sexta-feira, 25 de julho de 2014

Voz de Diamantina: Semana de Inverno desnudou uma Diamantina culta, alegre e festeira

Capa (9)

Há males que vêm para bem. Neste ano friorento como já de muito não se via, Diamantina parece ter vivenciado esse ditado. Sem nenhuma frustração e, até mesmo, com renovada confiança. Trata-se da 1ª Semana de Inverno que teve início no dia 14 e encerramento no domingo, 20 de julho. Pouca gente conseguiu assistir a todos os eventos de sua boa e variada programação. Além das seis oficinas que iam de terça a sábado, com duração média de quatro horas, igual número de peças teatrais e concertos musicais cobriram toda a semana. Com uma característica muito positiva: não apenas ambientes e igrejas do centro serviram de palco para as apresentações. Os bairros da Palha, do Bom Jesus e do Rio Grande foram também prestigiados com peças ao ar livre na quadra esportiva, no adro da igreja ou na praça principal desses bairros. E nem ficou de fora o festeiro Curralinho. Brindado, aliás, com o lançamento de mais um livro da poetisa curralinhense Beth Guedes e diversos shows com artistas de primeira linha.

Mas preencher criativamente o mês de julho não era tarefa fácil para a prefeitura. Dificuldade acrescida pela época em que a UFMG decidiu anunciar a volta de seu Festival de Inverno para Belo Horizonte, apesar da promessa de seu reitor de continuar a fazê-lo aqui. Nada como o desafio de vencer o imprevisto. Num prazo tão ou mais curto do que o dinheiro disponível para produzir um festival local. Se até mesmo a UFMG vinha capengando para atrair patrocinadores, o que dizer deste velho e modesto burgo? Foi então que se acenderam as velas da imaginação.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 676, de 26 de julho de 2014

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Projeto arquitetônico e convênios vão promover melhorias na Casa da Glória

Fonte: UFMG (clique aqui)

Projetos arquitetônicos e de apoio a pesquisas e estágios prometem intensificar e otimizar as atividades do Instituto Casa da Glória, em Diamantina, vinculado ao Instituto de Geociências da UFMG (IGC). Os objetivos principais são proporcionar melhores condições para a recepção de estudantes de geociências de todo o Brasil e abrir ainda mais a Casa às outras atividades acadêmicas, à comunidade de Diamantina e aos turistas.

O Instituto e os projetos foram apresentados no último fim de semana ao reitor Jaime Ramírez e à vice-reitora Sandra Goulart Almeida, que se hospedaram no local. Eles foram acompanhados pelas professoras Marcia Machado e Vilma Macagnan, diretora e vice do IGC; Mariana Lacerda, diretora da Casa da Glória, e pela arquiteta Valéria Franco, também do IGC.

Órgão complementar do IGC, o Instituto terá seus espaços redivididos. “É preciso otimizar o fluxo de estudantes, funcionários e visitantes, por isso será feita separação mais definida das áreas de hospedagem, administração, estudos e exposições”, explica a diretora do IGC. As primeiras intervenções serão as que visam atender às normas de segurança do Corpo de Bombeiros.

Quanto à área externa, o objetivo é revitalizar os jardins e criar infraestrutura para convivência e estudos ao ar livre. Além disso, serão criados um café e um auditório com acesso pela rua. “Há grande demanda da comunidade para realização de eventos na Casa da Glória”, conta a diretora da instituição, Mariana Lacerda. Os projetos, ainda sem detalhamento, foram elaborados pela professora Vanessa Brasileiro, da Escola de Arquitetura da UFMG – que é credenciada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os estudantes que frequentam a Casa da Glória vão se beneficiar também de dois convênios assinados neste ano com a Petrobras e destinados a apoiar a realização de estágios e pesquisas em geologia. O primeiro prevê recursos para infraestrutura e equipamentos para hospedagem, além do provimento de diárias para os alunos. O outro financia bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação. Juntos, os convênios somam 5,5 milhões de reais.

A vice-reitora Sandra Almeida destaca o potencial desse espaço em Diamantina para ações de ensino, pesquisa e extensão da UFMG e de outras universidades. “É fundamental o apoio à reestruturação do Instituto, não apenas pelo valor cultural e histórico da Casa da Glória, mas em razão das múltiplas atividades que poderemos realizar em Diamantina”, disse.

Ícone da cidade
A instituição recebeu neste ano (até junho) 357 estudantes para estágios de mapeamento geológico, e 2634 visitantes - turmas escolares, moradores e turistas. Os estrangeiros vieram principalmente da França, Argentina, Estados Unidos e Alemanha. Entre julho de 2010 e março de 2014, foram mais de 5 mil hóspedes e 17 mil visitantes. A direção da Casa da Glória vai criar, entre outros produtos, fôlderes para orientar as visitas e vídeos sobre a instituição, a fim de resgatar a história do lugar.

A Casa da Glória, cujas edificações históricas são ligadas pelo famoso passadiço, foi residência dos intendentes do diamante e recebeu hóspedes como o geólogo alemão Ludwig Wilhelm vonEschwege, que mais tarde deu nome ao Centro de Geologia da UFMG. A partir da segunda metade do século 19, a casa funcionou como orfanato e educandário feminino.
Em 1979, o MEC adquiriu o conjunto para que a UFMG instalasse o Centro de Geologia Eschwege (CGE), o mais tradicional centro de ensino e treinamento em mapeamento geológico do Brasil. Criado pelo Conselho Universitário em 2001, o Instituto Casa da Glória, que inclui ainda a casa histórica da rua Silvério Lessa, abriga o CGE e também atende áreas como geografia, cartografia e turismo.

A Casa da Glória está estreitamente vinculada à identidade de Diamantina e foi o ícone da campanha para o reconhecimento da cidade como Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1999. Um dos importantes eventos sediados no local é o Seminário da Economia Mineira, conhecido como Seminário de Diamantina, promovido pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.

"Vida de Menina": diretora e elenco do filme se reúnem dez anos após a estreia

Fonte: Jornal Hoe em Dia (clique aqui)  e veja o filme no Youtube (clique aqui)

"Vida de Menina": diretora e elenco do filme se reúnem dez anos após a estreiaHelena Solberg ainda se lembra, divertida, da primeira exibição de “Vida de Menina” em Diamantina, numa praça pública, ao notar a surpresa dos moradores quando viram sua cidade destacada na tela grande. “Eles não imaginavam que Diamantina era tão linda”, recorda a cineasta. Dez anos após essa experiência, equipe técnica e elenco se reencontrarão em Belo Horizonte para a apresentação especial do filme, no domingo, às 13h, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, dentro da programação da extensão mineira do “Festival É Tudo Verdade”, com início nesta quinta-feira (24).

“Estamos tentando contatar todo mundo, mas os que não encontrarmos já se considerem convidados pela reportagem”, avisa Helena, assinalando que o convite também vale para os muitos figurantes que participaram da adaptação do diário de Helena Morley, escrito na Diamantina do século 19.

“A cidade abraçou o filme. Foi muito interessante iniciar uma filmagem num horário meio ingrato, às 4 horas da madrugada, e ver um batalhão de pessoas já vestidas para participar”, destaca a diretora. Carinho, por sinal, é a palavra à qual todos os integrantes mais recorrem ao falar do filme.

Beco do Mota
Um dos atores do filme, Luciano Luppi lembra de “um período gostoso, no qual a equipe trabalhava com harmonia a partir da condução carinhosa de Helena”. Ele interpreta Mota, personagem histórico que dá nome ao famoso beco da cidade e que cruza o caminho da protagonista.

O diário destila ironia ao acompanhar como as mudanças econômicas motivadas pela decadência da mineração refletiam nas relações sociais e familiares. O livro foi destacado pelo sociólogo Gilberto Freyre (1900–1987) como “único documento que existe no Brasil que fala do cotidiano sem ser memórias”.

Outro integrante do elenco foi o Elvécio Guimarães na pele de um padre rabugento. “Não gosto muito de cinema porque, como todo mundo sabe, é uma arte do diretor. Mas, nesse, fiz as pazes com o cinema. Helena Solberg sempre estava disposta a conversar e a aceitar as nossas sugestões”, recorda.

Os bastidores das filmagens estão também no livro “Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo”, escrito pela jornalista e diretora mineira Mariana Tavares, que terá lançamento no sábado, às 16h.

Um carinho que trouxe conforto na volta do exílio
O carinho recebido em Diamantina serviu como um conforto para Helena Solberg, que voltava de um “exílio” de 30 anos nos Estados Unidos, onde assinou importantes obras no gênero documentário e realizava, com “Vida de Menina”, o seu primeiro filme de ficção.

“Uma personagem maravilhosa como Helena Morley não caberia apenas num documentário”, registra a cineasta paulistana, hoje com 74 anos. O que não quer dizer que Helena deixou de flertar com o documentário. “O diário é um documento verdadeiro”, salienta.

A preocupação da realizadora foi a de não fazer uma mera ilustração do texto. Ao lado da roteirista Elena Soárez, chamou a atenção para uma menina de 13-15 anos transgressora, que questionava tudo a seu redor, especialmente a conservadora sociedade mineira do século 19.

A mulher, por sinal, sempre teve um papel relevante em sua filmografia, até hoje pouco conhecida. Autora do livro “Helena Solberg, do Cinema Novo ao Documentário Contemporâneo”, Mariana Tavares assinala que Helena só ganhou destaque na mídia quando lançou “Carmen Miranda: Banana is My Business”, em 1994.

50 anos de cinema
“Esse documentário, que tem um grau de articulação muito grande, não nasce do nada. O seu trabalho anterior, com filmes sobre a política na América Latina, serviram de preparação”, destaca Mariana, que teve como ponto de partida, para o livro, sua tese de doutorado na Escola de Belas Artes da UFMG.

O curta-metragem “A Entrevista”, primeiro título de Helena, foi filmado há exatamente 50 anos. “Ela fazia parte do grupo do Cinema Novo e participava das discussões, mas, ao ir para os Estados Unidos cedo, se tornou o nome menos conhecido, ao lado de David Neves”, registra.

No exterior, Helena se aliou a um grupo de documentaristas estrangeiros preocupados com a situação da América Latina. “Ela trabalhava grandes temas, mas sempre individualiza as questões, elegendo personagens para se aprofundar no tema. O espectador aprendia muito e também se emocionava”, detalha Mariana.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Onde a bossa-nova surgiu

Autor: Manoel Hyguno – publicado no Jornal Hoje em Dia 22/07/2014 – Clique aqui

Vinícius de Moraes tinha raízes mineiras, dos Machados que produziram Lucas, o grande médico, Lúcia – a escritora, o acadêmico Ângelo Machado e tantos outros personagens queridos; Noel Rosa, já se viu, também teve ancestrais na montanha e, no ápice da carreira, veio aqui buscar cura de tuberculose; mais recentemente, descobri que João Gilberto veio a Minas para haurir na fonte inspiração para a bossa-nova.

E escolheu para sua experiência nada menos que Diamantina, terra de Juscelino, o carismático governador e presidente, empregado dos Correios antes de fazer o curso de Medicina e colar grau em 1927, ao lado de Pedro Nava, entre outros. E JK foi apelidado de “o presidente Bossa-nova”.

Ruy Castro, ao elaborar o seu “Chega de Saudade”, recorda a passagem de João Gilberto pela terra de Juscelino, de Francisco Nunes, o maestro, e em que viveu Helena Morley, a menina-prodígio – autora de um livro inesquecível, avó do acadêmico Eduardo Almeida Reis.

Acontece que Castro, o brasileiro, de nome Ruy, não se aprofundou no estudo sobre JK em Diamantina, como informou Juscelino Roque, conhecedor das pesquisas de alto nível realizadas por Wander Conceição sobre a histórica cidade e suas personalidades. Por sinal, o autor ainda luta para conseguir recursos para continuação de seu minucioso e revelador estudo.

Parece estranho, bossa-nova–Diamantina. Mas é fato. Aliás, o trabalho de Wander sobre a influência de Minas e de Diamantina na gestação da bossa-nova já extrapolou as fronteiras de Minas e do Brasil. O suicida jornalista alemão Marc Tischer lançou um livro em sua pátria com o título “Ho-ba-lá-lá, à procura de João Gilberto”, citando uma entrevista com Wander. Este trabalha seu projeto, há mais de década, sozinho, sem ajuda financeira de governo ou empresarial, mas não desiste. Ele sabe da valia de seu esforço.

Mas não somente Ruy Castro entrou no tema. Zuza Homem de Mello produziu um livro de 120 páginas, lançado em 2001, para festejar os 70 anos do compositor, explicando tecnicamente a formação do ritmo e dos acordes da bossa-nova. Diz Zuza, na página 33, que: “Foi especificamente em Diamantina, em 1956, que João Gilberto atingiu a magia que procurava”.

Como o compositor apareceu na terra dos diamantes? A irmã Maria da Conceição Dadainha era casada com um engenheiro civil, Péricles Rocha de Sá, que chefiava obras de uma rodovia na região, a BR-367. Antes, vivera em Diamantina um irmão de João Gilberto, o Jovino, que estudou no colégio Diamantinense, responsável por ensino de primeira qualidade. Mas ainda tocava violão e jogava futebol, pescava, além de integrar o Tiro de Guerra.

Os diamantinenses não conseguiam ver João Gilberto. Ele se enfurnara na casa do cunhado e da irmã, por oito meses. Trancava-se no quarto com o violão e não saía sequer na calçada. Fechava-se horas e mais horas no banheiro, também com o violão. À noite, percorria de meias, para não fazer ruído, os corredores da casa. Depois cantava e tocava baixinho, ao lado do berço de Marta Maria, a sobrinha, no quarto de criança. Para os diamantinenses, era um sujeito esquisito, que passava o dia de pijama tocando violão.

Grupo Samba de Uma Moça Só

Grupo Samba de uma Moça Só
Música: Samba à Mineira
Composição: Cristiano Ribeiro
Música: Samburana e Cristiano Ribeiro

domingo, 20 de julho de 2014

Sem medo de falar: o relato de uma vítima de abuso sexual

Fonte: Youtube (clique aqui) e Jornal Folha de São Paulo (clique aqui)

Casos teriam acontecido em Diamantina (MG) e Novo Hamburgo (RS)

O primeiro relato pessoal já publicado de uma vítima de abuso sexual. Um livro que todos os pais e os que amam as crianças precisam ler.

O abusador sexual é alguém próximo. Um parente, um amigo da família, um professor, um padre, um treinador, um maestro de coral. Seu maior aliado é o silêncio. A criança não denuncia porque tem vergonha, medo. Porque acha que ninguém vai acreditar. Marcelo Ribeiro perdeu o medo de falar. Neste livro corajoso, ele conta como, ajudado pela mulher, conseguiu enfrentar o trauma e a condenação ao silêncio. Sua vida é um exemplo de superação: das dores, tirou lições fundamentais para aqueles que desejam a felicidade das crianças e para todos que querem encontrar caminhos para que a sociedade possa se prevenir desse crime monstruoso.

Clique aqui para ler reportagem no Jornal Folha de São Paulo.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Voz de Diamantina: 1ª Semana de Inverson, uma iniciativa já muito aguardada

Capa (8) ”Da manhã ao entardecer de domingo o Festival foi encerrado com a participação de grupos folclóricos locais e de outras cidades. Ou seja: os mesmos talentos que se preocuparam em valorizar esses fortes valores de raiz se acumpliciaram com a destruição de duas das mais caras tradições diamantinenses: a vesperata e a hospitalidade. Que o magnífico reitor da UFMG, cujo discurso no Teatro Santa Isabel tanto impressionou, sopese com muito discernimento os descaminhos em que o mais antigo e importante Festival de Inverno vem se enveredando. Sua pronta, corajosa e enérgica atuação é a única esperança de que progressistas mestres e doutores não venham a sepultá-lo desastradamente”.

Esta frase encerrou o editorial que descreveu a Inesperata, infeliz provocação com forte viés de militância política-sindical que maculou o último Festival de Inverno da UFMG realizado em Diamantina. Paradoxalmente, na cerimônia de abertura daquele sempre bem-vindo acontecimento, nunca um prefeito externou tanta cortesia, fineza e receptividade a um reitor da UFMG, ao pronunciar sua elegante e inspirada oração de pé, e explicar ser este um velho costume diamantinense durante a leitura do evangelho, a execução do hino nacional e em solenidades que exigem respeito. E que ele assim procederia em reverência às oportunidades culturais que a UFMG tem oferecido a Diamantina através do Festival de Inverno.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 675, de 19 de julho de 2014

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Processo seletivo na Santa Casa de Caridade de Diamantina

A Santa Casa de Caridade de Diamantina informa que está aberta inscrição do Processo Seletivo para classificação de Enfermeiro e Auxiliar de Farmácia. O edital pode ser acessado através do site www.santacasadediamantina.com.br ou na própria instituição.

3° BPM prende quadrilha de estelionato e corrupção de menores em Diamantina

Fonte: Assessoria de Comunicação Organizacional da Polícia Militar

Em 12 de Julho de 2014, após denúncia anônima de que indivíduos estariam tentando repassar NOTAS FALSAS no comércio local de Diamantina, militares do 3° BPM deslocaram em rastreamento e abordaram um dos autores sendo localizado, durante busca pessoal, R$59,00 (cinquenta e nove reais) em cédulas de (10, 05, e 02 reais) e mais 03 cédulas de (50, 20 e 05 reais) aparentemente falsas.

Foram presos 7 envolvidos dentre estes três menores infratores apreendidos em flagrante delito. Posteriormente, foram presos/apreendidos mais dois envolvidos portando moedas falsas.

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Nascida em Diamantina, Maria “Lata D’água” será tema de documentário

Fonte: Jornal A Cidade (clique aqui para ler a reportagem completa)

Divulgação

Pouca gente sabe, mas Maria Mercedes Duarte é uma das figuras centrais do samba nacional. Não exatamente como cantora e compositora, mas como musa inspiradora de uma das músicas mais conhecidas do cancioneiro popular. Foi para ela que os compositores Luís Antonio e J. Júnior escreveram, em 1952, “Lata D’Água” - quem não se lembra dos versos “Lata d’água na cabeça/ Lá vai MAria/ Lá vai Maria...”?

A canção ficou célebre nas vozes de estrelas como Marlene. Mais de seis décadas depois, vai ser relembrada por velhas e novas gerações graças a um documentário idealizado por dois ribeirão-pretanos.

Criado pela engenheira de produção Thalita Magalhães e pelo músico Júlio Fejuca, do grupo Sambô, o projeto “Tá No Mundo” resgata personagens que fizeram ou fazem parte da história do País. Maria, ex-passista da escola de samba Portela, foi a escolhida para inaugurar a série de homenageados. “São nomes que se tornaram um marco na sociedade de forma positiva e impactaram pessoas com sua forma de levar a vida, tornando nosso mundo melhor”, explica Julio.

Maria Mercedes Duarte, a Maria Lata D’Água, nasceu há 81 anos, em Diamantina (MG), e foi morar no Rio de Janeiro antes de completar 13 anos. Começou no Carnaval carioca em 1949, desfilando pelo Acadêmicos do Salgueiro. A sua vida artística começou em circo e boates, onde ganhou o apelido graças a sua habilidade em dançar com uma lata d’água na cabeça.

Maria Lata D’Água saiu em quase todos as escolas de samba do Rio, mas a sua preferida era a Portela.Foi lá que ela desfilou por mais tempo.

Deixou o Carnaval em 1991, quando entrou para a igreja Canção Nova, comunidade que faz parte da ala carismática da Igreja Católica. Em 2012, o programa “Fantástico”, da TV Globo, chegou a fazer uma reportagem sobre Maria, na qual a ex-passista mostrava que, mesmo longe da passarela, ainda tinha samba no pé.

Pesquisa da ANP mostra que Diamantina tem a gasolina mais cara de Minas Gerais

Fonte: Guia Muriaé e ANP (clique aqui)

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Bar Meio Tom divulga programação do 1º Manifesta

Leia na Voz de Diamantina: sob o domínio da omissão, da leniência, do populismo e da insensibilidade ambiental e cultural

Capa (7)

Não tenho o costume de assistir às reuniões da câmara. Nem paciência. A instalação de um cronômetro digital para disciplinar a verborragia dos vereadores foi um avanço de civilidade. Mas como ainda não existe equipamento que refreie a palavra fácil (e tantas vezes indecorosa), escuto suas perorações pela internet, jogando paciência. Ao impor-me essa mortificação, chamou-me a atenção o crescimento do discurso evangélico de alguns parlamentares. Puxados pelo sempre bem falante José Paulo, alguns vereadores tomam ares de discípulos que se esforçam para salvar o mundo da perdição. Nesta santificada missão, eles se lançam como exemplos de homens retos, tementes a Deus, cuja vida encarna as virtudes de bons filhos, de pais dedicados, de esposos fidelíssimos, de cidadãos patrióticos. Em certos momentos, a câmara fica até parecendo uma sacristia. Quando são propagandeados os valores de pastores, o número de novos adeptos que atraíram para seu rebanho e a transfiguração que operam nas comunidades em que atuam. Mas, ao transformar-se em palco oportunista de pregações que misturam catequese e demagogia política, a tribuna pública só tem a perder, uma vez que o país é laico e a prática da religião não pode ser imposta - nem sub-repticiamente - como o fazem, de maneira mambembe, esses apóstolos do mau e viciado proselitismo.

Mas deixemos de lado esse farisaísmo com que se deturpa a já tão aviltada função legislativa e passemos ao que realmente me levou a ouvir, por mais de duas horas, a gravação da 16ª reunião da câmara do dia 30 de junho. Como de costume, salamaleques, puxa-saquismos e palavreados ocos prevalecem como marcas inconfundíveis da maioria dos vereadores. Que não se cansam de trombetear que, eleitos pelo voto, se imolam no estoicismo de comparecer às reuniões semanais e lutar incessantemente pelo bem-estar de seus eleitores e pela correta gestão do município, paladinos da moralidade e defensores do bem público que juraram ser quando diplomados.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 674, de 125 de julho de 2014

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terça-feira, 8 de julho de 2014

Comissão de Direitos Humanos promove reunião para dsicutir atos de violência em Milho Verde

Desde o início deste ano, em Milho Verde, conhecido destino turístico de Serro, vêm ocorrendo atos de uma violência nunca vista na região. Em janeiro, o atentado a Luís Fernando (Nando)- membro da ONG Instituto Milho Verde, que sofreu vários tiros e posteriormente, a colocação de bombas caseiras na casa de Paulo Sérgio  Procópio  (Paulão, ex secretário de meio ambiente de Serro) que foi incendiada. Ainda neste mês de junho a casa de Luís Fernando também foi alvo de bombas caseiras, sendo parcialmente incendiada. Aparentemente ligados à questões relativas ao movimento ambientalista, esta onda de violência tem levado à população grande insegurança, que, acuada diante dos fatos, se cala e diminui sua mobilidade na vila, principalmente no horário noturno.

Devido a esta onda de violência, a Comissão de Direitos Humanos Estadual e Federal estará realizando uma reunião aberta na comunidade, juntamente com a imprensa, nesta quinta feira, dia 10, às 12h; na busca da garantia dos direitos individuais e coletivos na região e da elucidação dos crimes.

Veja abaixo vídeo com entrevista Luís Fernando (Nando)- membro da ONG Instituto Milho Verde