segunda-feira, 30 de março de 2015

Clube de leitura de espanhol no Museu do Diamante

Começa em abril no Museu do Diamante/Ibram, o Clube de Leitura de Espanhol.
Ministrado por Sandra Pérez, o Clube de Leitura se reunirá às sextas feiras, das 18h às 20h, quinzenalmente, no Museu Do Diamante.
Em todo encontro será apresentado um livro (em espanhol) que será discutido no próximo.
O primeiro encontro será dia 10/04/2015, às 18h, para apresentação do projeto.
A lista de livros que serão discutidos são:
ABRIL:
"Cuatro corazones con freno y marcha atrás", de Enrique Jardiel Poncela. Ed Vicens Vives. 1996. Barcelona.
MAIO:
"Donde se alzan los tronos", de Ángeles Caso. Ed. Booket. 2013. Barcelona.
JUNHO:
"EL alquimista impaciente", de Lorenzo Silva. Ed. Booket. 2000. Barcelona.
JULHO:
"El Lápiz del carpintero", de Manuel Rivas. Ed. Punto de lectura. 2012. Madrid.
O evento é gratuito e o Museu do Diamante fica na Rua Direita, 14, centro, Diamantina/MG.

27ª Edição do Café Literário

27 edicao

Professora Maria Claudia Magnani fala sobre as Sibilas no Painel Livre da TV Vale

sexta-feira, 27 de março de 2015

Voz de Diamantina: Semana Santa, tempo de reflexão nacional

 

Capa (4)

Viver em Diamantina tem lá suas vantagens. Incomparáveis, por sinal. Entre elas, este clima de contrição, de reflexão e até mesmo de expiação, se tivermos atravessado o ano com muita, pouca (ou alguma) devassidão. Até por que esta palavra, ou melhor, o sentimento que ela exprime, não permite condescendência. Fui muito ou pouco devasso? Com que intensidade me deixei corromper, dei maus exemplos, causei indignação? Ajudei a depravar os que me cercam? Acumpliciei-me com situações indecorosas? Fiz que não as vi? Ou fingi que nada daquilo me atingia, me dizia respeito, feria meus princípios? Estas e muitas outras perguntas costumam aflorar na consciência das pessoas. Principalmente no término da Quaresma. Nos dias que antecedem a Semana Santa. Na Páscoa. Tempo de passagem. De novos propósitos. De começar vida nova.

Enquanto me punha a matutar sobre essas avaliações que atormentam a maioria dos brasileiros e lhe provocam mea-culpa e proposição de renovadas intenções, alcei-me em voos mais amplos, que me permitissem ultrapassar os horizontes pétreos desta cidade que piedosamente se interioriza para assistir à Procissão do Enterro - um dos pontos altos de profundas e arraigadas tradições religiosas. Já relembrando a singular e impressionante marcha fúnebre ao ritmo da batida de alabardas da Guarda Romana sobre o nosso calçamento, senti-me confortado com a enorme distância que separa Diamantina de Brasília, cidades tão umbilicalmente ligadas. Não falo do imenso espaço terrestre entre o pequeno burgo em que nasceu o menino Nonô e a pujante urbe que o Presidente Pé de Valsa ousou cravar no Planalto Central. Refiro-me às tristes notícias que, a cada momento, sacodem a imprensa e rebaixam lamentavelmente grande parte dos nossos homens públicos a posições em que a honra, a seriedade e a honestidade não lhes fazem companhia e, pelo contrário, deles se afastam como o diabo da cruz.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 711, de 28 de março de 2015

Assinatura da Voz de Diamantina

Um presente que todo mundo gosta de ganhar

Por apenas R$ 180,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: (38) 3531-3129 e 8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com

Aline: (38) 8811-5707

*A partir da tarde das sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B

quarta-feira, 25 de março de 2015

3º Pelotão de Bombeiros firma parceria com Grupo Diamantinense de Radioamadorismo

Redação e fotos: Assessoria de comunicação do 3º Pelotão​ e 7º BBM

Nesta segunda-feira (23), O Pelotão de Bombeiros em Diamantina firmou parceria com o Grupo Diamantinense de Radioamadorismo, que resultará em um maior apoio em relação à comunicação em tempo real de diversas ações, desde informações sobre acidentes, denuncia de áreas de riscos, quanto divulgação de dicas de segurança, apoio durante ocorrências como Buscas de pessoas desaparecidas e durante ocorrências complexas.

O Grupo Diamantinense de Radioamadorismo foi fundado em 17 de novembro de 2014, na cidade de Diamantina, por amantes do Radioamadorismo, registrado com o nº 21.604.623/0001-43, atualmente é composto por mais de 50 integrantes moradores do município de Diamantina e cidades localizadas na área de atuação do 3º Pelotão BM.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ocupe uma pracinha!

Autora: Ana Lanza

Uma das coisas que muito me chamou a atenção em Diamantina, assim que nos mudamos para cá foi a falta de manutenção na já escassa opção de lazer para as crianças. Os raros parquinhos e praças estão descuidados: o tanque de areia está repleto de cacos de vidro, os brinquedos estão destruídos e não há qualquer atrativo para as crianças, meio a sujeira, grama alta, bancos quebrados... Por falta de opção, a academia da cidade se tornou um parque alaranjado e azul, nem um pouco adequado para as brincadeiras que auxiliam o desenvolvimento dos pequenos.

Mas, afinal, Por que ocupar uma pracinha?

Talvez o ponto mais importante de se ocupar uma pracinha seja pela infância dos nossos filhos. Para que essa infância contemporânea não se resuma à televisão, computador, escola e mais televisão, computador, joguinhos no celular e, esporadicamente, um pula-pula na feirinha de sábado ou domingo para aliviar nossa consciência.

É necessário que o coletivo encontre formas de manifestar o seu desejo (e o seu direito) por uma infância digna. Assim, ao ocuparmos uma pracinha passamos a fazer parte.

Ao ocuparmos uma pracinha saímos da postura de apenas reclamar para os amigos, gestores (?), família e colegas (mas não fazer nada). Compreendemos que um espaço público sem utilização é sempre uma função social desperdiçada. Aprendemos que é preciso lutar por canais de comunicação efetivos - entre a gestão municipal e os munícipes - uma vez que é preciso solicitar, reclamar - e por que não, demandar? - que o nosso espaço esteja bem cuidado.

Ao ocuparmos uma pracinha aprendemos que esperar por soluções do poder público pode ser um risco. Passamos da postura de quem aguarda por soluções para uma postura propositiva sobre a cidade. Entendemos que esse espaço nos pertence.

Penso que a maior vantagem de se ocupar uma pracinha seja a socialização, que vem se perdendo nesse mundo de cada vez mais correria e de menos gentileza... É gerar oportunidades: de se ler um livro em um lugar seguro, trocar receitas, aprender novas brincadeiras, caminhar, correr, pular. Mudar o ritmo. É a oportunidade de reescrever uma história. Encontrar. Se encontrar. Cabe a cada um a criatividade de usufruir desse espaço.

Só não vale destruir.

Ocupar uma pracinha é necessário, por que é preciso viver com dignidade.

Porque a pracinha nos pertence.

domingo, 22 de março de 2015

JK, o menino de Diamantina

Convite para confecção de tapetes

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Crise

Antenor José Figueiró – antenor.figueiro@ig.com.br

Durante nossa trajetória de vida absorvemos vários conhecimentos, mas algo se torna relevante quando um fato específico tem um ponto de referencia, uma essência identificadora.

Rompi as barreiras de Diamantina, de Minas, do Brasil e passei a incorporar o mundo quando soube ainda na infância da estada de um conterrâneo nosso, funcionário da Mendes Júnior, executando obras de infraestrutura no Iraque. Este foi o estopim para que eu estivesse sempre antenado em diálogos que referissem ao Muro de Berlim, ao Vaticano, Taji Mahal, Disneylândia, às Muralhas da China, Meca, Síria, Afeganistão, Ponte Rio-Niterói, Passadiço da Glória, assim como um dos poucos viradouros de trem e uma das primeiras hidrelétricas do Brasil, somados às milhares de fantásticas obras espalhadas por este mundo de meu Deus.

Passei a ver a vida como uma constante viagem e com o bilhete de minha passagem em mãos, o mais proveitoso foi explorar mesmo estando estacionado, dialogar mesmo sem conhecer.

É claro que a vida é o bem maior, supremo, insubstituível.

Tento imaginar qual o teor de um texto fruto de um seminário, fórum ou mesa redonda com Getúlio Vargas, Nelson Mandela, Michael Gorbatchov, George W. Bush, Evita Peron, Walt Disney, Vladimir Putin, Papa João XXIII, Monteiro Lobato, Rachel de Queiróz, Clarice Lispector, Chica da Silva, Padre Rolim, Lobo de Mesquita, Chichico Alkimim, Juscelino Kubitscheck, etc., mas isto é impossível, a única certeza é que tudo isto não é saudosismo, até porque cada um deles teve seu tempo e sua cultura. Fato é que somos uma geração frutos de transformações, grandes perdas, grandes conquistas, em um relativo pequeno espaço de tempo.

Pior para nós que vemos, mas não enxergamos, confundimos valores, invertemos a lógica do moderno e modernidade, dilapidamos identidades, distorcemos atos e atitudes.

Desperta Diamantina! A tão falada crise econômica, financeira e política, nada mais é do que um objeto produzido em larga escala, um item de consumo do momento. O que assistimos pacificamente e já algum tempo é a crise de caráter, da ética e moral, a deterioração da família, deturpação religiosa, o dilaceramento social. Convivemos com guerras armadas até os dentes, que eliminam vidas, destroem gerações inteiras, desmoronam magníficas obras de arte erguidas pelas mãos dos homens, apagam paraísos naturais moldados por Deus.

Convivemos também com guerras silenciosas, que como ervas daninhas espalham-se e se tornam robustas a ponto de fazer tombar o brilho e o pulsar da alma de um povo. A corrupção não somente de valores monetários, mas também a corrupção de sonhos e esperanças que atrofia a imagem e semelhança do Senhor.

Ouço passos no Passadiço

sexta-feira, 20 de março de 2015

Voz de Diamantina: a mutilação do Diamantina Tênis Clube e seus danosos efeitos às atividades esportivas dacidade

 

Capa (3)

Minha provecta idade me permite lembrar que o verdadeiro nome da Praça de Esportes era Diamantina Tênis Clube. Pelo fato de que nosso pujante centro esportivo de outrora era dotado de bem projetada quadra de tênis. Protegida por altos alambrados, em seu piso de saibro bom número de diamantinenses disputava acirradas partidas desse elegante jogo de origem inglesa e de berço francês. Não me sai também da memória o imponente trampolim para saltos ornamentais, assim como seu vizinho mais baixo, provido de uma prancha, construído também em alvenaria. Os dois arrojados equipamentos permitiam mergulhos ousados, pois o lado da piscina à sua frente tinha quase cinco metros de profundidade. O tamanho da arquibancada de cimento (hoje aparentemente exagerado) era proporcional às multidões de torcedores que as competições de natação atraíam. Frequentes torneios arrastavam imensas e entusiasmadas plateias às quadras de basquete e de vôlei.

Estas saudosas lembranças me afloraram puxadas pela Virada Esportiva realizada no último domingo no que restou de um cenário esportivo que só ficou nas saudades. O expressivo público que compareceu no que restou do Diamantina Tênis Clube remete aos anos 1950/1960. Mas nem de longe se aproxima da quantidade e da vibração daqueles tempos, quando Diamantina irradiava o espírito esportivo, suas bem treinadas equipes de natação viajavam pelo país inteiro, arrebatavam preciosas medalhas e desbancavam consolidados recordes. Também conquistados pelos vários times de basquete e de vôlei da época.

O declínio do esporte diamantinense se deve, em grande parte, às errôneas, contínuas e danosas mutilações que uma série de prefeitos levou a cabo em uma estrutura cuja grandiosidade se deveu à generosa doação feita pelos Irmãos Duarte para sua construção. A grande derrota teve início quando o governo estadual - que provera as principais cidades mineiras com praças de esportes de nível excepcional - declinou desse múnus e, ao mesmo tempo em que se descuidava de sua manutenção, passou a entregá-las às prefeituras que as sediavam.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 710, de 21 de março de 2015

Assinatura da Voz de Diamantina

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Instituto Diarte promove conferência e exposição sobre as Sibilas do Tijuco

sibi frent final

sibi cost final