segunda-feira, 10 de junho de 2013

Palestra na UFVJM: Motores de Combustão Interna - avanços e tendências

A apresentação consiste em uma breve explanação sobre o funcionamento de motores de combustão interna (MCI) e seus componentes principais. Após a introdução serão mostrados alguns exemplos de avanços realizados ao longo dos anos, modificações em coletores de admissão, ponto variável de abertura  e fechamento das válvulas, funcionamento de motores de injeção direta, e outros. Todas essas modificações e implementação de novas tecnologias estão sempre ligadas a um objetivo: aumentar a eficiência térmica dos MCI. Por fim, serão apresentadas algumas tendências nessa área que é muito competitiva e extremamente fascinante.

Data e local: Anfiteatro Campus 1, sexta-feira (14/06),17:30.

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domingo, 9 de junho de 2013

História do “Dr. Inglês”, John Dayrell, avô de Helena Morley (MInha Vida de Menina)

Fonte: Santa Casa de Caridade de Diamantina

Para situarmos bem essa extraordinária saga do médico John Dayrell e da Santa Casa de Diamantina, vamos fazer aqui um histórico de como tudo começou:

O médico John Dayrell, formado em Medicina em Londres, no ano de 1830, veio para o Brasil, trazido pela mineradora anglo-brasileira, a “Companhia de Cocais”’ e se instalou inicialmente na Vila Imperial de Cocais, onde trabalhava como médico.

Por motivos de saúde, em decorrência do clima frio e úmido  dessa região, resolveu se transferir para a região mais ensolarada de Diamantina, em 1836, com sua família. Nessa época, a  “Casa de Caridade de Diamantina”, que fora fundada em 1790,  já estava em plena atividade e o Dr. John Dayrell teve aí a sua acolhida, como profissional médico.

No ano seguinte, em 1837, o Dr. John Dayrell já parecia estar integrado à Casa de Misericórdia e à cidade de Diamantina, fazendo parte da “Confraria da Casa de Caridade”, uma Instituição de Irmãos Benfeitores e Amigos da Casa, conforme atesta o documento abaixo, com sua inscrição de no. 107     

Insrição de John Dayrell, como Irmão da Confraria da Casa de Caridade, em 1837
Biblioteca Antônio Torres, Diamantina, Relatório da Administração 1870 a 1874, pag. 22

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Por anos e anos, o Dr. John Dayrell exerceu seu sacerdócio de médico na Casa de Caridade, como simples médico, sendo querido por todo o povo da cidade. Conforme pesquisa que realizamos em todos os livros e documentos arquivados na Santa Casa, o Dr. John Dayrell nunca  assumiu qualquer posto de supervisão ou de direção na casa, nem assinou qualquer documento ou pareceres médicos. Fato esse que só pode ser explicado por sua condição de protestante convicto, que não condizia com a orientação ali exercida pela Igreja local e pelos religiosos da época, sob a orientação  do bispo D. João Antônio dos Santos. Era conveniente que  Dr. John Dayrell não ficasse muito em evidência!...

Mesmo nessa condição, quando ocorreu a seu falecimento em 1884, o povo de Diamantina, em reconhecimento ao seu trabalho, à sua caridade e à sua ligação com a “Casa de Caridade”, não deixou de registrar em grande estilo esse fato!  As Igrejas ( católicas! ), por exigência do povo,  fizeram dobrar os sinos e, como ele não podia ser enterrado no “Campo Santo” por sua condição de protestante, o povo exigiu que ele fosse sepultado em frente à “Casa de Caridade”, no meio da rua!  Estava aí sua indelével ligação com a “Casa de Caridade” e o povo simples da cidade!

Esses fatos, estão narrados no célebre Livro “Minha Vida de Menina”, traduzido no mundo inteiro e transformado até em filme, e que foi escrito em forma de diário por sua neta Alice Dayrell Caldeira Brant, sob o pseudônimo de “Helena Morley”, na época, com 15 anos!

Abaixo o relato do que ocorreu nesse dia :

(Helena Morley : " Minha Vida de Menina " - 09 / nov / 1893)
" . . .Meu avô não foi enterrado na igreja porque era protestante; foi na porta da Casa de Caridade ( Santa Casa ) e até hoje se fala nisso em Diamantina. Quando ele estava muito mal, os padres, as irmãs de caridade e até o Senhor Bispo, que gostavam muito dele, pelejaram para ele se batizar e confessar, para poder ser enterrado no sagrado. Ele respondia : " Toda terra que Deus fez é sagrada ". O vigário não quis deixar dobrar os sinos, mas os homens principais de Diamantina foram às igrejas e fizeram dobrar os sinos da cidade o dia inteiro. Ele era muito caridoso e estimado. Quando o doente não podia, ele mandava os remédios, a galinha e ainda dinheiro. A cidade inteira acompanhou o enterro. Quando ele morreu eu era muito pequena e até hoje se fala em Diamantina na caridade do Doutor Inglês, como todos o chamavam. Um homem assim, pode estar no inferno ? . . . "

O local exato onde o Dr. John Dayrell foi enterrado, fica ali em frente à Capela da Santa Casa, onde existe hoje uma espécie de canteiro de plantas, no meio da rua.

Em 1984 - centenário da morte de John Dayrell - na gestão do Prefeito Sílvio Felício dos Santos, a Prefeitura de Diamantina precisou nivelar e alargar a rua da Santa Casa, o que implicou em uma NOVA alocação da tumba onde estavam seus restos mortais, bem em frente à Capela.  Foi decidido que essa nova tumba, seguindo a tradição histórica do fato e a ligação do “doutor inglês”  com a Santa Casa, deveria ficar ali mesmo, junto ao primeiro degrau que dá acesso à Capela da Santa Casa.

Houve uma solenidade pública promovida pela Prefeitura, com a presença de Dirigentes da Santa Casa, convidados da Família Dayrell e de várias autoridades.

O Dr.José Aristeu de Andrade, emérito médico da Santa Casa, como o foi o “doutor inglês”, há dois séculos atrás, foi  designado para coordenar essa exumação. Segundo seu relato, foram encontrados apenas parte do crânio, uma tíbia de tamanho menor ( confirmando a descrição dos antigos de que John Dayrell era de estatura pequena), alguns pedaços de tecido preto e alguns cabelos brancos. Esse material foi colocado em uma urna e depositado na nova tumba, ao nível da rua agora retificada, exatamente em frente à Capela da Santa Casa de Caridade. A lápide original, onde existia o nome quase apagado de John Dayrell, sofreu avarias nessa operação, mas foi colocada cobrindo a nova sepultura, com os devidos remendos. Nela, não existiam mais quaisquer vestígios do nome de John Dayrell.

O túmulo de John Dayrell, após a exumação acima descrita ( 1984 )

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Sempre foi um desejo nosso, colocar uma nova lápide nesse local, registrando a identificação de nosso patriarca, ( que foi apagada com o tempo ), com o objetivo de prestar-lhe uma homenagem, como também à Santa Casa  e  preservar um fato histórico da cidade de Diamantina, praticamente desconhecido por quase todos, inclusive pelas pessoas que frequentam a Santa Casa.

Após algumas tentativas frustradas, obtivemos a autorização da Direção da Sta. Casa e  o apoio e o incentivo do emérito Dr. José Aristeu de Andrade, um médico que também tem dedicado grande parte de sua vida à Santa Casa  (mais de 50 anos ! ), repetindo a "missão sacerdotal" de "alimentar a alma e restaurar a vida", como fazia ali mesmo, há quase dois séculos, nosso patriarca, o "doutor inglês".

No final de agosto / 2007, alguns descendentes do Dr John Dayrell,  Márcio Dayrell Batitucci, Marcelo Dayrell Batitucci e o comandante Geraldo Dayrell Gott,  com a autorização da Direção da Santa Casa e a prestimosa ajuda do Dr. José Aristeu, conseguimos finalmente concretizar esse sonho, instalando no local, uma nova lápide, com a identificação básica de nosso patriarca, Dr. John Dayrell, o  “doutor inglês”.

Marcelo, Geraldo, Dr. José Aristeu e Márcio, em frente à tumba de John Dayrell, com a nova lápide instalada em  2007.

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Como pode ser observado, o Dr. José Aristeu teve o cuidado de  instalar a nova lápide identificatória, no mesmo local da antiga lápide, com uma pequena saliência em suas laterais, no pressuposto de que os motoristas respeitassem esse local e não passassem seus carros por cima da lápide. O que não aconteceu !

Abaixo,   o Texto identificador da nova lápide, na tumba de John Dayrell
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Em Dezembro de 2007, ainda com a autorização da Direção da Sta. Casa e a prestimosa ajuda do Dr. José Aristeu de Andrade, conseguimos "entronizar" na Galeria de Fotos da Capela da Santa Casa, uma foto de nosso patriarca John Dayrell, como mais uma homenagem ao seu dedicado trabalho de médico, nessa Instituição. A foto está colocada ao lado de outras pessoas ilustres, também ligadas à Santa Casa de Caridade.

Parte da Galeria de Fotos da Capela, com a foto de nosso patriarca John Dayrell
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Ao alto, o Conde de Ipanema. Abaixo, a Irmã Jardim, D. Serafim Gomes Jardim ( Arcebispo na década de 1930 ), Alexandre Diniz Mascarenhas e John Dayrell

Estamos muito gratificados por ter a foto-lembrança de nosso patriarca John Dayrell, exposta no local onde ele, por tantos anos, " alimentou a alma e restaurou a vida " do povo mais humilde de Diamantina ( Hino da Família Dayrell ).

Esses, em resumo,  são os fatos e dados que estão relacionados com essa singular particularidade, envolvendo a Santa Casa, com um de seus ilustres médicos, estando enterrado bem em frente a escadaria da Capela.

sábado, 8 de junho de 2013

Frei Chico lança dicionário com 8,5 mil verbetes sobre a religiosidade popular brasileira

Fonte: Estado de Minas (clique aqui)

 (Lira Marques/divulgação)Em 1967, quando frei Chico veio da Holanda para o Vale do Jequitinhonha, aquela região de Minas Gerais era considerada um dos três lugares mais pobres do mundo. Diante de tanta miséria, o holandês descobriu riqueza cultural sem precedentes. “Aquilo deu sentido à minha permanência no Brasil”, revela o frade franciscano. Em seus 10 anos como pároco da diocese de Araçuaí, ele contabilizou 15 mil folhas de registros da cultura do povo relacionada à fé e à experiência espiritual. Somado a pesquisas realizadas na Europa, esse vasto material foi a base de um ambicioso projeto, o Dicionário da religiosidade popular: cultura e religião no Brasil. Com 1.150 páginas, a obra de referência chega agora ao público, reunindo 8,5 mil verbetes, 6 mil notas de rodapé e 350 ilustrações.

Lançado pela Editora Nossa Cultura, o livro surgiu por acaso na vida de Francisco van der Poel, o popular frei Chico. “Para poder servir, havia de conhecer aquele povo”, resume ele. A inspiração veio do canto de Filó, a cozinheira da casa paroquial, em Araçuaí. Era algo belo e incomum. “Filó gostava de cantar e resolvi gravar as músicas em fitas cassete, as mesmas que serviram para o repertório do Coral dos Tangarás. Há 43 anos, tive a honra de fundar o grupo, que continua até hoje”, orgulha-se ele.

As viagens a municípios da região de Araçuaí – “em lombo de burro velho, nos fins de semana” – trouxeram novas descobertas. A amizade com a ceramista Maria Lira Marques está entre elas. “Lira abriu as portas da sabedoria popular para mim, o estrangeiro que acabara de chegar”, conta o religioso. Frei Chico viveu 10 anos naquela região. Nesse período, cuidou de registrar as peculiaridades do povo simples com olhar antropológico e visão humanista. “Quando cheguei a Araçuaí, tudo era tão diferente da minha terra, a língua, a cultura, a maneira de tratar as doenças... Ouvia aquela gente se referir a problemas de saúde como carne quebrada, vento virado, espinhela caída e mau-olhado. Comecei a ficar curioso”, diz frei Chico. Cada nova descoberta dava origem a uma anotação.

O Dicionário da religiosidade popular: cultura e religião no Brasil reúne essas descobertas. “Não tinha parâmetro para ele, não há outro livro parecido. Precisei inventar uma fórmula. Coloquei, por exemplo, todo o depoimento do povo – entrevistas, cantos e histórias – em itálico para o leitor perceber onde está a parte mais importante”, informa. À medida que o projeto ganhou consistência, o frade percebeu que em Minas não havia pesquisadores com interesse semelhante. A certeza do pioneirismo do dicionário se confirmou depois da aproximação de Chico com o folclorista Câmara Cascudo e com Carlos Rodrigues Brandão, antropólogo da Universidade de Campinas (Unicamp), responsável pela introdução do livro.

Inicialmente, frei Chico pensou em escrever um manual da religiosidade popular. Tentou esboçar algo nessa linha, mas concluiu que não seria possível sintetizar cultura tão vasta. Assim surgiu o dicionário. “A função do dicionarista não é resolver problemas, mas registrar. Aprendi que não é a lógica que manda, mas o bom senso e a busca de coerência. Preocupei-me não em fazer uma síntese, mas algo orgânico”, detalha. A intenção é conduzir o leitor por uma espécie de viagem rumo ao universo do povo. “As pessoas começam a ler e, de repente, já estão com os 10 dedos no dicionário, marcando links de interesses”, afirma.

Nos últimos 40 anos, frei Chico pesquisou dentro e fora do país assuntos ligados à cultura e fé popular. Chegou à Europa, vasculhou antigos arquivos de Portugal em busca de pistas que pudessem elucidar questões ligadas aos saberes do povo humilde do Vale do Jequitinhonha. “Consultei livros de história, de farmacopeia medieval e até de bruxaria. Reuni 2 mil volumes. Quando concluí o dicionário, doei esse material para a biblioteca da PUC Minas, em Belo Horizonte”, informa o frade.

A pesquisa demorou, mas o livro ficou do jeito que frei Chico sonhou. “Continuo dizendo: o resultado é apenas o começo do princípio de alguma coisa”, garante ele. “Passei por uma reciclagem de ideias. Deparei-me com saberes marcantes e eles mudaram a minha noção de historiografia, a maneira de me relacionar com Deus e com o próprio significado da palavra cultura.” Não é à toa que os verbetes preferidos dele explicam o significado de simples e de sabedoria.

DICIONÁRIO DA RELIGIOSIDADE POPULAR: CULTURA E RELIGIÃO NO BRASIL
De Francisco van der Poel (frei Chico) Ilustrações: Lira Marques. Editora Nossa Cultura, 1.150 páginas, R$ 290
Informações:
www.nossacultura.com.br
Frutos da terra

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Capa (14)O dia 28 de maio poderá ser considerado como o verdadeiro início da gestão do novo prefeito de Diamantina. Depois de quatro semanas de sua investidura no mais importante cargo do município, Paulo Célio dá os primeiros passos de uma administração cuja maior e mais desafiante missão será juntar os cacos de uma prefeitura endividada, atolada em pantanoso labirinto de vícios e condutas irregulares e nunca, provavelmente, em seus 175 anos de municipalidade, tão profundamente desacreditada.

Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 617, 08 de junho de 2013

Assinatura da Voz de Diamantina

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Quincas: 38-3531-3129 e 8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com

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*A partir da tarde das sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B

Biquini em Diamantina

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Frei Chico lança o livro 'Dicionário da religiosidade popular' em Diamantina

Fonte: Estado de Minas (clique aqui)

O 'Dicionário da religiosidade popular: cultura e religião no Brasil' (Nossa Cultura), escrito nos últimos 40 anos pelo frade Francisco van der Poel, mais conhecido como Frei Chico (foto), finalmente chega a público. Com 1.150 páginas, 8,5 mil verbetes, 6 mil notas de rodapé e 350 ilustrações, o livro será lançado hoje, em Diamantina.

A sessão de autógrafos foi marcada para as 20h30, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), durante a 2ª Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão. O livro será lançado em Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. Informações:www.religiosidadepopular.uaivip.com.br.

Festival de curtas no Teatro Santa Izabel

Itinerância -14º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte - 21 a 23 de junho de 2013 - Teatro Santa Izabel - Diamantina - ENTRADA GRATUITA

Conselho Fiscal aprova prestação de contas da Santa Casa/2012

 

parecer fiscal

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Festival de História abre inscrições para a edição 2013

 

As inscrições para o Festival de História, o fHist, estão abertas e podem ser feitas exclusivamente pelo seu site oficial, em www.festivaldehistoria.com.br. Primeira e única festa literária com foco em temas históricos do Brasil, a segunda edição do fHist acontecerá em Diamantina entre os dias 19 e 22 de setembro, oferecendo uma diversificada programação aos participantes. A Tenda da História, por exemplo, receberá mais de 50 consagrados historiadores, escritores e jornalistas para um debate franco e aberto com o público em conferências e mesas redondas que terão como eixo temático as "Histórias não contadas".

Com este mote, a curadoria do fHist, que é coordenada pela educadora Pilar Lacerda, pela historiadora Júnia Furtado e pelo jornalista Lucas Figueiredo, pretende trazer à tona novos e inéditos olhares sobre fatos da História do Brasil, desde o período colonial até a atualidade. Temas como os dos povos indígenas, das guerras brasílicas, da diáspora africana, da Inconfidência Mineira, dos anos de chumbo durante o regime militar e do direito à memória e à verdade, entre outros, ganharão vida nas 14 mesas da Tenda da História da Praça Doutor Prado, cujos passaportes para ingresso custam R$ 30 para estudantes, R$ 60 para professores e R$ 90 para as demais categorias.

Além da Tenda, o Festival contará com uma extensa programação gratuita. No histórico Mercado Velho, as Arenas Digitais, a Feira de Livros e os lançamentos com prosa com os autores; e no charmoso Teatro Santa Izabel a Mostra de Cinema e as Oficinas de História. Shows e espetáculos ganharão também as ruas e praças da bela cidade, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial, bem como a exposição do caminhão-museu Sentimentos da Terra, do Projeto República da UFMG.

Apresentado pelo Ministério da Cultura, a segunda edição do fHist conta com diversos parceiros, entre os quais o IPHAN, três universidades (UFMG, UFVJM e UEMG), a Fundação SM, a Biblioteca Nacional e a Prefeitura de Diamantina. O evento é coordenado pela Nota Comunicação e pela Stratégia e tem o patrocínio do Itaú-Unibanco e apoio cultural do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Câmara pode aprovar esta semana a criação de mais 800 municípios em todo o país

Fonte: Estado de Minas e Blog do Banu

O projeto que cria novas regras para criação, fusão e desmembramento de municípios entra na pauta de votação da Câmara dos Deputados nesta semana. Arquivado há mais de uma década nas assembléias legislativas, em torno de 800 pedidos de emancipação feito por distritos podem agora ser atendidos poderá agora ser aprovado pelos deputados federais.

Clique aqui para continuar lendo.

Confira a lista dos distritos que pretendem emancipar no Vale do Jequitinhonha, Mucuri e norte de Minas:

Vale do Jequitinhonha
Araçuaí - Engenheiro Schnoor
Berilo - Lelivéldia
Bocaiúva -  Engenheiro Dolabela
Caraí - Ponto do Marambaia e Maranhão

Diamantina - Inhai - Senador Mourão
Grão Mogol - Barrocão
Itinga - Travessão e Jacaré

Minas Novas - Lagoa Grande, Cruzinha

Novo Cruzeiro - Queixada

Rio Pardo de Minas - 18 comunidades rurais na divisa com Taiobeiras  querem se tornar um municípío

Rio Vermelho - Pedra Menina e Santa Cruz da Aparecida

Salinas - Nova Matrona

Vale do Mucuri
Teofilo Otoni - Frei Gonzaga e Mucuri

Nanuque - Vila Pereira

Belo Oriente - Cachoeira Escura

Itambacuri - Frei Serafim e Guarataia

Norte de Minas

Montes Claros - Aparecida do Mundo Novo, São Pedro da Garça e Santa Rosa de Lima

Janauba - Barreiro da Raiz e Quem-Quem

São Francisco - Icarai

Claro dos Poções - Vista Alegre

Varzea da Palma - Guaicui

São João Evangelista - Euxenita

Monte Azul - Otinolandia

São João da Ponte - Condado do Norte e Olimpio Campos

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bombeiros resgatam fêmea de veado catingueiro presa em banheiro de comércio em Diamantina

Fonte: Jornal O Tempo (clique aqui)

Veado DiamantinaO Corpo de Bombeiros de Diamantina, na região central de Minas, resgatou, um veado catingueiro adulto, fêmea, que ficou presa no banheiro de um comércio da cidade,  no último sábado (1). De acordo com os militares, o comércio fica próximo a uma reserva ambiental da cidade e o animal foi parar no local depois de fugir de uma perseguição de cães.

Com equipamentos apropriados, os militares conseguiram capturar o animal sem ferimentos. Ele foi entregue à Polícia Ambiental, que ficou responsável em soltar o animal silvestre em seu ambiente de origem. O animal está ameaçado de extinção pela caça  e pela perda de seu habitat natural.

Cidades do Vale do Jequitinhonha se unem para construir canil

Fonte: capelinha.net e Blog do Banu

Para os prefeitos , a construção de um único canil para atender a demanda das três cidades foi a melhor solução encontrada para resolver o problema da cachorrada sem dono espalhada pelas ruas

Angelândia, Capelinha e Água Boa no Vale do Jequitinhonha (MG) estão sofrendo com a situação de cães soltos pelas ruas. Os animais não possuem donos e permanecem nas ruas  causando transtornos com o lixo, o trânsito e a possibilidade de ataque aos transeuntes.

Visando solucionar a questão,  os prefeitos Thiago Pimenta de Angelândia, Zezinho da Vitalina de Capelinha, Elimárcius de Água Boa, firmaram uma parceria para a construção de um canil,  já que, segundo eles, trata-se de um problema comum das três cidades.

A reunião realizada na terça-feira (28) em Capelinha,  contou com a participação do promotor da Comarca,  Cristiano Moreira.

O acordo, respaldado pelo Ministério Público da Comarca de Capelinha, prevê a construção do canil em área que facilite e encurte a distância para o transporte de cães soltos pelas ruas das três cidades consorciadas. Além disso, a construção do canil através de parceria,  possibilitará o rateio dos gastos com a obra, gerando economia e benefícios aos três municípios.

A previsão é que o canil seja construído no distrito de Resplendor, povoado na divisa de Água Boa e Capelinha, sendo uma escolha dos próprios prefeitos.

Para os prefeitos , a construção de um único canil para atender a demanda das três cidades foi a melhor solução encontrada para resolver o problema e eliminar o risco de ataques ou doenças, proporcionar tratamento e alimentação aos animais e garantir maior segurança e tranquilidade aos moradores das três cidades.

O Prefeito de Angelândia, Thiago Pimenta, acredita que a melhor alternativa para o desenvolvimento dos municípios é a união.
"É preciso uma aliança entre os municípios, para que vejamos quais são os problemas que temos em comum, e buscar uma forma conjunta de minimizar custos e  resolve-los." – disse ele.

 

Sarau com poetisa Elenice Velosos no Meio Tom

domingo, 2 de junho de 2013

Programação de Eventos Especiais do Núcleo de Filosofia e História da Física-Matemáica para junho de 2013

Dia 04/06 - A Construção do Canal do Panamá - Exibição de vídeo detalhando a construção de uma das maiores obras de engenharia do planeta. O vídeo tem aproximadamente 25 min e será exibido em duas sessões seguidas: a primeira, às 19 h em espanhol e a segunda às 19:30 h em inglês, ambas sem legenda.

Dia 12/06 - O NUFIHM também é amor! - Exibição do filme "Huckabees, a vida é uma comédia". Trata-se de uma comédia independente que conta com um elenco milionário cuja trama gira em torno da investigação de coincidências que podem ser a chave para o segredo da vida. O filme tem aproximadamente 1h:20min de duração e a sessão começa às 19 h, dublado (em português).

Dia 18/06 - Como o tempo é relativo, vamos comemorar só agora o Dia do Físico! - Exibição do filme/documentário "Einstein e Eddington" que conta a história de como a teoria da relatividade de Einstein foi comprovada por Eddington durante a 1a. guerra mundial. A exibição será em inglês com legendas em português e tem a duração aproximada de 1h:20min. A sessão terá início às 19 h.

Todas as exibições são abertas a comunidade diamantinense e acontecerão no Anfiteatro do Campus I. Haverá distribuição posterior de certificados de participação, pois tratam-se de eventos registrados na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC).

Perfil dos usuários das ESF´S de Diamantina - MG, percepção sobre APS

Autoras: Fabiana Angélica de Paula, Cristhiane Carvalhais Reis Silva, Delba Fonseca, Renata Aline Andrade 

Introdução: A Atenção Primária a Saúde (APS) é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde, constituindo o primeiro elemento de um processo de atenção continuada à saúde. É definida através de seus atributos essenciais e por seus princípios derivados, sendo esses atributos um instrumento para medir a qualidade dos serviços de saúde.

Objetivos: Avaliar o perfil dos usuários das Estratégias de Saúde da Família (ESF) em Diamantina/MG e a percepção sobre a APS.

Metodologia ou Descrição da Experiência: Estudo transversal em uma amostra aleatória estratificada e proporcional, realizada com 660 indivíduos acima de 20 anos cadastrados em 07 Equipes de Saúde da Família da zona urbana. Os dados foram coletados nos meses de janeiro a agosto de 2012, por meio do instrumento validado no Brasil, Instrumento de Avaliação da Atenção Primária na versão adulta (PCATOOL). Os dados foram digitados e analisados de forma descritiva pelo programa SPSS, versão 20.0.

Resultados: : Dos 615 questionários, 35,4% (218) relataram utilizar outros serviços de saúde e 64,6% (397) utilizam a ESF quando necessitam de atendimento de saúde. Destes, 70,7% (277) são do sexo feminino e 29,3% (120) do sexo masculino. A média de idade 50,5 anos, 85% (343) com renda máxima de R$1.195,00 e, 59,8% (292) possuem baixa escolaridade. 76,8% (274) não tem plano de saúde. 43,6% (268) tem o médico como referência. 77,2% (475) vão ao mesmo serviço de saúde para consulta de revisão. 43,6% (268) relataram ser difícil conseguir atendimento médico quando necessário. 75% (461) são sempre atendidos pelo mesmo profissional e 51,9% (319) concordaram que os profissionais conhecem sua história clínica.

Conclusão ou Hipóteses: Os resultados demonstraram que a ESF é utilizada pela maioria dos indivíduos, há uma demanda feminina nas UBS´s. O médico é o profissional de referência para a população adulta tanto na ESF quanto nos demais serviços de saúde, o que reforça o modelo biomédico,sendo necessário o fortalecimento da APS como uma estratégia para a qualificação da atenção nos preceitos da prevenção e promoção da saúde.

Texto completo: clique aqui