quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Minissérie JK, Inspirada no EX-Presidente Juscelino Será Reprisada no Viva

Fonte: Notícias da TV Brasileira

José Wilker é na minissérie 'JK' (Foto: CEDOC/ TV GLOBO)Wagner Moura e José Wilker interpretam o presidente em diferentes fases de sua vida

Com autoria de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, a minissérie “JK” estreia 18 setembro e exibe a trajetória política e pessoal de Juscelino Kubitschek durante seus 74 anos de vida. A história do presidente que trouxe a modernidade ao Brasil nos anos de 1950 será exibida de segunda a sexta, às 23h15.

Dividida em três fases, a trama se inicia em Diamantina, Minas Gerais, com o nascimento e a infância de Juscelino até a morte de seu pai. Na segunda etapa, com duração de 15 episódios, ele é interpretado pelo ator Wagner Moura. Este período abrange o início de seus estudos na faculdade de Medicina até sua eleição como prefeito de Belo Horizonte, em 1940. Nesse momento, ele se casa com Sarah Lemos, interpretada por Débora Falabella.

A terceira e última fase é dedicada à vida política de Juscelino, que agora é interpretado por José Wilker. Esta etapa exibe sua eleição à presidência da república, o exílio e o acidente de carro que o matou em 1976. Exibida de janeiro a março de 2006 na TV Globo, JK conta ainda com participação de Marília Pêra, como Sarah Lemos na terceira fase, Eva Wilma, Déborah Evelyn, Louise Cardoso, Alessandra Negrini, Marília Gabriela, Letícia Sabatella, Eliane Giardini e Débora Bloch, entre outros.

BH abre mostra com fotografias de Juvenal Pereira

Fonte: Yahoo Notícias

Juvenal Pereira, fotógrafo, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, JK, Clube da Esquina, Milton Nascimento, mostra de fotografia, Sebastião Salgado, Raul Seixas, Miles Davis, Doris Lessing, Espaço CentoeQuatro

Será aberta nesta terça-feira em Belo Horizonte a primeira retrospectiva da obra do fotógrafo Juvenal Pereira, no Espaço CentoeQuatro (Praça Ruy Barbosa, 104, centro, 31 3222-6457). A mostra "Poeta da Luz" reúne cerca de 4 mil imagens que inventariam cerca de 40 anos de carreira (Pereira trabalhou nos jornais O Estado de S.Paulo e na Folha de S.Paulo, entre outros veículos) e vai até o dia 9 de setembro. Especializado em fotos de eventos artísticos, Pereira registrou o encontro de Milton Nascimento com JK, fotografou os olhos de Sebastião Salgado, Raul Seixas de quimono, o solo de Miles Davis e Doris Lessing gargalhando no bairro do Limão, entre outras peripécias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Arte Miúda no Jornal Estado de Minas

Fonte: Caderno Guri, Estado de Minas de 28/07/2012

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A cachaça no Jequitinhonha e em Diamantina

Fonte: Hoje em Dia

Reconhecida, Salinas amplia produção e terá investimentos de R$ 1 milhão

Motivados pela Indicação Geográfica (IG) que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) vai conceder aos produtores de cachaça da região de Salinas, no Vale do Jequitinhonha, os alambiques investirão R$ 1 milhão para elevar a produção em 40% nos próximos dois anos. O objetivo é ganhar o mercado internacional, que ainda tem participação irrisória (2%) nos negócios da tradicional terra da cachaça em Minas.

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Alphonse Marie Edmond Pavie

Fonte: Socidade Brasileira da História da Medicina

As circunstâncias fizeram com que, de forma inusitada, nas primeiras décadas deste século, uma pequena cidade do Vale do Jequitinhonha tivesse um atendimento de saúde do nível científico da medicina exercida na Europa na mesma época.

Na primeira década deste século, na cidade de São João Batista, hoje Itamarandiba, Pavie exercia uma medicina comparável a de seu país de origem, a França, e a exercida pela elite médica de Juiz de Fora e Belo Horizonte, os dois centros médicos do Estado. Itamarandiba está localizada a 450 km de Belo Horizonte, sendo a última vereda do extremo nordeste do "Grande Sertão" de Minas Gerais. Foi fundada em 1680 pelo bandeirante Fernão Dias Paes em sua procura pela Serra das Esmeraldas.

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domingo, 12 de agosto de 2012

Muito estranha essa reportagem publicada no Jornal O Tempo

Publicado no Jornal O Tempo em 01/08/2012

Diamante ofusca violência

A cidade de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, nasceu da extração de pedras preciosas, mas pouco de sua riqueza natural vinha sendo explorada por garimpeiros da região nas últimas três décadas. Com a virada desse cenário em 2007 - quando trabalhadores invadiram uma área conhecida como Areinha, às margens do rio Jequitinhonha, para tirar ouro e diamante -, o município voltou a sentir os reflexos da mineração. Não só a economia se fortaleceu, conforme atestam os comerciantes, como a violência caiu significativamente aos olhos da população.

A sensação de segurança se comprova nas estatísticas da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). De 2007 para 2011, fase em que os garimpeiros tomaram conta da Areinha e alguns passaram a faturar alto, o índice de crimes violentos caiu 68% em Diamantina, passando de 161 casos para 51. A taxa de crimes para cada 100 mil habitantes, que era de 349,7 em 2007 - a maior da década - foi de 109,3 no ano passado.

Já de 2000 a 2007, período em que a Areinha ainda vivia sob o domínio exclusivo da Mineração Rio Novo, o índice de crimes violentos na cidade subiu 437%, passando de 30 casos para 161. Nessa fase, o crescimento da criminalidade foi gradativo, com exceção de 2003 e 2004, que registraram ligeira queda.

Para o presidente da Associação de Proteção à Família do Garimpeiro de Diamantina (Aprogadi), Aélcio Freire Vial, a explicação para o declínio da violência nos últimos quatro anos está na ocupação de centenas de trabalhadores, que reencontraram no garimpo a chance para se livrar do desemprego. "A Areinha está ajudando a reverter a situação de marginalidade que deram ao garimpeiro", disse.

Clique aqui para ler reportagem completa. Vale a pena ler também os comentários.

III Triatlon de Aventura

Capelinha realiza Seminário Técnico sobre campus da UFVJM

Fonte: Blog do Banu

Capelinha, no Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais, continua na sua caminhada pela instalação de um campus da UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri na sua cidade. Será realizado um Seminário Técnico no dia 27 de agosto, segunda-feira, de 14 às 17:30 horas, em local a ser definido.

No evento, participarão representantes de todos os segmentos de Capelinha e de 23 municípios na microrregião que será beneficiada pelo projeto.

Dois temas principais serão debatidos: a área física de construção do campus e os cursos a serem instalados. 

Duas áreas físicas, ambas da empresa Aperan/Acesita, são conjecturadas. Uma é próximo ao Ninho da Águia, Estádio do Independente Futebol Clube. A outra é nas imediações do Anel Rodoviário, próximo à entrada para estrada de Novo Cruzeiro, saída para Turmalina e Minas Novas. Se houver cursos de Ciências Agrárias a área física deve ter entre 80 e 100 hectares. Se os cursos forem de outra área poderá ser de 25 hectares, sendo 20 para as instalações do campus e5 hectares para a construção de moradia estudantil.

Os cursos mais debatidos são os de Direito, Administração, Psicologia, Comunicação Social, Serviço Social, Engenharia Florestal e Engenharia Agronômica, embora não haja ainda uma definição final.

Uma Comissão local, formada por representante de todos os segmentos sociais, vem traçando ações para adiantar o processo  que tem várias etapas. A primeira foi a de aprovação do campus pelo CONSU- Conselho Universitário da UFVJM, em 16 de março, e incluído no PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional, para o período de 2012-2016. A próxima é a formatação do projeto que deverá ter um Plano Diretor e a indicação dos cursos para serem apresentados e apreciados pela Secretaria de Educação Superior do MEC – Ministério da Educação. As outras etapas são gestões junto ao governo federal para liberação de recursos que podem chegar a R$ 70 milhões até a conclusão final da estrutura e funcionamento pleno do campus com cerca de 7 cursos.

Por isso, a realização de eventos técnicos como o Seminário proposto é de fundamental importância para alimentar todo o processo e possibilitar a participação da sociedade civil e órgãos da microrregião .

Nesta sexta-feira, de manhã, o Gabinete da Reitoria da UFVJM confirmou a participação do Reitor, professor Pedro Ângelo, e Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Alexandre Christófaro Silva, além do Engenheiro Alessandro de Oliveira Alves, para realizar uma pré-análise das áreas disponíveis para o campus.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mais uma nova opção em Diamantina

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Um patrimônio da humanidade desdenhado

Não há como fugir da realidade. Os erros e omissões de hoje só ganham alguma compreensão quando se transformam em passado, imparcial fonte para boas e instigantes reflexões. Num futuro tão remoto quanto as mais antigas lembranças do presente, alguém ainda afeito ao já então desusado hábito da leitura, descobrirá que este Patrimônio Cultural da Humanidade foi desdenhado. Mas de onde vem uma divagação aparentemente tão sem propósito? Da memória e de contratos festivamente celebrados.

Há pouco mais de 10 anos, quando Diamantina obteve o honroso título da Unesco, que elevou a autoestima de sua gente a níveis nunca imaginados, uma outra conquista também foi alcançada. Menor que o reconhecimento mundial de sua cultura, mas velho anseio de uma cidade que caía no ostracismo na mesma medida em que tentava viver dos tempos áureos de outrora. Tratava-se da inclusão do Vale do Jequitinhonha na área mineira da Sudene. Ironicamente, a terra natal de JK havia ficado de fora do grande motor desenvolvimentista criado pelo notável estadista. Mas, no ocaso daquele órgão fomentador da industrialização de regiões muito pobres, Diamantina e todo o Vale do Jequitinhonha foram integrados aos seus benefícios. O que lhe proporcionou recursos de US$ 127 milhões do BID e igual contrapartida governamental do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur NE II).

Pois bem... Grande parte desses recursos seria destinada ao asfaltamento da estrada Conceição de Mato Dentro-Serro-Milho Verde- São Gonçalo do Rio das Pedras-Diamantina, incorporando a já turisticamente evoluída Serra do Cipó a estas imensidões espetaculares da Serra do Espinhaço. Recentemente o trecho Serro-Milho Verde foi asfaltado e o de Conceição ao Serro recebeu recursos de R$ 10 milhões das mineradoras que operam naquela região. Quanto à ligação Milho Verde-São Gonçalo-Diamantina, já não se ouve falar nem de seu início. E o pior: neste longo período em que se sabia da existência de recursos garantidos para todos os trechos programados e contratados, Diamantina permaneceu tranquilamente na inércia, acreditando que tão grande melhoramento chegaria a qualquer momento. A prefeitura, a câmara, as instituições locais - ninguém se movimentou e nem mesmo procurou saber o que acontecia. Há poucos meses, uma comissão de moradores de São Gonçalo foi a Belo Horizonte cobrar providências do governo. Inacreditavelmente, o prefeito de Diamantina não compunha esse grupo de cidadãos interessados no progresso da região.

Continua na Voz de Diamantina Edição 574 11 de agosto de 2012

Confira nesta edição:

  • Caminhos de Minas
  • Campanha Sino do Mendanha
  • Diamantina Empreendedora

Assinatura da Voz de Diamantina

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Quincas: 38-3531-3129 e 8824-3584

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Iepha/MG disponibiliza deliberação com mudanças para o ICMS Patrimônio Cultural

Fonte: Agência Minas, com dica do Blog do Banu

Já está disponível no site do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) a Deliberação Normativa Conep 02/2012, que regula o repasse de recursos estaduais aos municípios via ICMS Patrimônio Cultural para os exercícios 2014 e 2015.

A deliberação, aprovada em 30 de julho pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural, traz algumas modificações, entre elas a alteração da data de entrega da documentação, que passa a ser feita até o dia 7 de dezembro, e não mais em 15 de janeiro. Também foi alterada a forma de distribuição dos 70% dos pontos de tombamento, vinculando-os à pontuação do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (essa regra só passa a valer a partir do exercício 2015), permanecendo ainda o quadro IV como consta na deliberação anterior. Nos anos em que não houver a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, como em 2012, a pontuação relativa à mesma será redistribuída.

Foi incluída, ainda, na Deliberação a obrigatoriedade do município em comunicar os órgãos responsáveis pelo tombamento casos de descaracterização de um bem tombado, em qualquer esfera. O município poderá perder os pontos caso essa comunicação não seja realizada. Para tirar dúvidas quanto às mudanças, o Iepha/MG organiza, a partir do mês de setembro, rodadas com os municípios, em alguns pontos do estado, começando por Belo Horizonte e passando por Uberlândia, São João del-Rei, Pouso Alegre, Araçuaí e Governador Valadares.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Agenda do fim de semana

Fonte: Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio - producaocultural@diamantina.mg.gov.

Dia 09/08 - sexta-feira.
-Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo - Sexta Nossa
Local: Mercado Velho
Horário: A partir das 18 horas
Atração: Música ao vivo com Partido Bossa

Dia 10/08 - sábado
-Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do
Mercado
Local: Mercado Velho
Horário: A partir das 08 horas
Atração: Música ao vivo com JK Samba

Dia 11/08 - Domingo

-Feira de Livre do Largo Dom João/ Feira de Artesanato,
Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo
Local: Praça D. João
Horário: A partir das 07 horas
-Café no Beco
Local: Beco da Tecla
Horário: A partir das 08 horas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tarifa Zero em Diamantina

Fonte: Tarifa Zero – Texto publicado no dia 18/07/2012.

É  uma experiência temporária. Começou nesta segunda, dia 16 de julho, e vai durar apenas dez dias, durante a realização do 44º Festival de Inverno da UFMG, que neste ano tem como tema “O Bem Comum”. Ainda que curta, essa experiência mostra, na prática, que o transporte público pode funcionar de maneira totalmente diferente.

Na cidade de Diamantina, Minas Gerais, o serviço de transporte é extremamente precário, como ocorre em várias cidades brasileiras. Aqui quase não há ônibus – dizem que há, mas é possível passar horas de pé num ponto sem ver nenhum ônibus passar. Diante dessa situação e inspirados nas ideias de Lúcio Gregori como secretário de Transportes em São Paulo, no começo dos anos 1990, os professores dos cursos de Arquitetura e de Design da UFMG Roberto Andrés e Wellington Cançado (apelidado como Low), criaram um pequeno sistema de transporte alternativo para funcionar durante os dias de festival.

Dois micro-ônibus de 27 lugares e duas vans de 14 lugres, cedidos pela universidade. Os veículos fazem um trajeto circular todos os dias, entre 8h e 19h, passando a cada trinta minutos por nove pontos estratégicos da cidade, sem cobrar nada por sua utilização. Todos os pontos possuem um mapa com o trajeto do ônibus, seus pontos de parada e uma tabela com os horários em que os ônibus passam em cada ponto. Esse mesmo material informativo foi largamente distribuído e cada um de nós pode tirar essa tabela do bolso a qualquer momento e se programar para pegar o próximo ônibus. O mais bacana é que todo esse sistema precisou de apenas um dia para funcionar: Low e Roberto fizeram o trajeto algumas vezes com os motoristas, calcularam os tempos de percurso e de parada, e montaram a tabela.

Quando eles apresentaram a ideia algumas pessoas estranharam e disseram coisas como “Mas vai poder entrar todo mundo?” “Vai ter que usar crachá do festival?” “Se for de graça vai encher e vai ficar todo mundo andando o dia inteiro por aí!”. Não por acaso, esses comentários são bem parecidos com as críticas que Lúcio e equipe ouviram ao propor a gratuidade na cidade de São Paulo. Na prática, até o momento a maior parte dos usuários são as pessoas que vieram para Diamantina especialmente para participar do festival e que realizam trajetos curtos (como subir uma ladeira), mas aos poucos a população local está aproveitando o sistema. Os irmãos Luan e Lucas e seu amigo Raimundo, moradores do bairro Palha, periferia de Diamantina, são os mais animados usuários. Estão indo para partes da cidade onde não costumam ir e chegam a passar horas circulando, demonstrando que deslocamento pode sim ser lugar também (e não apenas a passagem de um ponto a outro).

Clique aqui para saber mais sobre essa experiência e a proposta do Tarifa Zero.

Falei e corri !

Publicado no Blog do Banu – Clique aqui

Autor: Carlos Mota  - Procurador da República. Foi deputado federal (2003-2007). Autor do livro "Jequitinhonhês, mineirês, fanadês". Nasceu em Minas Novas, estudou em Diamantina e Belo Horizote. Mora em Brasília, desde 1988.

Sou, antes de tudo, um JEQUITINHONHEIRO, mais do que mineiro, e, portanto, me sinto à vontade para falar mal de Minas Gerais. E já que paulistas, cariocas e naturais de outros estados brasileiros não ousam falar, por conta do maldito politicamente correto, eu vou me prestar a este triste, mas relevante papel, tal qual Norberto Elias, psicólogo - não de pessoas, mas de sociedades - falou mal e porcamente dos alemães, ele que nasceu em terras germânicas. Elias acabou por obrigar os seus conterrâneos a abandonar a idéia de que eram puros-sangues e superiores ao restante da humanidade, tida por eles como chinfrim e rastaqüera.

É bem verdade que os brasileiros em geral evitam apontar objetivamente o dedo sobre o estranho jeito de ser dos mineiros. Mas, subjetivamente, deitam gozações, zoadas e escárnios sobre nós, sobretudo em forma de causos e piadas, que só mesmo nós mineiros achamos que são positivas ou edificantes. Em todas as piadas, paulistas, cariocas e gaúchos se dão mal, enquanto nós mineiros sempre nos saímos bem, seja indo para cama com as mulheres deles, seja provando, ao final, que somos ricos e eles pobres, e por aí afora.

Como, sacana e fingidamente, brasileiros em geral “acham bonito”, a maioria dos mineiros se apresenta para o restante do país falando errado, cochichando em ouvidos, estapeando costas alheias, comendo pão de queijo, dizendo uai – expressão que nem eles bem sabem o que significa-, palitando dentes, fumando fedorentos cigarros de palha, dizendo garrô e exalando o péssimo cheiro da cachaça, não raro metidos em botinas de couro cru, camisa xadrez, chapéu de palha e com vários penduricalhos no cinto da calça, como canivete, molho de chaves, cortador de unha, pochete e até telefone celular.

Alemães eram abominados por que insistiam em demonstrar superiores ao restante da humanidade. Mineiros são execrados por que gostam de demonstrar uma humildade que verdadeiramente não têm. Falsa, portanto!

Quando me desarranchei de Minas e fui bater em outras plagas brasileiras, levei comigo quase todos os trens esquisitos que arrolei aqui. Se num restaurante, eu me punha a exaltar a culinária mineira, como ela fosse a melhor do mundo. Se o papo era literatura, Drummond, Rosa, Sabino, Otto, Nava eram postos por mim em uma plêiade que não comportava Dante, Rilke, Shakespeare, Pessoa, muito menos Machado de Assis, Lima Barreto, Graciliano ou Bandeira. Eu sequer me dava conta de que, embora nascidos em Minas, todos eles, de Drumond a Nava, escreveram as suas obras longe dos cocurutos e penhascos de Minas Gerais.

Eu simplesmente não seguia o provérbio “Em Roma, como os romanos” e aí acabava por não ser socialmente aceito. Pelo contrário, quando aceito, eu ficava numa espécie de papel de bobo da corte.

Por falar em Otto, ele foi injustamente homenageado pelo seu amigo Nelson Rodrigues, que deu a uma de suas peças o título de “Bonitinha, mas ordinária”, seguido do subtítulo “Otto Lara Resende” e cujo mote principal é “Mineiro só é solidário no câncer”. Digo “injustamente homenageado”, porque Otto, àquela altura radicado há anos no Rio, já perdera muito do jeito caipira de ser dos mineiros, tanto que nos criticou em muitos de seus textos, sobretudo em “O braço direito”, um tratado sobre o exacerbado apego à posições e cargos, à custa de nossa decantada mineirice, temperada à astúcia, fingimento e falsa modéstia.

Nava, por seu turno, pôs o dedo em nossas feridas em seu “Baú de Ossos”.  Drumond escreveu “Triste Horizonte”, onde decretou que jamais retornaria a Minas, o que de fato cumpriu. O mesmo Drumond constatou que nas veias do mineiro, ao invés de sangue, corre ferro! Rosa, por seu turno, delimitou o universo de sua monumental obra no jeito sertanejo, não no mineiro jeito de ser.

Medo de levar uma vaia ou uma coça, por estar desancando os mineiros, tenho não? Primeiro porque estou longe, escondido nos cafundós da macega goiana. Segundo, porque ninguém entra em meu blogue, muito menos os mineiros que não ligam para quem nasce no Jequitinhonha. Terceiro, assumidamente doido que sou, não posso responder por minhas maluquices. E por fim, como falei mal dos mineiros, publicamente, em meu dicionário de fanadês lançado há cinco anos, prescrito se acha o direito de eles investirem contra mim.

Medo de uma reação dos meus conterrâneos do Jequitinhonha também não tenho, mesmo porque nem bem mineiros somos ou nos consideramos! Como fomos baianos por algum tempo e como os mineiros da gema até hoje não nos consideram como seus iguais, o Jequitinhonha é que é a nossa Pátria e Nação! Viva o Jequitinhonha!

Diferentemente dos mineiros, os jequitinhonheiros são chiques e cosmopolitas, como o foi o nosso conterrâneo jequitinhonheiro JK. Fosse ele mineiro da gema, a história do Brasil seria diferente! Depois dele, nenhum outro mineiro verdadeiramente mineiro ocupou posições de relevo em nosso País. Itamar Franco, nascido na Bahia, Milton Nascimento, carioca da gema, mas para nós mineiros. Mas inversamente, Aécio, nascido em Minas, é carioca, assim como Pelé é paulista e Dilma gaúcha! Trem doido, sô!?

Resumo da ópera: enquanto os mineiros insistirem no jeito caipira de ser, Minas continuará sendo o Estado Grande e Bobo que é, e nós do Jequitinhonha com vergonha de sermos considerados mineiros!