quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Oficina de Iniciação a Encardernação no Museu do Diamante

A oficina acontecerá de 16 a 23 de agosto no horário de 15:00 às 17:00.

Inscrições gratuitas, no Museu do Diamante, entre os dias 08 e 12 de agosto.

Ementa: O conhecimento a respeito das técnicas de encadernação possibilita várias aplicações, pois o produto resultante desdobra-se como suporte literário, plástico, etc.

Conteúdo Programático:

1. Apresentação dos materiais.

2. Medições básicas e cortes de capa e contracapa.

3. Costura dos cadernos e montagem.

4. Forração de capas.

5. Possibilidades a partir da montagem básica.

Endereço do Museu do Diamante:

Rua Direita, 14 - Centro

CEP: 39.100-000 - Diamantina/MG

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Prefeitura de Diamantina

Dia 05/08 - sexta-feira

Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Reginaldo e Convidados

Seresta com o grupo Renascer

Local: Saída da Praça JK

Horário: 21 horas

Dia 06/08 - sábado

Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Jairo e Juca

Saída da Cavalgada de João de Nico

Local: Mercado Velho

Horário: 11 horas

Festa do Senhor Bom Jesus - Levantamento do Mastro, quadrilha e show musical

Local: Igreja do Senhor Bom Jesus

Horário: 19:30 horas

Vesperata

Local: Rua da Quitanda

Horário: 21 horas

Dia 07/08 - domingo


Café no Beco

Local: Beco do Tecla

Horário: 08 horas

Feira da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: 08 horas

Festa do Senhor Bom Jesus - Santa Missa e Procissão

Local: Igreja do Senhor Bom Jesus

Horário: 17 horas

Patrimônio histórico de ferrovia em Minas está abandonado

Fonte: Estado de Minas

A máxima consagrada de que mineiro não perde trem anda caindo por terra. Pior: Minas corre o risco de ver destroçados dois de seus bens históricos ferroviários que tiveram papel de destaque no início do século 20. Ambos estão castigados pela ação do tempo em Belo Horizonte e desprotegidos diante da falta de entendimento entre a antiga estatal do setor e o órgão que deveria zelar pela história do patrimônio federal. Em 2012, eles completam 100 anos. O vagão de madeira ainda guarda marcas de luxo dos tempos em que transportava autoridades em vistorias de trechos da linha férrea. Está se despedaçando. E a locomotiva a vapor n. 20, que transportou passageiros de Norte a Sul do Estado, tornou-se alvo da ação de vândalos e teve sua pintura pichada.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fruto de uma consistente trajetória

Fonte: Publicado no Jornal OTEMPO em 03/08/2011

Quando tinha 16 anos de idade e ainda morava em Diamantina, Evandro Passos teve seu primeiro contato com o universo do cinema. Era 1975 e, àquela época, uma grande equipe chegava à cidade mineira para a realização do longa-metragem "Xica da Silva", protagonizado por Zezé Motta. Fascinado por aquela produção, ele acabou dando ali mesmo o pontapé inicial da sua carreira de ator, o qual culmina, agora, em uma participação na próxima temporada do seriado global "Força Tarefa".

"Pouco tempo depois da figuração em ‘Xica da Silva’, vim para Belo Horizonte e comecei a estabelecer uma relação mais profissional com as artes", conta Passos, que, naqueles tempos, dedicava-se principalmente à dança.

"Tive uma trajetória no Grupo Folclórico Aruanda, na Academia Internacional de Dança e, por fim, entrei em contato com as danças afro-brasileiras por meio da Marlene Silva. Foi aí que alcancei um maior reconhecimento como coreógrafo e criador", relata.

A carreira de ator, conforme destaca, só teve início no fim da década de 1980, pela Fundação Clóvis Salgado.

"Após algum tempo, comecei a receber convites para participar de trabalhos como a minissérie ‘Palmeira Seca’, de Breno Milagres, e os longas-metragens ‘Uma Onda No Ar’, de Helvécio Ratton, e ‘Vida de Menina’, de Helena Solberg", exemplifica.

Foi justamente a partir desses trabalhos que surgiu a oportunidade para que o ator fizesse seu primeiro trabalho em cadeia nacional, com uma participação na novela "Desejo Proibido", exibida pela Rede Globo entre 2007 e 2008.

Força-tarefa. Convidado para o seriado "Força-Tarefa" após um teste para a temporada anterior, Passos mostra-se bastante entusiasmado com o trabalho que deve chegar às telas no fim de agosto.

"A ideia do seriado é retratar um pouco do cotidiano do Rio de Janeiro, e, nesse sentido, haverá referência à invasão dos morros. Meu personagem, o Onofre, é morador de uma favela e tem sua casa invadida por policiais", contextualiza, para em seguida reiterar o próprio envolvimento com a temática.

"É um personagem que tem a ver com a minha história, remetendo a uma realidade social muito próxima das minhas vivências. Gosto muito desse tipo de trabalho e, dessa vez, a coisa veio mesmo a calhar", confessa o ator.

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Garimpando em Diamantina: Meio Tom

Música de qualidade em um espaço muito bacana. Vida longa ao Meio Tom!

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Praça Dr Prado, 136. Antiga Cavalhada.

Morador relata incêndio que destruiu Reserva Manancial Pau de Fruta e outras propriedades

Autor do texto e fotos: Leonardo Pinheiro

Uma queimada para “limpeza de pasto”, iniciada ontem, 02/08, às margens da BR 367, altura do KM 600, se transformou em incêndio de grandes proporções e já destruiu mais de 400 hectares da Reserva Manancial Pau de Fruta da COPASA, da plantação de eucaliptos e da Fazenda Altitude Máxima.

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Até o inicio da tarde de ontem, o fogo estava contido do lado direito da BR 367 (sentido Diamantina-Gouveia). Quando por lá passei de carro, já havia uma equipe do Corpo de Bombeiros e outra da COPASA, ambas com contingente reduzido, combatendo o incêndio com abafadores e borrifadores. Ambas porém subestimaram o forte vento que soprava na direção do Pau de Fruta. Se naquele momento houvesse um suporte maior na margem da rodovia, com um caminhão do Corpo de Bombeiros ou Caminhão Pipa da COPASA, com certeza teriam controlado o fogo.

Sem a adequada estrutura de combate a incêndio, o fogo avançou e atravessou o asfalto, dando início a uma queimada descontrolada dentro do Manancial de abastecimento de água de Diamantina.

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Com a falha das equipes do primeiro combate, a COPASA encaminhou sua brigada de incêndio e 2 Caminhões, porém foi insuficiente para conter as chamas.

Dentro da nossa propriedade, meu pai, meu irmão, eu e mais um funcionário, lutamos até a noite para salvar nossa reserva de mata nativa, o que só foi possível devido à ajuda de um dos caminhões pipa da COPASA. O que mais nos revoltou, além da inconsequente queimada de “limpeza de pasto” iniciada na região, foi que embora tenhamos ligado inúmeras vezes no telefone 193 do Corpo de Bombeiros, não obtivemos sequer um apoio neste combate. Apenas mais tarde da noite, por volta das 19h, quando já havíamos controlado o fogo dentro da propriedade, é que apareceu uma caminhonete com dois bombeiros, perguntando se eramos nós que estávamos ligando para eles sem parar, como se estivéssemos incomodando alguém...

O Fogo continuou a queimar a Reserva Manancial Pau de Fruta a noite inteira, e hoje pela manhã, 03/08, ainda queima sem piedade, sem controle e sem combate!

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Em uma cidade como Diamantina, com tantos órgãos ambientais oficiais (IBAMA, IEF, ICMBio), Secretarias Estadual e Municipal de Meio Ambiente, ONGs diversas, Conselhos, Corpo de Bombeiros, é impressionante a falta de estrutura para prevenção, educação, combate a queimadas e punição aos infratores. Todos os anos é a mesma coisa, seguindo a tradição ignorante criada no passado de queimar para a limpeza de pasto, torna-se algo natural na cabeça de muitos.

A queimada continua lá na região e agora desce no sentido da Rapadura, e com esta seca e ventania toda, em menos de dois dias vai alcançar o Parque do Itambé.

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Aos que forem passar pela BR 367 entre Gouveia e Diamantina, ficaram chocados com a quantidade de animais mortos na pista, os quais, ao fugirem do incêndio, são atropelados pelos veículos.


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Aos usuários da Trilha Verde da Maria Fumaça, tenho a relatar que aqui em Diamantina encontraram pouco verde e muita fumaça e fogo...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

João, meu amigo

Sob a direção de Michel Becheleni, vídeo  produzido durante o 43º Festival de Inverno de Diamantina revive o processo de lapidação da bossa nova em Diamantina. Depois, João Gilberto ganhou o mundo com sua música, mas as lembranças de um rapaz simples que respirava poesia continuam vivas nas memórias dos amigos diamantinenses.

Festival Gastronômico e Musical agita boemia de Diamantina

Fonte: Produção do Festival Tiragosto e Prefeitura de Diamantina

No ultimo sábado (30 de julho), a Praça do Mercado Velho em Diamantina foi tomada por pessoas da comunidade e por visitantes em busca dos cheiros, temperos e sabores das cozinhas de nossos bares. Começou a 2ª Edição do Festival Tiragosto, que este ano promete agitar ainda mais a vida boêmia em Diamantina.

No Festival Tiragosto os bares da cidade recebem um grande fluxo de pessoas e ganham um incentivo à criatividade, impulsionando novas recitas e cardápios cada vez mais saborosos.
O Festival Tiragosto também oferece entretenimento cultural, com um concurso onde os músicos locais se apresentam nos bares participantes. Os melhores músicos eleitos por votação popular se apresentarão no evento de enceramento e concorrerão a prêmios. O concurso também incentiva a profissionalização dos nossos artistas, que investem no figurino, na performance e no repertório para se manterem a frente na disputa.
“Agosto vai passar voando”! Então não perca tempo é vá logo conferir os tira-gostos e as apresentações musicais do Festival, e de seu voto para o melhor no site www.tiraagosto.com.br .
Confira os nomes dos tira-gostos e os bares participantes:

· Tulipa Real - Bar do Fabrício

· Carne a La Morena - Bar do Fernandão

· Cascudo no Berola - Berola´s o Bar do Gilmar

· União de Sabores - Bar do Jorge

· Chica Brasil - Jequitibar, lado do Cazuza

· Croquinhos de Cascudo - Bar do Lico

· Omelete Recheado - Bar do Takacio

· Sabor de Minas - Barzé

· Asinha do Toco - Bar do Toco

Confira a programação musical:

Tiragosto

Pedal na Trilha da Maria Fumaça

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Amor à francesa no Teatro Santa Izabel

cine mercurio agosto 2011 (1)

Manifesto em defesa do Vale do Jequitinhonha - Parte II

Autor: Higino Pedro Filho. Publicado no Blog do Banu.

Houve o declínio relativamente rápido do ciclo da mineração, os restos de gado e gente dos garimpos se espalharam pelo sertão, tentando sobreviver com atividades agropecuárias de subsistência e de uma pequena e dispersa atividade de garimpo complementar. Esta estrutura social atrasada e isolada dos centros urbanos de então, baseada no trabalho escravo e no trabalho semi-escravo dos agregados das fazendas de gado e das fazendas de subsistência agrícola, dos grandes e pequenos coronéis do sertão, criou uma mentalidade que é a responsável pelos seus atuais problemas.

Apesar de hoje a tecnologia permitir superar as suas dificuldades e rentabilizar seus potenciais, o Vale do Jequitinhonha carece de uma estrutura educacional e empresarial moderna que seja capaz de promover o desenvolvimento da região. Sem pesquisas, sem salários, sem escolas de bom nível, viveiro de mão-de-obra braçal, ainda sofre, para sua maior desgraça, a ação perversa de lideranças políticas tacanhas, clientelistas, aproveitadoras e subdesenvolvidas, perpetuando o quadro descrito.

As campanhas por mais verbas para a seca visam provocar a chuva exclusivamente em suas hortas. Alterar esta liderança política, com um movimento unindo a juventude que estuda e produtores rurais, parece ser o caminho mais viável de um soerguimento do Vale. Isto ao lado de investimentos dos micros, pequenos e médios empresários. O desenvolvimento se dá pela iniciativa privada, com ação reguladora das administrações públicas.

A Administração deveria investir em educação, assistência médica e infra-estrutura (saneamento, comunicação, estradas e eletricidade), diretamente ou terceirizando, incentivando os cidadãos a construírem sua região, em parceria com investimentos privados. Foi criada recentemente a UFVJM, grande iniciativa do governo Lula, mas o projeto carece de avançar mais para “dentro” do Jequitinhonha, com a criação de pólos educacionais nas cidades centrais do Vale, como Araçuaí, Itaobim e Almenara. isso por si só já seria um fator que agregaria desenvolvimento, com a implantação de cursos como Medicina, Engenharia. Isso poderia utilizar as estruturas do CEFET já existente. Já existe a mobilização de alguns deputados (votados aqui) para que o curso de Medicina vá para T.Otoni, e aí mais uma vez a pergunta:

Por que não em Araçuaí? Falta-nos estrutura? Tragam junto a estrutura, uai!

A região não pode e não deve cultivar como seu marketing este “complexo de mendiga”. Faz mal a si própria. A meninada está crescendo lendo isto nos livros escolares e vendo a televisão e os políticos ter dó deles. O chapéu na mão à espera de adjutórios, ou a cesta básica, não podem continuar sendo o símbolo do Vale, nem o pagamento das esmolas com votos.

Esta choradeira deprimente não nasce dos trabalhadores rurais pobres e dignos, os verdadeiros sertanejos, mas daqueles que se locupletam com empréstimos dos bancos e benesses das prefeituras. Os principais beneficiários desta “indústria das lágrimas, da miséria e da fome” sempre foram os antigos “coronéis” e os chefes políticos da região, estreitamente associados aos proprietários mais ricos de terras e bens. Quanta gente se enriqueceu assim?

Os sertanejos que realmente labutam jamais viram a cor do dinheiro e dos benefícios que chegam para acudir a “seca e os pobrezinhos” do Jequitinhonha. Quem não conhece bem as mazelas e truques das raposas políticas do Vale e dos políticos que se intitulam “representantes do vale” até que se emocionam com suas campanhas perversas e com seus discursos emotivos.

Estas campanhas foram geradas pela esperteza do coronelismo antigo e inclusive fomentadas pelos novos “coronéis de esquerda”, que tem surgido nas últimas décadas para unificar a população em torno de sua liderança retrógrada, responsável pelo atraso da região usando a seca e a miséria.

As audiências públicas, as representações de mandatos, promovidas no vale tem aparecido com certa freqüência. o vale tem recebido visitantes ilustres. Eles chegam com boa vontade, mas pouca ação. A liderança do Vale continua fraca e não sabe aproveitar os encontros para colocar bem o problema do Vale a nível nacional. O debate trazido pelos nossos “representantes” eleitos concentra-se em dois pilares: A tomada do poder pelo PT e a manutenção deste mesmo poder.

A primeira premissa é discutível. Realmente, houve uma melhor distribuição de renda, mas não resolveu questões localizadas. isso é apenas um aspecto da falta de representatividade local. Na outra ponta da língua, continuam com aquele velho e desbotado discurso de 20 anos atrás, onde em pleno século 21 ainda se fala em “grande esforço legislativo para colocação de cacimbas de água” , “grande esforço para achar colocação para os quase ex-cortadores de cana.”

Higino Pedro Filho é funcionário da Cemig. Natural de Coronel Murta/Itaobim, mora em Araçuaí.
Comunique-se com ele pelo higinopedrofilho@gmail.com

MG-010 vai de referência internacional em segurança ao chão de terra

Fonte: Ernesto Braga - Do Hoje em Dia - 31/07/2011

RIO VERMELHO – O advogado André Bueno, de 34 anos, passa todo dia pela MG-010 a caminho do trabalho, na Cidade Administrativa, na Região Norte de Belo Horizonte. Vítima de acidente na rodovia, no início das obras dessa parte da Linha Verde, ele comemora o resultado do investimento de R$ 201 milhões no corredor de trânsito. “Melhorou bastante. O tráfego passou a fluir melhor, com mais segurança”, afirma. Questionado se conhece outros trechos da MG-010, André ficou surpreso. “Sempre achei que ela começava em BH e terminava no Aeroporto de Confins”.

André não sabe que a MG-010 vai muito além dos 18 quilômetros entre Belo Horizonte e o entroncamento de Lagoa Santa, na Região Metropolitana, onde se encontra com a LMG-800, essa sim a via de acesso ao Aeroporto Internacional de Confins. A MG-010 tem 286 quilômetros e serpenteia pela Serra do Espinhaço até Rio Vermelho, na Bacia do Jequitinhonha.

O planejamento segmentado de uma mesma rodovia, priorizando trechos de maior volume de tráfego, como ocorre com a MG-010, é a principal causa da falta de conhecimento demonstrada por pessoas como André. A avaliação é do engenheiro civil Márcio Aguiar, mestre em transportes e professor da Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Universidade Fumec, que considera a via que liga BH a Rio Vermelho uma das principais rodovias do Estado.

Além de Belo Horizonte, Lagoa Santa e Rio Vermelho, a MG-010 passa em mais sete municípios (Vespasiano, Jaboticatubas, Santana do Riacho, Conceição do Mato Dentro, Serro, Santo Antônio do Itambé e Serra Azul de Minas) e dá acesso também a Alvorada de Minas.

O trecho entre o fim da Avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, e Lagoa Santa ganhou uma menção do Banco Mundial em outubro do ano passado como referência internacional em segurança de tráfego. São duas a três faixas de rolamento em cada sentido, sem contar as vias marginais, quatro viadutos e nove passarelas. É equipada com radares fixos e móveis, posto de fiscalização da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), sinalização especial, divisor central de concreto para evitar colisões frontais, telas que impedem a travessia de pedestres e painéis eletrônicos com informações para os motoristas.

A realidade do outro extremo da MG-010, a partir de Rio Vermelho, é bem diferente. São 28 quilômetros até Serra Azul de Minas, com piso de terra estreito e esburacado, sinalização horizontal deficiente e nenhuma placa com o nome da rodovia. Motoristas convivem com fartos riscos: animais na pista, mata-burros precários e uma ponte de madeira em péssimas condições.

Passagem para carros e pedestres, a ponte teve a estrutura remendada com tábuas e o guarda-corpo tem apenas 30 centímetros de altura. Basta uma chuva fina para a poeira se transformar em atoleiro, tornando os morros escorregadios e perigosos. “O trecho é péssimo. Os caminhões quebram e a gente perde tempo e dinheiro”, lamenta o empresário João Pereira Neto, de 54 anos, que vende produtos agrícolas na região.

Um segundo trecho da MG-010, entre Conceição do Mato Dentro e Serro, igualmente sem pavimentação, tem 58 quilômetros. Além dos ônibus de carreira e caminhões de mercadorias que trafegam entre as cidades e os povoados, a estrada recebe o tráfego intenso de veículos de mineradoras e de turismo.

Muitas pessoas buscam as riquezas naturais do Circuito dos Diamantes, a partir da Serra do Cipó até o Parque Estadual do Pico do Itambé, cuja área abrange os municípios do Serro, de Santo Antônio do Itambé e de Serra Azul de Minas. Por causa do risco de acidentes, moradores do Serro se mobilizaram e já colheram 3.500 assinaturas cobrando o asfaltamento do trecho. O abaixo-assinado será enviado ao governador Antonio Augusto Anastasia em agosto.

O professor da Fumec Márcio Aguiar destaca a necessidade de melhorias estruturais em toda a extensão da MG-010. “A rodovia é muito importante, não só pela ligação de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, mas também pelos acessos aos municípios do interior. Sua revitalização completa vai induzir o crescimento de toda a região”, afirma.

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Burocracia barra restauração da Igreja São José

Liberação de verba para reforma da igreja, em Itapanhoacanga, está emperrada há 11 anos

Fonte: Ernesto Braga - Do Hoje em Dia - 1/08/2011

ITAPANHOACANGA – Símbolo da época em que esse pequeno distrito de Alvorada de Minas, na Região Central do Estado, era o mais rico garimpo de ouro do Serro Frio (arraial que deu origem ao Serro), a Igreja Matriz de São José, edificação barroca construída entre 1746 e 1787, clama por socorro.

Em estado de conservação deplorável, o imóvel, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1971, necessita de revitalização emergencial em sua estrutura física e elementos artísticos. Impedida de fazer a reforma por conta própria, devido ao tombamento do bem, a comunidade aguarda liberação de recursos desde 2000.

Zelador da igreja há mais de sete décadas, Pedro Antônio de Carvalho Filho, de 84 anos, conhecido na cidade de cerca de 1 mil habitantes como “Pedula”, mostra, com muita tristeza, todos os problemas que ameaçam o imóvel localizado na principal via de Itapanhoacanga, por onde passou a riqueza do ciclo do ouro a caminho de Ouro Preto. E não são poucos: paredes esburacadas, remendadas e mofadas por infiltrações; estrutura de madeira do telhado danificada por cupins e com telhas quebradas, gerando goteiras; buracos no assoalho de tábuas e pilares com a base comprometida.

A rede elétrica original não funciona mais e fiação exposta é encontrada por toda a edificação. O risco de incêndio é grande e, para agravar a situação, os dois extintores pendurados na parede estão vazios, segundo Pedula. Os elementos artísticos também estão se deteriorando com a ação do tempo. Doze painéis pintados no forro da nave da igreja apresentam fissuras. Em um dos quadros há uma frase com a assinatura do autor: “No ano de 1787, pintou essa pintura Manoel Antônio da Fonseca, por mandado do capitão José Pereira Bonjardim, que por sua eterna devoção deu as tintas ao bem”.

O púlpito de uma das laterais da nave, feito de cedro, está escorado. As medalhas de madeira que ornamentavam as portas caíram e foram guardadas em uma caixa de compensado. Talhas e colunas esculpidas no altar estão danificadas, o sino foi pendurado de forma improvisada e a sacristia virou depósito.
Parte do muro de pedras que cerca a igreja, construído na mesma época da edificação barroca, desmoronou. “A igreja está em tempo de cair sobre nossas cabeças. Antes de ficar velho, eu mesmo subia no telhado para fazer pequenos reparos, mas agora não aguento mais. O Patrimônio também nos orienta a não mexer. Faz dó só olhar”, lamenta Pedula.

Segundo a professora Silvânia Moreira de Oliveira Reis, de 46 anos, a comunidade já fez várias mobilizações cobrando a reforma da igreja de São José. “Fizemos abaixo-assinado, procuramos o Iphan, o Ministério Público Estadual e enviamos cartas à Arquidiocese de Diamantina. A situação é tão precária que tivemos de retirar as imagens e peças sacras da igreja e levar para um local mais seguro”, afirma.

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Documentário mostra a relação histórica entre a Estrada Real e a cachaça

Fonte: Walter Sebastião - EM Cultura

Tiradentes e a Inconfidência Mineira de um lado; Chica da Silva de outro. Estes são os ícones de Minas Gerais cultivados pelo cinema brasileiro. Alterando um pouco a rotina de mergulhos nas lendas e histórias do século 18, sem deixar de pontuar o quanto a época continua incendiando a imaginação contemporânea, chega às telas este mês o documentário Estrada Real da cachaça. É o longa-metragem de estreia de Pedro Urano, um diretor de fotografia carioca, filho de mãe mineira. Trata-se, como o nome indica, de um filme sobre a cultura da cachaça. Bebida, como conta o diretor, feita no Brasil inteiro, mas que tem em Minas uma produção que é sinônimo de qualidade. “Aqui se leva a fabricação e o consumo a sério”, afirma Pedro.

O projeto surgiu em 2004, quando Pedro Urano esteve no Norte de Minas Gerais, trabalhando como diretor de fotografia do curta Diário do sertão, filmado na região de São Romão. Como ele conta, são de lá as cachaças de que ele gosta. Como a cultura da pinga é forte na região, ficou o desejo de fazer um filme sobre o assunto. “Pesquisando, descobri que a cachaça é muito presente na cultura brasileira, mas raramente como protagonista. Achei que merecia um filme só dela”, justifica. “Não é filme sobre algo, mas através de algo.”

Preparando o filme, o diretor deparou-se com uma questão pouco formulada: por que Minas Gerais é referência quando se fala em cachaça se não foi nem é referência de produção açucareira? Procurando a resposta, chegou à Estrada Real, nome contemporâneo para vias entre o litoral e o interior, usadas para circulação de produtos da região e importados. “No filme, não só evoco algumas delas, mas crio uma estrada real: a que começa em Januária e termina em Paraty, do sertão à floresta tropical”, brinca o cineasta, lembrando que são cidades com nomes de famosas marcas de cachaça.

Segundo Pedro Urano, seu filme é popular e sofisticado como é a cachaça. O documentário tenta ser sensorial, sensual, construído com sons e imagens, com abordagem poética. Fruto de quase cinco anos de elaboração para conseguir um aspecto “quase mágico” da produção da bebida, dos tonéis de fermentação, com a cana de açúcar borbulhando, sem fogo aceso. Desafio foi encontrar imagens para o transe provocado pela bebida, mostrar o século 18, viajantes cruzando longos percursos em terras estranhas, sujeitos a assaltos e ataques de animais e populações invisíveis e hostis, como os índios.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O novo ciclo de exploração no Jequitinhonha, vale a pena só assistir?

Autor: Higino Pedro Filho - (Adaptação do manifesto de Apolo Heringer Lisboa), publicado no Blog do Banu

Os anos passam e a cada debate político que surge sobre a nossa região assistimos a mais uma encenação da peça sobre a seca, a miséria, a fome, os cortadores de cana e a falta de oportunidades. O público sempre escuta boquiaberto e não é muito de palpitar, até por que não se sente presente neste contexto, pois essa miséria estampada na voz dos políticos, a cada investida na nossa região, soa mais como pano de fundo para a busca de um discurso emotivo, e menos por verdadeira vocação na formatação de grandes projetos. E o povo segue desconfiado, afinal de contas, por iniciativa de políticos, pouca coisa tem vingado nesta região.
Não quero aqui dizer que odeio a política, pelo contrário, mas acredito que a política é uma forma de ajuda mútua entre quem “está” no poder e quem anseia bons projetos. Eu nasci nesta terra, e nunca vi tanta preocupação a troco de nada. Devem apenas tomar a decisão, a posição, e pronto! Sem estar atrelada a uma única proposta concreta, esse tipo de demagogia não impera. Sem uma única idéia de como deve se dar a nossa fatia do bolo, não nos venham falar em fome, inclusão, etc... Tudo o que nos falta estamos cansados de saber!

Acho que algumas coisas deveriam vir como receita de bolo do tipo: Olha, observamos lá de cima que aqui falta infra-estrutura para receber empresas, e estamos arranjando tal investimento, tal desoneração fiscal. Olha, observamos que aqui tem um dos menores IDH (Índice de desenvolvimento humano) do mundo, fizemos uma reunião de emergência e vamos destinar recursos para tal, olha, temos observado que os índices de aprovação dos alunos do vale em universidades públicas é baixo...olha...olha...olha!

Evidentemente que a “inclusão” da nossa querida região no mundo moderno tem todo o nosso apoio, já que existe evidências de que só falta a esse povo as oportunidades, mas no entanto continuamos semelhantes, na grande maioria das comparações a países subdesenvolvidos africanos, ah...doces irmãos africanos. Então que se faça a inclusão, mas sem o enjoativo melodrama de sempre.
O Vale do Jequitinhonha começa na região do Serro e Diamantina, que encheu o mundo de diamantes e formava com Ouro Preto a maior fonte de riquezas minerais do mundo no século XVIII. O rio que nasce ali, perto do Pico do Itambé, é um dos maiores rios do Brasil é perene, piscoso, bonito, afrodisíaco. Saint-Hilaire(1779-1853), em “Viagem pelas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais”, descreveu- o no primeiro quartel do século XIX, apinhado de tribos indígenas e deixou- nos maravilhosa descrição do artesanato machacali, bem como de suas lutas cruentas que eram provocadas pelo tráfico europeu de crianças índias. Como se vê, a industria dos seqüestros é importada.

Essa região privilegiada produz até hoje enorme quantidade de pedras preciosas e semi-preciosas, em toda sua extensão. Mas não deixa recursos e progresso na região. Está na mão de aventureiros e contrabandistas foras-da-lei. É, e sempre foi, uma região sangrada, que enriquece a outros centros e incapaz até agora de desenvolver sua indústria, agro-indústria e serviços.

Mais da metade das gemas comercializadas pela indústria de jóias na Europa, Japão e EUA vêm do Brasil, destes buracos cavados na terra, onde os nossos garimpeiros enterram seu sonho e quase sempre morrem à mingua. Por que não produzir jóias aqui? Será que não seria a hora de os governos incentivarem as grandes indústrias de jóias a se estabelecerem por aqui? E nosso granito? A cada dia sai dezenas de carretas com blocos da preciosa rocha rumo ao beneficiamento em outros estados... Não seria a hora de negociar com os graniteiros o seu beneficiamento por aqui?

Nossa feiras livres exibem abundantes e variada fartura, belíssimo artesanato e um povo rural trabalhador, criativo, de opinião. As nossas cidades são profundamente dependentes da agricultura “estrangêra”, vinda de outras regiões, enquanto poderíamos produzir aqui, nos tabuleiros do Araçuaí, do Jequitinhonha e dezenas de outros córregos perenes muito maxixe, couve, beterraba, cenoura, laranja e banana, bastando apenas para isso que se fosse desenvolvidos grandes projetos de irrigação e incentivo fiscal.

Por falta de incentivo, ou coisa outra qualquer cuja resposta quem tem são os comerciantes, a economia tomou o caminho do CEASA em Belo Horizonte, enfraquecendo os produtores locais e deixando por lá os impostos. Ficou aquele varejozinho das feiras e pequenos armazéns. Antes da facilidade das estradas havia mais fartura nas roças. Hoje é preciso ter dinheiro para segurar os produtos- leite, legumes, cereais. Será que não seria hora da economia local utilizar os produtos da região, nos supermercados e na merenda escolar? Produzimos banana, que vai para o CEASA e retorna para os nossos supermercados...Isto é justo?

Durante séculos, o cerrado foi considerado terra inútil para a agricultura, terra de ninguém, pasto para animais velhos ou doentes, e eventualmente local para buscar tatu, veado e plantas medicinais. Mas hoje, com sua descoberta para a agricultura com base na tecnologia contemporânea, pôde tornar-se um celeiro de grãos e frutas, como já acontece em alguns municípios.

Já é um importante produtor de biomassa energética para a indústria siderúrgica e de papel. Se poderia ousar dizer que o Vale do Jequitinhonha é uma das regiões mais ricas do Brasil. Ela poderia ser grande produtora de frutas e seus derivados como sucos e doces, só para entrar num detalhe. Seu gado, de corte e leiteiro, é da melhor qualidade, bem como seus produtos derivados: a carne (ou sol, ou seca), requeijão, queijos. A produção de cana permite produzir a cachaça mais afamada do Brasil, e a rapadura, com que se fabricava nos pilões caseiros a paçoca com carne-de-sol, que alimentava os viajantes em suas longas caminhadas pelo sertão.

Aprendemos com os índios, que faziam paçoca com peixe assado, mas sem sal, só com farinha. Aliás, os índios descobriram tudo sobre a mandioca, e ajudam o brasileiro de hoje a viver. Falar de fome numa região desta é vergonha nacional, caso de polícia. Pior ainda é oficializar a condição de região pedinte, no cenário nacional.

A importância cultural do Vale é reconhecida por todos, em Minas Gerais, aqui se realizam os melhores festivais de música, de folclore regional e encontros de artesãos do nosso Estado.

Afinal, o que está acontecendo, e por que tanta choradeira?