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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

I Feira de Projetos e Negócios do Espinhaço - Diamantech será realizada em outubro na UFVJM

Fonte: UFVJM

O Centro de Inovação Tecnológica - CITec/UFVJM, o Polo de Inovação Tecnológica de Diamantina/SECTES e a Agência Regional de Gestão de Conhecimento e Inovação – INOVALES convidam a todos para participarem da I Feira de Projetos e Negócios do Espinhaço - Diamantech, que será realizada de 8 a 11 de outubro de 2013, no Campus JK da UFVJM, em Diamantina/MG.

O I Diamantech tem por finalidade apresentar à comunidade empresarial de Minas Gerais os produtos e serviços desenvolvidos na UFVJM e articular os diferentes setores da sociedade, a fim de possibilitar a interação entre pesquisadores, empresas, Universidade e organizações.

O evento contará com estandes para mostra de produtos desenvolvidos pela universidade e por seus parceiros. Essa exibição se complementa com rodadas de negociações, envolvendo pesquisadores e empresários. Simultaneamente ocorrerão apresentações relacionadas com registros de conhecimentos, patentes, criação de projetos inovadores e a promoção da gestão de conhecimentos gerados na UFVJM. Finalmente haverá competição acadêmica com a seleção de projetos (devidamente inscritos) com possibilidade de licenciamento pela iniciativa privada. A participação acadêmica será a chave do sucesso do evento e exibirá, para a sociedade, as atuais competências hoje instaladas.

Os interessados poderão obter mais informações sobre o evento e realizar sua inscrição ou a de projetos através do site do I Diamantech.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Exposição de fotos da Serra do Espinhaço une arte e ciência

Fonte: SESC Palladium

12 08 02 - palladium - vernissage - paulo batista - foto dila puccini - 087Fotografias em alta resolução que transitam entre arte e ciência compõem a exposição Paisagens da Serra do Espinhaço, do professor Paulo Baptista, da Escola de Belas-Artes da UFMG. A mostra pode ser visitada até 23 de setembro na Galeria de Arte GTO do Sesc Palladium. A entrada é franca.

As imagens apresentadas nesta exposição são resultado de trabalho desenvolvido por Baptista desde 1981, com foco nas paisagens da Serra do Espinhaço e do Quadrilátero Ferrífero, regiões montanhosas que cortam o estado de Minas Gerais e que são reconhecidas pela Unesco como Reserva Mundial da Biosfera.

As fotografias são, em parte, resultado de pesquisa de doutorado, em que Paulo Baptista utilizou técnicas de fotografia digital em alta resolução, incorporando processos de georreferenciamento às imagens. O projeto do pesquisador propõe mapeamento de áreas ameaçadas pela degradação ambiental, especialmente em função das atividades de exploração minerária e da expansão da ocupação urbana. Dessa forma, o conjunto de fotografias alia apelo estético e conteúdo documental.

“Através da descrição de cenários que me são particularmente caros, procuro despertar nas pessoas preocupações relativas à preservação desses locais”, comenta Paulo Baptista.

Professor do Departamento de Fotografia, Teatro e Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, Baptista colabora como pesquisador no Laboratório de Documentação Científica por Imagem (iLAB), na mesma unidade, dedicado à documentação do patrimônio cultural e natural. Participou de diversas exposições coletivas em Belo Horizonte e outras cidades brasileiras. Apresentou exposições individuais na capital mineira, no Rio de Janeiro e em Ouro Preto. Seu trabalho está representado nos acervos da Coleção Pirelli/Masp de Fotografia do Museu de Arte de São Paulo, do Museu da Fotografia de Curitiba e do Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte. Suas fotografias também foram publicadas em livros.

A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 9h às 21h. O Sesc Palladium fica na avenida Augusto de Lima, 420. Informações: (31) 3214-5350.

Ameaças ao Espinhaço

Paulo Baptista escolheu duas áreas da Serra do Espinhaço que sofrem ameaças de transformação por ocupações socioeconômicas e ambientais. Na região entre Serro e Diamantina, passando por povoados como Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras, ele identificou perigo no asfaltamento do trecho remanescente da Estrada Real. Para ele, isso deve transformar radicalmente a vida das comunidades, já que vai aumentar exponencialmente o movimento de veículos, incluindo caminhões de carga.

Já na parte Sul do Espinhaço, próximo a Belo Horizonte, um grande projeto de mineração pode, de acordo com Baptista, descaracterizar a última área ambientalmente preservada do Quadrilátero Ferrífero. “A serra do Gandarela conserva espécies de Mata Atlântica e de campos rupestres ferruginosos, geossistema muito raro no Brasil, e abriga biodiversidade ímpar”, justifica.

Uma das referências do pesquisador é o trabalho do americano Mark Klett, que refotografou, nas décadas de 1970 e 1990, paisagens registradas no século 19 por expedições que mapearam o território dos Estados Unidos, visando ao planejamento da ocupação do país. Klett fez imagens dos mesmos pontos de vista, nas mesmas épocas, dias e horários das antigas fotos, obtendo margem de precisão medida em centímetros.

“Minha intenção original para a pesquisa era ‘refazer’ fotos que já existissem, mas não se encontra quase nada dessa região nos acervos. Então, proponho metodologia para um trabalho que se faça daqui para frente”, explica Baptista, graduado em engenharia eletrônica com mestrado – também na EBA – sobre a transição dos processos químicos para os digitais em fotografia.

Ele está certo de que sua proposta tem alto teor de ineditismo no Brasil e pode fortalecer a ponte entre a fotografia e as geociências. “Para fotografar, preciso entender um pouco de geografia, e os geógrafos terão com a fotografia mais subsídios para seu trabalho. É uma colaboração que tem tudo para ser muito frutífera”, acredita Paulo Baptista.

Leia mais sobre a tese de doutorado de Paulo Baptista em reportagem do Boletim UFMG.

(Com assessoria de imprensa do Sesc Palladium)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Águas do Espinhaço

Vídeo que denota informações sobre a Serra do Espinhaço, tendo como enfoque sua hidrografia, biodiversidade, cultura, socioeconomia, entre outros temas envolvidos com o cenário do Espinhaço. Valoriza-se, também, o selo da Reserva da Biosfera, concedido pela UNESCO, em que foi enquadrada a Serra do Espinhaço.

Parte 1

Parte 2

sábado, 17 de março de 2012

Apresentação inédita do grupo Músicas do Espinhaço em Diamantina

MUSICAS_ESPINHACO_MKT_DIAMANTINA2

É com grande entusiasmo que o Instituto Biotrópicos comemora seu primeiro ano de gestão do uso público da Gruta do Salitre com a apresentação do grupo Músicas do Espinhaço que vem pela primeira vez a Diamantina. O espetáculo divulgará o recém lançado disco “Jardim do Mundo” no próximo dia 24 de março, sábado, às 21 horas no Teatro Santa Izabel.

O grupo é composto por cinco integrantes, Bernardo Puhler (voz, violão, piano e flauta transversal), Zé Mauro (contrabaixo elétrico e fretless), Gustavo Campos (percussão), Matheus Félix (violino e bandolim) e Rafael Furst (violoncelo, violão e bateria). As músicas são fruto de composições inspiradas nas paisagens e nos aspectos culturais da Serra do Espinhaço, reconhecida internacionalmente como Reserva da Biosfera (UNESCO, 2005). Além do cancioneiro com elementos da música regional, do clube da esquina e do jazz, o trabalho se caracteriza pela recorrente interação com a imagem, seja por meio de vídeos ou de fotografias. Outra peculiaridade da atuação do grupo é a forte conotação ambiental, que estimulou a condução de ações de preservação ambiental, como a criação do Portal Serra do Espinhaço (www.serradoespinhaco.com.br), um projeto que reúne ONGs, voluntários e disponibiliza produtos ecológicos. Normalmente, boa parte do lucro obtido na venda de cds e outros produtos tem sido investida em ações socioambientais e em projetos de conservação em várias localidades ao longo da cordilheira do Espinhaço. Em Diamantina, o recurso captado na venda dos ingressos será revertido para o desenvolvimento de ações socioambientais na Gruta do Salitre.

Convidamos a comunidade diamantinense a prestigiar esse raro espetáculo musical e, ao mesmo tempo, colaborar com as ações que vêm sendo desenvolvidas para consolidar o cenário atual de gestão da Gruta do Salitre para torná-la uma referência de conservação ambiental, inclusão social e de desenvolvimento turístico responsável.

Para mais informações acesse: www.musicasdoespinhaco.com.br ou ou envie um email para: contato@musicasdoespinhaco.com.br

grutadosalitre@biotropicos.org.br
Equipe Instituto Biotrópicos

quinta-feira, 15 de março de 2012

Posicionamento Estratigráfico da Formação Bandeirinha na Região de Diamantina, Minas Gerais: Grupo Costa Sena ou Supergrupo Espinhaço?

Autores: Leonardo Lopes-Silva, Luiz Guilherme Knauer.

RESUMO DO ARTIGO: Os grupos Costa Sena e Guinda constituem duas das principais unidades estratigráficas aflorantes ao longo da Serra do Espinhaço na região de Diamantina (MG). O primeiro foi definido englobando as formações paleoproterozóicas Barão do Guaicuí (xistos) e Bandeirinha (quartzitos e metarruditos). O Grupo Guinda, formado por quartzitos, metarruditos e filitos, é subdividido nas formações São João da Chapada e Sopa-Brumadinho e compõe a base do Supergrupo Espinhaço (Paleoproterozóico a Mesoproterozóico). A partir da década de 1990 foram aventadas hipóteses alternativas a respeito da natureza estratigráfica da Formação Bandeirinha, posicionando-a como base do Grupo Guinda. As relações de campo indicam, contudo, contato gradacional entre esta unidade e a Formação Barão do Guaicuí, e discordância angular e erosiva no contato com o Grupo Guinda. As diferenças de estilos estruturais sugerem que a Formação Bandeirinha tenha sido deformada anteriormente ao Grupo Guinda. A assertiva é corroborada pela análise da deformação em clastos de metarrudito do Nível A da Formação São João da Chapada, formado pelo retrabalhamento da Formação Bandeirinha. Os resultados do método Rf/φ mostram a existência de elipses principais de deformação com vergências dispersas, por vezes para leste, não havendo correspondência com a deformação típica do Supergrupo Espinhaço (vergente para os quadrantes oeste). Os dados indicam que a rocha-fonte do metarrudito já se encontrava deformada quando do seu retrabalhamento na Bacia Espinhaço. O conjunto de evidências estratigráficas e estruturais sugere a manutenção da Formação Bandeirinha como topo do Grupo Costa Sena.

Clique aqui para ler o trabalho completo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Músicas do Espinhaço em Diamantina

Exploração de minério vai mudar a vida na serra do Cipó

Publicado no Jornal O tempo 14/03/2012

Os 3.400 habitantes da pequena Morro do Pilar, na região Central de Minas Gerais, a 150 km de Belo Horizonte, estão prestes a ter sua rotina abalada. O município, ao pé da serra do Espinhaço, na região da serra do Cipó, vai receber investimentos bilionários nos próximos quatro anos. O dinheiro virá da Manabi Holdings, mineradora que está sendo criada especialmente para explorar o minério de ferro da região.

A empresa, cuja constituição ainda está sendo formalizada, não comenta oficialmente o assunto. Mas, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Morro do Pilar, Elmar Aguiar Matos, que mantém frequentes contatos com os representantes da mineradora, a operação deverá gerar 2.500 empregos diretos e 4.000 indiretos. Tudo isso numa cidade em que a população só tem diminuído desde 1996, segundo o IBGE, e que tem poucas pousadas, sustentadas pela visitação às cachoeiras da região.

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