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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Série de shows celebra riqueza cultural do Vale em Belo Horizonte

14 ARTISTAS CELEBRAM MEIO SÉCULO DE RIQUEZA CULTURAL DO INTERIOR MINEIRO, DIAS 12 E 13 DE ABRIL NO MINASCENTRO

Série de shows comemora 30 anos do histórico “As Onhas do Jequi”, que projetou a cultura do Jequitinhonha nacionalmente, e os 20 anos de carreira de Pereira da Viola

Belo Horizonte revive em abril um momento histórico de reconhecimento da riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha, trinta anos depois: o show “As Onhas do Jequi”, responsável por projetar estadual e nacionalmente a cultura de uma região, até então, lembrada apenas pelos baixos indicadores sociais.

A celebração reúne no mesmo palco, no Minascentro, no dia 12 de abril, todos os artistas que participaram do show original, realizado em 1984 no Grande Teatro do Palácio das Artes. O reencontro de Paulinho Pedra Azul, Tadeu Franco, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira, Frei Chico, Lira Marques, Gonzaga Medeiros e Tadeu Martins marca um momento de grande efervescência na produção cultural da região – simbolizado pela participação do Coral Vozes das Veredas, de Veredinha, representante da nova geração de talentos do Jequitinhonha.

Um segundo show, no domingo, 13 de abril, estreita as relações e ilustra as afinidades entre o Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri: em comemoração aos seus vinte anos de carreira, o violeiro Pereira da Viola recebe no palco do Minascentro a cantora Titane, o violeiro Wilson Dias, o cantor e compositor Josino Medina e o flautista Célio Sene para o show “Incelente Maravilha”.

As apresentações serão gravadas e darão origem a dois DVDs, como parte do projeto Quando o Jequitinhonha Canta e Dança. O evento é realizado pelo Valemais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha e conta com o patrocínio da Petrobras.

Iniciado em fevereiro passado com o seminário “Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural”, em Araçuaí, o evento reuniu representantes de 42 cidades e de 78 entidades representativas em torno da estruturação de uma rede de cooperação cultural na região. Para selar o pacto, os participantes do seminário consolidaram os objetivos do grupo num documento batizado de Carta de Araçuaí.

As ações do projeto se completam, em maio, com uma exposição de fotografias de Vilmar Oliveira que recupera momentos marcantes dos últimos 30 anos da arte do Jequitinhonha, uma mostra de gravuras e quadros da artista plástica Marina Jardim e obras de artesãos da região.

Abaixo, a biografia resumida de cada uma das 14 atrações:

AS ONHAS DO JEQUI - 30 ANOS

Frei Chico

Holandês de nascimento, radicado no Brasil desde 1967, o frade franciscano devotou sua vida à religião e à cultura popular do Vale do Jequitinhonha, onde viveu por dez anos. Em três décadas de pesquisas, publicou sete livros e inúmeros artigos sobre os dois temas, com destaque para o “Dicionário da Religiosidade Popular”, um compêndio de 1.150 páginas lançado em 2013 pela editora Nossa Cultura, fruto de quatro décadas de pesquisas. Violonista, foi co-fundador (com Lira Marques) do coral Trovadores do Vale.

religiosidadepopular.uaivip.com.br

Gonzaga Medeiros

Poeta, contador de causos e declamador popular, Gonzaga Medeiros nasceu em Fronteira dos Vales, na divisa dos vales do Mucuri e Jequitinhonha. Foi um dos organizadores do Festival da Canção de Águas Formosas (de 1975 a 1977) e um dos apoiadores do Festivale - Festival de Cultura Popular do Jequitinhonha. Em 2013, lançou o CD “As Onhas do Jequí”, com 14 canções de sua autoria, parcerias e participações de Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Maurício Tizumba, Pereira da Viola, Wilson Dias, Carlos Farias, Saldanha Rolim, Tau Brasil, Lucinho Cruz e Marcela Veiga.

facebook.com/gonzaga.medeiros.1

Lira Marques

Artesã reconhecida, cofundadora (junto de Frei Chico, em 1970) do Coral Trovadores do Vale, Lira Marques é um ícone da cultura do Jequitinhonha. Há pelo menos quatro décadas dedica-se a uma intensa e extensa pesquisa, que daria origem a 250 fitas com cantigas de roda, cantigas de ninar, cantos de pedir esmola, cantos de beira-mar, cantos sobre a educação da criança, cantos de ofício e registros variados de sabedoria cotidiana (seja para remédios naturais ou rezas), no vasto universo da cultura popular.

acasa.org.br/autor/maria-lira-marques-borges

blog.onhas.com/lira-marques

Paulinho Pedra Azul

Com 22 discos, 15 livros de poesia e um diário lançados, o cantor, compositor, pintor e desenhista comemora três décadas de carreira solo com o CD “Paulinho Pedra Azul – 30 anos”. Do início na vida artística, na década de 60, como membro do conjunto The Giants (cantando Beatles e Jovem Guarda em bailes, matinês e festas), aos dias atuais, Paulinho soma 500 mil discos e 100 mil livros vendidos.

facebook.com/paulinho.pedraazul

Rubinho do Vale

Da estreia em disco em 1982, com “Tropeiro de Cantigas”, até os dias de hoje, o cantor e compositor acumula outros sete discos “adultos” e mais oito voltados para o público infantil – um veio que explora desde 1990, tanto em carreira solo como em parceria com a musicista Cláudia Duarte. “Estrada”, seu trabalho mais recente, coroa três décadas de grande reconhecimento, com direito a títulos honoríficos e numerosas vitórias em festivais da canção.

facebook.com/rubinho.dovale

www.rubinhodovale.com.br

Saulo Laranjeira

Ator, cantor, apresentador, compositor e humorista, Saulo Laranjeira destaca-se pela maestria de criar personagens legítimos, interpretar com personalidade belas canções e encantar o público com poemas e causos. Um incansável fomentador da cultura popular, é idealizador do programa de televisão “Arrumação” (Rede Minas) e do projeto “Caravana Arrumação”. Para 2014, prepara também uma turnê nacional com Elomar Figueira Mello e Rolando Boldrin.

facebook.com/saulo.laranjeira.9

Tadeu Franco

Natural de Itaobim, o cantor e compositor ganhou notoriedade nos anos 80, a partir da gravação (com a cantora Simone) da canção “Comunhão” para o disco “Missa dos Quilombos”, de Milton Nascimento. Em 1985, defendeu a canção “João Rosa”, de Nivaldo Ornelas e Murilo Antunes, no Festival dos Festivais, da Rede Globo. Suas composições foram gravadas por artistas como Sá e Guarabyra, Beto Guedes, Pena Branca e Xavantinho e Paulinho Pedra Azul.

facebook.com/tadeu.franco

Tadeu Martins

Escritor, cordelista e contador de causos, Tadeu Martins é um dos criadores do Festivale - Festival de Cultura Popular do Jequitinhonha, que em 2013 completou sua 30ª edição. Tem no currículo o CD de causos e poesias “Causos, Cordas e Cordéis”, textos de sua autoria em coletâneas de poesia como “Jequitinhonha - Antologia Poética I” e “Jequitinhonha - Antologia Poética II” e os livros de causos “Jogando Conversa Fora” e “Minas Gerais em Versos e Outras Prosas”.

facebook.com/tadeumartins.soares

Vozes das Veredas

Composto por 23 jovens entre 12 e 23 anos, o grupo regido por Tadeu Oliveira se dedica à coleta e registro do cancioneiro tradicional do Vale do Jequitinhonha, recolhido junto a familiares e moradores de comunidades rurais. Com 13 anos de existência e apresentações para plateias de até 10 mil pessoas, o coral tem no currículo o CD “Um Canto Novo Num Cantinho do Vale”, lançado em 2005.

facebook.com/pages/Coral-Vozes-das-Veredas/199362046758084

myspace.com/coralvozesdasveredas

INCELENTE MARAVILHA - 20 ANOS

Pereira da Viola

Cantor, compositor e violeiro, Pereira da Viola nasceu na Comunidade Quilombola de São Julião, distrito de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Filho de pai sanfoneiro e mãe cantora de Folia de Reis e cantigas de roda, conserva em sua carreira as características marcantes da sua gente. Com cinco CDs autorais na carreira, coleciona participações em trabalhos coletivos expressivos no universo da viola, como “Violeiros do Brasil”, “Viva Viola”, “Viola Brasileira em Concerto”, “Carnaviola” e “Pote”, desdobrados em livro, CD ou DVD. O show “Incelente Maravilha” dará origem ao seu primeiro DVD solo.

facebook.com/pereiradaviolaoficial

soundcloud.com/lapa-cultural

Titane

Com seis discos lançados em três décadas, em uma carreira diversificada e de acentuado primor estético, Titane encanta pela simplicidade, o carisma e a admirável presença cênica. De timbre personalíssimo, alternando-se entre a obra de talentos emergentes ou artistas de renome nacional, é associada tanto à Vanguarda Paulista como à música regional ou à experimentação. Titane maneja referências da cultura popular, em especial o congado mineiro, de uma perspectiva contemporânea. Seu trabalho busca as interfaces da música com o corpo, em estreito diálogo com as artes cênicas.

facebook.com/oficialtitane

www.titane.com.br

Wilson Dias

Cantor, compositor e violeiro nascido em Olhos D’Água, Wilson Dias trouxe para a arte as benéficas influências da vida em comunidade, da cultura e da arte popular, em suas manifestações religiosas ou profanas. Um dos 12 violeiros escolhidos como destaque para representar os mais de 400 violeiros e violeiras do Festival Voa Viola, estampa em sua discografia oito álbuns em 17 anos carreira, com destaque para “Picuá”, de 2007, indicado ao Prêmio Tim de Música Brasileira. Seus trabalhos mais recentes em disco são “Viva Viola - Viva a Cantoria” e “Lume”, ambos de 2013.

facebook.com/wilson.diasvioleiro

www.wilsondias.com.br

Josino Medina

Poeta, cantador, compositor, instrumentista e arte-educador natural de Carlos Chagas, Josino Medina inicia sua trajetória musical com os festivais de música, na década de 1980, no Vale do Mucuri. Ainda nesta fase, inicia a parceria com Pereira da Viola, pesquisando a cultura popular, compondo e se apresentando em vários espaços e festivais. Um dos criadores do grupo Embaixadores da Lua, nos anos 90, é autor de trilhas para espetáculos teatrais e dedica-se a musicar poemas de autores como o educador e poeta Carlos Rodrigues Brandão e a poeta gaúcha Sônia Anja.

facebook.com/Josino-Medina/187180844680344?fref=ts

Célio Sene

Flautista e compositor, professor de flauta transversal e teoria musical, Célio Sene é natural de Borborema, no interior paulista. Participou das gravações dos discos “Viola Ética” e “Akpalô”, de Pereira da Viola. Integrante do Coral AABB-SP desde 1993, tem acompanhado o violeiro de São Julião em apresentações em shows e programas televisivos como “Viola, Minha Viola”, “Ensaio”, “Sr. Brasil” (todos na TV Cultura), “Célia e Celma” (Canal Rural) e “Gente Nossa” (Canal do Boi).

facebook.com/celio.sene.3

ACOMPANHE O EVENTO NAS REDES SOCIAIS

www.facebook.com/InstitutoValemais

PARA SABER MAIS

valemaisjequitinhonha@gmail.com

SERVIÇO

O QUÊ:? Projeto Quando o Jequitinhonha Canta e Dança “As Onhas do Jequi - 30 Anos” (sáb., 12.abr) e “Incelente Maravilha - 20 Anos” (dom., 13.abr)

ONDE?: Minascentro - Av. Augusto de Lima, 768 - Centro - BH - MG | info: 31 9952-3054

QUANDO?: 12 de abril (“As Onhas do Jequi - 30 Anos”) e 13 de abril (“Incelente Maravilha - 20 Anos”), às 20h

QUANTO?: Antecipado a R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada); na hora, R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

VENDA ANTECIPADA:   Mercado das Flores: Av. Afonso Pena, 1.055 - 2ª a dom., das 10h às 18h

Online: www.sympla.com.br/valemais

INFORMAÇÕES ADICIONAIS À IMPRENSA E ENTREVISTAS COM OS ARTISTAS

 Israel do Vale:  israeldovale@uol.com.br / 31 9782-6558

Victória Neves de Senador Modestino é campeã do XIII Concurso Garota do Vale

Texto e Fotografias: Paulo Lopes – Jornalista e Publicitário

Victória - Paulo LopessAs garotas do Vale do Jequitinhonha possuem um encantamento especial e ela Victória Neves não foge a regra e agora representa oficialmente este Vale de charmes e belezas. A vencedora do concurso XIII Garota do Vale foi eleita neste sábado (05/04), em Couto de Magalhães de Minas. A jovem Victória Neves, 15 anos, nasceu em Itamarandiba e atualmente reside em Senador Modestino Gonçalves, Victória tem nome de campeã e fazendo jus ao nome este ano também já venceu outro concurso de beleza o Garota Modestinense 2014.  Agora segue rumo ao título de Gata do Vale, a ser disputado na cidade de Capelinha.  A segunda colocada do XIII Garota do Vale é da cidade de Couto Magalhães de Minas, Júnia Oliveira, outra candidata que vem frequentemente ganhando títulos de beleza é a também 3ª colocada no Garota Modestinense, Déll Santos.

Foram também inscritas no concurso as garotas: Kellen Rodrigues de Carbonita, Ruth Silva de Senador Mourão, Bianca Reis de Senador Modestino Gonçalves, Catherine Rabelo de Couto de Magalhães de Minas, Gabriela Vial de Diamantina, Samella Larissa de Senador Mourão MG,  Alessandra Silva de Felício dos Santos MG, Victória Pires de Senador Mourão MG, Gyslaine Rodrigues de São Gonçalo do Rio Preto, Renatha Figueiredo de Diamantina MG, Dhully Priscilla de São Gonçalo do Rio Preto, Milena Nogueira de Diamantina e Julie Pádua de Diamantina.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Crise nas usinas de álcool e açucar aumenta desemprego no Vale do Jequitinhonha

Fonte: Estado de Minas (clique aqui)

A crise que se abateu sobre diversas usinas de açúcar e álcool no país faz aumentar o desemprego no Vale do Jequitinhonha. No passado, anualmente, milhares de trabalhadores saíam da região para trabalhar no corte de cana em São Paulo. Nos últimos anos, a quantidade de pessoas enviadas para as usinas de álcool e açúcar diminuiu de maneira significativa. A consequência é que, hoje, grande parcela dos ex-cortadores de cana do Jequitinhonha está desempregada.
“O grande problema é que, além da falta de emprego, aqui chove muito pouco. Os agricultores familiares tentam produzir, mas não conseguem por causa da seca”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Araçuaí, Antonio das Graças Pires da Silva. Segundo ele, já chegaram a sair do Vale do Jequitinhonha, por ano, cerca de 30 mil trabalhadores para o trabalho no corte de cana nas usinas no interior de São Paulo, principalmente na região de Ribeirão Preto. Os homens costumavam ir nos meses de março e abril (início da safra). Deixavam para trás as mulheres, as “viúvas da seca”, mas, mesmo à distância, os cortadores de cana movimentavam a economia no vale, enviando remessas para garantir o sustento da família que ficou em casa.

s próprias empresas que mandavam os ônibus para levar o pessoal. Mas, ultimamente, as firmas não enviam mais o transporte. Os trabalhadores que desejam ir para São Paulo precisam viajar por conta própria”, diz Antônio das Graças. “Já chegaram a sair 200 ônibus de trabalhadores da cidade em poucos dias”, lembra o presidente do sindicato. Segundo ele, com a redução da oferta de postos de trabalho nas usinas de açúcar e álcool, uma alternativa para os moradores do Vale do Jequitinhonha é procurar ocupação na construção civil em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

Clique aqui para ler mais.

sábado, 29 de março de 2014

UFVJM: projeto de campus em Araçuaí, Capelinha e Almenara recebe sinal verde do MEC

Fonte: Blog do Banu (clique aqui)

Articulado pelo deputado federal Reginaldo Lopes e liderado pelo Movimento "A UFVJM é nossa", o projeto de expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) para as cidades de Araçuaí, Almenara e Capelinha está mais próximo de se tornar realidade.

O secretário executivo do Ministério da Educação (MEC), Luiz Claudio Costa, solicitou que o reitor da Universidade, Pedro Ângelo, encaminhe o plano pedagógico e administrativo, contendo informações sobre os cursos, professores e técnicos necessários e também sobre os terrenos onde os campi deverão ser instalados. “A interiorização da UFVJM, contemplando o Baixo, Médio e Alto Jequitinhonha é um caminho sem volta”, declarou Lopes.

O pedido do MEC foi feito no último dia 19.03.14, em reunião promovida por Reginaldo Lopes em Brasília e que contou com a participação do Secretário Executivo, do reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, do prefeito e vice de Araçuaí , Armando Paixão e Rita Capdeville, respectivamente, da prefeita de Almenara, Fabiany Ferraz e do prefeito de Capelinha, José Antônio Alves de Souza, o Zezinho da Vitalina.

O parlamentar lembrou que a articulação para expansão da UFVJM iniciou em 2011, a partir da segunda etapa da Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que contemplou a abertura de novas vagas nas instituições federais, além da criação de novas universidades e novos campi. Em 16 de março de 2012, o Conselho Universitário aprovou o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Universidade, que prevê a instalação de campus em Capelinha, Araçuaí e Almenara. Já no ano passado, foi a vez de definir os terrenos, áreas do conhecimento e cursos que serão ofertados em cada cidade. E agora foi apresentado o plano pedagógico, recebido com elogios pelo MEC.

O secretário executivo do Ministério ressaltou que a data certa para o início da implantação dependerá da aprovação, no Congresso, de um projeto de lei que garante mais professores e técnicos administrativos para as instituições federais de ensino superior. A criação dos campi está prevista dentro da terceira expansão da rede federal de ensino que será realizada pelo Governo Federal entre os anos de 2015 e 2018.

“Isso é compromisso de alma e de irmão, enquanto eu tiver representação na vida pública vou trabalhar para que o Vale do Jequitinhonha receba três unidades da UFVJM para fazer jus às distâncias da região e a sua diversidade”, afirmou Lopes.

As Câmaras Municipais já receberam o projeto de doação dos terrenos à UFVJM e aprovam por unanimidade o projeto de lei enviado pelos Executivos de Almenara, Araçuaí e Capelinha.

O dever de casa das três cidades já foi feito e com muito entusiasmo. Foram realizadas audiências públicas em 2013 com a escolha de cursos em cada campus. Capelinha optou pelas Ciências Sociais Aplicadas (Economia, Administração, Contabilidade, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Sociais). Araçuaí escolheu a área de engenharia ( Engenharia Hídrica, Ambiental, Geologia, Mineração). Almenara optou pelas Ciências Agrárias (Zootecnia, Agronomia, Veterinária, Florestal e outras).

O MEC fará estudos técnicos para apontar as viabilidades de tais cursos. Alguns podem confirmar a consulta pública, outros cursos podem ser indicados.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Metade das idosas do Jequitinhonha e Mucuri nunca fez mamografia

Fonte: Jornal O Tempo

Mais da metade da população idosa do Jequitinhonha e Mucuri, em Minas Gerais, nunca fez o exame de mamografia, a principal forma de diagnóstico precoce do câncer de mama. A doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o tipo de câncer mais comum entre mulheres e, no Brasil, o câncer de mama já matou 13.225 mulheres e a estimativa é que este ano surjam 57.120 novos casos da doença. De acordo com a pesquisa sobre a população idosa do Estado apresentada pela Fundação João Pinheiro na manhã desta quinta-feira (20), 50,5% dos moradores idosos do Jequitinhonha e Mucuri nunca fizeram o exame preventivo.

Clique aqui para ler reportaagem completa.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Seminário renova vocação do Vale do Jequitinhonha para a cooperação cultural e articulações em rede

Encontro em fevereiro pretende reunir agentes culturais de 40 cidades da região para discutir fortalecimento do trabalho colaborativo e a construção compartilhada de políticas públicas

O Vale do Jequitinhonha se posiciona novamente como um importante pólo de cooperação cultural no estado de Minas Gerais, na segunda quinzena de fevereiro. Um dos mais ricos, diversos e pulsantes centros de produção e reflexão da cultura mineira, a região acolhe entre os dias 21 e 23 de fevereiro o encontro Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha, que espera reunir artistas, agentes culturais, profissionais do setor e gestores públicos e privados de pelo menos 40 cidades.

O objetivo é rearticular o expressivo movimento de valorização cultural da região iniciado em torno do Jornal Geraes, em 1978. Desde então, inúmeras outras ações e entidades se constituíram com finalidade parecida, mas sem uma atuação coordenada, em bloco, que permitisse fortalecer o conjunto dos envolvidos, ajudar a sedimentar o trabalho em rede e fomentar a construção compartilhada de políticas públicas para a área, em conjunto com o poder público municipal, estadual e federal.

A iniciativa é do Valemais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Araçuaí. O patrocínio é da Petrobras. A intenção é estruturar uma rede colaborativa a partir de ações de impacto regional, que gere trabalho, renda e permita estruturar um núcleo de articulação, capacitação e promoção permanente do Jequitinhonha.

O seminário integra as comemorações dos 30 anos do show Onhas do Jequi, ação coletiva que daria corpo e visibilidade à produção musical da região, posicionando nacionalmente músicos e autores hoje conhecidos e reconhecidos, como Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, Rubinho do Vale, Tadeu Martins, Gonzaga Medeiros, Lira e Frei Chico. O evento culmina em março com um show que recompõe esse encontro histórico, em Belo Horizonte.

Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha terá debates, palestras, shows e exposições, distribuídos ao longo dos três dias. A abertura, às 19h do dia 21, no Centro Cultural Luz da Lua, receberá autoridades locais, representantes das universidades federais e de associações de municípios do Baixo, Médio, Alto e da Margem Esquerda do Jequitinhonha.

Em seguida, às 20h, Guilardo Veloso e Vilmar Oliveira, do Valemais, recompõem o histórico de ações colaborativas e participativas da região e apresentam uma proposta preliminar de construção da Rede Jequitinhonha Cultural, em torno de programas como o Viva o Vale.

O evento prevê a participação de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Petrobras, Secretaria de Estado de Cultura, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e de secretários e diretores de cultura de cidades da região.

Entre os debatedores, há convidados de instituições culturais respeitadas no estado como a ONG Cresertão, Associação Campo das Vertentes, Associação Quilombola de São Julião, Observatório da Diversidade Cultural, Rede Fora do Eixo e Sociedade Independente da Música. Estarão presentes também algumas das entidades de atuação mais destacada na região, como Fecaje, Casa de Cultura de Capelinha, Centro Cultural Nagô de Araçuaí e Ponto de Cultura do Rubim.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, até 10 de fevereiro. As mesas de discussão estão concentradas no sábado, dia 22. E giram em torno dos seguintes temas: "Políticas de Rede e Cultura de Participação" (8h30), “Relato de Experiências” (11h), "Política Nacional de Cultura e Desenvolvimento Cultural Local" (14h), "Manutenção e Financiamento de Redes" (17h30).

Na manhã de domingo, a mesa "Amassando o Barro e Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural" se desdobra em três tópicos: Projetos de Curto, Médio e Longo Prazos, Comunicação da e na Rede e, por fim, Formas de Composição e Coordenação da Rede.

A programação inclui também duas noites de apresentações musicais. As atrações incluem atrações locais e um recital com a cantora Titane e o violeiro Pereira da Viola.

Ao final, os organizadores apresentam publicamente a Carta de Araçuaí, escrita colaborativamente ao longo do evento pelos participantes, com as diretrizes do pacto que está sendo proposto entre os diferentes agentes culturais que atuam na região.

Contexto cultural

Com cerca de 1,2 milhões de habitantes distribuídos por 86 municípios e a estimativa de que haja outras 1 milhão de pessoas de lá sediadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vale do Jequitinhonha ocupa um espaço de enorme relevância no contexto geopolítico do estado, que ainda não se traduz em benefícios proporcionais para a região.

SERVIÇO

O QUÊ?: Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha

QUANDO?: 21 a 23 de fevereiro de 2014

ONDE?: Centro Cultural Luz da Lua (Rua Dom Serafim, 426 - Bairro Esplanada - Araçuaí - Minas Gerais).

QUANTO?: Inscrições gratuitas limitadas a 150 participantes, até 10 de fevereiro, por meio de formulário disponível no evento Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural, no Facebook. Dois terços dos inscritos terão direito a alimentação e hospedagem, mediante seleção.

INFORMAÇÕES AO PÚBLICO:

redejequitinhonhacultural@gmail.com | facebook.com/redejequitinhonhacultural

31 3423-1940 | 31 9208-9537 | 33 3731-4432

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Veja análise das escolas do Vale do Jequitinhinha no Enem

Fontes:

Fonte: Portal Aconteceu no Vale (www.aconteceunovale.com.br) e Blog do Banu.

A equipe do portal Aconteceu no Vale, de Capelinha, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, analisou os números divulgados pelo MEC e relacionou as melhores escolas de nível médio dos Vales do Jequitinhonha, Rio Doce e Mucuri baseado nas médias obtidas no Enem.

Do quadro divulgado, sete escolas se destacaram por obter mais de 600 pontos. São elas o Colégio Diamantinense, com 673,36 pontos, de Diamantina; Colégio Nazareth, de Araçuaí, 644,27 pontos; Colégio Politécnico João Paulo II, de Itamarandiba, com 641,37 pontos;  Instituto Educacional Manuel Luiz Pego, de Capelinha com 625,59 pontos; Colégio Com Dom Fernando Magalhães, de Almenara, com 612, 32  pontos; Colégio Tiradentes-PMMG, de Diamantina, com 605,07 pontos; Colégio Politécnico Dom Luciano, de Capelinha, 604,62 com pontos.

Deste quadro, apenas o Colégio Tiradentes é escola pública. As outras seis são particulares.

Optamos por divulgar em nossa listagem apenas as instituições que obtiveram uma média total acima de 600 pontos.

Comparando as instituições dos três vales, a escola pública que obteve maior média foi o CEFET/MG Campus Timóteo, com média 643.93 ocupando a 1027º no ranking nacional. O Instituto Federal de Minas Gerais Campus São João Evangelista obteve a segunda melhor média 613.43 e está na posição 2469º. Já entre as escolas privadas, a melhor média é da Escola Pequeno Príncipe de Teófilo Otoni, que obteve média 682.35 e está na posição 204º do ranking nacional.

Confira a lista completa das instituições aqui.

Vale do Jequitinhonha
No Vale do Jequitinhonha as únicas escolas públicas que obteve uma média acima de 600 foi o Colégio Tiradentes da Polícia Militar e o Colégio Diamantinense obteve a maior média.

Vale do Mucuri
Infelizmente nenhuma escola pública está entre as melhores instituições do Vale do Mucuri. Outro dado importante é que das 7 escolas acima de 600, 6 são de Teófilo Otoni.

Vale do Rio Doce
No Vale do Rio Doce o destaque fica por conta do CEFET/MG Campus Timóteo e o Instituto Federal Minas Gerais Campus São João Evangelista, únicas escolas públicas entre as 28 melhores instituições da região.

Baixo desempenho das Escolas públicas
Infelizmente a realidade da educação pública brasileira é bem complicada. Percebemos, mais uma vez, através desses números do Resultado Enem, que a educação privada ainda está muito superior ao da grande maioria da população, que estuda em colégios públicos.

Nos Vales apenas 3 escolas públicas estão entre as melhores, enquanto as particulares são 39. É mas triste ainda quando olhamos a lista das piores médias, muitas destas instituições são principalmente de cidades do Vale do Jequitinhonha e Mucuri.

Confira a lista completa das instituições aqui.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Inscrições para a 4ª edição do Selo UNICEF se encerram em uma semana

Em Minas Gerais, mais de 140 municípios podem participar do projeto

Selo UNICEF busca auxiliar gestores na melhoria da qualidade de vida de meninas e meninos

Quase 50 mil crianças e adolescentes mineiros já serão beneficiadas

No dia 14 de novembro se encerram as inscrições para o Selo UNICEF Município Aprovado Edição 2013-2016. Realizado pelo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o projeto busca auxiliar gestores na melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Nesta edição, podem se inscrever cerca de 1.500 municípios da área de atuação do Programa Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN Brasil), localizados em dez estados brasileiros. Em Minas Gerais, 142 municípios estão localizados nessa área.

A coordenadora do Selo UNICEF em Minas Gerais, Adriana Mitre, afirma que o projeto tem como objetivo reduzir as desigualdades regionais do país por meio do fortalecimento das gestões municipais da região semiárida brasileira e do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e das Metas Pós-2015. Até então, já serão beneficiadas quase 50 mil crianças e adolescentes de municípios mineiros que aderiram à iniciativa, mas esse número ainda poderá ser ampliado.

As inscrições podem ser feitas pelos(as) prefeitos(as), por meio da assinatura e envio do Termo de Adesão para o escritório da secretaria executiva do Selo UNICEF em cada estado. Em Minas Gerais, o escritório se localiza na Oficina de Imagens, em Belo Horizonte.

Minas Gerais

No Semiárido mineiro, o Selo UNICEF é desenvolvido desde 2005, em parceria com a Oficina de Imagens. Na última edição, 2009-2012, 28 dos 123 municípios inscritos no Selo receberam a certificação internacional devido à melhoria de indicadores sociais na área da educação, saúde e assistência social. Entre cidades agraciadas, está Mata Verde, que foi certificada com o Selo pela primeira vez.

A articuladora de Mata Verde na última edição, Risélia Dias, afirma que o Selo UNICEF contribui para a sensibilização da comunidade e dos órgãos municipais para além dos três anos de duração do projeto. “A mudança na consciência das pessoas, dos órgãos e a obtenção do próprio Selo fez o município mais responsável por suas crianças e seus adolescentes. Desde o fim da edição passada, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mata Verde já promoveu duas audiências públicas, participou da elaboração do Plano Plurianual, realizou a 1ª Semana do Conselho Tutelar, fomentou a criação do Programa Família Acolhedora, além de outras ações”, explica.

Como participar

Os(As) gestores(as) municipais interessados(as) em participar da iniciativa devem ler o Regulamento, preencher e assinar o Termo de Adesão, indicando o nome da pessoa que vai assumir o papel de Articulador(a) municipal, responsável por coordenar o Selo no município e fazer a interlocução com o UNICEF. É recomendável que o(a) presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) também assine o Termo de Adesão. Para ter acesso ao regulamento e termo de adesão basta acessar o site: www.selounicef.org.br.

O município que adere à iniciativa recebe capacitações, materiais e metodologias, que têm como proposta intensificar a atuação da gestão municipal, a comunicação e mobilização social para o fortalecimento das políticas públicas da área da infância e adolescência.

A nova edição do Selo UNICEF Município Aprovado no Semiárido será realizado com o apoio do Governo Federal, PETROBRAS, Fundação Telefônica, COELCE e CEMAR, em parceria com organizações não governamentais, responsáveis pela implementação das atividades em 10 Estados da região.

INFORMAÇÕES

Oficina de Imagens - Comunicação e Educação

Adriana Mitre /Reginaldo Alves

Telefone: (31) 3465-6800/6809

E-mail: selounicef@oficinadeimagens.org.br

Endereço: Rua Salinas, nº 1101, Floresta - Belo Horizonte, MG, CEP 31.015-365

Assessoria de Comunicação para UNICEF São Paulo

Adriana Alvarenga

Telefone: (11) 3278-5707

E-mail: aalvarenga@unicef.org

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Brasil lança primeiro site de crowdfunding para turismo sustentável

Fonte: Viaje Aqui (clique aqui)

Projeto GARUPA promove o financiamento coletivo de empreendimentos verdes pela própria população brasileira

No Vale do Jequitinhonha, a Garupa oferece ao internauta possibilidade de ajudar o artesanato local.A primeira plataforma de crowdfunding voltada ao turismo sustentável no Brasil foi lançada nesta segunda-feira (2). As doações de internautas no site da GARUPA visam financiar coletivamente projetos turísticos de baixo impacto ambiental e que privilegiem o uso de mão-de-obra e de fornecedores locais.

No novo portal, o usuário encontra vídeos de apresentação e mais informações sobre diferentes iniciativas sustentáveis. Assim como em outros sites de crowdfunding, os empreendedores oferecem recompensas para cada faixa de valor doado – de uma receita da culinária tradicional ou um suvenir artesanal (para pequenas doações) ou até mesmo uma viagem para o local beneficiado, em caso de valores maiores.

Caso a meta não seja atingida no prazo máximo de 30 dias, o dinheiro é devolvido aos usuários que participaram. A GARUPA é mantida por incentivo de patrocinadores e as doações que atingirem a meta são repassadas integralmente aos donos de cada iniciativa – idealizadas, em sua maioria, por associações comunitárias, negócios sociais e ONGs locais. Toda proposta inscrita no site é avaliada pela equipe da GARUPA antes de entrar no ar.

Dentre os projetos já participantes está uma iniciativa da Associação Mico Leão Dourado, no Rio de Janeiro (veja vídeo aqui); um roteiro turístico da Estação Gabiraba, na Amazônia paraense; um empreendimento voltado ao artesanato no vale do Jequitinhonha; e um modelo inovador de observação de pássaros no rio Negro, na Amazônia.

Para o diretor-executivo da GARUPA, Demian Takahashi, a plataforma é uma oportunidade de “sinalizar o tipo turismo que queremos vivenciar e ver florescer no Brasil”. Acesse e conheça o portal:www.garupa.juntos.com.vc

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Artesanato do Vale do Jequitinhonha pode ser adquirido em site de comércio justo

Leia no Terra (clique aqui)

Peças produzidas à mão por artesãos do Vale do Jequitinhonha (MG), como a Canela da Ema, o Santo Antônio de Fibra de Buriti e o Sapo Boi de Cerâmica, podem ser adquiridas através do site Click Sustentabilidade, que recentemente fechou uma parceria com a Raízes Desenvolvimento Sustentável, um negócio social de desenvolvimento local que tem foco no turismo sustentável, comércio justo (fairtrade) de produtos artesanais e associativismo.

 Foto: Eco Desenvolvimento

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Jornal Folha de São Paulo publica reportagem sobre turismo no Vale do Jequitinhonha

Fonte: Folha de São Paulo, com dica do blog do Banu.


O Vale do Jequitinhonha possui riquezas naturais, históricas e expressões artísticas de grande destaque entre os destinos turísticos de Minas Gerais. Localizado no norte do Estado (282 km de Belo Horizonte), é formado por 51 municípios, entre eles Diamantina, Turmalina e São Gonçalo.
Sua produção artesanal diversa é composta por trabalhos em cerâmica, tecelagem, cestaria, esculturas em madeira, peças em couro, bordados, pintura e desenho, com forte influência indígena e negra.
Quem se encantou com toda essa riqueza e resolveu empreender na região foram as turismólogas Mariana Madureira e Marianne Costa.
Em 2006, elas criaram o negócio social Raízes Turismo e Desenvolvimento Local, com foco em turismo sustentável, associativismo, capacitação e promoção de destinos. Três anos depois, inauguraram a Raízes Artesanato para comercializar artesanato solidário.
"Quando viemos para o vale nós percebemos que é possível fazer turismo sustentável, valorizar a cultura local e fazer uma coisa única para o turista", diz Madureira.
"Aqui trabalhamos muito com as mulheres. São batalhadoras e fortes, com histórias de vida um pouco difícil, mas que não perdem o sorriso."
Desde 2011, já apoiaram mais de 20 grupos produtivos mineiros, colocaram à venda cerca de 1.500 peças e ainda divulgaram a cultura local em grandes eventos em São Paulo e Foz de Iguaçu.
"Às vezes as pessoas que estão em volta nem valorizam tanto. Mas o pessoal de fora acaba descobrindo que lá no vale tem pessoas inteligentes que conseguem sobreviver do que têm próximo à sua casa", conta a artesã Maria Zezinha.
"Você pode ser uma pessoa que nunca foi à escola, mas se tem um talento bom e criatividade para explorar a natureza consegue tirar o sustento."
Até a abertura da Copa do Mundo, o Imagina na Copa vai contar 75 histórias de jovens que estão transformando o Brasil para melhor.
Os vídeos serão publicados no site www.imaginanacopa.com.br e aqui, no Empreendedor Social.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Diamantina tem o melhor IDHM do Vale do Jequitinhonha, diz Pnud

Fonte: G1 (clique aqui)

Diamantina 6 (Foto: Marina Pereira/G1)Diamantina (MG) tem o melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Vale do Jequitinhonha, com índice de 0,716, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (29), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) intitulado "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013". Na segunda colocação aparece Turmalina, com IDHM de 0,682. Araçuaí ficou em 3º (IDHM 0,663).

O IDH mede o nível de desenvolvimento humano de determinada região. Esta foi a terceira vez que o órgão da ONU realizou o levantamento sobre a situação nos municípios do país – outras duas edições da pesquisa foram divulgadas em 1998 e 2003.

No atlas de 2013, o IDH foi calculado com  base nos dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No atlas de 2003, as informações são as do censo de 2000, e, para 1998, a base de dados foi a de 1991. No entanto, neste ano, o Pnud mudou os critérios de aferição do índice, e atualizou os dados dessas duas pesquisas anteriores com base nesses novos critérios (leia aqui sobre a nova metodologia).

O IDH dos municípios vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. O índice considera indicadores de longevidade (saúde), renda e educação. Segundo o estudo, Diamantina tem IDHM de 0,716. Considerando conjuntamente os dados de toda a população do país, o IDHM do Brasil é de 0,727, considerado "alto" (entre 0,700 e 0,799).

Diamantina ocupa a 1427ª posição, em 2010, em relação aos 5.565 municípios do Brasil. Em relação aos 853 outros municípios de Minas Gerais, Diamantina ocupa a 143ª posição. Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,172), seguida por Longevidade e por Renda.

Turmalina ocupa a 2386ª posição, em 2010, em relação aos municípios do Brasil e a 342ª posição em Minas Gerais. Entre 2000 e 2010, a população de Turmalina teve uma taxa média de crescimento anual de 1,29%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 0,52%. Turmalina tem, de acordo com dados do censo 2010, 18.055 habitantes. Nas últimas duas décadas, a taxa de urbanização cresceu 47,79%.

Na 3ª posição no Vale  do Jequitinhonha , Araçuaí teve um incremento no seu IDHM de 96,15% nas últimas duas décadas, acima da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (52,93%). Com 36.013 habitantes, segundo o censo 2010, a renda per capita da cidade que era de R$ 169,47 em 1991, saltou para 410,67 em 2010. A expectativa de vida dos araçuienses também aumentou, passou de 64 anos em 1991 para 74 anos em 2010.

Região

Ainda de acordo com o levantamento, Capelinha ficou com a 4ª colocação na região, com o IDHM de 0,653. Itamarandiba (0,646) e Almenara (0,642) ficaram na 5ª e 6ª colocações, respectivamente. Em 7º lugar está Carbonita (IDHM 0,638), em 8º Minas Novas com IDHM 0,633. A última colocação da região ficou com Palmópolis, com 0,565.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Bastião, Lira, Ulisses, Izabel, Zefa

Autor: Júlio Assis no Jornal O Tempo

Os tambores de Bastião, as máscaras de Lira, as cerâmicas de Izabel e Ulisses Mendes, as esculturas de Zefa. Conheci-os todos de uma sentada ao assistir aos DVDs do projeto Saberes Plurais, desenvolvido dentro do Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. Um dos frutos desse projeto é o que está disponível agora pela editora UFMG em pequenos livros dedicados a cada um desses mestres de ofício do Jequitinhonha, incluindo DVD com depoimentos de todos eles com suas imperdíveis histórias.

O tamborzeiro Mestre Antônio Bastião conta como deixou o Jequitinhonha duas vezes para tentar a sorte em São Paulo como oficial de carpintaria até que, em uma das voltas para casa, decidiu que seu destino seria seguir a tradição do Vô Artur em trabalhar com a madeira e o couro nos tambores. “Às vezes a gente põe o pé no lugar errado”, diz Bastião em seu testemunho. Depois ele explica com detalhes como faz o tratamento do couro e da madeira. “Para cada tipo de folia tem tambor com um som diferente, um pra folia de reis, outro para a do divino, outro para a do rosário”, recomenda o mestre. Em dado momento interrompe sua aula para levar a equipe de gravação até o túmulo de pedra que está construindo no terreno de sua casa. “Quero ficar é aqui depois que morrer”, sentencia. E volta pra falar dos tipos de árvores que dão os melhores tambores.

É muito interessante ver a mistura de gerações em torno da arte em cerâmica da Mestra Izabel. O filme dessa artesã inclui os depoimentos dos familiares que herdaram a habilidade com o barro, uma filha e um filho, neta e nora que dão sequência à tradição. Ela começou criança, com o desejo de criar bonecas de barro para brincar, e na adolescência já havia aperfeiçoado sua técnica. Mais tarde se casou, teve cinco filhos que acabou de criar sozinha depois que o marido faleceu. “Fiquei com Deus e meus braços”, conta Mestra Izabel, que narra as dificuldades para vender seu artesanato em postos de gasolina próximos a Araçuaí antes de conseguir seu reconhecimento como artesã.

A difícil realidade do homem do Jequitinhonha é tema recorrente na obra em argila do Mestre Ulisses Mendes, que tem entre suas obras mais conhecidas o Cristo camponês, o homem rural pregado na cruz. “Isso está muito ligado a uma expressão comum aqui, ‘Minha vida é a cruz que eu carrego’”, repete Mestre Ulisses em seu filme. Ele revela também que no início sofreu discriminação por ser homem e dedicar-se a esse trabalho com argila. “Existia uma ideia de que esse era um trabalho feminino, que o homem devia se dedicar à lavoura, mas em determinado momento da minha vida tive certeza de que o que faço é a minha missão na Terra”, encerra ele.

Mestre Zefa é oriunda de família de posses em Sergipe, que perdeu a luta e as terras para a seca e veio parar no Jequitinhonha depois de morar em Teófilo Otoni. Ela narra que antes de ser reconhecida por suas esculturas em madeira chegou a passar fome e tomava água com um pouco de sal para tapear o estômago. “O artesanato é um encontro com Deus, o dom chega, a força divina vai se mostrando”, sintetiza a artesã.

Com Mestre Lira Marques, ex-lavadeira e passadeira que no início dedicava as horas vagas ao artesanato, vem a mescla de uma mulher enraizada em sua cultura e ao mesmo tempo com sede de mais conhecimentos buscados nos livros, com o estímulo do holandês Frei Chico, grande incentivador de artistas populares brasileiros, que também dá seu depoimento no filme. No interesse por suas raízes indígenas e africanas Mestre Lira desenvolveu um estilo muito pessoal de criar suas máscaras de barro.

O projeto Saberes Plurais tem coordenação de Maria Aparecida Moura, Maria das Dores Pimentel Nogueira e Terezinha Maria Furiati. O trabalho que dá voz a esse universo de criadores representa uma das importantes ações em que a universidade vai a campo e interage em diálogo com a comunidade.

domingo, 7 de julho de 2013

Mesmo com salários de R$ 22 mil, médicos não aceitam trabalhar no Vale do Jequitinhonha

Fonte: Estado de Minas, publicado no Blog do Banu.

Faltam médicos no Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas. Em meio a embate sobre contratação de estrangeiros, quem mora nos rincões do estado sofre com a falta não só de médicos, mas também de condições para se tratar nos grandes centros.

A população sente na pele e protesta: faltam médicos e qualidade na saúde em todo o país; a presidente Dilma Rousseff anuncia: quer importar 6 mil doutores de Cuba para trabalharem cidades do interior; entidades médicas rebatem: não faltam profissionais, e sim estrutura para atender bem os pacientes; prefeitos apelam: oferecem até R$ 35 mil para um clínico fixar residência na cidade, mas sem carteira assinada.

Enquanto persiste o impasse e representantes da categoria vão para as ruas repudiar a chegada de colegas cubanos e de outras nacionalidades sem revalidação do diploma, quem depende do SUS amarga falta de atendimento, de acesso a exames, de medicamentos ou até de material para um simples curativo.

Se falta entendimento entre governo federal e entidades médicas quanto à melhor forma de solucionar o déficit de profissionais no país, especialmente em cidades do interior, uma constatação parece ser consenso: a dificuldade de conseguir uma consulta médica é diretamente proporcional à distância de cada município dos maiores polos urbanos. E é exatamente nesses lugares considerados pouco atraentes pelos profissionais que está a população mais carente e com maior dificuldade de se deslocar até cidades com melhor estrutura de saúde.

A saúde está em xeque.

Não é à toa que levantamento do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM/MG) mostra que faltam médicos em um quarto dos 853 municípios mineiros. São 209 cidades sem nenhum suporte. Outros 148 (17,3%) têm apenas um médico.

Em outro estudo, o CRM mostra que as perspectivas não são boas. Mais de 60% dos médicos que se formaram em 2012 tinham a intenção de trabalhar apenas em municípios com mais de 100 mil habitantes. Metade deles, no entanto, quer mesmo é exercer a profissão em Belo Horizonte e apenas 7,15% se disseram dispostos a ir para pequenos municípios.

Enquanto não entra mais dinheiro no cofre, é o prefeito quem exporta seus doentes de ambulância para Montalvânia, cidade de 16 mil habitantes, a 29 quilômetros de distância, que tem apenas um profissional, e atendendo fora da sede. Casos mais graves são mandados para Montes Claros, a 390 quilômetros de Juvenília.
A dificuldade para contratar médicos é enfrentada da mesma forma pelos 4,9 mil habitantes de Miravânia, também no Norte de Minas, a 711 quilômetros da Capital. O prefeito Raimundo Nonato Luna (DEM) diz que, para despertar interesse da categoria, elevou para R$ 21 mil o salário de um médico clínico geral no município. Mesmo assim, a proposta não pareceu tão tentadora. Apenas uma das duas unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) conta com médico atendendo diariamente. A outra não oferece consultas há dois meses. A secretária municipal de Saúde, Idalina Mota, informou que amenizará a situação com quatro acadêmicos de medicina que iniciarão estágio no município neste mês. “Foi uma salvação para a gente”, comemora Idalina.

ABANDONO

Se do lado dos médicos já há predisposição de evitar pequenos municípios, em algumas localidades, principalmente nas mais distantes das cidades-polo, as dificuldades de fixar profissionais passam pelas péssimas condições de atendimento, falta de equipamentos e medicamentos básicos, impossibilidade de realização de exames e dificuldades de prestação de socorro pela ausência quase completa de infraestrutura. Em outros locais, o problema é insegurança nas unidades e imediações.

A falta de carteira assinada e às vezes até de contrato para médicos também é um entrave. Nessas condições, o pagamento dos proventos fica à mercê da boa vontade dos prefeitos. “É comum o médico receber no primeiro mês. O segundo salário é pago com atraso e depois ele deixa de receber”, sustenta o presidente do CRM/MG, João Batista Gomes Soares.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

De Minas direto para Nova York

Fonte: Brasília em Tempo Real (clique aqui).

O ponto de partida é o Vale do Jequitinhonha e o Noroeste de Minas. A parada final é uma das megalópoles mais célebres do mundo: Nova York, nos Estados Unidos. É esse o destino de três mineiras, que vão mostrar, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), o artesanato produzido nas Gerais. Elas foram selecionadas com outras 12 mulheres, num universo de mais de 100 inscrições, para representar a arte do país na exposição Mulher artesã brasileira, que ocorrerá durante a Assembleia Geral da ONU, no início de setembro. Algodão, barro e flores são as matérias-primas dos produtos que prometem encantar chefes de Estado de todo o planeta.

O projeto é uma iniciativa da Associação Brasileira de Exposição de Artesanato (Abexa), com patrocínio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e apoio do Instituto Centro Cape, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República. A seleção foi rigorosa, e não bastava ter talento. A presidente do Centro Cape, diretora da Abexa e idealizadora do projeto, Tânia Machado, explica que foram levados em conta ainda a inovação, o espírito empreendedor, o impacto do trabalho na comunidade, a criatividade e a ética. "Além de ser artista, era preciso ser uma pessoa que trabalha em prol da comunidade", afirma.

No seleto grupo está Maria José Gomes da Silva, a Zezinha, de 45 anos, moradora da comunidade de Campo do Buriti, na zona rural de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha. Ela usa barro e argila para fazer bonecas que são de encher os olhos. Agora, a artesã vive a expectativa de poder sair, pela primeira vez, do país. Na mala, as peças já estão definidas: uma noiva de 70cm de altura, uma boneca sentada e uma flor. A associação da qual ela faz parte tem hoje 46 artesãs, que vivem praticamente da renda obtida com a venda dos artesanatos. Na época da inscrição, ela foi incentivada pela equipe da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater). "Falaram que eu era forte candidata, mas não tive expectativas. Fiquei surpresa com o resultado, não esperava. A gente fica meio sem acreditar", afirma.

O artesanato surgiu na vida de Zezinha com a necessidade de confeccionar os próprios brinquedos. A partir dos 15 anos, ela aproveitou os ensinamentos da mãe para fazer da brincadeira sua fonte de geração de renda. Hoje, é referência na associação, ao repassar suas técnicas e garantir a continuidade desse trabalho. Ela garante que fazer as bonecas não é complicado. Para ela, difícil mesmo é achar o caminho das pedras para ganhar o mercado internacional. "Somos pequenos, não sei se temos condições para exportar, mas tudo servirá como experiência e aprendizado", revela.

SINGELEZA Se Zezinha adota o jeito mineiro da cautela, Juracy Borges da Silva, de 50, da comunidade de Galheiros, distrito de Diamantina, também no Jequitinhonha, aposta na vitrine da ONU para ir mais longe. Secretária e representante municipal da Associação de Artesãos Sempre-Viva, ela ficou sabendo da inscrição por meio do pessoal do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). "Quando recebi a notícia fiquei numa extrema alegria, pois esperávamos há muito tempo a oportunidade de mostrar nosso trabalho no exterior", conta. O artesanato do grupo tem na singeleza das sempre-vivas o pilar da beleza, e por isso, o projeto desenvolvi, do na comunidade inicialmente com o objetivo único de conservar espécies tem o mesmo nome da flor. Além dela, são usadas ainda folhas, frutos, cascas, fibras de bananeira e palha de milho.

Todas são plantas nativas da região, cultivadas pelos artesãos. A associação tem parceria com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e cultiva um viveiro de mudas da sempre-viva. "É um trabalho sustentável, porque não agredimos o meio ambiente, com a consciência de que essas plantas devem ser preservadas. Além disso, é uma tradição que passa de pai para filho", relata Juracy. Atualmente, o grupo conta com 29 artesãos e cerca de 60 pessoas que se beneficiam indiretamente do artesanato - não confeccionam as peças, mas coletam as plantas.

A associação produz de 200 a 300 itens por mês, entre anjos, divinos, presépios, arranjos, ímãs de geladeiras e flores de casca de urucum. Para a exposição na ONU, Juracy vai levar uma luminária, uma guirlanda e um arranjo de mesa. A escolha foi feita a partir das peças mais vendidas. "Estou deslumbrada. Nunca imaginei que isso pudesse ocorrer. Para mim era só um sonho. Agora, vejo uma porta muito ampla que se abriu e vamos ver se, com essa oportunidade, conseguimos exportar nossos produtos", diz ela.

Em busca de apoio

As passagens das artesãs foram garantidas pela Secretaria de Estado de Cultura. O Centro Cape busca agora apoio para outras despesas. A ideia é fazer essas mulheres descobrirem também um pouco de Nova York, com direito a visitar museus e assistir a um show na Broadway. A exposição será aberta em 8 de setembro, com a presença de chefes de Estado. O público em geral terá acesso a partir do dia seguinte. Além de artesanato, haverá ainda exposição fotográfica e documentário sobre as mulheres que representarão o Brasil diante do mundo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Eletricista em Araçuai quer editar lista telefônica com mil apelidos da cidade

Publicado no Blog do Banu (clique aqui)

Em Araçuai, no Vale do Jequitinhonha (MG), muita gente se conhece  pelo apelido.

Há os mais famosos, conhecidos de todos , como Breado, Zé da Venda, Bacalhau, Zé Querosene,  Lorim , Careca, Xapeta, Pequi, Zé Codorna, Trindade,  Bocão, Lorica, Kêra, Santa de Loquinha, dona Iaiá, Bola 7, Pernambuco, Tirock, entre tantos  outros.

“Deveria ter uma lista telefônica com os apelidos. Tem muita gente que não sabe o nome verdadeiro das pessoas aqui na cidade”, defende o eletricista  Aguinaldo Silva. Quem? O Naka. “Se perguntar por Aguinaldo Silva, ninguém sabe quem é”, diz ele, que ao longo de uma década, catalogou mil apelidos em  Araçuai, que também tem o seu:  A cidade é conhecida como " Kiau. Antes era Mirréis Véi", lembra Naka.

O costume é uma das marcas da cidade, e não gera intriga para ninguém. A origem pode ser a personalidade, uma característica física chamativa, um sobrenome diferente, uma história de infância ou, simplesmente, uma brincadeira sem explicação. E, se o apelido pegar mesmo, o nome verdadeiro pode virar história, conta Naka, que além do apelido, tem sempre uma história para contar sobre seu dono.


De pai pra filho

Em Araçuai, os apelidos muitas vezes  estão ligados à família ou a profissão, como os “ Periquitos”, Os Mané Véi, os Barriga Suja, os Pá Bosta, os Baú, os Batatinha, os Mastiga, os Quebra-Vara,  entre outros.

Para Naka, não adianta se aborrecer com os apelidos recebidos porque senão, a emenda fica pior que o soneto.

Para algumas pessoas, o costume poderia ganhar um espaço de homenagem em Araçuai, funcionar até como atrativo turístico.

Naka  conta que está tentando apoio para o projeto de edição de um livro com os apelidos e  fotos dos donos e sua respectiva história. “A cidade tem essa essência  da cultura da gozação, da malandragem sadia . Gostaria  de  transformar isso  em produto cultural”, conta. “ Mas o município não tem nenhum projeto oficial que garanta ao menos a catalogação do apelidos”. lamenta o eletricista

Uma grande emissora de TV nacional já se mostrou interessada em realizar uma matéria sobre o assunto. " A produção do programa já entrou em contato comigo. Estou animado", diz Naka. " Talvez assim, alguém se interesse pela edição do livro", espera o eletricista. Ele merece.

Fonte: Gazeta de Araçuaí

sábado, 8 de junho de 2013

Frei Chico lança dicionário com 8,5 mil verbetes sobre a religiosidade popular brasileira

Fonte: Estado de Minas (clique aqui)

 (Lira Marques/divulgação)Em 1967, quando frei Chico veio da Holanda para o Vale do Jequitinhonha, aquela região de Minas Gerais era considerada um dos três lugares mais pobres do mundo. Diante de tanta miséria, o holandês descobriu riqueza cultural sem precedentes. “Aquilo deu sentido à minha permanência no Brasil”, revela o frade franciscano. Em seus 10 anos como pároco da diocese de Araçuaí, ele contabilizou 15 mil folhas de registros da cultura do povo relacionada à fé e à experiência espiritual. Somado a pesquisas realizadas na Europa, esse vasto material foi a base de um ambicioso projeto, o Dicionário da religiosidade popular: cultura e religião no Brasil. Com 1.150 páginas, a obra de referência chega agora ao público, reunindo 8,5 mil verbetes, 6 mil notas de rodapé e 350 ilustrações.

Lançado pela Editora Nossa Cultura, o livro surgiu por acaso na vida de Francisco van der Poel, o popular frei Chico. “Para poder servir, havia de conhecer aquele povo”, resume ele. A inspiração veio do canto de Filó, a cozinheira da casa paroquial, em Araçuaí. Era algo belo e incomum. “Filó gostava de cantar e resolvi gravar as músicas em fitas cassete, as mesmas que serviram para o repertório do Coral dos Tangarás. Há 43 anos, tive a honra de fundar o grupo, que continua até hoje”, orgulha-se ele.

As viagens a municípios da região de Araçuaí – “em lombo de burro velho, nos fins de semana” – trouxeram novas descobertas. A amizade com a ceramista Maria Lira Marques está entre elas. “Lira abriu as portas da sabedoria popular para mim, o estrangeiro que acabara de chegar”, conta o religioso. Frei Chico viveu 10 anos naquela região. Nesse período, cuidou de registrar as peculiaridades do povo simples com olhar antropológico e visão humanista. “Quando cheguei a Araçuaí, tudo era tão diferente da minha terra, a língua, a cultura, a maneira de tratar as doenças... Ouvia aquela gente se referir a problemas de saúde como carne quebrada, vento virado, espinhela caída e mau-olhado. Comecei a ficar curioso”, diz frei Chico. Cada nova descoberta dava origem a uma anotação.

O Dicionário da religiosidade popular: cultura e religião no Brasil reúne essas descobertas. “Não tinha parâmetro para ele, não há outro livro parecido. Precisei inventar uma fórmula. Coloquei, por exemplo, todo o depoimento do povo – entrevistas, cantos e histórias – em itálico para o leitor perceber onde está a parte mais importante”, informa. À medida que o projeto ganhou consistência, o frade percebeu que em Minas não havia pesquisadores com interesse semelhante. A certeza do pioneirismo do dicionário se confirmou depois da aproximação de Chico com o folclorista Câmara Cascudo e com Carlos Rodrigues Brandão, antropólogo da Universidade de Campinas (Unicamp), responsável pela introdução do livro.

Inicialmente, frei Chico pensou em escrever um manual da religiosidade popular. Tentou esboçar algo nessa linha, mas concluiu que não seria possível sintetizar cultura tão vasta. Assim surgiu o dicionário. “A função do dicionarista não é resolver problemas, mas registrar. Aprendi que não é a lógica que manda, mas o bom senso e a busca de coerência. Preocupei-me não em fazer uma síntese, mas algo orgânico”, detalha. A intenção é conduzir o leitor por uma espécie de viagem rumo ao universo do povo. “As pessoas começam a ler e, de repente, já estão com os 10 dedos no dicionário, marcando links de interesses”, afirma.

Nos últimos 40 anos, frei Chico pesquisou dentro e fora do país assuntos ligados à cultura e fé popular. Chegou à Europa, vasculhou antigos arquivos de Portugal em busca de pistas que pudessem elucidar questões ligadas aos saberes do povo humilde do Vale do Jequitinhonha. “Consultei livros de história, de farmacopeia medieval e até de bruxaria. Reuni 2 mil volumes. Quando concluí o dicionário, doei esse material para a biblioteca da PUC Minas, em Belo Horizonte”, informa o frade.

A pesquisa demorou, mas o livro ficou do jeito que frei Chico sonhou. “Continuo dizendo: o resultado é apenas o começo do princípio de alguma coisa”, garante ele. “Passei por uma reciclagem de ideias. Deparei-me com saberes marcantes e eles mudaram a minha noção de historiografia, a maneira de me relacionar com Deus e com o próprio significado da palavra cultura.” Não é à toa que os verbetes preferidos dele explicam o significado de simples e de sabedoria.

DICIONÁRIO DA RELIGIOSIDADE POPULAR: CULTURA E RELIGIÃO NO BRASIL
De Francisco van der Poel (frei Chico) Ilustrações: Lira Marques. Editora Nossa Cultura, 1.150 páginas, R$ 290
Informações:
www.nossacultura.com.br
Frutos da terra

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Frei Chico lança o livro 'Dicionário da religiosidade popular' em Diamantina

Fonte: Estado de Minas (clique aqui)

O 'Dicionário da religiosidade popular: cultura e religião no Brasil' (Nossa Cultura), escrito nos últimos 40 anos pelo frade Francisco van der Poel, mais conhecido como Frei Chico (foto), finalmente chega a público. Com 1.150 páginas, 8,5 mil verbetes, 6 mil notas de rodapé e 350 ilustrações, o livro será lançado hoje, em Diamantina.

A sessão de autógrafos foi marcada para as 20h30, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), durante a 2ª Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão. O livro será lançado em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Informações:www.religiosidadepopular.uaivip.com.br.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Câmara pode aprovar esta semana a criação de mais 800 municípios em todo o país

Fonte: Estado de Minas e Blog do Banu

O projeto que cria novas regras para criação, fusão e desmembramento de municípios entra na pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta semana. Arquivado há mais de uma década nas assembléias legislativas, em torno de 800 pedidos de emancipação feito por distritos podem agora ser atendidos poderá agora ser aprovado pelos deputados federais.

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Confira a lista dos distritos que pretendem emancipar no Vale do Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas:

Vale do Jequitinhonha
Araçuaí - Engenheiro Schnoor
Berilo - Lelivéldia
Bocaiúva -  Engenheiro Dolabela
Caraí - Ponto do Marambaia e Maranhão

Diamantina - Inhai - Senador Mourão
Grão Mogol - Barrocão
Itinga - Travessão e Jacaré

Minas Novas - Lagoa Grande, Cruzinha

Novo Cruzeiro - Queixada

Rio Pardo de Minas - 18 comunidades rurais na divisa com Taiobeiras  querem se tornar um municípío

Rio Vermelho - Pedra Menina e Santa Cruz da Aparecida

Salinas - Nova Matrona

Vale do Mucuri
Teofilo Otoni - Frei Gonzaga e Mucuri

Nanuque - Vila Pereira

Belo Oriente - Cachoeira Escura

Itambacuri - Frei Serafim e Guarataia

Norte de Minas

Montes Claros - Aparecida do Mundo Novo, São Pedro da Garça e Santa Rosa de Lima

Janauba - Barreiro da Raiz e Quem-Quem

São Francisco - Icarai

Claro dos Poções - Vista Alegre

Varzea da Palma - Guaicui

São João Evangelista - Euxenita

Monte Azul - Otinolandia

São João da Ponte - Condado do Norte e Olimpio Campos