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sábado, 31 de maio de 2014

Os conflitos na mineração e a Justiça Diamantina, Minas Gerais, décadas de 1850-1880

Autor: Marcos Lobato Martins

RESUMO

Este artigo analisa os conflitos surgidos nos serviços de lavra entre agentes da mineração de diamantes na região de Diamantina, Minas Gerais, nas décadas de 1850-1880. O objetivo é investigar o papel desempenhado pela Justiça na solução desses conflitos. Mostra-se que os mineradores de diamante não hesitaram em recorrer à Justiça quando se viram envolvidos em demandas sobre a posse e a exploração de jazidas ou sobre a divisão do produto da lavra. As fontes utilizadas foram documentos da Administração Geral dos Terrenos Diamantinos e ações arbitrais existentes nos cartórios de Diamantina.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Artigo analisa relações de poder, disciplina e trabalho em fábricas da região diamantinense

RELAÇÕES DE GÊNERO, PODER, DISCIPLINA E TRABALHO: UMA ANÁLISE DAS FÁBRICAS DE BIRIBIRY (DIAMANTINA/MG) E SÃO ROBERTO (GOUVEIA/MG) – 1920/1930
 
Autora: Kátia Franciele Correa Borges

Nas décadas de 1920 e 1930 o Brasil viveu a euforia do progresso consequente da Belle Époque (1890-1920). Para Rachel Soihet, a Belle Époque brasileira representou o completo estabelecimento da ordem burguesa, que diante da crescente modernização do país viu no debate sobre a higiene o caminho para introdução de hábitos civilizados semelhantes ao modelo parisiense. As cidades mineiras de Diamantina e Gouveia, localizadas no Vale do Jequitinhonha, buscavam tal modernização pautadas nas ações de duas fábricas de tecidos que agitavam as economias locais – a Fabrica de Biribiri e a Fabrica de São Roberto. Ambas fundadas no século XIX, em meio à crise da mineração, destacavam-se por gerar empregos, sobretudo, para as moças filhas de famílias descendentes de “ex-escravos” e agregados das fazendas locais. Aos poucos Diamantina e Gouveia foram inseridas nas estatísticas econômicas acerca da indústria nacional (MACHADO FILHO, 1909;1960). Assim, as interrogações iniciais que nortearam esse artigo foram: como estavam definidas as relações de gênero naqueles espaços fabris? Como foram construídas? Quais os mecanismos que regularam tais relações?

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Professora da UFVJM lança livro sobre educação e religião

A obra, publicada pela Paco Editorial, analisa a educação globalizada proposta pela Congregação das Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo e sua implementação

A professora da UFVJM, Ana Cristina Pereira Lage, lança neste sábado, 21, o livro “Conexões vicentinas”, às 20h. O título publicado pela Paco Editorial, editora especializada em publicações acadêmicas, faz uma analise histórica que incorpora a educação globalizada e a religião. O lançamento acontece no Festival de História, no Teatro Santa Isabel, em Diamantina (MG).

O livro, que pode ser adquiro pela loja virtual da Paco, pelo site http://loja.livrariadapaco.com.br, aborda a proposta da Congregação das Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo e sua implementação em Mariana e Lisboa, no século XIX. Discute as especificidades da implantação das vicentinas e suas práticas educativas, eu demonstram a tensão existente ente a política liberal e a religião católica ultramontana.

Sobre a autora – Ana Cristina Pereira Lage é doutora (UFMG) e mestre (Unicamp) em História da Educação, e graduada em História (UFMG). Recebeu bolsa Capes (sanduíche) para o doutoramento na Universidade de Lisboa, Portugal. É professora dos cursos de licenciatura em História e bacharelado em Humanidades da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Diamantina-MG. Desenvolve pesquisas na área de história das instituições femininas confessionais.

Sobre a Paco Editorial - A Paco Editorial foi fundada em 2010 e atende uma demanda específica de publicações acadêmicas, provenientes de conclusões de teses, dissertações, ensaios, monografias, conjunto de artigos, dentre outros conteúdos de perfil acadêmico. A missão da editora é auxiliar pesquisadores na disseminação do conhecimento acadêmico, editando e divulgando seus trabalhos. A editora cresce em média 20% ao ano e já publicou quase 400 títulos nas mais diversas áreas do conhecimento, como educação, história, geografia, comunicação, cultura e serviço social.

Serviço:

Lançamento: 21/09/2013, às 20h

Festival de História

Teatro Santa Isabel

Diamantina - MG

domingo, 4 de agosto de 2013

Junta da Administração Diamantina do Tejuco

Fonte: Memória da Administração Pública Brasileira - Angélica Ricci Camargo

A Junta da Administração Diamantina do Tejuco , conhecida também como Junta Administrativa da Extração dos Diamantes, foi criada em 12 de julho de 1771 e regulamentada pelo alvará de 2 de agosto do mesmo ano, competindo-lhe a expedição de tudo o que pertencesse à extração dos diamantes e à execução das ordens dadas pelo três diretores estabelecidos em Lisboa, sob a fiscalização do inspetor-geral do Erário Régio, o marquês de Pombal (PORTUGAL, 1829, p. 552)

Diante dos grandes prejuízos sofridos com a adoção do sistema de contratos, iniciado em 1740, que concedeu o privilégio da extração de diamantes a particulares, a Coroa reorganizou, em 1771, a administração das terras diamantinas no Brasil, com o fim de controlar diretamente a produção. Tal iniciativa fez parte da política econômica praticada durante o reinado de d. José I, marcadamente fiscalista e defensora dos monopólios reais. Para tanto, foi criada, em Portugal, a Diretoria da Real Extração dos Diamantes das Minas do Brasil, também denominada na legislação Diretoria Geral dos Diamantes. Na Demarcação Diamantina, área fixada em 1734 e cuja sede ficava no Arraial do Tejuco, foram estabelecidos três caixas administradores que, de acordo com a legislação, trabalhariam em conjunto com o intendente-geral dos Diamantes e outros oficiais daIntendência.

O citado alvará de 2 de agosto de 1771, também conhecido como “ livro da capa verde”, estabeleceu diversas medidas para coibir o contrabando de diamantes da colônia. Entre elas estavam a necessidade de licença oficial para entrada na região, a proibição das negras de tabuleiros e a redução do número de lojas. Aos três caixas administradores caberia, com a intervenção e aprovação do intendente, indicar os lugares próprios para se trabalhar nos períodos de chuva e de seca, e regular a quantidade de escravos necessários na mineração, ficando-lhes proibido comprar diamantes extraviados. O intendente seria responsável pelas devassas e pela punição dos três caixas em caso de descumprimento de ordem real, sendo também o juiz conservador da Administração Diamantina. Além desses funcionários, que também trabalhavam na Intendência dos Diamantes, a Junta ainda conservaria sob sua administração uma companhia de quarenta soldados do mato, chamados pedestres, que existia desde os tempos dos contratos. A admissão ou expulsão de administradores subalternos e outros empregados pertenceria, privativamente, ao inspetor-geral e aos caixas da administração de Lisboa (PORTUGAL, 1829, p. 551-564).

Com a transferência da corte para o Brasil, em 1808, algumas medidas foram tomadas com o objetivo de melhorar a administração dos diamantes. Em 5 de setembro de 1808 foi criada no Erário Régio a Diretoria e Administração da Extração Diamantina, que funcionaria de forma semelhante à estabelecida em Lisboa. A decisão n. 42, de 10 de outubro daquele ano, deu providências sobre a administração diamantina no que diz respeito à escrituração das receitas e despesas, e previu o estabelecimento de uma fábrica de ferro na região.

Posteriormente, o decreto de 14 de setembro de 1816, visando combater, entra outros, os “defeitos da administração” ligados à extração diamantina, deu instruções indicou métodos de amortização de dívidas e de aprimoramento das atividades de extração. Ainda neste ato, apareceram, na composição da Junta, uma diretoria, uma contadoria, vogais e um guarda-livros, e eliminou-se um caixa administrativo.

No período pós-Independência, o decreto de 13 de outubro de 1831 elevou Tejuco à condição de vila, permitindo maior autonomia administrativa. Um ano depois, a lei de 24 de outubro de 1832 extinguiu a Intendência dos Diamantes e o decreto de 25 de outubro aboliu a Junta da Administração Diamantina do Tejuco com todos os seus empregos, suspendendo também as companhias de pedestres que estavam a seu serviço. Determinou, além disso, que a administração diamantina na vila do Tejuco ficasse sob direção de um inspetor, com secretário, ajudante, tesoureiro, procurador da Fazenda, contínuo e dois serventes. Contudo, o decreto parece não ter tido aplicação prática, dado que em 1845 o decreto de 24 de setembro extinguiu novamente a Junta, o que, no entanto, só foi efetivamente realizado em 1853 (FURTADO, s.d., p. 8)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Memorialistas e ensino de história local na Diamantina do século XX

Autor: Marcos Lobato Martins, publicado na Revista Cultura Histórica e Patrimônio.

Este artigo analisa o ensino de história local e regional em Diamantina (MG), durante a primeira metade do século XX. São abordadas as visões do passado transmitidas nas aulas e livros de destacados professores da cidade, a relação delas com os projetos políticos das elites locais e como elas moldaram a memória, a identidade e a cultura histórica de muitas gerações de diamantinenses. As fontes utilizadas são jornais locais, textos de memorialistas e livros de História bastante empregados nas escolas de Diamantina, escritos pelos professores Aires da Mata Machado Filho, José Augusto Neves e Soter Ramos Couto.

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