segunda-feira, 2 de março de 2015

Homem é baleado na frente da mulher e do filho dentro de restaurante em Diamantina

Fonte: Jornal O Tempo (clique aqui)

Um homem foi baleado na frente da mulher e do filho na tarde deste domingo (1º) dentro de um restaurante de Diamantina, cidade da região Central do Estado. O suspeito fugiu após a ação e ainda não foi localizado. A suspeita é que o crime tenha sido motivado por vingança, já que testemunhas dizem que ele descobria pontos de garimpo na cidade e informava para bandidos. A informação não foi confirmada pela polícia.

A tentativa de homicídio aconteceu dentro em um restaurante localizado às margens da BR-367, na entrada do município. O local estava cheio, quando o homem entrou armado. Ao perceber que o criminoso seguia em sua direção, Bira de Diamantina, como foi identificado, tentou correr, mas foi perseguido e parado pelo bandido. Os outros clientes do restaurante também correram e uma confusão se formou no local.

O suspeito identificado inicialmente por Paulinho virou Bira de cara para o chão e atirou nas costas dele. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu a ocorrência e encaminhou Bira para a Santa Casa de Misericórdia da cidade. Ele deu entrada no pronto-socorro, onde segue em atendimento. O estado de saúde dele não foi divulgado pelo hospital.

Um morador da cidade contou a reportagem de O TEMPO, sob anonimato, que o crime seria motivado por vingança. "Ele trabalhava como olheiro - descobria onde era o ponto de garimpo e contava para os bandidos. Além disso, ele supostamente assaltou o cunhado do atirador. Esse seria o motivo da violência, mas não temos provas", explicou. 

Primeiro Processo Seletivo do IFNMG - Campus Diamantina,

 

Acesse http://www.ifnmg.edu.br/processoseletivo/8530-2-processo-seletivo-2015 para mais informações.

Equipe de TAEKWONDO de Diamantina participa do 1º Seminário nacional de Arbitragem de 2015.

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Nos dia 07 e 08 de fevereiro, o mestre e professor Noel Sabino Junior e os alunos Olavo Cosme da Silva, Guilherme Drumont e Alexandre Monteiro da Academia Splash e Bang Minas participaram do 1º Seminário Nacional de Arbitragem de Taekwondo de 2015, promovido para Confederação Brasileira e Federação de Taekwondo de Minas Gerais em Belo Horizonte-MG.

Foi um momento muito importante, onde todos puderam ter acesso às novas regras de competição visando jogos regionais, estaduais, nacionais e internacionais, tendo como palestrante um dos coordenadores da arbitragem nacional e arbitro internacional o senhor Milton Iwana (ex-atleta vice-campeão mundial e sete vezes campeão Brasileiro). O curso envolveu parte teórica, pratica e avaliação final, onde todos os representantes de Diamantina estão aptos a partir daquela data para atuarem como árbitros.

O próximo compromisso da equipe será a competição estadual de POOMSAE (uma das modalidades do Taekwondo: “formas”), e pela primeira vez Diamantina estará com força máxima inclusive na categoria faixa preta, visando o campeonato brasileiro e mundial de POOMSAE. A competição acontecerá no dia 15 de março na cidade de Lavras-MG. Já em abril estaremos representando a cidade na primeira etapa do estadual na modalidade de lutas em Sarzedo.

Venha fazer parte da nossa equipe, que a cada ano vem mostrando a sua evolução, união, profissionalismo e comprometimento com o esporte da nossa cidade.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Alunos aprendem a conservar escultura do século 18 com quebra-cabeça

Publicado no Jornal Estado de Minas (clique aqui)

Diamantina – O distrito de Mendanha, em Diamantina, banhado pelo Rio Jequitinhonha, guarda joias artísticas tão preciosas quanto os diamantes que fizeram a fama da região e a fortuna de mineradores desde os tempos coloniais. Entre os tesouros está a imagem de Santana Mestra, escultura do século 18 em madeira policromada, que foi restaurada no ano passado e ganhou um programa de educação patrimonial para conscientizar a comunidade sobre a importância da preservação. A partir da próxima semana, alunos da escola local vão aprender, de forma lúdica e criativa, um jeito novo de zelar pelo bem: um quebra-cabeça da peça acompanhado de orientações sobre o que é permitido e não permitido para manter a integridade da imagem. “Trata-se de um plano de salvaguarda, seguindo as diretrizes do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG)”, informa o secretário de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina, Walter Cardoso França Júnior.

Idealizado pela Diretoria de Patrimônio da secretaria, o trabalho faz parte do projeto Educar, dirigido aos estudantes da rede municipal. A proposta é estender o formato de quebra-cabeça aos demais monumentos de Diamantina, que comemorou, em dezembro, 15 anos de reconhecimento como Patrimônio da Humanidade, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Desde o ano passado, quando a imagem foi entregue à comunidade de Mendanha, os estudantes participam de palestras, oficinas e outras atividades. Agora, terão mais esta ferramenta”, diz a diretora de Patrimônio, Márcia Dayrell França Botelho. A peça tem 75cm de altura e 35cm de largura, é tombada pelo município e pertence à Igreja de Nossa Senhora das Mercês.

As informações sobre a conservação e as peças do quebra-cabeça estão em um disco de papel, que lembra um desses de vinil, e tem tiragem de 2 mil exemplares – os recursos para a confecção provêm do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural. Em cada disco há duas partes coloridas da imagem, o que obrigará o estudante a verificar vários outros para concluir sua tarefa. Satisfeito com o resultado, o secretário Walter lembra: “Todos somos responsáveis pela preservação do patrimônio cultural de nossa comunidade e devemos ser seus guardiões para entregá-lo às futuras gerações”.

ETAPAS

Nesta sexta-feira, a equipe de patrimônio se reunirá com a direção da Escola Municipal Professora Ana Célia de Oliveira Souza, em Mendanha, localizada a 30 quilômetros da sede, para falar sobre as próximas etapas do programa de educação patrimonial e apresentar a novidade. A professora de história da instituição, Sheila Fernandes, está entusiasmada com as ações desenvolvidas pelos alunos (entre 12 e 13 anos de idade) do oitavo e nono anos.

“É preciso conhecimento e consciência para preservar os bens culturais. O melhor é que, com estas diretrizes, a turma vai aprender brincando”, analisa a professora. Sheila lembra ainda que muitas crianças e adolescentes pouco sabem da realidade em que vivem. “Às vezes, estão num lugar cheio de histórias, mas não valorizam o conjunto, daí a importância dos programas de educação patrimonial ”, afirma.

No carnaval, quem esteve em Diamantina pôde ver outra faceta do projeto Educar, fruto do interesse dos estudantes. Para evitar estragos, a Catedral Metropolitana, as igrejas do Bonfim e do Amparo e o Museu dos Diamantes fora protegidos por tapumes com desenhos e pinturas feitos a partir de tarefas em sala de aula. As turmas visitaram a área tombada e depois recriaram casarões, igrejas e outros locais de destaque em quadros. Na sequência, os trabalhos foram ampliados e apresentados aos foliões.

Como conservar a imagem
Orientações para manutenção de peças sacras

É permitido
Orientar a comunidade e interessados a zelarem pela conservação do patrimônio histórico e cultural
Usar luvas todas as vezes em que manusear a imagem
Usar trinchas e pincéis com cerdas macias para higienização da peça
Evitar contato físico e toque
Evitar fotografias e filmagens com flash – a exposição frequente da luz danifica o douramento e a pintura. As fotos, nesse caso, devem ser feitas apenas a título de registro do serviço de conservação e restauração
Abrir diariamente portas e janelas para ventilação do ambiente
Observar constantemente se há sinal de excrementos de insetos, principalmente, cupins, no local de guarda da imagem (nicho do retábulo ou oratório)
Observar também se a imagem apresenta descolamento da policromia (cores e tinta). Se for constatado, procurar o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural
Se possível, evitar usar a imagem em procissões, protegendo-a dos desgastes na policromia, danos ao suporte e até queda do andor.


Não é permitido
Usar pano úmido e produtos de limpeza na imagem
Limpar a imagem usando água
Acender velas sobre o retábulo e perto da imagem – há risco de incêndio e os respingos de cera danificam o douramento e a pintura
Fazer intervenções sem autorização do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural
Deslocamento da imagem do acervo – isso pode ocorrer somente com aprovação do comunidade, da Mitra Arquidiocesana e do Conselho Municipal
Trocar a imagem de lugar com frequência

Fonte: Diretoria de Patrimônio/Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio de Diamantina

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Festival de História de Diamantina anuncia edição em Portugal

Fonte: Divirta-se (clique aqui)

O Festival de História de Diamantina (fHist), no Vale do Jequitinhonha, expande sua atuação em 2015 e ganha um braço internacional. Com o tema Diálogos oceânicos, a primeira etapa do evento vai ser do outro lado do Atlântico, em Braga, no Norte de Portugal, de 20 a 23 de maio. A Conferência Magna, cujo tema será Fazer história: Veias da integração dos países de língua portuguesa, terá a presença do ex-presidente português Mário Soares.

“Convidamos também o ex-presidente Lula para essa abertura. Enquanto Mário Soares teve uma participação ativa na comunidade dos países de língua portuguesa, Lula teve um olhar muito grande para a questão africana. Seria muito interessante os dois fazerem essa retrospectiva e essa perspectiva sobre os povos de língua portuguesa, da Ásia, África, América e Europa”, afirma o jornalista Américo Antunes, coordenador do fHist.

Antunes diz que a escolha de Braga para receber a primeira edição internacional do fHist se deve ao fato de a cidade pertencer à região que historicamente mais enviou lusitanos ao Brasil. “Em Minas, a gente sente essa presença e essa influência bragarense muito fortes. O Santuário de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, por exemplo, teria seu traçado inspirado no Santuário de Braga. O órgão e a pintura da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em Diamantina, foram feitos por um português de Braga. Sem falar que as universidades do Porto, de Coimbra e do Minho têm centenas de brasileiros nelas  estudando. A ideia é trazer esses estudantes para o fHist também”, diz o jornalista.

Com orçamento de R$ 2,2 milhões, a programação vai contar com lançamento de livros, mostras de cinemas com exibição de filmes do Brasil, Angola e Portugal, feira de livros, espetáculos musicais, além de 13 mesas de debates, como uma traçando um paralelo biográfico entre o marquês de Pombal e Xica da Silva, que vai contar com o historiador britânico Kenneth Maxwell, especialista em história ibérica e no estudo das relações entre Brasil e Portugal no século 18, e a historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Júnia Furtado.

Entre os outros assuntos que serão discutidos estão Da escravidão ao racismo; Os arquivos da terra e a escrita da história; Universos literários: a história pelas lentes dos historiadores e dos jornalistas; Sons e imagens: narrativas históricas em tempo de mídias móveis; Tempos de rupturas: a Revolução dos Cravos e o ocaso da ditadura brasileira; Conexões oceânicas: vez e vozes das culturas de periferia; e Barrocas matrizes: identidades urbanas, arquitetura, artes e legados.

Entre os participantes estão confirmados, da parte brasileira, Boris Fausto, Lília Schwartz, Jurema Machado, Heloísa Starling, José Murilo de Carvalho, Glória Kalil e Gringo Cardia; e da portuguesa, Maria Augusta Lima Cruz, José Carlos Venâncio, Pedro Portela, Manuela Martins, José Meireles, Ana Maria dos Santos Betthencourt, Alberto Manoel Teixeira de Sá, Nelson Troca Zagalo, Fátima Ferreira, Miguel Sopas de Melo Bandeira, Jorge Alves e Marta Lobo.

“Braga terá uma programação complementar de Diamantina, onde o Festival de História vai ser realizado em outubro. A ideia é replicar em Minas Gerais algumas mesas que vão ser realizadas em Portugal, mas com um olhar brasileiro e africano”, aponta o coordenador.

FESTA TRADICIONAL O Festival de História ocorrerá em paralelo a uma das festas mais tradicionais da cidade, a Braga Romana, em que se revivem as origens do local, que remonta a mais de 2.000 anos, quando da fundação pelos romanos como Bracara Augusta. “Esses festejos remetem à época da formação de Braga. Os moradores simulam os antigos mercados de produtos romanos, as pessoas se vestem com aquelas vestimentas típicas e há um cortejo pelas ruas. Enquanto isso, nos espaços fechados, vamos propor uma reflexão da história, tendo como eixo a identidade cultural dos povos de língua portuguesa”, diz Antunes.

Inscrições em março

As inscrições para a participação na Conferência Magna e nas mesas redondas da primeira edição do fHist em Braga (20/5 a 23/5) serão abertas em 10 de março, a 40 euros (inteira) e 20 euros (meia) e com preços diferenciados para estudantes. As demais atividades do Festival em Braga são gratuitas, mas com participação limitada à capacidade dos espaços. As inscrições poderão ser feitas exclusivamente pelo site oficial: www.festivaldehistoria.com.br. Já a terceira edição do Festival de História de Diamantina (fHist) ocorrerá de 8 a 11 de outubro. A programação ainda será definida, mas a temática será a mesma de Braga: Diálogos oceânicos.

Ivo Pereira fala sobre Dreamantina no Programa Agenda

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina

Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material:

um diálogo necessário

A cidade de Diamantina, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, recebe até o dia 1º de março, a primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina. Com uma programação inteiramente gratuita, o festival registrou apresentações lotadas durante o primeiro final de semana de programação, em locais como Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Casa de Chica da Silva - IPHAN, Teatro Santa Izabel e no Museu do Diamante – IBRAM.

Nos próximos dias, o festival irá receber apresentações, oficinas e debates. Destaque para o encontro que vai discutir "O legado organário brasileiro” com as presenças de Marco Brescia, Frédéric Desmottes, Elisa Freixo e Marcela Bertelli; para a apresentação do teatro de marionetes com a montagem de “O Organista: cenários históricos de Minas”; e os concertos dos grupos Ministriles de Marsias e Flos Carmeli e dos artistas Elisa Freixo e João Vaz.

:: Festival

Focado no desenvolvimento cultural, na formação de plateias e no diálogo sobre as relações entre patrimônio material e patrimônio imaterial, o festival apresenta uma programação inteiramente voltada para a música antiga. Estreitando os laços com a comunidade de Diamantina, o evento irá abrir espaço para manifestações musicais que estão inseridas dentro do contexto histórico e social local. Com isso, a sonoridade dos berimbaus e o toque dos sinos também ganham destaque na programação do 1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina.

Com o objetivo de preservar um bem material com função imaterial e divulgar um importante patrimônio brasileiro, o órgão Almeida e Silva/Lobo de Mesquita, localizado no interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o festival se volta para a valorização musical e histórica e também para a relação com a população da cidade.

Muito mais do que palco ou cenário para o evento, Diamantina é fonte de inspiração e vértice de uma notável produção musical. Com um precioso acervo de partituras, toques de sinos, bandas musicais, toques de tambores, tradição das serestas, instrumentos musicais, conservatório e artistas, a cidade, também abriga o órgão Almeida e Silva/Lobo de Mesquita, instrumento montado integralmente no Brasil no século XVIII, e que teve sua restauração concluída em 2014.

Realizado pela Lira Cultura e pelo Ministério da Cultura, e com o patrocínio master do BNDES, o 1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina é um evento inteiramente gratuito.

:: Órgão

​O órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Diamantina foi inteiro construído no antigo Arraial do Tejuco entre 1782 e 1787 pelo padre Manoel de Almeida e Silva.

O processo de restauração do órgão levou 8 anos e foi realizado em três etapas. A equipe de restauro contou com a direção do mestre organeiro Frédéric Desmottes, que desmontou o instrumento e inventariou cada parte. ​O organista Marco Brescia e o mestre organeiro Frédéric Desmottes identificou todas as inscrições originais de Almeida e Silva para reconstituir o plano sonoro original do instrumento.

O órgão Almeida e Silva / Lobo de Mesquita tem é um bem cultural de valor inestimável no contexto do patrimônio organário brasileiro e internacional e foi devolvido para a comunidade de Diamantina, após um hiato de 70 anos sem atividades.

:: Programação - 2°Semana

1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina

23/02 – Segunda-feira

::Oficina

Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 15h00 - 19h00

Marco Brescia (repertório italiano)

A oficina de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano (Renascimento e Barroco) integrada na primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina, com o apoio da Academia de Música Antiga de Diamantina, visa densificar a vida musical e artística de Diamantina através da especialização de músicos ativos na cidade e região – e igualmente vindos de outras regiões do país – na prática historicamente fundamentada da Música Antiga, dinamizando o uso do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de Mesquita (1787) da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, um dos instrumentos mais importantes do país, recentemente restaurado segundo critérios históricos, contribuindo assim ao vigente processo de sua plena reinserção na paisagem sonora, devocional e simbólica da cidade.

24/02 – Terça-feira

::Oficina

Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 10h00 -12h00 e 15h00 - 19h00

Marco Brescia (repertório italiano) e Bruno Forst (repertório ibérico)

::Debate III

Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: o legado organário brasileiro

Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN

Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina

Horário: 15h00

Palestrantes:

Marco Brescia - Coordenador do restauro e organista titular do órgão histórico de Diamantina

Frédéric Desmottes - Mestre organeiro responsável pelo restauro do órgão histórico de Diamantina - Taller de Organería Hermanos Desmottes

Elisa Freixo - Coordenadora do restauro e organista titular dos órgãos históricos de Mariana e Tiradentes

Marcela Bertelli - Gestora do projeto de restauro do órgão histórico Almeida e Silva | Lobo de Mesquita de Diamantina - Lira Cultura

25/02 – Quarta-feira

::Teatro de Marionetes

O Organista: cenários históricos de Minas

Local: Teatro Santa Izabel

Endereço: Praça Dom Joaquim, 166, Diamantina

Horário: 10h00

CIA Navegante (BRA)

Sinopse: Uma família e o amor pela música, passado de geração em geração. Cenários e personagens históricos de Minas promovem encontros prá lá de inusitados numa história fictícia: Dona Beja em Araxá, Xica da Silva em Diamantina, Alphonsus de Guimaraens e Manoel da Costa Ataíde em Mariana e Aleijadinho em Ouro Preto.

Direção, criação, projetos de bonecos, cenários e roteiro: Catin Nardi

Texto: Catin Nardi em processo colaborativo com a Escola de Teatro de Bonecos da Cia

Navegante.

Construção de bonecos: Catin Nardi e Escola de Teatro de Bonecos da Cia

Navegante.

Cenários e Figurinos: Catin Nardi e Escola de Teatro de Bonecos da Cia Navegante

Trilha Sonora: Pedro Mendes

Atores/Manipuladores: Alexandre Reis, Luiz Augusto Martins, Magnum Alexandre Soares, Tabatta Iori Thiago.

::Oficina

Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 10h00 -12h00

Bruno Forst (repertório ibérico)

::Encontro com os músicos

Ministriles de Marsias (ESP)

Local: Museu do Diamante

Endereço: Rua Direita, 14, Diamantina

Horário: 19h30

26/02 – Quinta-feira

::Concerto IV

O órgão ibero-americano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Elisa Freixo (BRA) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

27/02 – Sexta-feira

::Concerto V

Música instrumental nas catedrais aragonesas da Ilustração

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Ministriles de Marsias

Josep Borràs (ESP) - baixão

Fernando Sánchez (ESP) - baixão

Javier Artigas (ESP) - órgão

Marco Brescia (BRA/ITA) - órgão

28/02 – Sábado

::Cortejo

Berimbarroco

Local: Praça do Mercado

Horário: saída às 11h00

(Iuna , Benguela, Angola, São Bento e Batuque)

::Concerto VI

Flos Carmeli

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Favola d'Argo - Música Antiga

Bruno Forst (FRA/ESP) - órgão e direção

Rosana Orsini (BRA/PRT) - soprano

Nerea Berraondo (ESP) - mezzosoprano

Luciano Botelho (BRA/GBR) - tenor

Pedro Ometto (BRA) - baixo-barítono

Denys Stetsenko (UKR/PRT) - violino I

Meritxell Genís (ESP) - violino II

Núria Pujolràs (ESP) - viola

Carlos Montesinos (ESP) - violoncelo

Oriol Casadevall (ESP) - contrabaixo

01/03 – Domingo

::Concerto VII

Portugal e a influência italiana

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 11h00

João Vaz (PRT) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

::Evento de encerramento

Sinos do Tejuco

Local: Centro histórico

Horário: 16h00

:: Os Artistas

Bruno Forst (FRA/ESP)

Diplomado em Órgão com medalha de ouro no Conservatório de Bordeaux, especializou-se no Centro de Música Antiga de Toulouse. Junto ao Madrigal de Bordeaux, gravou a integral dos Motetes de Félix Mendelssohn, pelo que recebeu o Choc du Monde de la Musique. Atuou no Festival de Música Clásica de Santander, Festival de Órgano de Burgos, Festival Camino de Santiago, Festival de Órgano Barroco en Tierra de Campos (ESP), Festival International d'Arles sur Tec (FRA), Festival de Música Antigua del Museo Nacional del Virreinato (MEX), dentre outros. Forst realiza um importantíssimo trabalho de pesquisa e interpretação a partir da tablatura de tecla ibérica, tendo gravado recentemente uma aclamada integral para órgão de Joseph de Torres (Brilliant Classics – 2014).

Cia. Navegante - Teatro de Marionetes (BRA)

A CIA NAVEGANTE – TEATRO DE MARIONETES, criada em 1994, realiza pesquisas, criação e produção de marionetes de fios, oficinas, montagens teatrais, publicidade, intervenções e produções televisivas com bonecos. Seu diretor, o marionetista Catin Nardi, dedica-se integralmente a esta arte desde 1981. A CIA NAVEGANTE se apresenta e ministra oficinas em festivais, teatros, circuitos culturais e tv. A abertura da novela “AS FILHAS DA MÃE” e a mini-serie “HOJE É DIA DE MARIA 1 e 2” da Rede Globo são algumas de suas importantes produções televisivas. Sediada em Mariana – MG, se apresenta também em seu próprio “Espaço da Cultura Navegante – Ateliê Catin Nardi”. No local, sala de teatro de marionetes, apresentações, exposição permanente do acervo próprio e a oficina de criação e construção de bonecos estão abertos a visitação diária.

http://www.cianavegante.com.br/

Elisa Freixo (BRA)

Graduada em Órgão pela Escola Superior de Música Santa Marcelina de São Paulo, estudou Órgão e Cravo na Escola Superior de Música e Artes Cênicas de Hamburgo, Schola Cantorum de Paris e Conservatório Nacional de Rueil-Malmaison. Seus concertos a levam a viajar regularmente pelo Brasil, América Latina e Europa. Realizou 13 gravações fonográficas, tendo o seu disco dedicado ao século XVIII espanhol (Audivis Valois – 1993) recebido o prestigioso Grand Prix du Disque da Nouvelle Academie Française. Incansável defensora do patrimônio organário histórico brasileiro, Freixo é diretora das concorridas séries de concertos aos órgãos históricos da Sé de Mariana e da Matriz de Santo Antônio de Tiradentes, além do ciclo de concertos do Museu do Oratório de Ouro Preto.

Javier Artigas (ESP)

Diplomado com premio extraordinario fin de carrera em Cravo e Órgão no Conservatorio Superior de Música de Aragón. Realiza regularmente concertos pela Europa, Ásia e América, tanto como solista como membro de grupos de prestígio como Ministriles de Marsias, Les Sacqueboutiers de Toulouse, I Turchini di Antonio Florio, Capella de Ministrers, Il trio Galante, Ensemble 415, La Oropéndola. Na sua discografia destacam-se o álbum de órgão solo Tañer con Arte (Cinco Estrellas da revista Goldberg), Trazos de Ministriles (prêmio CD Compact ao melhor disco de música renascentista) e Invenciones de glosas – Antonio de Cabezón (prêmio Festclásica à melhor interpretação do repertório histórico espanhol e ibero-americano), junto a Ministriles de Marsias.

João Vaz (PRT)

Diplomado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa e pelo Conservatorio Superior de Música de Aragón e vencedor do Concurso da Juventude Musical Portuguesa, Vaz desenvolve uma intensa atividade internacional, quer como concertista, quer como docente. Gravou diversos discos, com especial atenção ao repertório organístico português. Professor de órgão da Escola Superior de Música de Lisboa, é organista titular do órgão histórico da Igreja de São Vicente de Fora de Lisboa (c. 1765) e consultor permanente para o restauro dos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra. Doutor em Musicologia Histórica pela Universidade de Évora é co-diretor do Festival Internacional de Órgão de Lisboa e diretor do Festival de Órgão da Madeira.

Josep Borràs (ESP)

Estudou na Schola Cantorum Basiliensis, colaborando com o Concentus Musicus Wien (Nicolaus Harnoncourt), La Chapelle Royale (Philippe Herreweghe) ou o Clemenic Consort (René Clemenic) e incorporando-se posteriormente como fagote solista nos grupos Hesperion XX e Concert des Nations (Jordi Savall) e Orquestra de Cambra Teatre Lliure (Josep Pons). Gravou inúmeros discos, com destaque para concertos para Oboé e Fagote de Antonio Vivaldi (Audivis/Astrée) junto ao oboísta Alfredo Bernardini, prêmio ao melhor disco de música barroca no MIDEM – Cannes (1995). Borràs é Doutor pela Universidade Autónoma de Barcelona, professor do Festival Internacional de Música Antigua de Daroca e diretor da Escola Superior de Música de Catalunya.

Luciano Botelho (BRA/GBR)

Mestre em Canto Lírico pela Guildhall School of Music and Drama de Londres, interpretou os mais emblemáticos papéis para tenor lirico-leggero em alguns dos mais prestigiosos teatros e festivais internacionais, como a Royal Opera House – Convent Garden, English National Opera e Glyndebourne (GBR), Teather an der Wien (AUT), Grand Théâtre de Genève e Festival de Verbier (CHE), Stuttgart Staatstheatre (DEU), Varsóvia (POL), Nantes e Dijon (FRA), Caramoor Festival – Nova York (USA), Teatro Amazonas, Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Municipal de São Paulo (BRA), dentre muitos outros. Botelho foi representante do Brasil no renomado concurso internacional de canto BBC Cardiff Singer of the World Competition.

http://www.lucianobotelho.com

Marco Brescia (BRA/ITA)

Doutor em Ciências Musicais (Université Paris IV – Sorbonne / Universidade Nova de Lisboa, très honorable à l'unanimité) e Mestre em Interpretação da Música Antiga – especialidade de Órgão Histórico (Escola Superior de Música de Catalunya / Universitat Autònoma de Barcelona, matrícula de honor), Brescia dedica-se especialmente à interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano, pelo que é frequentemente convidado a atuar em renomados festivais e ciclos internacionais de concertos na Europa e no Brasil. Organista titular do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de Mesquita de Diamantina (1787), é também director artístico do Festival Internacional IN SPIRITUM – Música e Contemplação na cidade do Porto.

http://www.marcobrescia.com

Ministriles de Marsias (ESP)

Ministriles de Marsias é um mundialmente aclamado conjunto de instrumentistas de sopro dedicado à interpretação histórica da música instrumental das catedrais espanholas do Renascimento e Barroco, cujo nome alude à disputa do áulico tangedor de corsa, Apolo, contra o ministril Marsias, bárbaro sileno que tocava o aulos. O grupo atuou em alguns dos mais prestigiosos festivais de Música Antiga do mundo: Antuérpia, Utrecht, Ghent, Perugia, Linz, San Sebastián, Segovia, Salamanca, Granada, Daroca, Sajazarra, Murcia, León, Toledo, Aranjuez, dentre muitos outros. Na sua discografia de referência incontestável sobre a matéria, cobram especial relevo os premiados discos Trazos de Ministriles e Invenciones de glosas – Antonio de Cabezón. http://www.ministrilesdemarsias.com

Nerea Berraondo (ESP)

Natural de Pamplona, aos 25 anos Berraondo já atuou em algumas dos mais prestigiosos teatros e salas de concerto do mundo, tendo interpretado Adrasto e Creusa no Demofonte de Gluck (Theatre an der Wien), Lucio em Catone in Utica de Vivaldi (Theatre des Champs Elysées), Malika na Lakmé de Delibes (Teatro Municipal de Santiago do Chile), Messaggiera no Orfeo de Monteverdi (Teatro Real de Madrid), Arminda em Selva Encantada de Amor de Sebastián Durón (L’Auditori de Barcelona), Fulbio em Tito Manlio de Vivaldi (Auditorio Nacional de Madrid e Centro Cultural de Belém). No mundo da Música Antiga, cantou sob as ordens de Eduardo López Banzo, Rinaldo Alessandrini, Alan Curtis, Marcello di Lisa, Josetxu Obregón, Marian Rosa Montagut, dentre outros. http://www.nereaberraondo.com

Pedro Ometto (BRA)

Bacharel em Canto pela Unesp, Pedro Ometto é membro do NUO – Núcleo Universitário de Ópera – desde 2004. Entre os papéis operísticos que representou constam Angelotti (Tosca), Gasparo (Rita), Papageno (A Flauta Mágica), Mamma Agata (Viva la Mamma), Schaunard (La Bohème), Danilo (A Viúva Alegre) e Jupiter (Orfeu no Inferno). Estreou no Theatro Municipal de São Paulo como Major Blanco na ópera Magdalena, de Villa-Lobos. Recentemente, como baixo-barítono, interpretou Dulcamara (Elixir do Amor) na Sala São Paulo. Atuou sob a regência de Ernst Mahle, Roberto Minczuk, Roberto Tibiriçá, Ulrich Kern, dentre outros. Em 2015 estreará como Bartolo (O Barbeiro de Sevilha) e representará o papel-título em O Burguês Nobre, de Lully. Atualmente, trabalha sob a orientação de Isabel Maresca.

https://www.youtube.com/watch?v=PxxaLmjSzAo

Rodrigo Teodoro (BRA/PRT)

Maestro graduado pela Escola de Música da UFMG e Mestre em Interpretação da Música Antiga pela Escola Superior de Música de Catalunya / Universitat Autònoma de Barcelona, atualmente Teodoro conclui o seu Doutorado em Ciências Musicais junto à Universidade Nova de Lisboa. À frente do grupo Capella Brasilica, gravou o disco Modinhas, aclamado pelas revistas Bravo, Concerto e Revista de História da Biblioteca Nacional. Fundador do Alemmares Ensemble, dedica-se ao estudo musicológico e à interpretação historicamente fundamentada da música luso-brasileira. No mundo da Música Antiga, colaborou em prestigiosos projetos junto a artistas de renome como Maria Cristina Kiehr e Chiara Banchini.

:: Ficha Técnica do Festival

Realização: Ministério da Cultura - Governo Federal - Lei de Incentivo à Cultura e Lira Cultura

Patrocínio Master: BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Direção executiva: Marcela Bertelli

Direção artística: Marco Brescia

Assessoria artística: An-Heleen De Greef

Curadoria de repertório: Mary Ângela Biason - Rodrigo Teodoro de Paula - Rosana Orsini

Manutenção do órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita: Taller de Organería Hermanos Desmottes (ESP)

Produção: Carluccia Carrazza - Giulianna Gambogi

Design Gráfico: Busílis da Comunicação

A cidade cega

Autor: Antenor José Figueiró – antenor.figueiro@ig.com.br

Estamos no século XXI, vivendo a dualidade entre o atual e o moderno. Bloqueamos os princípios básicos do convívio social (conduta ética, moral e religiosa) e substituímos pela nossa independência, independência esta apoiada no estado de pleno direito, oxigenada pela posse, poder, o estar presente e não o ser presente, maquiagem e manipulação.

Já fazia parte de minha infância o ditado popular que o diamantinense come repolho e arrota caviar. Não temos a capacidade de ver, entender e sentir Diamantina hoje, ontem e amanhã. Somos pequenos diante de sua grandiosidade, da história de nossos antepassados, das suas fabulosas conquistas e derrotas, de sua imponente construção. Por tudo isto não se pôde, em hipótese alguma, reescrever sua história, seria estar frente a frente com fatos e vultos, seria humilhante serem colocados no divã de suas existências pelas suas próprias mãos. “As pessoas são persistentes quando se trata de garantir sua independência imaginária”.

Sempre fui contra este modelo de carnaval que ultrapassa a zona da agressão e atinge a do crime. Não consigo perceber a lógica da perversão pessoal, comercial e social, a abstinência quanto à qualidade de nossos visitantes, a conivência dos moradores e a omissão das autoridades.

Sobre o carnaval do ano passado, cobrei e não veio uma prestação de contas. Em relação ao deste ano penso que se nossa cidade estivesse bem financeira e politicamente (tem sido divulgado intensamente o contrário), nossos postos de Saúde bem estruturados, ruas e estradas conservadas, pontes executadas, saneamento básico nos bairros e distritos, ausência de muriçocas, um diversificado e robusto calendário anual de eventos turísticos, culturais, educacionais e empresariais,  repaginação da Feira do Mercado e Café no Beco, a contenção da agonizante e grave decadência da Feira de domingo, ainda assim lutaria para que o carnaval fosse a nossa cara, o nosso jeito de ser e agir, que transportasse nosso jeito de viver nos trezentos e sessenta dias também para os cinco dias de folia. Não devemos nos adaptar aos foliões, são eles que devem absorver nossa cultura, nossa identidade.

Diamantina é mágica, sedutora, de repente, não, de repente não, agora mesmo surgem novas e eletrizantes perspectivas. Mesmo com meses de trabalho para a realização do carnaval, um valor financeiro significativo, desgaste físico e mental ainda sobrou tempo para a elaboração do Festival de Música Antiga, a reestruturação do Festival Gastronômico, a concepção do Festival de Jazz, a organização do Festival de Inverno, o trabalho de Educação Patrimonial com nossos alunos da Rede Municipal de Ensino. Confesso que é um chá de animo, um chacoalhar na autoestima.

Minhas criticas sempre foram muito cruéis e foram por que sempre acreditei no incalculável potencial de Diamantina, de seus habitantes e de seus funcionários municipais. Sinto-me muito a vontade para dizer que o que falta é muito pouco, mas de uma abrangência! Esta falta é o tempero mágico para a interlocução das secretarias, a interação entre os funcionários das mesmas, é o fazer brotar energia positiva, vestir a camisa, suor, lágrima e sorriso, para a construção de uma Diamantina, que cheire, ausculte e sonorize junto com o brilho e glamour que ela merece, é dar uma boiada para:

Que a conclusão do trabalho com os alunos de preservação patrimonial não se transformasse em tapumes que chocou com o objetivo primeiro que era o de incentivar, conhecer, valorizar e preservar.  (vejo um equívoco, os fins não justificaram os meios);

Incentivo ao pipocar de grupos teatrais pelos quatro cantos da cidade e distritos para que estes constituídos recebam as chaves do restaurado casarão dos Orlandi para a futura escola de artes que se fundirá ao Teatro de Arena (Praça da Cavalhada) e teatro Santa Izabel, uma verdadeira taça recheada de compota de figo em calda com doce de leite;

A reavaliação quanto à localização da Biblioteca Municipal. A concepção é fantástica, o ambiente indiscutível, a biblioteca infantil em anexo é mágica, mas seria prudente avaliar o resultado final. Suspeito que haverá resistências que incluem desde o simples gesto do cidadão dos bairros direcionarem ao centro e adentrarem ao prédio como também descobrirem e consumirem leitura-cultura (oferecida) a partir do Centro, consumo este que é baixo em todos os níveis sociais.                 
Desperta Diamantina! Perceba que atrás de seus muxarabiês, assim como em seus quadros de funcionários, existem corações sedentos pelo desejo da sedução, envolvimento e o deleite suave de sua alma, uma gota de limão no chá das cinco.

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Começa hoje Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina

Uma série de sete concertos, três mesas de palestras e debates, curso de órgão histórico, um espetáculo de teatro de marionetes voltado às escolas, um cortejo de rua dedicado a expressões da cultura afro-brasileira e um evento especial de encerramento protagonizado pelos sinos da cidade compõem a primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina.

Entre os dias 20 de fevereiro e 1 de março de 2015 a cidade, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, será palco de uma programação de qualidade, que visa contribuir para o desenvolvimento cultural, a formação de plateias e o diálogo tão necessário sobre as relações entre patrimônio material e patrimônio imaterial, tendo a Música Antiga como matéria e espaço de conhecimento, debate e fruição artística.

Programação

20/02 – Sexta-feira

::Concerto I

Domenico Zipoli: integral para órgão

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Marco Brescia (BRA/ITA) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

21/02 – Sábado

::Concerto II

Música religiosa luso-brasileira do último quartel do séc. XVIII

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Alemmares Ensemble

Rodrigo Teodoro (BRA/PRT) - contínuo e direção

Rosana Orsini (BRA/PRT) - soprano

Nerea Berraondo (ESP) - mezzosoprano

Luciano Botelho (BRA/GBR)- tenor

Pedro Ometto (BRA) - baixo-barítono

André Tavares (BRA) - salmodia

Diana Vinagre (PRT) - violoncelo

José Gomes (PRT) - fagote

Marta Vicente (PRT) - contrabaixo

::Debate I

Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: um diálogo necessário

Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN

Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina

Horário: 15h00

Palestrantes:

Corina Moreira - Setor de Patrimônio Imaterial - Superintendência do IPHAN/MG

Mary Ângela Biason - Arquivo de Música - Museu da Inconfidência de Ouro Preto

Edite Rocha - Instituto de Etnomusicologia - Música e Dança - Universidade de Aveiro / Universidade Federal de Minas Gerais

22/02 – Domingo

::Concerto III

Música italiana para cravo

Local: Teatro Santa Izabel

Endereço: Praça Dom Joaquim, 166, Diamantina

Horário: 11h00

Bruno Procopio (BRA/FRA)

::Debate II

Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: experiências compartilhadas

Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN

Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina

Horário: 15h00

Palestrantes:

Lílian Oliveira - Museu do Diamante - IBRAM

Chiquinho de Assis - Compositor, Musicólogo e Vereador da Câmara Municipal de Ouro Preto

Rodrigo Teodoro de Paula - Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical - Universidade Nova de Lisboa

Odette Ernest Dias - Dossiê de Música - Diamantina Patrimônio Mundial (UNESCO)

23/02 – Segunda-feira

::Oficina

Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 15h00 - 19h00

Marco Brescia (repertório italiano)

A oficina de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano (Renascimento e Barroco) integrada na primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina, com o apoio da Academia de Música Antiga de Diamantina, visa densificar a vida musical e artística de Diamantina através da especialização de músicos ativos na cidade e região – e igualmente vindos de outras regiões do país – na prática historicamente fundamentada da Música Antiga, dinamizando o uso do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de Mesquita (1787) da Igreja da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, um dos instrumentos mais importantes do país, recentemente restaurado segundo critérios históricos, contribuindo assim ao vigente processo de sua plena reinserção na paisagem sonora, devocional e simbólica da cidade.

24/02 – Terça-feira

::Oficina

Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 10h00 -12h00 e 15h00 - 19h00

Marco Brescia (repertório italiano) e Bruno Forst (repertório ibérico)

::Debate III

Patrimônio Imaterial | Patrimônio Material: o legado organário brasileiro

Local: Casa de Chica da Silva - IPHAN

Endereço: Praça Lobo de Mesquita, 266, Diamantina

Horário: 15h00

Palestrantes:

Marco Brescia - Coordenador do restauro e organista titular do órgão histórico de Diamantina

Frédéric Desmottes - Mestre organeiro responsável pelo restauro do órgão histórico de Diamantina - Taller de Organería Hermanos Desmottes

Elisa Freixo - Coordenadora do restauro e organista titular dos órgãos históricos de Mariana e Tiradentes

Marcela Bertelli - Gestora do projeto de restauro do órgão histórico Almeida e Silva | Lobo de Mesquita de Diamantina - Lira Cultura

25/02 – Quarta-feira

::Teatro de Marionetes

O Organista: cenários históricos de Minas

Local: Teatro Santa Izabel

Endereço: Praça Dom Joaquim, 166, Diamantina

Horário: 10h00

CIA Navegante (BRA)

Sinopse: Uma família e o amor pela música, passado de geração em geração. Cenários e personagens históricos de Minas promovem encontros prá lá de inusitados numa história fictícia: Dona Beja em Araxá, Xica da Silva em Diamantina, Alphonsus de Guimaraens e Manoel da Costa Ataíde em Mariana e Aleijadinho em Ouro Preto.

Direção, criação, projetos de bonecos, cenários e roteiro: Catin Nardi

Texto: Catin Nardi em processo colaborativo com a Escola de Teatro de Bonecos da Cia

Navegante.

Construção de bonecos: Catin Nardi e Escola de Teatro de Bonecos da Cia

Navegante.

Cenários e Figurinos: Catin Nardi e Escola de Teatro de Bonecos da Cia Navegante

Trilha Sonora: Pedro Mendes

Atores/Manipuladores: Alexandre Reis, Luiz Augusto Martins, Magnum Alexandre Soares, Tabatta Iori Thiago.

::Oficina

Curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 10h00 -12h00

Bruno Forst (repertório ibérico)

::Encontro com os músicos

Ministriles de Marsias (ESP)

Local: Museu do Diamante

Endereço: Rua Direita, 14, Diamantina

Horário: 19h30

26/02 – Quinta-feira

::Concerto IV

O órgão ibero-americano

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Elisa Freixo (BRA) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

27/02 – Sexta-feira

::Concerto V

Música instrumental nas catedrais aragonesas da Ilustração

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Ministriles de Marsias

Josep Borràs (ESP) - baixão

Fernando Sánchez (ESP) - baixão

Javier Artigas (ESP) - órgão

Marco Brescia (BRA/ITA) - órgão

28/02 – Sábado

::Cortejo

Berimbarroco

Local: Praça do Mercado

Horário: saída às 11h00

(Iuna , Benguela, Angola, São Bento e Batuque)

::Concerto VI

Flos Carmeli

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 20h30

Favola d'Argo - Música Antiga

Bruno Forst (FRA/ESP) - órgão e direção

Rosana Orsini (BRA/PRT) - soprano

Nerea Berraondo (ESP) - mezzosoprano

Luciano Botelho (BRA/GBR) - tenor

Pedro Ometto (BRA) - baixo-barítono

Denys Stetsenko (UKR/PRT) - violino I

Meritxell Genís (ESP) - violino II

Núria Pujolràs (ESP) - viola

Carlos Montesinos (ESP) - violoncelo

Oriol Casadevall (ESP) - contrabaixo

01/03 – Domingo

::Concerto VII

Portugal e a influência italiana

Local: Igreja de N. S. do Carmo

Endereço: Rua do Carmo, s/n, Diamantina

Horário: 11h00

João Vaz (PRT) - órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita

::Evento de encerramento

Sinos do Tejuco

Local: Centro histórico

Horário: 16h00

:: Os Artistas

Alemmares Ensemble (PRT)

O Alemmares Ensemble dedica-se à interpretação com instrumentos de época da música produzida ao longo do século XVIII e começo do XIX na Capitania Geral das Minas Gerais, bem como do repertório português e luso-brasileiro coetâneo. Fundado e dirigido pelo maestro mineiro radicado em Lisboa Rodrigo Teodoro e composto fundamentalmente por músicos portugueses altamente especializados em interpretação histórica da Música Antiga, o Allemmares Ensemble teve a sua estreia no aclamado ciclo de concertos Música em São Roque de Lisboa no ano de 2012.

http://www.alemmares.com

Bruno Forst (FRA/ESP)

Diplomado em Órgão com medalha de ouro no Conservatório de Bordeaux, especializou-se no Centro de Música Antiga de Toulouse. Junto ao Madrigal de Bordeaux, gravou a integral dos Motetes de Félix Mendelssohn, pelo que recebeu o Choc du Monde de la Musique. Atuou no Festival de Música Clásica de Santander, Festival de Órgano de Burgos, Festival Camino de Santiago, Festival de Órgano Barroco en Tierra de Campos (ESP), Festival International d'Arles sur Tec (FRA), Festival de Música Antigua del Museo Nacional del Virreinato (MEX), dentre outros. Forst realiza um importantíssimo trabalho de pesquisa e interpretação a partir da tablatura de tecla ibérica, tendo gravado recentemente uma aclamada integral para órgão de Joseph de Torres (Brilliant Classics – 2014).

Bruno Procopio (BRA/FRA)

Cravista e maestro, detentor de uma sólida formação junto ao Conservatoire National Supérieur de Musique et Danse de Paris, Procopio conjuga uma aclamada carreira internacional a um notável domínio de projetos culturais de vulto, sendo fundador do selo discográfico Paraty, vocacionado a conferir uma nova dinâmica ao disco clássico e mundialmente distribuído pela Harmonia Mundi. Frequentemente convidado pelas orquestras vinculadas a El Sistema da Venezuela, o seu último disco, Rameau in Caracas, à frente da Orquesta Sinfónica Simón Bolívar, granjeou importantíssimos prêmios internacionais como CHOC da revista francesa Classica, 5 Diapasons, melhor disco da semana pelo jornal Le Figaro e disco da semana pela rádio Classic FM de Londres.

http://www.brunoprocopio.com

Cia. Navegante - Teatro de Marionetes (BRA)

A CIA NAVEGANTE – TEATRO DE MARIONETES, criada em 1994, realiza pesquisas, criação e produção de marionetes de fios, oficinas, montagens teatrais, publicidade, intervenções e produções televisivas com bonecos. Seu diretor, o marionetista Catin Nardi, dedica-se integralmente a esta arte desde 1981. A CIA NAVEGANTE se apresenta e ministra oficinas em festivais, teatros, circuitos culturais e tv. A abertura da novela “AS FILHAS DA MÃE” e a mini-serie “HOJE É DIA DE MARIA 1 e 2” da Rede Globo são algumas de suas importantes produções televisivas. Sediada em Mariana – MG, se apresenta também em seu próprio “Espaço da Cultura Navegante – Ateliê Catin Nardi”. No local, sala de teatro de marionetes, apresentações, exposição permanente do acervo próprio e a oficina de criação e construção de bonecos estão abertos a visitação diária.

http://www.cianavegante.com.br/

Elisa Freixo (BRA)

Graduada em Órgão pela Escola Superior de Música Santa Marcelina de São Paulo, estudou Órgão e Cravo na Escola Superior de Música e Artes Cênicas de Hamburgo, Schola Cantorum de Paris e Conservatório Nacional de Rueil-Malmaison. Seus concertos a levam a viajar regularmente pelo Brasil, América Latina e Europa. Realizou 13 gravações fonográficas, tendo o seu disco dedicado ao século XVIII espanhol (Audivis Valois – 1993) recebido o prestigioso Grand Prix du Disque da Nouvelle Academie Française. Incansável defensora do patrimônio organário histórico brasileiro, Freixo é diretora das concorridas séries de concertos aos órgãos históricos da Sé de Mariana e da Matriz de Santo Antônio de Tiradentes, além do ciclo de concertos do Museu do Oratório de Ouro Preto.

Favola d'Argo - Música Antiga (PRT/ESP/ITA)

Composto por jovens músicos especializados na interpretação histórica da Música Antiga em alguns dos mais importantes centros europeus, congregados com o intuito de resgatar e trazer ao conhecimento de um público amplo e exigente o riquíssimo repertório comum ao espaço musical e artístico ibero-italiano, com especial atenção aquele de raiz napolitana, Favola d’Argo inspira-se na mítica viagem dos Argonautas a bordo da nau Argo, cujos mitos evoca metaforicamente: a música cadenciada dos remos de Orfeu, que a sereia Partenope leva a Nápoles e que Hércules aporta à Península Ibérica, deixando-lhe abertos os caminhos ao novo mundo. É ensemble residente do Festival Internacional IN SPIRITUM – Música e Contemplação na cidade do Porto.

http://www.favoladargo.com

Fernando Sánchez (ESP)

Diplomado em fagote pelo Real Conservatorio Superior de Música de Madrid. Colabora assiduamente com orquestras e ensembles especializados em interpretação historicamente fundamentada, tais como Il Fondamento, Capilla Peñaflorida, Capella Compostelana, Sacqueboutiers de Toulouse, La Folía, junto aos quais atuou na Espanha, França, Bélgica, Holanda, Hungria, Alemanha, Luxemburgo, Cuba e Japão. Em 1997 funda junto ao renomado cornetista Paco Rubio o ensemble Ministriles de Marsias. Sánchez dedica-se à interpretação da música desde o Renascimento aos nossos dias, utilizando sempre instrumentos e técnicas inerentes a cada época.

Javier Artigas (ESP)

Diplomado com premio extraordinario fin de carrera em Cravo e Órgão no Conservatorio Superior de Música de Aragón. Realiza regularmente concertos pela Europa, Ásia e América, tanto como solista como membro de grupos de prestígio como Ministriles de Marsias, Les Sacqueboutiers de Toulouse, I Turchini di Antonio Florio, Capella de Ministrers, Il trio Galante, Ensemble 415, La Oropéndola. Na sua discografia destacam-se o álbum de órgão solo Tañer con Arte (Cinco Estrellas da revista Goldberg), Trazos de Ministriles (prêmio CD Compact ao melhor disco de música renascentista) e Invenciones de glosas – Antonio de Cabezón (prêmio Festclásica à melhor interpretação do repertório histórico espanhol e ibero-americano), junto a Ministriles de Marsias.

João Vaz (PRT)

Diplomado em Órgão pela Escola Superior de Música de Lisboa e pelo Conservatorio Superior de Música de Aragón e vencedor do Concurso da Juventude Musical Portuguesa, Vaz desenvolve uma intensa atividade internacional, quer como concertista, quer como docente. Gravou diversos discos, com especial atenção ao repertório organístico português. Professor de órgão da Escola Superior de Música de Lisboa, é organista titular do órgão histórico da Igreja de São Vicente de Fora de Lisboa (c. 1765) e consultor permanente para o restauro dos seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra. Doutor em Musicologia Histórica pela Universidade de Évora é co-diretor do Festival Internacional de Órgão de Lisboa e diretor do Festival de Órgão da Madeira.

Josep Borràs (ESP)

Estudou na Schola Cantorum Basiliensis, colaborando com o Concentus Musicus Wien (Nicolaus Harnoncourt), La Chapelle Royale (Philippe Herreweghe) ou o Clemenic Consort (René Clemenic) e incorporando-se posteriormente como fagote solista nos grupos Hesperion XX e Concert des Nations (Jordi Savall) e Orquestra de Cambra Teatre Lliure (Josep Pons). Gravou inúmeros discos, com destaque para concertos para Oboé e Fagote de Antonio Vivaldi (Audivis/Astrée) junto ao oboísta Alfredo Bernardini, prêmio ao melhor disco de música barroca no MIDEM – Cannes (1995). Borràs é Doutor pela Universidade Autónoma de Barcelona, professor do Festival Internacional de Música Antigua de Daroca e diretor da Escola Superior de Música de Catalunya.

Luciano Botelho (BRA/GBR)

Mestre em Canto Lírico pela Guildhall School of Music and Drama de Londres, interpretou os mais emblemáticos papéis para tenor lirico-leggero em alguns dos mais prestigiosos teatros e festivais internacionais, como a Royal Opera House – Convent Garden, English National Opera e Glyndebourne (GBR), Teather an der Wien (AUT), Grand Théâtre de Genève e Festival de Verbier (CHE), Stuttgart Staatstheatre (DEU), Varsóvia (POL), Nantes e Dijon (FRA), Caramoor Festival – Nova York (USA), Teatro Amazonas, Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Municipal de São Paulo (BRA), dentre muitos outros. Botelho foi representante do Brasil no renomado concurso internacional de canto BBC Cardiff Singer of the World Competition.

http://www.lucianobotelho.com

Marco Brescia (BRA/ITA)

Doutor em Ciências Musicais (Université Paris IV – Sorbonne / Universidade Nova de Lisboa, très honorable à l'unanimité) e Mestre em Interpretação da Música Antiga – especialidade de Órgão Histórico (Escola Superior de Música de Catalunya / Universitat Autònoma de Barcelona, matrícula de honor), Brescia dedica-se especialmente à interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano, pelo que é frequentemente convidado a atuar em renomados festivais e ciclos internacionais de concertos na Europa e no Brasil. Organista titular do órgão histórico Almeida e Silva/Lobo de Mesquita de Diamantina (1787), é também director artístico do Festival Internacional IN SPIRITUM – Música e Contemplação na cidade do Porto.

http://www.marcobrescia.com

Ministriles de Marsias (ESP)

Ministriles de Marsias é um mundialmente aclamado conjunto de instrumentistas de sopro dedicado à interpretação histórica da música instrumental das catedrais espanholas do Renascimento e Barroco, cujo nome alude à disputa do áulico tangedor de corsa, Apolo, contra o ministril Marsias, bárbaro sileno que tocava o aulos. O grupo atuou em alguns dos mais prestigiosos festivais de Música Antiga do mundo: Antuérpia, Utrecht, Ghent, Perugia, Linz, San Sebastián, Segovia, Salamanca, Granada, Daroca, Sajazarra, Murcia, León, Toledo, Aranjuez, dentre muitos outros. Na sua discografia de referência incontestável sobre a matéria, cobram especial relevo os premiados discos Trazos de Ministriles e Invenciones de glosas – Antonio de Cabezón. http://www.ministrilesdemarsias.com

Nerea Berraondo (ESP)

Natural de Pamplona, aos 25 anos Berraondo já atuou em algumas dos mais prestigiosos teatros e salas de concerto do mundo, tendo interpretado Adrasto e Creusa no Demofonte de Gluck (Theatre an der Wien), Lucio em Catone in Utica de Vivaldi (Theatre des Champs Elysées), Malika na Lakmé de Delibes (Teatro Municipal de Santiago do Chile), Messaggiera no Orfeo de Monteverdi (Teatro Real de Madrid), Arminda em Selva Encantada de Amor de Sebastián Durón (L’Auditori de Barcelona), Fulbio em Tito Manlio de Vivaldi (Auditorio Nacional de Madrid e Centro Cultural de Belém). No mundo da Música Antiga, cantou sob as ordens de Eduardo López Banzo, Rinaldo Alessandrini, Alan Curtis, Marcello di Lisa, Josetxu Obregón, Marian Rosa Montagut, dentre outros. http://www.nereaberraondo.com

Pedro Ometto (BRA)

Bacharel em Canto pela Unesp, Pedro Ometto é membro do NUO – Núcleo Universitário de Ópera – desde 2004. Entre os papéis operísticos que representou constam Angelotti (Tosca), Gasparo (Rita), Papageno (A Flauta Mágica), Mamma Agata (Viva la Mamma), Schaunard (La Bohème), Danilo (A Viúva Alegre) e Jupiter (Orfeu no Inferno). Estreou no Theatro Municipal de São Paulo como Major Blanco na ópera Magdalena, de Villa-Lobos. Recentemente, como baixo-barítono, interpretou Dulcamara (Elixir do Amor) na Sala São Paulo. Atuou sob a regência de Ernst Mahle, Roberto Minczuk, Roberto Tibiriçá, Ulrich Kern, dentre outros. Em 2015 estreará como Bartolo (O Barbeiro de Sevilha) e representará o papel-título em O Burguês Nobre, de Lully. Atualmente, trabalha sob a orientação de Isabel Maresca.

https://www.youtube.com/watch?v=PxxaLmjSzAo

Rodrigo Teodoro (BRA/PRT)

Maestro graduado pela Escola de Música da UFMG e Mestre em Interpretação da Música Antiga pela Escola Superior de Música de Catalunya / Universitat Autònoma de Barcelona, atualmente Teodoro conclui o seu Doutorado em Ciências Musicais junto à Universidade Nova de Lisboa. À frente do grupo Capella Brasilica, gravou o disco Modinhas, aclamado pelas revistas Bravo, Concerto e Revista de História da Biblioteca Nacional. Fundador do Alemmares Ensemble, dedica-se ao estudo musicológico e à interpretação historicamente fundamentada da música luso-brasileira. No mundo da Música Antiga, colaborou em prestigiosos projetos junto a artistas de renome como Maria Cristina Kiehr e Chiara Banchini.

Rosana Orsini (BRA/PRT)

Mestre pela Manhattan School of Music, pós-graduada pela Royal Academy of Music, especializada em interpretação mozartiana na Universität Mozarteum Salzburg e em interpretação da Música Antiga no Conservatorio San Pietro a Majella, Orsini atuou a frente dos ensembles Central City Chorus and Orchestra (Nova York), Esprit Ensemble (Londres), Alemmares (Lisboa), National Gallery of Art Chamber Players (Washington), Laboratorio Turchini (Nápoles), em prestigiosas salas e festivais internacionais como o Stavovské Divadlo (CZE), Trencianska Hudnobná Jar (SVK), Theatro Municipal do Rio de Janeiro (BRA), Compostela Organum Festival (ESP), Festival Internacional IN SPIRITUM, Festival de Estoril/Lisboa, Festival de Órgão da Madeira (PRT), dentre outros.http://www.rosanaorsini.com

:: Ficha Técnica do Festival

Realização: Ministério da Cultura - Governo Federal - Lei de Incentivo à Cultura e Lira Cultura

Patrocínio Master: BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

Direção executiva: Marcela Bertelli

Direção artística: Marco Brescia

Assessoria artística: An-Heleen De Greef

Curadoria de repertório: Mary Ângela Biason - Rodrigo Teodoro de Paula - Rosana Orsini

Manutenção do órgão histórico Almeida e Silva / Lobo de Mesquita: Taller de Organería Hermanos Desmottes (ESP)

Produção: Carluccia Carrazza - Giulianna Gambogi

Design Gráfico: Busílis da Comunicação

Atividades do Festival Internacional de Música Antiga no Museu do Diamante

Entre os dias 20 de fevereiro e 01 de março de 2015 acontece o 1º Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina.

Informações e programação completa no site:

 http://www.musicaantigadiamantina.com/

Dentro da programação estão as seguintes atividades que acontecerão no Museu do Diamante/Ibram:

Dia 22 de fevereiro de 2015 – DOMINGO
Debate II – Patrimônio Imaterial /Patrimônio Material: experiências compartilhadas
Horário: 15h00

Dia 25 de fevereiro de 2015 – QUARTA-FEIRA
Encontro com os músicos
Ministriles de Marsias
Horário: 19h30

O Museu do Diamante fica na Rua Direita, 14 – centro – Diamantina/MG.
Entrada Gratuita!

O 1º Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina visa contribuir para o desenvolvimento cultural, a formação de plateias e o diálogo tão necessário sobre as relações entre patrimônio material e patrimônio imaterial, tendo a Música Antiga como matéria e espaço de conhecimento, debate e fruição artística.

Além disso, o evento busca valorizar o patrimônio musical e histórico local, uma vez que Diamantina se caracteriza por notáveis expressões do fazer musical, como seu precioso acervo de partituras, seus toques de sinos, suas bandas musicais, os toques de seus tambores, a tradição das serestas, além dos instrumentos de casa custodiados no Museu do Diamante.

Diálogo entre patrimônios

Fonte: Jornal O Tempo (clique aqui)

1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina promove concertos, cursos e oficinas a partir de hoje

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Depois de oito anos, o órgão Almeida e Silva / Lobo de Mesquita, localizado em Diamantina, teve sua restauração terminada em dezembro de 2013. O complexo processo levou profissionais de áreas distintas à cidade, que perceberam a importância de não apenas entregar o objeto em boas condições para a sociedade, mas também de promover ações que estabelecessem um diálogo com ela. Assim, nasceu o 1º Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina, que começa hoje, em vários locais da cidade.

“Compreendemos que é importante estabelecer um elo entre o patrimônio material (órgão) e o imaterial (música) e isso necessita um trabalho continuado. Começamos então a trabalhar em ações de formação de novos músicos na cidade e o festival é decorrente desse processo. Ajuda muito o fato de ser em Diamantina, uma cidade muito musical, que tem importantes orquestras e compositores. Assim, não estamos deslocando, ou forçando algo, mas sim reforçando uma identidade”, comenta a diretora executiva da Lira Cultura, empresa produtora do evento,

A diretora foi uma das responsáveis pela programação juntamente com o doutor em ciências sociais pela Université Paris IV Marco Brescia. Ambos pensaram detalhadamente nos concertos, palestras, curso e até peças de teatro que fazem parte do escopo de atividades que segue até o dia 1 de março. “Houve uma preocupação para instaurar um diálogo entre as atrações e o órgão. Além disso, levamos em consideração os nomes de músicos iberos-italianos e seus repertório”, afirma Marcela.

Seguindo essa premissa, foram escolhidos nomes nacionais como o cravista e maestro Bruno Procopio, a organista Elisa Freixo, o cantor lírico Luciano Botelhos; e os internacionais, Josep Borrás, da Espanha, Bruno Frost, França/Espanha, entre outros.

Nesse arcabouço de grandes nomes da música, entrou também uma estrela do mundo cênico: a Cia. Navegantes, que traz uma apresentação com marionetes voltada para o público infantil. “É importante ter algo para crianças”, diz ela.

Reforça ainda mais a ideia de aproximar as pessoas da cultura musical, conta Marcela, a abertura para manifestações locais, como berimbaus e toque de sinos. “O conceito de Música Antiga é algo histórico e ocidental, definido por músicas produzidas na Europa até meados do Barroco. Já as chamadas músicas dos povos, aí entram as de cultura negra, não fazem parte desse conceito, mesmo sendo mais antigas. Mas elas fazem parte da cultura regional da cidade e, por isso, compreendemos a necessidade de incluí-las”, explica.

Na parte educacional, chama atenção o curso de órgão por ser tão pouco comum nos dias de hoje. “Não existe nenhum curso constante no Brasil de órgão. Nem em faculdade, nem em conservatório”, diz a diretora.

O curso, que será ministrado por Marco Brescia, é uma forma de aproximar interessados do instrumento. “A ideia é quebrar essa visão de que o órgão é um instrumento impossível. Sabemos que é um processo lento e que não depende só de nós, mas com isso contribuimos com algo”, diz.

A programação completa esta no site

www.musicaantigadiamantina.com

Agenda
O quê. 1°Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina
Quando. De hoje ao dia 1º de março
Onde. Em vários locais de Diamantina
Quando. Entrada franca

Voz de Diamantina: que tamanho deveria ter o nosso carnaval?

Capa (24)

Nunca o diamantinense esteve tão dividido sobre o tamanho do carnaval de sua cidade. Que, vale lembrar, já foi considerado um dos melhores do país. Além do desejo de tentar resguardar o que ainda resta de apagados pudores e desbotado senso de preservação patrimonial, a dosagem de sua festa maior lhe cobra algo muito próximo da alquimia. Não aquela química da Idade Média, que procurava descobrir a panaceia universal, ou remédio contra todos os males físicos e morais, mas a leve e sensível habilidade de fundir num só e virtuoso sentimento a alegria genuína do folião, o respeito aos costumes locais e as benesses pecuniárias deste conjunto procedentes. É tarefa difícil? Quase impossível, principalmente se nossa gente, sempre confiada e cheia de si, continuar atraída pelo espelho de água cujo ilusório reflexo só lhe mostra a beleza, a perfeição e o fascínio da própria face.

Mas passemos da digressão à realidade. Fujamos do fantasioso número de foliões que lotaria a cidade, uma vez que não dispomos de dados fidedignos. Percepções mais realistas atribuem a melhoria de qualidade dos nossos dois últimos carnavais à redução do público. Nada de novo sobre a terra, direis. E com razão. Em vez de 30, 40, 50 mil foliões, quantidades ardentemente ansiadas e tolamente apregoadas pela prefeitura, festejemos 15, no máximo 20 mil visitantes. Multidões no limite da estrutura de segurança, de limpeza e de ordem que a cidade consegue mal e mal administrar. Saiamos então das utopias. Carnaval limpo, decente, bem organizado tem preço. E muito elevado. Não são acessíveis a todas as camadas da população ambientes e privilégios incompatíveis com sua renda. Tanto assim que a área VIP e de camarotes tem ocupação regrada. Via espaço disponível e preços. Que não podem ser baixos, pois custeiam o lado irresistível do carnaval de Diamantina: Bartucada e Bat-Caverna. A primeira, curtida em 43 anos de muito samba, suor e cerveja; e a segunda, irmã trintona de sua inspiradora e falsa concorrente, fiel encarnação da magia do Batman de uma Gotham City da musicalidade, da vibração, de bandidos de mentira, de alegria incontida. Bar e Bat são os carinhosos diminutivos de duas bandas que fazem pulsar o coração carnavalesco deste velho e inzoneiro burgo.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 706, de 21 de fevereiro de 2015

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Voz de Diamantina: com chuva ou sem chuva eu vou para lá

Capa (23)

Com chuva ou sem chuva, eu vou pra lá - este introito de uma música carnavalesca de mil novecentos e antigamente é a própria afirmação da força irresistível da maior festa popular brasileira. Marchinhas imortais como esta só podem ter nascido no Rio de Janeiro, a capital da folia. Copacabana, romances ao luar e nem mesmo amar em Paquetá diminuiriam o tamanho de Jacarepaguá - o maior lugar do mundo - segundo este contagiante grito de carnaval. Flagrei-me a cantarolar esta curta, alegre e bem humorada letra quando as primeiras chuvas de verdade caíram finalmente sobre esta terra abençoada. Depois de ver durante todo este verão seco e escaldante o céu amanhecer sem uma única nuvem, azul como ele só, que alívio nos trouxe a chuva. Ela chegou meio preguiçosa como a desmoralizar alguns tímidos relâmpagos e distantes trovoadas. Com respingos salteados que mal conseguiam impregnar os ares viciados daquele cheirinho gostoso de terra molhada. Que os antigos acreditavam causar gripe. Mas para desafogo geral, ela veio do jeito que as plantinhas gostam: às vezes mansinha, outras, nem tanto; ora grossona, noite e dia sem parar. Que bom escutar novamente o barulho das enxurradas! O calçamento brilhando de tão lavado e limpo. E o cinzento da Serra do Cruzeiro matizado pelo reverdecer de matinhos e musgos, nalguns pontos, até cortada por cachoeiras temporãs.

Mesmo com adivinhos meteorológicos anunciando dias de sol e tardes com chuvas ocasionais, o diamantinense, que nunca confiou nem na Folhinha Mariana, começou a temer pelo ‘melhor carnaval do país’. Pode ser até divertido sambar na chuva. E refrescante. Mas quando as águas descem para valer, do Zé Pereira à quarta-feira de Cinzas, a frustração e os prejuízos são muito grandes. Principalmente agora que a nossa famosa e concorrida folia está sendo reinventada. Quando o som frenético de bandas famosas e badaladas - nunca ouvidas por aqui em outros carnavais - retumbar de entremeio com as baterias da Bartucada e da Bat-Caverna, Diamantina não caberá em si mesma.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 705, de 14 de fevereiro de 2015

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Programação do Carnaval de Diamantina 2015

Fonte: carnadiamantina.com.br

Mapa do Carnaval

Circuito dos Blocos Caricatos:

12 de Fevereiro: Me Ampara Senão eu Caio.

13 de Fevereiro: Bloco Chega Chegando.

14 de Fevereiro: Bloco Mingau com Queijo, Rato Seco, Os Preguiçosos.

15 de Fevereiro: Sapo Seco, Xica da Silva, Zé do Caixão, Balão Mágico.

16 de Fevereiro: Xai Xai, Apolo Vlll.

17 de Fevereiro: Sapo Seco, Xica da Silva, Rato Seco, Zé do caixão, Balão Mágico.

Local: Circuito Centro Histórico.

Palco 1 : Praça Barão de Guaicuí

13 de Fevereiro:

22h00 - Gleison Túlio

23h30 - Sambô

03h00 - Bartucada

14 de Fevereiro

18h30 - Gleison Túlio

21h00 - Jota Quest

00h30 - BatCaverna

04h30 - Bartucada

15 de Fevereiro

17h30 - BatCaverna

23h00 - Wilson Sideral

02h30 - Bartucada

16 de Fevereiro

17h30 - Bartucada

23h00 - Biquini Cavadão

02h30 - BatCaverna

17 de Fevereiro

17h30 - BatCaverna

23h00 - Inimigos da HP

02h30 - Bartucada

Horário: 15h00 às 06h00

Palco 2 : Rua da Quitanda

Quitanda do Samba

14 de Fevereiro

15h00 - Roda de Samba da Bat

19h00 - Bolessamba

23h00 - Sambeco

04h00 - DJ

15 de Fevereiro

15h00 - Pererecas

19h00 - Sambinha

23h00 - Sambeco

04h00 - Dj

16 de Fevereiro

15h00 - Chega Chegando

19h00 - Curtiu Samba

23h00 - Sambeco

02h00 - Dj

17 de Fevereiro

15h00 - Bartusamba

19h00 - 9vidade

22h00 - Sambeco

04h00 - DJ

Horário: 15h00 às 05h00

Palco 3 : Largo Dom João

Largo da Folia

14 de Fevereiro

16h00 - República Sertaneja

20h30 - UBloco

01h00 - Minas Show

15 de Fevereiro

15h00 - Bartucada

19h00 - Danilo Mendes

22h00 - Suwing  Muleque

02h00 - Os  Magrinhos do Samba

16 de Fevereiro

15h00 - BatCaverna

19h00 - Xandreli

22h00 - Lainor e banda

02h00 - Zé Wilsom e banda

17 de Fevereiro

16h00 - Bartukebrados

20h00 - Jack Bóris

00h00 - Soberanos do Forró

Horário: 15h00 às 04h00

Palco 4 : Praça da Catedral

Coreto da Folia

14 de Fevereiro

16h00 - Macena e Banda

20h00 - Becudus do Motta e convidados

15 de Fevereiro

16h00 - Geraldo Roberto

20h00 - Becudus do Motta e convidados

16 de Fevereiro

16h00 - Acorde Minério

20h00 - Becudus do Motta e convidados

17 de Fevereiro

16h00 - Nino Aras e Convidados

20h00 - Becudus do Motta e convidados

Horário: 16h00 às 01h00

Programação sujeita a alteração.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Morador do Vale dos Diamantes alerta sobre desabamento

Emerson Oliveira, morador do Vale dos Diamantes (Rua Topázio) nos enviou o relato de um desmoraonamento que está colocando em risco a sua casa e a segurança de sua família. Segundo ele, desde 2013 houve a formação de um buraco ao lado de sua residência e vários contatos foram feitos com os órgão responsáveis e nada foi feito. Com as últimas chuvas houve um desabamento de terra e formou-se uma cratera de uns 8 metros de profundidade, levando parte do passeio. O muro de sua residência está em risco iminente de desabar, bem como está comprometida a segurança de sua família. Em novo contato feito hoje, 10/02, Emerson relata que a cratera está aumentando  e já está dentro do seu lote.

Veja as fotos:

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