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domingo, 1 de abril de 2012

Ainda sobre o Casarão dos Orlandi

Texto de Hugo Leonardo. (31/03/2012)

Brava gente diamantinense!

No meu programa de rádio (Atitude Cidadã) de hoje às 8 horas da manhã, pela Rádio Comunitária Cidade de Diamantina – 94,9 FM (www.radiocidadedediamantina.com.br / rádio ao vivo), entre outras coisas, dei conhecimento à população acerca do processo licitatório nº 0009/2011, que trata da construção da escola no Bairro Cazuza (Centro Municipal de Educação Infantil, orçado em R$ 845.005,97). Para saber mais a respeito (são 73 páginas), entre no site oficial da Prefeitura de Diamantina (www.diamantina.mg.gov.br ), click em “editais & licitações”, digite “concorrências públicas” e pesquisar; em nova tela que se abre, click em URL do edital 009/2011. (clique aqui)

Como pode tanto despautério, minha gente!? Com mais essa mentira deslavada (parte do documento chegou às minhas mãos ontem à noite – eu não o conhecia), cai por terra a tese do Padre Gê e de seus fieis seguidores, de que é necessária a venda do Casarão dos Orlandi para se construir a escola do Cazuza. Ora, se já há uma licitação em curso, obviamente já existe o dinheiro para o empreendimento (como iniciar um processo licitatório sem previsão orçamentária definida?; aliás, pelo pouco que sei a respeito, seria uma flagrante ilegalidade administrativa; ou, senão, uma irresponsabilidade do tamanho de um bonde, como diz minha mãe).

Espero que os senhores vereadores que estão contra o projeto de venda do Casarão dos Orlandi (e os ainda titubeantes) investiguem essa situação a fundo, e rapidamente. Na melhor das hipóteses (porque talvez caibam outros desdobramentos – judiciais, inclusive), estou mais ainda convencido, esse fato é um argumento decisivo para fundamentar o voto contrário ao descabido projeto de lei apresentado à Câmara Municipal pelo prefeito Padre Gê. E definitivamente o desmascara perante, principalmente, a gente sofrida do Bairro Cazuza (neste momento pré-eleitoral, usada covardemente com propósitos tão inescrupulosos).

Abraços.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

CASARÃO DOS ORLANDI VIRA MOEDA DE POLITICAGEM PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

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Raymond Aron, famoso pensador francês, dizia que a política não coabita com a moral. Não é, pois, descabido afirmar que ao assistir à última reunião da câmara, por internet e em tempo real, eu me senti em desconcertante voyeurismo. Como a vislumbrar - pelo buraco da fechadura da Web - cenas que as pessoas só cometem entre quatro paredes. Não que os parlamentares exibissem suas “vergonhas” ou praticassem atos libidinosos. Nada disso! Ou pior que isso: parte deles expunha a nem sempre escamoteável alma política. Alguns, através das palavras; outros, em rumorosos silêncios. Não se tratava de nenhuma orgia e nem havia sexo explícito. Mas era chocante a desfaçatez implícita em ensaiadas argumentações e em mutismos comprometedores. E assim, entre apartes e acaloradas discussões, apesar de apenas escutar vozes dissonantes, eu enxergava nobres edis em pugilato verbal entremeado de salamaleques de vossa excelência para cá e para lá.

Quando a cortina virtual se abriu e no palco do legislativo perfilaram os atores daquela noite, o espaço da plateia se encheu de aguerrido público. Que, diferentemente de outras encenações, se compunha de secretários, funcionários do governo e moradores do Bairro Cazuza. O que era compreensível. Grandes têm sido as dificuldades desta gestão para dar sentido ao Teatro Santa Isabel. Acrescentar-lhe uma Escola de Artes seria exposição gratuita de incompetência. E ademais, para boa parte dos ali presentes, o resultado daquela sessão poderia garantir-lhes os empregos, as interesseiras conversas de pé-de-ouvido e outros jogos de influência. Era crucial aplaudir os parlamentares que lutassem por favoritismos tão sabujamente conquistados. Nem que fosse por meio de discretos sorrisos, combinados meneios, cúmplices olhares. Essa claque bem amestrada e ensaiada é que certamente encorajou o prolixo fantoche do governo a soltar a voz e proclamar a importância de autorizar o padre-prefeito a vender o Casarão dos Orlandi. Tão caloroso ele se mostrou que mais parecia um garnisé. De peito aprumado, gestos loquazes e canto tonitruante, ele se impôs no terreiro. Tirante o vereador Marcos Fonseca, que defendeu o enriquecimento das artes que o bom aproveitamento daquele prédio poderia significar, e o fugidio Tarcísio que, sem descer do muro, protelou o impasse, não se ouviu um só pio ou destoante cocoricó.

Continua na Voz de Diamantina Edição 555 de 31 de março de 2012

Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Confira nesta edição:

  • Mais um Balaio de Pitacos
  • Coro dos Anjos em Pirapora
  • Turismo e Lixo – Associação Incompatível
  • Enfoque Social
  • Lulu e a Hora Dançante

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Quincas: 38-3531-3129 e 8824-3584

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Ainda debatendo sobre o casarão

Autor: Leonardo Pinheiro

Como se bastasse redigir uma Nota de Esclarecimento  (clique aqui) para por um ponto final na discusão. Como se a Nota de Esclarecimento fosse uma verdade absoluta...

São tantas mentiras, dizer que um imóvel que foi adquirido para ser uma escola, não pode se transformar em um centro cultural, dizer que o imóvel é da Secretaria de Educação...

... O imóvel é dos cidadãos de Diamantina!!!

O Bairro do Cazuza, e também muitos outros bairros de Diamantina, precisam sim, com urgência, de uma ESCOLA, de ASFALTO, de ESGOTO, POSTOS DE SAÚDE e muitas outras melhorias básicas, ações que esta Administração avançou de maneira insignificante desde 2009. Para que estas coisas ocorram é necessário uma Administração competente, comprometida e atuante, capaz de buscar recursos estaduais e federais e, emprega-los com correção e profissionalismo em nosso município.

Esta opção de querer vender o patrimônio da cidade com a desculpa de fazer caixa para construir uma escola no Cazuza é demagógica, eleitoreira e esconde muitos outros interesse escusos.

Se a moda pegar, vamos também vender o Estádio de Futebol (este ainda não finalizado e praticamente abandonado nesta Administração), o Teatro Santa Isabel, o Mercado Velho, os diversos imóveis da Rua da Glória e tantos outros.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Prefeitura divulga nota de esclarecimento sobre venda do casarão dos Orlandi

Nota de Esclarecimento: Projeto de Lei que autoriza a venda do casarão dos Orlandi.

Através do presente, justificamos o objetivo do projeto de Lei que prevê a venda do imóvel pertencente à Secretaria Municipal da Educação de Diamantina situado à Praça Drº Prado nº129, conhecido como Casarão dos Orlandi.

Bastaria se levar em consideração a legalidade para se justificar a medida observando a Constituição Federal em seu Artigo 212, Emenda Constitucional n°59 e Lei Orgânica do Município de Diamantina, especialmente no seu Artigo 110 e inciso I do seu parágrafo primeiro e parágrafos 2° e 3° do mesmo e Artigo 111, inciso II, onde se apresentam claras as obrigações do município no que tange origem de recursos e manutenção do ensino. Entretanto, abaixo segue um breve histórico e informações que são indispensáveis para a compreensão do processo e que revelam cumprimento da legalidade e bom senso administrativo por parte da atual Gestão.

Em 2005, a Administração Municipal adquiriu o referido imóvel com a finalidade de nele instalar a Escola Municipal Belita Tameirão, conforme Decreto 141 de 30 de Outubro de 2005 e Lei 3048 de 07 de Novembro de 2005.

Em 2006, a Administração Municipal adquiriu outro imóvel, com a mesma finalidade, situado à Travessa Mercedes Mourão n° 77, conforme Decreto 131 de 20 de Novembro de 2006, onde atualmente funciona a Escola.

A consideração administrativa é de que a finalidade para qual o imóvel foi adquirido já está atendida e que tendo em vista a sua localização, não pode, mesmo que recuperado, atender às demandas urgentes da educação que se encontram fora da região central, nos bairros, distritos e povoados. Entendemos que os recursos se encontram imobilizados desde o período da aquisição não tem sido efetivamente aproveitados por uma criança sequer.

A partir de 2008 o Governo Federal disponibilizou uma ferramenta de Levantamento de demandas, financiamentos e monitoramento de projetos e investimentos na Educação Básica que, com base em um documento produzido pelos municípios, acolhe, avalia e financia as ações dentro de padrões e orientação técnica. Trata-se do Plano de Ações Articuladas – PAR. Em 2009 a atual Gestão construiu o documento apresentando as demandas da rede municipal, abasteceu o sistema e tem obtido êxitos em seus pleitos desde recursos para rede física, transporte escolar, escola em tempo integral, escolarização de jovens e adultos incluindo
formação profissional e educação no campo. Além disso, os recursos próprios e aqueles destinados ao desenvolvimento da educação básica têm sido empregados na extrema melhoria da alimentação escolar, formação permanente dos profissionais e aplicados no Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos dos Profissionais da Educação do Município de Diamantina que foi implantado pela atual Gestão em atendimento à legislação e em respeito à Categoria.


Para alguns bairros, por disponibilidade de terrenos e condições técnicas cabíveis, já se encontram cadastrados junto ao Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação Básica projetos de construção visando financiamento dentro dos programas oficiais e seus respectivos prazos. Portanto, dentro dos órgãos financiadores oficiais os recursos possíveis têm sido pleiteados com responsabilidade, legalidade e técnica.

A atual Administração tem investido na melhoria das unidades escolares, o que pode ser comprovado pelas reformas e construções de escolas da sede, dos distritos e povoados que foram atendidas prioritariamente por oferecer risco aos estudantes conforme constado em vistorias do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O Bairro Cazuza possui um número significativo de crianças atendidas pela Secretaria Municipal de Educação em um imóvel locado e insuficiente para a execução dos serviços sendo limitada a possibilidade de investimentos em melhorias tanto pela condição de aluguel, como pela estrutura do mesmo.

A atual Administração pretende investir o valor apurado com a venda do imóvel, objeto deste esclarecimento, na construção de uma Escola no Bairro Cazuza, dentro das normas e dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Educação, tendo em vista a extrema urgência de oferecer espaço adequado à execução das políticas públicas educacionais não apenas às crianças do Bairro Cazuza, que são as que vivem a imediata necessidade, como do Campo Belo, Casaca Parda e outros bairros que atualmente nascem naquela região.

No período que vai desde a compra do imóvel até o momento presente a atualização mercadológica, especialmente no caso de Diamantina, ocorreu de maneira expressiva o que garante que não haverá perda para o município. Pelo contrário, o recurso será aplicado em um equipamento adequado à aplicação das políticas públicas educacionais e pertinente ao patrimônio de uma Secretaria Municipal de Educação.

Cabe esclarecer que o imóvel foi adquirido com recursos destinados ao percentual que compõem o caixa específico da Educação Municipal tendo, portanto, o seu uso, constitucionalmente, ligado à educação básica. É ato irregular destinar o imóvel ou os recursos
oriundos de sua venda a outra finalidade que não a educação básica obrigatória.

A rede escolar municipal é composta atualmente por 56 escolas, 32 linhas de transporte escolar, mais de 500 postos de trabalho e aproximadamente 4000 estudantes atendidos. Os mecanismos legais disponíveis tem sido, como já mencionado, buscados para a manutenção da rede e o avanço no campo da educação municipal já se faz evidente. Entretanto, são necessárias medidas para que o atendimento se dê com maior qualidade e agilidade. Não existe patrimônio sendo “dilapidado”. Existe, sim, a intenção de colocar o recurso público em sua devida aplicação.

Nesse caso, como prevê a Constituição Federal, no Ensino Obrigatório. A questão que cerca a venda do imóvel não se resume ao simples fato de deixar de utilizá-lo em favor da Cultura. É necessária a compreensão da legalidade e da aplicação correta do recurso
público. Se isso pode ou não ser feito. É louvável o interesse por uma escola de Artes numa cidade como Diamantina, porém o imóvel em questão não pode, legalmente, ser utilizado para este fim. A aprovação desse projeto pela Câmara Municipal de Diamantina revelará entendimento e coerência com os princípios legais que devem nortear as práticas da administração pública.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL