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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UFMG promove fórum sobre patrimônio gráfico em Diamantina

Fonte: UFMG

ForumGeraldoMorais_mecanico%20grafico.JPGO Museu Vivo Memória Gráfica, da UFMG, e a Associação do Pão de Santo Antônio vão promover, nos dias 10 e 11 de dezembro, em Diamantina, o Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento.

Além de apresentar o trabalho de conservação, restauração e educação patrimonial desenvolvido no âmbito do Projeto Memória do Pão de Santo Antônio – que divulga práticas jornalísticas e tipográficas vinculadas aos jornais Pão de Santo Antônio e Voz de Diamantina –, o Fórum tem o objetivo de colaborar para a afirmação da noção de patrimônio gráfico, refletindo sobre aspectos materiais, técnicos, socioprofissionais e simbólicos que compõem o universo da produção tipográfica brasileira e latino-americana. O evento contará com a presença de especialistas das áreas de história da imprensa e do livro, de edição, de patrimônio e de conservação-restauração.

Desde 2013, as atividades do projeto formaram duas categorias de acervo: uma documental, constituída pelos exemplares dos dois jornais, impressos em tipografia de 1906 a 1990, e outra museológica, constituída pelo mobiliário e equipamentos que compunham a antiga tipografia.

Os dois acervos se situam em espaço de memória que, no passado, foi o palco de realização da produção das publicações. Em breve, o espaço será objeto de novo projeto museológico: a reativação da antiga tipografia ajudará a promover diálogo efetivo entre patrimônio material e imaterial – máquinas do passado, homens e mulheres do presente, técnicas em exercício.

Discurso e técnica
De acordo com os organizadores, o evento possibilitará “reflexão mais aprofundada sobre a relevância dos acervos locais para a compreensão histórica, discursiva e técnica do patrimônio gráfico nacional, promovendo, também, discussão mais ampla sobre as relações estabelecidas entre patrimônio material e imaterial”.

Serão abordadas ainda questões relativas à produção e à circulação de impressos efêmeros, à importância da constituição de catálogos de amostras históricas de fontes tipográficas e à permanência dos modos de fabricação do impresso próprios da tipografia (composição com tipos móveis, xilogravura, estereotipia etc.) no âmbito de uma lógica de produção liderada pelo offset e pela impressão digital.

Os participantes receberão certificados. O Fórum reserva 15 vagas de hospedagem e transporte para estudantes da UFMG, por ordem de inscrição. Informações e inscrições (gratuitas) devem ser feitas até 5 de dezembro, pelo e-mail forumpatrimoniografico@gmail.com.

Programação:
10 de dezembro, quarta-feira
10h às 12h30 – Associação do Pão de Santo Antônio
Abertura
Café com os tipógrafos. Na ocasião, a máquina impressora do jornal será colocada em funcionamento.
Apresentação do trabalho de restauração dos acervos.

14h às 17h – Teatro Santa Isabel
1ª Sessão (Histórias)
Coordenação: Sônia Queiroz, Faculdade de Letras da UFMG
Tania Regina de Luca, Unesp/Assis
A circulação de imagens no Rio de Janeiro de fins dos oitocentos, o caso da revista A Ilustração
James William Goodwin Júnior, Cefet-MG
O jornal Pão de Santo Antônio e o papel da imprensa em Diamantina no início do século 20

11 de dezembro, quinta-feira
9h às 12h30 – Teatro Santa Isabel
2ª Sessão (Patrimônios)
Coordenação: Ana Utsch, Escola de Belas-Artes/UFMG (uma das coordenadoras do evento)
Marina Garone, Unam/México
Del patrimonio bibliográfico al patrimonio tipográfico: historia de los tipos de imprenta apartir de los especímenes latinoamericanos (siglos XVIII–XX)

Bruno Guimarães Martins, Fafich/UFMG
Do typographo-editor ao leitor-tipógrafo: Paula Brito e a mecânica da autonomia
Yacy-Ara Froner, Escola de Belas-Artes/UFMG
A memória do gesto

14h às 18h – Teatro Santa Isabel
3ª Sessão [Processos]
Ações de preservação do projeto Memória do Pão de Santo Antônio
Ana Utsch – pesquisa e acompanhamento técnico-científico
Janes Mendes Pinto – conservação-Restauração
Diná Marques Araújo – digitalização/ catalogação
Aline Ferreira – digitalização do acervo documental
Dolores Belico – restauração/administração
Maria Dulce Barbosa – produção/consultoria gráfica
Geraldo Morais – restauração de equipamento gráfico
Márcia Betânia Oliveira Horta – educação patrimonial
Flávio Vignoli – design/tipografia

Encerramento
Paulo Célio de Almeida Hugo, prefeito de Diamantina
Walter Cardoso França Junior, secretário de Cultura, Turismo e Patrimônio
Juventino Ribeiro Barbosa, Associação do Pão de Santo Antônio

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Registro do Patrimônio Imaterial: a Guarda Romana de Diamantina

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Políticas Culturais de Diamantina entende o processo de registro como uma oportunidade para aproximar a população diamantinense dos instrumentos de preservação do patrimônio cultural e ao mesmo tempo despertar esta comunidade à proposição de novos registros. E para tal convida toda comunidade a participar do processo de registro do bem GUARDA ROMANA DE DIAMANTINA, compartilhando documentos, fotos, histórias e outras fontes de informação disponíveis sobre o bem.

A publicidade deste parecer tem o objetivo de dar conhecimento à população diamantinense para se manifestar sobre o registro da Guarda Romana de Diamantina, no prazo de até trinta dias, contados da data de sua publicação.

As possíveis manifestações deverão ser encaminhadas, no prazo máximo de 30 dias, a contar da data de publicação deste Parecer, ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Políticas Culturais de Diamantina, estabelecido na Praça Antônio Eulálio, 56, Centro, Diamantina. ( Casa da Cultura).

Coordenadoria de Patrimônio Cultural
Prefeitura Municipal de Diamantina
(38) 3531-9530

PARECER

CONSELHO MUNICIPAL DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL E POLÍTICAS CULTURAIS. REGISTRO IMATERIAL. GUARDA ROMANA DE DIAMANTINA. LIVRO DAS CELEBRAÇÕES.

RELATÓRIO

Trata-se de consulta apresentada ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Políticas Culturais de Diamantina, por meio de Breve Histórico do bem_ GUARDA ROMANA_, realizado pela Coordenadoria de Patrimônio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina, com objetivo de realizar o Registro do Patrimônio Imaterial - Guarda Romana de Diamantina. A proposta para estudo sobre a possibilidade de Registro foi encaminhada à Coordenadoria de Patrimônio da Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio, pelos Senhores José Leopoldino Neves e Carlos Adriano Botelho Neves, respectivamente Centurião Mestre e Secretário da Guarda Romana de Diamantina, que realizou o Breve Histórico da Guarda Romana e apresentou ao mencionado Conselho.

É o relatório. Passamos a opinar.

FUNDAMENTAÇÃO

A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, ampliou a noção de patrimônio cultural ao reconhecer a existência de bens culturais de natureza material e imaterial e, também, ao estabelecer outras formas de preservação como o Decreto Nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, que Instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro e cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, aplicado ao âmbito federal.

Os Bens Culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares. No caso em questão, as atividades da Guarda Romana, no contexto da Semana Santa, apresentam-se como uma das mais tradicionais celebrações do Estado de Minas Gerais e inserem-se como bem cultural imaterial no vasto patrimônio cultural diamantinense, devendo ser inscrita no LIVRO DAS CELEBRAÇÕES (no qual são inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social), devido a toda a importância que lhe é conferida dentro da celebração, assim como a particularidade dos seus toques e a execução de uma coreografia entre os guardas, o que marca um diferencial em sua participação.

CONCLUSÃO

Após considerações, sanadas as dúvidas, os conselheiros reconhecem a importância de se proceder ao registro da Guarda Romana de Diamantina como instrumento de proteção e salvaguarda, a ser inscrito no Livro das Celebrações, por sua importância histórica e cultural para o município.

Neste sentido, o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Políticas Culturais de Diamantina, opina pela pertinência do início do processo de Registro da Guarda Romana de Diamantina, como Patrimônio Imaterial.

É o parecer.

Walter Cardoso França Júnior

Presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural e Políticas Culturais de Diamantina

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Prefeitura de Diamantina oferece curso gratuito de Educação Patrimonial

A Coordenadoria de Patrimônio Cultural de Diamantina está promovendo o curso Educação Patrimonial, O caminho do conhecimento e Preservação.

O Curso será gratuito, com carga horária de 4 horas, acontecerá no dia 31 de agosto (sábado), no auditório do mercado velho, as 08 horas da manhã.

Forneceremos o certificado de participação para quem solicitar.

Informações e Inscrições pelo telefone (38) 3531 9530 ou pessoalmente na Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, situada na Praça Antônio Eulálio, nº 99, centro.

Participe e divulgue!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Presidenta Dilma anuncia R$1,9 bilhão do PAC para cidades históricas

Diamantina é contemplada com 29,29 milhões para recuperação de seu patrimônio

A presidenta Dilma Rousseff está em São João del-Rei (MG) nesta terça-feira (20) para anunciar o repasse de R$ 1,9 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento destinado a cidades históricas para projetos selecionados de 44 municípios.

Os recursos prevêem R$ 1,6 bilhão para obras de restauração e R$ 300 milhões serão utilizados como linha de crédito para o financiamento de restauro e obras em imóveis privados localizados em áreas tombadas. O PAC Cidades Históricas, mais do que conservar imóveis tombados, privilegiará a recuperação de edificações destinadas a atividades que favoreçam a vitalidade dos sítios históricos. Entre as 425 obras, 115 serão em imóveis que abrigam equipamentos culturais, como teatros, cinemas e bibliotecas, além de 39 museus cujos edifícios também serão recuperados pelo Programa.

Os municípios selecionados nesta primeira etapa foram aqueles que preencheram uma ou mais das seguintes condições: possuir bens tombados em nível federal; ser declarados pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade; possuir conjuntos urbanos em situação de risco ao patrimônio edificado; ou serem conjuntos urbanos que constituam marcos no processo de ocupação do território nacional.  O PAC Cidades Históricas dará especial ênfase ao patrimônio ferroviário, hoje sob tutela do Iphan, com 24 obras que possibilitarão novos usos a estações e conjuntos ferroviários, como, por exemplo, os emblemáticos complexos de Paranapiacaba, em Santo André (SP), e de São João del-Rei (MG). Um vasto conjunto de igrejas tombadas, de valor artístico e cultural, também será preservado.

Clique aqui para consultar os valores destinados para cada cidade.

Segundo o perfil do Jornal Voz de Diamantina no Facebook as obras em Diamantina serão as seguintes:

  • Requalificação da Praça Dom Joaquim (adro da Igreja de N. S. do Rosário)
  • Restauração do Casarão do Museu de Arte Sacra de Diamantina
  • Requalificação da Praça JK
  • Restauração do antigo Diamantina Tênis Club
  • Requalificação urbanística do Largo Dom João e Praça Sagrado Coração de Jesus
  • Restauração da Igreja de N. S. do Carmo
  • Restauração do sobrado da Antiga Intendência (antiga prefeitura)
  • Restauração do Casarão dos Orlandi - Escola de arte e orquestra sinfônica
  • Restauração de 4 monumentos - Chafariz da Câmara, Igreja do Amparo, Igreja de N. S. da Luz e Igreja de N. S. Bonfim
  • Restauração do Sobrado da Secretaria de Cultura
  • Restauração do Casarão do antigo Hotel Roberto - Secretaria de Educação
  • Restauração do Casarão do Museu do Diamante
  • Implantação do Parque Municipal Serra dos Cristais

domingo, 17 de março de 2013

Livro de fotografias traz a visão de 9 bens culturais brasileiros registrados pela UNESCO

Fonte: Megaphone – Clique aqui para ler reportagem completa.

imageUm grande passeio através de 180 páginas de fotos e textos que percorrem nove bens brasileiros registrados como Patrimônio da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Assim é o livro Patrimônio Material – Centros Históricos, Conjunto Arquitetônico, Santuário e Ruínas, com fotos de César Duarte e textos de Guilherme Aragão, que será lançado nas cidade do Rio de Janeiro, dia 13 de março, e em Belo Horizonte, no dia 16.

Os dois autores percorreram o Brasil de Sul ao Norte, num percurso de mais de 4 mil quilômetros, partindo das ruínas de São Miguel (RS) a São Luís (MA), para realizar o trabalho. Levaram nove meses viajando. O resultado é um livro de fotografias repleto de memórias da história do país que está exposta nas imagens das cidades de Ouro Preto (MG), Olinda (PE), Ruínas de São Miguel (RS), Salvador (BA), Santuário de Bom Jesus de Matosinho, na cidade Congonhas (MG ), Brasília (DF), São Luís (MA), Diamantina (MG) e Goiás Velho (GO). O trabalho recebeu o apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet).

A viagem por todos estes locais trouxe ao autor, Guilherme Aragão, a compreensão da importância do tombamento, tanto para criar salvaguardas a estes bens, como para a melhora da autoestima da população. “O tombamento traz impactos importantes, aumenta a autoestima dos moradores, que reconhecem viver em um “lugar especial”. Vi muito isso em Diamantina, Olinda e Goiás Velho, onde as pessoas têm orgulho de morar ali”, comentou.

Entre os bens pesquisados e registrados, Guilherme Aragão avalia a cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, como uma das mais interessantes. “É um lugar encantador. Deveria figurar no roteiro de todas as visitas a Minas Gerais. A gente anda ali e sente que a cidade é daquele jeito mesmo. É uma expressão muito viva e sincera do jeito mineiro de ser. Tem comida, serenata, estudantes, cachoeiras e beatas, tudo misturado”.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Leitor registra mais um caso de agressão ao patrimômio

A CEMIG instalou um padrão em frente a Capelinha de Nossa Senhora dos Passos em Curralinho!

Dá para acreditar nisso? Ontem quando estava apresentando a comunidade a um fotógrafo documentarista que está na região registrando nossas belezas naturais e culturais me deparei com esta novidade lá em Curralinho, a capelinha que é um ponto turístico da comunidade ganhou esse padrão horroroso de presente da CEMIG.

Quais são os critérios levados em conta para uma instalação como essa?

Como se já não bastasse as gambiarras nos postes de Diamantina, que são verdadeiras agressões à cidade, agora as atrocidades estão chegando aos distritos e comunidades também.

Fica aqui o meu apelo, talvez alguém de bom senso e sensibilidade dentro da CEMIG tome alguma providência diante deste absurdo.

Fonte: Perfil de Michel Becheleni no Facebook

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Iepha/MG disponibiliza deliberação com mudanças para o ICMS Patrimônio Cultural

Fonte: Agência Minas, com dica do Blog do Banu

Já está disponível no site do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) a Deliberação Normativa Conep 02/2012, que regula o repasse de recursos estaduais aos municípios via ICMS Patrimônio Cultural para os exercícios 2014 e 2015.

A deliberação, aprovada em 30 de julho pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, traz algumas modificações, entre elas a alteração da data de entrega da documentação, que passa a ser feita até o dia 7 de dezembro, e não mais em 15 de janeiro. Também foi alterada a forma de distribuição dos 70% dos pontos de tombamento, vinculando-os à pontuação do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (essa regra só passa a valer a partir do exercício 2015), permanecendo ainda o quadro IV como consta na deliberação anterior. Nos anos em que não houver a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, como em 2012, a pontuação relativa à mesma será redistribuída.

Foi incluída, ainda, na Deliberação a obrigatoriedade do município em comunicar os órgãos responsáveis pelo tombamento casos de descaracterização de um bem tombado, em qualquer esfera. O município poderá perder os pontos caso essa comunicação não seja realizada. Para tirar dúvidas quanto às mudanças, o Iepha/MG organiza, a partir do mês de setembro, rodadas com os municípios, em alguns pontos do estado, começando por Belo Horizonte e passando por Uberlândia, São João del-Rei, Pouso Alegre, Araçuaí e Governador Valadares.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mariana tem 90% dos seus 25 templos católicos em risco

Fonte: Estado de Minas – 164/06/2012

Cidade que pleiteia reconhecimento mundial pela Unesco, mas os patrimônio está doente. O segundo templo mais visitado, de São Francisco de Assis, está interditado

A primeira cidade e capital de Minas não consegue mais ocultar as chagas do seu patrimônio barroco. Muito menos curá-las. Igrejas de quase 300 anos, na sede e distritos, estão com rachaduras profundas para desespero dos fiéis, casarões correm risco de desabamento afugentando visitantes, o coreto da praça sofreu interdição e um ato de vandalismo destruiu uma luminária histórica bem diante da Catedral da Sé. Os problemas só deixam mais distante o tão sonhado título de Patrimônio da Humanidade, ainda não concedido pela Unesco a Mariana, que entrou com processo em 2007 reivindicando o reconhecimento mundial dado em Minas a Ouro Preto, Diamantina e ao Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas. A dimensão dos estragos na cidade pode ser mensurada: o departamento de Patrimônio da Prefeitura estima que 90% dos 25 templos católicos históricos sofrem algum tipo de ameaça.

Para piorar, o município esteve prestes a devolver, este mês, cerca de R$ 3 milhões referentes a recursos do antigo Programa Monumenta, administrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Ministério da Cultura, por falta de prestação de contas e projetos não executados no período de 2004 a 2010. O caso está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e o dinheiro daria, conforme especialistas, para salvar pelo menos duas igrejas dos tempos coloniais e ícones das Gerais.

Cliuqe aqui para ler reportagem completa.