sexta-feira, 21 de novembro de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Turista solidário: um viajante que interage com o destino
Fonte: Jornal Dia Dia (clique aqui)
Eles desejam mais do que contemplar belos cenários e consumir mercadorias. Para estes turistas, tão essencial quanto conhecer o destino é vivenciar a rotina do local
Um novo grupo de turistas tem sido visto desbravando destinos pouco conhecidos em busca de interação com o meio ambiente e envolvimento com a população. Trata-se de um turista solidário, símbolo de uma nova geração de viajantes participativos, que prefere se hospedar na casa de moradores e participar das atividades da comunidade.
Para estes viajantes, tão essencial quanto conhecer o destino é vivenciar a rotina do local. “Eles veem no turismo uma oportunidade de obter experiências que vão além do consumo e da contemplação de cenários”, diz Rafael Fortunato, coordenador de Turismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Esse novo viajante, segundo ele, em geral jovem e das mais variadas classes sociais, cresceu influenciado pela força do movimento socioambiental e se vê como um agente de mudanças.
São pessoas como a médica residente Helena Taveira, de 26 anos, que após se engajar em um trabalho acadêmico em vilarejos pobres de Minas Gerais, já foi quatro vezes ao Vale do Jequitinhonha falar sobre doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos. “Aprendi a considerar o paciente além de suas queixas, conhecer de perto o outro e respeitar ainda mais o ser humano”, afirma.
A interação também beneficia as comunidades. A dona de casa Nacibe, de 69 anos, hospeda em sua casa turistas interessados em experimentar a vida rural e a rotina de trabalhadores locais que se apoiam em trabalhos manuais para sobreviver. Ela vive em Mendanha, um distrito da cidade de Diamantina, que tem como vocação histórica a extração de pedras preciosas. “Já pude aprender um pouco de francês com uma estudante da França que passou quatro meses aqui. Tenho contato com os viajantes, eles sempre voltam depois”.
Ainda não há um grande número de passeios estruturados para este público nas agências de viagem, segundo Leonel Rossi, vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV). “Alguns roteiros, no entanto, já têm como propósito a interação mais profunda com o destino”, afirma. De acordo com a entidade, há uma tendência de os pacotes incluírem passeios que tenham como atrativo a solidariedade.
Há 15 anos uma operadora de turismo de Minas Gerais leva turistas ao vilarejo de Capivari, local conhecido pelos atrativos naturais e a prática do turismo sustentável. Desde então, apoiados pela agência, os viajantes passaram a voltar para Capivari uma vez por ano para doar à população seu tempo, trabalho e talento. "Formamos o grupo Amigos de Capivari, com mais de 500 colaboradores. Hoje atendemos demandas de saúde, educação e entretenimento da comunidade, inclusive com implementação da rede de abastecimento de água potável", diz a proprietária da empresa, Cirlene Soares.
Entre os programas do Ministério do Turismo voltados para a responsabilidade social e sustentabilidade estão o Passaporte Verde, que sugere destinos que motivam o viajante a interagir de modo sustentável quando viaja, e o Talentos do Brasil Rural, que estimula o turismo em comunidades e cooperativas rurais. Em comum, eles têm o apoio a ações que promovem o desenvolvimento local, a qualificação profissional, valorizando a comunidade, gerando emprego e renda.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Turismo rural gera renda para comunidades de Diamantina e municípios da região
Fonte: Agência MInas (clique aqui) com dica do Blog do Banu
Comunidade Município Cuiabá, em Gouveia, local onde existe um projeto de incentivo ao turismo rural – Foto: Claudete Maria Souza.
O turismo rural incrementa a economia de 13 comunidades rurais e se consolida como mais uma fonte de renda para agricultores familiares de seis municipios, na área de atuação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), na regional Diamantina. Batizado de Programa de Turismo de Base Comunitária, a iniciativa teve inicio em 2009, na comunidade do Vau, em Diamantina. No local foi instalada a Vila Real, um espaço com estrutura de vilarejo, sala de administração, loja para comercialização de produtos da agricultura familiar da comunidade, lanchonete e cozinha.
Só na comunidade do Vau o programa beneficia 17 famílias de agricultores familiares, mas a iniciativa também está presente nos municípios de Gouveia, São Gonçalo do Rio Preto, Couto Magalhães, Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. O objetivo, segundo a extensionista Claudete Maria Souza, coordenadora técnica regional de Turismo Rural, é apoiar os moradores das comunidades rurais que estão investindo nessa modalidade de turismo. A proposta é estimular a geração de ocupação e renda, valorizar a cultura local e promover a visitação e a proteção dos recursos naturais.
“É um segmento de turismo trabalhado com os moradores das comunidades rurais de forma participativa. Esse tipo de turismo também ajuda na preservação dos recursos naturais, na valorização cultural e na autogestão dos projetos, sem intermediários. Os agricultores recebem os turistas em suas casas e produzem os produtos que oferecem”, explica a coordenadora da Emater-MG. Para tanto, conforme aponta Claudete, a Emater-MG participa do programa, realizado em parceria com associações comunitárias, prefeituras, ongs, universidades, Instituto Estadual de Florestas (IEF) e outras instituições. A empresa atua com ações para a organização de grupo gestor, assistência técnica para produção de hortaliças, frutas, artesanato, doces e quitandas.
A Emater-MG também realiza diagnósticos, articula parcerias, elabora projetos de abastecimento de água, sinalização de locais turísticos, melhoria das estradas de acesso, organização de eventos tais como caminhadas, cavalgadas e festivais de comidas típicas. Além disso, a empresa pública incentiva a qualificação técnica dos moradores preparando-os para receber bem os que se hospedam em suas casas ou simplesmente realizam passeios nos lugares da região.
A extensionista Claudete Maria conta que, somente em seis comunidades onde a Emater-MG atua há mais tempo, 47 famílias já exercem a atividade. “A maioria é agricultor familiar e o turismo rural complementa a renda”, explica. Ela calcula que cada caminhada, por exemplo, organizada pela comunidade, deve gerar cerca de R$ 160 de lucro por dia para uma família. “Isso para um agricultor familiar faz diferença”, garante, salientando também os ganhos retirados dos festivais de comidas típicas e das diárias cobradas pela hospedagem dos turistas.
“Temos aposentados e os que vivem da agricultura e o turismo vem complementar a renda familiar”, confirma também Geraldo Arcanjo de Oliveira, o Ladico, líder na comunidade de Cuibá, no município de Gouveia. Entre 60 a 70 moradores complementam a renda com o Projeto de Turismo de Vilarejo, implantado em 2008, após seleção feita pelo governo federal, por meio de chamada pública. No lugarejo de 22 casas, os agricultores recebem cerca de 120 turistas por ano. “São pessoas que buscam descanso, florestas, serras, hortas, cachoeiras e caminhadas”, explica. Ao lado da esposa Tânia Maria Andrade de Oliveira, Ladico vive na comunidade desde que nasceu há 55 anos.
Festival de comidas típicas
O Festival de Comidas Típicas de Cuiabá, evento que acontece sempre no mês de maio, costuma atrair muitos turistas, nos dois dias do evento, segundo Ladico. “Este ano recebemos umas 1.200 pessoas, o que gerou uma renda de R$ 15 mil”, revela, acrescentando que a prefeitura apoia com shows. Toda a comunidade passou por capacitação, conforme o líder, e os moradores estão preparados para receber os visitantes. Os turistas podem escolher os roteiros de passeios, conduzidos por guias qualificados ou usufruirem dos barzinhos e barracas com produtos da terra.
A hospedagem em Cuiabá acontece nas pousadas domicilares, que passaram por melhorias e adequações para receber os turistas. Os alimentos são retirados dos quintais e pomares, assistidos pela Emater-MG, que incentiva o plantio orgânico. A diária na comunidade, incluindo café da manhã, almoço e jantar está em R$ 70. As delícias gastronômicas podem ser conferidas na primeira refeição do dia, segundo o líder comunitário Ladico: “preparamos leite, doces, queijos, requeijão e quitandas para o café da manhã”. O site www.turismodevilarejocuiaba.com.br tem mais informações do projeto.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Artigo analisa implicações das obras de pavimentação asfáltica do trecho Serro-Diamantina
PLANEJAMENTO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO: ESTUDO SOBRE O CALÇAMENTO DO EIXO TURÍSTICO DA ESTRADA REAL – SERRO A DIAMANTINA – MINAS GERAIS
Elcione Luciana da Silva
Ana Flávia de Andrade Figueiredo
Flávia Montenegro Menezes
A atividade turística se caracteriza pelo deslocamento das pessoas de um local para o outro, e, portanto as facilidades de acesso para os destinos turísticos são de suma importância para favorecer tal deslocamento e assim viabilizar o desenvolvimento local por meio do turismo. O presente artigo tem como principal objetivo fazer uma relação entre planejamento territorial e desenvolvimento turístico em comunidades localizadas no eixo turístico da Estrada Real entre as cidades de Serro a Diamantina/MG, tendo como estudo as implicações que a execução das obras de pavimentação asfáltica deste trecho exercem no modo de vida de seus moradores e no desenvolvimento do turismo local. Para alcançar esta finalidade, optou-se por realizar pesquisas bibliográficas, analíticas e descritivas. Neste sentido busca sugerir estudos mais aprofundados em destinos turísticos de base comunitária de forma a conciliar o cumprimento das políticas de gestão do território e desenvolvimento turístico local.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Situação da BR-367 preocupa turistas mineiros e autoridades baianas
Fonte: O Globo – Clique aqui
Uma imensidão de água. Mar e areia que parecem não ter fim. Belezas que os mineiros contemplam longe de casa e o litoral baiano é o destino mais procurado por eles. Para chegar até onde o azul do céu se encontra com o do mar, alguns enfrentam o preto do asfalto, mas quem precisa utilizar a BR-367 se depara mesmo com uma estrada de terra em péssimas condições.
Pelo menos uma vez ao ano, o funcionário público Bernardo Vieira se arrisca na rodovia. Ele sai de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, para o Sul da Bahia.
Na bagagem carrega, além da vontade de descansar no litoral, o medo de que uma tragédia aconteça pelo caminho. “É comum presenciar acidentes graves em todas as viagens, a estrada asfaltada está horrível, a de terra praticamente não existe”, conta Vieira.
A rodovia, que é uma importante ligação entre Minas Gerais e o litoral baiano, deixa autoridades da Bahia em alerta. Em entrevista ao G1, o secretário de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Luiz Otávio da Silva, diz que a situação é preocupante.
“O turismo é a principal fonte de renda da nossa cidade e precisamos de rodovias bem conservadas para que mais mineiros venham para nossa terra e que eles cheguem aqui com segurança”, destaca.
Em Porto Seguro, os mineiros representam até 50% do turismo local. “Eles adotaram o extremo Sul da Bahia, que tem uma forte ligação com Minas, são dois estados vizinhos e amigos. Os turistas vêm pra cá o ano inteiro, movimentando a economia local”, afirma o secretário.
A última cidade na Bahia cortada pela BR-367 é Santa Cruz Cabrália, localizada a 23 km de Porto Seguro. Por lá, os mineiros também são maioria, representando um percentual de até 60% dos turistas. Segundo o secretário de Turismo, Fernando Oliveira, a situação da rodovia é uma preocupação antiga do município.
“Precisamos desse trecho concluído para facilitar a chegada dos mineiros do Vale do Jequitinhonha em nossa região. Vamos buscar uma solução junto ao governo do estado para conclusão dessas obras”, afirma Oliveira.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Tudo acertado para o início das obras de asfaLtamento da estrada que liga Diamantina A Milho Verde
Fonte: Ricardo Maciel - Agência Ultra
Após 12 anos de lutas para o asfaltamento do trecho da Estrada Real, que liga Diamantina ao distrito de Milho Verde, no Serro, tudo indica que dentro de 30 dias o sonho vai se tornar realidade, foi o que adiantou, em reunião realizada na manhã da última quinta-feira (15), o engenheiro Fábio Xavier da Engenharia e Construtora Arariboia, empresa vencedora da licitação e que irá executar a obra.
O anúncio foi feito no gabinete do prefeito, no Centro Administrativo Municipal de Diamantina, às 10h00, onde estavam presentes o Prefeito Municipal, Dr. Paulo Célio; o vice-prefeito, Cássio Moreira; o vereador Lado da Palha, representando a Câmara; Daniel Martins Silva, Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano; Rodrigo Canuto, Secretário Municipal de Meio Ambiente; Fábio Xavier, engenheiro da Arariboia; Rafael Botelho e José Luiz, Engenheiros da Enecon, empresa responsável pelo projeto e fiscalização da obra; além de representantes da ACID/CDL, ADELTUR, Maçonaria, DER, Instituto Estrada Real, imprensa local e empresários do setor turístico.
A obra de pavimentação está orçada em cerca de 50 milhões de reais e tem estimativa de 30 meses para sua conclusão. De acordo com o engenheiro da Arariboia, a obra terá início no sentido Diamantina/Milho Verde e vai criar cerca de 130 empregos diretos, além de gerar aos cofres do município aproximadamente 2 milhões de reais em tributos. “Nossa meta é utilizar o que a cidade oferece, especialmente a mão de obra local. Queremos valorizar a população e fornecedores da cidade, um pedido reforçado pelo prefeito. Em breve vamos anunciar o endereço do nosso escritório na cidade para o recebimento de currículos e cadastro das empresas fornecedoras”, explicou o engenheiro Fábio.
O Prefeito de Diamantina e os participantes da reunião comemoraram a notícia. Dr. Paulo falou sobre o impacto da pavimentação do trecho para o aquecimento do turismo na cidade. “Podemos afirmar que essa estrada possibilitará uma melhoria inconteste na rota turística da Estrada Real, principalmente no trecho que nos liga a Serra do Cipó,” explicou. O Prefeito falou ainda da importância da obra para alavancar a economia local. “Assim que a autorização da estrada foi concedida, telefonei para o proprietário da Arariboia e disponibilizei nossa cidade para a instalação do canteiro de obras, pedi também que a mão de obra local fosse valorizada. Nossa solicitação foi atendida e hoje, em reunião, o engenheiro Fábio reafirma a parceria da empresa com o nosso município. Estou muito satisfeito,” finalizou Dr. Paulo.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Jornal Folha de São Paulo publica reportagem sobre turismo no Vale do Jequitinhonha
O Vale do Jequitinhonha possui riquezas naturais, históricas e expressões artísticas de grande destaque entre os destinos turísticos de Minas Gerais. Localizado no norte do Estado (282 km de Belo Horizonte), é formado por 51 municípios, entre eles Diamantina, Turmalina e São Gonçalo.
Cidades históricas do Brasil terão R$ 19 milhões para sinalização
Fonte: Portugal Digital
Entre os municípios que terão os maiores aportes estão Belém, Florianópolis - R$ 1 milhão cada -, Ouro Preto (MG), R$ 650 mil, Diamantina (MG), Laguna (SC), São João del Rey (MG) e Pelotas (RS) - R$ 550 mil cada um.
Brasília - O Ministério do Turismo anunciou quinta-feira (8) a liberação de R$ 19 milhões para a sinalização de cidades históricas. Os 34 municípios que receberão os recursos estão entre os contemplados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Turismo.
O objetivo da liberação é melhorar a informação aos visitantes esperados no ano que vem, atraídos pela Copa do Mundo.
O ministro do Turismo, Gastão Vieira, pediu rapidez aos prefeitos presentes na cerimônia de liberação dos recursos. Segundo ele, não será possível esperar até meados de 2013 para que as sinalizações fiquem prontas.
Entre os municípios que terão os maiores aportes estão Belém, Florianópolis - R$ 1 milhão cada -, Ouro Preto (MG), R$ 650 mil, Diamantina (MG), Laguna (SC), São João del Rey (MG) e Pelotas (RS) - R$ 550 mil cada um.
O incentivo ao turismo nas cidades históricas brasileiras está no contexto do Plano Nacional do Turismo (2013-2016), que tem como objetivo aumentar o fluxo de visitantes nessas cidades, gerando emprego e aumentando a arrecadação de impostos.
"O turismo é uma das melhores formas de se enfrentar uma crise que não é nossa, mas que está demorando a passar. O setor [turístico] foi o que melhor respondeu à desoneração do governo, com a manutenção de postos de trabalho e o crescimento dos níveis de ocupação", explicou o ministro.
Segundo ele, o potencial do Brasil está no mercado interno. No ano passado, 35 milhões de pessoas fizeram mais de 190 milhões de viagens pelo país. "Muitos países europeus resistem à crise devido ao turismo e esse é o caminho do Brasil", acrescentou Vieira. Agência Brasil
quinta-feira, 9 de maio de 2013
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
SECTUR habilita Diamantina para receber o ICMS Turístico em 2013
Índice de investimento em turismo de Diamantina é um dos mais altos de Minas Gerais
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio: turismo@diamantina.mg.gov.br
Diamantina, 09 de novembro de 2012 – Na ultima quinta-feira (08/11), a Secretaria de Estado de Turismo divulgou a listagem dos municípios habilitados a receber recursos do ICMS Turístico, com base na arrecadação estadual de 2013.
O ICMS Turístico é uma política estadual de distribuição de recursos aos municípios que investem no turismo. Município que investe mais recebe mais! Dessa forma, o ICMS Turístico atua como motivador para que os municípios estruturem as políticas públicas e implementem as ações necessárias ao desenvolvimento turístico sustentável.
Desde 2009 a Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina – SECTUR, através da Coordenadoria de Políticas para o Desenvolvimento do Turismo, coordenou esforços juntamente com entidades, instituições e empresas que têm interface com a atividade turística a fim de estruturar no município os pilares básicos da política pública de turismo e cumprir os critérios exigidos para habilitação no ICMS Turístico.
O trabalho desenvolvido pela SECTUR teve como principais resultados a criação do Conselho Municipal de Turismo, do Fundo Municipal de Turismo, do Plano Municipal de Turismo, de Programas institucionais, além de outros marcos legislatórios e ferramentas de gestão participativa, e frutificou na habilitação de Diamantina para receber recursos do ICMS Turístico no ano de 2013.
O percentual do ICMS turístico a ser repassado para os municípios é definido com base no Índice de Investimento em Turismo do município (IIT). Diamantina destacou-se entre os 119 municípios habilitados, como um dos 10 municípios com o maior índice de investimento em turismo, juntamente com os municípios de Antônio Carlos, Capelinha, Espera Feliz, Itamarandiba, Leopoldina, Minas Novas, Novo Cruzeiro, Raposos e São Francisco.
Pela primeira vez a Região Turística do Circuito dos Diamantes teve cinco municípios habilitados a receber o ICMS Turístico, sendo estes: Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Presidente Kubitschek e Senador Modestino Gonçalves.
Segundo a Secretária de Cultura, Turismo e Patrimônio, Sra. Márcia Betânia a habilitação de Diamantina é importante, pois irá garantir a irrigação de recursos contínuos ao Fundo Municipal de Turismo, fortalecendo esta ferramenta de gestão que deve se efetivar cada vez mais através da co-gestão do Conselho Municipal de Turismo na condução e construção de projetos para o desenvolvimento do turismo em âmbito municipal. Ainda segundo a Secretária Márcia o resultado torna-se importante também, uma vez que significa o reconhecimento pelo Governo de Minas Gerais que o município de Diamantina tem cumprido o seu “dever de casa”, estruturando os principais mecanismos hoje exigidos para a realização das políticas públicas de turismo.
ICMS Turístico em números
Segundo dados da Fundação João Pinheiro – FJP, o ICMS Turístico distribuiu aos 44 municípios habilitados para receber os repasses em 2011 o valor de R$ 6.007.100,35. Aos 63 municípios habilitados para receber os repasses em 2012, o ICMS Turístico distribuiu R$ 5.325.073,35.
O percentual do ICMS turístico a ser repassado para os municípios é definido com base no índice de investimento em turismo do município e o somatório dos índices de investimento em turismo de todos os municípios habilitados a receber o incentivo (fórmula matemática estabelecida pela Lei nº 18.030/09).
O repasse dos valores aos municípios habilitados é feito semanalmente pela Secretaria de Estado de Fazenda. O cálculo do valor a ser recebido pelos municípios tem como base o resultado da fórmula matemática e a arrecadação semanal do ICMS e do IPI no Estado, daí a impossibilidade de se definir, antecipadamente, o valor dos repasses a cada um dos municípios.
A FJP - Fundação João Pinheiro divulga, mensalmente, o valor dos repasses recebido no mês imediatamente anterior no site http://www.fjp.mg.gov.br.
Habilitação para 2014
A SECTUR através da Coordenadoria de Políticas para o Desenvolvimento do Turismo, já iniciou os trabalhos de habilitação de Diamantina para receber os recursos do ICMS Turístico em 2014. Isso porque, a documentação para habilitação se refere ao ano anterior ao do recebimento dos recursos. Ou seja, a SECTUR tem que encaminhar em 2013 os documentos relativos a 2012 para recebimento dos recursos em 2014.
A Secretaria de Estado de Turismo ainda não definiu os prazos para entrega da documentação.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
O fio dos Kubitschek
Publicado no Caderno de Turismo do Jornal Estado de Minas 18/09/2012
O que há em comum entre a cidade de Trebon, na República Tcheca, e Diamantina, no Vale do Mucuri, Minas Gerais? O elo foi estabelecido quando o bisavô de um dos presidentes mais populares e amados do Brasil, Juscelino Kubitschek, Jan Nepomuscky Kubitschek, chegou à região, em busca de melhores condições de vida. Uma cadeia familiar que poderá resultar na irmanação das duas cidades. A primeira é, capital da região de Cêské Budêjovice, na Boêmia do Sul, é considerada turística, atraindo visitantes não só por sua arquitetura, mas pela beleza natural de seus bosques. A segunda, dona de um rico patrimônio histórico, é uma das cidades mais procuradas de Minas Gerais pela beleza de seu casario e igrejas, e também pela alegria de sua gente. Além, claro, da musicalidade que tanto encantou JK e que tanta gente atrai em eventos como vesperatas e carnaval.
A ideia, conta o consultor de viagens da Master Turismo, Luiz Augusto Guadalupe, surgiu há três anos, quando, em uma conversa com o senador Eduardo Azeredo, ficou sabendo da ligação de JK com Trebon. O caso havia sido contado ao então senador por seu pai, Renato Azeredo, amigo de Juscelino. Na última semana, o cônsul da República Tcheca em Brasília, Viktor Dolista, esteve em Belo Horizonte para o início das negociações, encontrando-se com a secretária-adjunta de Estado da Cultura, Maria Olívia Oliveira, e o presidente da Filarmônica, Guiomar Ferreira.
Antes de ser concretizada, a irmanação já começa a produzir um intercâmbio cultural entre a República Tcheca e Minas Gerais: segundo o cônsul, seria ótimo trazer a Mostra de Cinema Tcheco, já realizada em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro (nesta cidade, marcada para 25 a 30 de setembro).Viktor Dolista adiantou que o prefeito de Trebon, Ing Jirí Houdek e o conselho da cidade, já aprovaram a irmanação. Falta aprová-la no Legislativo. Se tudo der certo também por aqui, a união deve acontecer no próximo ano, esperam Dolista e Guadalupe.
A simpática Trebon, com cerca de 9 mil habitantes, fica próxima a Cêský Krumlov, um dos lugares mais visitados da República Tcheca, depois da capital, Praga. A distância entre as duas cidades é de 170 quilômetros, que pode ser vencida em 2 horas e meia. O país, bem servido de trens, tem 1,2 milhão de habitantes e 12 patrimônios da Unesco.
domingo, 26 de agosto de 2012
Igreja, Barroco e o quê mais?
Autoria: Danielle Fernandes Costa Machado, Marlusa Gosling, Mirna de Lima Medeiros.
Revista eletrônica de Turismo Cultura (2011)
Por uma compreensão sobre o estereótipo das cidades históricas mineiras e o posicionamento da marca do destino
Com o aumento da competitividade entre os destinos turísticos, a disputa pela atração de visitantes torna-se cada vez mais intensa o que exige esforços adicionais para a criação de diferenciais competitivos e posicionamento adequado da marca do lugar. Nesse sentido, compreender a imagem que os atores locais sustentam sobre determinado local pode facilitar o reconhecimento dos atributos que contribuem para a geração e aumento do valor da marca da destinação. Essa afirmação é especialmente válida para destinos com vocações e atrações turísticas semelhantes, tais quais as existentes nas principais cidades históricas mineiras. Com base nessas considerações, o objetivo desta pesquisa foi identificar os atributos da imagem percebida pelos atores do tradeturístico de Diamantina em relação a duas outras populares cidades históricas mineiras, Ouro Preto e Tiradentes. Para este intento, foram conduzidas entrevistas em profundidade com os atores locais. Os resultados do trabalho indicam que, apesar da difusão de um estereótipo comum entre as cidades investigadas, existem características peculiares em cada um dos destinos que podem auxiliá-las na diferenciação de suas marcas. Entre essas se destacam as diferentes percepções sobre o acervo e os personagens históricos, os sentimentos associados à imagem do destino e a hospitalidade do núcleo receptor.
terça-feira, 24 de abril de 2012
A Cultura que produz o Turismo gera renda e dignidade, será??
Autor: Antenor José Figueiró – antenor.figueiro@ig.com.br
Em alguns momentos declarei que tenho certa dificuldade de viver em sociedade. Sou arrogante, prepotente, bruto e extremamente conservador. Mas sou fraco ou frágil e volta e meia sou capturado pelas ciladas da vida, ou atropelado pelo tempo. Vivo em descompasso com o atual. Meus ideais, anseios, minhas projeções sempre estiveram em direção contrária ao aqui e agora. Mas reservo-me o direito da modéstia e de curtir a criação de minha família.
Pelas minhas raízes simples a vida não me criou, ela proporcionou-me cobranças, críticas e questionamentos, vivências.
Depois de tantos desencontros, desamores e desilusões, fechado em minha gaiola de ouro – Casa Velha Restaurante- fui acalentado pelo sermão de Dom João Bosco na sexta-feira da Paixão e segundo sua fala que faço minha: “o ser humano está em busca exclusiva do sucesso e que a droga não é a porta de entrada e sim a de saída”.
Hoje se eu fosse dotado da capacidade intelectual e financeira construiria um mundo, ou melhor, um lugar onde as regras de convivência social seriam na total íntegra desse sermão, pois uma vez pronunciado para tamanha multidão, interpreto que não seria eu seu único morador.
Desperta Diamantina! O sucesso pelo sucesso joga no lixo todo e qualquer valor ético, moral, religioso e produz aberrações consentidas e coniventes. Como na primeira foto, pela falta de urbanização o próprio estado impõe limitações ao pleno exercício de suas obrigações em oferecer ao cidadão atendimento médico (ambulância), socorro (carro de bombeiros) e segurança (viatura policial). Na foto dois pela falta de sensibilidade (e não podemos deixar de dizer espírito de diamantinidade) cada vez mais nossos moradores têm sido expurgados do Centro Histórico, acuados, marginalizados e intimidados.
A verdadeira cultura é aquela que admite que minha cidade tem peculariedades ímpares por contar com grande número de moradores nesses casarões centenários, que transpiram vidas e calor humano. Que reconhece como seus conterrâneos os moradores dos bairros periféricos, que os turistas são necessários, mas muito antes deles os diamantinenses precisam ser vistos, valorizados e reverenciados, pois a “porta de saída” já foi ultrapassada: a decadência política, comercial, social e cultural de Diamantina já está instalada.
E aí eu assumo uma posição extremamente pessoal: A grandeza da natureza reduz o homem a um pequeno ser vivente.