quarta-feira, 11 de março de 2009

Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas

O senador Cristovam Buarque apresentou um projeto, no mínimo, muito interessante na área da educação. O projeto de lei propõe que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. De acordo com o senador quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.  Acho muito muito difícil sua aprovação, pois alegarão inconstitucionalidade, já que toda pessoa tem o direito de escolher a forma de educação de seus filhos. Mas a discussão está lançada.

Seria interessante transferir essa idéia para outras sitauções: o ministro dos transportes teria que andar de ônibus lotado ou viajar por nossas estradas cheias de buracos; o secretário de saúde deveria ser atendido nas longas filas do SUS e assim por diante. Provavelmente a situação melhoraria para grande parte da população.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Domingo no parque ou negligência do poder público?

Texto: Professor Wellington F. Gomes

No primeiro dia de março, mês que completo cinco anos de Diamantina, fui pela primeira vez, e altamente entusiasmado, levar minha filha (3,5 anos) para passear na mais nova praça pública do município. Uma tarde de domingo.

Estávamos preparados: bicicleta, cachorro, máquina fotográfica e mil idéias e desejos. Escorregador, balanço, caixa de areia, sombra,... Oba! Era isto que esta cidade estava precisando! Pensava comigo!

Estacionamos, descarregamos as coisas do carro, sem saber que infelizmente em poucos minutos estaríamos descarregando eram nossos desejos, nossas expectativas, nossa esperança que desta vez teríamos um local público mais saudável. Local este onde nós enfim poderíamos saborear os domingos e os finais de tarde sob a sombra das árvores, observando o charme da cidade.

Mas este artigo poderia ter outros títulos, como: “Negligência da prefeitura fere criança em município mineiro!”; “Quem deveria cuidar fere: com a palavra o poder público municipal”; “Desperdício do dinheiro público fere duplamente o cidadão: no bolso e na pele” ou ainda “Brinquedos para ferir e não para divertir!”.

Vamos aos fatos. A praça, ou melhor, o “Parque Urbano da Praça de Esportes” foi inaugurado em dezembro de 2008 e muito comemorado pelos habitantes locais. Até então não tínhamos ambiente parecido na cidade, cuja escassez de árvores é evidente.

Agora, em menos de três meses, constatamos que nenhum brinquedo funcionava. Eu decepcionado, minha filha meio sem graça olhava para aqueles ferros sem objetivos, instalados na caixa de areia suja! Sobram lixo e mato para todo lado. Até aí tudo bem, decepção instalada.

Continuo a explorar o ambiente, sem acreditar na grande tarde de domingo que havia prometido a minha filha. Armadilhas ardilosas eram encontradas por toda parte! Buracos, vidros, bueiros sem tampas, tijolos, madeiras com parafusos e pregos,...

Comecei a fotografar! Maquina que deveria captar minha filha se divertindo começou a ser usada para registrar o descaso com o dinheiro público e com o maior e unicamente verdadeiro patrimônio da humanidade: as crianças!

A tragédia anunciada aconteceu! Uma criança chorando! Do pé escorria sangue. Usava a camisa do seu time. Tinha jogo naquele domingo! Ele e a família não viram a partida de futebol já que foram para um dos dois hospitais da cidade!

Enquanto enrolava o pé do garoto com o papel higiênico que peguei no carro, seu pai com a voz engasgada dizia “trouxe meu filho aqui para sair um pouco da frente da televisão, mas acho que agente deveria ter ficado em casa jogando vídeo-game mesmo” e ele completou ao sair carregando seu filho não antes de agradecer pelo papel “vou agora com ele para o pronto socorro”.

Um ferro retorcido bem no fim do escorregador era o culpado.

Não só ele!

Esta lesão no pé da criança cai sobre as costas dos gestores municipais!"

sábado, 7 de março de 2009

As áreas de proteção ambiental na região de Diamantina















Devido a sua riqueza de fauna e flora,  a região de Diamantina está cercada de alguns parques estaduais e federais. Basta olhar no mapa para compreendermos que estamos rodeados de várias áresa de proteção ambiental que merecem uma visita. Á primeira vista, a região pode nos parecer inóspita e sem vida, mas quando explorada nos encontramos água em abundância, belas formações rochosas e, principalmente as riqueza do Espinhaço.

 Segue abaixo algumas informações dos parques próximos à cidade de Diamantina:

Parque Nacional das Sempre-Vivas

O parque Nacional das Sempre-Vivas foi criado em dezembro de 2002, protegendo uma área de 124.555 hectares, inserida em 4 municípios: Diamantina, Buenópolis, Bocaiúva e Olhos D`água. As áreas apresentam fisionomias diferentes, contendo registros de mata densa de fundo de vale, campos rupestres de altitude e uma grande concentração de nascentes, entre elas a do Rio Jequetinhonha. Atualmente o parque ainda está em fase de implantação e permanece fechado à visitação pública, qualquer incursão nesta área dever ser autorizada pela chefia da unidade em Diamantina. 

 O acesso mais fácil à unidade se dá pelo distrito de São João da Chapada e depois pelo povoado dos Macacos, onde cerca de 50 pessoas, a maioria idosos, vive tranqüilamente da aposentadoria e de pequenos negócios. Os mais jovens abandonaram o lugar e partiram em busca de estudo e dos atrativos da cidade grande. Depois de algumas horas em estradas precárias, mas com um visual impressionante, já é possível observar os contornos da Serra do Galho, dentro da extensa Cordilheira do Espinhaço. Nesta região, a antiga casa da Fazenda Kolping, serve como ponto de apoio para a recém criada brigada de incêndio do parque. Para todos os lados, as montanhas rochosas fazem parte da paisagem, dividindo espaço com campos floridos e árvores contorcidas.

Parque Nacional da Serra do Cipó

O Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado em 1984 para proteger a fauna e flora da Serra do Cipó, as espécies endêmicas da região e, além de tudo, os importantes elementos históricos e culturais presentes dentro de seus 33.800 hectares.

A Serra do Cipó faz parte da Cordilheira do Espinhaço e, juntamente com um braço da mesma, divide as águas das bacias dos rios São Francisco e Doce. A paisagem apresenta um conjunto de montanhas, rios, cachoeiras e campos e está dividida em duas grandes formações: a do Espinhaço, montanhosa e a da bacia do médio rio Cipó, semi-montanhosa, que corresponde à região dos vales. As chamadas rochas em dobramento, afiados obeliscos de granito, são marcantes na região.A flora apresenta três conjuntos de vegetação: mata de galeria, campo cerrado e campo rupestre. Foram catalogadas mais de 1.600 espécies diferentes de flores na região, algumas únicas do lugar. 

Parque Estadual do Biribiri

Está inserido no complexo da Serra do Espinhaço. A Vila Biribiri, inserida na área do parque, tem importante registro da história da indústria têxtil mineira. Foi nessa área que funcionou a fábrica de tecidos, criada pelo Bispo Dom João Antônio dos Santos, em 1876, uma das primeiras comunidades fabris do estado.

As pessoas que passam por Biribiri se encantam não somente por seu casario, mas principalmente pelas paisagens de beleza cênica, com seus rios de leitos de pedras, formando cachoeiras e atravessando campos. A área abriga várias nascentes e cursos d'água: o Rio Biribiri, que moveu as turbinas da hidrelétrica geradora da força motriz da fábrica de tecidos; o Rio Pinheiros e diversos córregos, sendo os mais famosos o Sentinela e o Cristais. Os descendentes dos proprietários da fábrica contam histórias sobre os suntuosos degraus da Cachoeira dos Cristais, cujas rochas teriam sido cortadas com talhadeiras pelos proprietários da época, à procura de diamantes. Hoje, o local é um centro cultural e histórico.

 A cobertura vegetal nativa é composta por Cerrado, Campos Rupestres e Matas de Galeria. Podem ser encontrados diversas espécies da fauna, muitas delas ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e a onça-parda ou suçuarana. 

Parque Estadual do Rio Preto

Está localizado no município de São Gonçalo do Rio Preto, distante 56 Km de Diamantina. Foi o primeiro a receber o marco de referência da Estrada Real, que vai de Parati (RJ) até Diamantina.A história da unidade de conservação está ligada às lendas e mitos dessa antiga área de mineração. Na área, segundo relatos, se escondiam escravos fugidos que conheciam bem suas matas e rochas por haverem trabalhado na construção da Estrada Real. Muitos conseguiram se safar das perseguições dos capitães-do-mato e se juntar a quilombos no interior da Bahia.

O Parque Estadual do Rio Preto está inserido no complexo da Serra do Espinhaço. Possui um relevo acidentado repleto de rochas de quartzo que formam belíssimos painéis. Com uma área total de 10.755 hectares, a unidade de conservação abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca a do Rio Preto, um dos mais importantes afluentes do Araçuaí, por sua vez afluente do Rio Jequitinhonha. Os recursos hídricos privilegiados favorecem a formação de cachoeiras, piscinas naturais, corredeiras, sumidouros, canion e praias fluviais com areias brancas.Entre os inúmeros atrativos turísticos, destacam-se as cachoeiras do Crioulo e da Sempre Viva, as pinturas rupestres e os mirantes naturais que permitem aos visitantes observar toda a área da Unidade e do entorno.

Parque Estadual do Pico do Itambé

Possui riquezas naturais como cachoeiras, cursos d'água e vegetação únicas. Abrange em seus domínios, várias nascentes e cabeceiras de rios das bacias do Jequitinhonha e Doce. No Parque situa-se o Pico do Itambé, com seus 2.002 metros, um dos marcos referenciais do Estado. Campos rupestres de altitude e cerrado compõem a cobertura vegetal nativa do Parque. Nos fundos de vales ocorrem manchas de solos de aluvião, de maior fertilidade, sobre os quais se desenvolve exuberante mata pluvial altimontana, onde podem ser encontradas espécies como o pau-d'óleo, a sucupira, o ipê, o cedro, o jatobá, o ingá e a candeia, entre outras. Nos campos de altitude ocorrem espécies raras e endêmicas de orquídeas. Uma fauna bastante rica relaciona-se com a diversidade florística e com os recursos hídricos. Dentre os animais, constantes da lista oficial de animais ameaçados de extinção, destacam-se a onça-parda e o lobo-guará.

Fontes: Ecoviagem e IEF

Chica da Silva e o Dia Internacional da Mulher

O cinema e a TV impuseram-lhe uma imagem de mulher exuberante, sensual, dominadora e que abalou os alicerces da arraigada ordem social na Diamantina do século 18. Mas Chica da Silva, a ex-escrava que se uniu a um contratador de diamantes e com ele teve 13 filhos, foi um mito cuidadosamente construído nos últimos dois séculos, e que vem sendo desmontado por pesquisas recentes, como a da professora Júnia Ferreira Furtado.

O legado apetite sexual, a promiscuidade e as crueldades que sempre pontuaram as histórias contadas sobre Chica da Silva, a ex-escrava que freqüentou a fechada elite mineira do século XVIII, podem não passar de mitos. É o que sugere a professora Júnia Furtado, a  autora de estudo que mostra que a ex-escrava não era a mulher devassa retratada no filme Xica da Silva, de Cacá Diegues, lançado na década de 70, ou na novela homônima da Rede Manchete, exibida no ano passado.

De acordo com a historiadora, Chica nunca foi uma redentora de escravos ou da raça negra. Era uma grande proprietária e procurou imitar os hábitos da elite branca. Teve 13 filhos num período de 15 anos e não amamentou essas crianças. Ela procurou se comportar como uma mulher da elite, e se, por um lado, alcança essa condição por causa do concubinato com o contratador, por outro a saída de João Fernandes não altera em nada o status de Chica na sociedade. Depois que o contratador volta a Portugal, ela casa algumas de suas filhas com militares portugueses de baixa patente e consegue o apadrinhamento das maiores autoridades do Tijuco. Essa visão de uma Chica que escandalizava a sociedade não tem o menor respaldo na documentação histórica. Ela foi uma entre várias mulheres negras ou mestiças que conseguiram entrar no universo dos brancos.

Aproveito a oportunidade para parabenizar todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulheres. Vocês que são exemplo de perseverança e luta pela igualdade social.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Diamantina, a Atenas do Norte.

O apelido de ATHENAS DO NORTE foi um termo arquitetado pelas elites diamantinenses na segunda metade do século XIX em clara referência ao intenso movimento e profusão da escrita e da leitura noticiada pela imprensa local. Já nos primeiros anos de império, as elites da antiga Vila do Príncipe e da recém criada Vila Diamantina ampliaram seu espaço de representação política. Do espaço restrito do “País do Serro” do século XVIII, interessava agora, no século XIX, a avastidão de todo o Norte de Minas. Até 1840, os jornais intitulavam-se refletindo os limites físicos da região: “Tribuna de Serro ou Serrano”; a partir de 1860, refletem a expansão da representação política e espacial para o norte da província como “O Jequitinhonha e o liberal do Norte”. Nessa mesma época foi fundado o Colégio Ateneu de São Vicente em clara referência ao lugar público onde os antigos gregos liam as suas obras.

Em torno da mineração constituiu-se um importante núcleo de abastecimento alimentar local, além de um expressivo setor de produção de artefatos de ferro, mobiliário, algodão e cerâmica, necessários à manutenção e expansão da atividade principal mineradora. Principalmente no Arraial do Tijuco, uma expressiva e dinâmica atividade comercial se estabeleceu. Arreios, selaria, panos finos, tecidos grossos de algodão, agasalhos para o frio, rendas, vinhos, aguardentes de cana e outros, enfim, uma variada lista de produtos podia ser encontrada no comércio do Arraial.

O conjunto formado pelo setor minerador principal, agricultura, manufaturas do ferro, madeira, cerâmica e algodão, somado a um crescente e diversificado mercado consumidor, levou o Arraial um dinamismo em que parte da população desenvolveu gosto pela leitura e o refinamento dos hábitos, semelhantes às elites européias.

Sem conseguir analisar de forma clara as mudanças que já se anunciavam, as elites diamantinenses, atordoadas pelo recente progresso material, envaideciam-se com o seu patrimônio cultural, inteligentemente construído. Afirmava o escritor Júlio Maria que “Além do progresso material, Diamantina foi sempre o berço de muitos literatos, artistas e homens de sciencia-ninho onde se emplumaram muitas águias que devassaram as mais altas regiões do saber. – Cabe-lhe pois, com verdade e justiça o glorioso epitheto de Athenas do Norte.”

Dica do Passadiço Virtual:  Athenas do Norte é também é uma delikatessen de Diamantina que oferece vinhos de ótima qualidade e com preços honestos. Vale a pena dar uma garimpada por lá.

Recicle seu óleo de cozinha: uma idéia simples e inteligente

Sempre me entusiasmo com as idéias  simples e que realmente contribuem de forma positiva para a vida das pessoas. Não que eu seja contra a pesquisa básica,  mas admiro aqueles que conseguem desenvolver projetos inteligentes e que solucionam problemas práticos do cotidiano da sociedade.

Não sou um especialista em combustíveis, mas fiquei impressionado com a proposta da equipe do Laboratório de Biocombustíveis da UFVJM. O obejtivo do grupo é recolher e transformar o óleo de cozinha usado, que normalmente é lançado no ralo da pia, em biodísel, o combustível verde. Trata-se um projeto que merece nosso respeito e apoio. 

O óleo usado, quando lançado na rede esgoto, é capaz de contaminar a água  e causar uma série de danos ao meio ambiente. Cabe a nós, consumidores, a simples tarefa de recolher o óleo usado em garrafas plásticas e encaminhá-las aos postos de coleta: Auto Escola Gabriela, Athenas do Norte, Posto Rio Grande, Academia Splash e campus 1 da UFVJM. 

Parabéns ao grupo de responsável pela proposta e às empresas e cidadãos que estão dando a sua simples e importante  contribuição para preservação do meio ambiente.

terça-feira, 3 de março de 2009

Programação comemorativa do 171º aniversário Diamantina.

Parabéns Diamantina. Confira abaixo a programação  dos eventos de comemoração do aniversário da cidade.

Dia 03 de Março- Terça- feira.
8 horas: 1º Encontro de meio ambiente e desenvolvimento rural de Diamantina.
Local: Mercado Velho   

Dia 5 de Março – Quinta- feira. 
- Lançamento do Projeto Cuidar Diamantina e inicio do mutirão de prevenção do câncer do colo do útero. 
Horário: 17 horas 
Local: Mercado Velho 
19 horas - Apresentação e discussão das propostas e diretrizes do governo 
Local: Mercado Velho   

Dia 6 de Março- Sexta-feira. 
5 horas: Alvorada festiva e banda de música 
6 horas: Repique de sinos 
8 horas: Projeto abraço pela paz Caminhada do Largo D. João até a Catedral, Praça Conselheiro Mata. 
12 horas: - Repique de sinos. Sexta cultural no Mercado Velho com artesanato e praça de alimentação. 
17 horas: Papo de artista pra Diamantina 
18 horas: Repique dos sinos 18h30m: shows de MPB 
20 horas: Abertura da exposição de orquídea Delicadeza urbana com intervenções artísticas em vários pontos da cidade.   

Dia 7 de Março - Sábado. 
Feira cultural no Mercado Velho. 
9 às 21 horas: Exposição de orquídeas. 
10 horas: Concurso de piadas 
12 horas: Shows: sertanejos, MPB, pereira da viola. 
16 horas: Eventos para crianças. 
Local: Praça do Mercado Velho. 
20 horas: - Apresentação do coral lírios do vale. - Concerto para Diamantina 
Local: Praça Dr. Prado.   

Dia 8 de Março – Domingo 
7 horas: - Corrida rústica Largada: Praça do Mercado Velho. 
7h30min. - Missa em ação de graças. Local: Catedral Metropolitana. 
9 horas: - Café no beco especial. - 
Bolo de aniversario e parabéns para você. 
- Atividades para crianças e banda de musica. 
- Apresentação do bloco de percussão Iuquerê. 
Local: beco da tecla 
19 horas: - Culto em ação de graças. 
Local: Igreja Assembléia de Deus Rua Getulio Vargas – Vila Operária.

domingo, 1 de março de 2009

Novo filme de Helvécio Ratton narrará caça ao tesouro em Diamantina


Pedras preciosas, na Idade Média, eram consideradas estrelas caídas do céu. Daí surgiu a ideia para o título do novo longa-metragem de Helvécio Ratton, cineasta mineiro, diretor de “Batismo de Sangue” (2007). Contemplado pelo Filme em Minas, Programa de Estímulo ao Audiovisual, “Estrelas Caídas do Céu” contará a história de uma caça ao tesouro em Diamantina. Na cidade do interior de Minas Gerais, um adolescente encontra uma carta sobre diamantes roubados no século XVIII e, com ajuda do irmão e de duas garotas, sai em busca das riquezas escondidas. 

“O título traz todo o mistério que pedras preciosas sempre representaram desde épocas antigas até os dias atuais”, acredita Helvécio. Inspirada em fatos históricos, o cineasta conta que a ideia do filme surgiu há cerca de 20 anos, quando estava gravando seu primeiro longa-metragem, “A Dança dos Bonecos” (1986). Um senhor italiano, escalado para o elenco, dono de uma loja de máquinas no centro de Diamantina, contou ao diretor um caso sobre um famoso roubo de diamantes que ocorreu na cidade histórica em 1752. 

O acontecido nunca foi esclarecido e a culpa do sumiço das pedras caiu sobre o contratador de diamantes Felisberto Caldeira Brant, que foi preso e mandado para Lisboa. O roubo é citado, em livros, como fato misterioso e os diamantes nunca foram encontrados. 

Baseado nessa história, Helvécio criou um filme dirigido aos adolescentes. A proposta, segundo ele, é construir uma narrativa moderna, em que o passado retorna ao presente por várias formas. Uma delas será por meio do iphone de uma menina, que se conecta ao Google e descobre que a história do tesouro é verdadeira. “Estamos lidando com uma geração que é muito conectada, que tem mais acesso à informação com a Internet e com o celular, do que com os livros. Iremos colocar as duas linguagens não em choque, mas mostrando duas formas diferentes de se chegar aos fatos históricos”, conta. O filme não terá nenhuma pretensão didática. “O que está presente é o fato de que nossa história pode ser muito interessante, assim como a de outros países”, acredita.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O livro da capa verde

Quando em Portugal o rei recebeu notícia do descobrimento de diamantes no Brasil, não coube em si de contente. Logo que a novidade se espalhou por Lisboa, foi tamanha a alegria dos portugueses que mandaram repicar os sinos, organizaram procissões, celebraram Te Deum e renderam graças ao Todo Poderoso.

D. João V mandou de presente algumas amostras de diamantes ao Papa, e recebeu muitas congratulações dos outros monarcas da Europa.

Ora, antes de se descobrirem as minas de diamantes, já Portugal nadava em riqueza por causa do ouro do Brasil. A capital do reino tornara-se uma das mais ricas e mais belas da Europa. O rei mandou edificar o palácio de Mafra e o aqueduto de Lisboa com o ouro que foi de Minas, e fez ainda muitos outros gastos. Imagine-se agora com o descobrimento do diamante, sabendo-se que o diamante valia mais que o ouro!

Doloroso contraste! Enquanto os portugueses deliravam de contentamento, os brasileiros ralavam-se de tristeza, imaginando que, assim como tinham sofrido da Metrópole tantos vexames por causa das minas de ouro, — maiores vexames iriam agora sofrer por causa das minas de diamante. Se assim os brasileiros pensavam, pior veio a acontecer.

A princípio a mineração do diamante era livre: cada um podia minerar, desde que tivesse carta de data. “Carta de data” era um papel que dava direito à pessoa de minerar. Mas durou pouco.

Não levou muito tempo, o rei proibiu que se tirassem diamantes: quem minerasse escondido e fosse descoberto, seria degredado para a África por 10 anos, e perderia todos os seus bens. Essa proibição durou 7 anos.

Depois foi criado o imposto da capitação, isto é, por escravo que trabalhasse na mina o senhor teria de pagar um tanto de imposto.

Depois o rei nomeou um funcionário encarregado de fiscalizar a mineração — chamava-se Intendente dos Diamantes.

Foi criada uma lei ordenando que o diamante de mais de 24 quilates pertenceria ao rei: o escravo que o achasse e o entregasse ficaria forro. Se fosse encontrado por homem livre, este receberia 400$000 de gratificação.

Finalmente, o rei resolveu conceder a mineração dos diamantes só a uma pessoa. Essa pessoa ficaria sendo o único que poderia minerar. Em compensação teria de pagar ao rei, todos os anos, uma grande soma — muitos milhões de cruzados. Durou 32 anos este sistema.

O 1º arrematante foi o sargento-mor João Fernandes de Oliveira. O 2º foi este mesmo, associado a Francisco Ferreira da Silva. O 3º foi Felisberto Caldeira Brant, de quem falaremos na história seguinte. O 4º foi o desembargador João Fernandes de Oliveira, filho do primeiro contratante de igual nome.

Todos os contratadores de diamantes, exceto Felisberto Caldeira Brant, impediam que mais alguém minerasse: de sorte que, enquanto enriqueciam, o resto do povo vivia na miséria. O desembargador João Fernandes de Oliveira enriqueceu tanto que veio a ser o homem mais rico de Portugal e do Brasil!

A pessoa que minerasse escondido chamava-se garimpeiro. O garimpeiro que era pilhado tinha de entregar todos os seus bens. E se não tinha bens? Nesse caso era preso e metido no tronco. Às vezes acontecia o garimpeiro fugir na hora em que era descoberto. Que sucedia então? Os rondantes das minas o perseguiam até prendê-lo. Se o garimpeiro resistia à prisão, ali mesmo o matavam sem mais nem menos, como se mata um animal acuado. Os mais felizes eram enterrados na estrada. Quando não, lançavam seus corpos no ribeirão mais próximo, ou os deixavam insepultos para serem devorados pelos urubus.

Não levou muito tempo e o rei anulou o contrato com João Fernandes, obrigando-o a entrar para os cofres com onze milhões de cruzados. João Fernandes entrou com essa quantia. Seus haveres ficaram um pouco abalados, mas ele não deixou, por isso, de continuar a ser o homem mais rico da Colônia.

Depois desse fato, o rei mandou que a extração de diamantes se fizesse por conta dele. Chamava-se Real Extração. Para isso criou-se um regulamento especial, denominado Regimento Diamantino. Esse regimento continha as proibições mais absurdas, e impunha penas severas aos contrabandistas de diamantes. O povo chamava-lhe Livro da Capa Verde, porque o único exemplar dele que veio ao Tijuco (Diamantina) fora encadernado com capa de marroquim verde. Qualquer pessoa podia ler o Livro da Capa Verde, pedindo licença, mas era proibido tirar uma cópia.

Não obstante, muitas cópias foram tiradas, e algumas ainda existem em Diamantina. Durou 56 anos a Real Extração. Os diamantes extraídos durante esse tempo montaram a 1 milhão e 320 mil quilates.

O povo do Tijuco tinha horror ao Livro da Capa Verde. Eram tais os vexames e violências mandados executar por esse livro que só pronunciar o nome — Livro da Capa Verde — enchia de medo a quem ouvisse.

Cansado de sofrer a opressão do Regimento Diamantino, — um dia o povo do Tijuco revoltou-se. Foi no ano de 1821, um ano antes da Independência do Brasil. Por toda parte, nas ruas, nas sacadas das casas, o povo gritava:

— Fora o Livro da Capa Verde!

— Abaixo o Intendente!

Não levou um ano e proclamou-se a Independência do Brasil. A nossa pátria respirou livre e desafogada. Agora as minas de diamante seriam de seus legítimos donos, e cada um poderia minerar em suas grupiaras.

Quando chegou ao Tijuco a notícia da proclamação da Independência por D. Pedro, quando lá repercutiu o brado do Ipiranga — foi um delírio. O povo celebrou grandes festas. As ruas encheram-se de gente que, acima e abaixo, gritava:

— Viva a Liberdade!

— Viva a Independência!

— Viva o Brasil!

— Viva o Império!

— Viva D. Pedro!

Não tardou muito que um homem do povo fizesse um discurso, lançando a idéia de queimar-se na praça pública o “Livro da Capa Verde”, o livro renegado que durante cinqüenta anos vexara o povo daquela região. Todo o povo apoiou. Dirigiram-se em massa para ir buscar o livro amaldiçoado. Fez-se uma fogueira na praça pública. O livro foi lançado às chamas no meio do regozijo de todos.

Enquanto isso se dava, uns gritavam, outros aplaudiam, outros batiam palmas. Ao mesmo tempo os sinos repicavam, as bandas de música tocavam, os foguetes espoucavam no ar! Foi uma hora de festa!

Em poucos segundos o Livro da Capa Verde ficou reduzido a cinzas.

Só depois que a fogueira acabou de arder é que o povo se dispersou. Mas o entusiasmo não parou.

Os gritos continuaram:

— Viva a Liberdade!

— Viva a Independência!

— Viva o Brasil!

— Viva D. Pedro!

 Fonte: Carlos Góis, Histórias da Terra Mineira

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Vissungos: vozes da África


Chico Xavier e Paulo - vissungueiros - Foto de Spirito Santo  (1981).

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais lançou em outubro de 2008 uma edicação especial do "Suplemento Literário de Minas Gerais. O tema da publicação são os vissungos: cantos de tradição banto em língua africana ouvidos nos serviços de mineração. Essas cantigas, com "evidente teor religioso", relatam o cotidiano dos negros no garimpo.

Em 1943  o pesquisador Aires da Mata Machado Filho publicou o livro  "O negro e o garimpo em Minas Gerais" e identificou 65 vissungos nos povoados de São João da Chapada e  Quartel do Indaiá, em Diamantina. 

Em 1982, quatorze desses vissungos foram gravados por Clementina de Jesus, Doca e Geraldo Filme no LP "O Canto dos Escravos", hoje disponível em CD. Recentemente a pesquisadora  Lúcia Valéria Nascimento investigou a sobrevivência dos vissungos na região do Serro e Diamantina. 

Infelizmente, o alerta de Aires da Mata Machado está se concretizando: os vissungos estão desaparecendo. Os mais novos não têm interesse em preserva essa importante patrimônio histórico brasileiro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

São João da Chapada: hospitalidade, beleza e história



O distrito de São João do Chapada, localizado a 27 Km de Diamantina, foi fundado em 1833 após a descoberta de grandes quantidades de diamantes na região. O local está situado no alto divisor das águas das bacias do Rio Pardo, afluente dos Rio das Velhas, e do Ribeirão Caetemirim, tributário do Rio Jequitinhonha.

Logo na entrada, o que nos chama atenção é o cruzeiro da cidade, provavelmente um dos mais altos do país, construído em peça única de madeira e com uma vista muito bonita da toda a região. Além da hospitalidade dos habitantes, São João da Chapada tem uma grande importância cultural pelos registros dos vissungos, cantos de trabalho escravo que eram ouvidos nos serviços de mineração, característicos da região. O tema é alvo de várias pesquisas devido a sua importância como expressão música africana em extinção.

Saindo em direção à localidade de Macacos, uma das entrada do Parque Nacional das Sempre Vivas, podemos apreciar paisagens maravilhosas formadas por imensas formações rochosas, além de belos exemplares da flora, especialmente as sempre-vivas (pepalantus). Estranhamente, no meio daquela bela paisagem, nos deparamos com uma pista asfaltada de aeroporto, aproximadamente 1500 metros, utilizada pelos empresários diamantíferos. Além da pista abandonada, a extração do diamante deixou algumas áreas totalmente degradas que podem ser vistas eventualmente.

Sobre as formações rochosas, de aparência notável, contituem-se de paredões dispostos em cordões mais ou menos paralelos, que se estendem por gande extensão, com aspecto ruiniforme e grande presença de fendilhamentos na rocha. Área de grande interesse para caminhadas em cristas de serras.

Enfim, um lugar muito interessante, com belas paisagem, habitado por um povo mineiramente hospitaleiro, gentil e cheio de histórias. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Programação do Carnaval de Diamantina 2009

DESFILE DE BLOCOS

SEXTA-FEIRA

A partir das 17h Bloco Sapo sequinho, Unidos da Pena Branca ,Bloco Chega Chegando, Bloco Casa da Sogra

SÁBADO

A partir das 19h30 Bloco Palhassada, Bloco As Domésticas, Bloco Casa da Sogra

DOMINGO

A partir das 10h00 Bloco Vila Formosa, Bloco Onósakitravez, Bloco Infantil Rato Seco

16h Bloco Sapo Seco, Bloco Xica da Silva, Bloco Galoucura

SEGUNDA-FEIRA

A partir das 16h00 Bloco Apolo XIII, Bloco Xai-Xai, Bloco As Domésticas, Bloco Casa da Sogra 

TERÇA-FEIRA

A partir das 10h Bloco Vila Formosa, Bloco Onósakitravez, Bloco Infantil Rato Seco

16h Bloco Sapo Seco, Bloco Xica daSilva, Bloco Galoucura

                                                       

SHOWS

 SEXTA-FEIRA

Praça Mercado Velho

22h Banda Axé Mineiro & Bartucada 2

 SÁBADO

Largo Dom João

16 às 23h Banda Tio Tomás & Banda Axé Mineiro

Praça Mercado Velho

17h Bat Caverna

 24h Bartucada

 DOMINGO

 Largo Dom João

16 às 23h Nino Aras Bartuquebrados Minas Show Brasil

Praça do Mercado Velho

17h00 Bat Caverna

24h00 Bartucada

 SEGUNDA-FEIRA

 Largo Dom João

16 às 23h Acorde Mineiro & JK Samba

Praça do Mercado Velho

17h Bat Caverna

24h Bartucada

TERÇA-FEIRA

Largo Dom João

16 às 23h Destilados & Firmanu Corpety

Praça do Mercado Velho 

17h Bat Caverna

24h Bartucada

Fonte: Prefeitura de Diamantina

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sebo virtual

A proposta do Passadiço Virtual não é financeira e também não gostaria de fazer propaganda no blog. Porém gostaria de compartilhar com vocês a dica de um serviço muito interessante que, apesar de já conhecê-lo há algum tempo, somente agora o utilizei. Trata-se do site Estante Virtual, que se propõe a interligar vendedores de livros usados de  todo o Brasil. Confesso que fiquei impressionado com a facilidade, rapidez e a economia  do processo de compra. Consegui comprar cinco livros com preços bem baixos, todos em bom estado e que chegaram rapidamente em minha casa.  Para quem gosta de boa leitura vale a pena dar uma garimpada.

Vitrais neogóticos da Basílica Sagrado Coração de Jesus

Na primeira metade do século XIX a arquitetura religiosa mineira foi fortemente influenciada pelo estilo neogótico. "As altas torres, os vitrais coloridos, os arcos de ogivas e as colunas longilíneas que dão ao templo uma notável sensação de leveza eram entendidos como o estilo ideal para as igrejas, mesmo sendo algo tão distante da cultura brasileira. 

As congregações religiosas estrangeiras que começam a chegar em Minas Gerais a partir de 1820 tiveram uma grande responsabilidade na adoção do neogótico. Essas congregações eram principalmente italianas, francesas, holandesas e alemãs. Com o advento do Império, as ordens religiosas que dominaram no período colonial - carmelitas, dominicanas e franciscanas - estavam enfraquecidas. As congregações estrangeiras estavam voltadas para a assistência social, como os hospitais, asilos e orfanatos, mas, o objetivo da maioria de quase todas era a questão educacional com a instalação de colégios internos. Em 1849, D. Viçoso obteve do governo federal autorização para a vinda dos Lazaristas franceses, que se instalaram na diocese de Mariana.   

As construções neogóticas perduram por um bom tempo. No inicio do século, o estilo ainda se mantinha. Como exemplo, citam-se as igrejas de Nossa Senhora da Boa Viagem e de Nossa Senhora de Lourdes em Belo Horizonte. A tendência permaneceu até a década de 40. È comum encontrar no interior mineiro igrejas ao gosto neogótico. Elas estão longe da pureza dos estilemas góticos, mas guardaram estruturas como longas torres, janelas com arcos em ogivas e vidros coloridos.

A Basílica Sagrado Coração de Jesus , em Diamantina, é um exemplo dessa influência. O projeto deste templo foi elaborado pelo padre Júlio Clavelin e sua pedra fundamental  lançada em 1884. No ano de 1890, aconteceu a sagração da igreja por D. João Antônio dos Santos. Os vitrais foram doados por famílias e instituições religiosas francesas. "

Qualquer dia desses, quando você estiver passando perto da Igreja do Seminário, dê uma paradinha para apreciar esses vitrais. Independente de suas crenças ou descrenças, invitavelmente você será surpreendido pela beleza das luzes coloridas penetrando no interior da igreja.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Zona Franca de Diamantina?

Senadores que compõem a bancada nordestina no Congresso Nacional, apresentarão Projeto de Lei no próximo mês, para criação e instalação da Zona Franca do Semi-Árido Nordestino. A afirmação é do presidente nacional da União Brasileira de Municípios(UBAM), Leonardo Santana, idealizador do projeto.

Segundo Leonardo, a iniciativa de grande parte dos 27 senadores do Nordeste significa um compromisso com o povo nordestino que serábeneficiado com a geração de meio milhão de novos postos de trabalho.

A idéia inicial do projeto da Zona Franca é a instalação de oito pólos industriais, contemplando todos os Estados inseridos no Polígono das Secas, inclusive Minas Gerais. Cada pólo será composto de um significativo número de indústrias têxteis, automobilísticas, tecnológicas e agropecuárias, atendendo a vocação econômica de cada Estado, região e micro-região.

Serão realizados nove Seminários em municípios que poderão sediar os pólos industriais. O primeiro será dia 02 de abril de 2009, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba, passando pelos municípios de Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Mossoró(RN), Juazeiro do Norte(CE), Garanhuns(PE), Teresina(PI), Paulo Afonso(BA), Arapiraca(AL), Propriá(SE) e Diamantina, no Estado de Minas Gerais, onde nasceu o presidente Juscelino Kubtischek, idealizador da interiorização do desenvolvimento no Brasil, quando lançou a instalação da capital federal, Brasília, em pleno cerrado.

Leonardo Santana foi recebido pelo presidente do Senado, José Sarney(PMDB) e pelo governador de Minas Gerais, os quais garantiram apoio irrestrito ao projeto.

"O presidente do Senado, José Sarney, ficou muito satisfeito com o convite que formulei para que integrasse a comissão técnica do Projeto da Zona Franca, declinando sua vontade de trabalhar pelo crescimento econômico da nossa Região", disse Leonardo.