quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O Segredo dos Diamantes, novo filme de Helvécio Ratton,explora o gênero de aventura no cinema brasileiro

 

Ângelo (Matheus Abreu) e seus pais viajam para a casa da avó do jovem (Manoelita Lustosa), no interior de Minas Gerais, mas no caminho sofrem um acidente de automóvel. Por mais que Ângelo não tenha tido qualquer ferimento, sua mãe (Dira Paes) machuca seriamente a perna e o pai entra em coma, devido a um traumatismo cerebral. Diante da situação, Ângelo fica na casa da avó. A grande notícia das redondezas é a descoberta de um pequeno baú cheio de moedas e um manuscrito com um enigma, supostamente deixado por um padre que, 200 anos antes, teria escondido um punhado de diamantes. Decidido a encontrá-los para pagar a cara cirurgia que seu pai precisa fazer, Ângelo conta com a ajuda de seus amigos, Julia (Rachel Pimentel) e Carlinhos (Alberto Gouvêa).

Clique aqui para saber mais.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Lançamento de livro na 19ª Edição do Café Literário

19º edição Cartaz 2 agosto 2014


O projeto de extensão Café Literário da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades (FIH) da UFVJM em parceria com o Museu do Diamante apresentam a sua 19ª edição, com o livro de poemas:
"O Corpo no Escuro", de Paulo Nunes
Lançamento do livro e bate papo com o poeta e músico, Paulo Nunes
Dia: 30/08/2014 (sábado)
Horário: 15h
Local: Museu do Diamante - Rua Direita, 14 - Centro - Diamantina/MG
Entrada GRATUITA!
Durante o evento haverá sorteio de livros e os participantes tem direito a coffee break e certificado.
O projeto Café Literário busca fomentar a leitura e a discussão de obras literárias de gênero narrativo na cidade de Diamantina e a formação de público leitor de literatura e acontece com parcerias entre diferentes setores da UFVJM e o Museu do Diamante, com apoio da Livraria Espaço B e do Bar Meio Tom.
Mais informações sobre o projeto no site:
http://www.ufvjm.edu.br/site/cafeliterario/

Processo Seletivo na Santa Casa de Caridade de Diamantia

A Santa Casa de Caridade de Diamantina  informa que está aberta a inscrição para o Processo Seletivo para classificação de Instrumentador Cirúrgico.

O edital pode ser acessado através do site www.santacasadediamantina.com.br ou na própria instituição.

Projeto Social do Rally dos Sertões atende população carente com uma grande novidade

Projeto S.A.S. Brasil (Saúde e Alegria nos Sertões), que promove ações de entretenimento e saúde junto às populações que vivem próximas às regiões que fazem parte do roteiro do Rally de Sertões, apresenta um container itinerante que servirá de suporte para todos os atendimentos

Enquanto as maiores feras de cross country nacional e internacional correm contra o tempo para superarem as sete etapas da 22ª edição do Rally dos Sertões, em um total de 2.679 km durante sete dias, partindo de Goiânia (GO) no dia 24 de agosto até Belo Horizonte (MG) no dia 30 de agosto, o projeto S.A.S. Brasil (Saúde e Alegria nos Sertões) – ação social apoiada pela Dunas Race (organizadora do rali), realiza em paralelo atendimentos, palestras e atividades de entretenimento em quatro cidades da região por onde a prova passa, sendo duas delas também sedes do rali.

Este ano, a população terá uma grande novidade: um container itinerante que possui uma estrutura para atender as famílias das cidades, com consultórios médicos, medicamentos e todos os equipamentos necessários, além de contar com uma tela de cinema para exibir filmes em 3D.

“Com essa estrutura conseguiremos poupar tempo de montagem e desmontagem das tendas, podendo oferecer maior período de atendimento e estrutura para a equipe e os beneficiados na ação”, enfatiza a médica Adriana Mallet, coordenadora geral do projeto.

A S.A.S. Brasil promoverá palestras com orientações para a saúde da mulher, doenças relacionadas à água e orientação para construção de cisternas, além de oficinas e entretenimento para as crianças, buscando melhorar a qualidade de vida das populações por onde o Sertões passa. “Acreditamos que capacitar pessoas para replicar conhecimentos e técnicas é tão importante como oferecer tecnologias prontas disponíveis. Por isso, nosso propósito é capacitar profissionais para a construção de cisternas, além de instalarmos filtros como medidas emergenciais às populações que não possuem acesso à água potável”, comenta a Dra. Mallet.

A ação conta com uma equipe médica qualificada de quatro profissionais, sendo três especialistas e uma enfermeira. A equipe focará na prevenção e distribuição de medicamentos e atenderá as cidades de acordo com as necessidades locais. “Em relação aos atendimentos, será realizada triagem de acuidade visual e auditiva, além de distribuição de vermífugos para as crianças. Entre os adultos, triaremos Hipertensão Arterial e Diabetes, oferecendo orientações específicas para cuidados de tais doenças”, completa a médica. No ano passado, o projeto atendeu cerca de 1500 pessoas em cinco das oito cidades que estavam no rali, com uma média de 300 pessoas atendidas por município.

O projeto, que percorre paralelamente a competição do maior evento off road do país, ajuda todo ano milhares de famílias carentes nas pequenas cidades por onde passa. A caravana da S.A.S. Brasil sairá de Campinas no dia 21 de agosto e terá em seu roteiro as cidades Lagoa Santa (GO), Goiânia (GO), Ipameri (GO), São Francisco (MG), Diamantina (MG) e chega junto com os competidores em Belo Horizonte (MG) no dia 30 de agosto.

O belo trabalho desenvolvido pela S.A.S Brasil também possui um canal para doações, com contribuições a partir de 15 reais: http://wings.catarse.me/pt/ sasbrasil2

Todas as ações ao longo do rali serão captadas em vídeos, fotos e entrevistas para uma futura exposição, livro fotográfico e documentário sobre o projeto.

Confira o cronograma da S.A.S. Brasil no Rally dos Sertões 2014:

21/08 – Saída de Campinas
22/08 – Lagoa Santa (GO)
23/08 – Participação do Prólogo em Goiânia
24/08 – Ipameri (GO)
26/08 – São Francisco (MG)
28/08 – Diamantina (MG)
30/08 – Chegada da equipe em Belo Horizonte
Para saber mais detalhes sobre o projeto, acesse:
www.sasbrasil.com.br

Acesse o Rally dos Sertões no Facebook:
http://facebook.com/ sertoesoficial
Siga o Sertões no Twitter:
www.twitter.com/sertoesoficial
YouTube - Canal Rally dos Sertões:
www.youtube.com/dunasrace

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Voz de Diamantina: um país descrente de seus homens públicos

Capa (57)

Eu já sou desses idosos que vivem sua última década. Com pouquíssimas chances, aliás, de que a vejam chegar ao seu último ano. Sou também do reduzido grupo de brasileiros obrigados a votar. E, mais ainda, componho o cada vez mais restrito e crédulo punhado de gente que teima em ir às urnas e lá depositar seu voto espontaneamente, apesar de já liberado desse múnus constitucional. Quase todos nós que alcançamos sete décadas de existência praticamos esse ato de cidadania porque fomos criados fiéis a outros valores e nos rendemos, desde cedo, à crença de que o voto - rebaixado a mero dever cívico - é a mais forte, autêntica e pacífica arma da democracia. Assim como o voto em branco e sua anulação se constituem no mais inconsequente aval aos políticos demagogos, de carreira, profissionais. Ou seja, quase todos eles.

À semelhança de grande parte dos brasileiros, nós também repudiamos a propaganda eleitoral gratuita. Do mesmo modo, nos revoltamos com a dinheirama gasta por empresas públicas e paraestatais na embusteira tentativa de endeusar falsos, megalômanos e perdulários patrões governamentais. O que, entretanto, nunca nos esmorece de exercer a prerrogativa cidadã de eleger vereadores, prefeitos, deputados, governadores, senadores e presidentes da República, a não ser que nos falte a saúde e se apaguem das nossas consciências os mais elementares fluxos de honradez e vitalidade.

Tais realidades me afloram à mente a poucos dias do início da propaganda eleitoral gratuita, em que minutos de exposição na mídia foram imoralmente comprados ou barganhados por cargos bem remunerados, nomeações em altos escalões num vergonhoso comércio de favores, de prestígio, de facilidades que tanto apequenam a nação.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 679, de 16 de agosto de 2014

Assinatura da Voz de Diamantina

Um presente que todo mundo gosta de ganhar

Por apenas R$ 180,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: (38) 3531-3129 e 8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com

Aline: (38) 8811-5707 /// Wandeil: (38) 8803-8957

*A partir da tarde das sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

BNDES apoia 21 projetos culturais até fevereiro de 2015

Fonte: EBC (clique aqui)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)  anunciou hoje (12) os 21 projetos culturais que receberão patrocínio da instituição a partir do mês que vem, até  fevereiro de 2015, dos quais oito são da área de cinema, sete de música, cinco de literatura e um de dança.

Segundo o BNDES, os 21 projetos “reforçam o compromisso da instituição com fomento e difusão da produção cultural brasileira, levando a cultura a todas as regiões do país”.

Na área de cinema, além de festivais tradicionais como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que está em sua 47ª edição, e o Festival do Rio de Janeiro, que o banco apoia desde 1999, serão patrocinados, entre outros, o Cine-fest Brasil-Canudos, no interior baiano, o Fest Cine Amazônia, realizado há mais de dez anos em Porto Velho (RO) e a 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).

No segmento de música, destacam-se entre os projetos contemplados o Festival de Música Antiga de Diamantina (MG); o Virtuosi 2014, em Olinda e Recife, além de João Pessoa; a Mostra Internacional de Música das Missões (RS); e o 6º Festival Nacional de Choro.

Para reforçar o apoio que dá ao segmento editorial brasileiro, o BNDES vai patrocinar pela primeira vez  a Nona Bienal do Livro do Ceará e a 60ª Feira do Livro de Porto Alegre. Também terão apoio da instituição o Fórum das Letras de Ouro Preto (MG); a Festa Literária das Periferias, no Rio de Janeiro; e a Primavera dos Livros, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador.

Na categoria dança, o BNDES apoiará pela primeira vez o projeto itinerante do Balé Teatro Guaíra, que completa 45 anos e percorrerá  seis cidades (Curitiba, Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Niterói e São Paulo). Os espetáculos terão, como convidadas, cinco companhias nacionais de dança.

APAE comemora 60 anos no Brasil

Construindo uma história de igualdade e de oportunidade para todos!

Apae Brasil: 60 Anos fazendo inclusão”.

A primeira APAE surgiu  em 11 de dezembro de 1954, no Rio Janeiro, fruto da iniciativa de Pais e Profissionais que se mobilizaram para reivindicar, para as pessoas com deficiência, uma cidadania plena, garantindo qualidade de vida, autonomia, atenção integral e integrada em todo o ciclo da vida e inclusão social. 

Estão instaladas “APAES” em cerca de 2.100 municípios brasileiros, com atendimento em média a 125mil Pessoas com Deficiência Intelectual /Múltipla, que funcionam na condição de mantenedoras e orientadoras de projetos e ações em diversas áreas, como: Defesa de direitos; Trabalho em Comunidade; Promoção da saúde para o envelhecimento saudável; Apoio à Família; Apoio à Inclusão Escolar; Escola Especial; Inclusão no trabalho; Autogestão e Autodefensoria.

Todos os anos, cumprindo a Agenda da Federação Nacional das APAES, comemoram-se a “SEMANA DA PESSOA COM DEFICIENCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA”,  e a APAE- Diamantina, apesar das dificuldades que vem enfrentando para sua manutenção vem se esforçando para cumprir este programa que será realizado do dia  17 a 23 de agosto/2014. E, com a parceria da Sociedade, será possível realizar o Evento em nossa cidade com a colaboração dos Amigos dos Excepcionais, a quem registramos antecipadamente os nossos mais sinceros agradecimentos.

  “SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIENCIA INTELECTUAL /MÚLTIPLA-2014“

                                                       P R O G R A M A Ç Ã O

Dia                                        Evento                                           Patrocinadores

17-      Domingo           “ Missa –Abertura”                               Seminário Sagrado Cor.Jesus-10:00h

18- Segunda Passeio/Almoço(C.Magalhães)“ClubeVaqueiro”- Mães/comunidade (08:00h as 15:00h)

19-   Terça-        Passeio/Almoço (Hotel Ribeirão Pedras)         Rosana Coelho (08:00h as 15:00h)

20- Quarta        Baile “APAEXONADO” Diamante Pálace Hotel/ Funcionários da APAE

21- Quinta      Passeio/Almoço “FOGÃO A LENHA”                Proprietário João Luiz Ribeiro Silva,   

22- Sexta         Almoço e Churrasco “Clube AABB”                Renato Eulalio e Amigos

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Marco do cinema infantojuvenil, "A dança dos bonecos" completa 30 anos

Fonte: Diário do Pernanbuco (clique aqui)

Diamantina, fevereiro de 1984. O diretor mineiro Helvécio Ratton estava passando o carnaval na terra de Juscelino Kubitschek e Chica da Silva e ficou encantado não só com a folia, mas com a região. E sobretudo com um lugarejo: Biribiri. “Aquela cidadezinha abandonada parecia um cenário. Fiquei com aquilo na cabeça e me veio a ideia de escrever um roteiro para um filme. Imaginava uma trupe chegando e uma coisa foi puxando a outra”, lembra o cineasta.

Nascia ali um dos mais originais e premiados filmes infantis do cinema brasileiro: A dança dos bonecos, que conta a história de três bonecos que ganham vida e começam a dançar depois de banhados com as águas de uma cachoeira encantada por Iara (Divana Brandão), a entidade protetora dos rios e dos lagos. Mas o perverso Mr. Kapa (Wilson Grey) quer roubar os bonecos de sua dona, a menina Ritinha (Cíntia Vieira), para ganhar dinheiro com eles.

Faltando dois anos para A dança dos bonecos completar três décadas de lançamento, Ratton faz uma viagem no tempo e adianta que tem o desejo de lançar o filme em DVD para celebrar a data. “A cópia original está em São Paulo e precisa de restauração. O longa chegou a ser lançado em vídeo pela Globo Filmes, mas esgotou. O produtor está correndo atrás disso, para transformá-lo em DVD. Muita gente me cobra. A dança dos bonecos marcou uma geração que está na faixa dos 30, 35 anos. Fiquei sabendo outro dia que é um dos campeões de pirataria no Rio de Janeiro e é vendido em vários lugares no mercado negro da cidade”, conta o diretor.

Voltando à gênese do filme, assim que Helvécio Ratton deixou o velho Tijuco e retornou a Belo Horizonte, a produção foi tomando corpo. O cineasta queria um carro que se transformasse em palco ambulante. Entrou em contato com o músico e colecionador de veículos antigos Pacífico Mascarenhas e conseguiu um caminhão Ford 1936, que praticamente se tornou um dos personagens. O caminhãozinho, que, inclusive, chegou a participar de outra produção cinematográfica de Ratton – Pequenas histórias –, hoje pertence à Cia. Fiorini, grupo de teatro mambembe que roda Minas Gerais apresentando seus espetáculos.

Quando finalizou o roteiro de 142 páginas, que teve a colaboração de Tairone Feitosa e Ângela Santoro, Ratton procurou Álvaro Apocalypse, fundador do Grupo Giramundo, pessoa que ele sempre admirou. O trabalho foi um desafio em vários sentidos, já que o artista plástico e diretor de teatro de bonecos nunca havia tido uma experiência com o cinema. “Se fosse hoje, a gente teria uma infinidade de recursos à nossa disposição. Naquela época, tivemos que nos virar. No teatro, que era o espaço onde o Giramundo estava acostumado, você poder ver os fios. Mas no cinema não dá. Se isso acontecer, perde muito a graça, a magia. Então, utilizávamos uma série de recursos para a manipulação. O Álvaro ia ensinando e mostrando onde o manipulador poderia estar sem ser visto. Ele fez todo o storyboard (croquis das cenas), e eu segui algumas coisas”, conta.

Um dos atuais diretores do Giramundo, Marcos Malafaia comenta que o processo de criação dos três bonecos – Bubu, Totoca e Tiziu, este inspirado no cantor e compositor Milton Nascimento – foi um dos mais longos e meticulosos da história do grupo e que exigiu muito de seus profissionais. Ele afirma que, para se adequar às exigências da câmera de cinema, novidade para a companhia na época, foram utilizadas técnicas inovadoras na confecção e na manipulação dos bonecos. “Foram criadas várias versões de Bubu, Totoca e Tiziu: com o corpo inteiro, só a cabeça, só o tronco e a cabeça, justamente para que os manipuladores os utilizassem de várias maneiras e para que eles se ajustassem às demandas das câmeras. Foi um trabalho que exigiu muito de toda a equipe do Giramundo. O cinema requer um tipo de dedicação muito grande, intenso e contínuo”, explica Malafaia.
Baú dos ossos

Feitos de madeira e resina e com os mecanismos mais avançados disponíveis, os bonecos podiam virar a cabeça e mexer olhos e pálpebras, por exemplo. Como eles só foram utilizados para o filme, nunca foram restaurados e estão deteriorados pela ação do tempo. Atualmente, encontram-se numa pequena sala do Museu Giramundo, chamada “baú dos ossos”. “Essa intenção do Ratton de querer lançar o filme em DVD nos motiva a restaurar os bonecos, que têm uma história muito importante não só para o Giramundo, mas para a cultura de uma maneira geral. Se tudo correr bem, quando A dança dos bonecos completar 30 anos, em 2016, eles vão estar ‘novos’ e disponíveis para visitação”, garante Marcos Malafaia.

Outra decisão fundamental para o sucesso da produção foi a escolha de Wilson Grey para interpretar Mr. Kapa. Helvécio Ratton o queria muito no seu filme e, naquele período, o ator era considerado um dos profissionais com o maior número de atuações no cinema mundial. “Era uma figura emblemática. Uma das minhas lembranças mais carinhosas foi a solidariedade do Grey. Mesmo com todas as dificuldades, inclusive financeiras, porque foi um filme feito com poucos recursos e muita imaginação, ele nunca reclamou de nada. Era uma pessoa fantástica”, destaca o cineasta.

O convívio com o elenco e toda a equipe de produção, seja em Diamantina e Biribiri – onde passaram três meses –, seja em Sabará e Belo Horizonte, foi inesquecível. O elenco era formado por Kimura Schettino (Geleia, assistente de Mr. Kapa), Cláudia Gimenez (Almerinda), Rogério Falabella (Vitorino) e a menina Cíntia Vieira, de 9 anos (Ritinha), selecionada depois de passar em testes com centenas de crianças. “Foi o primeiro e único papel dela. A Cíntia hoje é professora de literatura e não seguiu a carreira artística. Tivemos outros profissionais muito talentosos participando, como o fotógrafo Fernando Duarte, Walter Carvalho, que fez a câmera, e Nivaldo Ornelas, na trilha sonora”, cita Ratton

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Voz de Diamantina: Diamantina desdenha justos e devidos momnumentos

Capa (11)

Apesar de elevada a Patrimônio Cultural da Humanidade, Diamantina não pode gabar-se de erigir e, muito menos, de preservar monumentos. Quem não se lembra do busto de Francisco Sá entronizado em artístico pedestal na Praça do Bonfim? Que é feito dele? Ninguém talvez saiba. Nem o ex-prefeito Gustavo que, pessimamente assessorado pelo Programa Monumenta e pelo Iphan, retirou-o de sua nobre posição, jogou-o, de qualquer maneira, no adro da Cadeia Velha e por lá o deixou jazer como desprezível resto monumental de quem trouxe para Diamantina o ramal da EFCB, para contrariedade do Serro e de outras cidades da região. Mesmo que localizado n’algum monturo, será difícil remontá-lo, pois cada peça de sua excelente cantaria tem lugar certo para se encaixar.

Ao citar essa criminosa dilapidação da memória local, veio-me à lembrança Raymundo Cyrillo. Ele mesmo, que alguns prefeitos, irritados com a lucidez de sua visão, chamavam de desocupado. Pois bem... Ao ler um texto de minha autoria sobre os tempos do tropeiro, cujo final conclamava Diamantina a erguer um monumento a esse intrépido desbravador das Gerais, Raymundo perguntou-me se não seria tão ou mais justo prestar a mesma homenagem ao garimpeiro, protagonista dos 300 anos da história econômica de Diamantina. Respondi-lhe que sim, sem titubear. Que fez então o misto de piloto, fotógrafo e bom diamantinense? Com dois pequenos brilhantes e algumas gramas de ouro ganhas de seus amigos Geraldo Coelho e Zulmiro Ribas, mandou fazer um par de brincos que sorteou rapidamente e, com o resultado, encomendou a Petit Georges um monumento ao garimpeiro. O artista plástico de apelido francês, mas argentino da gema, cuja trajetória pode ser lida em artigo publicado na página 05 desta edição, pôs mãos às obras em sua virtuosa procura de ligar o aleatório ao racional, como ele próprio sintetiza seu trabalho.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 678, de 09 de agosto de 2014

Assinatura da Voz de Diamantina

Um presente que todo mundo gosta de ganhar

Por apenas R$ 180,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: (38) 3531-3129 e 8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com

Aline: (38) 8811-5707 /// Wandeil: (38) 8803-8957

*A partir da tarde das sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Quadro fora da moldura

Fonte: Jornal Hoje em Dia (clique aqui)

A negra Chica da Silva figura como umas personagens mais folclóricas da História do Brasil. Há histórias sobre seus feitos e sua influência na Inconfidência Mineira e também sobre sua relação com o português João Fernandes.

Chica é a inspiração para a exposição “Estampoemas – Os Filhos de Chica da Silva”, de Elisa Grossi, que expõe seu trabalho a partir desta terça, no Centro de Arte Popular da Cemig. “Ela era uma espécie de princesa de contos de fada para mim”, revela a artista. “Eu vivi em Diamantina e lá a gente ouvia toda sorte de histórias. Eu, como gostava muito dela, dava ouvidos apenas para as histórias boas”, completa.

“Estampoemas” são poemas para vestir. O trabalho de Grossi consiste na fusão de artes plásticas e moda – ou como ela mesma diz: “ artes da indumentária”. Ao longo de dez anos ela vem desenvolvendo um estilo minucioso que – através da influência de sua personagem preferida – une várias influências. “Meu trabalho tem traços da cultura negra, portuguesa e outras culturas europeias”, detalha.

As peças trazem textos bordados, desenhos e impressos, texturas e riqueza de manufaturas como os estandartes do século XVIII expostos em ambientes fechados e abertos, e procissões cujo principal objetivo era levar informação aos colonos. “Minha ideia é fazer quadros que estejam fora da moldura, que sejam móveis”, acrescenta ela.

Completando a cenografia, quadros de Elisa Grossi terão detalhes reproduzidos a partir das indumentárias, junto à poética de artistas como Fernando Pessoa, Chico Buarque e Caetano Veloso. Uma das peças exposta foi feita por alunos de Grossi, em um ciclo de oficinas que aconteceram na semana passada. “Eu me surpreendi demais com o desenvolvimento deles”, afirma.

Agenda

O quê. “Estampoemas – Os Filhos de Chico da Silva”

Quando. Desta terça até 31 de agosto

Onde. Centro de Arte Popular da Cemig (rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes)

Quanto. Entrada franca

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Turista solidário: um viajante que interage com o destino

Fonte: Jornal Dia Dia (clique aqui)

Eles desejam mais do que contemplar belos cenários e consumir mercadorias. Para estes turistas, tão essencial quanto conhecer o destino é vivenciar a rotina do local

Um novo grupo de turistas tem sido visto desbravando destinos pouco conhecidos em busca de interação com o meio ambiente e envolvimento com a população. Trata-se de um turista solidário, símbolo de uma nova geração de viajantes participativos, que prefere se hospedar na casa de moradores e participar das atividades da comunidade.

Para estes viajantes, tão essencial quanto conhecer o destino é vivenciar a rotina do local. “Eles veem no turismo uma oportunidade de obter experiências que vão além do consumo e da contemplação de cenários”, diz Rafael Fortunato, coordenador de Turismo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Esse novo viajante, segundo ele, em geral jovem e das mais variadas classes sociais, cresceu influenciado pela força do movimento socioambiental e se vê como um agente de mudanças.

São pessoas como a médica residente Helena Taveira, de 26 anos, que após se engajar em um trabalho acadêmico em vilarejos pobres de Minas Gerais, já foi quatro vezes ao Vale do Jequitinhonha falar sobre doenças sexualmente transmissíveis e métodos contraceptivos. “Aprendi a considerar o paciente além de suas queixas, conhecer de perto o outro e respeitar ainda mais o ser humano”, afirma.

A interação também beneficia as comunidades. A dona de casa Nacibe, de 69 anos, hospeda em sua casa turistas interessados em experimentar a vida rural e a rotina de trabalhadores locais que se apoiam em trabalhos manuais para sobreviver. Ela vive em Mendanha, um distrito da cidade de Diamantina, que tem como vocação histórica a extração de pedras preciosas. “Já pude aprender um pouco de francês com uma estudante da França que passou quatro meses aqui. Tenho contato com os viajantes, eles sempre voltam depois”.

Ainda não há um grande número de passeios estruturados para este público nas agências de viagem, segundo Leonel Rossi, vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV). “Alguns roteiros, no entanto, já têm como propósito a interação mais profunda com o destino”, afirma. De acordo com a entidade, há uma tendência de os pacotes incluírem passeios que tenham como atrativo a solidariedade.

Há 15 anos uma operadora de turismo de Minas Gerais leva turistas ao vilarejo de Capivari, local conhecido pelos atrativos naturais e a prática do turismo sustentável. Desde então, apoiados pela agência, os viajantes passaram a voltar para Capivari uma vez por ano para doar à população seu tempo, trabalho e talento. "Formamos o grupo Amigos de Capivari, com mais de 500 colaboradores. Hoje atendemos demandas de saúde, educação e entretenimento da comunidade, inclusive com implementação da rede de abastecimento de água potável", diz a proprietária da empresa, Cirlene Soares.

Entre os programas do Ministério do Turismo voltados para a responsabilidade social e sustentabilidade estão o Passaporte Verde, que sugere destinos que motivam o viajante a interagir de modo sustentável quando viaja, e o Talentos do Brasil Rural, que estimula o turismo em comunidades e cooperativas rurais. Em comum, eles têm o apoio a ações que promovem o desenvolvimento local, a qualificação profissional, valorizando a comunidade, gerando emprego e renda.

Sexta Clássica no Teatro Santa Izabel

Nesta sexta-feira: Concerto com a Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina.

Especial 80 anos ACID/CDL

Um piano pela estrada

Fonte: Programação Cultural em Diamantina (clique aqui)

sábado, 2 de agosto de 2014

O maior cachaceiro do mundo

Olhar local: Iniciativa visa resgatar 80 anos da memória da tipografia e do jornalismo mineiro

Fonte: Jornal Hoje em Dia (clique aqui)

Olhar local: Iniciativa visa resgatar 80 anos da memória da tipografia e do jornalismo mineiroA libertação de Paris do domínio nazista desencadeia uma reação popular de júbilo em Diamantina. A carreira política de JK – bem como seus hábitos notívagos – é acompanhada em seus mínimos detalhes. Já a publicidade – por meio de ilustrações – aponta para uma fonte de estudos de variedades dos costumes e hábitos de consumo daquela época.

Esses fatos, que já fazem parte da história mundial e brasileira, estiveram sob o olhar vigilante de “O Pão de Santo Antônio”, jornal fundado em 1906 e sucedido, após a década de 1930, pelo “Voz de Diamantina”. Pois bem, cerca de 4 mil exemplares desses jornais tipográficos, impressos por esse método até 1990, passam, agora, por um processo de restauração, já em sua fase final.

Professora do curso de Conservação-Restauração da UFMG, Ana Utsch lembra que, além da importância dos jornais, relativa ao modo de produção tipográfica, o acervo tem uma relevância grande exatamente pelo fato de ser uma fonte da história do século 20 no Brasil e no mundo com a dimensão do olhar local. “Por exemplo: recentemente, identificamos, em um exemplar da década de 1940, uma exaltação que aconteceu em Diamantina para comemorar a retomada de Paris e a resistência francesa, e há uma narrativa descritiva com personagens. E todo o percurso político de Juscelino Kubitschek pode ser também identificado nesses jornais, desde o início de sua carreira política, na qual é apresentado quase sempre como um herói”.

Até anedotas da vida íntima de JK são encontradas nos exemplares, como o seu hábito de “não dormir”, explica Ana Utsch, que reforça a necessidade de conservação desse material histórico. “O projeto nasceu do desejo de conservar, restaurar preservar e divulgar um acervo relativo ao patrimônio gráfico de Diamantina que foi constituído através de longa atividade editorial com o nascimento do jornal ‘Pão de Santo Antônio’, criado pela associação Pão de Santo Antônio, em 1906, e impresso em tipografia até 1990”. De 1906 a 1933, o jornal circulou com o nome de “Pão de Santo Antônio”, mas sua edição foi interrompida e, quando voltou às bancas, como já dito, adotou o nome de “Voz de Diamantina”.

Em 2015, o Museu da Casa do Pão de Santo Antônio

O projeto de resgate é ambicioso: todo o acervo documental já foi totalmente digitalizado e vai se transformar numa espécie de biblioteca eletrônica, podendo ser consultada em qualquer lugar do mundo.

Não só. “Todo o material tipográfico está passando por um processo de restauração, os equipamentos remanescentes do jornal como prelo de provas, cavaletes com títulos para composição tipográfica, uma grande máquina impressora do século 19”.

Responsável pela coordenação de equipe de restauradores, designers, historiadores e museógrafos, Ana Utsch ressalta também que será criado um “museu ativo”: o Museu da Casa do Pão de Santo Antônio, previsto para o início do ano que vem. Nele, será produzido um jornal de memória dedicado à imprensa tipográfica e a temas específicos da história do jornalismo de Minas Gerais e do Brasil.

O jornal “Voz de Diamantina” circula aos sábados, é impresso em gráfica moderna – e mantém cativa uma legião de leitores. Caso de José Walter da Silva, assinante do jornal há mais de 40 anos. “O principal (motivo) é ajudar a instituição. Mas o interessante é que é uma voz local, que traz as coisas pitorescas da região”, diz o aposentado, 81 anos, assíduo leitor das crônicas do Quincas. Vale lembrar que a associação Pão de Santo Antônio, proprietária do jornal, mantém um asilo.

Editor do jornal há 14 anos, Joaquim Ribeiro Barbosa diz que a preocupação é abastecer o semanário com notícias da cidade e da região. “E também ter um senso crítico sobre a administração da cidade, principalmente por ser um patrimônio cultural da humanidade”, reforça Barbosa, 72 anos.