sábado, 19 de abril de 2014

Jornal Nacional: Sibilas retornam às encenações da Semana Santa em Diamantina

Fonte: Jornal Nacional ( clique aqui para ver o vídeo)

As celebrações da Semana Santa em Diamantina, Minas Gerais, retomaram este ano um ritual inspirado em profetizas da antiguidade.

É coisa rara encontrar alguém que se lembre das personagens Frígia, Líbica e Délfica. As três fazem parte de um grupo de mulheres pagãs que viveu na antiguidade. Tinham o dom de prever o futuro e eram conhecidas como sibilas. 

“Os oráculos das sibilas se referiam a futuros coletivos, de guerras, de vitórias, de derrotas”, explica Maria Cláudia Magnani, professora de história.

Ninguém sabe ao certo por que, mas a ligação das profetizas com Diamantina é muito antiga. Quatro delas aparecem nas pinturas do teto de uma capela, que é do Século XVIII. Para a Igreja, essa história tem tudo a ver com a Semana Santa, já que as sibilas previram com detalhes tudo o que viria a acontecer com um dos personagens mais famosos do mundo.

De agora em diante as sibilas têm lugar garantido nas encenações da Semana Santa. 

“A gente tem avó com os netos vendo a procissão juntos, relembrando as histórias”, diz uma fiel.

“É mais um atrativo para uma cidade que é patrimônio da humanidade”, declara outra fiel.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Encontro de Imagens de Diamantina

Teatro Municipal Santa Izabel convida realizadores audiovisuais da região a exibirem seus trabalhos em uma mostra de curtas-metragens a ser realizada em Diamantina de 30/05 a 1º/06.

Inscrições de 28 de março a 02 de maio.

[Informações: http://curtadiamantina.wordpress.com/

Cartaz

Voz de Diamantina: o andar titubeante da Vesperata

Capa 1 (1) Passam-se os anos, substituem-se maestros, músicos se aposentam e chuvas ameaçam desabar sem que as vesperatas percam sua mágica e inimitável atração. Desde sua criação, na última década do século passado, este singular espetáculo diamantinense que ressurgiu e turbinou a campanha para a outorga do título de Patrimônio Cultural da Humanidade a este velho e altaneiro burgo, quanta água passou debaixo da ponte. Quanta modificação para o aperfeiçoamento deste sensacional evento. Desde a necessária, incompreendida e combatida cerca de fita em torno das mesas e a limitação de seu número para garantir o mínimo de conforto e de segurança para o público pagante; o acompanhamento de visitantes até as cadeiras por eles adquiridas; a proibição de vendedores ambulantes, principalmente menores e pedintes entre a assistência; o aumento de suas apresentações para duas vezes no mês, e uma série de outros pequenos, mas importantes cuidados para melhorar e preservar a maior e mais concorrida atração turística-cultural de Diamantina.

Apesar do magnetismo que a vesperata exerce sobre viajantes de pequeno curso ou conhecedores do mundo inteiro, volta e meia leio na internet ou escuto, por acaso, críticas à sua maneira de ser apresentada. Alguns a acusam de excludente, por não ser franqueada ao diamantinense, sob o argumento de que elas são realizadas em praça pública e ninguém pode coibir ou dificultar o ir e vir das pessoas e, muito menos, cobrar qualquer importância de quem deseja escutá-las confortavelmente acomodado. Há também os que reclamam de seu repertório de músicas, ora o tachando de muito erudito, ora de muito popular e, quase sempre, censurando-o por não ser composto só de partituras de compositores diamantinenses. Sem falar de algumas aves raras que tentam achincalhá-la com o apelido de ‘besterata’, revelando a própria e cultivada insensibilidade, ao mesmo tempo em que talvez pensem que esse desprezo por um bem tão apreciado lhes trará alguma notoriedade.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 662, de 19 de abril de 2014

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Edital de Convocação da Santa Casa de Caridade de Diamantia

EDITAL DE CONVOCAÇÃO (2)

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quinze artistas interpretam os passos da paixão de Cristo no Teatro Santa Izabel

Diamantina na vanguarda dos órgãos musicais barrocos

Bombeiros de Diamantina ministram palestra para funcionários de escola infantil

Bombeiros do 3º Pelotão de Diamantina ministraram um Curso de Combate a Princípio de Incêndio para 18 (dezoito) funcionários da Escola Infantil Acalanto nos dias 11 e 12 de abril com carga horária de 11 horas/aulas, em conformidade com a Resolução n. 469 de 09/07/2012 do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

O objetivo do curso é propiciar à comunidade, conhecimentos para a atuação em princípios de incêndio, com vistas a debelar ou minimizar os danos materiais e a preservar a incolumidade das pessoas. Os funcionários da escola passam a contar com conhecimentos que proporcionarão aos alunos mais segurança, dando maior ênfase na prevenção de acidentes domésticos.

Sére da TV Brasil mostra viagens de Burle Marx

Fonte: EBC (clique aqui) 

A TV Brasil estreou no dia 9 de abril, quarta-feira, às 23h, a série Expedições Burle Marx. Com quatro episódios, de 26 minutos cada, dirigidos pelo cineasta João Vargas, é uma parceria entre a TV Brasil e as produtoras Camisa Listrada e Atelier de Cinema. Os quatro episódios - Coleção, Paisagista, Botânico e Ambientalista – mostram não só o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba (RJ), que abriga uma das maiores coleções de plantas vivas do planeta, mas também o processo de criação de Burle Marx, as suas descobertas e obras mais importantes, além da preocupação com a preservação do meio ambiente, da flora e da fauna brasileiras.

A série dá luz ao trabalho e ao legado de Roberto Burle Marx para o paisagismo contemporâneo. Durante mais de três décadas, Burle Marx, junto a sua equipe de arquitetos, botânicos e paisagistas, percorreu vários pontos do Brasil em busca de plantas com potencial ornamental e que pudessem ser utilizadas em jardins e parques do Brasil. Eram viagens pelo cerrado, pela mata atlântica, pela caatinga, pela Amazônia e pelo Pantanal. A série vai relembrar algumas das viagens e revisitar locais, como Angra dos Reis, Teresópolis e Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Minas Gerais, Espírito Santo e Amazonas não ficaram de fora e terão, por exemplo, Pedra Azul, Diamantina, Serra do Cipó, Bonito e Pancas na lista de locais revisitados.

Clique aqui para saber mais.

Grupo de Seresta de Diamantina

 

 

GRUPO DE SERESTA:Violão: Sandoval Alves, Raimundo Proença e José L. Figueiredo Cavaquinho: José Raimundo Reis -- Clarineta: Hamilton Pereira, Flauta: Boanerges Meira -- Vozes: Yonne Lopes, Fabiano Pimenta,Terezinha Lopes, Antônio Leite, Jarina Mandacaru, Danilo Faria, Juracy Baracho, Jayme de Moraes, Maria Lúcia de Azevedo, José Maria Bacelar e Geralda Nascimento -- Direção: Yonne Lopes e Crisantino Dionísio Gomes -- Supervisão: Serafim de Melo Jardim
Solista: Fabiano Pimenta


VARRER-TE DA MEMÓRIA
(Domínio Público)
Eu varrer-te da memória nunca, nunca!
Eu deixar de te amar, nunca farei!
São saudades e paixões que as consomem
Faz lembrar, compartilhar do meu sofrer!
Desprezar-te, meu amor, nunca farei!
Luto, sim, lutarei até morrer!
Ainda mesmo depois de morto quero amar-te
Só minh'alma poderá te convencer.
Se tu dormes, eu velo e choro a sorte.
Se tu sonhas. Eu só penso em meu penar.
Se não me amas, eu te amo até a morte
Se tu gozas, eu não sei o que é gozar

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Vila 'fantasma' tombada em MG ganha novos moradores

Fonte: Pedro ÂngeloDo G1 MG, em Diamantina (clique aqui)

Local onde funcionava indústria têxtil foi erguido em 1876 em Diamantina. Vendas dos imóveis de Biribiri não estão de acordo com normas, diz MP.

Vista aérea da Vila do Biribiri, em 1946, quando a fábrica ainda funcionava. (Foto: Acervo/Iepha)O primeiro som ao passar pelo portão da antiga indústria têxtil é o da nascente de água que brota da pedra. Ao se aproximar um pouco mais da Vila do Biribiri, a cerca de 10 quilômetros de Diamantina (MG), é possível escutar o ruído de um maquinário. São alguns homens trabalhando na reforma da parte interna de casas do vilarejo que ainda é considerado “fantasma”.

Com cerca de 30 moradias, uma igreja, uma escola e um clube desativados, o local – tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) em 1998 – atualmente possui uma população que não passa de cinco pessoas; mas não por muito tempo. Os imóveis da vila estão à venda.

A luz de lá [Biribiri] era produzida lá, a luz da fábrica aqui da sede [em Diamantina] vinha de lá. E o lugar é muito bonito, realmente. Teve seu auge”, diz o secretário, referindo-se ao período anterior a 1972, quando a fábrica foi desativada. Desde aquele ano, a população da vila teve um acentuado processo de declínio, até o momento em que só restaram poucos moradores.

Adilson Costa é um deles. Funcionário da Estamparia S/A, empresa proprietária do vilarejo, ele é o zelador do local. Aos 36 anos, Costa compartilha o sossego com a esposa, a filha, o cachorro vira-lata e outras duas pessoas que moram por lá. “Nós ‘esconde’ (sic) aqui nesse fim de mundo”, revela em frente a sua casa, pintada de branco e azul, como todas as outras da vila.

Um dos vizinhos da família de Adilson é o Raimundo Geraldo Souza, mais conhecido como “Raimundo sem braço”, nome dado também ao restaurante que funciona em Biribiri há quatro anos. “A comida que eu mais vendo aqui hoje é o frango ao molho pardo. Já é tradição”, orgulha-se.

Vila à venda

Material de construção em frente a um dos imóveis em Biribiri. (Foto: Pedro Ângelo/G1)Em pouco tempo, Adilson vai ganhar novos vizinhos e o restaurante de Raimundo, mais clientes. Em 2013, os imóveis da vila foram colocados à venda. Segundo o corretor responsável, Roosewelt Gonçalves, mais da metade das casas foram vendidas, e os compradores já fazem algumas adaptações.

O antigo pensionato, fechado há 41 anos, vai dar lugar a um grande hotel com mais de 50 quartos. Uma loja de artesanato vai ser montada no local onde funcionava uma barbearia. Além da igreja e do clube, que devem passar por uma reforma em breve, há também uma pousada que já está em funcionamento. E existe um projeto para transformar a fábrica desativada em um museu.

Álvaro Diniz, gerente da Estamparia S/A, garante que tudo está sendo feito de acordo com as normas estabelecidas pelo Iepha. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), entretanto, não enxerga da mesma forma. No último mês, o órgão expediu uma recomendação à empresa para que a Vila do Biribiri seja preservada, e que as modificações ou construções sejam suspensas.

“Estavam sendo planejadas alterações exteriores, por exemplo, derrubada de muros, emenda de casas, ampliações de construções, o que poderia descaracterizar o projeto arquitetônico, que é a razão do tombamento”, diz ao G1 o coordenador das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente das Bacias dos Rios Jequitinhonha e Mucuri, Felipe Faria de Oliveira.

De acordo com o promotor, as vendas também estão sendo feitas de modo irregular. “A propriedade, o registro no cartório, conforme manda a legislação, está impedida por questões legais. Neste momento, a área não é desmembrada em unidades autônomas, individuais. Existem pendências no registro do imóvel. Atualmente, não é possível a pessoa fazer a compra da propriedade de cada uma daquelas casas. Ele está adquirindo só a posse, o direito de fazer o uso”, afirma.

Sobre as vendas, Álvaro Diniz diz que o contrato cita o tombamento da vila, e que a mesma só poderá sofrer modificações com a autorização do Iepha. Ele explica ainda que o morador que adquirir uma casa em Biribiri terá que seguir um regulamento de convivência, com uma série de obrigações.

O Iepha, por sua vez, informou que, em agosto de 2013, recebeu os primeiros projetos isolados de reforma. Segundo o instituto, as análises foram suspensas e os novos responsáveis pelas casas, notificados, para que as obras iniciadas sem autorização do órgão fossem paralisadas.

Ainda de acordo com o Iepha, foi solicitada para análise a elaboração de um projeto de urbanização, tendo em vista que o bem tombado é um conjunto arquitetônico-paisagístico, e não somente casas isoladas. Na última quinta-feira (3), o G1 visitou a Vila do Biribiri e observou que algumas casas passavam por reformas na parte interna.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Programação da Semana do Teatro Santa Izabel

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Voz de Diamantina: Segurança Pública, obrigação do Estado, direito e dever de todos

Capa (1) Mais uma vez o diamantinense demonstrou grande preocupação com a segurança pública. E nem é para menos. Lá se foi o tempo em que podíamos gabar-nos de morar numa cidade pacata, ordeira e segura. Os males das metrópoles estão chegando a este velho e tranquilo burgo numa velocidade e intensidade alarmantes. Daí a explicação para que o auditório do 3º BPM recebesse tantas autoridades e representantes de instituições públicas e privadas para participar da 1ª Audiência Pública da Comarca de Diamantina, sob o tema Segurança Pública, Obrigação do Estado, Direito e Dever de Todos.

Apesar do crescimento da criminalidade, Diamantina é uma cidade privilegiada em termos de corporações e entidades integradas e sempre em busca de entrosamento, de planejamento, de ações sincronizadas e, principalmente, complementares. Assim é que a realização desta 1ª Audiência Pública não se limitou ao chamamento da Comissão de Segurança Pública da Comarca de Diamantina, mas do Conselho da Comunidade, do Poder Judiciário, do Ministério Público, das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, do Condsep, da 12ª Subseção da OAB/MG, da Suapi, da Apac e de vários outros grupos e associações atentas ao bem estar da população e ao desenvolvimento da cidade e da região.

Ao ressaltar a segurança pública como responsabilidade de todos, o 1º tenente Fábio José Teixeira Lopes, comandante da 36ª Cia da Polícia Militar, nada mais fez do que deixar muito claro que Diamantina deverá preocupar-se em investir não apenas em aumentos de contingente militar e repressão enérgica, mas também e, na mesma medida, em educação, estrutura familiar, saúde, cultura, esportes e em esforços contínuos para abrandar as sequelas do crescimento desordenado.

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 661, de 12 de abril de 2014.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Série de shows celebra riqueza cultural do Vale em Belo Horizonte

14 ARTISTAS CELEBRAM MEIO SÉCULO DE RIQUEZA CULTURAL DO INTERIOR MINEIRO, DIAS 12 E 13 DE ABRIL NO MINASCENTRO

Série de shows comemora 30 anos do histórico “As Onhas do Jequi”, que projetou a cultura do Jequitinhonha nacionalmente, e os 20 anos de carreira de Pereira da Viola

Belo Horizonte revive em abril um momento histórico de reconhecimento da riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha, trinta anos depois: o show “As Onhas do Jequi”, responsável por projetar estadual e nacionalmente a cultura de uma região, até então, lembrada apenas pelos baixos indicadores sociais.

A celebração reúne no mesmo palco, no Minascentro, no dia 12 de abril, todos os artistas que participaram do show original, realizado em 1984 no Grande Teatro do Palácio das Artes. O reencontro de Paulinho Pedra Azul, Tadeu Franco, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeira, Frei Chico, Lira Marques, Gonzaga Medeiros e Tadeu Martins marca um momento de grande efervescência na produção cultural da região – simbolizado pela participação do Coral Vozes das Veredas, de Veredinha, representante da nova geração de talentos do Jequitinhonha.

Um segundo show, no domingo, 13 de abril, estreita as relações e ilustra as afinidades entre o Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri: em comemoração aos seus vinte anos de carreira, o violeiro Pereira da Viola recebe no palco do Minascentro a cantora Titane, o violeiro Wilson Dias, o cantor e compositor Josino Medina e o flautista Célio Sene para o show “Incelente Maravilha”.

As apresentações serão gravadas e darão origem a dois DVDs, como parte do projeto Quando o Jequitinhonha Canta e Dança. O evento é realizado pelo Valemais - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha e conta com o patrocínio da Petrobras.

Iniciado em fevereiro passado com o seminário “Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural”, em Araçuaí, o evento reuniu representantes de 42 cidades e de 78 entidades representativas em torno da estruturação de uma rede de cooperação cultural na região. Para selar o pacto, os participantes do seminário consolidaram os objetivos do grupo num documento batizado de Carta de Araçuaí.

As ações do projeto se completam, em maio, com uma exposição de fotografias de Vilmar Oliveira que recupera momentos marcantes dos últimos 30 anos da arte do Jequitinhonha, uma mostra de gravuras e quadros da artista plástica Marina Jardim e obras de artesãos da região.

Abaixo, a biografia resumida de cada uma das 14 atrações:

AS ONHAS DO JEQUI - 30 ANOS

Frei Chico

Holandês de nascimento, radicado no Brasil desde 1967, o frade franciscano devotou sua vida à religião e à cultura popular do Vale do Jequitinhonha, onde viveu por dez anos. Em três décadas de pesquisas, publicou sete livros e inúmeros artigos sobre os dois temas, com destaque para o “Dicionário da Religiosidade Popular”, um compêndio de 1.150 páginas lançado em 2013 pela editora Nossa Cultura, fruto de quatro décadas de pesquisas. Violonista, foi co-fundador (com Lira Marques) do coral Trovadores do Vale.

religiosidadepopular.uaivip.com.br

Gonzaga Medeiros

Poeta, contador de causos e declamador popular, Gonzaga Medeiros nasceu em Fronteira dos Vales, na divisa dos vales do Mucuri e Jequitinhonha. Foi um dos organizadores do Festival da Canção de Águas Formosas (de 1975 a 1977) e um dos apoiadores do Festivale - Festival de Cultura Popular do Jequitinhonha. Em 2013, lançou o CD “As Onhas do Jequí”, com 14 canções de sua autoria, parcerias e participações de Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Maurício Tizumba, Pereira da Viola, Wilson Dias, Carlos Farias, Saldanha Rolim, Tau Brasil, Lucinho Cruz e Marcela Veiga.

facebook.com/gonzaga.medeiros.1

Lira Marques

Artesã reconhecida, cofundadora (junto de Frei Chico, em 1970) do Coral Trovadores do Vale, Lira Marques é um ícone da cultura do Jequitinhonha. Há pelo menos quatro décadas dedica-se a uma intensa e extensa pesquisa, que daria origem a 250 fitas com cantigas de roda, cantigas de ninar, cantos de pedir esmola, cantos de beira-mar, cantos sobre a educação da criança, cantos de ofício e registros variados de sabedoria cotidiana (seja para remédios naturais ou rezas), no vasto universo da cultura popular.

acasa.org.br/autor/maria-lira-marques-borges

blog.onhas.com/lira-marques

Paulinho Pedra Azul

Com 22 discos, 15 livros de poesia e um diário lançados, o cantor, compositor, pintor e desenhista comemora três décadas de carreira solo com o CD “Paulinho Pedra Azul – 30 anos”. Do início na vida artística, na década de 60, como membro do conjunto The Giants (cantando Beatles e Jovem Guarda em bailes, matinês e festas), aos dias atuais, Paulinho soma 500 mil discos e 100 mil livros vendidos.

facebook.com/paulinho.pedraazul

Rubinho do Vale

Da estreia em disco em 1982, com “Tropeiro de Cantigas”, até os dias de hoje, o cantor e compositor acumula outros sete discos “adultos” e mais oito voltados para o público infantil – um veio que explora desde 1990, tanto em carreira solo como em parceria com a musicista Cláudia Duarte. “Estrada”, seu trabalho mais recente, coroa três décadas de grande reconhecimento, com direito a títulos honoríficos e numerosas vitórias em festivais da canção.

facebook.com/rubinho.dovale

www.rubinhodovale.com.br

Saulo Laranjeira

Ator, cantor, apresentador, compositor e humorista, Saulo Laranjeira destaca-se pela maestria de criar personagens legítimos, interpretar com personalidade belas canções e encantar o público com poemas e causos. Um incansável fomentador da cultura popular, é idealizador do programa de televisão “Arrumação” (Rede Minas) e do projeto “Caravana Arrumação”. Para 2014, prepara também uma turnê nacional com Elomar Figueira Mello e Rolando Boldrin.

facebook.com/saulo.laranjeira.9

Tadeu Franco

Natural de Itaobim, o cantor e compositor ganhou notoriedade nos anos 80, a partir da gravação (com a cantora Simone) da canção “Comunhão” para o disco “Missa dos Quilombos”, de Milton Nascimento. Em 1985, defendeu a canção “João Rosa”, de Nivaldo Ornelas e Murilo Antunes, no Festival dos Festivais, da Rede Globo. Suas composições foram gravadas por artistas como Sá e Guarabyra, Beto Guedes, Pena Branca e Xavantinho e Paulinho Pedra Azul.

facebook.com/tadeu.franco

Tadeu Martins

Escritor, cordelista e contador de causos, Tadeu Martins é um dos criadores do Festivale - Festival de Cultura Popular do Jequitinhonha, que em 2013 completou sua 30ª edição. Tem no currículo o CD de causos e poesias “Causos, Cordas e Cordéis”, textos de sua autoria em coletâneas de poesia como “Jequitinhonha - Antologia Poética I” e “Jequitinhonha - Antologia Poética II” e os livros de causos “Jogando Conversa Fora” e “Minas Gerais em Versos e Outras Prosas”.

facebook.com/tadeumartins.soares

Vozes das Veredas

Composto por 23 jovens entre 12 e 23 anos, o grupo regido por Tadeu Oliveira se dedica à coleta e registro do cancioneiro tradicional do Vale do Jequitinhonha, recolhido junto a familiares e moradores de comunidades rurais. Com 13 anos de existência e apresentações para plateias de até 10 mil pessoas, o coral tem no currículo o CD “Um Canto Novo Num Cantinho do Vale”, lançado em 2005.

facebook.com/pages/Coral-Vozes-das-Veredas/199362046758084

myspace.com/coralvozesdasveredas

INCELENTE MARAVILHA - 20 ANOS

Pereira da Viola

Cantor, compositor e violeiro, Pereira da Viola nasceu na Comunidade Quilombola de São Julião, distrito de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Filho de pai sanfoneiro e mãe cantora de Folia de Reis e cantigas de roda, conserva em sua carreira as características marcantes da sua gente. Com cinco CDs autorais na carreira, coleciona participações em trabalhos coletivos expressivos no universo da viola, como “Violeiros do Brasil”, “Viva Viola”, “Viola Brasileira em Concerto”, “Carnaviola” e “Pote”, desdobrados em livro, CD ou DVD. O show “Incelente Maravilha” dará origem ao seu primeiro DVD solo.

facebook.com/pereiradaviolaoficial

soundcloud.com/lapa-cultural

Titane

Com seis discos lançados em três décadas, em uma carreira diversificada e de acentuado primor estético, Titane encanta pela simplicidade, o carisma e a admirável presença cênica. De timbre personalíssimo, alternando-se entre a obra de talentos emergentes ou artistas de renome nacional, é associada tanto à Vanguarda Paulista como à música regional ou à experimentação. Titane maneja referências da cultura popular, em especial o congado mineiro, de uma perspectiva contemporânea. Seu trabalho busca as interfaces da música com o corpo, em estreito diálogo com as artes cênicas.

facebook.com/oficialtitane

www.titane.com.br

Wilson Dias

Cantor, compositor e violeiro nascido em Olhos D’Água, Wilson Dias trouxe para a arte as benéficas influências da vida em comunidade, da cultura e da arte popular, em suas manifestações religiosas ou profanas. Um dos 12 violeiros escolhidos como destaque para representar os mais de 400 violeiros e violeiras do Festival Voa Viola, estampa em sua discografia oito álbuns em 17 anos carreira, com destaque para “Picuá”, de 2007, indicado ao Prêmio Tim de Música Brasileira. Seus trabalhos mais recentes em disco são “Viva Viola - Viva a Cantoria” e “Lume”, ambos de 2013.

facebook.com/wilson.diasvioleiro

www.wilsondias.com.br

Josino Medina

Poeta, cantador, compositor, instrumentista e arte-educador natural de Carlos Chagas, Josino Medina inicia sua trajetória musical com os festivais de música, na década de 1980, no Vale do Mucuri. Ainda nesta fase, inicia a parceria com Pereira da Viola, pesquisando a cultura popular, compondo e se apresentando em vários espaços e festivais. Um dos criadores do grupo Embaixadores da Lua, nos anos 90, é autor de trilhas para espetáculos teatrais e dedica-se a musicar poemas de autores como o educador e poeta Carlos Rodrigues Brandão e a poeta gaúcha Sônia Anja.

facebook.com/Josino-Medina/187180844680344?fref=ts

Célio Sene

Flautista e compositor, professor de flauta transversal e teoria musical, Célio Sene é natural de Borborema, no interior paulista. Participou das gravações dos discos “Viola Ética” e “Akpalô”, de Pereira da Viola. Integrante do Coral AABB-SP desde 1993, tem acompanhado o violeiro de São Julião em apresentações em shows e programas televisivos como “Viola, Minha Viola”, “Ensaio”, “Sr. Brasil” (todos na TV Cultura), “Célia e Celma” (Canal Rural) e “Gente Nossa” (Canal do Boi).

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PARA SABER MAIS

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SERVIÇO

O QUÊ:? Projeto Quando o Jequitinhonha Canta e Dança “As Onhas do Jequi - 30 Anos” (sáb., 12.abr) e “Incelente Maravilha - 20 Anos” (dom., 13.abr)

ONDE?: Minascentro - Av. Augusto de Lima, 768 - Centro - BH - MG | info: 31 9952-3054

QUANDO?: 12 de abril (“As Onhas do Jequi - 30 Anos”) e 13 de abril (“Incelente Maravilha - 20 Anos”), às 20h

QUANTO?: Antecipado a R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada); na hora, R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

VENDA ANTECIPADA:   Mercado das Flores: Av. Afonso Pena, 1.055 - 2ª a dom., das 10h às 18h

Online: www.sympla.com.br/valemais

INFORMAÇÕES ADICIONAIS À IMPRENSA E ENTREVISTAS COM OS ARTISTAS

 Israel do Vale:  israeldovale@uol.com.br / 31 9782-6558

Manifestação impede entrada na UFVJM

Fonte: Jornal O Tempo (clique aqui)

Técnicos-administrativos em educação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), que estão em greve desde o dia 15 de março deste ano, interditaram a entrada da instituição na manhã desta terça (8) em manifestação. Não há informações de quantas pessoas participaram do protesto O movimento aderiu ao chamado Nacional, que tem como objetivo fazer pressão no governo federal.

Entre as reivindicações dos manifestantes está o aumento do piso, aprimoramento de carreira, jornada de trabalho de 30 horas e construção (ou reconstrução) das creches nas universidades para os filhos dos funcionários.

A manifestação desta terça foi pacífica e a parte dos estudante, professores e demais trabalhadores apoiaram o movimento. Polícia Militar da cidade não registrou nenhuma ocorrência durante o protesto. Os grevistas também pretendem, com a ação desta terça-feira, forçar o reitor da Universidade, professor Pedro Ângelo, a negociar com a categoria.

O reitor da universidade concordou em se encontrar com representantes dos manifestantes. Porém, eles não aceitaram porque a principio o encontro seria realizado no escritório do professor na casa dele.

"Podemos ir a quaisquer uns dos campi, porém não podemos negociar na casa do Reitor", declara a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), Cristina del Papa.

Em contato com a universidade, ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto com a reportagem de O TEMPO.

Uma assembléia para discutir os rumos da greve está programada para a manhã desta quarta-feira (9) às 9h30 na escadaria da reitoria.

Clique aqui para saber mais.