segunda-feira, 20 de abril de 2015

Quem é o novo milionário de Diamantina? Moradores especulam sobre identidade do ganhador

Fonte: Estado de MInas (clique aqui)

A terra dos diamantes que encantaram Chica da Silva, no século 18, volta a brilhar diante da fortuna – desta vez em reais. Moradores de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, a 292 quilômetros de Belo Horizonte, especulam que pode ser “uma mulher residente na sede municipal” a feliz e única ganhadora do prêmio da Mega-Sena sorteado, sábado, em Marília (SP). O vencedor ou vencedora tem direito a R$ 32.909.935,88, por acertar as dezenas do concurso nº 1696, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF). Os números sorteados são 01, 12, 17, 31, 37 e 46 e o ganhador tem 90 dias para retirar o dinheiro.

Desde que saiu o resultado, o povo não para de comentar e especular. Alguns citam até um nome, mas é melhor nem falar para não atrapalhar a vida das pessoas”, comentou uma moradora de Diamantina, que não quis se identificar. O assunto domina as conversas nos bares e restaurantes, deixando muita gente com água na boca só de pensar no valor do prêmio. “As pessoas comentam bastante, mas o nome do ganhador ainda é mistério”, afirma a gerente de um restaurante no Centro Histórico da cidade reconhecida como patrimônio cultural da humanidade.

O recepcionista de um hotel também fala do segredo em torno da identidade do felizardo. “Há muitos comentários sobre o prêmio de R$ 32 milhões, mas, por enquanto, ninguém deu as caras”, afirmou. Com o prêmio, o ganhador pode garantir um rendimento mensal na poupança superior a R$ 200 mil.
DESCONFIANÇA BOA “O prêmio está gerando uma desconfiança boa aqui em Diamantina”, brinca um professor de educação física de uma escola municipal. “As pessoas chegam para a gente e dizem assim: ‘Não fui eu, viu? Foi você?’. Diante na negativa, partem para cima de outro”, acrescenta o educador, certo de que, para ele, “só R$ 2 milhões bastariam para arrumar a vida”. De todo jeito, avalia: “Foi muito bom um conterrâneo ou uma conterrânea levar esta bolada”, conclui.
Na Quina do concurso nº 1696, 135 apostadores acertaram os cinco números, sendo o prêmio de R$ 27.832,74, enquanto 9.824 pessoas fizeram a quadra, embolsando R$ 564,39. A estimativa da CEF é que o próximo concurso chegue a R$ 3 milhões – o sorteio será na quarta-feira.

sábado, 18 de abril de 2015

Apostador de Diamantina acerta a Mega-Sena e leva prêmio de R$ 32 mi

Fonte: O Tempo

Um apostador mineiro foi o premiado no concurso 1696 da Mega-Sena. O apostador de Diamantina acertou as seis dezenas e levou o prêmio de R$ R$ 32.909.935,88.

As dezenas sorteadas na noite deste sábado (18), na cidade de Marília (SP), foram: 01- 12 - 17 - 31 - 37 - 46.

Serrano registra memória Catopê em livro


Catopês de Milho Verde-distrito do Serro - Ivo Silvério – Chefe do grupo-Foto Douglas Theodoro

O Serrano, Ivo Silvério da Rocha(67), está lançando o livro Memórias de um Catopê, Guarda de Congado de Nossa Senhora do Rosário. Tipo de dança do congado, anteriormente relacionada às festas religiosas que registram parte importante da cultura do Serro com legado na Festa do Rosário  e festividades populares.

Ivo é Mestre em referência aos cantos africanos, denominados vissungos,que os escravos entoavam nos garimpos entre os séculos XVII e XIX.

Hoje, na região do Alto Jequitinhonha, além dele, só mais uma pessoa conhece estes cânticos, o senhor Pedro, no Quartel do Indaiá/Diamantina. Integrante do grupo Catopê de Milho Verde há 50 anos, é Mestre desde 2001.

O livro é editado pela Sempre Viva Editorial. Será lançado no Espaço Rancho Fundo no distrito de Milho Verde/MG.

Contatos: Vitor Carvalho(38) 88113837

Ivo Rocha- (38)88116648

Matheus Medonça-  Professor DR. PUC Serro – (31)95333862

Breve Curriculum de Ivo Rocha:

Mestre dos Catopês Grupo da Guarda de Congado de Nossa Senhora do Rosário.

Trabalhou na cidade em companhia de asfalto e até em metalúrgica em São Bernardo do Campo – SP. “Mas a minha função mais foi no garimpo, na roça por vários e vários tempos de vida”, ele explica. “Escola eu frequentei pouco tempo...No mais, o melhor diploma era enxada, foice e machado”.

“Também nas décadas passadas, os velhos preservavam a cultura. Passavam uns para os outros. Assim logrei o conhecimento africano no dialeto desde idade de novo e ainda preservo até este momento”, diz o Mestre em referência aos cantos africanos, denominados vissungos, que os escravos entoavam nos garimpos entre os séculos XVII e XIX.

Hoje, na região do Alto Jequitinhonha, além dele, só mais uma pessoa conhece estes cânticos, o senhor Pedro, no Quartel do Indaiá/Diamantina. Integrante do grupo Catopê de Milho Verde há 50 anos, é Mestre desde 2001.

Preocupado com a preservação destas tradições, participou de momentos de repasse na escola local e nas comunidades vizinhas por meio do projeto “Os cantos sagrados de Milho Verde” e no Ponto de Cultura, pelo espaço das tradições locais.

Em 2008 recebeu o prêmio Nacional de Culturas Populares, como Mestre dos Catopê, promovido pelo Ministério da Cultura.


Foto: Maíra Buarque

terça-feira, 14 de abril de 2015

UFVJM participa das discussões sobre mudança climática

Mesa-redonda e exposição, com participações internacionais, abordam assunto de relevância mundial

Convite Exposição

A Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em parceria com a Embaixada da França no Brasil e apoio da Caravana do Clima, realizará mesa-redonda e exposição sobre o tema “Mudança Climática”, nos próximos dias 16 e 17 de abril.

O objetivo é envolver as comunidades acadêmica e de Diamantina nessa discussão mundial, como um alerta para sensibilização, conscientização e elaboração de propostas e ações concretas.

A realização do evento está em sintonia com o trabalho ambiental desenvolvido pela UFVJM nas regiões em que está inserida, como as ações de reciclagem e compostagem do lixo, preservação das nascentes e do meio ambiente.

Mesa-redonda

O auditório da Reitoria, no Campus JK, receberá a mesa-redonda “Mudança Climática”, a partir das 15h30, com a seguinte programação:

* O Plano de Mudança Climática de Minas Gerais - Alexandre Florentin, Consultor Ambiental (França)

* Aspectos principais do Plano e participação das universidades nas ações propostas - Felipe Santos de Miranda Nunes, Gerente de Energia e Mudanças Climáticas (Governo de Minas)

* Emissão de CO2 por máquinas que utilizam combustíveis convencionais - Alan Kèromne (ISAT / Universidade de Borgonha - França)

* Atividades da UFVJM em torno de preservação ambiental - Professor Carlos Victor, Assessor de Meio Ambiente (UFVJM)

* Licenciamento ambiental e questões relativas à água em Minas Gerais - Eliana Piedade Alves Machado, Superintendente da Supram Jequitinhonha-Diamantina (Governo de Minas)

* Parques estaduais e o papel das unidades de conservação na preservação da flora de Minas Gerais - Sílvio Henrique Cruz Vilhena, Diretor do IEF em Diamantina (Governo de Minas)

Exposição

A Embaixada da França no Brasil traz para Diamantina a exposição “Rios, Climas e Homens”, com painéis sobre o tema “Mudança Climática”, que permitem o envolvimento de crianças, escolas, municípios, administradores e empresários locais na questão climática. A exposição permanecerá aberta à visitação até 12 de junho, com agendamento prévio pelo telefone (38) 3532-6002.

SERVIÇO:

Mesa-redonda “Mudança Climática”

16 de abril de 2015 - 15h30 - Auditório da Reitoria (Campus JK)

Abertura da Exposição “Rios, Climas e Homens”

17 de abril de 2015 - 10 horas - Espaço Cultural JK (Campus I)

ORGANIZAÇÃO:

Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da UFVJM, Embaixada da França no Brasil e Caravana do Clima

INFORMAÇÕES: Diretoria de Comunicação Social da UFVJM - (38) 3532-1276

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Capa (26)

Nunca me cansarei de repetir que a Semana Santa é a mais importante das muitas e vistosas festas diamantinenses. Além de acrescentar a tal assertiva a constatação de que a magnitude dessa piedosa e comovente manifestação religiosa se deve à autenticidade com que o diamantinense a celebra. Assim como à fidelidade com que procura revivê-la e preservar seus fundamentos. Haja vista o traje negro com que graves senhoras, de cabeças cobertas por lutuosos véus, entoam em coro os belos e lúgubres Motetos das Dores, de Lobo de Mesquita. Há mais de dois séculos as ruas do antigo Arraial do Tijuco testemunham essa enternecedora e musical peregrinação. Que, seguida pelas várias cerimônias, ritos, procissões, tornam o diamantinense virtuoso protagonista de uma tradição que atrai milhares de conterrâneos ausentes e visitantes de todo o estado, do país, do mundo.

Mais força ainda ganhou a impressionante festa diamantinense neste ano. O grande número de visitantes revelou claramente que essa poderosa atração tem luz própria. Com a colaboração ou apesar do enfoque dúbio da mídia maior do estado. Que, ordinariamente sovina para veiculações institucionais, estampou em sua edição do dia 26 de março - às vésperas do famoso evento - a seguinte manchete: Crise sobe as ladeiras das cidades históricas, destacada pelo subtítulo: Tradicionais na recepção de turistas na Semana Santa, Ouro Preto, Tiradentes, Mariana, São João del-Rei e Diamantina sofrem com a recessão e já reduzem valor de diárias. Talvez até o escopo da reportagem tenha sido influenciar turistas via preços baixos. O que, no entanto, é lamentável, diante não apenas do enfoque jornalístico, mas também e principalmente do rarefeito espaço dedicado a propagar uma das mais bonitas e tradicionais festas de Minas Gerais.

Na manhã do Sábado da Aleluia, em minha visita costumeira à Feira do Mercado Velho, escutei de um dos nossos mais destacados empresários da área gastronômica este comentário: eu trocaria, de bom grado, três carnavais por uma Semana Santa. Ele assim se expressava sem nenhuma olheira e outros sinais de cansaço, apesar de só ter conseguido fechar seu estabelecimento de manhã.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 713, de 11 de abril de 2015

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Singularidades

Antenor José Figueiró  -  antenor.figueiro@ig.com.br

Intolerância, vaidade, esperança, rancor, sonhos, arrogância, angústia, fantasias, frustrações, ódio, confiança, serenidade, desilusão, humildade, mágoa, resignação, preconceito, altivez, insolência, revolta. Adjetivos, sinônimos, pronomes que nos proporcionaram grandes evoluções, superação das fases quanto à evolução humana, adquirimos conhecimentos, evoluímos geneticamente, chegamos bem próximos da superação da imagem e semelhança ou talvez já a tenhamos alcançado?!!
Somos compulsivos no gozo quanto ao consumo da vida, somos dependentes de acessórios para modelarmos nossa casca, nossa cara pálida. O excesso no descarte e a aquisição destes acessórios é que nos conduzem pelos corredores da existência, que alimenta nossa covardia de não nos posarmos nus diante do espelho desta caminhada terrestre.
A nossa ignorância emocional é tamanha que a simples ação da perplexidade nos paralisa diante da TV, desvirtua o senso ético e moral do equilíbrio entre o falar e o fazer. Somos impotentes na tarefa de alcançar o orgasmo pela vida.
Não busco a perfeição, apenas fetiches para incorporar a esta mágica e sedutora cidade, algo para que eu seja seduzido, aspirado, violentado ao êxtase prazer de estar nos becos, ladeiras e praças de Diamantina.
Não importa qual o nome será dado, quem será o pai, vamos apagar a fogueira das vaidades, vamos entender que não há um único culpado. Se nossa cidade está sem brilho, sem vida, sem graça todos nós diamantinenses temos nossa parcela de culpa e de omissão, somos coniventes, até mesmo cúmplices pela permanência destes atores e suas atuações.  Cada um de nós tem  aptidões, habilidades e responsabilidades.
Existe crise, existe, mas o que estamos fazendo para mantê-la ou eliminá-la? A cidade é de todos nós, com suas belezas e feiuras, problemas e possibilidades.
Vamos para a rua? Vamos, para espalhar por nossas ladeiras festivais de música, quitandas e bordados, infestar nossos bairros e distritos com escolas de esportes e de musicas com o objetivo de criar e reestruturar bandas de música para que se apresentem em festas e revezem na Vesperata, contaminar nossas escolas com o espírito das fanfarras, incorporar a Troperagem à Feira do Mercado e do Largo Dom João, executar o projeto de Faraildes Miranda em São João da Chapada, Sopa, Guinda, Galheiros, Batatal, Quartéis do Indaiá e Macacos, com a criação de carneiros, que consiste na produção de carne, da lã e manufatura de tapetes Arraiolo, irrigação das áreas banhadas pelas águas do Rio Jequitinhonha (Baixadão, Pedraria, Braúnas, Riacho da Porta e Santana da Divisa), não indicadas ao consumo humano, mas próprias para o cultivo agrícola, a substituição dos caminhões pipa por redes de água, a união, o polimento e exposição de vozes mudas (Corais) em missas gregorianas, dar asas à imaginação através de nossas magníficas bibliotecas, a transformação deste perverso e maléfico modelo de carnaval por oficinas em nossos bairros de fantasias e charangas que absorvam o ano inteiro, destinadas também à confecção de roupas para a Festa do Divino, do Rosário, Marujada, Caboclinhos, Guarda Romana e Pastorinhas, induzirmos os passos de nossos caminhantes para desbravarem nossos túneis do Centro Histórico, incentivar uma sólida e crescente produção agrícola e pecuária, agregar a produção de mel ao mar regional de eucaliptos, contagiar corações inquietos em todo o distrito diamantino para a arte de atuar para fazer pulsar nosso teatro Santa Izabel.
Desperta Diamantina! O famigerado saudosismo que você evita e abomina, o Rio de Janeiro, cidade maravilhosa com todos os seus encantos e trejeitos fará realizar no dia 12 de abril um julgamento simbólico a fim de dar perdão ao mártir Tiradentes, assim como na Serra do Mar no município de Piraquara, Paraná um túnel desativado da Estrada de Ferro com toda a originalidade (até mesmo o Picumã no teto) do século XIX, passou a ser um local de visitação por abrigar uma adega adaptada ao envelhecimento de vinho espumante.
O que te faltas Diamantina é a magia da alma e a essência nos corações de seu povo!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A passagem do Senhor X por Diamantina

Deixei com pesar a região de Diamantina... socialmente falando, é o lugar mais simpático do Brasil, à luz da minha experiência." 

Você conhece Senhor X? Ao ler abaixo o seu currículo,  fico me perguntando: por que não há em Diamantina nenhuma referência sobre sua passagem pela cidade?  Nada: nenhuma placa, busto, nome de rua, painel, ilustração ou qulaquer outro tipo registro ou informação sobre essa fantástica figura e o seu convívio no Arraial do Tijuco.

“Pois bem, vamos à um rápido "currículo" dos conhecimentos e aventuras deste viajante global: Senhor X foi  um escritor, tradutor, linguista, geógrafo, poeta, antropólogo, arqueólogo, sexólogo, orientalista, erudito, espadachim, explorador, agente secreto, diplomata britânico, etc, etc, e muitos etc. Ainda criança,  filho de um capitão inglês, por motivos de saúde deixou a Inglaterra e foi morar entre França e Itália. Logo cedo aprendeu a falar francês, italiano, dialetos locais, grego, latim e romeno. Posteriormente o português (sua esposa Isabel Arundel também era fluente em português). Senhor X e Isabel traduziram para o inglês várias obras brasileiras, (especialmente as de José de Alencar), além do que, Senhor X , antes mesmo de conhecer o Brasil, já tinha traduzido para o idioma de Shakespeare a obra Os Lusíadas, de Camões. Camões era sim, um dos grandes ídolos do inglês, de tanto que o admirava e pelo profundo conhecimento de toda a vida e obra do gigante português. Senhor X na juventude acabou expulso de Oxford, segundo ele, os seus professores eram todos ingleses medíocres e ignorantes. Continuando sua vida, Senhor X foi prestar serviço militar na India, lá aprendeu todos os dialetos e linguas do subcontinente que teve oportunidade. Aprendeu também o persa, o árabe e quase todas as suas variações. Ao todo, Senhor X falava fluentemente 39 linguas e dezenas de dialetos (inclusive o Tupi). Senhor X ainda tinha a capacidade de se expressar nessas línguas sem praticamente nenhum sotaque, o que ao lado de sua aparência "cigana" , foi de muita valia ao Império Britânico, já que ele podia se misturar com facilidade em qualquer grupo estrangeiro. De tanto estudar o Islamismo, o capitão que era protestante e casado em segredo com uma católica, acabou por se converter, sem assumir publicamente ou sequer à própria esposa, à religião de Maomé, (corrente sufista).  É de Senhor X , a primeira (e melhor) tradução de As mil e uma Noites diretamente para o inglês, português e outros idiomas, (ele não apenas traduziu, ele compilou as histórias árabes espalhadas em diversos escritos e transmitidas oralmente por contadores de histórias), traduziu também o Kama Sutra, e para vende-lo na Inglaterra vitoriana e escapar da censura, acabou por criar uma sociedade, onde ele vendia a "assinatura" dos capítulos traduzidos.
Além da tradução, o erudito inglês em suas "notas do tradutor" explicava e contextualizava todo o texto original para os leitores ocidentais.
Senhor X também foi fundamental no entendimento da vida sexual dos povos conquistados pelos britânicos. Sem rodeios ou pudores, o eminente orientalista descrevia as preferências e costumes sexuais dos povos do oriente para a puritana Inglaterra. Um desses relatos sobre um bordel homossexual indiano frequentado por soldados ingleses causou inumeros problemas para o explorador inglês. Foi a primeira vez que esse assunto foi tratado de forma tão precisa e detalhada. (o que era um padrão em seus escritos). Isso acabou levantando suspeitas sobre a própria sexualidade de Senhor X . O capitão costumava dizer que a melhor forma de se aprender um novo idioma era se deitando com uma mulher nativa. Não se deve duvidar pois quem disse isso foi simplesmente um dos maiores poliglotas de todos os tempos.
Foi esse mesmo capitão inglês que revelou para as pudicas mulheres européias que as indianas faziam sexo não só para procriar mas também para o prazer do orgasmo. E havia manuais para explicar como fazer isso...
Paralelamente a essa profusão de conhecimentos, (Senhor X estudava, lia e escrevia em 4 grandes mesas que ele tinha em seu escritório, fazia tudo simultâneamente, pode se dizer que ele era um homem "multi-tarefa"). Ele escreveu 43 livros,  além de incontáveis manuscritos. 
O nosso explorador foi um dos primeiros ocidentais não muçulmanos, a participar da peregrinação à Meca (e voltar vivo de lá). Foi o primeiro ocidental e branco a entrar na temida cidade proibida de Harar (e voltar vivo de lá). Foi ele que descobriu junto com seu amigo e depois rival John Speke a nascente do Rio Nilo, no lago Vitória (e voltar vivo de lá).  Todas essas histórias foram relatadas por Senhor X em livros. Bem como por outros escritores. São todas histórias fascinantes e aventuras inigualáveis.
Não vamos esquecer que naquela época tudo o que Senhor X tinha eram os relatos orais de viajantes e alguns pouco confiáveis manuscritos sobre esses lugares. Tudo era absolutamente misterioso e perigoso.
Senhor X ainda esteve em contato com povos canibais na África e com os pigmeus. Foi para os EUA onde foi pesquisar a vida dos Mórmons, comunidade recem criada naquele país e que eram perseguidos pelo governo americano. Posteriormente o capitão inglês foi servir diplomaticamente na Síria, acabou criando uma enorme intriga entre cristãos e muçulmanos e a Rainha Vitória achou por bem mandá-lo para Santos onde seria o consul inglês no Brasil . O casal X não se adaptou ao calor a aos mosquitos de Santos e subiram a serra e vieram morar em São Paulo. Isabel logo se tornou amiga da Marquesa de Santos e Senhor X acabou frequentando habitualmente o Palácio Imperial Brasileiro no Rio de Janeiro. Para não perder o costume, Senhor X navegou  todo o Rio São Francisco, de Minas Gerais até o mar e ficou impressionado com a riqueza brasileira, segundo ele, com a criação de escolas e universidades o Brasil se tornaria um grande país em pouco tempo...
Senhor X , quando em São Paulo, gostava de fazer picnics no morro de Nossa Senhora do Ó, onde avistavam toda a beleza do pico do Jaraguá e as várzeas do Rio Tietê... Nos finais de tarde Senhor X era um assíduo frequentador da biblioteca do Largo São Francisco, onde procurava se informar sobre as descobertas dos primeiros viajantes europeus no Brasil, sua vegetação e as minas de Ouro que poderia encontrar.
Ainda em viagens pelo Brasil, em Santa Catarina, o viajante inglês foi o primeiro a notar, relatar e dar importância aos sambaquis . Durante a Guerra do Paraguai, Senhor X viajou com o Duque de Caxias para acompanhar as sangrentas batalhas como observador do Império Britânico. Há que se fazer um parenteses aqui, apesar de em muitas vezes Senhor X estar a serviço do Império, ele pouquíssimas vezes colocou esse fato como prioridade, (a excessão mais famosa foi na deposição do xá persa com a ajuda dos "assassinos", quando Senhor X conspirou fortemente). O que se nota claramente na vida do inglês é que nem ele gostava do "british way of life" (ele detestava o puritanismo, a politicagem, o pedantismo e a arrogância de seus colegas e achava as mulheres inglesas feias, duras e péssimas na cama), bem como a nobreza britânica achava Senhor X  um sujeito "pavio curto", pouco britânico, grosseiro e imprevísível. Ele também era viciado em ópio, alcool e haxixe.
O capitão inglês na verdade tirava proveito do Império para investigar todas as culturas que lhe interessavam.
Senhor X viveu 69 anos. Uma viagem da Inglaterra para a India, por exemplo,  durava 4 meses. O que esse homem fez em 69 anos, trazendo ao mundo ocidental boa parte das maravilhas culturais do oriente é algo realmente impressionante. Indiana Jones, o maior aventureiro criado por Hollywood,  seria um mero escoteiro perto de Senhor X .
Tentar "resumir" a vida de Senhor X , como fiz agora, é quase um crime. Na verdade impossível. Uma boa entrada na vida deste viajante inglês pode ser feita pela biografia feita por Edward Rice: Senhor X . São Paulo: Companhia das Letras. Outra grande pedida, com uma perspectiva mais "caseira",  é a leitura da biografia feita por sua esposa Isabel. (Sensacional a descrição que ela faz de São Paulo, o Brasil e os brasileiros da época, uma visão bem diferente do que estamos acostumados a ler). Isabel desperta amor e ódio em quem acaba por conhecer a história do viajante inglês. Ela, em seu recato religioso, acabou por queimar inúmeras obras "demoníacas"e "pervertidas"  do marido após a sua morte. Foi um crime contra a humanidade, mas, por outro lado, foi ela que sempre esteve ao lado dessa figura extraordinária. Não deve ter sido fácil ser a esposa de Senhor X .
Ainda na América do Sul, Senhor X prosseguiu viagem pela Argentina (esteve na Patagônia, mas estranhamente não houve nenhum relato, mesmo quando ele ainda estava vivo e também no Peru.  Sobre o Brasil ele escreveu o livro " The Highlands of Brazil" sobre sua viagem ao interior do país.”

Clique aqui e conheça a identidade do Senhor X.

Clique aqui para ler mais.

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Capa (5)

Não poucas vezes tenho dito que a maioria dos diamantinenses - mesmo os mais aferrados às devoções religiosas - nunca assistiu a todas as solenidades da Semana Santa deste velho e contrito burgo. A não ser na meninice, seminaristas e colegiais. E olhe lá. Muitos dirão: que isso? Já carreguei os andores da Procissão do Encontro... Bati muita matraca... Sustive uma das hastes do pálio... Segurei a alça do esquife do Senhor Morto... Fui centurião da Guarda Romana... Mas em grande parte das vezes só uma ou outra dessas nobres participações foram inteiramente levadas a cabo. Ou seja, o Setenário das Dores, a Bênção e Procissão de Ramos, as orações litúrgicas do Ofício de Trevas, a Procissão do Depósito do Senhor dos Passos, o Sermão do Encontro seguido de procissão e da execução dos Motetos das Dores, a Missa da Ceia do Senhor, a Via Sacra encenada nas ruas, o Sermão das Sete Palavras, o Descendimento da Cruz, a Procissão do Enterro, o Sermão da Soledade de Maria, as ritmadas evoluções da Guarda Romana com seus elmos e alabardas e, por fim, a Procissão da Ressurreição, forrada de belos tapetes de areia e de rica ornamentação de janelas e sacadas, encerrada pela Missa da Páscoa e Bênção ao som do Hino Nacional - vão sendo celebradas sem que muita gente tenha condições de participar. O que é muito natural, pois a Semana Santa é tempo também de rever parentes, amigos, de confraternizações e de reviver pedaços de uma cidade que ficou para trás, mas nunca ausente no coração dos que partiram para outras plagas.

Os 14 dias que, de fato, dura a Semana Santa representam um esforço da Igreja de Diamantina para restaurar plenamente um dos momentos mais fortes da cristandade e fazer com que a espiritualidade reinante em suas várias cerimônias reavive, por todo o ano, a fé, a devoção e a fidelidade aos ensinamentos evangélicos. Não por acaso, pode-se afirmar que esta é a mais grandiosa festa da cidade. A educação do público que a ela acorre, o nível cultural e de poder aquisitivo dos visitantes e o clima de respeito que exala das igrejas, das procissões e de outras solenidades revelam claramente a imersão mística que todos os ambientes propiciam.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 712, de 04 de abril de 2015

Assinatura da Voz de Diamantina

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Por apenas R$ 180,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: (38) 3531-3129 e 8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com

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*A partir da tarde das sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B

segunda-feira, 30 de março de 2015

Clube de leitura de espanhol no Museu do Diamante

Começa em abril no Museu do Diamante/Ibram, o Clube de Leitura de Espanhol.
Ministrado por Sandra Pérez, o Clube de Leitura se reunirá às sextas feiras, das 18h às 20h, quinzenalmente, no Museu Do Diamante.
Em todo encontro será apresentado um livro (em espanhol) que será discutido no próximo.
O primeiro encontro será dia 10/04/2015, às 18h, para apresentação do projeto.
A lista de livros que serão discutidos são:
ABRIL:
"Cuatro corazones con freno y marcha atrás", de Enrique Jardiel Poncela. Ed Vicens Vives. 1996. Barcelona.
MAIO:
"Donde se alzan los tronos", de Ángeles Caso. Ed. Booket. 2013. Barcelona.
JUNHO:
"EL alquimista impaciente", de Lorenzo Silva. Ed. Booket. 2000. Barcelona.
JULHO:
"El Lápiz del carpintero", de Manuel Rivas. Ed. Punto de lectura. 2012. Madrid.
O evento é gratuito e o Museu do Diamante fica na Rua Direita, 14, centro, Diamantina/MG.

27ª Edição do Café Literário

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