na região, o rei do diamante é Júlio Bento", confirma o taxista Sandoval Ribeiro, o Juca.

Júlio Bento, o rei do diamante, não gosta de revelar a idade, mas dizem que ele já passou dos 80. Fala menos ainda quando se trata de fortuna. Afinal, ele continua rico ou não? Seu Júlio voltou à Diamantina para mostrar o garimpo onde achou a primeira de muitas e muitas pedras valiosíssimas. Um tesouro encontrado justamente na região de Minas Gerais famosa pela pobreza, o Vale do Jequitinhonha.

A estrada é de terra, mas, naquele tempo, nem ela existia. Seu Júlio abriu as primeiras picadas e passou com uma tropa de mulas. De um trecho em diante, só com tração nas quatro rodas. Depois de uma hora de solavancos, chega-se ao local. Foi em um trecho do Rio Pinheiro que seu Júlio passou os primeiros cinco anos no garimpo.

Depois da investida dos bandeirantes, no Período Colonial, Diamantina viveu, na época de seu Júlio, uma segunda febre do garimpo. No começo dos anos 80, Diamantina chegou a ter mais de 30 mil garimpeiros. Só em uma mina trabalhavam 250 homens. Os diamantes que saíam da região espalhavam riquezas pelo Brasil inteiro e por outros países do mundo. Mas tudo isso tem um custo para a natureza: onde o garimpo chega, a paisagem muda. Areia que foi parar no meio do rio saiu de outro garimpo que ficava um pouco acima.

O leito do rio também foi desviado. Os muros construídos pelos garimpeiros ainda estão de pé. Seu Júlio volta a explorar o lugar, desta vez, para garimpar a própria história. Dois quilômetros adiante, um reencontro com o passado. O velho garimpeiro descobre o acampamento onde ele e os colegas passavam as noites.

"Ficou tudo do jeito que era porque a pedra protege. A comida era carne, arroz, feijão, verdura", lembra seu Júlio.

O homem que cozinhava para os garimpeiros hoje é chefe de cozinha em um restaurante de Diamantina. Mas, naquele tempo, Luiz Lobo – o Vandeca, como ainda é conhecido – tinha outra função, da maior importância: esconder os diamantes que seu Júlio tirava do rio.

"Seu Júlio confiava tanto em mim que eu tinha na cozinha uma panela que se chamava panela do segredo. Nem os cunhados dele sabiam onde eu guardava os diamantes. Eu guardava dentro de uma panela. Eu colocava as garrafas de diamantes e os pacotes de macarrão e de sal em cima, para que ninguém desconfiasse do que estava ali dentro. Ninguém nunca descobriu", afirma Vandeca.

Hoje seu Júlio vive em São Paulo. Além de não falar se ficou rico, ele não revela, nem mesmo, a quantidade de diamantes que extraiu. Mas, de repente, tira do bolso uma recordação dos velhos tempos: um diamante de quase cinco quilates. "Há mais de 20 anos eu guardo", conta.

Tantas lembranças deixam os olhos do velho garimpeiro brilhando como as pedrinhas que ele tanto procurou. "Dá vontade de chorar", diz seu Júlio, emocionado

.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Diamantina: turista horrorizado com preços elevados

Estado de Minas, 18/02/2010

“Infelizmente, fomos assaltados em Diamantina, durante o carnaval. Os hotéis nos obrigaram a pagar diária antes da hospedagem, quando a lei faculta o pagamento depois da estadia. O número de banheiros públicos foi incompatível com o de foliões. Para usar os poucos que havia, tivemos que pagar R$ 2 por vez. A corrida de táxi foi majorada em até 100%, bem como o serviço de mototáxi. Nos restaurantes, além da demora exagerada, os preços foram abusivos. Na cidade, não existe Procon e a promotoria estava fechada, e o consumidor se viu indefeso em todas as situações. Quando muitos brasileiros preferem viajar para o exterior, o segmento turístico reclama e esperneia, mas como prestigiar o carnaval de uma cidade como Diamantina e voltar para casa com o bolso depenado? Você acha que no ano que vem eu vou voltar lá? E aí é que mora o problema. Feliz da cidade que agrada hoje para colher mais amanhã. Mas as autoridades de Diamantina não pensam dessa forma.”

José Antônio Gomes
Turmalina-MG

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mamãe e o carnaval de Diamantina

Nos últimos dias, viver em Diamantina trouxe-me muitas lembranças de minha saudosa mãe. Não que ela tenha vivido aqui. Na verdade ela não tinha nenhuma ligação e nunca pisou nessa terra. Todavia, ver Diamantina se preparando e fazendo o seu carnaval levou-me a muitas analogias sobre os sentimentos e comportamentos de minha adorável mãe.

Essa comparação surgiu-me na semana passada ao ver Diamantina se esforçando para parecer mais bonita e agradável para os visitantes. Uma cidade que queria estar melhor para receber o turista durante o carnaval. Essas manifestações reviraram minha memória e trouxeram à tona a época em que minha mãe começava a se preparar para receber suas visitas para as festas de natal e ano novo. Lembro-me que por volta do mês de outubro ela já começava a se organizar, planejava uma nova pintura para a casa, uma modificação no jardim, uma caprichada na cera parquetina e no escovão para dar maior brilho nos tacos amarelados da sala, a compra de um novo colchão, a pesquisa de novas e tradicionais receitas e muitas outras providências para receber os filhos, parentes e amigos que estavam longe. Apesar do trabalho, podíamos ver todos os anos um brilho especial em seus olhos durante o planejamento e execução dos seus árduos planos.

Essa analogia com cidade veio-me quando comecei a perceber uma Diamantina inquieta, em movimento, se preparando para uma festa importante. Diferentemente de minha atenta e organizada mãe, vi uma cidade atabalhoada e, em muitos momentos, desorganizada. Homens e mulheres apressados, pintando de um branco encardido os meio-fios de suas praças abandonadas; foram feitos remendos de um asfalto precário nos buracos das ruas que já fazem parte do nosso cotidiano e também notei que terrenos que ficaram sujos e cheios de lixo durante todo o ano foram alvos de uma limpeza superficial. Vi moradores batendo prego no estrado da cama, lavando paredes e consertando aquela velha geladeira que não fechava corretamente a porta. Enfim, o que era para ser feito durante todo o ano precisava ser consertado ou maquiado em poucos dias e horas. Era como se minha mãe não tivesse se preparado com antecedência e a casa não estava pronta para receber suas vistas. Quando pequeno, sempre me perguntava por que mamãe fazia isso. Por que se preparar tanto para melhorar sua casa somente naquele período? Será que durante os outros dias do ano a nossa casa não deveria ser cuidada com todo esse esmero?

Da minha janela eu vi o carnaval passar em Diamantina e comparações maternas persistiam. Imaginei a situação em que minha mãe tivesse errado no dimensionamento do número de convidados. Parentes e agregados de última hora apareceram de surpresa e a nossa casa recebeu mais visitantes do que ela poderia suportar confortavelmente. Para nossa maior surpresa, recebemos novos convidados com hábitos e costumes que nos causaram desconforto e estranheza. O que mais me chamou a atenção foram os seus carros com potentes alto-falantes nos porta-malas para tocar ininterruptamente e bem alto uma música de gosto duvidoso, cujo refrão não sai de minha cabeça - reboleixionxon é reboleixionxon (que rima, pura poseia!) . Faltou água em nossa casa. Além disso, os novos convidados colocavam os pés sujos nas paredes, bebiam cerveja demasiadamente, faziam xixi no quintal, jogavam lixo no chão, usavam um vocabulário que não estávamos acostumados, abordavam indelicadamente as filhas dos nossos vizinhos e até conseguiram quebrar aquele enfeite da mesa da sala que era considerado o patrimônio histórico e cultural da família.

Mesmo com todos esses inconvenientes, via uma mãe se dedicando plenamente para atender e satisfazer seus convidados. Aquele brilho no olhar já não mais existia, foi substituído por um sorriso sem graça e amarelado, uma expressão de vergonha, decepção e cansaço. Por outro lado, a visita inesperada trouxe muita euforia para algumas pessoas de nosso convívio. O padeiro, o dono do armazém, o quitandeiro e até o dono do boteco da rua já disseram que nossos novos convidados são adoráveis e que serão sempre bem vindos. Apareceu até uma prestativa pessoa que se disponibilizou a alugar sua própria casa no próximo ano para nossos convidados. Desconfio que toda essa simpatia e receptividade tenham um motivo puramente financeiro, já que minha mamãe teve que aumentar consideravelmente os seus gastos para manter a fama de boa anfitriã.

Enfim, vejo amanhecer uma quarta-feira cinzenta em Diamantina. Uma cidade feia, deprimente, pisoteada, lixo para todos os lados, um cheiro muito ruim no ar. É como se eu olhasse para nossa casa, o maior patrimônio de nossa família, suja e mal tratada. Dentro dela veria minha mãe deitada na cama, cansada, sentindo dores nas costas e se lamentando que não conseguiu receber bem seus convidados. Mas ela é uma mulher forte, experiente e cheia de histórias. Passados alguns dias, certamente começará a fazer novos planos para receber bem seus convidados no próximo ano. Mas fico me perguntando: até quando a sua saúde suportará esse esforço? Será que ela ainda sente prazer em organizar essa festa? Será possível organizar uma festa mais familiar e menos comercial? Tenho certeza que é possível preparar uma celebração que valorize as tradições e que também incorpore ordenadamente os novos costumes dos mais jovens. Sim, é possível organizar uma festa para todos nós da grande família. Queremos agora uma festa em que a alegria, o prazer do convívio, a felicidade do reencontro, o carinho, a gentileza e o respeito sejam o nosso maior patrimônio.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval em Diamantina atrai milhares de foliões

Fonte: Portal Terra

Multidão nas ruas da cidade histórica de Diamantina em Minas Gerais Foto: Renato-Cobucci/Hoje em Dia/Futura PressO Carnaval no Brasil não está só restrito aos grandes centros, como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. A cerca de 700 km do Rio, a maior festa popular do País toma conta das cidades históricas de Minas Gerais.

Com mais de 200 anos, Diamantina tem uma dos maiores carnavais da região e recebe por ano 25 mil pessoas - 80% jovens de 18 a 25 anos -, que se somam aos 47 mil habitantes locais.

Em meio ao casario secular em estilo barroco do século 18 tombado pelo patrimônio cultural da humanidade, os foliões sobem e descem ladeiras ao som de marchinhas, samba, MPB e funk, pelas mesmas ruelas estreitas em que o presidente Juscelino Kubitscheck e a escrava Chica da Silva caminharam.

Com a adesão de Diamantina ao Carnaval das cidades históricas de Minas Gerais, a prefeitura organizou os horários das saídas dos blocos e montou palcos com diferentes estilos musicais, todos com músicos da terra, segundo afirma Márcia Betânia Oliveira Horta, secretária de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina.

"Considero os blocos ilhas de tradição, que a cada ano se renovam compondo marchinhas que fazem sátiras do cotidiano. E o melhor de tudo isso é que 100% dos artistas são locais", disse Márcia.

Muitos foliões preferem fazer seu próprio Carnaval utilizando potentes equipamentos de som, seja em frente às repúblicas ou casas alugadas, ou fixados nos automóveis. Qualquer uma das estratégias é eficaz para atrair centenas de foliões. É só o carro parar no meio da rua que logo a festa está formada.

Quem não gosta muito desse novo jeito de brincar Carnaval são os mais antigos. Com dezenas de Carnavais na cidade, Marieta Motta Moura mantém com dois irmãos uma casa no coração do centro histórico.

"Nós tínhamos escolas, fazíamos fantasias, música, tudo. Hoje em dia esses carros de som tomaram conta", afirmou Marieta. "Mesmo assim a gente vem para cá porque os filhos gostam e é uma oportunidade de reencontrar os amigos."

Para renovar as energias, o programa preferido dos foliões durante o dia é tomar banho de cachoeira. A mais procurada é a dos Cristais, na localidade de Biribiri, vila de uma antiga fábrica têxtil a 15 km do centro da cidade e que faz parte do Parque Estadual do Biribiri.

Um dos shows mais esperados pelo público ocorre no sábado de Carnaval, quando a banda Bat-Caverna invade o palco principal. Do alto, o homem morcego "voa" aterrissando no palco.

Além de Diamantina, o Carnaval também atrai turistas a Mariana, Ouro Preto, Tiradentes e São João Del-Rei. Todas as cidades tiveram os belos centros construídos a partir da exploração do ouro e do diamante.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

João na intimidade

Fonte: Zero Hora - Marcus Oreto - Folha press

Só mesmo a intimidade pessoal conquistada por Claudia Faissol – e seu entendimento profundo da personalidade do pai de sua filha – poderiam ter tornado possível a captação das cenas vistas no documentário, ainda sem título definido e sem previsão de estreia, que ela prepara sobre João Gilberto. O cantor, sabidamente arredio a qualquer tipo de registro extramusical, fala olhando diretamente para a câmera. Se esgueira às vezes, é verdade, mas deixa registrar seus comentários sobre os assuntos mais diversos.

As desavenças com a EMI, os cantores que admira (Orlando Silva, Lucio Alves e Dick Farney), as memórias do período em que passou em Diamantina, nos anos 1950, desenvolvendo a batida de violão que o tornou o criador da bossa nova. Há muito humor. João não quer falar e faz brincadeiras para a câmera. Responde algumas perguntas sem dizer coisa nenhuma, apenas enrolando as sílabas sem formar palavras. Em outras vezes, diz apenas que não sabe o que responder – mas faz isso cantando sobre melodia improvisada, sorrindo e dedilhando o violão.

Há cenas de João assistindo à televisão, tomando café, recebendo os – poucos – amigos em casa. Claudia acompanha as turnês desde 1999 – dentro e fora do Brasil. Conseguiu convencer João a se deixar filmar pela primeira vez durante um show no Uruguai, em 1999. De lá até aqui, contabiliza cerca de 20 concertos registrados – muitos bancados por ela mesma, usando “um dinheiro que meu avô me deixou”.

– João não gosta que eu peça ajuda – conta.

Também seguiu com o cantor para Salvador e o filmou amanhecendo diante do mar, tocando violão. Na Bahia, registrou o reencontro de João com a babá, o irmão, a irmã.

– As pessoas chegam perto dele e nem falam. Veem ele e choram – ela conta. – Meu testemunho é muito valioso porque é filmado e vai virar o testemunho de todo mundo.

Para além do campo pessoal, o documentário é rico por trazer João interpretando canções que nunca gravou em disco. Registra os “estudos” do artista do repertório que entraria em disco recente – projeto que, segundo ela, foi abortado.

Estão registradas interpretações para sambas da antiga como Coqueiro Velho (Fernando Martinez Filho/José Marcilio), Louco (Wilson Batista) e Deus Salve a América (Irving Berlin/Braguinha).

As imagens podem não ter lá grande qualidade técnica, mas o valor do que documentam é incomensurável.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Minas recebe correspondentes internacionais durante o Carnaval

Fonte: Mercado e Eventos

Dando sequência ao projeto Carnaval das Cidades Históricas 2010, lançado em janeiro passado, a Secretaria de Estado de Turismo recebe nesta sexta-feira (12/02), em Belo Horizonte, grupo de quatro jornalistas correspondentes internacionais, sediados no Brasil, para viagem de reconhecimento do Carnaval em Minas Gerais. A iniciativa conta com a parceria da Trip Linhas Aéreas e das Prefeituras Municipais de Diamantina, Ouro Preto, São João del Rei e Tiradentes.

O grupo, filiado à Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil – ACIE –, desembarca na capital mineira nesta sexta-feira e segue para Diamantina, onde participará da programação oficial do Carnaval do município. Os jornalistas permanecem na cidade até o domingo, dia 14/02.

De Diamantina, os correspondentes seguem viagem para Tiradentes. Na noite do domingo de Carnaval (14/02), o grupo será recepcionado no Camarote Oficial da Prefeitura Municipal de São João del Rei para assistir ao desfile das Escolas de Samba da cidade. Encerrando as programações, no ultimo dia da folia (16/02), os jornalistas seguem para Ouro Preto, onde participam de desfile de blocos pelas ruas centro histórico da cidade.

Bloco carnavalesco desfila hoje em Diamantina

Fonte: Prefeitura de Diamantina

Hoje tem desfile no carnaval de Diamantina, às 22 horas toma as ruas da cidade o bloco Me ampara se não eu caio, que percorrerá as ruas centrais da cidade com cerca de 200 integrantes.

O tema deste ano será: tira o olho se não eu caio. Adriana Reis uma das organizadoras  informa que o bloco pretende abordar de uma maneira bem satírica as superstições e o azar.

O Me ampara se não eu caio sairá da Rua do Amparo, às 22 horas.

Neste carnaval desfilarão mais de 10 blocos tradicionais, alguns com mais de 80 anos, que percorrem o circuito de desfile no centro histórico. A oferta de atrações agrada desde as crianças até a terceira idade, seja nos blocos de fantasias, caricatos ou as sátiras, sempre acompanhados por possante percussão, marca do carnaval de Diamantina.