sábado, 4 de julho de 2015

Programa de Fernando Gabeira em Diamantina aborda as Sibilas

Clique aqui para ver a chamada do programa no canal Globo News.

O programa vai ao ar neste domingo (05/07), às 18h30.




Chica da Silva pode ser exumada

Fonte: O Tempo (clique aqui)
Uma equipe forense deverá fazer a exumação dos corpos de Chica da Silva – escrava alforriada que viveu em Diamantina, no Alto Jequitinhonha, no século XVIII – e do parceiro dela, o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira. O processo depende de formalização na Justiça, mas a Irmandade São Francisco de Assis, onde Chica foi sepultada, já autorizou o procedimento, que faz parte do documentário científico “A Rainha das Américas: a verdadeira história de Chica da Silva”. O objetivo é descobrir altura, peso e outros dados do histórico casal. Ambos serão reconstruídos em holograma, e Chica ganhará estátua na cidade.


O longa tem previsão de lançamento para 2017 e será dirigido por Zezé Motta, que interpretou a personalidade em filme dirigido por Cacá Diegues. “Queremos (fazer a exumação) no dia da morte de Chica, 15 de fevereiro, mas a data ainda não está certa”, informou, por e-mail, Rosi Young – roteirista brasileira radicada nos Estados Unidos e uma das produtoras do filme.

O líder do projeto, o antropólogo forense Anthony Falsetti, deve visitar Diamantina em novembro. O especialista, que trabalhou na equipe de exumação da princesa russa Anastásia Romanov, terá ao seu lado a neozelandesa Ann Horsburgh – responsável por analisar o DNA do ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln.

Expectativa. “O processo terá início, de fato, a partir da vinda da equipe (a Diamantina)”, diz o secretário municipal de Cultura, Walter Cardoso França Junior. Ele disse que alunos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri acompanharão a exumação e destacou a importância do processo para a cidade.

“Todos vão ficar muito entusiasmados com isso. Reativar a história de Chica da Silva com o documentário e a construção da estátua será mais um atrativo turístico da cidade”. 

História. Francisca da Silva de Oliveira nasceu em Serro, no Alto Jequitinhonha, em 1732. Ela viveu no Arraial do Tijuco, atual Diamantina, por quase toda a vida. Em 1754, a escrava foi alforriada pelo contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira, com quem viveu por 16 anos e teve 13 filhos. Chica morreu em 1796.

Pioneirismo. A união de Chica e João é considerada a primeira relação inter-racial aceita pela sociedade no Brasil.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Diamantina: PF tenta coibir extração ilegal de pedras preciosas

As águas escuras e o processo erosivo no curso do rio Jequitinhonha expõem um problema que há anos segue sem solução em Minas: a extração clandestina de pedras preciosas. Em Diamantina, no Alto Jequitinhonha, a atividade que deu origem ao município ainda atrai centenas de familiares de garimpeiros que herdaram a tradição, desempregados em busca de um ‘ganha-pão’ e também gente que vem de fora com o sonho de riqueza. Mas a caça ao diamante envolve um esquema muito maior, com participação de empresários e também de estrangeiros no comércio internacional de minerais.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Exposição fotográfica no Teatro Santa Izabel

Documentação histórica da Santa Casa de Diamantina – MG: conteúdo e estado de conservação

Clique aqui para ler o artigo completo (inglês)

Introdução: os documentos históricos encontrados nos arquivos contribuem sobremaneira para a preservação da memória histórica e para a produção de conhecimentos. Objetivo: descrever a documentação histórica da área da saúde da Santa Casa do município de Diamantina-MG, em relação ao conteúdo e estado de conservação. Métodos: trata-se de estudo descritivo, histórico-social, realizado no arquivo da Santa Casa de Diamantina-MG. Após autorização do hospital em estudo, procedeu-se à análise da documentação, no período de março a agosto de 2013. Analisou-se a ata da fundação, datada de 1790, e os livros de registro de pacientes nos anos de 1875 e 1904. Resultados: destacou-se, em relação à documentação da ata de 1790, o conteúdo que diz respeito à fundação da instituição hospitalar e sua má-conservação. Quanto à documentação referente a 1875, destacou-se o tipo de registro dos pacientes, incluindo cor, temperamento, condição, diagnóstico e tratamento, apresentando bom estado de conservação. A documentação do ano de 1904 refere dados como estado civil e moléstias, além daqueles registrados em 1875, e apresenta-se extremamente bem conservada. Conclusão: o conteúdo dessa documentação é de interesse histórico para a área da saúde e necessita de restauração. 

Conselho Cultural convida para eleição de novos membros


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Conheça os cursos técnicos e superiores para o Câmpus Diamantina apresentados na 2ª Audiência Pública

Fonte: IFNMG (clique aqui)
A comunidade de Diamantina e região conheceu na noite desta sexta-feira (26/06) durante a 2a audiência pública do IFNMG - Câmpus Diamantina os cursos técnicos e superiores que estão previstos para serem ofertados na nova unidade do Instituto. Moradores da cidade e representantes de prefeituras da região, de movimentos sociais e culturais e de instituições diversas participaram do evento e expressaram satisfação e agradecimento com os cursos escolhidos e com a maneira aberta e democrática em que o Câmpus realizou a escolha.
Durante a abertura da solenidade, realizada no Anfiteatro do Câmpus I da UFVJM, o reitor substituto do IFNMG, professor Edmilson Tadeu Cassani parabenizou a equipe do Câmpus e o envolvimento da comunidade e salientou que a reitoria continuará a dar todo apoio às ações e propostas da unidade e está se empenhando ao máximo com os procedimentos legais para o início da construção do câmpus.
Também fizeram parte da mesa de abertura da solenidade o diretor-geral do IFNMG – Câmpus Diamantina, professor Júnio Jáber, a secretária municipal de educação, Márcia Claudino, o reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Pedro Ângelo Almeida Abreu, o superintendente regional de ensino de Diamantina, Leonardo Soares e o prefeito de Itamarandiba e vice-presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Alto Jequitinhonha (AMAJE), Erildo Gomes. Todos ressaltaram a importância do Câmpus Diamantina para o desenvolvimento da região.
Cursos escolhidos
Os cursos que deverão ser ofertados pelo Câmpus Diamantina foram escolhidos a partir de visitas técnicas e reuniões setorias realizadas pela equipe do Câmpus e, principalmente, do questionário online que ficou disponível durante cinco meses e recebeu mais de 3 mil participações. Os cursos que irão fazer parte do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do IFNMG e o Plano de Desenvolvimento do Câmpus Diamantina 2015-2020 são os técnicos em Informática, Biotecnologia, Meio Ambiente, Artes Dramáticas, Eletromecânica e Edificações. Os cursos superiores são Gastronomia e Arquitetura e Urbanismo. A apresentação dos Planos, dos critérios e dos cursos foi realizada pelo diretor-geral do Câmpus Diamantina, professor Júnio Jáber.
Os cursos estão previstos para serem iniciados entre 2016 e 2018. O curso técnico em Informática já começará a primeira turma em agosto deste ano, e inclusive alguns alunos aprovados no processo seletivo compareceram à audiência pública.
Para escolha dos cursos nesses eixos foram aplicados uma série de critérios como:
1. Colaborar com o fortalecimento/desenvolvimento dos arranjos produtivos sociais, econômicos e culturais, locais e regionais, consolidados ou em vias de consolidação;
2. Preferencialmente não ser um curso que poderia ser ofertado por outras instituições de ensino ou outras modalidades de ensino, como a educação a distância ou Pronatec;
3. Estar de acordo com o perfil e porte do câmpus;
4. Evitar cursos ofertados no município ou regiões circunvizinhas;
5. Cursos alinhados com a parceria estabelecida entre o IFNMG e o ParTec/UFVJM;
6. Evitar cursos ofertados no município por outras instituições de ensino;
7. Cursos alinhados com as reuniões setoriais;
8. Estar entre os cursos mais votados no questionário on-line.

Cursos indicados para serem ofertados presencialmente no Câmpus Diamantina
Cursos Técnicos
Informática
Biotecnologia
Meio Ambiente
Artes Dramáticas
Eletromecânica
Edificações
Eixos Tecnológicos: Informação e Comunicação; Ambiente e Saúde; Produção Cultural e Design; Controle e Processos Industriais e Infraestrutura.
Cursos Superiores
Gastronomia
Arquitetura e Urbanismo
Eixos Tecnológicos: Hospitalidade e Lazer; Ciências Socialmente Aplicáveis.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Iniciada operação de resgate da região do Rio Jequitinhonha

Fonte: Semad (clique aqui)
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a Polícia Ambiental realizaram ontem (22/06) operação de fiscalização da região conhecida como Garimpo da Areinha, próximo à cidade de Diamantina.

Um total de 12 pessoas, que faziam o garimpo ilegal de diamantes, foram presas. Esse foi apenas o início do processo que visa à solução da degradação do Rio Jequitinhonha, que se estende há anos, devido à exploração desenfreada da área. 

Desde 2012, a Semad vem recebendo denúncias da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) sobre crimes e atividades minerárias irregulares na região denominada. 

A partir das denúncias, a Diretoria de Meio Ambiente e Trânsito da Polícia Militar (DMAT/PMMG) levantou uma série de informações sobre a real situação do Garimpo da Areinha.

O primeiro dado, e também o mais preocupante, é que hoje existem cerca de 1.500 pessoas exercendo, ilegalmente, a atividade de garimpo, gerando uma situação de grave degradação ambiental, entre elas, a abertura de vias de acesso às margens do Rio Jequitinhonha. 

O Rio Jequitinhonha é de grande importância para a região, além de ser de preservação permanente, conforme inciso IV, art. 5º da Lei 15.082/04: “são rios de preservação permanente: o rio Jequitinhonha e seus afluentes, no trecho entre a nascente e a confluência com o rio Tabatinga”.


Arquivo Sisema
Jequitinhonha
Rio Jequitinhonha sofre com a atividade garimpeira descontrolada 

Atividades antrópicas desenvolvidas - mineração, garimpo e desmatamento para fins agropastoris - no alto curso do Jequitinhonha e em alguns de seus afluentes, têm causado, ao longo dos anos, consequências danosas ao meio ambiente, com alteração no ciclo hidrológico da região, além do assoreamento do curso de água. 

Isso vem prejudicando as atividades econômicas desenvolvidas na região, como agricultura - com destaque para a cafeicultura; a pecuária de corte e de leite; o garimpo de pedras coradas e cristal e o reflorestamento com eucalipto para produção de madeira e carvão, causando sérios problemas socioeconômicos para a população. 

Outro fator que desperta ainda mais a preocupação da Semad é a existência de equipamentos e maquinários, que sugerem a ampliação da atividade. 

Por se tratar de uma atividade irregular e envolver crimes de responsabilidades variadas, federal e estadual, a Subsecretaria de Controle e Fiscalização Ambiental Integrada (SUCFIS) pretende se reunir, nas próximas semanas, com diversos órgãos estaduais e federais, para desenvolver projetos de fiscalização e regularização da atividade garimpeira, sendo que esta poderá ser desenvolvida somente na área do Jequitinhonha não considerada de preservação permanente. 

Entre os órgãos convocados estão o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o Ministério Público Federal (MPF), o Exército Brasileiro, a Polícia Federal (PF), a Receita Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Ministério Público Estadual (MPE), o Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF). 

A intenção é coibir a degradação ambiental do Jequitinhonha; identificar os infratores ambientais e aplicar as penalidades administrativas e criminais cabíveis e mitigar as atividades de mineração irregular. 

É importante destacar que existe um plano de recuperação da região, desenvolvido pela Mineração Rio Novo, empresa titular do direito minerário, que já iniciou o plantio de mudas nas áreas degradadas. 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O gênero Paepalanthus Mart. (Eriocaulaceae) no Parque Estadual do Biribiri, Diamantina, Minas Gerais, Brasil

Clique aqui para ler o artigo completo,

Paepalanthus Mart. (Eriocaulaceae) conta atualmente com cerca de 400 espécies, distribuídas principalmente nas Américas Central e do Sul, com centro de diversidade localizado na Cadeia do Espinhaço, em Minas Gerais e Bahia. É o gênero de Eriocaulaceae mais complexo do ponto de vista taxonômico e a carência de estudos florísticos dificulta o aprimoramento de sua circunscrição. Nesse contexto, foi efetuado o levantamento de Paepalanthus do Parque Estadual do Biribiri, que está inserido no Planalto de Diamantina, Minas Gerais. O gênero está representado no Parque por 33 espécies. É apresentada uma chave de identificação, descrições e ilustrações, bem como comentários sobre morfologia, habitat, distribuição geográfica e fenologia.



terça-feira, 23 de junho de 2015

Pelotão do Corpo de Bombeiros de Diamantina agora é Companhia


Fonte: Prefeitura de Diamantina (clique aqui)
Atendendo pedido do Prefeito Paulo Célio feito pelo ofício PMD/GAB 136, em 22 de julho 2013, para que fosse criado um Batalhão do Corpo de Bombeiros em Diamantina, ou, se não fosse possível, a elevação de categoria do pelotão existente, o Comando Corpo de Bombeiros elevou o pelotão de Diamantina à condição de Companhia. A mudança passou a vigorar no dia primeiro de junho.

Com a elevação de categoria o 3º Pelotão de Diamantina que era subordinado à 2ª Companhia de Montes Claros passou à condição de 1º Pelotão da 3ª Companhia de Diamantina, que também será responsável pelos pelotões de Pirapora, Curvelo e futuramente Capelinha. Isso significa que a unidade coordenará questões administrativas e relatórios que serão encaminhados para o Batalhão em Montes Claros.

A 3ª Companhia contará com uma área de atuação em 46 municípios, sendo 28 municípios na área de atuação do 1º Pelotão em Diamantina; 07 municípios na área de atuação do 2º Pelotão em Pirapora e 11 municípios da área de atuação do 3º Pelotão em Curvelo.

“Essa é uma grande conquista para Diamantina, que ganha mais autonomia e efetivo para cuidar do seu patrimônio arquitetônico e reservas ambientais”, comemora o prefeito Paulo Célio.

Operação da PM encontra 12 suspeitos em garimpo ilegal em Diamantina

Fonte: R7 (clique aqui)
Doze pessoas foram detidas por extração ilegal de diamantes em Areinha, uma área conhecida pelo garimpo ilegal perto de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. A Polícia Militar chegou aos suspeitos na tarde desta terça-feira (23). 
Além da extração ilegal de pedras preciosas, os suspeitos devem ser autuados por desmatamento, já que foi constatada a destruição de trecho de mata na cabeceira do rio Jequitinhonha. 
Segundo o comando da Companhia de Meio Ambiente e Trânsito de Diamantina, a relação dos materiais apreendidos será divulgada na noite desta terça-feira (23).
Área de proteção
Areinha é uma área de proteção ambiental que foi fechada por uma mineradora e invadida por garimpeiros há quase dez anos. O trecho é difícil acesso e os trabalhadores ilegais desenvolveram uma rede de comunicação para acelerar a retirada dos materiais de sucção do rio quando policiais se aproximam.  

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Leia nesta semana na Voz de Diamantina



Não poucas vezes, este editor tem posto em relevo o notável número de instituições centenárias que este velho e associativo burgo tem o privilégio de sediar. Muito orgulhoso, é claro, de o Pão de Santo Antônio figurar - há quase 114 anos - neste longevo e raro grupo. Ao qual pertence também, e com pouca diferença de idade, o jornalzinho criado pelo benemérito José Neves com o nome de Pão de Santo Antônio e, anos depois, rebatizado de Voz de Diamantina. Neste momento magno para a imprensa diamantinense, quando a velha oficina tipográfica em que rodou, sob dois títulos, um só e inconfundível jornal - de 1906 a 1990 - é inaugurada como o museu tipográfico único do gênero no Brasil e dos poucos existentes no mundo, me vêm à lembrança trechos de homilias que algumas vezes escutei em missas na pequena e despojada capela cuja torre se alevanta graciosamente em meio às treze casinhas que compõem o mais antigo asilo de Diamantina. Filantropia - esta era a palavra, ou melhor, a virtude, que o pregador enaltecia em suas prédicas em épocas marcantes da velha instituição. Com que simplicidade ele explicava que o pomposo termo era muito pobre para exprimir o amor e a dedicação ao próximo, como grande parte das pessoas entende ou dele se apossa imodestamente. Para ser virtude, ele deveria entrelaçar-se, confundir-se, encarnar a prática da caridade, da misericórdia, do altruísmo em favor dos mais necessitados, pregava o celebrante.

Por que trazer à baila uma palavra tão propalada e, quanta vez, desacompanhada dos atributos que não lhe poderiam faltar? Primeiramente, pela simples razão de que o Museu Tipografia Pão de Santo Antônio só existe por ter sido criado umbilicalmente ligado à caridade e à misericórdia, uma vez que profundamente irmanado à missão de manter um asilo de pobres e desamparados. O acervo de milhares de edições, agora organizadas e digitalizadas, conta esta bela história a quem desejar conhecê-la no recém-inaugurado museu; basta compulsar eletronicamente seu restaurado arquivo. Quando também se tomará consciência das dificuldades da instituição para manter o asilo e o jornal sem nenhuma ajuda oficial. Não contasse com a generosidade do diamantinense - articulistas, leitores, assinantes e anunciantes - o jornalzinho do Pão de Santo Antônio não teria ultrapassado um século de circulação e de defesa da cidade e de sua gente. Mais reconhecimento, pois, se deve ao valente, abnegado e benemérito Zezé Neves e a todos os que ombrearam com ele e deram sequência à sua missão filantrópica.


Parte do editorial da Voz de Diamantina, edição 723, de 20/06/2015


Assinatura da Voz de Diamantina

Um presente que todo mundo gosta de ganhar

Por apenas R$ 200,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: (38) 3531-3129 e 8824-3584 - vozdediamantina@gmail.com

Aline: (38) 8811-5707


*A partir da tarde das sextas-feiras, o jornal Voz de Diamantina pode ser adquirido nos seguintes locais: Banca de Geraldinho, Canastra Diamantina e Livraria Espaço B

Memórias que não devem ser esquecidas

PAPÉIS DE FOGUETES, FORNO DE CALDEIRA, FERRO VELHO, 
OCULTAÇÃO DE JUSTOS FATOS, ETC...


Fundado pelos Padres Lazaristas de Diamantina, iniciado no século XIX, o acervo Bibliográfico da Biblioteca da Chácara das Missões, uma das mais antigas e valorizadas do Brasil, foi queimado como papel de foguete (fogos de artifício)...

Felizmente, com o envolvimento de pessoas e profissionais que se dedicaram ao assunto, os Jornais antigos da “Voz de Diamantina”, foram salvos, não virando papéis para o forno da caldeira da fábrica de tecidos “Antonina Duarte” e o maquinário da tipografia que seria entregue para ferro velho, como foi anunciado por um vigário daquela época, hoje, tornaram-se a “Memória do Pão de Santo Antônio”.
Naqueles dias, providencialmente, dois Guias das “Oficinas de Oração e Vida” chegaram ofegantes até a casa da Coordenadora das Oficinas, Escritora e Pesquisadora, D. Conceição Duarte, após a missa da Capela do Pão de Santo Antônio, onde escutaram o anúncio do que se planejava fazer com o material bibliográfico e maquinário do Jornal da “Voz de Diamantina”...
A minha pessoa, sensibilizada contactou - se imediatamente com o professor de História Antônio Carlos Fernandes (In memoriam) e a Diretora, Silvia Regina Porto da Rocha, da FAFIDIA, e lhes anunciou o provável desfazimento. Por quê?...

    Os Fatos se desenrolaram da seguinte maneira:

1 – A FAFÍDIA fez uma parceria com o Pão de Santo Antônio, presidido na época pelo senhor Walter Alves Baracho.
2 – O Projeto para salvar o acervo antigo foi apenas iniciado, sendo elaborado um pequeno museu de História do Jornal.
3 – Em novembro de 2.004, a Diretora da FAFEID procurou os historiadores, Antônio Carlos Fernandes (In Memoriam) e Wander Conceição, para confeccionar o livro da História da Universidade.
4 – Naquele momento, a professora Mireile, da FAFEID procurou a direção do Pão de Santo Antônio para saber da possibilidade do jornal ser utilizado como fonte de pesquisa. Recebeu, porém, a notícia de que o acervo estava deteriorando e todo embolado nos móveis e  prateleiras, já em estado quase falimentar.
5 – Terminando o livro, ao final de 2006, a Diretora solicitou ao Wander que ficasse mais um tempo, contratado pela Universidade, porque havia adquirido material específico para ajudar a salvar aquele conjunto de bens patrimoniais do Pão de Santo Antônio.  Foi feito outro Projeto na gestão de Jason Nonato Caldeira Rocha.
6 – A senhora Mireile contratou a  estagiária bolsista Alcione da Espírito Santo  Machado Tibães, que, juntamente com Wander Conceição, iniciaram o trabalho de salvar o acervo a partir de janeiro de 2006.
]
7 – Foram manuseados em torno de 6.000 exemplares, que estavam impregnados de terra vermelha, pois ainda, no tempo do Monsenhor Walter Almeida, caiu o telhado e paredes do cômodo que abrigava as obras, tudo foi molhado pela chuva.
8 – Os periódicos  estavam em péssimo estado, todo mofado, envolto em teias de aranha, bosta de rato, cheio de traças e com baratas nos móveis. 
9 – Durante um ano e meio, os dois profissionais separaram os jornais, sanearam exemplar por exemplar e os acondicionaram em ordem cronológica.
10 – Ao final do trabalho, a Direção da Universidade foi trocada e não houve condições de finalizar os serviços de digitação.
11 – Somente por ter sido realizado este trabalho minucioso é que hoje, a UFMG reuniu condições de realizar a tarefa atual  de “Memória do Pão de Santo Antônio, por sinal Maravilhoso.
O U T R O S :
- Também, alguns documentos, fotos, equipamentos, etc. desapareceram da “Santa Casa de Caridade”, de Diamantina MG e dizem não saber para  onde  foram... 
Será que foram para o “ferro velho”?... Tivemos notícias de que pias foram transformadas em coxos para alimento de animais... Será?...
Porque querem acabar com o passado?... “O Antigo se harmoniza com o Moderno e o Moderno se abraça fraternamente com o Antigo”! (Lahma/Doutor).
E o que dizer da Essência dos Estatutos dessa “Casa Santa”, Relíquia de Diamantina, Patrimônio de nossa Comunidade, que é bi – secular? 
E outras alterações,... os outros desaparecimentos, que não dão para escrever no momento...! 
Precisa-se de Respeito e a Genuína Transparência nos assuntos e nas ações! E as Verdadeiras MEMÓRIAS, perduram para sempre, nas mentes Esclarecidas...!

Autora: Maria da Conceição Duarte Tibães. Pesquisadora, Escritora, Historiadora de Diamantina  e Divulgadora da Ciência Médica  Quântica Milenar,  que deseja ver, como muitas outras pessoas dignas, sua Terra Natal Suave, Produtiva e Feliz!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

UFVJM sediará Simpósio Mineiro de Fisioterapia Aquática

A UFVJM sediará o “III Simpósio Mineiro de Fisioterapia Aquática”, que acontecerá nos dia 25 e 26 de Setembro de 2015, na cidade de Diamantina-MG.

O Departamento de Fisioterapia e a Comissão Organizadora do evento informam que os interessados já podem ter acesso ao site do evento (http://sgea.ufvjm.edu.br/fisioterapiaaquatica) e fazer o cadastro inicial.

O Simpósio já desponta como o maior evento da Fisioterapia Aquática ocorrido em MG e tem como missão propiciar aos participantes o contato direto com produções científicas e práticas objetivas na piscina com profissionais experientes além de congregar a comunidade acadêmica (discentes e docentes) para uma evolução sustentável desta especialidade da Fisioterapia e do ensino da Fisioterapia Aquática nas universidades. Já temos confirmação da participação de representantes docentes de várias universidades federais do estado: UFJF, UFTM, UFU e UNIFAL.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Livraria Diamantinense Cultural promove debate sobre política



Debate sobre o livro "Revolucionários" e a atual conjuntura política no Brasil com a participação de:

Marquinhos Lemos = Prefeito de Carbonita-MG
Marconi Vianna = Jornalista e apresentador Painel Livre
Geraldo Dias = Jornalista e Editor Portal do Vale
Emerson César = Escritor e autor do blog Dragão Urbano

Entrada franca com direito a sorteio de livros e certificado!