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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Festival realizado em Diamantina comprova o crescente interesse do cidadão por história

Fonte: Divirta-se UAI (clique aqui)

Diamantina – O foco é o passado, mas o 2º Festival de História (fHist), encerrado neste domingo em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, está de olho no futuro. O crescimento e a visibilidade do evento já começam a moldar a próxima edição, prevista para 2015. De acordo com a organização, convidados de renome nacional e internacional atraíram pelo menos 3 mil pessoas à cidade, superando o público da estreia, há dois anos.

“A rede hoteleira ficou totalmente ocupada, mas nosso público é também formado por estudantes, que acabam se hospedando em albergues e repúblicas. Isso nos leva a crer que superamos a estreia. O número de inscritos passou de 620 para 800”, informa o jornalista Américo Antunes, coordenador do fHist.

Aliás, essa pode ser uma das novidades da próxima edição, pois a Grande Tenda tem capacidade para receber 800 pessoas. “Isso nos obriga a remodelar o espaço onde é realizada a programaçãoprincipal, totalmente ocupado desta vez. Gente de todo o Brasil está realmente se interessando por história, tivemos inscrições de 16 estados. Além disso, o festival coincidiu com a vesperata, tradicional acontecimento diamantinense”, acrescenta Américo.

Além das palestras, as oficinas se destacaram, atraindo estudantes, professores e pesquisadores de Diamantina e cidades vizinhas. “A gente se preocupa com o legado que o fHist deixa para a região. Desenvolvemos um trabalho importante de integração com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri voltado para alunos e educadores”, informou o jornalista.
Para Américo Antunes, o balanço do fHist é extremamente positivo, mas as próximas edições impõem desafios. “Houve problemas, como ocorre em qualquer grande evento. Muita coisa deve ser aperfeiçoada, mas, no geral, a iniciativa deu certo. Temos público, profissionais e condições de celebrar a história”, conclui o jornalista.

Música e letra
O 2º fHist acertou em incorporar novas abordagens – como shows, concertos, exibição de filmes e exposições – à discussão da história. Num dos momentos mais emocionantes do festival, Maria Bethânia – em seu show de estreia na terra de JK – alternou poemas e canções. A plateia delirou.

Acompanhada do violonista Paulo Dafilin e do percussionista Carlos Cesar, a baiana mesclou textos e versos de Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andersen, José Craveirinha, Padre Antonio Vieira e Ferreira Gullar com trechos de conhecidas canções brasileiras e portuguesas.

O repertório musical foi de 'ABC do sertão' (Luiz Gonzaga), 'Romaria' (Renato Teixeira) e 'Último pau-de-arara' (J. Guimarães/Venâncio/Corumbá) a 'Estranha forma de vida' (Amália Rodrigues), passando por 'Marinheiro só' (domínio público, adaptação Caetano Veloso), 'Dança da solidão' (Paulinho da Viola) e 'Menino de Jaçanã' (Luís Vieira/Arnaldo Passos).
A apresentação da cantora na tenda da Praça Doutor Prado, no Centro de Diamantina, foi registrada e faz parte de projeto que engloba DVD e livro, que será lançado pela Editora UFMG e distribuído para escolas da rede pública.

“Tudo começou justamente aqui em Minas, em 2009, quando a Bethânia participou do ciclo de conferências Sentimentos do mundo, no câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em BH. Ela se encantou tanto que quis prosseguir com a iniciativa. Diamantina foi o local das primeiras gravações do DVD”, informou o diretor do projeto, o cenógrafo e arquiteto Gringo Cardia. O lançamento está previsto para o ano que vem.

Lições do Passado

A escritora e crítica cultural argentina Beatriz Sarlo, que fez palestra no 2º fHist no sábado à noite, ressalta a importância de eventos dedicados ao debate da história. O fato de o festival mineiro ter como sede Diamantina, expressão do Brasil colônia, torna essa iniciativa mais simbólica e relevante, acredita ela.

“O que vimos aqui em Diamantina reflete o interesse crescente por história. Na Argentina, isso se iniciou com a retomada da democracia, por volta de 1984, quando começaram a ser publicados vários livros escritos por políticos e jornalistas. O fenômeno tem ocorrido não só lá e no Brasil, mas em vários países. As pessoas querem conhecer seu passado, suas origens. Há essa necessidade”, afirma.

Beatriz já conhecia Sabará, Ouro Preto e Belo Horizonte. Diamantina representou para ela nova oportunidade de contato com a obra do arquiteto Oscar Niemeyer, de quem é fã desde a adolescência. Em 1964, Beatriz e amigos saíram de Buenos Aires rumo a Brasília. No meio do caminho, o grupo visitou Minas.

“Sempre fui encantada pelo Niemeyer, mas ignorava que aqui em Diamantina havia prédios projetados por ele (Hotel Tijuco e Escola Júlia Kubitschek). Também descobri que o Mercado Velho serviu de inspiração para os arcos do Palácio da Alvorada. É muito curioso e interessante”, revela a intelectual argentina.

Brasilianista faz um mergulho na história dos conspiradores mineiros

Fonte: Estado de Minas

Diamantina – O brasilianista britânico Kenneth Maxwell, um dos maiores especialistas em Inconfidência Mineira, já esteve em praticamente todas as cidades históricas de Minas Gerais, e chegou a morar durante três meses em Ouro Preto, na década de 1960. Mas faltava uma em especial no currículo: Diamantina, onde está desde quinta-feira, já que é um dos convidados do Festival de História (fHist), que termina hoje. O trajeto entre Belo Horizonte e o antigo Arraial do Tijuco já o encantou, sobretudo na chegada ao berço de JK e Chica da Silva. Mas o professor, que é fundador do Programa de Estudos do Brasil da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, não deixou de reparar nas condições da estrada e na distância. “É longe, né? Imagine naquela época dos inconfidentes. Mas estou fascinado”, comentou. E não poderia haver lugar mais apropriado em Diamantina para uma conversa sobre Tiradentes, conspirações e política. A convite do Estado de Maxwell foi conhecer a residência de um importante expoente da Inconfidência: o diamantinense padre Rolim. Enquanto percorria o casarão no número 14 da Rua Direita, que hoje abriga o Museu do Diamante, Kenneth Maxwell, falou de suas impressões sobre a cidade, a história e, sobretudo, a Inconfidência Mineira e seu mais recente projeto, O livro de Tiradentes, que acaba de ser lançado pela Companhia das Letras e pela editora Penguin.

Clique aqui para ler a entrevista com Kenneth Maxwell no Estado de Minas

sábado, 21 de setembro de 2013

De Barra do Chapéu a Diamantina, um outro Brasil

Autor: Ricardo Kotscho (clique aqui)

Manhã de sábado, começo de primavera. De volta a São Paulo após uma maratona de viagens, que me levaram à pequena e pacata Barra do Chapéu, no Vale do Ribeira paulista, e depois  a Diamantina, a histórica cidade onde nasceu JK, porta de entrada para o mineiro Vale do Jequitinhonha, dou-me conta, mais uma vez, de como o Brasil é não só muito grande, mas nele coabitam vários países, povos e costumes, que são a grande riqueza da nossa terra, longe dos gabinetes, dos tribunais e das redações.

Rodei mais de 1.600 quilômetros de carro por estradas quase todas boas, algumas em obras e outras precisando delas. Por coincidência, o Ribeira e o Jequitinhonha são duas terras que já foram conhecidas no passado por sua extrema pobreza, chamadas de "Vales da fome", nos tempos em que escrevia longas reportagens para o "Estadão", nos anos 70 do século passado.

Não que agora tenham se transformado de uma hora para outra em "vales da fartura", onde jorram mel e dinheiro, mas pelos lugares por onde passei não encontrei mais gente faminta e vestida com andrajos, ao contrário. Encontrei a maioria das pessoas felizes com a vida que estão levando e orgulhosas dos lugares onde moram. Diamantina, para mim a mais bela e bem conservada das chamadas cidades históricas de Minas, embora fique a meio caminho entre Belo Horizonte e Brasília, cuida de assuntos bem diversos.

Na quarta-feira, por exemplo, para saber o resultado do voto de Celso de Mello, que não surpreendeu a ninguém e reabriu o julgamento do mensalão, tive que perguntar para muita gente que não tinha o menor interesse no assunto até descobrir o que fora decidido em Brasília.

Nem mesmo nos dois debates de que participei no 2 º Festival de História em Diamantina no dia seguinte, diante de seletas plateias de historiadores, pesquisadores, professores e jornalistas, os participantes me indagaram a respeito, preferindo tratar de outros temas da nossa história recente, como as relações da mídia com a ditadura militar.

Tampouco a não ida da presidente Dilma Rousseff para a viagem oficial aos Estados Unidos em outubro, outro assunto que dominou o noticiário nos dias em que estive fora, entrou na pauta das minhas conversas neste outro Brasil, que continua levando sua vida sem maiores atropelos, muito mais preocupado com a organização da "vesperata", uma nova versão das célebres serenatas da terra de JK, agora com os papéis invertidos: nas tardes de sábado, os menestréis aparecem cantando nas janelas dos velhos casarões coloniais e o público fica lá embaixo, nas ruas de calçamento com pedras capistranas, junto com o maestro.

Estas pequenas mudanças na vida nacional, tão importantes para quem habita o Brasil real, a gente só descobre indo lá, assim como é zero este ano, até agora, a taxa de mortalidade infantil em Barra do Chapéu, a cidade do Estado de São Paulo que proporcionalmente mais tem famílias beneficiadas com a Bolsa Família.

Na viagem de volta, fiquei pensando se não seria o caso de organizar uma excursão dos principais jornalistas de Brasília por estas novas realidades do Brasilzão velho de guerra, para ver se muda um pouco o disco do permanente clima de crise do fim do mundo que assola o país nas novas e nas velhas mídias, como se fosse impossível vivermos amanhãs mais venturosos e calmos, em que as crianças tenham saúde e os seresteiros possam cantar sem medo nas janelas das nossas cidades.

Bom final de semana a todos.

Festival de História em Diamantina atrai público e encanta

Fonte: Divirta-se UAI (clique aqui)

Convidado de mesa-redonda que reuniu também Ricardo Kotscho e Paulo Markun, o escritor e jornalista Fernando Morais, que já conhece muito bem a cidade histórica mineira onde vem sendo realizado, desde quinta-feira, o Festival de História (fHist), confessa que sempre se deixa encantar pelo lugar. Surpreso com a receptividade do público em evento sobre história, em data fora de feriado, Morais exaltou o evento, que termina amanhã, contando que havia sido convidado para a primeira edição, em 2011, mas só desta vez pode comparecer.

“Pensei que deveria mesmo vir e consegui conciliar a agenda. Se você analisar que numa quinta-feira, às 16h, como foi o caso do meu bate-papo, a tenda estava lotada e nem era feriado e ainda havia gente de todas as idades, pode-se dizer que isso é sim reflexo do crescente interesse das pessoas por história”, analisou. “É muito saudável e estimulante para o autor ter esse tipo de contato com o público. Além do fato de que estar nessa atmosfera de cidade histórica e mineira, ainda mais no meu caso que sou de Mariana e vivo há muitos anos em São Paulo, é fantástico”, disse.

Há também muitos convidados do fHist que sempre ouviram falar sobre Diamantina, sobretudo nos seus mais ilustres representantes, o presidente Juscelino Kubitschek e a lendária Chica da Silva, mas nunca estiveram por aqui e estão não só admirados com o evento, como também com a receptividade dos moradores e asbelezas da região. “A cidade é linda. Estou apaixonada por tudo. É mais do que pertinente realizar um festival aqui, que tem tudo a ver com história, arqueologia, patrimônio e cultura”, comentou a especialista em patrimônio arqueológico, a carioca Rosana Pinhel Mendes Najjar, uma das palestrantes da mesa-redonda “Arqueologia e Patrimônio: vestígios, restos e objetos que recontam a história.”

Conterrâneo de Rosana, o professor de estudos brasileiros da Universidade de Princenton, Bruno Carvalho, que mora nos Estados Unidos, é outro estreante no fHist e no antigo Arraial do Tijuco. O pesquisador, que é o primeiro doutor brasileiro por letras em Harvad, foi um dos organizadores do Livro de Tiradentes, em parceria com o brasilianista britânico Kenneth Maxwell, e um dos conferencistas da abertura. Ele ficou encantado com Diamantina. “Essa iniciativa, além de ser muito interessante e importante, me proporcionou estar neste lugar. Estou muito curioso em conhecer a famosa vesperata, sobre a qual todos falam. O evento é bacana e a cidade nem se fala”, elogiou.

Escavação Além de serem as estrelas da programação oficial, os convidados não deixam de participar das demais atividades pela cidade, como as sessões de cinema no Teatro Santa Izabel, os bate-papos e lançamentos literários no mercado e nas exposições. Ou mesmo conhecer projetos interessantes do município, como o de escavação do quintal da casa de Chica da Silva, coordenado pelo professor Marcelo Fagundes, da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

Esse foi o caso do escritor paulista Paulo Rezutti, biógrafo da marquesa de Santos, que está promovendo seu livro Domitila em Diamantina e esteve no casarão da escrava que virou rainha. “Além de ser um trabalho bem interessante, achei muito produtivo e relevante a integração que o professor Marcelo Fagundes promove com os estudantes de várias escolas daqui. Essa participação dos alunos é um ponto que tem que ser explorado e ele consegue fazer isso benfeito”, observou.

Vesperata
A programação de hoje terá entre os destaques a mesa-redonda “O Império do Brasil: nos bastidores da corte
,” com a especialista em história da imprensa e da caricatura brasileira, Isabel Lustosa; a historiadora e cientista política da UFMG, Andréa Gonçalves Lisly; e o escritor Paulo Rezutti. Além do Proseando com autores, que terá com o escritor e biógrafo Lira Neto analisando Getúlio Vargas e o Estado Novo, e o escritor Ricardo Amaral falando de sua biografia sobre a presidente Dilma Rousseff. Fechando o dia, o evento mais tradicional de Diamantina: a vesperata.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Festival de Diamantina começa nesta quinta-feira com 3 mil participantes

Fonte: UAI (clique aqui)

Quando o Festival de História de Diamantina (fHist) foi criado, há dois anos, os organizadores já sentiam que o evento – único do gênero no país – poderia se firmar, provando que o tema não se limita à academia. Tanto é que o festival, que começa hoje e vai até domingo, cresceu em números e importância. Viabilizado por recursos das leis de incentivo à cultura, deve receber cerca de 3 mil.

A ampliação das atividades e a incorporação de manifestações como música, cinema, poesia e fotografia é outro exemplo dessa consolidação, sem falar na relevância dos convidados. O fHist será aberto por um dos mais importantes brasilianistas: o historiador britânico Kenneth Maxwell. Fundador doPrograma de Estudos do Brasil da Universidade de Harvard, ele vai falar sobre o papel de Tiradentes e sua relação com a Revolução Americana no contexto político internacional do século 18. A conferência de abertura contará também com Bruno Carvalho, professor de estudos brasileiros e estudos urbanos na Universidade de Princeton (EUA), e das historiadoras Júnia Furtado e Heloísa Starling, professoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A programação tem como eixo a versão dos vencidos para fatos significativos da história brasileira. A agenda oferece mesas-redondas, conferências, oficinas, rodas de conversa, arenas digitais, exposições, lançamento de livros, concertos e shows. “Essa temática permite interessante diversificação de discussões e olhares. Nossa ideia sempre foi esta: criar um festival eclético. Vivemos um momento interessante no Brasil e na América Latina, porque há esforço da academia e da sociedade para recontar a nossa história, abrir baús e tirar a sujeira debaixo do tapete. O foco no que não foi contado permite abordagem bastante ampla”, destaca o jornalista Américo Antunes, coordenador do evento.

Entre os convidados estão os jornalistas e escritores Fernando Morais, Paulo Markun, Lira Neto, Ricardo Kotscho e Mário Magalhães; a historiadora especializada em arqueologia Valdirene do Carmo Ambiel, responsável pela exumação dos restos mortais de dom Pedro I e de suas mulheres, Leopoldina e Amélia; e a pesquisadora Isabel Lustosa, especialista em história da imprensa.

Desembarcarão em Diamantina a crítica cultural argentina Beatriz Sarlo, estudiosa dos dilemas e impasses da contemporaneidade no campo da cultura; o jornalista norte-americano John Dinges, autor de livros sobre os horrores praticados por ditaduras latino-americanas; e o antropólogo congolês Kabengele Munang, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em diáspora africana.

“É muito importante ver que a história, cada vez mais, faz parte do cotidiano das pessoas. Isso tem a ver com os desejos de transformação da sociedade, a necessidade de passar o país a limpo e de tomar outros rumos. Definitivamente, a história se mostra uma ferramenta fundamental de construção do presente”, conclui Américo Antunes.

PROGRAMAÇÃO
» Quinta

10h – Conferência “O outro lado da história: Tiradentes e a constituição da independência dos Estados Unidos da América”, com Kenneth Maxwell, Júnia Furtado, Heloísa Starling e Bruno Carvalho
14h – Mesa-redonda “Arqueologia e patrimônio: vestígios, restos e objetos que recontam a história”, com Rosana Pinhel Mendes Najjar, Marcelo Fagundes, Valdirene do Carmo Ambiel e Andrés Zarankin
16h – Mesa-redonda “Ditadura e jornalismo: a história contada a quente”, com Ricardo Kotscho, Paulo Markun e Fernando Morais


» Sexta

9h – Mesa-redonda “Biografias reveladas: histórias da luta e do front”, com Mário Magalhães, Lira Neto e Ricardo Amaral
16h – Mesa-redonda “Histórias não contadas: memória e verdade em questão”, com Maria Rita Kehl, Heloísa Starling e Dulce Pandofi
21h – Leituras, com Maria Bethânia


» Sábado
11h – Mesa-redonda “Entre a cruz e aeroplano: perfis de mineiros no século 18”, com Guiomar de Grammont, Roberto Wagner de Almeida e Galeno Amorim
14h – Mesa-redonda “O Império do Brasil: nos bastidores da corte”, com Isabel Lustosa, Paulo Rezutti e Andréa Lisly Gonçalves
19h30 – Conferência “Testemunho e história”, com Beatriz Sarlo
21h – “História, cultura e resistência”, com Sérgio Vaz e Flávio Renegado


» Domingo
9h – Mesa-redonda “África/Brasil: histórias da diáspora e da identidade negra”, com Kanbengele Munanga, João José Reis e Petrônio Domingues


Três perguntas para...Heloísa Starling historiadora
Você participou da primeira edição do fHist, em 2011. Ele veio para ficar?
Realmente, vejo um crescimento com relação à estreia. A nova edição está muito melhor, traz nomes importantes do cenário nacional e internacional, como a crítica argentina Beatriz Sarlo e o jornalista norte-americano John Dinges. O festival tem todas as condições de se consolidar. Há público para isso, mas isso depende de outras questões, como a própria infraestrutura de Diamantina.


Por que o festival é tão significativo?
Além de ser evento único no país – não há nada parecido aqui –, ele não se restringe à academia. Além disso, dialoga com várias áreas e manifestações artísticas e culturais. Por causa dessa leveza, desse desprendimento, ele é tão especial.


As histórias não contadas são o tema desta edição. Qual é a importância de revivê-las?
Além da questão da Comissão da Verdade, que vem promovendo um momento de verdadeiro desvelamento no país, há várias histórias desconhecidas de nosso país. Isso vem desde os tempos do Brasil colônia, ocorre com várias rebeliões e revoltas escravas, por exemplo. Há muita coisa que as pessoas não conhecem. Reconstituir essa memória é importantíssimo.

A vez da poesia
Uma das atrações mais esperadas é Maria Bethânia, que vai mesclar leitura de textos com canções pouco comuns em seu repertório. A baiana estará acompanhada pelo violonista Paulo Dafilin e pelo percussionista Carlos César. O espetáculo, em que a cantora declama poesia brasileira, africana e portuguesa, estreou no projeto Sentimentos do Mundo (2009), no câmpus da Universidade Federal de Minas Gerais, em BH. Agora, vai virar DVD e livro.


2º Festival de História de Diamantina (fHist)
Até domingo, em Diamantina
Programação completa no site do fHist
As inscrições estão encerradas

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Caminhão Museu Sentimentos da Terra chega ao Festival de História

Fonte: O Tempo (clique aqui)

Caminhao%20sentimentos%20terra.JPGO Caminhão Museu Sentimentos da Terra chega à Diamantina como parte da programação do 2° Festival de História (FHIST). As atividades do Caminhão Museu Sentimentos da Terra, que conta a história dos movimentos de luta pela terra no Brasil, serão abertas na quinta-feira, dia 19 de setembro, às 8h, no Largo Dom João, ao lado da Rodoviária.

No Museu, que tem o designer Gringo Cardia como curador, são apresentados 11 videodocumentários realizados por Gringo Cardia, a partir do conteúdo histórico pesquisado pelo Projeto República. Os vídeos são narrados por importantes nomes da cultura brasileira: Caio Blat, Chico Buarque, Dira Paes, Gilberto Gil, José Wilker, Letícia Sabatella, Marcos Palmeira, Maria Bethânia, Regina Casé, Vera Holtz e Wagner Moura.

Além de salas para exibição dos vídeos, o caminhão tem outras atrações. No Espaço da Imaginação, que é equipado com computadores, acesso à internet, monitor com tela interativa e uma biblioteca especializada, com livros de arte, fotografia, geografia, história, costumes e tradições, além de jornais e revistas. Já a Exposição Vira-Vira retoma o percurso histórico de oito personagens exemplares dos conflitos no Brasil rural: Visconde do Uruguai, Antônio Silvino, Elizabeth Teixeira, Dom Pedro Casaldáliga, Chico Mendes, Sepé Tiaraju, Leonel Brizola e Euclides da Cunha. Haverá, ainda, maquetes para contadores de histórias narrarem os movimentos e episódios ligados à luta pela terra. Na Tenda para Caracterização, por sua vez, os visitantes poderão ser fotografados em cenários elaborados a partir do universo rural, com figurinos próprios aos personagens ligados à questão da terra. Outra atração é o karaoquê, formado por seleção de canções sobre a temática.

Os interessados em participar devem se inscrever pelo sitewww.festivaldehistoria.com.br.

Serviço:
Caminhão Museu Sentimentos da Terra
Local: Largo Dom João
Data: 19 à 22 de setembro
Hora: 19/09 e 20/09 (quinta e sexta-feira) das 8h às 17h – horário especial para agendamento escolar
21/09 (sábado) das 11h às 19h e 22/09 (domingo) das 10h às 17h
Entrada: Gratuita (visitas de grupos escolas devem ser agendadas pelo email sentimentosdaterra@gmail.com)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Maria Bethânia em Diamantina: cantora é convidada da Tenda da História do fHist 2013

Fonte: fHist

No dia 20 de setembro, a partir das 21 horas, o público da Tenda da História do fHist 2013 será brindado com uma apresentação da cantora Maria Bethânia, que vai mesclar a leitura de textos com canções pouco usuais em seu repertório. No show, Bethânia será acompanhada pelo violonista Paulo Dafilin e pelo percussionista Carlos Cesar.

Segundo a assessoria da cantora, vem de muito tempo a ligação de Maria Bethânia com as palavras. Desde o colégio em Santo Amaro (BA), cidade do Recôncavo onde nasceu e um professor a ensinou a ouvir poesia. A paixão pelas palavras ela levou para os palcos, nos textos que sempre recitou em seus espetáculos.

É essa relação com as palavras que a cantora vai mostrar durante a apresentação no fHist, com a leitura de poemas e textos escolhidos por ela, e que tiveram fundamental importância em sua formação artística. O show em Diamantina será gravado e vai integrar DVD do projeto "Leituras com Maria Bethânia", que pretende explorar os processos de migração literária que fazem a poesia circular livremente entre o livro e a canção, entre a prosa literária, a poesia da canção e o poema escrito. O formato do projeto reflete um estilo de montagem, onde a citação, a colagem e o fragmento são usados com a intenção de divulgar a tradição literária brasileira. O "Leituras com Maria Bethânia" inclui o lançamento de um livro, de um DVD, e de um Guia do Educador, que será distribuído em escolas da rede pública.

A Tenda da História, onde Bethânia se apresenta, será montada na Praça Doutor Prado. Para ter acesso às suas atividades, o interessado deve ser inscrever aqui pelo site. Estudantes pagam R$ 30,00, professores, R$ 60,00, e o público em geral, R$ 90,00. Além do show, a inscrição permite ao inscrito participar de 2 conferências e 13 mesas redondas, entre 19 e 22 de setembro. O número de vagas é limitado à capacidade da Tenda, de 800 lugares.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Diamantina vai sediar a segunda edição do Festival de História - fHist

Evento ocorre entre 19 e 22 deste mês e terá a participação de convidados nacionais e internacionais, como o britânico Kenneth Maxwell

Fonte: Divirta-se UAI (clique aqui)

Na trilha da comissão da verdade, que vem promovendo um verdadeiro momento de desvelamento no país, o Festival de História (fHist) terá sua segunda edição entre os dias 19 e 22 deste mês, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, prometendo dar mais luz e visibilidade a fatos que até então ganharam menos espaço na sociedade. Depois de “Os ofícios e as artes de contar história”, na estreia do festival bienal, em 2011, a nova etapa chega ao público com o tema “Histórias não contadas”.

Mesas-redondas, conferências, oficinas, rodas de conversa, arenas digitais, exposições, concertos e shows estão na agenda do fHist, que deve levar convidados nacionais e internacionais à cidade patrimônio cultural l da humanidade. O brasilianista britânico Kenneth Maxwell, a crítica cultural argentina Beatriz Sario e o jornalista norte-americano John Dinges, por exemplo, já confirmaram presença. Assim como o antropólogo congolês Kabengele Munanga, a psicanalista Maria Rita Kehl e os jornalistas e escritores Lira Neto, Mário Magalhães, Fernando Morais e Paulo Rezzutti.

Expectativas

O fHist 2013 vive a expectativa de superar os números da primeira edição – com cerca de 3 mil inscritos –, atraindo historiadores e estudantes do eixo Rio- São Paulo, além da Bahia e do Distrito Federal, principalmente. Único do gênero no país, o festival também incorpora à sua programação eventos tradicionais de Diamantina, como as vesperatas e serestas. Pela primeira vez o evento será viabilizado com recursos da Lei Rouanet.

Segundo a curadora Pilar Lacerda, a cantora baiana Maria Bethânia prepara para dia 20 uma versão especial de seu famoso sarau dedicado à poética de Fernando Pessoa, enquanto o rapper mineiro Flávio Renegado vai versar, no dia seguinte, sobre assuntos mais emergentes. Com quase meio século de atraso em relação aos Estados Unidos, temas como quilombos e movimento negro no Brasil vão ganhar destaque, assim como a mesa-redonda com a paleontóloga Valdirene do Carmo, responsável pela exumação recente dos corpos de dom Pedro I e das imperatrizes dona. Leopoldina e dona Amélia.

O fHist terá sete ambientes independentes: Tenda da história (o espaço principal na Praça Dr. Prado), Proseando no mercado (Mercado Velho), Arenas digitais (Mercado Velho), Livraria da história (Mercado Velho), Cinema no teatro (Teatro Santa Izabel), Oficinas (Teatro Santa Izabel) e Espetáculos e performances (praças e igrejas da cidade). As inscrições já estão abertas, mas com vagas limitadas. Como fazem questão de ressaltar os organizadores, a ideia é lançar novas luzes sobre fatos e personagens fundamentais da história, como índios, missões e jesuítas, África Brasil, Inconfidência Mineira, Império, ditadura militar e Operação Condor.

A Inconfidência Mineira, por exemplo, será reavaliada pelo brasilianista Kenneth Maxwell, que vê uma relação direta entre o movimento e as revoluções norte-americana e francesa e a revolta dos negros do Haiti, em 1796. O boom literário da história também estará em destaque no festival, com pelo menos 20 lançamentos do gênero. A organização da segunda edição do festival está a cargo do jornalista Américo Antunes (coordenador), Otto Sarkis e Pilar Lacerda (curadoria), além de César Piva (responsável pela programação das arenas digitais) e Michele Abreu Arroyo (superintendente do Iphan-MG, parceiro do evento).

domingo, 11 de agosto de 2013

Programação multimídia de História e Cultura

História, memória e audiovisual, diversidade e resistência cultural são os temas das arenas digitais do 2º fHist que acontecem no Mercado Velho, com a participação de gestores culturais, poetas, músicos, cineastas e mestres da cultura. Em formato talk show, a arena multimídia é uma ação interativa da Fábrica do Futuro – Incubadora Cultural e Residência Criativa do Audiovisual e das Novas Tecnologias, de Cataguases, que envolve uma rede de cooperação liderada pela sociedade civil, ONGs, empresas e governos municipais na Zona da Mata mineira.

Quinta-feira, 19 de setembro

20 horas - História e Diversidade Cultural

A diversidade cultural preservada, valorizada e revelada pela expressão de artistas e mestres da cultura, por histórias de vida de personalidades e pessoas anônimas.

Convidados:

José Santos é escritor e empreendedor social. Fundador do Museu da Pessoa em São Paulo, onde dirige a área de projetos especiais, ele participou de projetos, como Memórias do Futebol e Memórias da Literatura Infantil e Juvenil. Leva em paralelo sua carreira de escritor para crianças e jovens, tendo 15 livros publicados no Brasil e agora em Portugal.

Marcelo Manzatti é cientista social e mestre em Antropologia. Presidiu a Cooperativa Paulista de Cultura Popular e, hoje, preside o Fórum Permanente para as Culturas Populares, além de moderar a Rede das Culturas Populares. Foi produtor-executivo do Prêmio Culturas Indígenas, da Associação Guarani Tenonde Porã e do Ministério da Cultura.

Sexta-feira, 20 de setembro

21h00 - História, Memória e Audiovisual

A memória e as suas dimensões reais, imaginárias e ou ficcionais, registradas pelas lentes das câmeras cinematográficas e ilustradas pela exibição de 2 documentários: "Clandestinos", de Patrícia Moran (2001 – duração: 12´) No final da década de 1960, os jovens brasileiros que lutaram por igualdade social tiveram seus direitos de liberdade negados. Clandestinos é um vídeo documentário sobre sonhos, ideais, erros e medos. Será que eles acabaram? "A Hora do Primeiro Tiro", de Gustavo Jardim (2007 – duração: 15´) Em 1967, jornais e rádios anunciam: Israel declara guerra e anuncia invasão da Jordânia. Assustados, os habitantes de uma pequena cidade do Jequitinhonha mobilizam-se para preparar a defesa. O que teriam eles a ver com tudo isso?

Convidados:

Patrícia Moran é doutora em Comunicação e Semiótica e professora da Escola de Comunicações e Artes da USP. Pesquisa a produção audiovisual tendo em vista o impacto das novas tecnologias na cultura contemporânea. Diretora de cinema e vídeo, ela participou de importantes festivais, onde foi premiada pelos seus ensaios audiovisuais.

Gustavo Jardim é artista visual. Diretor dos filmes documentários "4 Elementos no Horizonte", "A Hora do Primeiro Tiro" e do experimental "Rivadavia 2010". Atualmente, dirige "O Bagre Africano de Ataléia". É membro fundador do coletivo DuRolo, que desenvolve pesquisas artísticas transdisciplinares, e da Escola Horizontal de Patafísica, em Belo Horizonte.

Sábado, 21 de setembro

21 horas - História, Cultura e Resistência

A História contada e cantada pela tradição e inovação das culturas populares, atualizada cotidianamente pela estética contemporânea da música e da literatura, do rap à poesia de centros urbanos do século 21.

Convidados:

Sérgio Vaz é poeta e agitador cultural, fundador da COOPERIFA – Cooperativa Cultural da Periferia, movimento que realiza saraus de poesias há 12 anos em bares, bibliotecas, fábricas e outros lugares de São Paulo. Já editou sete livros, realizou a primeira Semana de Arte Moderna da Periferia e a 1ª Mostra do Cinema na Laje.

Flávio Renegado é cantor e compositor autodidata, nascido em bairro da periferia de Belo Horizonte. Há dez anos na estrada, vem se destacando no cenário brasileiro. Vencedor do prêmio de Revelação do Ano no Hutúz (o maior prêmio do Hip Hop na América Latina), tem 2 álbuns independentes e se prepara para o lançamento do seu primeiro DVD.

Mediador das arenas:

Cesar Piva é gestor cultural desde 1992, tendo participado da campanha Diamantina Patrimônio Cultural da Humanidade. Foi membro do Conselho Nacional de Política Cultural e da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura e atualmente, é gestor da Fábrica do Futuro e do Festival de Ver e Fazer Filmes.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Presenças internacionais serão destaque da Tenda da História do fHist 2013

Fonte: Américo Antunes, Coordenador do fHist, com colaboração de Ricardo Maciel

Já estão confirmados nomes como os de Kenneth Maxwell, Beatriz Sarlo e John Dinges

Todas as 15 mesas e conferências da segunda edição do Festival de História, o fHist-2013, que será realizado em Diamantina de 19 a 22 de setembro, já têm palestrantes confirmados. De acordo com o coordenador do fHist, o jornalista Américo Antunes, a aceitação do evento junto aos principais especialistas que estudam e escrevem sobre história no Brasil e no mundo foi muito boa. “O fato mostra que estamos consolidando o festival como umas das principais festas culturais do país, e nos mantemos como a única a tratar exclusivamente de temas ligados à História, unindo literatura, teatro, cinema, vídeo e as novas tecnologias digitais à pesquisa científica”. Quanto à forte presença de especialistas estrangeiros, Américo revela que é uma grata surpresa. “Não esperávamos essa internacionalização já na segunda edição, mas, fomos agraciados com pessoas generosas em aceitar o nosso convite e que vêm de diversos países. Assim, o fHist torna-se uma festa de oficio e arte da história com referência global”, declara.

Uma das referências internacionais que estarão no fHist é o historiador britânico Kenneth Maxwell, um dos mais respeitados brasilianistas da atualidade, que ao lado do professor de Estudos Brasileiros na Universidade de Princeton (EUA), o brasileiro Bruno Carvalho, participará da conferência inaugural do fHist 2013. Kenneth Maxwell é especialista em história Ibérica e no estudo das relações entre Brasil e Portugal no século XVIII. O tema da conferência será “O outro lado da História: Tiradentes e a Constituição da independência dos Estados Unidos da América”.

Outro nome de destaque é o congolês Kabengele Munanga. O antropólogo especialista nas populações afro-brasileiras foi professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e é um defensor da implementação de políticas afirmativas no Brasil, a exemplo do sistema de cotas nas universidades. Ele fará parte da mesa redonda “África Brasil: Histórias da diáspora e da identidade negra”, ao lado do mestre e doutor em História pela University of Minnesota, João José Reis, entre outros.

Na mesa redonda “Operação Condor: histórias de uma guerra fria e suja”, o fHist 2013 contará com a presença do professor da Columbia University John Dinges. O jornalista norte-americano foi correspondente do Washington Post na América Latina na década de 70 e autor de “Os anos do Condor – Uma década de terrorismo internacional no Cone Sul”.

O olhar no presente das abordagens históricas

Na Tenda da História, que será montada na Praça Doutor Prado, o público será chamado a refletir sobre episódios importantes da história do Brasil, na perspectiva dos vencidos. “Nosso objetivo é mostrar o registro de pessoas que acompanharam importantes fatos históricos e que são testemunhas vivas dos acontecimentos”, conta Américo.

Nesse sentido, uma conferência extra foi incluída na programação e terá como principal atrativo a presença da escritora argentina e aclamada crítica, Beatriz Sarlo, que especializou-se em mostrar as realidades por trás das máscaras da modernidade. “A historia não é estática, é mais que isso, é um testemunho para interpretarmos como está o presente para desenharmos o futuro e a Beatriz Sarlo abordará isso com muita propriedade”, afirma Américo.

A presente inquietação da sociedade sobre os fatos históricos será retomada em diversos momentos da programação, entre eles na mesa redonda “Histórias não contadas: Memória e verdade em questão”. Os debates contarão com a presença de membros da Comissão Nacional da Verdade — que tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos ocorridas no Brasil, entre 1946 e 1988 – como  Maria Rita Kehl. A mestre em Psicologia Social e doutora em Psicanálise foi editora do Jornal Movimento, um dos mais importantes veículos da imprensa alternativa durante a ditadura militar.

Essa capacidade de trazer a história para o tempo presente é considerado por Américo o grande mérito do fHist 2013. “Vamos aproximar o trabalho que vem sendo produzido nas academias pelos pesquisadores do grande público e trazer à tona algumas investigações ainda pouco divulgadas. Ainda faremos uma garimpagem de histórias que não foram contadas, aproximando com a realidade atual”, salienta.

Com mais de 80% das mesas fechadas, agora os integrantes do conselho curador vão se dedicar à concepção das oficinas, mostra de cinema, feira de livros e programação cultural do fHist.

Sobre o fHist

O Festival de História é um evento bianual que está em sua segunda edição e será realizado entre os dias 19 e 22 de setembro em Diamantina, cidade histórica mineira localizada no Vale do Jequitinhonha. O evento é primeiro festival de cultura e arte de temas históricos do Brasil. O fHist contempla 15 conferências e mesas redondas na Tenda da História; 10 lançamentos  de livros, com direito a bate-papo com os autores, no Proseando no Mercado, realizado no Mercado Velho da cidade Patrimônio Mundial;  cinco oficinas e mostra de cinema no histórico Teatro Santa Izabel. Espetáculos musicais em praças e igrejas da cidade também estão previstos na programação cultural. Os interessados em participar devem se inscrever pelo site www.festivaldehistoria.com.br. As inscrições são limitadas à capacidade de público da Tenda de História, com cerca de 800 lugares.

O fHist 2013 é uma iniciativa da Nota Comunicação, sob a coordenação da Strategia Jornalismo, com produção-executiva da Polobh. Este ano o evento é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e tem o patrocínio do Itaú/Unibanco e do BNDES e apoio da Cemig / Governo de Minas. A edição 2013 do fHist conta ainda com as parcerias do IPHAN, do MEC, da Fundação SM, da Prefeitura de Diamantina e da UFVJM, e apoio cultural da Fundação Odebrecht.

Tenda da História

Programação

19 a 22 de setembro

19/09

Quinta-feira

09h00 – Abertura Oficial

10h00 – Conferência – O outro lado da História: Tiradentes e a Constituição da independência dos Estados Unidos da América

· Kenneth Maxwell, historiador britânico especialista em História Ibérica e nas relações entre Portugal e Brasil. Brasilinista, ele é autor dos livros “A devassa da devassa” e “Marquês de Pombal, o paradoxo do iluminismo”.

· Júnia Furtado, historiadora e professora da UFMG com mestrado e doutorado pela USP. Autora, entre outros livros, de “Chica da Silva e o contratador dos diamantes: o outro lado do mito” e “Oráculos da Geografia Iluminista: dom Luís da Cunha e Jean-Baptiste Bourguignon D'Anville na construção da cartografia do Brasil”.

· Heloísa Starling, historiadora e professora da UFMG, com mestrado em Ciências Políticas pela mesma instituição e doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Coordenadora do Projeto República da UFMG, ela é autora, entre outros livros, de “Os Senhores das Gerais”, “Dossiê República Brasil”, “Corrupção, democracia e legitimidade” e “Uma pátria para todos: Chico Buarque e as raízes do Brasil”.

· Bruno Martins de Carvalho é professor de Estudos Brasileiros da Universidade de Princenton (EUA).

14h00 – Mesa redonda – Arqueologia e Patrimônio: vestígios, restos e objetos que recontam a História

· Rosana Pinhel Mendes Najjar, arqueóloga formada pela Universidade Estácio de Sá, com mestrado e doutorado pela USP. Especializada em patrimônio arqueológico, é diretora do Centro Nacional de Arqueologia do IPHAN.

· Marcelo Fagundes, historiador e professor da UFVJM, com mestrado e doutorado em Arqueologia pelo Programa de Pós-Graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Coordena o Laboratório de Arqueologia e Paisagem da UFVJM.

· Valdirene do Carmo Ambiel, historiadora, mestranda em Arqueologia no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, foi responsável pela exumação dos restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas mulheres, Dona Leopoldina e Dona Amélia.

· Andrés Zarankin, antropólogo, com orientação em Arqueologia na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires e doutorado em História pela UNICAMP. Professor da UFMG e editor da “Vestígios”, revista latino-americana de Arqueologia Histórica, ele coordena o Laboratório de Estudos Antárticos em Ciências Humanas da FAFICH-UFMG.

16h00 – Mesa redonda – Ditadura e jornalismo: a História contada a quente

· Ricardo Kotscho, jornalista de alguns dos principais jornais do país no período da ditadura, época em que trabalhou sob sigilo no projeto Brasil: Nunca Mais. Autor dos livros “Do Golpe ao Planalto - Uma vida de Repórter” e “A prática da Reportagem”, entre outros.

· Paulo Markun, jornalista da TV Cultura no período da ditadura, preso na mesma operação que levou à detenção e morte de Vladimir Herzog. Apresentador do programa Roda Viva da TV Cultura por quase dez anos, é autor, entre outros livros, de “Meu querido Vlado” e “Cabeza de Vaca”.

· Fernando Morais, jornalista, atuou nas redações do Jornal da Tarde, Veja, Folha de São Paulo e TV Cultura. Autor, entre outros livros, de “Chatô - o rei do Brasil”, “Olga” e “Os últimos soldados da guerra fria”.

19h30 – Mesa redonda – História dos índios: revelações para o presente e o futuro

· Eunícia Barcelos Fernandes, historiadora pela UFRJ, com mestrado em História Social da Cultura pela PUC Rio e doutorado em História Social pela UFF. Professora da PUC Rio, é tutora do Programa PET-História. Sua experiência e reflexões na área de História dialogam com a Antropologia, com pesquisas voltadas às relações entre índios e não-índios, especialmente na América Portuguesa.

· Marivaldo Aparecido de Carvalho, graduado em Ciências Sociais, mestre e doutor pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Professor da UFVJM, coordena o grupo de pesquisa GEPIMG, desenvolvendo pesquisas junto aos povos indígenas de Minas Gerais, especificamente com os Maxakali e os Pataxó e Pankararu.

· Edson Hely Silva é mestre em História pela UFPE e doutor em História Social pela UNICAMP. É professor no Centro de Educação/Col. de Aplicação da UFPE e no Programa de Pós-Graduação em História/UFPE, lecionando ainda no Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UFPE/Caruaru.

20/09

Sexta-feira

09h00 – Mesa redonda – Perfis inconfidentes: Gonzaga e Rolim

· Laura de Mello e Souza, professora do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, possuindo graduação em História, mestrado e doutorado em História Social e livre-docência em História Moderna pela mesma universidade. Entre outros livros, é autora do perfil biográfico do advogado, poeta e inconfidente Cláudio Manoel da Costa.

· Roberto Wagner de Almeida é jornalista e autor do livro biográfico do padre Rolim, “Entre a cruz e a espada: a saga do valente e devasso padre Rolim”.

11h00 – Mesa redonda – Missões revisitadas: projeto universal jesuíta, concepções Guarani e novos rumos para o patrimônio

· Jaelson Bitran Trindade, historiador com doutorado em História Social pela USP. Pesquisador do CEDOPE - Centro de Documentação e Pesquisa de História dos Domínios Portugueses (XV-XIX) - UFPR, atua principalmente nos temas da Arte, Religião e Poder. Integra a equipe do IPHAN em São Paulo.

· Beatriz Muniz Freire, historiadora formada pela UFF, com mestrado em Educação pela PUC/RJ. Trabalhou no Museu do Índio e no Centro Nacional de Cultura Popular. Atualmente, integra a equipe técnica do IPHAN no Rio Grande do Sul, coordenando inventários culturais e ações decorrentes.

14h00 – Mesa redonda – Biografias reveladas: histórias da luta e do front

· Mário Magalhães, jornalista, autor de “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo”.

· Lira Neto, jornalista e escritor, autor de “Castello: A marcha para a ditadura”.

· Ricardo Amaral, jornalista com passagem pelos principais veículos de comunicação do país, é autor do livro “A vida quer é coragem”, sobre a trajetória da presidente Dilma Rousseff.

16h30 – Mesa redonda – Guerras brasílicas: motins, revoltas e rebeliões

· Pedro Luis Puntoni tem graduação em História, mestrado e doutorado em História Social e livre-docência em História do Brasil Colonial pela Universidade de São Paulo. É professor associado da Universidade de São Paulo Desde 2001, é membro do conselho gestor da Cátedra Jaime Cortesão (FFLCH-USP). Atualmente, é Diretor da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP e coordenador do Projeto Brasiliana USP. É membro (representante) do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) do Estado de São Paulo.

· Wolfgang Lenk é professor adjunto do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia.

19h30 – Mesa redonda – Histórias não contadas: Memória e verdade em questão

· Maria Rita Kehl é psicanalista, mestra em Psicologia Social e doutora em psicanálise. Foi editora do jornal “Movimento”, um dos mais importantes veículos da imprensa alternativa durante a ditadura. Além de atender pacientes em psicanálise desde 1981, escreveu para diversos meios de comunicação e publicou vários livros, entre os quais: "O tempo e o cão - atualidade das depressões" e "18 Crônicas e mais algumas". Atualmente, integra a Comissão Nacional da Verdade.

· Heloísa Starling, historiadora e professora da UFMG, com mestrado em Ciências Políticas pela mesma instituição e doutorado pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. Coordenadora do Projeto República da UFMG, ela é autora, entre outros livros, de “Os Senhores das Gerais”, “Dossiê República Brasil”, “Corrupção, democracia e legitimidade” e “Uma pátria para todos: Chico Buarque e as raízes do Brasil”.

· Dulce Pandofi, socióloga e pesquisadora do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, com mestrado em Ciência Política pelo IUPERJ e doutorado em História pela UFF. Diretora do IBASE, é autora e organizadora de diversos livros, entre eles “Pernambuco de Agamenon Magalhães”, “Camaradas e Companheiros: memória e história do PCB”, “Memória Viva: 14 depoimentos sobre a política pernambucana” e “A República no Brasil”.

21/09

Sábado

09h00 – Mesa redonda – Cartografia e História: O mapa da mina

· Íris Kantor, historiadora com mestrado e doutorado em História Social pela USP. Professora da USP, coordena o Laboratório de Estudos de Cartografia Histórica (Cátedra Jaime Cortesão da FFLCH USP).

· Antônio Gilberto Costa, geólogo pela UFMG com doutorado em Petrologia e Petrografia pela Technische Universitaet Clausthal Zellerfeld da Alemanha. Professor da UFMG, coordena o Centro de Referência em Cartografia Histórica.

11h00 – Mesa redonda – História para todos: os historiadores e a difusão dos conhecimentos históricos

· Ronaldo Vainfas é licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense, mestre pela mesma Universidade em História do Brasil, doutor em História Social pela USP. Professor da UFF desde 1978, sendo, desde 1994, Professor Titular de História Moderna. É pesquisador de história ibero-americana e luso-brasileira entre os séculos XVI e XVIII e, entre os seus livros, destacam-se entre os quais destacam-se “Trópico dos pecados”, “A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial”, “Traição” e “Jerusalém Colonial”.

· Guiomar de Grammont, historiadora e professora da UFOP, é editora da Record e autora do livro "Aleijadinho e o aeroplano".

· Galeno Amorim, jornalista e escritor, foi presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

14h00 – Mesa redonda – O Império do Brasil: nos bastidores da corte

· Isabel Lustosa, doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e pesquisadora titular da Fundação Casa de Rui Barbosa. Especialista em história da imprensa e da caricatura brasileira, é titular da Cátedra Sergio Buarque de Holanda/Maison des Sciences de l´Homme/Paris para o período 2012-2015, atuando ainda como professora visitante da Universidade de Rennes-2.

· Paulo Rezutti, escritor, autor de “Titília e o Demonão - Cartas inéditas de Dom Pedro à Marquesa de Santos”.

· Andréa Gonçalves Lisly é graduada em História e mestre em Ciência Política pela UFMG e doutora em História Social pela USP. Entre os seus livros, destacam-se “O Trabalho em Minas Colonial” e “História e Gênero”, entre outros.

16h00 - Apresentação: Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica

· Márcio Polidoro, diretor de Comunicação da Odebrecht.

16h30 – Mesa redonda – Operação Condor: histórias de uma guerra fria e suja

· John Dinges, jornalista norte-americano, professor da Columbia University, foi correspondente do Washington Post na América Latina nos anos 1970, autor de “Os anos do Condor – Uma década de terrorismo internacional no Cone Sul”.

· Samantha Viz Quadrat, historiadora, professora de História da América Contemporânea da Universidade Federal Fluminense.

· Ana Graziela Aguiar, jornalista da EBC, com atuação na série de quatro reportagens da emissora sobre a Operação Condor.

19h30 – Conferência – Testemunho e História

· Beatriz Sarlo, escritora e crítica cultural argentina, ex-professora de Literatura da Universidade de Buenos Aires. De sua vasta obra, foram editados no Brasil “Paisagens imaginárias – Intelectuais, arte e meios de comunicação”, “A paixão e a exceção – Borges, Eva Perón, Montoneros”, “Tempo presente – Notas sobre a mudança de uma cultura” e “Tempo passado – Cultura da memória e guinada subjetiva”.

· Maria do Pilar Lacerda, historiadora e educadora, foi secretária de Ensino Básico do Ministério da Educação e atualmente é diretora da Fundação SM.

22/09

Domingo

09h00 – Mesa redonda – África Brasil: Histórias da diáspora e da identidade negra

· Kanbengele Munanga, graduado em Antropologia Cultural pela Université Officielle Du Congo à Lubumbashi e doutorado em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela USP, onde é professor. Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Antropologia das Populações Afro-Brasileiras.

· João José Reis, historiador formado pela Universidade Católica de Salvador, com mestrado e doutorado em História pela University of Minnesota. Autor de diversos livros, entre os quais “A morte é uma festa” e "O Alufá Rufino: tráfico, escravidão e liberdade no Atlântico negro".

· Petrônio Domingues, historiador, com doutorado em História pela USP. Professor Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe e do Mestrado em História. Atua principalmente com os temas das populações da diáspora africana, no Brasil e nas Américas, pós-abolição e multiculturalismo, entre outros.

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terça-feira, 23 de julho de 2013

Presenças internacionais serão destaque da Tenda da História do fHist 2013

Já estão confirmados nomes como os de Kenneth Maxwell, Beatriz Sarlo e John Dinges

Todas as 15 mesas e conferências da segunda edição do Festival de História, o fHist-2013, que será realizado em Diamantina de 19 a 22 de setembro, já têm palestrantes confirmados. De acordo com o coordenador do fHist, o jornalista Américo Antunes, a aceitação do evento junto aos principais especialistas que estudam e escrevem sobre história no Brasil e no mundo foi muito boa. "O fato mostra que estamos consolidando o festival como umas das principais festas literárias do país, e nos mantemos como a única a tratar exclusivamente de temas ligados à História". Quanto à forte presença de especialistas estrangeiros, Américo revela que é uma grata surpresa. "Não esperávamos essa internacionalização já na segunda edição, mas, fomos agraciados com pessoas generosas em aceitar o nosso convite e que vêm de diversos países. Assim, o fHist torna-se uma festa de oficio e arte da história com referência global", declara.

Uma das referências internacionais que estarão no fHist é o historiador britânico Kenneth Maxwell, um dos mais respeitados brasilianistas da atualidade, que ao lado do professor de Estudos Brasileiros na Universidade de Princeton (EUA), o brasileiro Bruno Carvalho, participará da conferência inaugural do fHist 2013. Kenneth Maxwell é especialista em história Ibérica e no estudo das relações entre Brasil e Portugal no século XVIII. O tema da conferência será "O outro lado da História: Tiradentes e a Constituição da independência dos Estados Unidos da América".

Outro nome de destaque é o congolês Kabengele Munanga. O antropólogo especialista nas populações afro-brasileiras foi professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e é um defensor da implementação de políticas afirmativas no Brasil, a exemplo do sistema de cotas nas universidades. Ele fará parte da mesa redonda "África Brasil: Histórias da diáspora e da identidade negra", ao lado do mestre e doutor em História pela University of Minnesota, João José Reis, entre outros.

Na mesa redonda "Operação Condor: histórias de uma guerra fria e suja", o fHist 2013 contará com a presença do professor da Columbia University John Dinges. O jornalista norte-americano foi correspondente do Washington Post na América Latina na década de 70 e autor de "Os anos do Condor - Uma década de terrorismo internacional no Cone Sul".

O olhar no presente das abordagens históricas Na Tenda da História, que será montada na Praça Doutor Prado, o público será chamado a refletir sobre episódios importantes da história do Brasil, na perspectiva dos vencidos. "Nosso objetivo é mostrar o registro de pessoas que acompanharam importantes fatos históricos e que são testemunhas vivas dos acontecimentos", conta Américo.

Nesse sentido, uma conferência extra foi incluída na programação e terá como principal atrativo a presença da escritora argentina e aclamada crítica, Beatriz Sarlo, que especializou-se em mostrar as realidades por trás das máscaras da modernidade. "A historia não é estática, é mais que isso, é um testemunho para interpretarmos como está o presente para desenharmos o futuro e a Beatriz Sarlo abordará isso com muita propriedade", afirma Américo. A presente inquietação da sociedade sobre os fatos históricos será retomada em diversos momentos da programação, entre eles na mesa redonda "Histórias não contadas: Memória e verdade em questão". Os debates contarão com a presença de membros da Comissão Nacional da Verdade, que tem por finalidade apurar graves violações de Direitos Humanos ocorridas no Brasil, entre 1946 e 1988, como Maria Rita Kehl. A mestre em Psicologia Social e doutora em Psicanálise foi editora do Jornal Movimento, um dos mais importantes veículos da imprensa alternativa durante a ditadura militar.

Essa capacidade de trazer a história para o tempo presente é considerado por Américo o grande mérito do fHist 2013. "Vamos aproximar o trabalho que vem sendo produzido nas academias pelos pesquisadores do grande público e trazer à tona algumas investigações ainda pouco divulgadas. Ainda faremos uma garimpagem de histórias que não foram contadas, aproximando com a realidade atual", salienta.

Com mais de 80% das mesas fechadas, agora os integrantes do conselho curador vão se dedicar à concepção das oficinas, mostra de cinema, feira de livros e programação cultural do fHist.

Sobre o fHist

O Festival de História é um evento bianual que está em sua segunda edição, e será realizado entre os dias 19 e 22 de setembro em Diamantina, cidade histórica mineira localizada no Vale do Jequitinhonha. O evento é primeiro festival de literatura de temas históricos do Brasil. O fHist contempla 15 conferências e mesas redondas na Tenda da História; 10 lançamentos de livros, com direito a bate-papo com os autores, no Proseando no Mercado, realizado no Mercado Velho da cidade Patrimônio Mundial; cinco oficinas e mostra de cinema no histórico Teatro Santa Izabel. Espetáculos musicais em praças e igrejas da cidade também estão previstos na programação cultural. Os interessados em participar devem se inscrever pelo site www.festivaldehistoria.com.br. As inscrições são limitadas à capacidade de público da Tenda de História, com cerca de 800 lugares.

O fHist 2013 é uma iniciativa da Nota Comunicação, sob a coordenação da Strategia Jornalismo, com produção-executiva da Polobh. Este ano o evento é apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e tem o patrocínio do Itaú/Unibanco e do BNDES. A edição 2013 do fHist conta ainda com as parcerias do IPHAN, do MEC, da Fundação SM, da Biblioteca Nacional, da Prefeitura de Diamantina, do Projeto República, da UFMG e da UFVJM, e apoio cultural da Fundação Odebrecht.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Festival de História abre inscrições para a edição 2013

 

As inscrições para o Festival de História, o fHist, estão abertas e podem ser feitas exclusivamente pelo seu site oficial, em www.festivaldehistoria.com.br. Primeira e única festa literária com foco em temas históricos do Brasil, a segunda edição do fHist acontecerá em Diamantina entre os dias 19 e 22 de setembro, oferecendo uma diversificada programação aos participantes. A Tenda da História, por exemplo, receberá mais de 50 consagrados historiadores, escritores e jornalistas para um debate franco e aberto com o público em conferências e mesas redondas que terão como eixo temático as "Histórias não contadas".

Com este mote, a curadoria do fHist, que é coordenada pela educadora Pilar Lacerda, pela historiadora Júnia Furtado e pelo jornalista Lucas Figueiredo, pretende trazer à tona novos e inéditos olhares sobre fatos da História do Brasil, desde o período colonial até a atualidade. Temas como os dos povos indígenas, das guerras brasílicas, da diáspora africana, da Inconfidência Mineira, dos anos de chumbo durante o regime militar e do direito à memória e à verdade, entre outros, ganharão vida nas 14 mesas da Tenda da História da Praça Doutor Prado, cujos passaportes para ingresso custam R$ 30 para estudantes, R$ 60 para professores e R$ 90 para as demais categorias.

Além da Tenda, o Festival contará com uma extensa programação gratuita. No histórico Mercado Velho, as Arenas Digitais, a Feira de Livros e os lançamentos com prosa com os autores; e no charmoso Teatro Santa Izabel a Mostra de Cinema e as Oficinas de História. Shows e espetáculos ganharão também as ruas e praças da bela cidade, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial, bem como a exposição do caminhão-museu Sentimentos da Terra, do Projeto República da UFMG.

Apresentado pelo Ministério da Cultura, a segunda edição do fHist conta com diversos parceiros, entre os quais o IPHAN, três universidades (UFMG, UFVJM e UEMG), a Fundação SM, a Biblioteca Nacional e a Prefeitura de Diamantina. O evento é coordenado pela Nota Comunicação e pela Stratégia e tem o patrocínio do Itaú-Unibanco e apoio cultural do Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica.

domingo, 19 de maio de 2013

Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica estará no fHist

O Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica Clarival do Prado Valladares é o mais novo parceiro do Festival de História. De 19 a 22 de setembro, em Diamantina, o Prêmio será apresentado aos participantes do fHist em estande na Feira de Livros do Mercado Velho. Instituída pela Organização Odebrecht em 2003, a iniciativa premia, anualmente, um projeto de pesquisa que contribua significativamente para o maior entendimento da formação econômica, sociopolítica ou artística brasileira. Para incentivar e enriquecer a produção historiográfica nacional, a Odebrecht provê ao vencedor as condições para a realização de seu projeto, com pagamento de direitos autorais e custeio de todas as despesas necessárias à execução e ao registro da pesquisa. Os conhecimentos gerados são consolidados em um livro de arte, distribuído a bibliotecas e outras entidades ligadas à cultura no Brasil e no exterior. O nome do Prêmio é uma homenagem ao médico, pesquisador e crítico de arte baiano Clarival do Prado Valladares, que, entre outras funções, foi membro do Conselho Federal de Cultura e da Comissão Nacional de Belas Artes. Em 2011, a ganhadora do Prêmio foi a historiadora Junia Furtado, com a pesquisa "O Mapa que Inventou o Brasil", sobre a produção da Carte de L’Amérique Méridionale. Junia Furtado integra o comitê curador do fHist.

Hospedagens em Diamantina

Para facilitar a vida dos interessados em participar da segunda edição do Festival de História em Diamantina, entre os dias 19 e 22 de setembro, a agência de turismo e viagens Minhas Gerais realizou negociações com a rede hoteleira da cidade, com o objetivo de garantir diárias a preços e condições vantajosas para os participantes, em todas as categorias. Com larga experiência, a Minhas Gerais oferece também um amplo cardápio de opções de ecoturismo, turismo de aventura, pedagógico, científico e cultural para aqueles que quiserem curtir a bela paisagem dos arredores de Diamantina, antes ou depois do fHist. Mas informações aqui.

Canal fHist

Em www.youtube.com/fhist2011, estão disponíveis os depoimentos de curadores e parceiros do fHist sobre a importância do Festival para a história, a cultura e a democratização dos conhecimentos no Brasil. Entre os depoimentos em vídeo postados estão as da educadora Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM, da historiadora Júnia Furtado, da UFMG, de Luiz Torelly e Michelle Arroyo, do IPHAN, da pró-reitora da UEMG, Vânia Costa, e da professora Mônica Liz Miranda, da UFVJM.

domingo, 5 de maio de 2013

Crescem as parcerias pelo Festival de História

Ao mesmo tempo em que a equipe de curadoria tem trabalhado duro para garantir uma grade de programação imperdível do Festival de História, a coordenação está construindo novas parcerias para ampliar os apoios ao evento. Entre os novos parceiros, o Instituto Fábrica do Futuro vai potencializar a programação do Festival, por meio de criativas intervenções audiovisuais, por meio de oficinas e produção de documentários, que envolverão os estudantes da cidade e os participantes do fHist.

A Fundação Diamantinense de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fundaepe), que é ligada à UFVJM, também será parceira na realização do Festival de História, junto com o Ministério da Educação. Fruto deste envolvimento, as oficinas do Festival, que ocorrerão no Teatro Santa Izabel, serão ampliadas, oferecendo novos temas e vagas.

Apresentado pelo Ministério da Cultura, a edição 2013 do fHist conta com as parcerias do IPHAN, da Fundação SM, da Biblioteca Nacional, da Prefeitura de Diamantina, do Projeto República e de três universidades – UFVJM, UFMG e UEMG.

Sentimentos da Terra

O caminhão-museu Sentimentos da Terra, que é resultado de uma parceria entre o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Projeto República da UFMG, deverá estar em Diamantina durante o 2º fHist. A luta pela terra é o tema da exposição montada dentro do caminhão, cujo projeto museográfico e de vídeos é do arquiteto e designer Gringo Cárdia, que esteve em Diamantina na primeira edição do Festival de História em 2011.

Narrados pelos artistas Caio Blat, Chico Buarque, Dira Paes, Gilberto Gil, José Wilker, Letícia Sabatella, Maria Bethânia, Regina Casé, Seu Jorge, Vera Holtz e Wagner Moura, os 11 vídeos usam técnicas modernas de computação, que transformam imagens, documentos históricos, ilustrações, desenhos e pinturas em maquetes 3D e animações. Além de duas salas para exibição dos vídeos, o caminhão possui um espaço com seis computadores e acesso à internet, monitor interativo e biblioteca com livros sobre arte, fotografia, geografia, costumes e tradições.

Canal fHist

Em www.youtube.com/fhist2011, estão disponíveis os depoimentos de curadores e parceiros do fHist sobre a importância do Festival para a história, a cultura e a democratização dos conhecimentos no Brasil. Entre os depoimentos em vídeo postados estão as da educadora Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM, da historiadora Júnia Furtado, da UFMG, e de Luiz Torelly e Michelle Arroyo, do IPHAN. A pró-reitora da UEMG, Vânia Costa, e a professora Mônica Liz Miranda, da UFVJM, também deixaram a sua mensagem sobre o Festival de História.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Do Brasil Colônia à ditadura militar, historiadores darão voz aos vencidos ou esquecidos

Fonte: O Globo (clique aqui)

A História é sempre contada pelos vencedores. Para contrabalançar a incontestável verdade, exaustivamente repetida na forma de clichê, historiadores querem dar voz aos vencidos e também aos completamente esquecidos desde o Brasil Colônia até a ditadura militar. Este, ao menos, é o foco do Segundo Festival de História de Diamantina, que acontece em setembro, na cidade histórica mineira, reunindo especialistas de todo o país.

— A História é contada pelos vencedores sim. Nas escolas, as crianças aprendem a disciplina do ponto de vista de quem venceu. E, além disso, existe uma grande parte dela que, simplesmente, não é pesquisada ou revelada — afirma a curadora do festival, Pilar Lacerda, do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). — Nas reuniões que a gente tem feito para organizar o festival, começamos a descobrir muitas pesquisas e trabalhos sobre movimentos, rebeliões e pessoas que não foram muito explorados; episódios que não foram contados ou que não tiveram o destaque merecido. Este é um momento especial para recuperá-los.

Para a especialista, os grandes derrotados da História do Brasil são os índios e os negros. A historiografia tradicional é toda baseada no ponto de vista europeu, não dos indígenas, nem dos negros que vieram da África. De acordo com os números mais aceitos hoje, em 1500, quando Pedro Álvares Cabral chegou por aqui, havia algo entre 2,5 milhões e 6 milhões de índios. Pelo último Censo, sua população atual é de 897 mil pessoas — embora já tenha sido menos ainda, 250 mil, em 1997. Os navios negreiros, por sua vez, deixaram em terras brasileiras aproximadamente 6 milhões de indivíduos.

— Ainda assim, a abordagem da História que a gente tem é muito europeizada, ela é contada sempre a partir do movimento dos europeus, de como eles vieram para cá, de como como nos dominaram — sustenta Pilar. — Evidentemente isso é importante, mas não podemos nos limitar.

Abordagens equivocadas e erradas

Obviamente a escravidão e o tráfico negreiro são abordados nos livros de História, mas, segundo a especialista, de forma breve e superficial.

— Me lembro de quando passei o filme “Amistad”, de Steven Spielberg, para os meus alunos, a maioria deles negros; todos ficaram atônitos. Havia um desconhecimento muito grande da trajetória de seus antepassados. O tema é falado nas escolas, mas normalmente não é aprofundado — afirma Pilar. — Seria importante mostrar que eles foram arrancados de suas culturas, de civilizações. Que não eram pessoas brutas, ignorantes, que se não tivessem vindo para cá teriam morrido. E há outras abordagens possíveis. A música, por exemplo. O samba explica a história do povo negro, urbano, marginalizado nas grandes cidades. Até porque o fim da escravidão não promoveu a inserção. Isso, sem dúvida, melhoraria o entendimento da História do Brasil.

Em relação aos indígenas, a situação é ainda pior, na análise da historiadora. Retratado ora como selvagem, ora como uma figura ingênua, os índios foram exterminados aos milhares pelas armas dos colonizadores ou por suas doenças. Pior do que isso, como revelaram documentos recentes, foram tratados com crueldade durante a ditadura militar.

— A história dos índios não é contada de forma equivocada, mas de maneira totalmente errada mesmo — garante a historiadora. — A abordagem varia muito, mas eles nunca aparecem como protagonistas. São seres mais fracos, mais bonzinhos, mais ingênuos. No caso do Brasil, trabalhou-se muito a ideia de que não resistiram (à dominação), de que lidaram bem como o branco europeu.

Os índios e os negros não serão os únicos “vencidos” da História do Brasil a ganhar voz no Festival de Diamantina, entre os dias 19 e 22 de setembro.

— Outros vencidos da nossa História são parte da população pobre que tentou se rebelar sem estar aliada a setores dominantes — enumera a curadora do festival. — Revoltas coloniais foram duramente reprimidas e acabaram tendo pouca visibilidade porque não representavam oligarquias ou classes dominantes. Nossa ideia é mostrar não só necessariamente o vencido, mas também aqueles que não tiveram muita visibilidade, dificultando nossa interpretação e entendimento de diversos momentos da História do Brasil.

Filmes, livros e música

Nos moldes da Festa Literária de Paraty (Flip), o Festival de História tem como uma de suas principais características as mesas-redondas e debates abertos à participação do público. Sob o tema “Histórias não contadas”, serão realizadas 14 discussões e apresentações de novos trabalhos sobre resistência indígena, legado dos jesuítas, escravidão, rebeliões coloniais e ditadura militar. Estão previstos ainda oficinas, exibição de filmes, espetáculos musicais e lançamento de livros. Para os organizadores, a História não é contada apenas por historiadores.

— São olhares diferentes que se complementam. Nem o historiador, nem o jornalista, nem o cineasta são capazes de fazer bons trabalhos sem uma pesquisa séria, aprofundada. Então há uma base comum, que são horas e horas de pesquisa — diz Pilar. — Mas a abordagem é diferente, a linguagem do cinema é diferente da linguagem acadêmica. E a leitura também é diferente, se o autor é um acadêmico ou um jornalista. Do ponto de vista do registro histórico, são todos igualmente importantes. E acho que é muito rico que tenhamos essa diversidade.

O tema deste ano surgiu por conta do trabalho que vem sendo feito pela Comissão da Verdade, ao revelar histórias da ditadura militar.

— Esse momento que o Brasil vive de rever a ditadura nos entusiasmou — explicou. — A gente acha que um festival tem a obrigação de trazer novas abordagens, não adianta ser mais do mesmo. A gente quer mais do que é inédito, do que foi silenciado.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/historia/festival-de-diamantina-mostrara-otica-dos-derrotados-8103237#ixzz2Qd0gU4pV

sábado, 6 de abril de 2013

Programação do 2º fHist começa a sair do forno

Em uma prestigiada reunião realizada no dia quatro de abril, no Projeto República da UFMG, a linha temática e de conteúdos da programação do Festival de História, a realizar-se em Diamantina entre os dias 19 e 22 de setembro, começou a ser delineada.

A reunião, que contou com as presenças de historiadores e representantes da Fundação SM, do IPHAN, da UFMG e UFVJM, da Secretaria de Cultura de Diamantina e da Adeltur, definiu como linha do Festival "Histórias não contadas", visando propiciar a reflexão e o debate sobre temas, como resistência indígena, legado dos jesuítas, escravidão, rebeliões coloniais e ditadura militar, entre outros. Além das 14 mesas redondas da Tenda de História da Praça Doutor Prado, as "Histórias não contadas" pautarão as demais ambiências do fHist, tais como as oficinas de História, a Feira de Livros e os lançamentos de novas obras no Proseando no Mercado, as sessões comentadas de cinema no Teatro Santa Izabel e as exposições e espetáculos musicais.

Festival adota novo modelo de curadoria

Para levar em frente o instigante desafio das "Histórias não contadas", o fHist optou pela adoção de um modelo de curadoria inédito nos festivais literários, que é o do trabalho em equipe. Assim, integram a curadoria do 2º Festival de História a educadora Pilar Lacerda, ex-secretaria de Ensino Básico do MEC e hoje diretora da Fundação SM, os professores Sérgio Alcides e Júnia Furtado, da UFMG, e Wellington de Oliveira, da UFVJM. Os curadores contarão ainda com a colaboração da historiadora Heloísa Starling, do Projeto República da UFMG. As instituições parceiras do fHist, como o IPHAN, a UEMG e a Biblioteca Nacional, também colaborarão ativamente no delineamento da grade de conteúdos da programação. A equipe já começou a trabalhar e em breve começarão a ser anunciados os temas e convidados do Festival de História.

Como participar

As inscrições para o Festival de História em Diamantina serão abertas no dia três de junho de 2013, com vagas limitadas à capacidade de lugares da Tenda da História na Praça Doutor Prado. Cadastre-se aqui para receber informações e notícias exclusivas sobre o fHist.

terça-feira, 5 de março de 2013

"Histórias reveladas" darão o compasso do fHist em 2013

"Histórias reveladas" formam o eixo temático das mesas redondas, oficinas, sessões de cinema e espetáculos da segunda edição do Festival de História, o fHist, que acontecerá em Diamantina, de 19 a 22 de setembro. Com este eixo, o festival pretende trazer à tona importantes fatos históricos do país revelados recentemente, por meio de pesquisas e acesso a documentos antes sigilosos, bem como de outras ações, como a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investiga a violação de direitos humanos no Brasil, entre 1945 e 1988. Na Tenda da História, na Praça Doutor Prado, o ofício de reportar a memória e a verdade perpassará os sub-temas do fHist que serão debatidos em 14 mesas redondas por historiadores, autores e jornalistas convidados. Em pauta, um novo olhar sobre temas fundamentais para compreender e passar a limpo a História do país, como o Legado dos Jesuítas; as Rebeliões Coloniais; a Inconfidência Mineira; a Independência do Brasil; a Literatura, História e Educação; a Antropologia Forense; a Ditadura Militar, a Censura e o Futebol; Biografias Reveladas; e a Operação Condor e a Guerra Fria, entre outros. Em todas as outras ambiências do fHist, como no Mercado Velho e no Teatro Santa Izabel, as “Histórias reveladas” marcarão o compasso do Festival.

Um festival construído por todos os parceiros

Outra novidade da segunda edição do fHist é o envolvimento das instituições parceiras na construção da programação. Participam ativamente deste trabalho a Fundação SM, referência em educação na Espanha e com grande atuação na América Latina, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Fundação Biblioteca Nacional (BN), o Projeto República da UFMG, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Prefeitura de Diamantina. Em breve, a programação das atividades do fHist, como mesas redondas, filmes e convidados, começarão a ser disponibilizada no nosso site oficial www.festivaldehistoria.com.br

Como participar

As inscrições para o Festival de História em Diamantina serão abertas no dia três de junho de 2013, com vagas limitadas à capacidade de lugares da Tenda da História na praça Doutor Prado. Cadastre-se aqui para receber informações e notícias exclusivas sobre o fHist.