
terça-feira, 12 de março de 2013
Processo seletivo na Santa Casa de Caridade
Está aberto Processo Seletivo para classificação de Farmacêutico na Santa Casa de Caridade de Diamantina, o edital pode ser acessado através do site www.santacasadediamantina.com.br ou na própria instituição. As inscrições vão até o dia 15 de março.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Três chapas inscritas para nova eleição em Diamantina
Em Diamantina, o prefeito eleito Paulo Célio (PSDB), impedido de assumir a administração em janeiro, disputa novamente o governo do município. O seu vice será Cássio Moreira. O vereador Marcos Tibães (PT) lançou chapa tendo como candidato a vice-prefeito Marcilio Almeida. Já Ragosino Araújo (PSC) disputará as eleições junto com o seu vice Ronaldo Ferreira Radialista.
Consulte os perfis dos candidatos no site do TSE clicando aqui
Fonte: Diário do Jequi, via Blog do Banu

Na figura abaixo, destacadas em vermelho, podemos conferir as chapas inscritas no site do TSE.
Assis Horta– O guardião da memória
Ele conta que fotografou o Brasil do Oiapoque ao Chuí. Registrou infinitos rostos em 3x4, paisagens urbanas, monumentos e momentos que marcaram o país. “Fotografei a inauguração do Cristo Redentor, em 1931. Foi a primeira vez que fui ao Rio de Janeiro”, recorda Assis Horta, 94. Nascido em Diamantina, ele trabalhou por mais de três décadas como fotógrafo para os institutos de Patrimônio Histórico estadual e federal. Manteve o estúdio Photo Assis e, com o ofício, criou 10 filhos. Rico acervo, que inclui imagens e equipamentos fotográficos, é guardado na casa onde vive com a mulher, Maria da Conceição Horta, 94. Neste ano, a Nitro Imagens homenageou Assis no Paraty em Foco, festival de fotografia da cidade histórica fluminense, com exibição de parte do filme Assis Horta – O guardião da memória.
Clique aqui para ver o vídeo no Vimeo.
Fontes: Revista Viver Brasil e Isnard Horta
quinta-feira, 7 de março de 2013
Leia nesta semana na Voz de Diamantina
Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”
Quando os tempos atuais e desconcertantes por que passa este velho e ainda não amadurecido burgo fizerem parte do passado e forem lembrados pela posteridade com alguma irreverência, incompreensão e incredulidade, é muito possível que Diamantina esteja colhendo os benefícios de uma situação política que, ao contrário de jogá-la nos precipícios da insensatez, reergueram-na ao ápice de sua importância e devolveram-lhe o glorioso e novamente merecido título de Atenas do Norte. Para nós, entretanto, que vivemos a turbulência da impugnação da chapa vitoriosa de prefeito e de vice em 2012, os embates pelo poder que então se travaram, as divisões intestinas que tanto abalaram partidos e alianças, chega a ser inacreditável que caminhos tão ínvios, desinteligentes e tortuosos pudessem desembocar em novas e alentadoras perspectivas para a cidade e para a região.
A marcha dos eventos não poderia ser mais caprichosa ao definir os destinos políticos, administrativos e desenvolvimentistas de Diamantina exatamente no dia 6 de março, quando esta terra de tanta história, cultura e tradição completa 175 anos de municipalidade. Data que se tornará extremamente marcante não pelo brilhantismo com que as autoridades comemoraram mais um aniversário de emancipação, mas por ter sido o dia limite para o encerramento das convenções partidárias para homologar o nome dos candidatos a prefeito e a vice na eleição extemporânea marcada para o dia 7 de abril. O resultado das convenções ainda não é plenamente conhecido, uma vez que nem todos os partidos quiseram anunciá-lo, por terem no dia 8 de março o derradeiro prazo para o registro das atas com os nomes escolhidos.
A única notícia concreta até a noite de quarta-feira, 06/03, e a manhã de quinta, 07/08, tempo limite para o fechamento deste jornal, é que o PSDB homologou os nomes de Paulo Célio e de Cássio Moreira para compor a chapa de prefeito e vice no pleito de 7 de abril, aos quais se alinhou o PMDB, sepultando as fuleiras pretensões do pseudoreverendo. Comenta-se que Ragosino Araújo, postulante já de muito autoproclamado, está ainda na dúvida se mantém João de Nico como vice ou escolhe outro nome. Alastram-se também rumores de que um partido da ainda dita esquerda morre de esperança na impugnação do nome de Paulo Célio, e pretende lançar algum candidato que, mesmo com votação inexpressiva, ocuparia o cargo por ser o segundo mais votado. Como as artimanhas da política não têm limites e nem a sede do poder é saciável, existe o risco de que se imponha a Diamantina situação tão risível quanto patética e errática.
Continua na Voz de Diamantina edição 604 de 02 de março de 2013
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Conheça as atividades oferecidas pelo Museu do Diamante
O Museu Do Diamante oferece as seguintes atividades:
- Todas as terças: Oficina de Dança Contemporânea (Prof. Calebe) no horário das 13h às 15h.
- Todas as terças: Oficina de Capoeira (Prof. Joel) no horário das 19h às 20h:30.
- Todas as quartas: Oficina de Dança Contemporânea (Prof. Calebe) no horário das 13h às 15h.
- Todos as quintas: Oficina de Capoeira (Prof. Joel) no horário das 19h às 20h:30.
- Todos os sábados: Oficina de Capoeira (Prof. Joel) no horário das 10h às 11h:30.
As atividades são totalmente GRATUITAS.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Unidade da Fundação Hemominas em Diamantina comemora 10 anos
Diamantina, 06 de Março de 2013 – A unidade da Fundação Hemominas em Diamantina, inaugurada em 10 de março de 2003, comemora 10 anos de trabalhos dedicados a salvar vidas.
Os milhares de doadores, que nestes 10 anos passaram pela unidade e realizaram o gesto insubstituível da doação voluntária, são responsáveis tanto pelo sucesso do Hemominas, quanto pela evolução da saúde na região de Diamantina.
Segundo o Gerente Técnico da unidade, Dr. Eduardo Orlando, a criação e agora ampliação do CTI, a realização de serviços de alta complexidade em ortopedia e neurocirurgia, maternidade de alto risco, a implantação da rede de urgência e emergência, a UTI neonatal, só foram possíveis graças ao fornecimento de hemoderivados às unidades de saúde da região. Ainda segundo Dr. Eduardo, a unidade da Fundação Hemominas em Diamantina influenciou positivamente em outras grandes conquistas, como o curso de Medicina da UFVJM e a residência médica.
10 Anos Compartilhando Vida
Para os funcionários, comemorar 10 anos é motivo de muito orgulho. Por isso, prepararam uma programação especial na semana do aniversário, além de promover uma campanha junto às instituições e empresas, intitulada “Doador 10”.
No dia 10 de março (segunda-feira), às 09:00 horas, em frente a unidade, funcionários, doadores e toda a comunidade estão convidados a cantar os parabéns acompanhados pela Banda do 3º Batalhão da PMMG.
Durante a semana irá vigorar campanha “Doador 10”. Nessa campanha, instituições e empresas serão convidadas a incentivar a doação voluntária de 10 funcionários.
Membros da comunidade que também desejarem realizar a doação deverão procurar o setor de captação da Hemominas de Diamantina.
Horário de funcionamento para doação de sangue, cadastro de candidatos à doação de medula óssea e ambulatório:
Segunda-feira, das 08:00 às 12:00
De terça a sexta-feira, das 07:00 às 12:00
Rua da Glória, 469 - Centro – Diamantina
Tel.: (38) 3532-1350 - Fax.: (38) 3532-1360
Residência Médica em Diamantina: Fato Histórico
Na última sexta-feira, 01 de março de 2013, aconteceu no antigo Prédio do Hospício (em restauração) uma cerimônia de acolhimento e apresentação dos novos Médicos Residentes da Santa Casa de Caridade de Diamantina.
Relembrando o relato do escritor Ricardo Samuel Renzo “O antigo sonho do ex-presidente e filho ilustre de Diamantina, Juscelino Kubitschek de Oliveira de ter a residência médica em nossa cidade foi conseguido sobre a gestão de seu homônimo Juscelino Brasiliano Roque, atual Provedor da Santa Casa de Caridade de Diamantina.”
Foi uma grata surpresa saber que dentre os quatro médicos residentes, encontra-se o cidadão diamantinense Emílio Henrique Barroso Maciel, para fazer parte dos Médicos Clínicos da Santa Casa de Caridade de Diamantina. Em discurso, o mesmo falou sobre o seu contentamento em retornar à sua cidade natal, o desejo de aqui permanecer e principalmente de contribuir para o crescimento e prosperidade desta Casa de Saúde.
Vale dizer que a chegada nesta instituição dos residentes do curso de medicina veio mais uma vez demonstrar que as conquistas da Santa Casa de Caridade de Diamantina beneficiam tanto o município quanto o Vale do Jequitinhonha. Merece destaque também o convênio firmado com a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM – que veio contribuir para as referidas conquistas. Pois, atualmente a Santa Casa possui parceria com o Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão – DEPE, que vem organizando os processos firmados entre a Santa Casa e a Universidade.
Foram ressaltados durante o evento, os diversos avanços da instituição, além da residência médica. Como exemplo abordou-se a ampliação do CTI para 20 leitos, além de uma equipe composta por cinco neurocirurgiões, expansão dos serviços da hemodiálise dentre outros.
Por fim, o Provedor Juscelino Brasiliano Roque ressaltou que a realização de feitos, tal como os citados acima só são possíveis graças a todos os colaboradores desta instituição.
Fotos: Luca Antunes
terça-feira, 5 de março de 2013
"Histórias reveladas" darão o compasso do fHist em 2013
"Histórias reveladas" formam o eixo temático das mesas redondas, oficinas, sessões de cinema e espetáculos da segunda edição do Festival de História, o fHist, que acontecerá em Diamantina, de 19 a 22 de setembro. Com este eixo, o festival pretende trazer à tona importantes fatos históricos do país revelados recentemente, por meio de pesquisas e acesso a documentos antes sigilosos, bem como de outras ações, como a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investiga a violação de direitos humanos no Brasil, entre 1945 e 1988. Na Tenda da História, na Praça Doutor Prado, o ofício de reportar a memória e a verdade perpassará os sub-temas do fHist que serão debatidos em 14 mesas redondas por historiadores, autores e jornalistas convidados. Em pauta, um novo olhar sobre temas fundamentais para compreender e passar a limpo a História do país, como o Legado dos Jesuítas; as Rebeliões Coloniais; a Inconfidência Mineira; a Independência do Brasil; a Literatura, História e Educação; a Antropologia Forense; a Ditadura Militar, a Censura e o Futebol; Biografias Reveladas; e a Operação Condor e a Guerra Fria, entre outros. Em todas as outras ambiências do fHist, como no Mercado Velho e no Teatro Santa Izabel, as “Histórias reveladas” marcarão o compasso do Festival.
Um festival construído por todos os parceiros
Outra novidade da segunda edição do fHist é o envolvimento das instituições parceiras na construção da programação. Participam ativamente deste trabalho a Fundação SM, referência em educação na Espanha e com grande atuação na América Latina, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Fundação Biblioteca Nacional (BN), o Projeto República da UFMG, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e a Prefeitura de Diamantina. Em breve, a programação das atividades do fHist, como mesas redondas, filmes e convidados, começarão a ser disponibilizada no nosso site oficial www.festivaldehistoria.com.br
Como participar
As inscrições para o Festival de História em Diamantina serão abertas no dia três de junho de 2013, com vagas limitadas à capacidade de lugares da Tenda da História na praça Doutor Prado. Cadastre-se aqui para receber informações e notícias exclusivas sobre o fHist.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Concerto Tijucano
A tradição das bandas de música no Brasil vem desde os primeiros momentos de sua colonização, por isso, existe uma considerável história sobre o assunto.
Os jesuítas usavam conjuntos musicais nas festas religiosas, como nas do cristianismo lusitano, para auxiliarem na educação dos pagãos. Tais conjuntos não eram formados apenas por portugueses; os próprios índios desde o inicio já se encontravam entre os participantes.
Em Diamantina, essa tradição tem início na segunda metade do século XVIII, com a participação dos negros e mulatos que fazia da música a sua melhor diversão.
As bandas de música Corinho e Corão, criadas no século XIX em Diamantina, sob as batutas dos maestros Antonio Efigênio de Souza – O Paraguay - e João Batista de Macedo - O Pururuca -, exerceram papel fundamental para a preservação da musicalidade tijuquense, ao absorverem inúmeros músicos, principalmente porque assumiram a responsabilidade de funcionar como uma escola para capacitação do músico aprendiz.
Hoje esse papel é exercido pelas Bandas do Terceiro Batalhão da Policia Militar de Minas Gerais, Banda Euterpe Diamantinense e Banda Municipal Prefeito Antônio de Carvalho Cruz, celeiros musicais de grande importância social para a formação de crianças, jovens e adolescentes para a arte musical.
No final do século XX, as retretas, práticas comuns às Bandas naquele tempo, foram sendo substituídas pelos Concertos nas Igrejas e pela Vesperata.
O CONCERTO TIJUCANO, além de resgatar a tradição das retretas, contribui para a manutenção da musicalidade diamantinense, tradição passada de geração em geração desde o século XVIII.
PROGRAMA
Hino Nacional Brasileiro. Francisco Manuel da Silva
Joaquim Ozório Duque Estrada
Coretos de Diamantina. Arr. Edison Soares de Oliveira
Estão voltando as flores/carinhoso. Paulo Soledade e Pixinguinha.
Esperança. Laura Pausini
Esse Cara sou eu. Roberto Carlos.
Sequencia Bossa Nova. Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Marcos Vale.,
My way. Francois Thibaut, Ravau e Paul Anka.
Paisagem da Janela. Fernando Brant e Lô Borges
Os Amantes. Luiz Ayrão
Hey. Julio Iglesias
Ondas do Danúbio. Ivan Ivanovici
Seleção Tim Maia. Tim Maia
Consagração. Edison Soares de Oliveira
Regência:
Maestros:
Edison Soares de Oliveira,
Eleônio Ribeiro da Cruz
Emerson José Pinto
domingo, 3 de março de 2013
PSDB confirma candidatura de Paulo Célio para a nova eleição

PSDB de Diamantina confirma a candidatura do Paulo Célio.
Foto e texto do perfil do Deputado Luiz Henrique no Facebook (clique aqui)
sábado, 2 de março de 2013
Conheça um paraíso chamado Biribiri, a Shangri-lá das Minas Gerais
Publicado no Estado de Minas 02/03/2013 (clique aqui)
Diamantina – Há quem chegue à bucólica Vila de Biribiri e a compare a Shangri-lá – o idílico lugar criado em algum ponto do Himalaia pelo inglês James Hilton (1900–1954) em sua obra mais famosa, Horizonte perdido. Construído em 1877 para abrigar uma fábrica de fiação e tecidos do Biribiri e, ao mesmo tempo, empregar mulheres pobres do Vale do Jequitinhonha, o povoado chegou a ter 1,2 mil habitantes, na década de 1950. Hoje, três adultos, uma criança e um vira-lata, o Mequetrefe, moram no pacato lugarejo, a 300 quilômetros de Belo Horizonte e a 14 do Centro Histórico de Diamantina.
O nome da vila, em tupi-guarani, significa buraco fundo, numa alusão à sua localização, entre o sopé de uma montanha e o leito de um curso d’água. Biribiri foi idealizada pelo então bispo de Diamantina, João Antônio Felício dos Santos, e seus familiares. O projeto foi viabilizado pelo terreno acidentado, que permitiu aos empreendedores usarem a energia produzida por uma pequena usina cujas turbinas eram acionadas pela força das quedas-d’água da região. Nos bons tempos da produção fabril, Biribiri chegou a ter escola para os filhos dos empregados, pensionatos, armazém e consultório odontológico.
Havia até apresentações de coral e grupo teatral. Aliás, a própria Biribiri foi levada para a tevê e o cinema como cenário dos filmes Dança dos bonecos, de Helvécio Raton; Xica da Silva, de Cacá Diegues; e A hora e a vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra. Na telinha, despertou a atenção dos roteiristas da novela Irmãos coragem e do seriado Rosa dos rumos. A vila chegou a ser colocada à venda na década de 1970. A família Mascarenhas, proprietária do lugarejo, pediu lance mínimo de US$ 2 milhões. A notícia ganhou destaque na imprensa nacional (revista Manchete) e internacional, mas não houve interessados em desembolsar a fortuna. "Não está mais à venda", assegura Kika Mascarenhas, de 45 anos, uma das herdeiras do local.
A literatura também se rendeu aos encantos da vila. Em maio de 1893, a adolescente Alice Caldeira Brant escreveu em seu diário que “não teria pressa de ir para o céu se morasse em Biribiri”. Quase 50 anos depois, as lembranças da jovem foram publicadas no best-seller Minha vida de menina, que Alice publicou sob o pseudônimo de Helena Morley. A importância de Biribiri foi reconhecida pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) ao tombar, em 1998, o conjunto arquitetônico.
A proteção, claro, inclui a única igreja de lá, a do Sagrado Coração de Jesus. O templo, cercado por palmeiras-imperiais, foi erguido na entrada do lugarejo, também em 1876, com recursos conseguidos pelos próprios moradores. Nas horas vagas, eles garimpavam pedras preciosas na região. Desde o fim do ano passado, a Sagrado Coração de Jesus passa por reforma. A igreja, quando restaurada, voltará a ser aberta à visitação. A fama de Biribiri foi tamanha que a família real doou um relógio para ser fixado abaixo da pequena torre da igreja. Quase em frente à entrada principal dela, há o único túmulo do povoado, o do senador Joaquim Felício dos Santos (1822–1895). O político foi um dos autores do Código Civil que vigorou até 2003.
Conservação
Mequetrefe, o cachorro, costuma descansar no gramado em frente à igreja, cujas cores acompanham as das demais edificações – todas com paredes externas brancas e portas e janelas azuis. Ao contrário do templo, os imóveis que serviram como moradias dos funcionários estão em bom estado de conservação. As casas, de diferentes tamanhos, estão à disposição de quem deseja alugá-las para uma temporada. A diária é de R$ 30 por pessoa. Muitos turistas, porém, preferem passar o dia na vila, como fez Ranah Mannezenco, moradora de Viçosa, e seus amigos. “Aqui é mesmo como Shangri-lá. Só descobrimos tudo chegando, como mineiro, de mansinho, observando”, disse ela.
Ranah e seus amigos almoçaram no único restaurante de Biribiri, batizado de Raimundo sem Braço. O proprietário, seu Raimundo, precisou amputar o braço direito, depois de uma infecção causada por um tratamento malfeito. “Trabalhar em Biribiri é um privilégio. Veja a natureza, ouça o canto dos pássaros…”, diz o comerciante enquanto serve a um turista uma dose das cerca de 200 garrafas de aguardente que vende no seu estabelecimento. Raimundo mora em Diamantina. Já Adilson Costa, de 35 anos, é um dos quatro residentes na vila. “Descobri que aqui é o meu lugar”, diz o rapaz, enquanto faz a limpeza de um dos galpões onde funcionou a antiga fábrica. Ele divide uma casa com a mulher, Simone, e a filha, Maria Luiza, de 4. O quarto morador de Biribiri é o também zelador Geraldo da Conceição Reis, de 44: “Sabe o que é morar num lugar pacato? É aqui”.
LINHA DO TEMPO
1870: O bispo dom João Antônio Felício dos Santos resolve fundar fábrica de tecidos para empregar as moças pobres do Vale do Jequitinhonha
1877: A fábrica é concluída, com o maquinário de Massachusetts (EUA). Do Rio de Janeiro até lá, foi transportado no lombo de mulas e carros de bois
1893: A jovem Alice Brant trata de Biribiri em seu diário, futuro best-seller Minha vida de menina
1921: A fábrica e a vila são vendidas a particulares
1950: Cerca de 1,2 mil pessoas trabalham em Biribiri
1973: A fábrica de tecidos é desativada
1998: Conjunto é tombado pelo Instituto Estadual do patrimônio Histórico e Artístico (Iepha)
2012: Começa a reforma da Igreja Sagrado Coração de Jesus
SAIBA MAIS: BELEZA CÊNICA
O Parque Estadual do Biribiri, com área de 16,9 mil hectares, está inserido no complexo da Serra do Espinhaço. A Vila de Biribiri está abrigada na área do parque. Quem a visita se encanta não somente por seu casario, mas principalmente pelas paisagens de beleza cênica, com seus rios de leitos de pedras, formando cachoeiras e atravessando campos. A área abriga várias nascentes e cursos d'água: o Rio Biribiri, que moveu as turbinas da hidrelétrica geradora da força motriz da fábrica de tecidos; o Rio Pinheiros e diversos córregos, sendo os mais famosos o Sentinela e o Cristais. Os descendentes dos proprietários da fábrica contam histórias sobre os suntuosos degraus da Cachoeira dos Cristais, cujas rochas teriam sido cortadas com talhadeiras pelos proprietários da época, à procura de diamantes. A cobertura vegetal nativa é composta por cerrado, campos rupestres e matas de galeria. Podem ser encontrados diversas espécies da fauna, muitas delas ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e a onça-parda ou suçuarana.
Como chegar
A vila, embora privada, fica dentro do Parque Estadual do Biribiri. Criado em 1998, no mesmo ano em que o pacato lugarejo foi tombado pelo Iepha, ele conta com cerca de 18 mil hectares. Além da vila, outra atração do parque é o conjunto de cachoeiras, como a Sentinela, com cascatas e praia. A rica flora e a exuberante fauna também encantam turistas. O acesso de Diamantina a Biribiri, passando pelas cachoeiras e áreas para acampamentos, é feito em estrada de terra. O caminho permite fazer um percurso, de carro, em cerca de 30 minutos. Porém, em época de chuva, é melhor o viajante se informar com os seguranças que ficam na guarita do parque, pois dependendo do trecho a lama pode dificultar o passeio.