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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

UFMG promove fórum sobre patrimônio gráfico em Diamantina

Fonte: UFMG

ForumGeraldoMorais_mecanico%20grafico.JPGO Museu Vivo Memória Gráfica, da UFMG, e a Associação do Pão de Santo Antônio vão promover, nos dias 10 e 11 de dezembro, em Diamantina, o Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento.

Além de apresentar o trabalho de conservação, restauração e educação patrimonial desenvolvido no âmbito do Projeto Memória do Pão de Santo Antônio – que divulga práticas jornalísticas e tipográficas vinculadas aos jornais Pão de Santo Antônio e Voz de Diamantina –, o Fórum tem o objetivo de colaborar para a afirmação da noção de patrimônio gráfico, refletindo sobre aspectos materiais, técnicos, socioprofissionais e simbólicos que compõem o universo da produção tipográfica brasileira e latino-americana. O evento contará com a presença de especialistas das áreas de história da imprensa e do livro, de edição, de patrimônio e de conservação-restauração.

Desde 2013, as atividades do projeto formaram duas categorias de acervo: uma documental, constituída pelos exemplares dos dois jornais, impressos em tipografia de 1906 a 1990, e outra museológica, constituída pelo mobiliário e equipamentos que compunham a antiga tipografia.

Os dois acervos se situam em espaço de memória que, no passado, foi o palco de realização da produção das publicações. Em breve, o espaço será objeto de novo projeto museológico: a reativação da antiga tipografia ajudará a promover diálogo efetivo entre patrimônio material e imaterial – máquinas do passado, homens e mulheres do presente, técnicas em exercício.

Discurso e técnica
De acordo com os organizadores, o evento possibilitará “reflexão mais aprofundada sobre a relevância dos acervos locais para a compreensão histórica, discursiva e técnica do patrimônio gráfico nacional, promovendo, também, discussão mais ampla sobre as relações estabelecidas entre patrimônio material e imaterial”.

Serão abordadas ainda questões relativas à produção e à circulação de impressos efêmeros, à importância da constituição de catálogos de amostras históricas de fontes tipográficas e à permanência dos modos de fabricação do impresso próprios da tipografia (composição com tipos móveis, xilogravura, estereotipia etc.) no âmbito de uma lógica de produção liderada pelo offset e pela impressão digital.

Os participantes receberão certificados. O Fórum reserva 15 vagas de hospedagem e transporte para estudantes da UFMG, por ordem de inscrição. Informações e inscrições (gratuitas) devem ser feitas até 5 de dezembro, pelo e-mail forumpatrimoniografico@gmail.com.

Programação:
10 de dezembro, quarta-feira
10h às 12h30 – Associação do Pão de Santo Antônio
Abertura
Café com os tipógrafos. Na ocasião, a máquina impressora do jornal será colocada em funcionamento.
Apresentação do trabalho de restauração dos acervos.

14h às 17h – Teatro Santa Isabel
1ª Sessão (Histórias)
Coordenação: Sônia Queiroz, Faculdade de Letras da UFMG
Tania Regina de Luca, Unesp/Assis
A circulação de imagens no Rio de Janeiro de fins dos oitocentos, o caso da revista A Ilustração
James William Goodwin Júnior, Cefet-MG
O jornal Pão de Santo Antônio e o papel da imprensa em Diamantina no início do século 20

11 de dezembro, quinta-feira
9h às 12h30 – Teatro Santa Isabel
2ª Sessão (Patrimônios)
Coordenação: Ana Utsch, Escola de Belas-Artes/UFMG (uma das coordenadoras do evento)
Marina Garone, Unam/México
Del patrimonio bibliográfico al patrimonio tipográfico: historia de los tipos de imprenta apartir de los especímenes latinoamericanos (siglos XVIII–XX)

Bruno Guimarães Martins, Fafich/UFMG
Do typographo-editor ao leitor-tipógrafo: Paula Brito e a mecânica da autonomia
Yacy-Ara Froner, Escola de Belas-Artes/UFMG
A memória do gesto

14h às 18h – Teatro Santa Isabel
3ª Sessão [Processos]
Ações de preservação do projeto Memória do Pão de Santo Antônio
Ana Utsch – pesquisa e acompanhamento técnico-científico
Janes Mendes Pinto – conservação-Restauração
Diná Marques Araújo – digitalização/ catalogação
Aline Ferreira – digitalização do acervo documental
Dolores Belico – restauração/administração
Maria Dulce Barbosa – produção/consultoria gráfica
Geraldo Morais – restauração de equipamento gráfico
Márcia Betânia Oliveira Horta – educação patrimonial
Flávio Vignoli – design/tipografia

Encerramento
Paulo Célio de Almeida Hugo, prefeito de Diamantina
Walter Cardoso França Junior, secretário de Cultura, Turismo e Patrimônio
Juventino Ribeiro Barbosa, Associação do Pão de Santo Antônio

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Seminário de Diamantina é destaque do Boletim que circula nesta semana

Fonte: UFMG

Boletim%201875%20capa.jpgA 16ª edição do Seminário sobre a Economia Mineira, que será realizada de 15 a 20 de setembro, em Diamantina, reunirá cerca de 700 pesquisadores para discutir temas relevantes da história do Brasil, como os 50 anos do golpe militar, os 30 anos da Campanha das Diretas Já e as duas décadas do Plano Real. Segundo o coordenador do Seminário, professor João Antonio de Paula, o objetivo é transformar datas como essas em momentos de reflexão, balanço e revisão crítica.

O seminário é tema da reportagem principal e de artigo do pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Hugo da Gama Cerqueira, publicados no número 1875 do Boletim UFMG, que circula nesta semana. Confira o conteúdo da edição em sua versão digital.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Projeto arquitetônico e convênios vão promover melhorias na Casa da Glória

Fonte: UFMG (clique aqui)

Projetos arquitetônicos e de apoio a pesquisas e estágios prometem intensificar e otimizar as atividades do Instituto Casa da Glória, em Diamantina, vinculado ao Instituto de Geociências da UFMG (IGC). Os objetivos principais são proporcionar melhores condições para a recepção de estudantes de geociências de todo o Brasil e abrir ainda mais a Casa às outras atividades acadêmicas, à comunidade de Diamantina e aos turistas.

O Instituto e os projetos foram apresentados no último fim de semana ao reitor Jaime Ramírez e à vice-reitora Sandra Goulart Almeida, que se hospedaram no local. Eles foram acompanhados pelas professoras Marcia Machado e Vilma Macagnan, diretora e vice do IGC; Mariana Lacerda, diretora da Casa da Glória, e pela arquiteta Valéria Franco, também do IGC.

Órgão complementar do IGC, o Instituto terá seus espaços redivididos. “É preciso otimizar o fluxo de estudantes, funcionários e visitantes, por isso será feita separação mais definida das áreas de hospedagem, administração, estudos e exposições”, explica a diretora do IGC. As primeiras intervenções serão as que visam atender às normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

Quanto à área externa, o objetivo é revitalizar os jardins e criar infraestrutura para convivência e estudos ao ar livre. Além disso, serão criados um café e um auditório com acesso pela rua. “Há grande demanda da comunidade para realização de eventos na Casa da Glória”, conta a diretora da instituição, Mariana Lacerda. Os projetos, ainda sem detalhamento, foram elaborados pela professora Vanessa Brasileiro, da Escola de Arquitetura da UFMG – que é credenciada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os estudantes que frequentam a Casa da Glória vão se beneficiar também de dois convênios assinados neste ano com a Petrobras e destinados a apoiar a realização de estágios e pesquisas em geologia. O primeiro prevê recursos para infraestrutura e equipamentos para hospedagem, além do provimento de diárias para os alunos. O outro financia bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação. Juntos, os convênios somam 5,5 milhões de reais.

A vice-reitora Sandra Almeida destaca o potencial desse espaço em Diamantina para ações de ensino, pesquisa e extensão da UFMG e de outras universidades. “É fundamental o apoio à reestruturação do Instituto, não apenas pelo valor cultural e histórico da Casa da Glória, mas em razão das múltiplas atividades que poderemos realizar em Diamantina”, disse.

Ícone da cidade
A instituição recebeu neste ano (até junho) 357 estudantes para estágios de mapeamento geológico, e 2634 visitantes - turmas escolares, moradores e turistas. Os estrangeiros vieram principalmente da França, Argentina, Estados Unidos e Alemanha. Entre julho de 2010 e março de 2014, foram mais de 5 mil hóspedes e 17 mil visitantes. A direção da Casa da Glória vai criar, entre outros produtos, fôlderes para orientar as visitas e vídeos sobre a instituição, a fim de resgatar a história do lugar.

A Casa da Glória, cujas edificações históricas são ligadas pelo famoso passadiço, foi residência dos intendentes do diamante e recebeu hóspedes como o geólogo alemão Ludwig Wilhelm vonEschwege, que mais tarde deu nome ao Centro de Geologia da UFMG. A partir da segunda metade do século 19, a casa funcionou como orfanato e educandário feminino.
Em 1979, o MEC adquiriu o conjunto para que a UFMG instalasse o Centro de Geologia Eschwege (CGE), o mais tradicional centro de ensino e treinamento em mapeamento geológico do Brasil. Criado pelo Conselho Universitário em 2001, o Instituto Casa da Glória, que inclui ainda a casa histórica da rua Silvério Lessa, abriga o CGE e também atende áreas como geografia, cartografia e turismo.

A Casa da Glória está estreitamente vinculada à identidade de Diamantina e foi o ícone da campanha para o reconhecimento da cidade como Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1999. Um dos importantes eventos sediados no local é o Seminário da Economia Mineira, conhecido como Seminário de Diamantina, promovido pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Seminário Visões do Vale seleciona propostas de artigos científicos

Fonte: UFMG

Estão abertas, até sexta-feira, 2, as inscrições de trabalhos a serem apresentados durante a oitava edição do seminário Visões do Vale, que o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha realiza em setembro.
Para se inscreverem, os candidatos devem enviar resumo dos trabalhos para o email seminariovisoesdovale@gmail.com. Além disso, é necessário fazer a
inscrição no site do Programa.

O seminário reunirá pesquisadores, acadêmicos, agentes governamentais e a população do Vale do Jequitinhonha em torno da discussão de temáticas que abordem as características, problemas e potencialidades da região.

Este ano, o evento acontece em duas localidades: Turmalina, de 5 a 7 de setembro, e Belo Horizonte, no campus Pampulha, no dia 12 do mesmo mês.

As inscrições para ouvintes também podem ser feitas no site do Polo. O evento é gratuito e as vagas são limitadas.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Curso sobre educação de jovens e adultos seleciona alunos em oito cidades mineiras

Educadores e profissionais que trabalham com a educação de jovens e adultos poderão ampliar conhecimentos sobre a área no curso de aperfeiçoamento em Educação de Jovens e Adultos na Diversidade, oferecido na modalidade a distância em oito municípios mineiros: Confins, Diamantina, Governador Valadares, Itabira, Montes Claros, Teófilo Otoni, Ubá e Uberaba. São 400 vagas, 50 por cidade.

As inscrições para o processo de seleção prosseguem até 31 de maio e devem começar pelo preenchimento do formulário eletrônico, disponível no endereço www.eja.cnt.br. Junto da ficha, deve ser enviada, por meio eletrônico,também a documentação prevista pelo edital do concurso.

Caso haja algum problema no envio virtual, os documentos poderão ser entregues pessoalmente ou enviados por Sedex, dentro do mesmo prazo, para o endereço UFMG/Face/Departamento de Ciências Administrativas – sala 4097, Avenida Antônio Carlos, 6.627, Pampulha, CEP 31270-901 – Belo Horizonte – MG, aos cuidados do professor Antônio Artur de Souza.

Poderão concorrer às vagas candidatos vinculados à rede pública de ensino e à demanda social. A primeira categoria, para a qual são destinadas 300 vagas, inclui profissionais dos ensinos médio e fundamental, técnicos em assuntos educacionais das redes de ensino municipal, estadual ou federal, além de servidores públicos que atuam na área. Na segunda (100 vagas), estão representantes de organizações de defesa de interesses de jovens e adultos, pessoas da comunidade em geral e membros da equipe da coordenação do curso. A distribuição será proporcional por cada um dos locais.

Os candidatos devem ter concluído curso superior e dispor de, pelo menos, 10 horas por semana para dedicação aos estudos, além de saber usar computadores e ter acesso à Internet.

O curso terá carga horária de 200 horas e duração de seis meses, com início previsto para 15 de junho. Organizadas em seis módulos, as aulas abordarão os aspectos pedagógicos, legais e políticos da educação de jovens e adultos.Conheça a estrutura curricular do curso.

Mais informações pelo endereço eja.cnt@gmail.com ou pelos telefones (31) 3409-7259 e 3409-4638.

(Assessoria de Comunicação do Caed/UFMG)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dicionário é registro da cultura do Jequitinhonha

Fonte: Jornal O Tempo (clique aqui)

Foi durante inúmeros dedos de prosa que teve em fazendas, mercados e feiras pelo Vale do Jequitinhonha que a professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carolina Antunes, percebeu que tinha matéria-prima suficiente para um novo projeto. No "Dicionário do Dialeto Rural no Vale do Jequitinhonha", lançado ontem, em evento na universidade, a professora reuniu mais de mil palavras usados pela população local, apresentando seus significados, formas de pronúncia e origens.
"É uma imersão na cultura da região. Nós analisamos as conversas de modo a mostrarmos não só os aspectos linguísticos, mas também os aspectos culturais", conta a professora, que nasceu em Turmalina, no Alto Jequitinhonha.

A busca pelo "jequitinhonhês", diz ela, durou mais de 20 anos. Durante outros trabalhos acadêmicos, ela reuniu histórias orais e algumas escritas, de lendas a poemas e causos regionais.

"Tínhamos muitas histórias já transcritas desde a década de 1980, mas voltamos nelas para examinar melhor. A partir de 2002, tornamos a viajar para completar o material", afirma.

No modo simples com que o povo do Vale se comunica, a professora percebeu influências e misturas diversas. "Acredito que tenha uma influência do Nordeste. Mas a cultura do Vale do Jequitinhonha é híbrida. E, nesse período de levantamento, havia uma mistura. As zonas rurais já tinham escolas e televisão", avalia.
O dicionário traz ilustrações e mapas dos municípios pelos quais a professora e sua equipe passaram.

História. Para Carolina, em breve, essas palavras e expressões podem desaparecer até mesmo das regiões rurais do Jequitinhonha. Com uma modernização e uma urbanização cada vez mais presentes na região, a professora vê, na obra, uma maneira de as gerações futuras conhecerem um pouco da cultura de seus antepassados. "O que a gente tem tentado mostrar é que esse acervo é uma variante da língua, tão boa quanto aquela que se aprende na escola".

No próximo dia 8, o dicionário, vendido pela Editora UFMG a R$ 65, será lançado em Diamantina, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Professora da UFMG organiza dicionário com verbetes do dialeto falado em áreas rurais do Jequitinhonha

Fonte: Boletim UFMG

CAPA_DICIONARIO%20JEQUITINHONHA.jpg“Bom sem base é poder encontrar os amigos para um dedo de prosa. O candeeiro, o fifó ou a lamparina poderão alumiar e lhe mostrar o caminho.” Essa frase, composta de expressões comuns na cultura do Nordeste de Minas, exemplifica a variante linguística apresentada noDicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha, que será lançado este mês no Centro de Memória da Faculdade de Letras da UFMG.

A obra é resultado de estudo do vocabulário da língua falada na zona rural de municípios do Vale do Jequitinhonha, desenvolvido a partir da coleta de dados feita no período entre 1980 e 2000, sob a coordenação de Carolina Antunes, professora aposentada da Fale.

Alguns verbetes foram recolhidos em conversas com a população rural, em mercados e feiras; outros, extraídos de estudos sobre o Vale. Na tentativa de equilibrar a presença de todas as regiões do Jequitinhonha, foram necessários mais de dez anos para chegar ao produto final. De acordo com Carolina Antunes, a pesquisa considerou também dicionários da língua portuguesa, um conjunto de glossários de outras regiões do país, além de pesquisas afins.

Com mais de mil verbetes, o dicionário não se limita a descrever o significado da palavra; ele contempla também todas as informações importantes à compreensão de cada verbete: traz o léxico, apresenta em negrito a forma como é pronunciada no Vale do Jequitinhonha, informa se está ou não dicionarizado, se é datado e se há informação quanto à etimologia.

Outros sentidos
Segundo Carolina Antunes, nem sempre o sentido conferido ao verbete nas comunidades rurais do Vale do Jequitinhonha coincide com o registrado pelos dicionários da Língua Portuguesa, sem contar que também há muitos verbetes inéditos. Em razão disso, para auxiliar na compreensão, todos os termos trazem algum exemplo concreto de uso, a partir das situações em que tais palavras e expressões foram empregadas nas comunidades.

“À preocupação de se registrar o uso efetivo do sistema linguístico nesse período e naquele local determinados subjaz o que se faz não só por gosto pessoal e interesse pela apreensão de saberes veiculados nas histórias locais e regionais, mas também, e principalmente, por acreditar na necessidade de que seja ampliada a visão de informações linguísticas e culturais da/na Língua Portuguesa com base na análise de uma variante linguística pouco considerada”, destaca a professora na apresentação da obra.

Cultura oral
O projeto está ligado às raízes e à trajetória acadêmica da autora, que saiu de Turmalina, cumpriu parte dos seus estudos em Diamantina e recebeu incentivo da Faculdade de Letras da UFMG – tanto durante a formação como na docência no ensino superior – para trabalhar com sua região de origem.

Na avaliação da professora, a obra interessa aos especialistas em linguagem, mas também a qualquer pessoa leiga, uma vez que se destina à leitura, à divulgação e ao diálogo. “Projetos como esse promovem a cultura oral do Vale do Jequitinhonha e valorizam os saberes verbais”, justifica Carolina Antunes.

A obra terá duas sessões de lançamento. A primeira, no dia 30 de abril, às 17h, em Belo Horizonte, no Centro de Memória da Faculdade de Letras (2º andar, ao lado da biblioteca), no campus Pampulha. O segundo evento está marcado para 8 de junho, também às 17h, em Diamantina, no anfiteatro da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, campus I.

(Samuel Quintero/Boletim 1817)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Chica da Silva em trote racista na UFMG causa polêmica nas redes sociais

Duas imagens de um trote de estudantes de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) causam polêmica na internet. Compartilhada no Facebook, uma das fotos mostra um “veterano” segurando uma estudante acorrentada, com a pele pintada e com um cartaz escrito “caloura Chica da Silva”. Em outra foto, estudantes amarram um calouro e fazem saudações nazistas.

Clique aqui para ler reportagem completa.

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Sétima edição do Visões do Vale focaliza ocupação e trabalho no Jequitinhonha

Fonte: UFMG

Conferências, mesas-redondas, lançamento de livros, inauguração de sites e apresentação de 10 trabalhos de pesquisa e extensão por pesquisadores da UFMG, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Unimontes e PUC-MG compõem a programação da sétima edição do seminário Visões do Vale, que será realizada nos dias 8 e 9 de novembro, no auditório 1 do prédio da Face, no campus Pampulha.

Promovido pela Pró-reitoria de Extensão, o Visões do Vale terá como tema ocupação e trabalho. “O objetivo é propor discussões temáticas que abordem as características, problemas e potencialidades do Vale, além de aproximar a comunidade acadêmica, agentes governamentais, lideranças e pessoas da região", resume a pró-reitora adjunta de Extensão da UFMG, Maria das Dores Pimentel Nogueira.

O tema central será abordado na palestra de abertura pela Maria Aparecida Moraes e Silva, do Programa de Pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

Com larga experiência em Sociologia Rural, atuando principalmente com expropriação camponesa, exploração do trabalho, relações de gênero e agricultura, a pesquisadora vai apresentar suas análises sobre a migração dos trabalhadores do Vale do Jequitinhonha, sobretudo para o corte de cana em Ribeirão Preto, fluxo iniciado há mais de 60 anos, e que ela define como "temporário permanente".

"Nessa região, as usinas surgiram nos finais dos anos 1950, desde então com presença maciça dos trabalhadores do Vale, fenômeno que persiste até hoje. Meu foco será a migração permanentemente temporária, na qual a maioria dos trabalhadores vai para o corte de cana ou para outras atividades agrícolas, permanecem lá de abril a dezembro, depois retornam para casa e ficam por um período muito curto, até voltarem para a safra seguinte”, explica Aparecida Moraes.

As inscrições, gratuitas, podem ser feitas até o dia de início do evento pelo email visoesdovale@proex.ufmg.br. Outras informações pelo telefone (31) 3409-4067. A íntegra da programação pode ser conferida aqui.

Leia mais na edição sobre o seminário na edição desta semana do Boletim da UFMG.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Seminário Visões do Vale aceita trabalhos a partir do dia 30

Fonte: UFMG

O seminário Visões do Vale VII recebe, de 30 de agosto a 24 de setembro, inscrições de trabalhos de pesquisa e extensão de diferentes instituições de pesquisa e áreas do conhecimento.

O Seminário, promovido realizado pelo Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha, é realizado desde 2004, reunindo pesquisadores, acadêmicos, agentes governamentais e a população local. O objetivo é compartilhar diferentes pontos de vista acerca de questões importantes para esta região do norte de Minas, propondo discussões temáticas que abordem suas características, problemas e potencialidades.

Com o tema Vale do Jequitinhonha: ocupação e trabalho o evento chega à sua sétima edição, marcada para os dias 8 e 9 de novembro, no campus Pampulha. Mesas-redondas e comunicações orais de trabalhos compõem a programação. Cada candidato, ou grupo, pode inscrever mais de um trabalho. Os resumos dos trabalhos devem ser enviados para o e-mailvisoesdovale@proex.ufmg.br.

O resultado da seleção será informado no dia 8 de outubro por meio de e-mail aos candidatos escolhidos, que, a partir dessa data, terão até 20 de outubro para apresentar as versões completas dos trabalhos.

Mais informações pelo telefone (31) 3409-4067, ou acesse o site do Polo Jequitinhonha.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tarifa Zero em Diamantina

Fonte: Tarifa Zero – Texto publicado no dia 18/07/2012.

É  uma experiência temporária. Começou nesta segunda, dia 16 de julho, e vai durar apenas dez dias, durante a realização do 44º Festival de Inverno da UFMG, que neste ano tem como tema “O Bem Comum”. Ainda que curta, essa experiência mostra, na prática, que o transporte público pode funcionar de maneira totalmente diferente.

Na cidade de Diamantina, Minas Gerais, o serviço de transporte é extremamente precário, como ocorre em várias cidades brasileiras. Aqui quase não há ônibus – dizem que há, mas é possível passar horas de pé num ponto sem ver nenhum ônibus passar. Diante dessa situação e inspirados nas ideias de Lúcio Gregori como secretário de Transportes em São Paulo, no começo dos anos 1990, os professores dos cursos de Arquitetura e de Design da UFMG Roberto Andrés e Wellington Cançado (apelidado como Low), criaram um pequeno sistema de transporte alternativo para funcionar durante os dias de festival.

Dois micro-ônibus de 27 lugares e duas vans de 14 lugres, cedidos pela universidade. Os veículos fazem um trajeto circular todos os dias, entre 8h e 19h, passando a cada trinta minutos por nove pontos estratégicos da cidade, sem cobrar nada por sua utilização. Todos os pontos possuem um mapa com o trajeto do ônibus, seus pontos de parada e uma tabela com os horários em que os ônibus passam em cada ponto. Esse mesmo material informativo foi largamente distribuído e cada um de nós pode tirar essa tabela do bolso a qualquer momento e se programar para pegar o próximo ônibus. O mais bacana é que todo esse sistema precisou de apenas um dia para funcionar: Low e Roberto fizeram o trajeto algumas vezes com os motoristas, calcularam os tempos de percurso e de parada, e montaram a tabela.

Quando eles apresentaram a ideia algumas pessoas estranharam e disseram coisas como “Mas vai poder entrar todo mundo?” “Vai ter que usar crachá do festival?” “Se for de graça vai encher e vai ficar todo mundo andando o dia inteiro por aí!”. Não por acaso, esses comentários são bem parecidos com as críticas que Lúcio e equipe ouviram ao propor a gratuidade na cidade de São Paulo. Na prática, até o momento a maior parte dos usuários são as pessoas que vieram para Diamantina especialmente para participar do festival e que realizam trajetos curtos (como subir uma ladeira), mas aos poucos a população local está aproveitando o sistema. Os irmãos Luan e Lucas e seu amigo Raimundo, moradores do bairro Palha, periferia de Diamantina, são os mais animados usuários. Estão indo para partes da cidade onde não costumam ir e chegam a passar horas circulando, demonstrando que deslocamento pode sim ser lugar também (e não apenas a passagem de um ponto a outro).

Clique aqui para saber mais sobre essa experiência e a proposta do Tarifa Zero.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Seminário de economia de Diamantina apresenta estudos que têm Minas Gerais como objeto de reflexão

Fonte: UFMG

XV Seminário sobre Economia Mineira - Diamantina 2012Estão abertas as inscrições para o Seminário sobre Economia Mineira, que a UFMG realiza de 28 de agosto a 1° de setembro.

Também conhecido como Seminário de Diamantina, o evento, que completa 30 anos, reúne estudiosos que têm Minas Gerais como objeto de reflexão, para discussão de temas de economia, história, demografia e políticas públicas. Serão realizadas mesas-redondas, compostas por pesquisadores convidados, e sessões temáticas organizadas com base em trabalhos selecionados.

Âmbito internacional
Desde sua primeira edição, o Seminário de Diamantina privilegiou a discussão de assuntos relacionados a Minas, mas o evento também incorporou à sua programação o debate sobre diversos aspectos da realidade nacional e internacional, além de questões teóricas e metodológicas relevantes. Nas últimas edições, o Seminário contou com a participação de número expressivo de convidados internacionais.

As centenas de trabalhos apresentados ao longo de três décadas estão disponíveis no site do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Cedeplar).

Segundo os organizadores do evento, tais pesquisas têm servido como subsídio para políticas públicas e contribuído com o avanço do conhecimento acerca de aspectos relevantes sobre a realidade regional mineira e nacional.

As inscrições podem ser realizadas aqui. Para outras informações pelos telefones (31) 3409-7084 e 3409-7133 ou pelo endereço seminários@cedeplar.ufmg.br.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

‘Direitos humanos e cidadania LGBT’ é tema de seminário no Vale do Jequitinhonha

Fonte:  Assessoria de Imprensa da UFMG (clique aqui)

A Pró-reitoria de Extensão (Proex) da UFMG, por meio do Núcleo de Direito Humanos e Cidadania LGBT (Nuh), realiza nos dias 22 e 23 de junho, em Itaobim, o III Seminário LGBT do Vale do Jequitinhonha. Esta edição, que tem por tema Direito Humanos e Cidadania LGBT, pretende gerar propostas, a partir da realidade local, para que os aparelhos públicos possam combater a exclusão dos homossexuais, garantido seus direitos. O debate será empreendido por pesquisadores, representantes governamentais, ativistas, profissionais de saúde e educação de diversas cidades da região e pela população local durante as mesas redondas e grupos de trabalho. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas na hora do evento.

O seminário conta com apoio do programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha e da Prefeitura de Itaobim, por intermédio das secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

Confira a programação.

Outras informações pelo telefone (31) 3409-6287 ou pelo email educacaosemhomofobia@gmail.com.

Serviço
III Seminário de Direitos e Cidadania LGBT do Vale do Jequitinhonha
Data: 22 e 23 de junho
Local: Dia 22, Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) - Av. São Roque, 872, bairro Santo Antônio / Dia 23, Escola Municipal Pedra Verde - Rua da Bahia, 465, Centro
Horário: Dia 22, 07h30 às 17h / Dia 23, 07h30 às 12h
Informações: NUH (31) 3409-6287 / educacaosemhomofobia@gmail.com
Inscrições gratuitas, na hora do evento.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

II Fórum da Mulher do Jequitinhonha

Fonte: Proex UFMG

Amanhã, 24 de maio, e na sexta-feira, 25, acontecerá, na cidade de Itaobim,o II Fórum da Mulher do Jequitinhonha. O evento constitui-se como um espaço para debate e reflexão sobre a realidade, conflitos e vivências da mulher do Vale, além de contribuir para o fortalecimento dos movimentos femininos na região. O encontro reunirá grupos de mulheres e movimentos sociais que atuam nas cidades que compõem o Vale do Jequitinhonha.

O II Fórum da Mulher do Vale será composto por mesas que tratarão de temas como, por exemplo, a "participação e o controle social feminino" e"Comunidades Tradicionais: identidade e diversidade". Nesse sentido, durante os dois dias, haverá palestras nos turnos da manhã e tarde, com representantes de Universidades, setores públicos e movimentos femininos do vale.

Entre os convidados estão a Coordenadora do Fórum Intergovernamental de Igualdade Racial e Assessora para Assuntos Federativos da SEPIR, Maria do Carmo Ferreira da Silva; a Professora do Departamento de Ciências Políticas da UFMG, Marlise Matos e Flávia Roberta Barbosa Fróis, representante do Conselho da Mulher do município de Capelinha, ambas debaterão a participão e controle social feminino; A Pró-reitora Adjunta de Extensão e Coordenadora do Programa Polo Jequitinhonha, Maria das Dores Pimentel Nogueira; Aderval Costa Filho, Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMG; Sanete Esteves de Souza, da Secretaria Nacional dos Quilombolas, dentre outros.

Ao final do primeiro dia do evento, haverá a leitura da Carta da Mulher do Jequitinhonha, lançamento do Álbum da Mulher e exibição de fotos das mulheres do vale. No dia 25, fechando o Fórum, está previsto, a criação do Conselho da Mulher nos municípios do Vale do Jequitinhonha, coordenado por Marlise Matos, do Departamento de Ciências Políticas da UFMG.

O Fórum é gratuito, aberto à população e será realizado na Associação Atlética Banco do Brasil - AABB Itaobim. Os interessados deverão efetuar a inscrição no dia do evento, na AABB, localizada à Av. São Roque, 872, bairro Santo Antônio, Itaobim.

O II Fórum da Mulher do Jequitinhonha é realizado pela Pró-reitoria de Extensão (Proex), Programa de Extensão Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha, pela Prefeitura Municipal de Itaobim e pela Fundação de Arte de Ouro Preto - FAOP.

Confira aqui a programação completa!

Mais informações pelo telefone (31) 3409-4567 ou pelo e-mail polojequitinhonha@proex.ufmg.br

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terça-feira, 1 de maio de 2012

UFMG realiza II Fórum da Mulher do Jequitinhonha

Fonte: Blog do Banu

Nos dias 24 e 25 de maio, quinta e sexta-feira, acontecerá o II Fórum da Mulher do Jequitinhonha, realizado pela UFMG/Polo Jequitinhonha, na cidade de Itaobim, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas. O evento tem o apoio da Prefeitura Municipal.
O I Fórum da Mulher do Jequitinhonha aconteceu o ano passado na cidade de Baixo Jequitinhonha.

Este encontro tem em sua programação várias conversas e ações, entre elas, o lançamento do Álbum da Mulher e também o encaminhamento da carta redigida no primeiro fórum.

Foram convidadas para abertura a Ministra de Políticas para Mulheres, Eleonora Minicucci, como também a coordenadora do Fórum Intergovernamental de Igualdade Racial e Assessora para Assuntos Federativos da SEPIR, Maria do Carmo Ferreira Silva, a Cacá, ex-prefeita de Araçuaí.

Grupos e associações de mulheres do Vale estão convidadas para apresentarem suas experiências de geração de renda e ações de sustentabilidade. Em meio a tudo isso, o evento tem o objetivo de  cantar, dançar, conversar e apresentar protestos e desejos de mudanças que ampliem e fortaleçam os espaços da mulher .

De grande importância será o foco dos trabalhos do Fórum deste ano: discussão e encaminhamentos para a criação de “Conselhos de Mulheres”,  nos municípios do Vale.

A coordenação é feita por Maria Alice Braga e Maria das Dores Pimentel Nogueira, a Marizinha, da UFMG..

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
1 – Alto e Médio Jequitinhonha – Haverá um ônibus que fará percurso de Turmalina a Itaobim no dia 23/05/12 – A agenda e roteiro do ônibus está sendo construída conforme a demanda das cidades. Serão para cada cidade 05 vagas para participantes do Fórum.
2 – Baixo Jequitinhonha – Estamos providenciando um ônibus que sairá de Almenara e passará pelo município de Jequitinhonha no dia 24 pela manhã, (as informações finais: local e horário de saída serão informadas posteriormente) – as vagas serão preenchidas conforme inscrições das participantes pelo email: braga.mariaalice@yahoo.com.br ou telefone 031.99420723 3
3 – Em Itaobim as participantes terão alojamento, alimentação e deslocamento por conta da prefeitura local. Solicita-se que levem colchão e roupas de cama e banho.
4 – Em anexo enviamos –lhe a programação do Fórum 2012. [ Infelizmente essa programação não chegou em nossas mãos, mas assim que chegar postaremos aqui]
5 – Qualquer dúvida entre em contato com Dulcinea – PROEX – UFMG no telefone 031. 3 409.4062, ou Maria Alice Braga no tel 031 9942-0723 ou 8455-7430.