quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Capa (18)

Certo dia um vereador me cobrou nunca ter feito, em meus editoriais, nenhum elogio a nossos parlamentares, mas só críticas. Ponderando ainda, e sem a menor modéstia, que - a exemplo dele próprio - detentor de vários mandatos, a cidade muito devia à operosidade da vereança. Respondi-lhe que bons e respeitáveis vereadores jamais deveriam ansiar por aplausos, mas pelo reconhecimento de seus méritos, se realmente os houvesse.

De fato, ao rever meus muitos escritos sobre o procedimento da nossa edilidade, não posso negar que sempre lhes apontei a incoerência, a sujeição e a falta de preparo para um cargo público que muitos deles transformam em vantajoso emprego, tal a mediocridade com que o exercem. Duas de suas ações, porém, mereceram deste editorialista realce e enaltecimento. Ambas da legislatura passada: a eliminação do voto secreto, antes mesmo que outras instâncias superiores a adotassem, e a proibição a prefeitos de substituírem as efêmeras logomarcas de suas gestões por brasões ou outros símbolos da municipalidade. Já de longa data cobradas pela opinião pública, essas duas iniciativas concederam à câmara lampejos de dignidade, em face da leniência com que trataram a gestão de um prefeito demagogo, clientelista e péssimo gestor, que só não sucumbiu a uma CPI graças a conivências, cumplicidades e manobras protelatórias de boa parte da vereança.

Bons ventos, entretanto, bafejaram Diamantina no dia 17 de novembro. Quando a maioria dos vereadores rejeitou a prestação de contas do ex-prefeito não reeleito de Três Marias e de Diamantina, apesar do parecer favorável do Tribunal de Contas de Minas Gerais. Ou seja: nove dos 13 legisladores de Diamantina ousaram, finalmente, punir a irresponsabilidade de um prefeito. E mais: fizeram com que fartas, graves e comprovadas denúncias de improbidade administrativa colhidas em arquivos da prefeitura sobrepujassem o dúbio parecer de um tribunal cada vez menos acreditado.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 694, de 29 de novembro de 2014

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Inauguração do Solar Duarte do Pouso da Chica

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"O Pouso da Chica agradece a massiva presença de parcela importante da sociedade Diamantinense na descontraída solenidade de inauguração do nosso Solar Duarte.

A noite superou a expectativa do evento, qual seja: a de dar por aberto o Solar à visitação pública, dando a ele um papel quase de museu, aberto praticamente full time à sociedade como um todo. Estiveram no coquetel praticamente todos os segmentos sociais da cidade! Artistas, empresários, executivos e liberais... são amigos, parceiros, clientes e cooperadores, envolvidos ou não, direta ou indiretamente com esse novo empreendimento do Pouso da Chica.

A noite de sábado foi um pequeno louro por dois sucessos na vida da empresa: seus oito anos de existência e a conclusão das obras e equipagem do Solar Duarte... quatro anos de batalhas!
DIAMANTINA....: EIS TEU SOLAR DUARTE!!"

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Audiência pública sobre implantação do IFNMG em Diamantina

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ACID/CDL apoia implantação do IFNMG em Diamantina

Ofício  enviado ao Presidente da Comissão Responsável pela definição dos cursos do Câmpus Diamantina

Ilmo Sr Júnio Jáber

A Associação Comercial e Industrial de Diamantina/CDL apoia veementemente a instalação do Câmpus do IFNMG em Diamantina devido a importância de uma instituição de ensino deste porte para a cidade e região.

A ACID/CDL fez um estudo com os empresários associados e chegou a conclusão que para a cidade e região é importante a instalação do eixo de Infraestrutura com os cursos de Técnico de Edificações e geoprocessamento e Superior de Arquitetura, Tecnólogo em Conservação e Restauro e Engenharia Civil devido a grande demanda do setor de construção civil na região. O câmpus da UFVJM, o novo câmpus da IFNMG, o turismo e a crescente demanda de serviços regionais geraram uma demanda enorme neste setor que deve perdurar nos próximos anos.

A ACID/CDL reconhece, apoia e incentiva a integração entre os câmpus da IFNMG e o ParTec/UFVJM no projeto estabelecido na criação do APL (arranjo produtivo local) da aviação civil. Sendo assim, percebemos a importância do eixo tecnológico de Controle e Processos Industriais com os cursos Eletroeletrônica, Eletrotécnica, Eletromecânica, Manutenção de Aeronaves, Aviônicos, Célula, Grupo Moto-Propulsor, Mecânica e Metarlugia e os cursos superior de Engenharia Elétrica, Engenharia de Computação e Tecnólogo em Biocombustíveis.

E no Pronatec gostaríamos que o IFNMG ofertasse os cursos nos eixos tecnológicos de Ambiente e Saúde, Gestão e Negócios (administração e transações imobiliárias), Informática e Comunicação, Produção Cultural e Design e Turismo, Hospitalidade e Lazer.

Certo do sucesso da implantação do IFNMG a ACID/CDL se coloca sempre como um parceiro desta instituição.

Guilherme Coelho Neves - Presidente ACID/CDL

Diamantina, 26 de novembro de 2014

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Serro alcança pontuação máxima no ICMS Turístico

banner da pms

Pelo segundo ano consecutivo o Município do Serro está habilitado a receber recursos do ICMS Turístico  com pontuação máxima. Isto só foi possível pelo empenho diário da Secretaria de Turismo e Cultura e participação efetiva do Conselho Municipal de Turismo COMTUR).

É a segunda vez  que o município participa desta avaliação e já desponta na tabela  sinalizando o grande potencial turístico da cidade. Sem dúvidas, mais uma grande conquista que marca o comprometimento da atual gestão municipal e gera boas expectativas para o futuro do setor turístico na cidade.

O ICMS Turístico atua como motivador de ações, visando estimular a formatação/implantação, por parte dos municípios, de programas e projetos voltados para o desenvolvimento turístico sustentável, em especial os que se relacionam com as políticas para o turismo dos Governos Estadual e Federal.”

“Esta é mais uma conquista de todos nós serranos que buscamos o desenvolvimento turístico através de ações estruturantes em nosso Município”, declarou o Secretário Pedro Farnesi.


Para ter direito ao repasse, o município deve atender aos seguintes critérios obrigatórios:

• Participar de um circuito turístico reconhecido pela Setur, nos termos do Programa de Regionalização do Turismo no Estado de Minas Gerais;

• Ter elaborada uma   política municipal de turismo;

• Possuir Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), constituído e em regular funcionamento;

• Possuir Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), constituído e em regular funcionamento.

O percentual do ICMS turístico a ser repassado para os municípios é definido com base no índice de investimento em turismo do município e o somatório dos índices de investimento em turismo de todos os municípios habilitados a receber o incentivo (fórmula matemática estabelecida pela Lei nº 18.030/09). O valor que Serro receberá será conhecido no início de 2015."

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Mulher é a memória viva de povoado histórico em Minas

Cemitério do Peixe. Há, em meio às montanhas da região do Alto Jequitinhonha, um vilarejo quase esquecido pelo tempo, que se torna encantado aos olhos de quem conhece. Mas, mesmo longe da “civilização”, a história ali não morre, e, de ano em ano, devotos das almas do Cemitério do Peixe – vilarejo de Conceição do Mato Dentro – retornam para celebrar o que há de mais rico ali: a tradição. Assim como a pacata e bucólica aldeia que ambienta o romance “Cem Anos de Solidão”, do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, o Peixe é uma espécie de Macondo mineira e abriga vasta genealogia de famílias que ali se formaram. A solidão, no entanto, não reina. Mesmo vivendo apenas com os dois filhos no local, dona Lotinha é conhecida em todos os povoados vizinhos e tem nas almas, nas águas e nos animais a companhia diária.

Clique aqui e leia a  reportagem completa.

Sobre memória e atualidade

Fonte: Jornal O Tempo (clique aqui)

A-GDesde 2004, o projeto Foto em Pauta vem discutindo a produção fotográfica no Brasil e no mundo por meio de encontros com profissionais da área. A edição que acontece hoje, no Oi Futuro, porém, sedia também o lançamento da sétima da edição da revista “Zum”, uma homenagem ao fotógrafo mineiro Assis Horta, além dos usuais debates.

A união entre as atividades surgiu quando o realizador do evento, Eugênio Sávio, convidou o editor do periódico publicado pelo Instituto Moreira Salles, Thyago Nogueira, a participar da última edição do Festival de Fotografia de Tiradentes – um desdobramento do Foto em Pauta que acontece anualmente na cidade histórica – em março deste ano. Lá, o editor teve contato direto com o trabalho do fotógrafo mineiro Assis Horta, 96, por meio da exposição “Assis Horta: A Democratização do Retrato Fotográfico Através da CLT”, cujo projeto foi vencedor XII Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Funarte.

Essa mostra é fruto de uma pesquisa de Guilherme Horta (apesar do sobrenome ele não é parente do homenageado). “Em 2010 ajudei a produzir uma exposição dele para o Museu do Diamante e tive registros. Eram milhares de retratos 3x4”, conta Guilherme. Interessado, ele deu continuidade à pesquisa relevando, assim, a importância de Assis Horta para a história da fotografia brasileira.

Além de fotografar diversos prédios por ser funcionário do Instituto de Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), registrou também muitas pessoas depois que tornou-se, em 1943, obrigatório a identificação com foto na carteira de trabalho. “O trabalho dele oferece importantes interpretações, tanto históricas quanto técnicas. Mostra traços para se compreender a organização social e do trabalho naquela época. Esteticamente, nota-se um domínio grande na técnica do retrato. Vale lembrar que, naquele período, ele tinha apenas um clique para fazer os registros, pois as chapas de vidro que usavam eram caríssimas”, conta Guilherme.

Para Sávio a restrição de oportunidades de registro desenvolveu em Assis uma das características, além da habilidade com iluminação, mais importantes que ele mostra e cada vez mais rara. “Ele apresenta uma abordagem muito eficaz com as pessoas, que o faziam ficar confortáveis e seguros para fazer a foto”, diz.

Todas essas prerrogativas subsidiam a longa reportagem sobre ele na revista a ser lançada e a homenagem prestada. Na ocasião, Assis Horta estará presente autografando exemplares e conversando um pouco com o público, mas o bate-papo mesmo será orquestrado por Guilherme Horta, que até hoje mantém contato o ídolo. “Ele mora em Belo Horizonte e, volta e meia, o visito. Ele gosta de beber um vinho ou uma cachaça. Só não gosta de imagens digitais, diz que fotografia deve estar impressa, caso contrário não é uma foto”, diz.

OFFside BRAZIL. Além da homenagem, será realizado uma conversa com Sávio e Nogueira. Os dois, por suas vezes, vão falar sobre o Offside Brazil, um projeto realizado em parceria com a renomada agência Magnum durante a Copa do Mundo no qual quatro fotógrafos brasileiros se uniram a outros quatro estrangeiros para fazer registros criativos das facetas brasileiras longe dos campos.

O resultado do intercâmbio é apresentado em quase cem páginas desta edição da revista. “A publicação é uma das mais importantes da atualidade e tem trazido uma qualidade inquestionável”, conclui Sávio.

Veja também:

http://www.hojeemdia.com.br/almanaque/fotografo-assis-horta-vai-estar-nesta-segunda-feira-no-lancamento-da-revista-zum-1.284251

http://fotoempauta.com.br/

http://revistazum.com.br/

Santa Casa de Caridade recebe verba do Ministério da Saúde

No dia 05 de Novembro de 2014 o Provedor da Santa Casa de Caridade de Diamantina, Sr. Ivanir Celso Orlando, assinou o convênio junto ao Ministério da Saúde, originado da Emenda Parlamentar de n° 811341/2014 destinada pelo Dep. Vitor Penido. Objeto do Convênio: "Aquisição de Equipamentos e Materiais permanentes" no valor de $200.000,00.

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domingo, 23 de novembro de 2014

III Encontro dos Tamborzeiros do Rosário do Vale do Jequitinhonha

Intercâmbio, convivência e aprendizagem.

CARTAZ frenteDiamantina, 23 de Novembro de 2014 – Realizado anteriormente nos anos de 2006 em Virgem da Lapa, de 2009 em Diamantina e 2011 em Francisco Badaró, o Encontro de Tamborzeiros do Rosário do Vale do Jequitinhonha terá sua 3ª edição realizada pelo Instituto Bateia em Diamantina e no Distrito de São João da Chapada, no período de 26 a 30 de novembro de 2014.

Buscando promover um espaço de intercâmbio, convivência e aprendizagem para os grupos tamborzeiros, o Encontro de Tamborzeiros do Rosário reunirá grupos da região do Vale do Jequitinhonha: os grupos de chula do município de Diamantina, um grupo coral de Araçuai, e ainda um grupo de moçambique convidado.

Durante os quatro dias de encontro serão realizados debates, cortejos, lançamentos, mesas redondas, mostras, oficinas, palestras, rodas de conversa e muitas manifestações da cultura dos tambores. Sobre a programação, a coordenadora do Instituto Bateia, Márcia Betânia, ressalta que algumas oficinas são destinadas prioritariamente para integrantes dos grupos participantes do encontro, mas também serão promovidas oficinas livres em praça pública. Todas as atividades do encontro são gratuitas.

Ainda segundo, Márcia Betânia, a programação do encontro contempla “situações em que os tamborzeiros serão motivados a mostrarem suas práticas dentro de um contexto de valorização, mostra, repasse e troca de seus saberes e habilidades”.

O III Encontro dos Tamborzeiros do Rosário do Vale do Jequitinhonha tem o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, através do Fundo Estadual de Cultura, Pró-reitora de Extensão e Cultura da UFVJM, do Programa Música de Minas da Secretaria de Estado de Cultura, Prefeituras Municipais e Irmandades do Rosário.

Confira a programação:

26 a 29 de Novembro

Em São João da Chapada e Diamantina

Oficinas de cantigas, batuques e outras práticas tradicionais da região

Conversa com os mestres

29 de Novembro

8h - Palestra: A terra dos diamantes e a tradição do garimpo no Alto Jequitinhonha

Profa. Mariana Lacerda- Casa da Glória/UFMG-IGC

8:30h -Passeio turístico

15h- Cortejo pelas ruas da cidade com os tamborzeiros e vários grupos convidados

16h -Instalação do Espaço do Tamborzeiro-Abertura solene-Mercado Velho.

16:30h - Mesa-Políticas públicas para as culturas populares

Representantes das instituições: MINC-IPHAN; IEPHA;UFVJM;UFMG

17 às 18h - Oficinas abertas de batuques, dança da garrafa, dança do porretim- Pça do Mercado.

18h -Mostra das oficinas

20h - Noite do tambor: brincadeiras de disputa, dança do porretim, dança da garrafa, grumentação, cantos e batuques-

Show musical: Saldanha Rolim e os Tambores de Cantaria-Mercado Velho.

30 de Novembro

Mercado Velho

8h - Cantos de abertura da manhã-

8:30h- Palestra e bate papo: Sons dos tambores do rosário-passado e presente

Profa. Leda Martins-UFMG e Daniel Magalhães- Músico e pesquisador

Lançamento da cartilha: O Bem Comum: Imagem, Canto, Palavra

9:30h - Mesa dos capitães, irmandades e convidados: Experiências de transmissão de saberes e fazeres

10:30 às 11:30h - Oficinas abertas de batuques, dança da garrafa, dança do porretim – Pça do Mercado

10:30h - Grupo de trabalho com os gestores municipais e tamborzeiros

12h - Leitura: Carta do Encontro

Almoço

Tambores de despedida.

Maiores informações: www.institutobateia.org.br

E-mail: institutobateia@hotmail.com

Fone: (38) 88370704

Serviço: Alberis Mafra

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Capa (60)

Não poucas vezes tenho salientado a dificuldade de participar da intensa movimentação deste velho e festeiro burgo. Que - volto a repetir - não se rege pelas estações climáticas, mas pelo surpreendente calendário de festas, cerimônias e solenidades. Como estive em viagem desde quinta-feira, perdi vários eventos importantes já programados. Entre eles, a 2ª Semana do Produtor Rural da UFMG (Diamantagro), a inauguração do Solar Duarte, a apresentação do Grupo Ad Libitum, como parte da programação social do I Simpósio de História do Direito organizado pela UFMG, núcleo de Diamantina, além de tudo mais que sói acontecer nesta terra de tantas e muitas vezes não anunciadas atividades. Já de volta na manhã do domingo, ainda provei uma das delícias do V Festival de Gastronomia e Cultura (Diamantina Gourmet) a título de almoço, outra, à noite do mesmo dia e, na segunda, mais uma ainda, na impossível e gulosa tentativa de degustar a tentadora série de entradas, pratos principais e sobremesas dos 11 restaurantes participantes.

Apesar de animado a prestigiar meu bom apetite e os chefs do Diamantina Gourmet, não me saía da cabeça um telefonema recebido ainda em BH em que Paulinho do Iphan me dava a boa notícia de que o novo vigário da Paróquia de Santo Antônio da Sé, padre Paulo Henrique, o autorizara a entronizar na Catedral Metropolitana de Diamantina os dois antigos sinos trincados que foram substituídos por réplicas. Na verdade, as duas preciosas relíquias ali deveriam ter sido depositadas há muito tempo. Desde 2010, sob a orientação de Paulinho, foi encomendada robusta mesa de madeira que suportasse os mais de mil quilos dos dois velhos sinos. Além do que um documento assinado pelo arcebispo dom João Bosco Óliver de Faria, datado de 1º/10/2008, autorizava a execução de réplicas de sinos trincados de igrejas de Diamantina, bem como sua permanência, como relíquias, nas igrejas a que pertencem, podendo posteriormente, alguns deles, passar ao acervo do Museu de Arte Sacra de Diamantina.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 692, de 15 de novembro de 2014

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23ª edição o Café Literário

O projeto de extensão Café Literário da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades (FIH) da UFVJM em parceria com o Museu do Diamante/Ibram, apresenta a sua 23ª edição, com apresentação da obra:

"O nome do mundo", de Adriane Garcia
Dia: 22/11/2014
Horário: 15h
Local: Museu do Diamante, Rua Direita, 14 - Centro - Diamantina/MG
Bate papo com a poeta.
A edição do Café Literário é gratuita e aberta ao público.
Haverá emissão de certificados, sorteio de livros e coffee break.

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Quilombolas de Diamantina aprovam limites territoriais em Minas Gerais

Fonte: O Tempo (cliqeu aqui)

No início deste mês de novembro, quilombolas de cinco comunidades mineiras aprovaram os limites territoriais definidos nos relatórios antropológicos, em fase final de elaboração por empresas contratadas pelo Incra/MG por meio de pregão.

As comunidades que aprovaram os territórios reivindicados foram as de Inocêncio Pereira de Oliveira, Cercado e Pontal, ambas no município de Paracatu, no Noroeste de Minas; aprovaram ainda os membros da Vargem do Inhaí e Mata dos Crioulos, localizadas em Diamantina, na região do Jequitinhonha.

Durante as audiências aos quilombolas, foram explicados os procedimentos exigidos pela legislação em conformidade com a Constituição de 1988. O relatório antropológico é uma das peças que compõe o Relatório Técnico de Identificação e delimitação (RTID), documento essencial para a regularização fundiária de comunidades remanescentes de quilombos.

Vinte comunidades quilombolas tiveram seus relatórios antropológicos concluídos. Em Minas Gerais, há 194 comunidades com processos abertos para regularização fundiária.

Destas comunidades, nove RTIDs foram publicados no Diário Oficial da União. Duas comunidades tiveram decreto presidencial de desapropriação por interesse social expedidos e estão em fase de desintrusão (desapropriação e retirada dos não quilombolas) para posterior titulação. Outras nove comunidades estão com relatório antropológico em elaboração.

Infiltração destrói igreja do século 19 em Diamatina

Fonte: Jornal Estado de MInas (clique aqui)

Biribiri – A comerciante Maria da Conceição Melo Ferreira, de 57 anos, foi batizada, fez a primeira comunhão, foi crismada e assistiu, durante anos, às missas na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Biribiri, distrito a 12 quilômetros de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e a 290 quilômetros de Belo Horizonte. No entanto, há pelo menos dois anos não pode entrar no santuário que frequentou desde a infância. Isso porque a capela, construída no século 19 e que pertence à Fábrica de Tecidos Estamparia S.A., está fechada e deve passar por grande reforma.

Ontem, houve uma reunião entre representantes da empresa, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), e a arquiteta e urbanista responsável pelo projeto de restauro Rafaele Bogatzky, para discutir a situação do templo, que, desde o fim de 2012, tem seu lado direito sustentado por escoras de madeira, tanto na parte externa quanto na interna. Segundo a assessoria do Iepha, esse escoramento foi uma medida preventiva e que o órgão vem acompanhando de perto a situação, não só do santuário como de toda Biribiri, já que o vilarejo é tombado pelo patrimônio histórico.

“Mesmo a igreja sendo de propriedade da estamparia, e é ela a responsável por sua manutenção e conservação, nenhuma ação pode ser feita sem a nossa ciência. Há uns 30 anos foi feita uma reforma, não muito grande, bancada pela própria fábrica, e com o nosso apoio. Estamos de olho no que está acontecendo lá. Não há risco de a igreja cair”, diz assessor de imprensa do Instituto, Leandro Cardoso.

O jornalista acrescenta que após o encontro em Biribiri ficou decidido que o Iepha vai fazer uma nota técnica sobre o estado do santuário, com recomendações para o Ministério Público, que, por sua vez, vai definir e assinar com a estamparia e estabelecer um termo de ajustamento de conduta (TAC). “A partir desse termo, será estabelecido um cronograma, além de prazos para a revisão e execução de escoramento adicional, caso necessário, um diagnóstico estrutural, um desenvolvimento de um projeto executivo, entre outros pontos. A reunião foi ótima em vários aspectos e há todo o interesse de preservar esse importante lugar que é Biribiri e todo o seu conjunto arquitetônico.”

O diretor da Estamparia S.A., Álvaro Luiz Palhares, informa que o maior problema da edificação é o telhado e água da chuva afetou outras estruturas, sobretudo a parede. “Como as telhas e a madeira são muito antigas, houve goteiras e infiltrações. Por isso, a necessidade das escoras. E tudo foi feito com aval do Iepha. Mas não acredito que haja risco de ela desabar.” Ele também avaliou o encontro como positivo.

Tudo que havia dentro da Igreja do Sagrado Coração de Jesus – imagens de santos e outros objetos sacros, como castiçais, velas e bancos – levado para a sede da fábrica de tecidos em Diamantina, por questões de segurança, com exceção do órgão francês, que ainda não foi retirado porque exige mão de obra especializada. No início do ano, a empresa contratou a arquiteta e urbanista Rafaele Bogatzky para que elaborasse o projeto de restauro que seguisse todas as diretrizes do Iepha. “Tenho que seguir várias normas. É algo muito amplo e complexo”, destaca Rafaele, que deve entregar o projeto em breve.

Ela acrescenta que teve que fazer um levantamento completo da igreja e levantar informações que não são tão fáceis de conseguir, como documento de tombamento do imóvel, tombamento de Biribiri, fotos e dados sobre reformas anteriores. Por isso, a demora da conclusão da empreitada. “O principal problema da igreja é a estrutura da cobertura, que precisa ter o madeiramento substituído, assim como a troca de telhas. O precário estado de conservação da cobertura, com o rompimento do encontro de algumas peças de madeira, está sobrecarregando as paredes laterais, que ficam com a amarração comprometida. As rachaduras nas paredes permitem a infiltração de água de chuva, prejudicando o estado de conservação. O que será feito de imediato é um novo escoramento, o descarregamento do telhado e sua proteção com lona. Essa medida evitará sobrecarga na estrutura, até que as obras sejam iniciadas.”

Enquanto isso, moradores de Biribiri, como Conceição, seguem lamentando que o símbolo principal do bucólico lugarejo continue de portas fechadas. “As pessoas, as daqui e os turistas, têm um carinho todo especial com essa igreja. Se ela cair, Biribiri acaba. Ela representa todos aqui”, resume. Já o carpinteiro Nivaldo da Silva, de 46, contratado há dois anos para trabalhar na reforma do templo, mas até hoje só participou da colocação das escoras das paredes, não perde o hábito de fazer o sinal da cruz quando passa diante do santuário e não vê a hora de poder entrar nele novamente. “Teve uma chuva há duas semanas que destelhou várias casas. Um vento muito forte. A gente achou que a capela não resistiria. Mas Deus tem mantido essa igreja de pé. Ela é o cartão-postal desse lugar e temos que lutar por isso.”
Saiba mais

Estilo feito de pedras nobres
A igreja do Sagrado Coração de Jesus é de 1876, mesmo ano da fundação de Biribiri, mas seu sino data de 1888 e o relógio, doado pela família real, é de 1890. Biribiri foi construída para abrigar uma empresa de fiação e tecidos, que hoje é a Fábrica de Tecidos Estamparia S.A. O projeto do santuário é do arquiteto inglês John Rose que introduziu elementos ecléticos e optou pela verticalidade de elementos decorativos neogóticos, como as rosáceas da fachada. Segundo historiadores, a igreja foi construída “com as melhores pedras do solo diamantinense”. Quase em frente à entrada principal, encontra-se o túmulo do senador Joaquim Felício dos Santos (1822-1895), um dos autores do Código Civil que vigorou até 2003.

Clique aqui para ver reportagem completa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Diamantina sedia eleições do Crea-Minas

Todos os profissionais registrados e regulares no Conselho de Engenharia e Agronomia podem votar.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) vai eleger o seu presidente para a gestão 2015/2017 no dia 19 de novembro de 2014. Realizada a cada três anos, as eleições são também para a escolha dos representantes das Inspetorias e dos dirigentes dos Escritórios de Representação, localizadas em mais de 80 unidades de atendimento em todo o Estado. Diamantina será uma das cidades que vai sediar o pleito. As urnas serão instaladas na sede da Inspetoria do Crea-Minas – Rua do Bonfim, nº 81 - Bairro Centro, Diamantina.

A eleição ocorre por meio do voto direto dos profissionais da área da engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia. Para votar, o profissional deve estar registrado e regular no Sistema Confea/Crea. No dia da eleição ele precisa levar um documento de identificação com foto e se direcionar a sua unidade de votação. As relações dos locais e dos candidatos podem ser conferidas no site www.crea-mg.org.br/cer.

O Crea-Minas regulamenta e fiscaliza o exercício profissional, evitando a atuação de leigos, e possui registrados mais de 150 mil profissionais da área tecnológica. As eleições ocorrem nos Creas de todo o Brasil e também no Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), com sede em Brasília.  O eleitor também vai eleger as Diretorias Regionais das Caixas de Assistência dos Profissionais dos Creas, a Mútua.

Além das urnas obrigatórias, que estarão localizadas na sede do Crea-Minas,  em Belo Horizonte, Inspetorias ou Escritórios de Representação somando um total de 127, há uma previsão de aproximadamente 70 mesas facultativas que serão disponibilizadas em empresas, instituições de ensino e entidades de classe em todo o Estado. Essa ação é para facilitar o voto do profissional e, assim, permitir que um maior número de votantes possa participar do processo eleitoral. No dia da eleição, o Crea não terá atendimento ao público.

Mais informações pelo telefone (31) 3299-8841 ou pelo e-mail cer@crea-mg.org.br