segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pedal Real

Acompanhe aqui no Passadiço Virtual  a viagem solitária  de Marconi Leão pela Estrada Real, de Diamantina até Paraty.

Dia 05/07/2012 – Quinta-feira

E aí moçada, beleza? Hoje estou em Mariana e mais uma vez não vai dar para postar as fotos por falta de cabo. Mas a viajem tá fina d+. Hoje foi o dia que mais comi poeira. Tô sujo até agora procurando uma pousada. Amanhã será um grande dia pois termino o caminho dos diamantes chegando a Ouro Preto! Abraço a todos!

Dia 06/07/2012 – Sexta-feira

Amanhã partindo para Congonhas. Iniciando o Caminho do Ouro!

Dia 07/07/2012 – Sábado

Pernoite em Santo Antônio do Leite, linda e aconchegante cidadezinha. Vale a pena visitar. Amanhã é seguir por mais 45 quilômetros até a famosa cidade de Congonhas, que abriga em seu acervo histórico boa parte da obra do mestre Aleijadinho. Até a próxima!

Dia 08/07/2012 – Domingo

Oi meus amigos. Continuo devendo as fotos porque  não consigo um computador com entrada para cartão. Hoje cheguei a Congonhas.

Ontem comecei o Caminho do Ouro e foi meu primeiro dia de pedal sem dor (acho que agora o corpete sentiu que não adianta reclamar) rsrs.

Esta experiência está sendo mais que uma lição de vida para mim. Até me arrisco a dizer que é um resumo da vida em alguns dias, pois passamos por desafios, alegrias, dores, recompensas, enfim por tudo que nos acontece no dia a dia.

Cheguei a várias conclusões: a vida não é como mostram os jornais porque existem muito mais pessoas boas do que ruins, quem tem fé tem força, quem tem amigos sempre terá apoio num momento de dificuldade, quem tem família tem para onde voltar e quem tem Deus no coração tem TUDO!

Dia 09/07/2012 – Segunda-feira

Oi meus amigos!

Hoje saí de Congonhas acompanhado de meu amigo Nilo (de bike) e sua família naquele apoio. E como disse ontem quem tem amigos não passa dificuldade e hoje foi o 1º dia que a magrela deu pau. A corrente quebrou e advinha quem teve a ferramenta e a manha de concertá-la? rsrs.

No caminho encontramos com o ciclista Tiago de Vitória que nos acompanhou até Entre Rios de Minas. É isso aí, as fotos continuo devendo por falta de cabo e um computador com leitor de cartão. Amanhã estaremos em Prado. Abraço a todos.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Todos por Helena Penna

Fonte: Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.

Toninho Horta, Vander Lee, Amaranto, Fernando Brant, Chico Lobo, Dona Jandira, Kadu Vianna, Ladston do Nascimento, Célio Balona, Milton Ramos, Christiano Caldas, Jairo de Lara, Tino Gomes, Lígia Jacques, Waldir Silva, Lucas Telles, Selmma Carvalho, Ausier Vinícius, Sérgio Pererê, Rodrigo Delage, Ana Cristina, Cláudio Moraleida, Pereira da Viola, Wilson Dias, Carlinhos Ferreira, Sérgio Moreira, Gracinha Horta, Tempera Viola, Cadu de Andrade e Geraldo Vianna são as atrações do show “Todos por Helena Penna”.

O evento será realizado na quinta-feira, 12/7, às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes e marca o lançamento da “Coletânea Helena Penna”. O CD independente reúne algumas das melhores interpretações da cantora ganhadora do Prêmio da Música Brasileira (Prêmio Sharp), que hoje enfrenta sérias dificuldades.

O ingresso custa R$ 20, sendo que a renda da bilheteria e da venda do disco será revertida para ajudar a artista. A produção conta com o apoio da Fundação Clóvis Salgado, Rádio Inconfidência, Rede Minas de Televisão, Márcia Francisco Assessoria de Imprensa, restaurante Xico da Cafua e Mazza Edições.

Evento: Show - Todos por Helena Penna
Data: 12 de julho
Local: Grande Teatro do Plaácio das Artes (Av.Afonso Pena, 1537 - Centro - BH)
Horário: 21h

Visite o excelente site Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira e saiba quem é Helena Penna.

Logo após seu nascimento, a família transferiu-se para a cidade de Diamantina, em Minas Gerais.

Aos cinco anos de idade apresentou-se pela primeira vez em público em um parque de diversões.

Aos 12, mudou-se com a mãe e os três irmãos para Belo Horizonte, onde ganhou destaque no cenário artístico.

Entre 1982 e 1983, estudou iniciação musical no Conservatório Mineiro de Música da UFMG.

Em 1982, formou-se em “História” pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Belo Horizonte (Fafi-BH), depois Uni-BH, chegando a integrar o coral da instituição.

Entre 1984 e 1988, integrou o Grupo Tecla (Teatro Clube da Amizade), fundado pelo padre Antônio Gonçalves e dirigido pelo teatrólogo Wenceslau Coimbra Filho.

Atuou nos espetáculos musicais “Morte e vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto e Chico Buarque (1984); “Chico Viola”, de Ângelo Pinho e Jorge Fernando dos Santos (1985); “Chico Rei”, de Walmir Ayala (1986); e “Garimpo – lugar ao sol”, de Jorge Fernando dos Santos (1987), numa produção do Teatro Universitário da UFMG. Ainda como atriz, participou de longas e curtas-metragens, além de comercias de TV.

Diamantinense Evandro Passos vai integrar Conselho internacional de dança da Unesco

Fonte: Divirta-se – UAI – clique aqui

Juarez Rodrigues/EM/D.A PressNascido em Diamantina, Evandro Passos chegou a Belo Horizonte com 16 anos. Seu programa preferido era frequentar as portas dos teatro. Ficava do lado de fora porque ainda não tinha dinheiro para o ingresso. Certa vez, na entrada do Palácio das Artes, foi convidado a fazer um teste por Geraldo Vidigal, do Grupo Folclórico Aruanda. Aceitou, entrou, aprendeu danças folclóricas e recebeu convites para outros trabalhos, quando começou a expandir horizontes.

Nessa época, meados dos anos 1970, surgiu em BH o hábito de as academias de dança oferecerem bolsas a homens, que eram escassos nesse mercado. Evandro aproveitou todas as oportunidades. Aprendeu e treinou diversas modalidades, passou por diferentes companhias e professores e também participou de todas as oficinas que passaram pela cidade. Uma delas, da coreógrafa Marlene Silva, que abriu a primeira academia de dança afro da capital. Evandro foi conhecer e decidiu: era o que faria. “Era 1977 e quando vi aquilo quis me especializar”, recorda.

Certo dia, o Sindicato dos Bancários precisava de uma apresentação voltada para a cultura negra. O diretor cultural chamou Evandro, que abriu inscrições, reuniu 15 pessoas e montou uma coreografia. Foi um sucesso. Por conta disso, o diretor Gilson Fubá ofereceu o espaço para Evandro Passos criar um grupo e ter um local de ensaios.

Esse empurrãozinho faria nascer, em 1982, o Grupo Bataka, especializado em dança afro. Trinta anos depois e com dezenas de bailarinos tendo passado pela companhia, saiu o estatuto da Bataka, que se tornou uma associação sociocultural. “A gente vem dando aulas de dança afro e folclórica na escolas, fazendo interlocução com música e artes plásticas. Decidimos ampliar e registramos. Mas o mote ainda é a dança. Estamos dando formação de professores, trabalhando muito com a Secretaria Municipal de Educação. Queremos patrocinar o pessoal que trabalha a cultura afro nas escolas”, avisa Evandro.

Paralelamente, Evandro é ator. Estudou arte cênicas e já participou de novelas, minisséries e espetáculos teatrais. Recusa-se a ver a dança como arte única.

Clique aqui para ler reportagem completa.

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio - (38) 3531-9537 - producaocultural@diamantina.mg.gov.

Dia 06/07 - sexta-feira.

-Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo - Sexta Nossa
Local: Mercado Velho
Horário: A partir das 18 horas
Atração: Show com Francisco Galvão
Dia 07/07 - sábado

-Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado
Local: Mercado Velho
Horário: A partir das 08 horas
Atração: Show com JK Samba

-Espetáculo Teatral "Casa Torta"

Local: Teatro Santa Isabel

Horário: A partir das 20horas
Atração: Grupo Trilha Tempo

Dia 08/07 - Domingo

-Feira de Livre do Largo Dom João/ Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo.
Local: Praça D. João
Horário: A partir das 07 horas
-Café no Beco
Local: Beco da Tecla
Horário: A partir das 08 horas

-Espetáculo Teatral "Casa Torta"

Local: Teatro Santa Isabel

Horário: A partir das 15 horas
Atração: Grupo Trilha Tempo

 

Prefeitura de Diamantina realiza cadastro cultural

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A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio da Prefeitura de Diamantina está realizando o cadastro das pessoas que atuam na área cultural do município.

Mais informações ligue: 3531-9527/ 3531-9537.

Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais suspende concurso da Prefeitura de Diamantina

Fonte: Concurso e Empregos Abertos

Segundo o site Concurso e Empregos Abertos a “Prefeitura Municipal de Diamantina, Estado de Minas Gerais, informa aos candidatos que está suspenso temporariamente o Concurso Público, aberto através do Edital nº 001/2012, para o preenchimento de 71 vagas, em virtude de determinação exarada pelo Egrégio Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, conforme Ofício nº 7718/2012 – SEC/2ª Câmara o qual determinou ao município que promovesse alterações no Edital, para correção de falhas no instrumento convocatório.

O ato de reabertura do Concurso Público será publicado oportunamente no quadro de avisos da Prefeitura / Câmara Municipal de Diamantina, no quadro de aviso do Fórum da Comarca, nas unidades de saúde do município, nas escolas municipais e estaduais do município de Diamantina, bem como no endereço eletrônico da empresa organizadora do Concurso MSM Consultoria e Projetoswww.msmconsultoria.com.br, Diário Oficial do Estado de Minas Gerais e Jornalde grande circulação no município.”

Clique aqui para ler a notícia completa.

O reformador do Tijuco

Autor: Saul Moreira, no Micuim.org.

Não sei bem por que cargas d’água me lembrei disso hoje. Talvez porque tenho lido ultimamente um monte de “notícias” vindas do Tijuco sobre pessoas dizendo que a Cidade precisa disto, disso, daquilo, daquilo outro; que se deve fazer uma coisa, outra, mais outra… Qualquer hora um doutor “progressista” vai sugerir que no lugar do Mercado Velho deve-se construir um “xópim”, com ar refrigerado, escadas rolantes… Ou talvez transformar a praça num “párquim”, asfalto, vagas demarcadas…

De repente − quem sabe?− um mais saudosista, recém-retornado, depois de uns 50 anos, não sugerirá, ao contrário, fechar a universidade, mandar alunos e professores e funcionários pras cucuias; reabrir a zona boêmia no centro; voltar com o calçamento pé de moleque… Talvez vetar outra vez a entrada de negros, mulatos e militares no Acayaca… Do jeito que as coisas vão, não estranharei muito “ideias” desse gênero. Mas a lembrança que me veio agora é outra, embora tenha a ver.

Como sempre, não sei em que ano o fato se deu. Mas Diamantina passava uma fase difícil: garimpos se fechando, comércio apertado, muitas famílias “de bem” se mudando pra BH ou pra Sete Lagoas ou pra Montes Claros. O Japão dizia que lá não havia mais capital de giro, mas “dívida de giro” – se um quebrasse pra valer, seria a bancarrota de um monte (previsão que se confirmou pelo menos uma vez que eu me lembre). E nem se sonhava em ser patrimônio da humanidade.

O Pedrelina já não ia muito ao bar, e o Cica, sem o bom humor do pai, assumira o comando do “É Aqui o Seu Cantinho”. E o Cica conversava pouco com quem não conhecia. Atendia bem, sorria meio de lado, mas falava pouco, só o estritamente necessário. E o estritamente dele era bem restrito mesmo. Naquela tardinha, além de mim tinha só mais uns três ou quatro bebericando umazinha e provando umas bolas − umas com farda, outras sem, de acordo com o gosto do freguês − ou um naco de maçã de peito.

Pois eis que adentra o recinto um diamantinense dos recém-retornados à boa terra. Todo fagueiro e cumprimentador, como é característica desses “voltantes”. Crente que todo mundo o reconheceria de cara, depois de uns trinta anos sem dar as caras. Evidentemente, todos fingiram educadamente que o reconheciam. E o cara pede uma pinga, finge que entende daquilo. E pede uma cerveja, serve o copo de todos… E deita falação. E pede mais uma. O Cica vai devagar, serve, passa o pano no balcão. E o cara logo pede outra, e deita mais falação. Que vai fazer e acontecer. Vai modernizar o Tijuco. Que a Cidade precisa disso e daquilo e daquilo mais… Em São Paulo é assim; no Rio, assado; em Barcelona, um monte de trem adaptável a Diamantina. Na América, ele teve um monte de ideias aplicáveis…

Pra encurtar conversa: o sujeito resolve que tem que ir embora correndo, atrasado pra um monte de compromissos que já tinha arrumado pra aquela noite (Deus haveria de saber quanta coisa ocorreria naqueles tempos de paradeiro). Distribui o resto da cerveja no copo dos presentes. Paga e sai apressado, todo amigo de infância, a boca cheia de dentes, gola da camisa suja de gordura.

Faz-se um silêncio total no bar, nós esperando a reação do Cica. Ele passava e repassava o pano no balcão, cabeça meio de banda. Daí a pouco ri de lado e solta: − Como já tô careca de ver, daqui a um mês esse buta quer mudar mais coisa nenhuma aqui. Esperem só pra ver… E foi remexer devagar a carne cozida naquele “mostruário” quente em cima do balcão. E a gente explodiu as gargalhadas suspensas durante toda a falação do novo Reformador do Tijuco − naquele tempo a gente ria à toa à toa.

Inscrições para o 44º Festival de Inverno da UFMG

Fonte: Museu do Diamante

A equipe organizadora do 44º Festival de Inverno da UFMG disponibilizou formulários para realização de inscrições para quem não tem acesso a internet. Quem ainda não fez sua inscrição poderá fazê-la no Museu do Diamante/Ibram (Rua Direita, 14 - Centro - Diamantina-MG)

Os formulários serão recolhidos no dia 04 de julho (quarta-feira) e a lista completa dos selecionados será divulgada a partir do dia 05/07 (quinta-feira).

O 44º Festival de Inverno da UFMG acontecerá nos dias 15 a 26 de julho em Diamantina (MG) e a programação completa está disponível no site:

 https://festivalufmg.wordpress.com/

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13º Encontro Cultural de Milho Verde

Clique aqui para saber mais.

Pedal Real

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Dia 03/07/2012

Amanhã é dia de seguir para um dos cartões postais de Minas Gerais, a cidade de Catas Altas. Além das belezas naturais proporcionadas pela altitude da Serra do Caraça, a cidade abriga o Santuário do Caraça e um impressionante acervo histórico da história mineira e do Brasil.

Mais um sonho realizado

Coincidência ou não, o fato é que exatamente um dia após a publicãção de um post aqui no nosso “blogzinho” sobre o abandono da Praça de Esporte e da obra de Niemeyer, a Prefeitura resolveu roçar o matagal e recolher parte do lixo daquele espaço.

Não importa o motivo para tal medida, pois o mais importante é que algo foi feito.

Seguindo a mesma linha da propaganda estampada nas faixas distribuídas pela cidade, damos os parabéns à Prefeitura pela realização de mais um “sonho”.

Que tal agora  realizar outro sonho? Por exemplo,  o conserto do banco mostrado na foto abaixo enviada por um de nossos leitores. Será que alguém se anima a descansar neste banquinho depois de subir a Rua São Francisco?

Foto: Será que alguém se anima a descansar neste banquinho depois de subir a Rua São Francisco?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Festivale: Festival da cultura do Vale do Jequitinhonha

Fonte: Assessoria de Imprensa da UFMG – clique aqui

30º FESTIVALE - ITAOBIM - MG  DE 22 A 28 DE JULHODe 22 a 28 de julho, a cidade de Itaobim abriga o maior festival da cultura do Vale do Jequitinhonha, o Festivale, que chega a sua trigésima edição. Os eventos são abertos ao público, mas os interessados em participar do Festival de Música e da Noite Literária devem se inscrever até 9 de julho no site www.fecaje.org.br.

O Festivale é realizado pela Federação das Entidades Culturais e Artísticas do Vale do Jequitinhonha (Fecaje) e tem como parceiro o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha.

Neste ano, o evento integra a programação comemorativa do cinquentenário da cidade de Itaobim. O público poderá assistir a apresentações musicais com artistas da região, espetáculos de dança e teatro, oficinas artísticas, além da tradicional feira de artesanato da região.

Festival de Música
Para incentivar a produção musical do Vale e lançar novos artistas, será promovido de 26 a 28 de julho o festival de música. Poderão participar compositores e intérpretes nascidos ou residentes no Vale. As músicas inscritas deverão ser inéditas, e o valor da inscrição é de 25 reais por canção. Entre os talentos revelados por este festival estão Paulinho Pedra Azul e Rubinho do Vale.

Noite Literária
Durante o concurso de poesias que será realizado no dia 25 de julho, serão realizadas apresentações e leituras com o objetivo de resgatar e valorizar a linguagem escrita, consagrada como importante forma de manifestação cultural do vale do Jequitinhonha. Podem participar autores nascidos ou residentes em todo o território nacional. Os textos devem ser inéditos e o valor da inscrição é de 20 reais.

Sobre o Festivale
O Festival teve sua origem no I Encontro de Compositores do Vale do Jequitinhonha, que mostrou aos seus organizadores a necessidade de expandir a cultura do Vale. Desde então o evento ocorre anualmente, e a cada edição uma das cidades da região é escolhida como capital cultural do Vale do Jequitinhonha. O público é cada vez maior, e o evento tem cumprido sua proposta principal, que é a de atuar politica e culturalmente para transformar a realidade das cidades e do povo do Jequitinhonha.

Informações sobre programação e inscrições no site da Fecaje.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pedal Real

Acompanhe aqui no Passadiço Virtual  a viagem de Marconi Leão pela Estrada Real, de Diamantina até Paraty.

Dia 30/06/2012 – Sábado

Partida do Mercado Velho de Diamantina ás 9 horas da manhã. Ciclistas diamantinese acompanharam Marconi até Milho Verde. Pernoite no Serro.

Dia 01/07/2012 – Domingo

E já se foram 130 quilômetros de Estrada Real. Pernoite em Conceição do Mato Dentro, município que abriga a incrível Cachoeira do Tabuleiro. As pernas ainda estão intactas apesar de percorridos os trechos mais técnicos da estrada, com aclives de 09 quilômetros e desnível (positivo) em torno de 600 metros. Amanhã o pedal segue para Morro do Pilar. Abraços a todos!

Dia 02/07/2012 – Sábado

Parada antecipada. Hoje o pernoite é em Itambé do Mato Dentro. Trecho muito íngreme depois de Conceição do Mato Dentro. Foram 61 quilômetros de bastante dificuldade. Morro do Pilar ficou para amanhã.

domingo, 1 de julho de 2012

Obra de Oscar Niemeyer e Praça de Esportes pedem socorro !

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Clique nas fotos para ver os detalhes.

Carta para Diamantina

Interessante como os tempos mudam, com novos valores, novas preocupações, novos dilemas... Interessante como se manifesta, das mais diversas maneiras, o processo de evolução das pessoas...

Aprende-se com os erros passados, com a imobilidade, com a falta de iniciativa, com o  que não conseguimos fazer recomeçar, com o que deixamos de contribuir para que as mudanças pudessem se concretizar, que deixamos de agir de corpo e alma para que o mundo, para que a vida, pudessem ser muito melhores.

Aprende-se também, demais,  com aqueles que  acertam, que se movimentam, que tomam as iniciativas... Aprende-se muito com aqueles que lutam por ideais, causas, que se preocupam com a vida, independente da forma com que se manifestam.

Aos poucos se agrupando, hoje, se tornaram muitos, que exigem respeito, honestidade, lealdade, atenção, cuidado, para TODA FORMA DE VIDA.

Existem os que cuidam de gente. Gente nova e velha, gente especial, diferente, gente excluída...Doam sua atenção, seu tempo, suas ações para confortar seus iguais. Outros cuidam de “bicho” e por eles também se doam.

E é por eles que o que está acontecendo em Diamantina, descrito e divulgado nas redes sociais, nos preocupa imensamente, pois a violência praticada, o desrespeito generalizado aos animais e às leis, o posicionamento da administração frente ao assunto, não são exemplos dignos para uma sociedade dita civilizada, evoluída, preparada para a escolha de seus representantes.

Justificar os fatos acontecidos com base em uma lei municipal nos pareceu no mínimo inadequado, a não ser que a mesma pudesse ser totalmente colocada em prática, pois pela situação descrita pelos protetores de Diamantina, ela é inexequível, pois o município não se estruturou para tal.

Nessa Lei Municipal n.3597, de 30 de dezembro de 2010, regulamentou-se a proibição de que animais fiquem soltos nos logradouros públicos, determinando que os proprietários de cães e gatos os mantenham em “condições adequadas de alojamento, alimentação, saúde, higiene e bem-estar, bem como a destinação adequada dos dejetos”; esquecendo-se de que é o município que deveria manter, da mesma forma, aqueles abandonados, negligenciados, mal tratados e doentes, não só cães e gatos. O que fazer então quanto à determinação do § 3º, de que “os animais devem ser alojados em locais onde fiquem impedidos de fugirem e agredirem terceiros ou outros animais”, se o município não dispõe de um espaço específico para essa finalidade, e tem praticado o que há de mais deplorável para qualquer ser vivo, que é mantê-los sem água, sem comida e sem as condições mínimas necessárias à dignidade de um ser que sente medo, dor, sofre e que, invariavelmente, não pode evitar o que lhe é imposto? Como cobrar do cidadão qualquer iniciativa mais razoável, se o exemplo dado é o de descaso, desrespeito, falta de preparo na condução das ações, intolerância às críticas e negligência quanto à aplicação das leis de proteção animal?

E nossa preocupação é mais ampla, pois as mudanças necessárias visando o bem estar da população, mesmo que através do bem estar dos animais, requerem mudanças estruturais profundas, mudanças de conceitos, principalmente em relação aos servidores designados para a função. Pessoas adequadas e preparadas vão trazer à administração uma credibilidade, onde só se tem a ganhar. A aproximação e parceria com protetores e simpatizantes da causa poderá inclusive suprir aquilo que a prefeitura tem dificuldade de concretizar.

Nesse contexto, vale lembrar que o Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV - já tem normatizado, sobre o assunto, legislação que deve servir como base daquilo que o município vai adotar como é o caso da Resolução n.1000, de 11 de maio de 2012, que dispõe sobre procedimentos e métodos de eutanásia em animais, e dá outras providências. Devendo ser de responsabilidade do médico veterinário, que obrigatoriamente deverá participar supervisionando e/ou executando – artigos 5 e 6; determina que os animais devam ser submetidos à eutanásia em ambiente tranquilo e adequado, respeitando-se o comportamento da espécie – artigo 7; prevendo ainda que a não observância das regras e princípios definidos na resolução sujeitará o médico veterinário a responder processo ético profissional – artigo 16. Nessa mesma resolução, são também determinados os métodos considerados recomendados, os aceitáveis com restrição e os inaceitáveis.

A descrição da realidade praticada em Diamantina é totalmente INACEITÁVEL.

Desse modo, temos a certeza de que um patrimônio histórico como esse, berço de gente que fez história, tem muito o que mostrar com seus acertos, assim como tem muito o que aprender com seus erros, reformulando o quanto antes sua política pública frente à proteção animal.

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