segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Programação do Carnaval de Diamantina 2011

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

Espaço Folia na Praça do Mercado Velho
Apresentação das tradicionais bandas da cidade Bartucada, Bat-Caverna e convidados, que contagiam o público com sua percussão até o dia amanhecer.

Sexta-feira 04/03/2011
22h às 00h – Axé Mineiro
01h às 07h – Bartucada

Sábado 05/03/2011
18h às 00h – Batcaverna
01h às 07h – Bartucada

Domingo 06/03/2011
15h às 18h – Cervejada do Bloco Biribiri com "Axé Mineiro"
18h às 00h – Batcaverna
01h às 07h – Bartucada

Segunda-feira 07/03/2011
18h às 00h – Batcaverna
01h às 07h – Bartucada

Terça-feira 08/03/2011
18h às 00h – Batcaverna
01h às 07h – Bartucada

Quitanda do Samba
Em uma das ruas mais conhecidas de Diamantina, a rua da Quitanda, grupos de samba tocam ao vivo durante o dia (samba tradicional, raiz, contemporâneo) e, pela noite, DJs promovem o samba-rock e outras misturas inusitadas.

Sábado 05/03/2011
15h às 17h – Roda de Samba da BatCaverna
18h às 22h – Becudos do Mota
22h às 02h – Sambeco

Domingo 06/03/2011
15h às 17h30 – Grupo Xorô
18h às 22h – Becudos do Mota
22h30 às 02h – Sambeco

Segunda-feira 07/03/2011
15h às 17h30 – Roda de Samba Chega Chegano
18h às 22h – Becudos do Mota
22h30 às 02h – Sambeco

Terça-feira – 08/03/2011
15h às 17h30 – BartuSamba
18h às 22h – Becudos do Mota
22h30 às 02h – Sambeco

MPBeco
Espaço dedicado à música popular brasileira em ambiente mais intimista, no Beco do Mota, marcado pela prática boêmia dos velhos tempos do diamantinense.

Sábado 05/03/2011
16h às 18h30 - Marcelo Hugo
19h às 21h30 - Fernando e Di
22h às 00h30 - Luiz Costa

Domingo 06/03/2011
16h às 18h30 – Adalberto
19h às 21h30 – Geraldo Roberto
22h às 00h30 – Dayane

Segunda-feira 07/03/2011
16h às 18h30 – Fabrízio
19h às 21h30 – Nino Aras
22h às 00h30 – Acorde Mineiro

Terça-feira 08/03/2011
16h às 18h30 – David Cassimiro
19h às 21h30 – Denílson Viana
22h às 00h30 – Grupo Rama

Largo da Folia
É o ponto de encontro da família diamantinense com a folia, onde as bandas regionais fazem a festa e os blocos finalizam seu percurso de apresentação.

Sábado – 05/03/2011
15h às 17h30 - Axé Mineiro
18h às 18h30 - Cia de Dança "Os Magrinhos"
19h às 21h30 - Jack Boris

Domingo – 06/03/2011

15h às 17h30 – Tio Tomaz
18h às 18h30 - Cia de Dança "Os Magrinhos"
19h às 21h30 – Minas Show

Segunda-feira 07/03/2011
15h às 17h30 – Na Levada
18h às 18h30 - Cia de Dança "Pura Zuêra"
19h às 21h30 – JK Samba

Terça-feira 08/03/2011 15h às 17h30 – Destilados
18h às 18h30 - Cia de Dança "Pura Zuêra"
19h às 21h30 – Bartuqubradus

Espaço Cultura e Saúde
Dedicado às bandas regionais de estilos variados, a programação cultural deste espaço é dedicada à boa música e à memória do carnaval com foco na tradição de marchinhas carnavalescas.

Sábado 05/03/2011
15h às 17h30 – Banda Equalize
18h às 20h – Sr. Macena e Banda
20h30 às 23h – JK Samba

Domingo 06/03/2011
15h às 17h30 – Destilados
18h às 20h – Sr. Macena e Banda
20h30 às 23h – Bartuquebradus

Segunda-feira 07/03/2011

15h às 17h30 - Axé Mineiro
18h às 20h – Sr. Macena e Banda
20h30 às 23h - Jack Boris

Terça-feira 08/03/2011

15h às 17h30 – Tio Tomaz
18h às 20h – Sr. Macena e Banda
20h30 às 23h – Minas Show

Circuito Cultural de Blocos
A cidade possui mais de 10 blocos tradicionais, alguns com mais de 80 anos, que percorrem o circuito de desfile no centro histórico. A oferta de atrações agrada crianças e adultos, seja nos blocos de fantasias, caricatos ou as sátiras, sempre acompanhados por forte percussão, marca do carnaval de Diamantina.

Quinta-feira 03/03/2011
22h Me Ampara Se Não Eu Caio

Sexta-feira 04/03/2011
20h Chega chegando
21h Casa da Sogra

Sábado 05/03/2011
17h As Domésticas
18h Palhassada
21h Casa da Sogra

Domingo 06/03/2011

15 h Rato Seco
17h30 Sapo Seco
18h30 Xica da Silva

Segunda-feira 07/03/2011
17h Jah Pirô
17h As Domésticas
18h Apollo XIII
18h Xai Xai
21h Casa da Sogra

Terça-feira 08/03/2011

15h Rato Seco
17h30 Sapo Seco
18h30 Xica da Silva

Novo Espaço - "Espaço Titi"

Sábado 05/03/2011
07h às 14h – DJ Orsseti e DJ Farol

Domingo 06/03/2011
07h às 14h – DJ Farol e DJ Orsseti

Segunda-feira 07/03/2011
07h às 14h – DJ Orsseti e DJ Farol

Terça-feira 08/03/2011
07h às 14h – DJ Farol e DJ Orsseti

Cortejo do Rei Momo abre carnaval de Diamantina

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Porque curtir a vida pooode !

Folder do carnaval

Juca de Oliveira também se apaixonou por Diamantina

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Estado de Minas 2/01/2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Diamantina nos arquivos digitais da Biblioteca Nacional

Fonte: Biblioteca Nacional

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Palácio do Bispo (1868-1869)

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Rua Direita (1868-1869)

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Lavagem de Diamantes em Curralinho  (1823-1831)

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Centro Diamantina (1868-1869)

Leituras para os que enxergam pouco

Texto: Paulo Castelo Branco, no Brasília em Dia

Em Diamantina (MG), o menino Affonso Heliodoro acordava à noite para olhar as estrelas e imaginar a distância que os separava. Era menino cheio de sonhos que buscava, nas tardes chuvosas, os tesouros enterrados nos reflexos do arco-íris. De uns tempos para cá, sua visão está se perdendo no infinito, e sombras ocupam a retina, deixando o hoje nonagenário sem poder identificar as letras que usava para compor seus poemas e escritos cheios de histórias de um Brasil esperançoso, vigoroso e divertido, conduzido por Juscelino Kubitschek, de quem foi braço direito nos tempos de ouro.

Dia desses, Affonso, que dirige o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, participava, num final de tarde, de conversas com acadêmicos à volta de mesa com pães de queijo e café, como se fosse à beira de um forno à lenha dos tempos de antigamente. Um dos acadêmicos mostrava um texto que Affonso não podia ler. Affonso reclamou que nos dias de hoje tem sido impossível a leitura dos jornais e das revistas, em virtude da diminuição das letras nos textos publicados. O acadêmico, solícito, se dispôs a ler em voz alta a história.

Tratava-se de um netinho que, ao chegar da escola com uma questão para pesquisa, assim disse:

- Sabe, vô, existe uma grande crise nos países árabes que são governados a ferro e fogo por ditadores cruéis que não respeitam os cidadãos e os prendem e matam em nome da tranquilidade dos povos. O professor disse-nos que todas as demais nações sempre souberam disso, mas fazem vistas grossas em troca de petróleo e outras riquezas.

O avô, conhecedor de histórias desde as “Mil e uma noites” e “Ali Babá e os quarenta ladrões”, fez breve exposição sobre os problemas que afligem os povos, hoje muito pobres, mas que já foram líderes mundiais e gozavam de prestígio por suas obras fantásticas e suas culturas milenares. O menino pediu que o avô esclarecesse suas dúvidas e ia anotando. O avô contou as histórias do Egito, do Irã e do Afeganistão até chegar ao Iêmen. Neste ponto, o neto interrompeu a aula do avô e questionou:

- Vô, a Mariinha, minha irmã, outro dia falava para o namorado que esse tal de hímen nem existe mais. É verdade?

O avô corrigiu:

- Estou me referindo ao Iêmen - pigarreou e fingiu adormecer. Affonso, que pouco enxerga, pouco ouve, mas sabe tudo, quase morreu de rir!

Sou Bento Mas Não Sou Santo

Fonte: UAI

Concentração ao som de marchinhas, barraquinhas, show depois do desfile, segurança e banheiros químicos. É o que promete o bloco Sou Bento Mas Não Sou Santo, que sai amanhã. Recém- criado (é de 2009), já está ficando famoso. “Fazemos tudo com profissionalismo”, conta Sérgio Lopes, um dos organizadores, justificando a fama do grupo.

“Carnaval bom é carnaval tranquilo, com criança, adulto, idosos, brincadeira, pierrô e confete”, garante. O bloco, inclusive, tem marchinha própria composta por Mauro Diniz. “O astral do nosso desfile é o mesmo dos blocos caricatos, da Banda de Ipanema, dos antigos corsos, com muita alegria e fantasia”, diz Sérgio.

Para ele, cada bairro deveria ter o seu bloco: “Isso dá identidade. É a comunidade cantando, uma coisa maravilhosa”. A expectativa é atrair cerca de 4 mil foliões, tamanho ideal, na opinião do organizador do Sou Bento. “Se for mais que isso, corre-se o risco de perder o fio da meada, a segurança e o glamour”, acredita. A camisa do grupo custa R$ 20. Mais informações no site www.soubentomasnaosousanto.com.br.

O Becudus do Motta ficou conhecido por fazer ensaios e shows em Belo Horizonte, mas o carnaval dessa turma é – sempre – passado em Diamantina. Domingo, a partir das 17h30, os foliões se reúnem no Botequim Santo Antônio. Este ano, o lema, defendido no samba e na camiseta, é Hoje eu só chego amanhã.

No repertório, Paulinho da Viola, Cartola, Noel Rosa e Adoniram Barbosa, entre outros. E Roberto Carlos – acredite se quiser. “Gostamos de tocar em ritmo de samba o que não é samba”, explica André de Proença, um dos fundadores do grupo. O grupo Camarão de Rama vai animar a festa.

Clique aqui para ler mais.

Atendimento de Fisioterapia na clínica-escola da UFVJM

A clínica-escola de Fisioterapia da UFVJM ainda disponibiliza vagas neste primeiro semestre de 2011 para atendimentos em algumas áreas. Uma das áreas com vagas é a Neurologia Adulto, caracterizada pelo atendimento de pacientes com lesões como AVE (derrame), TRM (lesão na medula), Parkinson, entre outras.

Após o agendamento, será realizada a avaliação do paciente e traçado o plano de tratamento. O atendimento é realizado pelos alunos de fisioterapia (9º período) sob a supervisão direta dos professores.

O serviço é gratuito, ocorre no campus JK e maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3532-1239.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Carnaval temporão de Curralinho

CARTAZ CURRALINHO grafica[1]

Entre o “Sapo Seco” e os perus deslumbrados

Texto: Saul Moreira, no Micuim.Org. (Fevereiro/2008)

Por esses dias li no “Voz” sobre o pré-carnaval em Curralinho. Até Banda do Sapo Seco tinha. Que coisa mais gostosa. E com feijoada. Claro que fiquei me lembrando de coisas da infância, quando Extração era longe pra burro do “Comércio”. Duas léguas – o suficiente pra que eu enjoasse sempre nos carros-de-praça.

Das férias lá, das jabuticabas, da primeira música que, pra desgosto de meu pai, aprendi com tio Antônio a acompanhar ao violão – “Noite do Meu Bem”, da Dolores Duran −; do frio, dos carrapatinhos em julho, às centenas; dos colchões de palha barulhentos, do cheirinho aconchegante de macela-do-campo no travesseiro; do macarrão goela-de-pato de tia Mariquinha; da binga de algodão e cristais, pra fazer a faísca, do tio Zé Botelho. O cheiro dos cigarros de palha. Da “jardineira” de Carlos Bruce, do Chevrolet verde mais lustroso da paróquia, o de Zuzu, com seus óculos Ray-Ban. E do tio Biron, da tia Efigênia, do Pantalão…

Mais tarde, os molhos-pardos encomendados por Renê no carnaval. Na segunda-feira, principalmente, em que não havia Sapo-Seco e o Xai-Xai ainda não tinha sido gloriosamente inventado. Era um remanso. As vozes já roucas de “tanto riso, tanta alegria…” insistindo, depois de umas tantas pingas, em cantar Vandré em tom de macho subversivo: “Quem é homem vai comigo; quem é mulher fica e chora; tô aqui quase contente, mas agora vou-me embora…” E mais: “O terreiro lá de casa não se varre com vassoura: varre com ponta de sabre, bala de metralhadora…”

Claro, Chico Buarque também presente, com “Carolina”, “Januária”, “Quem te viu, quem te vê”, “Apesar de Você”… E a “Noite dos Mascarados”, em que as meninas paqueráveis adoravam fazer, com o máximo de dengo, o contracanto: “-Eu sou seresteiro, poeta e cantor… –O meu tempo inteiro, só zombo do amor… –Eu tenho um pandeiro… –Só quero violão… –Eu nado em dinheiro… –Não tenho um tostão…” E todo mundo: “Mas é carnaval, não me diga mais quem é você. Amanhã tudo volta ao normal… Seja você quem for, seja o que Deus quiser…”

Pô, Quincas, você precisava estragar tudo? Meter no artigo aqueles carros duelando estupidez pseudomusical em pleno Curralinho? Aqueles descomunais decibéis revelando as enormes carências afetivas, e sei lá quantas mais, dos idiotas proprietários a “estuprar” os tímpanos de todo mundo? E sabe o que é pior? Essa praga é endêmica: já não a suportei em Mendanha e em Rio Manso; recentemente, em Conceição do Mato Dentro e, acredite, até aí em Diamantina, juro! Mas nem acho que seja mais caso de polícia, não, deixe que ela cuide dos lamentáveis esfaqueadores… No caso dos perus deslumbrados com seus potentes sons, já tô achando que tá faltando é macho pra acabar de vez com isso. Ou a turma abaixa o volume ou “madeira de dar em doido vai descer até quebrar…” Ah, e você já ouviu num desses violadores sonoros alguma música pelo menos razoável? É sempre um baticum insuportável, já não bastasse a tamanha estatura do ego daqueles infelizes, “crentes que estão abafando”…

Ah, Curralinho, escute o Quincas, não deixe acontecer isso aí, não! Fique com o “Sapo Seco” e com as lembranças de Fabiano Pimenta cantando Noel Rosa nas tardes de segunda-feira de carnaval. E engorde galinhas pros molhos-pardos!

Agenda do fim de semana

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

Dia 25/02 - sexta-feira

- Sexta Nossa Especial de Carnaval- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo.

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Macena e banda

 

Dia 26/02 - sábado

- Feira do Mercado - Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo.

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Jairo e Juca

 

Dia 27/02 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: A partir das 08 horas

- Feira de Artesanato da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: De 08 às 14 horas

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ator Carmo Dalla Vechia fala sobre Diamantina em revista de turismo

Fonte:  Revista Brasil Travel News

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Minas Gerais tem ao menos 7 mil km de estradas sem asfalto.

Fonte: Blog do Banu

As rodovias federais e estaduais que cortam Minas Gerais têm 7.224 km de estradas sem asfalto atualmente. O número corresponde a quase 27% da malha rodoviária que corta o Estado, que é de 26.951 km ao todo.

A soma de estradas sem pavimento é maior que o trajeto que separa Belo Horizonte e Vitória, no Espírito Santo. Para deixar toda a malha federal que corta o Estado pavimentada, seria necessário R$ 1,1 bilhão.
No número de estradas de terra, 617 km são de rodovias federais, e os demais das estaduais. O custo para asfaltar cada quilômetro de estrada federal é de, em média, R$ 1,8 milhão, segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Atualmente, os contratos vigentes no Estado para pavimentação das BRs não chegam à metade do necessário. Juntos, os valores integrais dos projetos são de R$ 500 milhões. O restante dos recursos não tem prazo para ser liberado.
O montante para asfaltar as MGs, no entanto, não pode ser calculado, já que o Governo do Estado não informa os valores gastos em cada quilômetro. A justificativa é de que cada rodovia pavimentada tem um custo, dependendo das características da estrada e da região, entre outros fatores. Os valores são definidos a partir do projeto de engenharia.

BR 367 ficará em torno de R$ 221 milhões

Na BR-367, a história se repete. A estrada federal que começa em Diamantina e termina em Santa Cruz Cabrália (BA) atravessa cidades do nordeste de Minas, como Turmalina, Minas Novas, Chapada do Norte, Berilo, Virgem da Lapa, Araçuaí, Itinga, Itaobim, Jequitinhonha, Almenara, Jacinto e Salto da Divisa. Tem 794 quilômetros, sendo 140 na Bahia e 654 em Minas.

A rodovia também passa por Porto Seguro, no litoral sul da Bahia. Em alguns pontos, a estrada é de chão, principalmente nos 102,9 km entre os municípios de Jacinto e Salto da Divisa. O trecho de 49 km entre Almenara e Jacinto está inacabado desde 1989. Há quatro pontes de madeira na rodovia. A que passa pelo Rio Rubim, em Almenara, tem mais de 30 metros de extensão.
O outro trecho da BR 367 a ser asfaltado é o que une as cidades de Virgem da Lapa-Berilo-Chapada do Norte-Minas Novas, no Médio Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Este trecho tem cerca de 63 km.
De acordo com o DER, foi assinado um convênio entre os governos federal e estadual para a elaboração do projeto de engenharia de pavimentação deste trecho. O órgão estadual preparou edital de licitação sob forma de minuta e encaminhou ao DNIT para aprovação, no dia 18.10.2010. O mesmo está sendo analisado.
A população da região espera ansiosa a publicação do Edital de Licitação para elaboração dos projetos, licença ambiental e licitação das obras. Um Termo de Compromisso assinado, em maio de 2010, entre o DER-MG e o DNIT, estabelece que o governo de Minas fica responsável em administrar a rodovia federal. R$ 7 milhões foram depositados na conta do DER MG. O governo de Minas deve entrar com 20%, ou seja, R$ 1,2 milhão.
O trecho total a ser asfaltado é de 123 km, segundo publicações do DNIT. Assim, se cada quilômetro pavimentado fica em torno de R$ 1,8 milhão, a obra deverá ser orçada em cerca de R$ 221,4 milhões.
Escritórios de engenharia já têm seus projetos prontos. Só esperam a abertura do Edital para entrarem na concorrência pública.
Cada cidadão do Vale deveria estar enviando email ou telefonando para o deputado federal ou estadual em que votou, assim como aos 3 senadores de Minas ( Aécio Neves, Itamar Franco e Clériston Andrade).
Somente assim, poderemos conquistar um dos nossos maiores sonhos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carnaval para divertir e também para respeitar

MONTAGEM

Fonte: enviado pelo Gonzalo Monterroso

Boa notícia

Deu na Folha de S. Paulo:

"BBB 11 tem o pior ibope de todos os tempos”

Será que o povo está acordando?

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.


Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Clique aqui para continuar lendo o cordel no blog do Banu

Que tal copiar a idéia?

Fonte: Blog do Banu

Serro: Luau Cultural ao som de muita MPB

No última sexta-feira,18.02, o Diretório Acadêmico do Curso de Direito do Campus da PUC MINAS em Serro, no Alto Jequitinhonha, promoveu, em parceria com comério local, o II Luau Cultural.

O evento levou entretenimento para várias pessoas, entre acadêmicos e da comunidade, que compareceram na Praça João Pinheiro, no centro da cidade.

O repertório não poderia ser outro, muita Música Popular Brasileira-MPB, numa noite amena e ao luar prata que brindava a tricentenária Serro, a primeira cidade brasileira tombada pelo patrimônio histórico nacional.

O intuito do evento foi promover a responsabilidade social do Diretório e de empresários, ao valorizarem também os talentos locais que, brilhantemente, animaram a festa que se encerrou só de madrugada.

A almenarense Cristina, ao centro, aprovou o evento e ressaltou a importância de compartilhar momentos assim com a comunidade.

Texto e fotos de Pedro Afonso, de Itamarandiba, Alto Jequitinhonha, acadêmico de Direito

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O abandono de um lugar onde o asfalto já é realidade

Autor: Wellington Gomes

2“Onde o asfalto já é realidade”. Não sei se todos lembram, mas esta era uma frase usada na época, pelos empreendedores do loteamento Vale dos Diamantes, para alavancar as vendas dos lotes. Fato é que já são inúmeros os moradores do bairro e eles ainda não têm os serviços dos Correios.

Dá para acreditar?

Tenho um amigo que mora lá e tem que pegar suas correspondências no Centro de Triagem dos Correios

Imagine a cena: ele compra um produto pela internet pela comodidade e depois tem pegar o carro para buscá-la, pois ela parou no meio do caminho. Se tivéssemos na época dos tropeiros, aposto que eles entregariam diretamente a encomenda.

Conversei com outros moradores e eles relatam que existe um entrave entre a prefeitura e os correios.

Pensava eu que este bairro seria um dos mais bem organizados da cidade, pois além de ser um dos mais novos, foi planejado, aprovado, carimbado e registrado na prefeitura.

Conversando com outro morador, Wellington Coelho, resumidamente ele nos deu o seguinte histórico:

O bairro foi liberado para construção no início de 2008 com as ruas ainda numeradas; Em 11 setembro de 2009 foi aprovado pela Câmara o Projeto Lei de denominação das ruas e logo em seguida sancionado pelo prefeito. Porém (por lei) seria necessária a colocação de placas com os nomes das ruas em cada uma delas e a comunicação aos órgãos públicos num período máximo de 90 dias.

A prefeitura já fez a comunicação aos órgãos (mesmo sem as placas!!!) e até agora nada.

O Correio disse que somente depois das placas. Só fazem entregas em locais que a prefeitura tenha mandado mapas com os nomes das ruas e que as mesmas estejam identificadas com placas no local. Até parece que todas as ruas da cidade são sinalizadas! Enquanto isso, já são mais de 3 anos de espera. (veja a foto de 2007)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Minha pequena elite agridoce

Autor: Saul Moreira, Micuim.org

Lembro-me de quando ouvi a palavra pela primeira vez. Melhor: quando a aprendi. Melhor ainda: apreendi. Foi no meio de um pequeno tumulto em frente a “A Baiúca”. Ousado líder estudantil, depois de invadir o Acayaca, onde pronunciara discurso desaforado contra o que ele chamara de “elite diamantinense”, contava acalorado o que teria dito. Condenara veementemente a não participação de alunos da Escola Normal Oficial em evento sobre educação, que se realizava naquele clube. Na segunda série do que se chamava ginásio (não confundir com o Ginásio, escola particular dos padres), eu freqüentava com gosto aquele colégio (não confundir com o Colégio das irmãs), depois de aprovado no angustiante Exame de Admissão. Daí, no meio daquele zunzunzum, acho que me senti, também pela primeira vez, um tanto discriminado, “enquanto” (epa!) aluno de escola pública.

Fiquei encantado. Nunca prestara atenção à palavra “elite”, embora já estivesse começando a perceber, com esquisito incômodo, que fazia parte da diamantinense da época. Entusiasmado com a palavra e com a situação, estava pronto para também invadir o clube, no peito e na raça, se fosse preciso. Logo eu, imagina!, que lá podia entrar quando quisesse, e com aquele físico que inspirara o Dr. Pina a tratar-me por Meio-Quilo. Ah, também não havia escutado ainda a expressão “inocente útil” – e ali, aos doze anos, representava agitadamente tal papel. Bom, mas como era de se esperar, logo logo tudo se acalmou, fui comprar um picolé de groselha no Bazar Suez, e a “invasão” ficou para as calendas gregas, como se dizia na época. Restou-me na cabeça a palavra teimosa: elite, elite, elite… Sinônimo de escol, soube mais tarde.

Comecei a desconfiar que havia mesmo coisas estranhas nas relações sociais do dia-a-dia da molecada. Por mais amigos, por mais que, meninos, fôssemos física, mental e religiosamente quase indistinguíveis, mesmo na escola havia os “mais iguais”. Fora da escola, então, era ainda mais patente a “igualdade” de alguns. Tido, com razão, como um povo civilizado à beça, o diamantinense em geral sempre foi atencioso com todo mundo; mas receber “uns e outros” em sua própria casa, p. ex., eram outros quinhentos. As filhas namorarem “qualquer um”? Nem pensar. Aprendíamos todos juntos, com o Anatólio e a Luzia, a nadar na Praça de Esportes, mas freqüentar o Acayaca, só os mais brancos, e desde que civis. A ASSEDI surgiu depois, democratizando, pelo menos um pouco, bailes e horas-dançantes.

Se havia preconceitos? Em algumas situações e determinados lugares imagino que não (acudam com algum exemplo, por favor). Além de que havia sempre os negros de “alma branca”, os “escovados”; os pobres “limpinhos” – esses, sim, eram tratados quase como semelhantes. Atritos raciais? Não, até porque os negros reconheciam o “lugar deles”… Portanto, tudo andava nos “devidos lugares”. Na verdade, acho até que havia, sociogeograficamente, pelo menos duas Diamantinas. Uma que ia mais ou menos do Grupo Júlia até um pouco depois do Matta Machado, numa faixa que englobava da Rua Direita até a do Rosário, ou até a Cavalhada, considerando-se aí margem de erro de uma rua ou duas. A outra, a que talvez se chamaria hoje de entorno. Onde morava a elite branca de então? Adivinha. Algumas exceções? Claro, para confirmarem a regra.

A Diamantina de minha infância, visitada sempre na adolescência, era uma alegria só, sim, mas não pra todos, sequer para a maioria. Apesar de tudo, trago sempre uma saudade grande e doce, embora um pouco acre. E a quase certeza de que hoje só os encantos prevalecem, exorcizados, pelo tempo e pela conscientização, aqueles desencantos. Comemoro com uma Skol (epa, de novo?!)

Portal G1: Carnaval tem festa 24 horas por dia em Diamantina, MG

Fonte: G1

Um dos carnavais mais procurados por turistas no interior de Minas Gerais é o de Diamantina, na Região Central do estado. Serão seis dias de folia – de 3 a 8 de março. A partir da sexta-feira, dia 4, a programação não para, são 24h de festa por dia. O tema deste ano é “Carnaval um festival de cultura”, as máscaras de papel marche são o símbolo do carnaval 2011 em Diamantina.

O desfile do “Me Ampara Se Não Eu Caio” abre o “Circuito Cultural de Blocos”, às 22h de quinta-feira (3). Durante todos os dias, vários blocos caricatos vão passar pelo circuito. Entre os mais tradicionais, de acordo com a Prefeitura de Diamantina, estão: o Sapo Seco – fundado no início do século passado e composto somente por homens mascarados –; o infantil Rato Seco e o das Domésticas Aposentadas.

Clique aqui para ler a reportagem completa

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Turismo de aventura em Diamantina

Autor: Higor Santos, Loja Terreno Extremo

Aqui na loja eu tenho refletido sobre Diamantina, cidade com sua beleza singular, história fascinante, personagens memoráveis, presente na Serra do Espinhaço, a nossa Cordilheira do Brasil, e mesmo assim ainda tão pouco valorizada como oportunidade única para o Ecoturismo e Turismo de Aventura. Podemos citar não somente em Diamantina mas em toda região, as inúmeras atrações naturais para o ecoturismo: Parque do Biribirí, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Barão de Guaicuí, Conselheiro Mata e suas cachoeiras, Parque Estadual do Rio Preto em São Gonçalo do Rio Preto, Gruta do Salitre, Ponte do Acaba mundo, Trilha Verde da Maria Fumaça, Quenion do Funil, Caminho dos Escravos Diamantina-Mendanha, Rio jequitinhonha, todos esses lugares entre outros ainda tão pouco conhecidos e reconhecidos como merecem, são palcos de um espetáculo repleto de beleza e história. Aqui podemos praticar o Mountain Bike, o Montanhismo, Arvorismo, Trekking, Camping, entre outros diversos esportes de aventura, e mesmo assim eu pergunto, o que existe de mobilização, informação e infraestrutura para que isso seja possível para a população e para o turista? Quais eventos ajudam a divulgar e conscientizar sobre a potencial beleza da nossa região? Não longe daqui vemos a Serra do Cipó, Chapada Diamantina, entre outros lugares com uma estrutura voltada para esse turismo ecológico e claro, consciente. Afinal, conscientização e preservação são essenciais para a prática sustentável do ecoturismo em qualquer lugar do mundo.

Porém, começo a ficar mais esperançoso pois estamos vendo empresas abraçando esta causa de tão grande valor: Veredas do Espinhaço, Quintal Radical, Minhas Gerais, e quem sabe em breve outras apareçam para que definitivamente Diamantina acorde e veja ao seu redor, e até mesmo para dentro de si, em suas ruas, o quão importante é valorizar aquilo que vemos todos os dias ser tratado como comum e abundante. Nosso patrimônio vai além das fachadas mantidas e conservadas destes casarões... vai além dos muros e calçadas, ele passa pelos vales, montanhas, rios, pela alma e pelo coração!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

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Sabedoria popular dos fazedores do nosso chão

Texto de Fernanda Salvador, no interessante Fazedores do Nosso Chão

Gonçalo Silva: “De ilusões se vive”

Será uma ilusão nossa desejar viver totalmente sem ilusões nesse mundo? Será que somos capazes, mesmo, de sempre driblar e desmascarar as aparências? Ou melhor: é possível viver sem elas? Talvez a vida fosse bem melhor se vivêssemos sem nenhuma fantasia, mas foi um mundo de ilusões que, pelo menos até agora, conseguimos construir.

Gonçalo do Rosário Silva não tem dúvida: “De ilusões se vive”. Morador de Diamantina (Alto Jequitinhonha – MG), ele nasceu em São Gonçalo do Rio das Pedras, distrito de Serro (Alto Jequitinhonha – MG), em 1948. Já trabalhou como vigilante, trocador de ônibus, vendedor de livro. Para ele, não tem outro jeito. Se não tiver a tal da ilusão, fica difícil dar prosseguimento à vida. Ele explica: “O que dá força de, por exemplo, você trabalhar é pensar que, com o seu trabalho, vai poder adquirir uma casa, vai poder construir alguma coisa pra sua família. Bom, mas isso no meu ponto”.

A função das ilusões, para Gonçalo, é dar movimento à vida e não paralisá-la: “Viver não é só comer e dormir! Às cinco e meia da manhã já tô pronto pra o que der e vier. Quer coisa mais bonita do que acordar cedo e ver a claridade?”.

As ilusões, no seu “ponto”, não dão conta de dissimular os infortúnios. “Pensa bem uma coisa na vida: têm os momentos bons, mas eles são muito mais passageiros do que um grande sofrimento, tá na cara que é! Pra mim, sempre foi assim. Agora, tem gente que acha que sofrimento e alegria é uma festa só”, diz.

Apesar de atribuir aos sonhos a razão de nos mantermos vivos, Gonçalo não deixa de admitir a responsabilidade de como devemos lidar com eles. Ao explicar a relação do homem com o mundo, não faz rodeios. A vida, afirma, “tem apenas dois lados: o bom e o ruim. O mau caminho, se quiser, você resiste. Mas aí tem a fraqueza, não é? É que, às vezes, o sujeito leva pra mil anos um trenzinho de nada”.

Gonçalo tem em mente um caminho para a felicidade, entretanto acha inevitável que, em alguns momentos, ela esbarre na realidade da vida. Pai de cinco filhos, ele pondera: “Para ser feliz, a pessoa tem que passear, distrair, mas tudo numa boa também. Cê não vai distrair se a família está com os problema mais sérios. Mas isso no meu ponto, porque cada um pensa de um jeito”.

No seu jeito de pensar, são os sonhos que fazem nos lançar ao mundo, só que eles não podem ignorar os rumos da vida. “Olha pra saber: de ilusão se vive, mas a realidade tem que ser presente”, aconselha. Não há outro caminho: para que uma não esmague a outra, precisam conviver em harmonia. Até porque, os sonhos não são capazes de impedir as imposições da vida: “No fim, o tempo passou e o sujeito não fez nada, talvez não adquiriu nada, porque viveu só no sonho. Sonhar é bom, mas se o sonho não pode ser realizado naquele momento, parte pra outro”.

De sua experiência, Gonçalo conclui que, por mais que as ilusões sejam necessárias, não dá para fugir daquilo que é, de fato: “A verdade tem que ser dita e não tampada com uma peneira. Uai, o que é que eu posso fazer?”. Os sonhos só nos levam para frente quando descem ao chão e participam do movimento do mundo. Insistir em viver só no sonho ou só com o pé na terra é insistir no erro. E o erro, diz Gonçalo, não tem vez: “Pensa bem uma coisa na vida: o errado não tem voz ativa. O errado nunca teve, não é? Eu acredito que sim”.

Uma coisa é admitir que o errado não tem voz ativa, outra é tentar consertá-lo. Gonçalo observa que o mundo atribui às aparências uma grande importância. Isso, muitas vezes, cria situações de desigualdade. Porém, ele reconhece a impossibilidade de controlar as opiniões alheias: “O cara chega mal-atrapalhado e o outro chega mais bem-arrumado, muito mais bem tratado do que aquele de chinelo de dedo no pé. Talvez a vida não está oferecendo pra ele, né? Esse que tá bem vestido, com certeza, é mais respeitado. Não acho que isso seja certo, mas nessa vida a gente acha e outros acham que não é. Como se diz: a gente não pode mudar a ideia de ninguém”.

Embora as aparências tenham um grande peso nesse mundo, ele não aprecia vestir essa fantasia: “Não adianta eu querer ser aquele que eu não sou. Isso não! Pra que eu vou ser? Não vai resolver os problemas”.

Para Gonçalo, não adianta querer ser aquele que não é e nem fingir não sentir aquilo que se sente. O bem e o mal rodeiam um ao outro até mesmo quando o passado é relembrado. “Você lembrou, é bobagem dizer que não. Quando você lembra do bem, lembra do mal também e vice-versa. Não tem de onde escapar”, observa.

Gonçalo encontrou uma solução para viver bem no labirinto que é esse mundo. Já que não tem de onde escapar mesmo, o jeito é tornar a experiência da vida mais agradável: “Ô coisa boa que é contar mentira. Desde que esteja rindo e brincando, sem prejudicar a família nem a moral de ninguém, vamos contar bobagem, vamos rir que depois que passou, acabou”.

Rir da vida não significa, para Gonçalo, fazer pouco dela. Pelo contrário. É reconhecer nossa incapacidade de controlar os caminhos do mundo. Além do mais, como ele diz: “A vida é um sonho, tudo é passageiro mesmo, nada vai durar para sempre. Só a eternidade é para sempre”.

Na fronteira entre o que aconselha a razão e o que vibra a emoção está, “no ponto” de Gonçalo, o caminho: “Cê é cabeça e coração, os dois quando falam juntos é bom demais”.

As dores, muitas vezes, decorrem dos sonhos frustrados pela realidade. Gonçalo, entretanto, não acha que isso torna a experiência da vida sem valor – “Viver é bom demais”, diz. Para ele, o que torna essa experiência sem importância é justamente fugir das condições a que estamos inevitavelmente submetidos desde que nascemos: a necessidade de buscar a felicidade e a privação de controlar a realidade. É a partir das dores, aliás, que construímos nosso caminho: “O sofrimento ajuda a viver”. Mesmo porque, não temos saída: “Ilusão é a vida toda”.

Secretaria Municipal de Finanças prepara-se para o Carnaval

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

A Secretaria Municipal de Finanças convida os vendedores ambulantes que irão trabalhar durante o Carnaval 2011, para participar de uma reunião a realizar-se dia 18/02/2011, sexta-feira, no auditório do Centro Administrativo, Rua da Gloria, 394 (Prédio da Nova Prefeitura). Informa também que nos dias 21 e 22 de fevereiro, segunda e terça-feira, não haverá atendimento nos setores de Receita e Fiscalização, por motivo de capacitação dos servidores.

Programação Cultural do fim de semana

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

Dia 18/02 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo - Sexta Nossa.

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Seo Francisco Galvão

 

Dia 19/02 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Banda Rama

 

Dia 20/02 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: A partir das 08 horas

- Feira de Artesanato da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: De 08 às 14 horas

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O brilho raro de Diamantina no site MSN

Fonte: MSN

DiamantinaDizem que no começo do século 18, os moradores do antigo Arraial do Tijuco usavam diamantes para marcar o jogo de cartas. Talvez a história não seja só lenda, já que naquela época, o povoado, que daria origem a Diamantina, despontava como maior produtor da mais valiosa das pedras em todo mundo. Nos dois séculos seguintes, estima-se que cerca de duas toneladas de brilhantes saíram dos rios e das grupiaras de garimpo da região, riqueza tamanha que engordou os cofres de Portugal e fez surgir uma das maiores jóias do período colonial do Brasil. A própria Diamantina é uma grande pedra rara. Como se na imensidão dos morros escuros de quartzito cobertas pela vegetação de cerrado, os sobrados brancos de janelões coloridos e as torres pontiagudas das igrejas barrocas ressaltassem na paisagem feito o brilho de um diamante oculto no cascalho do Ribeirão do Guinda, onde até hoje há quem bata peneiras para tentar a sorte.

A comparação com Ouro Preto é inevitável. Todo mundo que chega faz. É fácil constatar que Ouro Preto tem museus e igrejas bem mais ricas, além de oferece melhor infra-estrutura turística, com mais variedade de pousadas e restaurantes. Mas é fácil concluir, que Diamantina é bem mais autêntica. Pelo menos, ainda não foi contaminada pelo turismo de massa, apesar da relativa fama que goza. É uma das seis cidades brasileiras que pertencem a seleta lista de Patrimônio Mundiais da Humanidade reconhecidos pela Unesco em 1999. Mesmo assim, não há ônibus de excursão estacionados, nem grandes grupos armados de câmeras fotográficas, só um ou outro casal passeando de mãos dadas observando os sobrados. Diamantina ainda não despertou do passado e segue no presente quase exclusiva de seus próprios moradores. São praticamente deles as mesas dos bares da Rua da Quitanda, a feira no antigo mercado aos sábados pela manhã e os bancos da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, cujo som ambiente vem da Ave Maria rezada em coro pelas beatas seja qual for a hora do dia.

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Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura

Fonte: Minas On-Line

Promover e divulgar a literatura mineira e brasileira, reconhecendo grandes nomes e abrindo espaço para os jovens escritores com a maior premiação nacional: R$ 212 mil (duzentos e doze mil reais). Essa é a tônica do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, que será lançado no próximo dia 10 de dezembro (segunda-feira), pelo Governo de Minas Gerais e pela Secretaria de Estado de Cultura. De caráter nacional, o Prêmio é dividido em quatro categorias: I - Conjunto da Obra, em que um escritor brasileiro será agraciado; II – Poesia; III - Ficção; e IV - Jovem Escritor Mineiro. O lançamento será às 15 horas, no anexo da Academia Mineira de Letras (AML) - Rua da Bahia, 1.466, Lourdes – BH/MG.

"O mercado editorial brasileiro reúne escritores extraordinários. O Brasil é celeiro de intelectuais que contribuíram, decisivamente, para a literatura, tanto brasileira quanto mundial. A literatura é uma tradição da nossa cultura e o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura chega para valorizar a obra desses autores e incentivar a inserção da nova geração de escritores mineiros no âmbito literário”, diz a secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais, Eleonora Santa Rosa.

Conjunto da Obra
A cada Edital, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura irá reconhecer um autor brasileiro, vivo, pelo conjunto de sua obra, com uma premiação no valor de R$ 120 mil (cento e vinte mil reais). “É o maior prêmio em nosso país”, pontua a secretária Eleonora Santa Rosa. São autores cuja obra, sendo de inegável valor e qualidade, contribuiu de maneira decisiva para novos rumos da produção ensaística e teórica brasileira. Este ano, que marca o lançamento do prêmio, o autor distinguido é o professor e ensaísta Antonio Candido de Mello e Souza.

Para as próximas edições, o prêmio será concedido por uma comissão julgadora composta, a cada ano, por três membros de reconhecida importância no cenário literário atual, sendo um deles representante da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Poesia, Ficção e Jovem Escritor Mineiro
Nas categorias Poesia e Ficção, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura é aberto a escritores iniciantes e/ou profissionais, sem limite de idade, e nascidos e residentes em território nacional. Já a categoria Jovem Escritor Mineiro é restrita a pessoas com idade entre 20 e 35 anos, nascidas em Minas Gerais ou residentes no Estado, há pelo menos cinco anos.

O processo de seleção ocorrerá em duas etapas e será analisado por comissões julgadoras distintas que irão avaliar os critérios estipulados em Edital: I – uma comissão de avaliação dos documentos de habilitação, formada por representantes da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, no ato do protocolo; II – uma comissão técnica para escolha do premiado na categoria homenagem pelo Conjunto da Obra, formada por três pessoas com conhecimento sobre a matéria e um representante da Secretaria de Estado de Cultura; III – três comissões para as demais categorias (Poesia, Ficção e Jovem Escritor Mineiro), sendo cada uma formada por três pessoas com conhecimento sobre o gênero e um representante da Secretaria de Estado de Cultura.

A premiação será atribuída ao primeiro colocado de cada categoria: I – Conjunto da Obra: R$ 120 mil (cento e vinte mil reais); II Poesia: R$ 25 mil (vinte e cinco mil reais); III – Ficção: R$ 25 mil (vinte e cinco mil reais); e IV– Jovem Escritor Mineiro: R$ 7 mil (sete mil reais), durante seis meses, somando o valor de R$ 42 mil (quarenta e dois mil reais), para pesquisa e elaboração do livro. Desses valores, serão descontados os impostos previstos em lei.

Nas categorias Poesia, Ficção e Jovem Escritor Mineiro, cada proponente poderá inscrever uma obra autoral, inédita e não publicada. As inscrições podem ser feitas no período de 11 de dezembro de 2007 a 29 de fevereiro de 2008, na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais (Superintendência de Ação Cultural – Praça da Liberdade, 317, Funcionários, BH/MG – Cep.: 30140.010), das 10 às 17 horas, ou pelo Correio, mediante entrega da obra, que deverá ser apresentada de acordo com as normas estipuladas no Edital, que estará disponível no site da Secretaria de Estado de Cultura (www.cultura.mg.gov.br) e anexada ao Formulário de Protocolo e demais documentos. Informações: (31) 3213.1072 – 10 às 17 horas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Waldick Soriano Jr.

Fonte: KibeLoko

O jornalista Márcio Canuto (TV Globo) fazia uma reportagem no Museu de Zoologia de São Paulo, quando perguntou a um menino o que ele tinha achado do dinossauro.  Como a dicção de Canuto não é das melhores, o garoto não só confundiu os bichos como se sentiu ofendido também…

Começa nova atualização cadastral dos beneficiários do bolsa família

Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Diamantina

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) iniciou a atualização cadastral de 2011 dos beneficiários do Programa Bolsa Família. Mais de 1,3 milhão de famílias precisam renovar suas informações cadastrais junto às prefeituras dos municípios em que moram. Elas estão há dois anos sem atualizar seus dados e poderão ter seus benefícios bloqueados depois de 31 de outubro. A iniciativa é realizada pela gestão municipal do Bolsa Família em parceria com o MDS.

Mudança de endereço ou de renda, localização da escola dos filhos para acompanhamento da frequência escolar e composição familiar são informações fundamentais para a boa gestão do programa de transferência de renda, que atende 12,8 milhões de famílias. É necessário que esses dados retratem a realidade dos beneficiários para garantir o aprimoramento do Bolsa Família.

A lista das famílias que está no processo de revisão de 2011 já está disponível para os gestores municipais no Sistema Integrado do Programa Bolsa Família (Sigpbf). Essas informações ajudam as prefeituras a planejar a estratégia de atualização cadastral deste ano. Os beneficiários com os Números de Identificação Social (NIS) terminados entre um e seis vão receber mensagens para atualizar seus dados no extrato do pagamento de fevereiro.

Foco – A atualização cadastral a cada dois anos é determinada pelo Decreto nº 6.135, de 2007, e funciona como importante mecanismo para melhorar o foco do Bolsa Família, que transfere mensalmente cerca de R$ 1,2 bilhão para a população com renda per capita de até R$ 140,00. Em 2010, mais de 1,1 milhão de famílias passaram pelo processo e 387 mil tiveram seus benefícios bloqueados em novembro por falta de atualização. Em 2009, foram 3,4 milhões de famílias e, desse total, cerca de 550 mil deixaram o programa porque não atenderam ao chamado do MDS.

O MDS apoia a atualização cadastral dos beneficiários do Bolsa Família com aporte financeiro mensal, campanha de utilidade pública, mobilização de beneficiários por meio de entrevistas nas rádios de todas as regiões, publicação de lista de famílias com mais de dois anos sem renovação de dados e informações técnicas.

Quase a metade dos beneficiários que precisam atualizar seus dados no Cadastro Único do Governo Federal para Programas Sociais moram no Nordeste, região que concentra 50% do total de famílias atendidas pelo programa. São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Ceará têm as maiores quantidades de famílias que precisam passar pela revisão cadastral.

Fonte: Ascom/MDS
www.mds.gov.br/saladeimprensa

Mais informações:

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social

Rua da Gloria, 394/ Centro Administrativo

Telefone: 3531- 9480

Adolescentes de Diamantina são destaques na seleção de “Caça Talentos”

Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Diamantina

A equipe do Projeto Escolinha de futebol Toque de Bola comemora a conquista do atleta e aluno Romário de Jesus Soares, classificado para a quarta e última fase do Caça Talentos, assim como mais nove adolescentes de Diamantina que estão participando da seleção de novos talentos no futebol, o Caça Talentos, da Rede Alterosa de Televisão.

Esta seleção iniciou-se com aproximadamente 15 mil meninos inscritos de várias cidades e estados, ficando selecionados para a segunda fase cerca de dois mil, e entre eles foram classificados 05 atletas de Diamantina. Desta segunda fase foi feita outra peneirada, ficando 232 classificados para a terceira fase, os quais foram submetidos a testes físicos e psicológicos, entre estes está o garoto Romário, que mais uma vez seguiu para a cidade de Belo Horizonte no dia 04 de fevereiro, conseguindo outro excelente resultado, ele foi um dos classificados para a quarta e última fase do Caça Talentos.

Em março, três finalistas irão para o voto popular para definir o grande vencedor. Também será feita uma outra votação popular, segundo os dirigentes, para definir em qual time, América, Atlético ou Cruzeiro, o grande vencedor irá treinar.

A direção do Projeto Escolinha Toque de Bola e o coordenador geral, Carlos Siqueira, parabeniza os garotos Hugo Ranieli, Alef Henrique, Rubéns Durval e Maximiliano Cruz por terem conseguido chegar até a segunda fase, o que não deixa de ser considerado como uma grande vitória diante de tantos concorrentes e das dificuldades encontradas. Agradece ao Prefeito Padre Gê e à Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude de Diamantina pelo apoio e transporte dos atletas, pede a todos, pensamento positivo para que o nosso atleta Romário continue brilhando, tornando-se incentivo a outros adolescentes. “Temos muitos talentos escondidos que só precisam de uma chance para se mostrar, seja no futebol de campo, futebol de salão, voleibol e outros”, afirmou Carlos Siqueira.

A Escolinha Toque de Bola realiza brilhante trabalho com crianças e adolescentes carentes de Diamantina e região, atuando na formação de cidadãos competitivos e responsáveis, envolvendo assim toda a parte física e psicológica. Tudo isto contando com ajuda de várias pessoas, uma vez que a escolinha é grátis e acessível a todos que quiserem participar sem nenhum fim lucrativo.

Mais informações: Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude de Diamantina/ 3531- 9272

Uma noite em 67: um documentário imperdível para quem gosta de MPB

Fonte: umanoiteem67

Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa - disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”’; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.

“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”.

O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Governo de Minas Gerais lança Carnaval das Cidades Históricas 2011

Fonte: Agência Minas

BELO HORIZONTE (14/02/11) - O secretário de Estado de Turismo, Agostinho Patrus, e a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, convidam a imprensa para lançamento do Carnaval das Cidades Históricas, nesta terça-feira (15), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves.

Com uma extensa programação de eventos gratuitos, o Carnaval das Cidades Históricas destaca-se como uma excelente opção para foliões de todo o país, que poderão deleitar-se com a folia realizada no cenário privilegiado do patrimônio histórico e cultural mineiro.

Em sua terceira edição, integram o projeto os municípios de Diamantina, Mariana, Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Tiradentes, que unem esforços e realizam divulgação conjunta de suas programações carnavalescas.

O projeto incentiva o resgate das manifestações carnavalescas, incentiva as Escolas de Samba e os Blocos Caricatos dos municípios participantes; valoriza músicas que caracterizem o ritmo samba e estimula a participação de bandas de músicas regionais, além de orquestras bicentenárias com repertórios históricos e contemporâneos de samba.

Após entrevista coletiva, haverá uma demonstração do Carnaval das Cidades Históricas 2011 com apresentação do bloco caricato Bonecos Zé Pereira da Chácara, de Mariana; da banda de marchinha, bonecos gigantes, rainhas do Carnaval e Rei Momo, de São João del-Rei; da banda Sabará Folia, de Sabará e do Bloco Infantil Caricato Rato Seco, de Diamantina. A manifestação cultural acontecerá nos saguões da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a partir das 12 horas.

Serviço:

Evento: Lançamento do Carnaval das Cidades Históricas 2011

Local: Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, Prédio Gerais, 6º andar, salas 6 e 7

Data: 15/02/2011

Horário: 11 horas

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Com lei, Minas quer dar a queijo status de champanhe francês

Fonte: Último Segundo

Viúva de um abastado médico português, Ana Marcelina viveu em Diamantina, terra do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Ela tinha o queijo como um dos principais produtos da sua lista de compras mensais, em meados de 1790. Como fonte de renda, Ana Marcelina alugava parte de seus 200 escravos para a Coroa Portuguesa. Foi na lista de compras dela que o historiador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), José Newton Coelho Meneses, encontrou um dos primeiros registros do queijo Minas artesanal. Em outras partes do mundo, produtos tão antigos ganharam selo de qualidade, procedência e se tornaram peças de mesas elegantes. Minas quer seguir o mesmo caminho.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

94 municípios beneficiados com ICMS Esportivo: apenas 10 municípios do Vale recebem recursos

Fonte: Blog do Banu e Fundação João Pinheiro

Noventa e quatro municípios mineiros receberam, neste mês de janeiro, cerca de R$ 450 mil referentes à cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), critério Esportes. Criado pela Lei 18.030/2009, o ICMS Esportivo oferece uma complementação financeira relativa às atividades esportivas realizadas e é liberado mensalmente.

Treze grupos de atividades são considerados para pontuação no ICMS Esportivo: Programas Socioeducacionais, Esporte para Pessoas com Deficiência, Jogos Escolares Municipais, Minas Olímpica Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), Minas Olímpica Jogos do Interior de Minas Gerais (Jimi), Atividades de Futebol Amador, Esporte para a Terceira Idade, Xadrez na Escola, Academia na Escola e Outros Programas e Projetos.

Os 94 municípios beneficiados comprovaram a existência de Conselho Municipal de Esportes em funcionamento e enviaram as informações exigidas referentes às atividades esportivas desenvolvidas em 2009 dentro do prazo solicitado. As informações foram analisadas e aprovadas pela equipe técnica do ICMS Esportivo e o relatório final, divulgado em 13 de agosto de 2010 e, agora, as cidades começam a ser contempladas.

O relatório com a relação completa dos municípios beneficiados, as atividades desenvolvidas e sua pontuação, bem como a situação de cada município mineiro em relação ao envio da documentação, está disponível no sitehttp://icms.esportes.mg.gov.br/.

O cálculo da cota-parte é feito pela Fundação João Pinheiro (FJP) com base na arrecadação semanal do ICMS e a liberação dos recursos é realizada toda terça-feira pela Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), junto com o repasse do ICMS.

A consulta aos valores pagos por critério é liberada mensalmente no início do mês seguinte. Dessa forma, os valores de janeiro já estão disponíveis no site da Fundação João Pinheiro. A planilha com os valores também está disponível no site do ICMS Esportivo.

No mês de janeiro foram repassados aos municípios pelo Critério Esportes cerca de R$ 450 mil, com um valor médio de R$ 4,8 mil por município.

Municípios do Vale
No Vale do Jequitinhonha, apenas 10 municípios tiveram o direito em receber tais recursos. Desses, 7 são do Alto Jequitinhonha: Angelândia, Aricanduva, Bocaiúva, Capelinha, Diamantina, Felício dos Santos e Turmalina. Os outros três são Monte Formoso, no Médio Jequitinhonha; e Fruta de Leite e Taiobeiras, na região norte de Minas. Do Mucuri, apenas Pote se credenciou.

A participação em programas da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej) auxilia os municípios a garantirem boas cotas para a conquista do benefício.

Recadastramento
Os municípios que desejam participar do ICMS Esportivo com as atividades de 2010 devem cadastrar ou recadastrar seus Conselhos Municipais no sistema eletrônico, em http://icms.esportes.mg.gov.br.
A documentação, que no ano passado foi encaminhada impressa pelo Correio, deve ser encaminhada, este ano, obrigatoriamente em formato digital e enviada por meio do sistema. Somente os municípios que estiverem com o cadastro ou recadastro em dia poderão enviar as informações relativas ao Inventário Esportivo Municipal e às Atividades Esportivas.

Os municípios devem enviar a documentação do Conselho Municipal até 15 de fevereiro, para que tenham prazo para enviar as demais informações até a data final de 31 de março.

O Inventário Esportivo Municipal é uma inovação dentro do grupo de atividade esportiva.
“Outros Programas e Projetos”, que visa reunir informações sobre instituições, dirigentes e estruturas e equipamentos esportivos, bem como o orçamento municipal planejado e executado. Sua finalidade é levantar informações para planejamento de políticas públicas e eventualmente para uso de organizadores de eventos esportivos.

Município R$ - Janeiro 2011
ANGELANDIA- 5.691,58
ARICANDUVA - 7.924,98
BOCAIUVA - 3.097,95
CAPELINHA - 9.355,60
DIAMANTINA - 12.412,38
FELICIO DOS SANTOS - 1.759,96
FRUTA DE LEITE - 2.902,40
MONTE FORMOSO - 514,61
POTE - 4.775,57
TAIOBEIRAS - 12.844,65
TURMALINA - 8.717,48

Com informações da Fundação João Pinheiro

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MG-TV mostra a realidade das ruas de Diamantina

MG TV–Rede Globo

Que bom ! No segundo semestre vai estar tudo arrumado.

Cine Mercúrio exibe o ciclo de filmes “Carnaval no Cinema”

Fonte: UFVJM

O projeto de Extensão Cine Mercúrio apresenta, a partir do dia 09 de fevereiro, o ciclo de filmes Carnaval no Cinema, com títulos que tematizam diferentes dimensões da sexualidade, tais como desejo e sedução, relacionamentos, diversidade sexual, o apelo ao corpo, a publicidade e o próprio carnaval.

As sessões, gratuitas e abertas ao público, acontecerão no horário das 19h30, às quartas-feiras, no auditório do Instituto Casa da Glória da UFMG (Rua da Glória nº 298, Centro), e às 18h00, aos domingos, no Cine Teatro Santa Izabel (Praça Dom Joaquim nº 166, Centro).

O Cine Mercúrio busca fomentar a atividade audiovisual e a formação de público em cinema e acontece graças à parceria entre diferentes setores da UFVJM (Instituto de Humanidades, Diretoria de Relações Internacionais, Centro de Apoio a Idiomas, FCBS, PROEXC), Programadora Brasil/Minc, Cinemateca da Embaixada da França, Instituto Casa da Glória da UFMG, Cine Teatro Santa Izabel/SECTUR, IPHAN e Federação de São Gonçalo do Rio Preto.

PROGRAMAÇÃO:

7 Anos

(França, 2007; 86 min.) / Direção: Jean-Pascal Hattu

Sinopse: Maïté visita regularmente o marido na prisão, onde ele cumpre uma pena de sete anos. A mulher passa a ser seguida por um homem e, depois de se conhecerem e iniciarem um relacionamento, ela descobre que o amante é o carcereiro do marido.

Indicação etária: 14 anos

Quarta, 09/02, às 19h30

Local: Instituto Casa da Glória da UFMG

Lúcia e o Sexo

(Espanha e França, 2001; 128 min.) / Direção: Julio Medem

Sinopse: Lúcia vive uma relação ardente e conturbada com o escritor Lorenzo. Ele desaparece às vésperas de uma viagem, há muito esperada, que fariam a uma ilha no Mediterrâneo. Perturbada, Lúcia parte só. Ela mergulha no tempo e acabar por decifrar detalhes de antigos relacionamentos dele.

Indicação etária: 18 anos

Domingo, 13/02, às 18h00

Local: Cine Teatro Santa Izabel

Diversidade Sexual

(Brasil; 101 min.)

Sinopse: Oito curtas metragens brasileiros enfocam sentimentos de amor e desejo quase sempre em contraposição às regras sociais e religiosas. Histórias e personagens traduzem um pequeno universo de diferentes sexualidades.

Indicação etária: 14 anos

Quarta, 16/02, às 19h30

Local: Instituto Casa da Glória da UFMG

Madame Satã

(Brasil, 2002; 105 min.) / Direção: Karim Ainouz

Sinopse: Nos anos 30, João Francisco dos Santos tornou-se uma das figuras mais emblemáticas do Rio de Janeiro. A vida do malandro, artista, transformista, capoeirista, cozinheiro, presidiário e pai é recontada neste filme.

Indicação etária: 16 anos

Domingo, 20/02, às 18h00

Local: Cine Teatro Santa Izabel

Sedução e Sexualidade

(Brasil; 111 min.)

Sinopse: Este programa, composto de sete curtas metragens, aborda diferentes facetas da relação humana em sua eterna insatisfação sexual. Sete buracos de fechadura, em que os protagonistas são sempre a pele das personagens e os efeitos ferventes do contato de umas com as outras.

Indicação etária: 16 anos

Quarta, 23/02, às 19h30

Local: Instituto Casa da Glória da UFMG

Bebel, Garota Propaganda

(Brasil, 1967; 103 min.) / Direção: Maurice Capovilla

Sinopse: Saída de bairro pobre de São Paulo, garota procura a fama na publicidade e na televisão por meio de ligações amorosas com um ricaço, um produtor de TV, um jornalista e um publicitário. Ao ser contratada como modelo de anúncio de sabonete, imagina que sua vida vai mudar para melhor.

Indicação etária: 16 anos

Domingo, 27/02, às 18h00

Local: Cine Teatro Santa Izabel

A Lira do Delírio

(Brasil, 1978; 105 min.) / Direção: Walter Lima Júnior

Sinopse: No intervalo entre dois carnavais de um bloco de Niterói, a taxi-girl Ness Elliot se envolve com um rico e ciumento amante. Para submetê-la à sua vontade, ele tenta os mais diversos artifícios. Desesperada mas firme, ela procura ajuda de antigos companheiros do bloco de sujos Lira do Delírio.

Indicação etária: 16 anos

Quarta, 02/03, às 19h30

Local: Instituto Casa da Glória da UFMG

Cachaça na cesta básica

BR 367/MG asfaltada - O que cada um pode fazer para transformar o sonho em realidade.

Fonte: Blog Ventos dos Vales

A sociedade brasileira atual tem maior nível de informação que o mesmo público da década de 80. Tal constatação torna o momento em que vivemos favorável à prática participativa. É necessário, pois, valorizarmos a participação individual e dos grupos organizados na administração da coisa pública, estimulando consequentemente a formação da cultura política nacional.
O direito à participação é aquele em que o cidadão deve exigir que seja colhida sua opinião nas tomadas de decisões estatais e na concretização das mesmas, sejam elas políticas, legislativas ou administrativas. A ação participativa é estar em estado de vigilância, ou seja, devem os cidadãos agirem de forma continuada, não em defesa do seu direito individual imediato, mas em defesa do princípio constitucional da participação e do bem-estar coletivo.
Quando se percebe que parcela representativa da sociedade brasileira se encontra apática, desiludida e desesperançada com muitas situações do nosso cotidiano, principalmente no que tange aos políticos e à política brasileira, que hodiernamente insistem em não dar finalidade social e gerencial aos seus atos, a hora é de mudarmos tal quadro de acomodação social.
Sabemos que não dá para ficar esperando que o Estado ou nossos governantes resolvam os problemas do país. É preciso que haja engajamento e muita cobrança da sociedade para que algo de concreto seja realizado além dos discursos social-filosóficos das épocas de eleições.
Uma sociedade bem formada e consciente não pode se omitir diante de ações ou omissões indignas e/ou corruptas de políticos, autoridades ou qualquer cidadão comum. De todos devemos cobrar atitudes comprometidas com os princípios morais e éticos.
É muito comum a gente ouvir as velhas reclamações de que o político que recebeu nosso voto prometeu e não cumpriu. Mas será que as pessoas realmente têm o hábito de procurarem seus representantes para cobrarem ações?
Não vamos mais nos silenciar frente às omissões, irregularidades e desmandos estatais. Precisamos sair da inércia, precisamos reagir, protestar, demonstrar o nosso inconformismo.
Sem sombra de dúvidas a internet é o principal veículo de transmissão de informações da atualidade e ferramenta que pode auxiliar o cidadão a exercer seus direitos constitucionalmente garantidos. Possibilita a comunicação com qualquer parte do mundo em tempo real.
Nesse cenário (a internet), o cidadão tem a oportunidade de questionar e participar dos assuntos de seu interesse, de sua cidade, de sua região ou de seu Estado.
São milhares as possibilidades transformadoras do mencionado meio de comunicação em massa, que tem o condão de integrar pessoas desconhecidas que aspiram por um mesmo ideal, e melhor ainda, possibilitar que a informação seja difundida a qualquer cidadão, autoridade, órgão público, ou quem sabe, a amigos e familiares, em questão de segundos.
Usando das infinitas possibilidades que a internet nos dá, o cidadão deve fiscalizar e protestar, estando sempre atento ao que os seus representantes verdadeiramente fazem pelo seu eleitorado.
Dentre as diversas promessas não cumpridas e obra de extrema necessidade para a integração e desenvolvimento da nossa região, encontra-se o asfaltamento da BR/367, que infelizmente após vários acertos e desacertos, inícios e paralisações, encontra-se abandonada e em situação deplorável e piorando cada dia mais.
Este é o objetivo deste manifesto, angariar esforços e simpatizantes no sentido de COBRAR ATITUDES em relação a BR 367 - Trecho Minas Novas/ Virgem da Lapa, que depois de muitos anos, verbas empenhadas e oportunismos políticos encontra-se abandonada.
Esta é a hora da cobrança, de abarrotarmos as caixas postais e contas de e-mail´s dos eleitos com nosso voto, no intuito de obtermos respostas e ações concretas acerca dos projetos e dos planos para a nossa região, principalmente o asfaltamento da mencionada rodovia.
Para os deputados federais, os e-mail’s estão disponíveis no endereço www.camara.gov.br e para os deputados estaduais o endereço é www.almg.gov.br. Pesquise então o e-mail do deputado eleito em sua cidade e envie uma mensagem cobrando providências acerca da BR 367 – Minas Novas a Virgem da Lapa.
Além disto, providências poderão ser cobradas no e-mail: Gabinete do governador: governadorgab@governo.mg.gov.br.
A sua vigilância é fundamental para evitar o mau uso do mandato para o qual os políticos foram eleitos. Então, se você leu esta mensagem até aqui, faça o serviço completo e remeta seu protesto ou sua mensagem aos deputados eleitos em seu Município, pedindo agilidade nas questões relacionadas à BR 367 Minas Novas/Virgem da Lapa ou sobre outro assunto de seu interesse.
A UNIÃO FAZ A FORÇA... PARTICIPEM!!!

Texto elaborado por Daniel Costa Sousa, cidadão minasnovense.
Bacharel em Direito pela Faculdade Mineira de Direito – PUC/MG.
Pós Graduado em Direito Público pelo Instituto de Educação Continuada - PUC/MG.
e-mail:danielcostasousa@yahoo.com.br

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Férias em Diamantina

Texto: Fernando Gripp

Estou de férias e, andando pelo centro de Diamantina, tenho visto uma cena muito comum. Encontro com muitos turistas, geralmente casais de meia idade, ás vezes acompanhados dos filhos, empunhando uma câmera fotográfica e um guia de turismo. Tudo normal, mas olhando com mais atenção percebo um detalhe interessante. Não é raro encontrá-los com um olhar perdido, sentados nas calçadas, nas escadas da Catedral ou em um banco da Praça do Mercado Velho. Seguindo minha intuição tento ler seus pensamentos ou imaginar diálogo entre eles:

- O que viemos fazer nessa cidade? As igrejas estão fechadas, não há sinalização e informações para o turista, não vai acontecer nenhum evento musical nesta semana.

- Além disso, a cidade tem carros de mais, está esburacada e tem lixo espalhado pelos cantos.

- Realmente, não se parece nada com aquela beleza que vimos na minissérie da Globo

O diálogo acima é fictício, mas nenhum pouco muito improvável. Para demonstrar que não estou exagerando, relato aqui um fato acontecido recentemente na cidade de Lavras, Minas Gerais. Uma amiga minha estava em um restaurante naquela cidade e na mesa ao lado um grupo de pessoas conversava de forma exaltada e alegremente, quando um deles fez a seguinte provocação:

- Quem quer voltar para aquele “buraco” de Diamantina?

Minha amiga, morando atualmente aqui, ficou curiosa, não resistiu e perguntou o motivo daquela brincadeira. Prontamente ouvi a resposta:

- Somos de São Paulo e estamos voltando de Diamantina. Que decepção! A cidade é linda, mas os atrativos estão todos fechados, está descuidada e não há nenhuma informação ou apoio sobre os locais e eventos.

Essa história apenas confirma o que eu tenho visto por aí: turistas perdidos, batendo na porta fechada dos atrativos, procurando informações sobre uma boa pousada, querendo comer um prato típico da região ou procurando uma trilha para uma bela cachoeira. O pior de tudo é saber que Diamantina tem tudo isso e muito mais. Então, onde está o problema? Será que está faltando informação?

Recentemente fizemos aqui um comparativo (clique aqui) sobre as informações turísticas disponibilizadas nos sites oficiais de algumas cidades históricas brasileiras e constatamos a precariedade e a desatualização dos dados sobre Diamantina. O site (diamantina.gov.br) continua no ar: esteticamente feio, sem informações úteis e desprovido de atrativos para o turista.

Se um visitante lhe pedir informações sobre os horários de funcionamento das igrejas de Diamantina você seria capaz de ajudar? Pelo menos saberia indicá-lo onde fica o receptivo ao turista? Qualquer cidade turística de qualidade tem hoje um centro de informação bem planejado, bonito e de fácil localização. Quem visitou a cidade de Gramado-RS, que é menor que Diamantina, sabe muito bem do que estou falando.

Mas é preciso ser mais ousado e ir além de disponibilizar as informações corretas e atrativas. Será que não é possível realizar pelo menos um evento cultural para as pessoas que aqui vivem ou visitam durante as férias? Será que Diamantina tem somente a Vesperata para oferecer de março a outubro? Idéias não faltam: que tal um festival de verão com atrações culturais; um encontro de bandas musicais da região; um festival de canção popular ou serestas; uma exposição de diamantes; um evento gastronômico com pratos típicos preparados com ora pro nobis; um festival de cinema; um evento de esportes radicais pelas trilhas, cachoeiras e cavernas da região; uma feira de artesanato do Vale do Jequitinhonha e muitas outras possibilidades. Em um lugar tão rico culturalmente fica fácil imaginar eventos dessa natureza. Não é preciso ser um especialista, basta um pouco de vontade política e ousadia para fazer diferente.

Mas minhas esperanças são poucas. Vejamos o caso do Teatro Santa Isabel (clique aqui) . Reinaugurado em julho do ano passado, aquele incrível espaço está totalmente ocioso. A prefeitura não foi capaz de propiciar à cidade nenhuma peça de teatro, nenhuma mostra de cinema, nenhuma exposição, nenhum show musical. Absolutamente nada. Foram gastos mais de 2 milhões de reais de dinheiro público e os responsáveis não foram capazes de planejar um evento cultural para a população. Inexperiência? Falta de vontade política? Incompetência técnica? Falta dinheiro? Mais uma vez a mesma história: a cidade é linda, o teatro é lindo, porém .....

Some a tudo isso o descaso com o espaço urbano; o lixo transbordando nas poucas lixeiras; as matilhas de cães abandonados pelas ruas; o trânsito confuso; o calçamento esburacado; os preços abusivos em alguns comércios; as placas de mau gosto e os “puxadinhos” irregulares que descaracterizam o rico patrimônio; as centenas de baratas que passeiam pela região do Mercado Velho; a precariedade da entrada da cidade (Av. Felício dos Santos); o abandono e desrespeito com a obra de Niemeyr na Praça de Esportes; a precariedade da sinalização urbana; o mau cheiro de alguns becos e bueiros; o precário terminal rodoviário; as praças abandonadas e muito mais.

Queremos uma cidade de todos e para todos. Lazer e cultura são direitos constitucionais garantidos ao cidadão. O turismo sustentável é um dos setores mais promissores e rentáveis da economia. Acredito que seja possível administrar e construir uma Diamantina que tenha uma boa qualidade de vida para os que aqui vivem e, simultaneamente, que também ofereça bons serviços aos que aqui visitam. Os dois pontos se convergem e se completam. Enfim, como morador de Diamantina, espero sentir vontade de passar uns dias das minhas próximas férias por aqui para desfrutar, juntamente com os visitantes, de uma cidade mais organizada e preparada para mostrar suas riquezas, seus encantos e suas belezas.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

É preciso abrir os olhos da alma para ver o cerrado

Autora: Profª Lúcia Valéria do Nascimento – Diamantinense

Foto da região de Curralinho: Cintia Z, no Flickr

imageÉ preciso descerrar os olhos e deixar que toda a beleza, a luminosidade, todo o colorido, todo cenário que desfila a cada instante diante dos nós, nos inebrie, nos presenteando de uma forma única.

Ver e sentir o cerrado é extremamente prazeroso! E sem bairrismo, é necessário observar que o cerrado que circunda a região de Diamantina é de deixar qualquer pessoa extasiada. Uma paisagem que nunca se repete, com matizes criados somente para ele e que dele são a expressão de singularidade. As pedras que nos permite ver formas com os olhos da alma, e assim criar no nosso universo interno verdadeiras obras de arte, formam imensos campos rupestres dignos de horas e horas de apreciação.

A flora, a fauna e as pedras fazem desta natureza um retrato que não deixa nada a desejar a nenhum outro lugar no mundo.

Mas as pedras... Estas que compõem o cerrado, que estão há milhões de anos sendo lapidadas pela natureza para nos proporcionar este visual ímpar para nossos olhos e nossa alma, estão sendo quebradas indiscriminadamente para fazer ornamentações em jardins (japoneses ou não), e se estão embelezando os lugares por aí, estão deixando um cenário tosco, feio e totalmente violentado.

É preciso abrir os olhos da face para ver e denunciar esta agressão que não é minha e nem sua, mas atinge a todos nós.

É preciso deixar o tempo continuar dormindo entre as pedras e as flores...