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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Professora da UFMG organiza dicionário com verbetes do dialeto falado em áreas rurais do Jequitinhonha
Fonte: Boletim UFMG
“Bom sem base é poder encontrar os amigos para um dedo de prosa. O candeeiro, o fifó ou a lamparina poderão alumiar e lhe mostrar o caminho.” Essa frase, composta de expressões comuns na cultura do Nordeste de Minas, exemplifica a variante linguística apresentada noDicionário do dialeto rural no Vale do Jequitinhonha, que será lançado este mês no Centro de Memória da Faculdade de Letras da UFMG.
A obra é resultado de estudo do vocabulário da língua falada na zona rural de municípios do Vale do Jequitinhonha, desenvolvido a partir da coleta de dados feita no período entre 1980 e 2000, sob a coordenação de Carolina Antunes, professora aposentada da Fale.
Alguns verbetes foram recolhidos em conversas com a população rural, em mercados e feiras; outros, extraídos de estudos sobre o Vale. Na tentativa de equilibrar a presença de todas as regiões do Jequitinhonha, foram necessários mais de dez anos para chegar ao produto final. De acordo com Carolina Antunes, a pesquisa considerou também dicionários da língua portuguesa, um conjunto de glossários de outras regiões do país, além de pesquisas afins.
Com mais de mil verbetes, o dicionário não se limita a descrever o significado da palavra; ele contempla também todas as informações importantes à compreensão de cada verbete: traz o léxico, apresenta em negrito a forma como é pronunciada no Vale do Jequitinhonha, informa se está ou não dicionarizado, se é datado e se há informação quanto à etimologia.
Outros sentidos
Segundo Carolina Antunes, nem sempre o sentido conferido ao verbete nas comunidades rurais do Vale do Jequitinhonha coincide com o registrado pelos dicionários da Língua Portuguesa, sem contar que também há muitos verbetes inéditos. Em razão disso, para auxiliar na compreensão, todos os termos trazem algum exemplo concreto de uso, a partir das situações em que tais palavras e expressões foram empregadas nas comunidades.
“À preocupação de se registrar o uso efetivo do sistema linguístico nesse período e naquele local determinados subjaz o que se faz não só por gosto pessoal e interesse pela apreensão de saberes veiculados nas histórias locais e regionais, mas também, e principalmente, por acreditar na necessidade de que seja ampliada a visão de informações linguísticas e culturais da/na Língua Portuguesa com base na análise de uma variante linguística pouco considerada”, destaca a professora na apresentação da obra.
Cultura oral
O projeto está ligado às raízes e à trajetória acadêmica da autora, que saiu de Turmalina, cumpriu parte dos seus estudos em Diamantina e recebeu incentivo da Faculdade de Letras da UFMG – tanto durante a formação como na docência no ensino superior – para trabalhar com sua região de origem.
Na avaliação da professora, a obra interessa aos especialistas em linguagem, mas também a qualquer pessoa leiga, uma vez que se destina à leitura, à divulgação e ao diálogo. “Projetos como esse promovem a cultura oral do Vale do Jequitinhonha e valorizam os saberes verbais”, justifica Carolina Antunes.
A obra terá duas sessões de lançamento. A primeira, no dia 30 de abril, às 17h, em Belo Horizonte, no Centro de Memória da Faculdade de Letras (2º andar, ao lado da biblioteca), no campus Pampulha. O segundo evento está marcado para 8 de junho, também às 17h, em Diamantina, no anfiteatro da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, campus I.
(Samuel Quintero/Boletim 1817)
Leia nesta semana na Voz de Diamantina
Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas
Para bom entendedor meio título basta... Não por acaso esta edição tem grande ligação com a anterior. São coisas de jornal feito com amadorismo: às vezes diz o que as pessoas não querem ouvir, e outras, o que elas não têm coragem de dizer.
Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 611, de 27 de abril de 2013
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terça-feira, 16 de abril de 2013
Do Brasil Colônia à ditadura militar, historiadores darão voz aos vencidos ou esquecidos
Fonte: O Globo (clique aqui)
A História é sempre contada pelos vencedores. Para contrabalançar a incontestável verdade, exaustivamente repetida na forma de clichê, historiadores querem dar voz aos vencidos e também aos completamente esquecidos desde o Brasil Colônia até a ditadura militar. Este, ao menos, é o foco do Segundo Festival de História de Diamantina, que acontece em setembro, na cidade histórica mineira, reunindo especialistas de todo o país.
— A História é contada pelos vencedores sim. Nas escolas, as crianças aprendem a disciplina do ponto de vista de quem venceu. E, além disso, existe uma grande parte dela que, simplesmente, não é pesquisada ou revelada — afirma a curadora do festival, Pilar Lacerda, do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). — Nas reuniões que a gente tem feito para organizar o festival, começamos a descobrir muitas pesquisas e trabalhos sobre movimentos, rebeliões e pessoas que não foram muito explorados; episódios que não foram contados ou que não tiveram o destaque merecido. Este é um momento especial para recuperá-los.
Para a especialista, os grandes derrotados da História do Brasil são os índios e os negros. A historiografia tradicional é toda baseada no ponto de vista europeu, não dos indígenas, nem dos negros que vieram da África. De acordo com os números mais aceitos hoje, em 1500, quando Pedro Álvares Cabral chegou por aqui, havia algo entre 2,5 milhões e 6 milhões de índios. Pelo último Censo, sua população atual é de 897 mil pessoas — embora já tenha sido menos ainda, 250 mil, em 1997. Os navios negreiros, por sua vez, deixaram em terras brasileiras aproximadamente 6 milhões de indivíduos.
— Ainda assim, a abordagem da História que a gente tem é muito europeizada, ela é contada sempre a partir do movimento dos europeus, de como eles vieram para cá, de como como nos dominaram — sustenta Pilar. — Evidentemente isso é importante, mas não podemos nos limitar.
Abordagens equivocadas e erradas
Obviamente a escravidão e o tráfico negreiro são abordados nos livros de História, mas, segundo a especialista, de forma breve e superficial.
— Me lembro de quando passei o filme “Amistad”, de Steven Spielberg, para os meus alunos, a maioria deles negros; todos ficaram atônitos. Havia um desconhecimento muito grande da trajetória de seus antepassados. O tema é falado nas escolas, mas normalmente não é aprofundado — afirma Pilar. — Seria importante mostrar que eles foram arrancados de suas culturas, de civilizações. Que não eram pessoas brutas, ignorantes, que se não tivessem vindo para cá teriam morrido. E há outras abordagens possíveis. A música, por exemplo. O samba explica a história do povo negro, urbano, marginalizado nas grandes cidades. Até porque o fim da escravidão não promoveu a inserção. Isso, sem dúvida, melhoraria o entendimento da História do Brasil.
Em relação aos indígenas, a situação é ainda pior, na análise da historiadora. Retratado ora como selvagem, ora como uma figura ingênua, os índios foram exterminados aos milhares pelas armas dos colonizadores ou por suas doenças. Pior do que isso, como revelaram documentos recentes, foram tratados com crueldade durante a ditadura militar.
— A história dos índios não é contada de forma equivocada, mas de maneira totalmente errada mesmo — garante a historiadora. — A abordagem varia muito, mas eles nunca aparecem como protagonistas. São seres mais fracos, mais bonzinhos, mais ingênuos. No caso do Brasil, trabalhou-se muito a ideia de que não resistiram (à dominação), de que lidaram bem como o branco europeu.
Os índios e os negros não serão os únicos “vencidos” da História do Brasil a ganhar voz no Festival de Diamantina, entre os dias 19 e 22 de setembro.
— Outros vencidos da nossa História são parte da população pobre que tentou se rebelar sem estar aliada a setores dominantes — enumera a curadora do festival. — Revoltas coloniais foram duramente reprimidas e acabaram tendo pouca visibilidade porque não representavam oligarquias ou classes dominantes. Nossa ideia é mostrar não só necessariamente o vencido, mas também aqueles que não tiveram muita visibilidade, dificultando nossa interpretação e entendimento de diversos momentos da História do Brasil.
Filmes, livros e música
Nos moldes da Festa Literária de Paraty (Flip), o Festival de História tem como uma de suas principais características as mesas-redondas e debates abertos à participação do público. Sob o tema “Histórias não contadas”, serão realizadas 14 discussões e apresentações de novos trabalhos sobre resistência indígena, legado dos jesuítas, escravidão, rebeliões coloniais e ditadura militar. Estão previstos ainda oficinas, exibição de filmes, espetáculos musicais e lançamento de livros. Para os organizadores, a História não é contada apenas por historiadores.
— São olhares diferentes que se complementam. Nem o historiador, nem o jornalista, nem o cineasta são capazes de fazer bons trabalhos sem uma pesquisa séria, aprofundada. Então há uma base comum, que são horas e horas de pesquisa — diz Pilar. — Mas a abordagem é diferente, a linguagem do cinema é diferente da linguagem acadêmica. E a leitura também é diferente, se o autor é um acadêmico ou um jornalista. Do ponto de vista do registro histórico, são todos igualmente importantes. E acho que é muito rico que tenhamos essa diversidade.
O tema deste ano surgiu por conta do trabalho que vem sendo feito pela Comissão da Verdade, ao revelar histórias da ditadura militar.
— Esse momento que o Brasil vive de rever a ditadura nos entusiasmou — explicou. — A gente acha que um festival tem a obrigação de trazer novas abordagens, não adianta ser mais do mesmo. A gente quer mais do que é inédito, do que foi silenciado.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/historia/festival-de-diamantina-mostrara-otica-dos-derrotados-8103237#ixzz2Qd0gU4pV
domingo, 14 de abril de 2013
Lapso de tempo em Diamantina
Lapso de tempo a 15 fps (1 a cada 20s, aproximadamente) mostrando dinâmica de nuvens (Cumulus, stratocumulus, nimbostratus, cumulonimbus) e vista panorâmica parcial de Diamantina, MG. Dia 28 de março de 2013, Quinta-feira Santa. Vista da varanda do quarto 102 do Hotel Tijuco. Intervalo de tempo coberto: entre 16h14 e ~18h20, em duas secções. Câmera utilizada: Canon SX130 - IS.
Calçamento das Ruas de Tiradentes e de Diamantina
Autor: Olinto Rodrigues dos Santos Filho, publicado no blog do Instituto Histórico Geográfico de Tiradentes
As Vilas do período colonial brasileiro desde sua origem tinham como ruas os antigos caminhos lamacentos durante o período chuvoso ou poeirento no período da seca, pois eram em sua maioria em terra batida pelo próprio transito de pedestres e animais. Prova disso são nomes que ainda sobreviveram até os dias atuais, como Diamantina que se chamou Arraial do Tejuco, que quer dizer lama ou o barro, antiga rua do Tejuco em São João Del Rei, que não passava de um caminho lamacento ou ainda rua do Barro Velho, hoje conhecida como Rua do Barro, atualmente denominada Coronel Tamarindo, na mesma São João Del Rei.
É a partir de meados do século XVIII, após 1760 até os fins do século XVIII que o senado das Câmaras das vilas mineiras começam a se preocupar em pavimentar as ruas principais do núcleo urbano. Todas elas vão ter o mesmo tipo de calçamento em pedras miúdas e arredondadas conhecidas como cabeça de negro ou pé-de-moleque, pela semelhança que tem com o doce de amendoim do mesmo nome.
Normalmente as calçadas, obras públicas que como as outras eram postas em hasta pública, ditas "postas em praça" e arrematadas por mestres pedreiros. Vez por outra Câmara reforçava a equipe dos pedreiros com mão de obra dos presos nas cadeias das vilas, trabalhando sob vigilância e as vezes com ferros nos pés. Foi também comum o arrematante da obra "alugar" escravos de ganho, de terceiros, para ajudar nas obras. As pedras vinham de pedreiras próximas as vilas e muitas vezes do fundo de rios, pois eram mais lisas e uniformes. Os desenhos dos calçamentos tinham uma espinha central que funcionava como canaleta de escoamento da água pluvial ao centro, pois ambos os lados se inclinava para o meio, assim protegendo as paredes das casas de umidade. Ainda resta deste sistema o calçamento da cidade de Paraty, RJ, um dos poucos originais. Por vezes a calçada formava desenhos com diagonais em espinha, como era no antigo Serro e Diamantina conforme fotografias da década de 1930.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Hoje é o aniversário do Museu do Diamante!
Criado juntamente com a Biblioteca Antônio Torres em 12 abril de 1954 através da Lei nº 2.200, pelo presidente Getúlio Vargas, com projeto do então deputado Juscelino Kubitschek de Oliveira, o Museu do Diamante está instalado em um modelo de referência da arquitetura civil do século XVIII, na casa onde viveu o inconfidente padre Rolim.
Com acervo formado por objetos de estilos e tipologias diversas, o museu constitui-se importante espaço de informação e memória tanto para a população de Diamantina, quanto para os curiosos visitantes vindos de todas as partes do mundo. Entre estes objetos podemos encontrar indumentária e imaginária sacra, armaria, um vasto acervo de numismática, mineralogia, além de instrumentos utilizados no processo de mineração do ouro e diamante, que juntos compõem o quadro do que foi o processo de formação e ocupação do norte de Minas Gerais.
Diamantina/MG é o início da Estrada Real, antigo caminho colonial por onde passaram o ouro e o diamante responsáveis pela riqueza da coroa portuguesa. Tal estrada corta boa parte do estado de Minas e do Rio de Janeiro, terminando na cidade litorânea de Parati.
O Museu do Diamante, que hoje é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus, localizava-se à Rua da Quitanda na Casa do Muxarabi, onde hoje encontramos a Biblioteca Antônio Torres. Posteriormente foi transferido para a Rua Direita, que durante alguns anos foi chamada Rua Tiradentes. Sua arquitetura harmoniza-se com o entorno, onde se destacam prédios históricos como a prefeitura, antiga Casa da Intendência; a Catedral Metropolitana, construída nos anos de 1930 após a derrubada da antiga igreja colonial da Sé; e, a Casa do Forro Pintado (Casa do Intendente Câmara).
Horário de visitação: de terça a sábado das 10h às 17h; domingos e feriados das 09h às 13h.
Telefone: 55 (38) 3531-1382
E-mail: museudodiamante@museus.gov.br
Blog: www.museudiamante.blogspot.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/museu.diamante
Twitter: https://twitter.com/MuseudoDiamante
Exposição e lançamento de livro de Martha Moura no Teatro Santa Izabel
Artista e professora de pintura, Martha navega com competência e força por todos os estilos em sua vasta obra. Expressando-se com cores fortes e marcantes, contrasta com a figura meiga, sensível e elegante.
Nascida em Diamantina, formou-se professora pelo Colégio Nossa Senhora das Dores (Diamantina/MG). Autodidata, trabalhou em São Paulo com o grande mestre Ernesto Quissack e seu filho Quissack Jr. Em São Leopoldo, RS, lecionou artes durante 14 anos. Ali deixou inúmeros trabalhos em que retrata o "Negrinho do Pastoreiro", figura do tradicional folclore gaúcho. Em Cambuquira, MG, durante 6 anos, direcionou grande número de alunos para a sublime arte. Transferiu-se para Belo Horizonte, inscreveu-se no curso livre de pintura da Escola Guignard. Hoje reside em Diamantina em um belo sobrado próximo à Catedral. Motivos e inspirações não faltam por ali.
Acima de tudo, com 58 anos de carreira artística, Martha é um exemplo para todas as pessoas. Cheia de projetos, ela nos ensina que a estrada é longa, mas é extremamente bela para quem faz as coisas com o coração.
Texto: Ramon Lamar
Sábado é o dia oficial da vacinação contra influenza em Diamantina
Fonte: Prefeitura Municipal de Diamantina e Secretaria Municipal de Saúde.
Sábado dia 20 de abril em todos os postos de saúde da cidade, dos distritos e zona rural é dia de vacinação contra influenza.
Gestantes, mulheres em pós-partos com até 45 dias, trabalhadores da saúde, idosos acima de 60 anos, portadores de doenças crônicas, indígenas e pessoas privadas de sua liberdade. Todas precisam vacinar contra a gripe influenza. Fique vivo! Vacine-se no dia 20 de abril e tenha mais saúde.
Se você tem alergia a ovo ou derivados ou teve alguma reação aos componentes da vacina não poderá se vacinar. Consulte seu médico e não se esqueça de levar seu cartão.
Mais informações 3531-9460
Leia nesta semana na Voz de Diamantina
Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”
Tive dúvidas em manter o título deste editorial. Até concluir que seu enunciado simples e rude encarna com perfeição as cenas grosseiras, descabidas e aviltantes do teatro que a má política impôs a Diamantina. Além de as duas coligações de siglas que lhe dão respaldo terem permitido o aperfeiçoamento de sua rima (homem com comem, em vez de homem com come). Pensei várias vezes antes de comentar assunto tão vergonhoso, preocupado de este centenário jornalzinho do Pão de Santo Antônio ser acusado de partidarismo. Mas, criado por Zezé Neves justamente para defender Diamantina e sua gente, ele não pode calar-se diante de fatos que desmoralizam a tradição de cultura, de sensibilidade e de nobreza de um povo. Tachada algumas vezes de jornaleco, de pasquim e de outros honrosos pejorativos, esta voz não titubeia em alevantar-se para enaltecer vultos que honraram este velho e respeitável burgo, como também para registrar a mediocridade que, em ousado contraponto, vem manchando sua rica história.
O curto período de campanha para as eleições extemporâneas de 7 de abril desnudou, sem nenhum pudor, o que a falsa moralidade de alguns políticos não consegue esconder. Em menos de 30 dias, Diamantina assistiu estarrecida a um desprezível festival de baixarias. Nunca, por estas bandas, um candidato a prefeito sofreu tantos e escabrosos ataques. Que lhe eram impostos por variadas e obscuras fontes. O fundamento, aliás, do feroz e imoral combate de que ele se tornou alvo gratuito e preferencial, foi oferecido de bandeja por um de seus correligionários. Que, não se contentando em transformar a maledicência em raivosa e tenaz cruzada de desmoralização, distribuiu fartamente cópias de CDs de uma entrevista que se tornou, aparentemente, o maior feito de toda a sua existência. A esse reles nível de campanha eleitoral veio juntar-se barulhenta e agressiva tropa de pitbulls de uma sigla partidária que mais se assemelha a uma seita. Espalhadas pelas ruas da cidade, pelos distritos e povoados, suas bandeiras vermelhas eram ameaçadores arautos da agressividade, do desrespeito, da hostilidade. Essa horda forasteira, vinda dos porões do sindicalismo que tenta impor seu domínio no grito, no chega pra lá, no porrete de cada bandeirola, contaminou a militância local e inaugurou condutas inaceitáveis num jogo político limpo, digno, honesto. A cada madrugada, panfletos mentirosos eram fixados em postes da periferia, ao mesmo tempo em que peças gráficas do principal adversário amanheciam rasgadas, pichadas, destruídas.
Parte do editorial da Voz de Diamantina edição 609 de 13 de abril de 2013
Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Diamantinense Madu Dumont lança romance com doses de erotismo
'Em carne viva' explora nuances de personagem feminina que encontra o grande amor
Redação EM Cultura - Redação EM CulturaPublicação:10/04/2013 08:47Atualização:10/04/2013 13:25
O sonho de viver só de literatura, de uns tempos para cá, apesar de todas as dificuldades, vem sendo realizado pela escritora Madu Dumont, mineira de Diamantina, que resolveu deixar a carreira de produtora de teatro, publicitária e ourives (com peças expostas em vários países), para mergulharfundo no doloroso processo da escrita.
Há alguns anos vivendo em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, onde trabalha numa pousada, ela já publicou três livros de poemas, e estreia no romance com 'Carne viva' (romance, 311 páginas, R$ 40, edição independente), no qual conta a história de uma mulher que, depois de muita procura, acaba encontrando o seu grande amor . “Minha personagem é uma pessoa apaixonada: gosta do sexo, da vida, e é capaz de fazer as maiores loucuras para ser feliz”, diz.
O romance, que vem sendo comparado pelos leitores, sobretudo pelas mulheres, à trilogia 'Cinquenta tons de cinza', de E.L. James, incentivou a autora a prosseguir no gênero amor/erotismo. Tanto que já está escrevendo, desta vez sobre um relacionamento gay. O livro foi encomendado pela Editora Hilghlands, de Curitiba, que disponibiliza 'Em carne viva' no formato e-book.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Diamantina se prepara para receber o “Trem do Zé”
Sucesso de público em Curvelo, agora, será a vez de a cidade histórica conhecer os causos da estação Tremgente!
Nos próximos dias 12 e 13 de abril, sexta e sábado, às 20 horas, a Cia Teatral Tremgente irá apresentar o espetáculo “Trem do Zé”, no Teatro Santa Izabel, em Diamantina(MG). A peça teve sua estreia no Cine Teatro Virgínia (Curvelo-MG), em janeiro deste ano, quando atraiu um público de diferentes faixas etárias. Os quatro atores Max Fabiano, José Tomaz, Luciano Rodrigues e Tânia Tomaz se revezam no palco que tem o cenário de uma estação de trem: com banco de espera, guichê de informações e tudo mais. É ali que o público irá se deparar com o maquinista e sua gaita, o Cumpadi da dona Sípri (homem simples da roça, apaixonado e cantador); o casalzinho de namorados, Kelly e Gustavo, que se conheceram pela internet (eles marcaram o primeiro encontro na estação do Trem do Zé); o vigia da estação, Celestino (homem medroso, que cambaleia nas pernas, tal o medo por fantasma); a dupla Alex e Genivaldo, praticando cooper ( alias, o Genivaldo prefere ser chamado de “Geni”); e abram alas para a Dra. Biju, uma médica muito especial que, enquanto espera o trem do Zé, irá dar sua receita para o público. Já o Sr. Jacinto Nogueira está às voltas com um trem que agarrou bem nas suas calças. O atendente da estação Tremgente, por sua vez, irá auxiliar um casal de caipiras que foi assaltado: o marido e a mulher ficaram sem lenço e sem documentos. Para conhecer o desfecho de todas essas histórias, compareça à estação Tremgente, em Diamantina, e embarque – rapidinho- no “Trem do Zé”.
Ficha técnica:
Tremgente Cia Teatral apresenta:
“O Trem do Zé”
Local: Teatro Santa Izabel – Diamantina(MG)
Datas: 12 e 13 de abril/2013- Sexta-feira e sábado
Horário: Às 20h
Atores: Max Fabiano, José Tomaz, Luciano Rodrigues e Tânia Tomaz
Participação Especial: Maria Augusta Tomaz(Guta) interpreta a canção – temática: “Trenzinho Caipira”, de Heitor Villa Lobos
Gênero: Comédia
Duração: 01h30 (em média)
Classificação: a partir dos 12 anos
Texto: do elenco
Direção: Max Fabiano
Tremgente Cia Teatral
Assessoria de Imprensa: Deusana Tomaz
Produção: Cosmo Jr.
Tel.: (038) 9966-3740 e-mail: tremgente@yahoo.com.br
domingo, 7 de abril de 2013
Paulo Célio, do PSDB, vence eleição para prefeito em Diamantina
Eleitores de Diamantina, na Região do Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais, escolheram o novo prefeito neste domingo (7). Paulo Célio, do PSDB, foi eleito com 14.706 votos, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O resultado foi divulgado às 19h52, após o término da contagem das urnas.
A nova votação foi determinada porque o candidato a vice da chapa vencedora em outubro passado, Gustavo Botelho Júnior (PP), teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (com base na rejeição pela Câmara Municipal das contas do candidato quando foi prefeito no município). Segundo o TRE-MG, com o indeferimento, a chapa, composta também pelo candidato a prefeito, Dr. Paulo Célio (PSDB), ficou impossibilitada de assumir o Executivo Municipal.
Três candidatos concorreram neste domingo (7): Marcos Roberto Tibães (PT), da Coligação "Acorda Diamantina" (PRB/ PT/ PSL/ PR/ PMN/ PCdoB); Paulo Célio de Almeida Hugo (PSDB), da "Diamantina Unida Mais Ainda" (PSDB/ PPS/ PV/ PHS/ PSC/ DEM/ PP/ PSB/ PSD/ PMDB/ PDT/ PTB) e Ragosino Ferreira de Araújo (PTC), da "União Participativa em Defesa da Dignidade do Povo Diamantinense" (PTC/PTN).
Os candidatos Ragosino Araújo, e Marcos Tibães, obtiveram 4.561 e 3.786 votos respectivamente. A cidade tem 35.527 eleitores.
Três pessoas presas em Diamantina
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), três pessoas foram presas em Diamantina durante o pleito. A primeira prisão ocorreu ainda de madrugada, quando a Polícia Militar compareceu a um comitê eleitoral. De acordo com o tribunal, uma denúncia anônima informou sobre a distribuição de folhetos com propaganda não autêntica contra o candidato do PSDB. Além do material, a polícia apreendeu um cheque no valor de R$ 250.
Ainda segundo o TRE-MG, um boletim de ocorrência foi registrado por propaganda eleitoral irregular e compra de votos. O tribunal informou também que o caso levou à abertura de uma representação pela Promotoria de Justiça local contra o candidato do PT para apurar as suspeitas.
As outras duas pessoas foram detidas se passando por fiscais da coligação “Acorda, Diamantina”. De acordo com o TRE-MG, a dupla usava um crachá não reconhecido pela Justiça Eleitoral e não estava credenciada para a função. Além disso, os dois detidos também teriam praticado o crime de boca de urna.
Paulo Célio é novamente eleito prefeito de Diamantina
Fonte: Estado de Minas (clique aqui)
Resultado final:
Paulo Célio (PSDB) - 14.706 votos (63, 79%);
Ragosino (PTC) - 4.561 votos (19,78%);
Marcos Tibães (PT) - 3.786 votos 16,42%).