quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jequitinhonha 200 anos - Mestra artesã Elzi Pereira Gonzalves

Vídeo homenageando à Mestra artesã Elzi Pereira. Aos 68 anos é artesã em panelas de barro. Moradora do vilarejo Guaranilândia, distrito da cidade de Jequitinhonha.

Esse vídeo foi exibido na Feira de artesanato do Vale do Jequitinhonha, no Campus da UFMG, homenageando a mestra pelas sua importância cultural na região do Vale.

Esse trabalho é desenvolvido pela Assessoria de Comunicação Solidária, pelo projeto Pólo Jequitinhonha da UFMG, junto com Associação Imagem Comunitária , AIC. Ele também tem a parceria com a prefeitura de Jequitinhonha.

Na Igreja do Carmo

Uma visita aos restos de parentes do século 19. Por Fernando Brant

Fonte: 50 Anos de Texto.

Chegar a Diamantina é sempre um prazer. Muitas recordações de festa e amizade, lembranças que vão até a comemoração de meus cinco anos, data em que bebi, pela primeira vez, um guaraná quase gelado, resultado das pedras de chuva que caíram no quintal e foram recolhidas em uma bacia. Geladeira era algo, para mim, inexistente.

Eis que fui à minha terra da infância no último fim de semana, para assistir a uma homenagem do TRE ao meu pai. E lá me vi, novamente, andando nos caminhos das pedras capistranas. É uma sensação agradável voltar a uma cidade muitos anos depois da partida e encontrá-la, na essência, igual ao que fora.

Muita coisa mudou, é evidente. Os casebres em volta do Rio Grande deram lugar a modestas construções de alvenaria e telha francesa. No Alto da Poeira nem poeira mais há. Lá eu vi o herói Torrô, artilheiro do Oásis, meu primeiro time, chorando em público a morte de seu pai. Aquele homem enorme, aos prantos, foi um espanto para mim. E estranhei mais ainda quando, no dia seguinte, o vi aos beijos com sua namorada. Para meus 7 ou 8 anos era algo incompreensível.

Estou indo agora para a Igreja do Carmo. Caminho devagar no rumo da capela construída pelo contratador João Fernandes para sua amada Chica da Silva. É o que se diz, como se fala também que as torres dos sinos daquele templo religioso foram edificados nos fundos, e não na frente, para que o sono da mulher não fosse perturbado. Que foi o rico e poderoso contratador que financiou a obra deve ser verdade, está escrito lá na porta. Presumo que isso seja mesmo história, mesmo que haja um bom bocado de lenda.

Fui ali para rever a capela e também, para constatar se era real que meus bisavós paternos estavam enterrados lá. Nunca tinha ido conferir. Não havia cemitérios, é o que contam. Por isso as pessoas eram enterradas nos terrenos e nas paredes dos muros laterais das igrejas. Não deu para ler quem eram os mortos do muro, as inscrições se apagaram com o tempo.

Na terra, só um túmulo está cuidado e identificado. Isso foi trabalho de meu pai, eu concluo. Leio com atenção as datas e os nomes: José Ferreira de Andrade Brant e Maria Carolina de Almeida Brant. Esse meu bisavô foi influente em seu tempo, conhecido como Juca Brant. Conheço um retrato dele, imponente e com vasta barba.

Alguém no século 21 visita os restos de parentes do século 19. Coisa de doido.

O que mais me chamou a atenção foi o primeiro sobrenome da bisavó: Almeida. É de seu ramo, então, que veio um tal de Domingos José de Almeida, que saiu de Diamantina para vender cavalos no Rio Grande Sul. Que viagem. Lá ele participou da Revolução Farroupilha, fundou Uruguaiana e se tornou estátua em Pelotas. Mas essa é uma outra história.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Acompanhe seu vereador

Fonte: Câmara Municipal de Diamantina

Clique nos links abaixo  para acompanhar a atuação  dos vereadores nas reuniões da Cãmara Municipal de Diamantina .

Câmara dos Deputados debate desenvolvimento sustentável do Vale do Jequitinhonha e Mucuri

Fonte: Blog do Banu

Discutir ações reais que viabilizem o desenvolvimento sustentável. Este é o foco do 2º Seminário sobre Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O evento acontecerá no próximo dia 13 de setembro, no Auditório Nereu Ramos, em Brasília, realizado pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara Federal.
Investimentos em infraestrutura, educação, cultura, artesanato, músicas, teatro e políticas sociais, compõem a pauta. Segundo o deputado federal Leonardo Monteiro (PT-MG), idealizador do evento, a idéia é a continuidade do projeto iniciado em 2003 quando foram apresentadas as demandas do nordeste mineiro ao debate nacional.
- Agora queremos a inclusão das propostas de interesse regional na agenda de desenvolvimento do país - explicou.

PROGRAMAÇÃO
Durante o seminário serão realizadas três Mesas Redondas sobre vários temas.

1ª Mesa Redonda: Infraestrutura Logística, Energética, Social e Urbana

Expositores: prefeito de Itamarandiba, Tom Costa, Presidente da AMAJE; prefeito de Araçuaí, Aécio Silva Jardim, presidente da AMEJE; Prefeito Euder Mendes, de Divisópolis, presidente da AMBAJ; prefeito Henrique Luiz da Mota – presidente da AMUC; prefeito de Jequitinhonha, Roberto Botelho, presidente da UMVALE; Maria José Haueisen Freire - prefeita de Teófilo Otoni.

Debatedores: Prefeito de Itaobim, João Pereira; Senador Clésio Andrade; DNIT; Ministério da Integração Nacional; Ministério dos Transportes.

A mesa será coordenada pelo deputado Ademir Camilo (PDT/MG).
2ª Mesa Redonda - Desenvolvimento Industrial, Comercial, Turismo e Social,

Expositores: Fernando Pimentel, Ministro da Indústria e Comércio; Ministério do Desenvolvimento Social; Ministério do Desenvolvimento Agrário; BNB; Idene.

Debatedores: Representante da Contag, Fetaemg; ZPE.

A mesa será coordenada pelo deputado Leonardo Monteiro.
3ª Mesa Redonda - Cultura e Educação

Expositores: Ângela Freire, presidente da Fecaje; Gonzaga Medeiros, presidente do Instituto Vale Mais; Agrutevalel e MEC.

Debatedores: Reitor da UFVJM Pedro Ângelo; o reitor do IFNMG, Paulo César Azevedo; o professor João Antônio, da UFMG.
A mesa será coordenada pelo deputado Fábio Ramalho.
O seminário será encerrado com uma intervenção cultural apresentado por artistas dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Programas sociais e desenvolvimento no Jequitinhonha

Autores: Eduardo Magalhães Ribeiro, Eduardo B. Ayres e Flávia M. Galizoni. Publicado no Boletim da UFMG, com dica do Blog Micuim.

Na última década, muitos programas sociais foram levados a regiões rurais mineiras: Bolsa-Família, Territórios, Minas Sem Fome e Leite Pela Vida. Ao mesmo tempo cresceu a atuação dos sindicatos de trabalhadores rurais e as aposentadorias se disseminaram. O Jequitinhonha recebeu parte desses recursos, que provocaram mudanças na região. A alimentação das crianças, os dentes dos adultos e a saúde da mulher passaram a receber mais cuidados. Aumentou o conforto das famílias rurais e mudaram os estilos de consumo.

O problema é que essas mudanças demoram a aparecer nas estatísticas macroeconômicas, principalmente porque se trata de população que vive da produção para autoconsumo, de direitos sociais e de trabalho temporário em outras regiões. Mas alguns estudos recentes e o Censo Agropecuário revelam bons resultados que essas iniciativas já produziram no Jequitinhonha.

Duas delas têm abrangência maior: aposentadorias e Bolsa-Família. Pesquisa do Projeto CNPq/MDA/ICA/UFMG na região revelou que três em cada quatro famílias rurais recebem o Bolsa-Família e que em quatro de cada 10 famílias existe pelo menos um aposentado. Esse número elevado de benefícios cria um fluxo contínuo de renda em dinheiro para famílias com acesso à terra. Muitas vezes o acesso é precário, mas geralmente assegura área mínima para produzir: 70% dessas famílias plantam para autoconsumo e 30% delas para autoconsumo e vendas. A combinação de renda em dinheiro com autoconsumo garante a alimentação e protege o patrimônio acumulado na labuta de lavoura e migração, que não será desfeito às pressas nos anos de seca.

Outra pesquisa do CNPq/ICA/UFMG na região revelou que a população rural que possui terras e é beneficiada por programas públicos consome alimentos de sua lavoura, trocados ou comprados nas feiras das cidades. Fazem em média quatro refeições diárias, classificadas por 88% das famílias como ótimas ou boas; 10% delas as consideram regulares e 2% as avaliam como ruins ou péssimas.

Programas sociais distribuem recursos principalmente para mulheres e idosos, que os gastam privilegiando a segurança alimentar, associado com o produto sem veneno vindo da roça. Por isso, os programas sociais fortaleceram mercados locais e a soberania alimentar, como revelou pesquisa da Universidade Federal de Lavras (Ufla): as feiras livres abastecem 28% da população do Jequitinhonha. O Censo Agropecuário de 2006 apontou que feiras absorvem grande parte da produção de maior valor agregado: 47% da farinha de mandioca, 48% da rapadura, 82% da farinha de milho e 61% do queijo e requeijão.

Também foram criados programas de apoio à agricultura familiar – Territórios Rurais, Aquisição de Alimentos e Minas Sem Fome – que facilitaram a entrada nos mercados e estimularam produção, beneficiamento, oferta e consumo local, “fechando” circuitos virtuosos de pequenos negócios. O programa Leite Pela Vida, por exemplo, compra leite de pequenos produtores da região com recursos federais e estaduais para distribuí-lo entre grupos fragilizados.

A combinação de programas aumentou o bem-estar e o consumo de bens duráveis na região. Dados comparados de 2000 e 2010 (CNPq/MDA) revelam que 95% das famílias rurais passaram a contar com energia elétrica, 82% com água e 64% com banheiro em casa. Esses indicadores cresceram em média 50% na década, mas em municípios como Francisco Badaró e Chapada do Norte a evolução ultrapassou 100%. Essa melhoria de qualidade de vida se deve também aos programas de convívio com o semiárido, que, em uma década, viabilizaram a construção de 300 mil caixas rurais de captação de água de chuva.

A pesquisa CNPq/MDA mostrou que existem fogões a gás e geladeiras em 80% dos domicílios rurais; automóveis em 15%; motocicletas em 50%. Em todas as cidades do Jequitinhonha existem lojas de eletrodomésticos; Lufa, distrito de Novo Cruzeiro, conta com 200 habitantes e duas dessas lojas; Vendinhas, povoado de Capelinha, tem revenda de computadores e casa digital.

As novidades não surgiram somente porque os governos investiram, e sim porque investiram com inteligência: conceberam programas na escala da família, da terra, dos circuitos locais de trocas, fortalecendo a agricultura tradicional. Ocorreu articulação entre estímulos à produção e ao consumo locais no apoio à pecuária, às feiras livres, à captação de água de chuva, à compra direta. Houve continuidade nos fluxos, objetivos e métodos dos programas e, por fim, uma sintonia, fina e republicana, entre os governos Lula e Aécio Neves.

Mas essas melhorias não se devem apenas à ação pública. A direção da maioria dos programas é partilhada entre governo e sindicatos, ONGs e agências religiosas, que adaptaram as iniciativas à realidade rural. Esse é o aspecto positivo.

Mas também há notas tristes na história. Uma: a incapacidade da maioria das prefeituras de se apropriar dessas novidades e criar programas. Outra: a insistência de órgãos públicos em manter programas “seus”, mesmo quando existem outros, bem-sucedidos, na mesma área e local. O Território da Cidadania seria uma boa ideia para resolver isso, se não fosse apenas uma boa ideia.

Resta saber se os avanços se sustentarão caso ocorram cortes de despesas e desaceleração da economia. Existem indicações de que não, pois as melhorias se apoiam em parte no gasto público e no emprego urbano para jovens migrantes. Mas existem indicações de que sim, entre elas a habilidade que as agências locais adquiriram para formular programas e a extraordinária capacidade demonstrada pelos camponeses de criar oportunidades a partir de recursos poupados nas conjunturas favoráveis

Evolução desigual

Fonte: Jornal O Tempo

Clique aqui para ler a reportagem completa.

O menino e o cavalo

Autor: Fernando Brant, no 50 anos de textos.

Viver é perigoso, como disse Guimarães Rosa, mas é muito perigoso mesmo. Às vezes nos damos conta de que já vivemos um monte de dias, e queremos sempre mais, e nos lembramos de trapalhadas e estripulias em que nos metemos, saindo ilesos, ou quase, de todas. Minha mãe, como todas as mães, dizia que havia um anjo da guarda protegendo cada criança. Um para cada uma, senão a tarefa seria impossível.

Mania de subir em muros altos e caminhar em cima deles como se fosse o chão, andar e andar sem medo de cair. No meu caso, eu tinha a prática de percorrer distâncias me equilibrando na linha do trem, em Diamantina.

Meu pai cuidava da digestão caminhando após o almoço e eu, a seu lado, o seguia em cima do trilho da estrada de ferro. Até hoje, andando por Copacabana, no Rio, quando passo pela Avenida Atlântica, eu observo um prédio, numa esquina, e me arrepio de imaginar que, para abrir a porta do apartamento de um tio, eu percorri alguns metros de um parapeito do décimo andar.

Nas peladas de rua eu era driblador, com destino certo para o gol. Minhas camisas eram rasgadas naquela correria louca, mas eu preferia ser agarrado do que calçado. Cair no asfalto ou no calçamento de pedras, sem estar esperando, poderia ser um desastre. Pontos na cabeça, joelhos estropiados, isso era normal. Ainda me lembro de uma redação que fiz na aula de francês contando que tinha trincado o braço (nunca quebrei nenhum osso): “ j’ai felé mon bras”. Êta sucesso.

Recordo-me de um verso de Manuel Bandeira: “os cavalinhos correndo e nós cavalões comendo”. É o que fazemos em volta da mesa, botando a conversa em dia, assuntando sobre passado, presente e futuro. Alguém fala de uma vez em que caiu do cavalo, atolado no brejo. O animal ficou preso e o cavaleiro passou por cima indo, também, se esborrachar na lama podre.

E se fala de amigos que, ultimamente, sem consequências mais agudas, têm fraturado costelas, clavículas e omoplatas praticando esportes equestres.

Aí eu contei a minha história. Como eu cavalguei pela última vez. Menino, visitava meus avós maternos em Pitangui e fui, com um monte de primos, à fazenda do tio Rochinha, sábio político do velho PSD mineiro. Eu não poderia perder a oportunidade de cavalgar pelos campos do oeste. Lá fui eu, com um animal que, me garantiram, era manso. No início do passeio tudo estava sob controle.

Até que comecei a perceber que o bicho trotava tranquilamente desde que nenhum outro passasse à sua frente. Quando ultrapassado, ele apressava o trote. Até que, a cem metros da porteira da fazenda, um primo acelerou o seu animal. O meu começou a galopar, disparou em direção da porteira que estava fechada, eu me agarrei a ele, que era o dono da situação. A porteira chegando, chegou. E ele saltou por cima dela. Eu agarrado a ele, no corpo e nas cordas. Finda a façanha, ele estancou e eu desci. Para nunca mais subir em nenhum cavalo, por mais manso e belo que seja.

A nova era Yin agora em volume único

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“A Nova Era Yin - O planeta das mulheres”, livro do diamantinense Christiano DuValle,  anteriormente publicado em dois volume, está disponível na AGBook em volume único. Clique aqui para acessar o site da  editora.

Segundo Christiano  “a idéia desse livro me surgiu depois de assistir a várias reportagens de tv. sobre o aumento da população feminina e decréscimo da população masculina ao redor do mundo. Desde a primeira vez em que ouvi falar a respeito, fiquei curioso sobre como e porquê, algo como isso ocorreria. Depois de alguns anos tentando decifrar a questão, finalmente cheguei à uma hipótese, cuja qual, explico superficialmente no livro, pelo fato de não ser esse, um livro científico.”

“Esta é a história de uma mãe que colocou o amor pelo filho acima de tudo e de todos, embora não houvesse entre eles laços consangüíneos. Em face do preconceito e da discriminação, alguns problemas trariam dificuldades para a vida dessa mãe e desse filho. Mas, independentemente disso, o amor deles sobreviverá para além do tempo, da distância e da saudade... A história é remontada pelas lembranças da mãe que sofrendo a perda do filho resolve sair de casa e ficar um pouco sozinha para lembrar desse episódio. Todas essas lembranças foram desencadeadas por um diálogo que acaba por se tornar também parte das lembranças dessa mãe...”

Clique aqui para conhecer o blog do do autor.

Clique aqui para ler um trecho do livro do autor

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Festival já reúne time de primeira da literatura de temas históricos

Fonte: fHist

Nei Lopes, na mesa “Vizungo e África”, Júnia Furtado e Ana Miranda, em “Chica da Silva”, Leila Algranti, em “Comer, beber e rezar”, e Oldimar Cardoso e Lucas Figueiredo, em “História para muitos”. Estes são os nomes dos novos autores confirmados do Festival de História – fHist, que acontece em Diamantina entre os dias sete e 12 de outubro. Ao todo serão 18 mesas na Tenda dos Historiadores, das quais já estão confirmadas as mesas “História e Meio Ambiente”, “Cláudio Manuel da Costa”, “Prestes e Olga”, “Ver a História”, “Biografia sem cadáver”, “Walt Disney e Monteiro Lobato: o sonho das crianças tem cor?”, “Construir a História”, “Tempos sombrios”, “Inquisição e fé”, “Patrimônio e política”, “Viver a História” e a conferência inaugural de Boris Fausto.

Outros autores confirmados:

• José Augusto Pádua (História e Meio Ambiente)

• Regina Horta (História e Meio Ambiente)

• Laura de Mello e Souza (Cláudio Manuel da Costa)

• Sérgio Alcides (Cláudio Manuel da Costa)

• Daniel Aarão Reis (Prestes e Olga)

• Francisco Alambert (Ver a História)

• Rafael Cardoso (Ver a História)

• Eduardo Bueno (História para Muitos)

• Sérgio Bandeira de Melo (História para Muitos)

• Santuza Cambraia (Ouvir História)

• João Azevedo Fernandes (Comer, Beber e Rezar)

• Ildeu Moreira (Comer, Beber e Rezar)

• Paulo César de Araújo (Biografia Sem Cadáver)

• Márcia Regina Ciscat (Walt Disney e Monteiro Lobato: O Sonho das Crianças Tem Cor?)

• Ronaldo Vainfas (Biografia sem Cadáver)

• Heloísa Maria Murgel Starling (Tempos Sombrios)

• Marieta Moraes Ferreira (Tempos Sombrios)

• Luiz Mott (Inquisição e Fé)

• Caio César Boschi (Inquisição e Fé)

• Luís Fernando de Almeida (Patrimônio e Política)

• Fernando Novais (Viver a História)

Oficinas - Além das mesas na Tenda da Praça Doutor Prado, a curadoria e a coordenação do fHist estão finalizando as programações das Oficinas de Ourivesaria, História e Educação Patrimonial que serão realizadas na Casa da Glória. Elas acontecerão entre os dias oito e 12 de outubro e a participação será gratuita, mediante inscrição e capacidade das salas e auditórios da Casa da Glória. A programação das oficinas, respectivos horários e a abertura das inscrições serão informadas pelo site oficial do fHist após o dia sete de setembro.

I Concurso de Monografias sobre Cultura Tradicional e Popular da UFVJM

A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFVJM, por meio de sua Diretoria de Cultura, anuncia o I Concurso de Monografias sobre Cultura Tradicional e Popular nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que irá premiar textos acadêmicos originais que versem sobre as temáticas da culinária, da literatura, da dança, da música, das manifestações religiosas e do artesanato. O período de inscrições será durante o mês de fevereiro de 2012.

O objetivo do edital é estimular docentes, estudantes e técnicos administrativos da UFVJM a constituírem um acervo de referências bibliográficas sobre os Vales e suas manifestações culturais tradicionais e populares.

Para mais imformações na página da PROEXC

Cartaz_Concurso_Monografias

Prefeitura de Diamantina lança Programa de Fomento aos Esportes de Aventura

Fonte: Prefeitura de Diamantina

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Diamantina recebeu da UNESCO em 1999 o Titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade, em reconhecimento à cultura singular de seu povo e as belas paisagens naturais da região. O município possui duas Unidades de Conservação, o Parque Nacional das Sempre-Vivas e o Parque Estadual do Biribiri, e é privilegiado por uma grande diversidade de atrativos naturais – grutas, cachoeiras e trilhas – que compõem belas paisagens e propõem desafios para os amantes da natureza. Além disso, a cidade destaca-se como uma das mais importantes do Roteiro Turístico da Estrada Real, é sede do Circuito Turístico dos Diamantes, apresenta-se entre os sessenta e cinco Destinos Indutores de Turismo Internacional e está inserida na Política de Regionalização do Ministério do Turismo. Em Diamantina, existem muitos eventos fomentados por iniciativa da comunidade, que têm, no conjunto de suas programações, atividades que correlacionam natureza e desafios, o que tem subsidiado com sucesso o fortalecimento da atividade turística em território municipal.

Reconhecendo a importância destes eventos para o desenvolvimento do turismo no município, a Prefeitura de Diamantina, através das Secretarias, de Cultura, Turismo e Patrimônio e de Esportes, Lazer e Juventude, lançam o Programa de Fomento aos Esportes de Aventura, juntamente com seu primeiro projeto: Circuito Diamantina Adventure – financiado pelo Fundo Municipal de Turismo e pelo Fundo Municipal de Esportes e Lazer.

O Programa de Fomento aos Esportes de Aventura, visa atender ao novo plano de marketing do destino, que irá posicionar Diamantina, também pelos seus atrativos turísticos naturais. Objetiva ainda, qualificar a oferta de produtos turísticos ligados aos esportes praticados em regiões naturais, buscando a organização e estruturação de um calendário anual de eventos do segmento de esportes de aventura e a promoção de outras ações para seu desenvolvimento.

Também são objetivos do Programa:

ü Apoiar financeiramente os eventos do Circuito Diamantina Adventure;

ü Promover e divulgar em mídia impressa e eletrônica, em nível regional, estadual e nacional o Circuito Diamantina Adventure;

ü Incrementar a demanda dos eventos, com o apoio das agencias e operadoras de turismo;

ü Viabilizar apoio logístico e operacional necessário à realização dos eventos que compõem o Circuito;

ü Incrementar os eventos do Circuito com uma diversa programação cultural.

Para compor o Circuito Diamantina Adventure 2011 foram selecionados três eventos já consolidados no calendário regional, sendo eles:

Trilhão das Pedras – Dias 26 e 27 de Agosto

O trilhão é uma modalidade de esporte de aventura definida como “Off Road” (Fora da Estrada). Nesta modalidade os motociclistas aventuram-se em trilhas com o intuito de superar os obstáculos naturais.

O Trilhão das Pedras é realizado desde 1993, está em sua nona edição, tem uma abrangência estadual e atrai centenas de participantes por edição, que muitas vezes são acompanhados por suas famílias, o que movimenta o setor turístico da cidade.

O Trilhão das Pedras é organizado pela Equipe Tara Trilha que desenvolve junto ao evento um trabalho social de assistência a famílias carentes, com a distribuição de cestas básicas e de outros itens.

O diferencial do Trilhão das Pedras com toda a certeza é a paisagem da região, que proporciona aos participantes momentos de contemplação e interação com a natureza.

Triathlon de Aventura – Dia 03 de Setembro

Diamantina já sediou grandes eventos de Corrida de Aventura como o Circuito Mineiro de Trekking e o internacional Ecomotion. Após a realização destes eventos a porção da Serra do Espinhaço, onde Diamantina está inserida, entrou para o roteiro internacional de esportes de aventura. Isso contribuiu para o fortalecimento deste seguimento no território municipal, a ponto da comunidade fomentar seus próprios eventos, como Triathlon de Aventura.

O Triathlon de Aventura agrupa várias modalidades de esportes de aventura como, por exemplo, o Trekking, Moutain Bike e a Tirolesa, em geral realizadas nos rios, cachoeiras e serras da região.

O Triathlon de Aventura teve sua primeira edição realizada em 2010, com abrangência estadual e atraiu muitos participantes.

O diferencial do Triathlon de Aventura é o aproveitamento de marcos naturais e antropológicos da região de Diamantina para a realização das atividades, como a Gruta do Salitre e a Ponte do Acaba Mundo.

Encontro Nacional de Motociclistas – Dias 16, 17 e 18 de Setembro

Por todo o país existem centenas de moto clubes, que congregam milhares de motociclistas apaixonados por suas máquinas e pelo estilo de vida “motoqueiro”. Em Diamantina não é diferente! Os Moto Clubes Diamantes do Asfalto, Asas da Liberdade e Águias e Falcões do Tijuco congregam diamantinenses realmente fascinados pelas motocicletas.

No Brasil a paixão pelas duas rodas movimenta um amplo mercado que envolve feiras, encontros e outros eventos voltados para este público. Depois de muito percorrem as estradas de Minas e do Brasil, participando de eventos de motociclismo, os motoqueiros de Diamantina, com as experiências que acumularam, empreenderam a organização do Dia do Motociclista em Diamantina. O evento teve sua terceira edição realizada em 2010 e contou com a participação de centenas de motociclistas de todo o estado.

Para 2011 a organização pretende realizar uma divulgação em âmbito nacional, utilizando-se de todos os recursos de comunicação, estimando atrair um grande publico para o encontro.

O diferencial do Encontro Nacional de Motociclistas é a paisagem oferecida no deslocamento pela Serra do Espinhaço, a pluralidade cultural da cidade e a hospitalidade do diamantinense.

Realização

Prefeitura Municipal de Diamantina

Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio

Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude

Equipe Tara Trilha

Quintal Radical

Moto Clube Diamantes do Asfalto

Moto Clube Asas da Liberdade

Moto Clube Águias e Falcões do Tijuco

Parceria

ADELTUR

Affonsinho e Diamantina

Fonte: Museu do Clube da Esquina

“Eu sou o Affonsinho, Afonso Eleodoro dos Santos Junior, nasci em Belo Horizonte, no dia 07 de março de 1960. (…) O meu pai é de Diamantina.  Minha mãe compunha em casa. Ela não sabe harmonia, mas ela fazia música enquanto estava arrumando a casa ou cozinhando. E a gente tinha um tio chamado Jequitaí que foi maestro da orquestra da Polícia Militar. E minha mãe levou hoje o spalla da sinfônica, que é Márcio Malard, meu primo, minha mãe o levou pra orquestra da Polícia Militar por causa desse tio, o Jequitaí que era maestro. Então essa orquestra formou grandes músicos que estão hoje na sinfônica: o Márcio Malard, o Watson Clis, todos estudaram na orquestra da Polícia. Então a minha mãe compunha sem saber teoria musical. Meu pai não, meu pai escreve. Depois dos 80 ele resolveu virar escritor, já lançou uns oito livros, enquanto está no Instituto Histórico. Agora, o meu bisavô, meu pai costuma brincar que ele foi a primeira agência de publicidade do Brasil porque ele era de Diamantina, chamava-se Zeca Bento. Inclusive nos livros de Diamantina contam histórias dele, toda a vez que eu vou tocar lá, em Festival de Inverno, fico pensando se ele está por ali em algum lugar. Porque ele é um cara que tinha muito valor. Ele era diabético, acho que teve 11 filhos, ou nove filhos, não sei; naquela época o pessoal tinha muitos filhos. E ele perdeu uma perna por causa da diabete, então andava em Diamantina de muleta. Você imagina, andar em Belo Horizonte de muleta já é difícil, aqui as coisas já são mais planas, imagina em Diamantina que é tudo paralelepípedo. É, e subida e descida. E ele ia, ganhava a vida fazendo jingle em Diamantina nessa época, mas de que forma? Assim, por exemplo, cantava em casamento, cantava em enterro, cantava em batizado, fazia jingle pra padaria. Por exemplo, a padaria estava com uma promoção lá de pão mais barato hoje, aí ele ia pra praça lá com o violãozinho dele, com a muleta e cantava: “Padaria do seu Correia, não sei o que lá”, entendeu? Então papai brinca que ele foi a primeira agência de publicidade porque isso foi em 1800 e sei lá, 1860, 1870, há muito tempo. Tem essa tradição de Diamantina ser aquele negócio da boemia, de serenata, então eu acho que vem um pouco daí.”

Clique aqui para ler o depoimento completo e acessar o interessante Museu do Clube da Esquina.

Corrida de aventura em Santo Antônio do Itambé

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Instituo de Arte e Cultura de Diamantina

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Boa notícia para Diamantina. Um grupo de cidadãos, artistas e amantes da arte está se organizando como entidade civil de interesse público tendo por finalidade a promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico no município. Participe! Dê o seu apoio a essa importante iniciativa.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Programação cultural do fim de semana

Fonte: Prefeitura de Diamantina

Dia 26/08 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo - Sexta Nossa

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

- Recepção Trilhão das Pedras - Show com a banda "Farrapus do Caos"

Local: Mercado Velho

Horário: 21 horas

Dia 27/08 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Fabrízio Saldanha

- Largada do Trilhão  das Pedras

Local: Mercado Velho

Horário: 10 horas

- Show com a Banda Jack Bóris

Local: Mercado Velho

Horário: 21 horas

Dia 28/08 - domingo


- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: 08 horas

- Feira da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: 08 horas

Confira a programação  do Festival Tira Agosto - Festival Gastronômico e Musical.

Lendas ao luar

"Grupo teatral "Os Clássicos" convida para assistir as mais belas e encantadoras lendas de de Diamantina.

Apresentações Teatrais:

  • Chica da Silva
  • A Noiva das Mercês
  • A lenda da Acayca

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Concurso de Guitarra do Conservatório Estadual de Música Lobo de Mesquita

Clique aqui para saber mais.

Conheça a música da competição:

1º Festival de Cantigas - Conservatório Estadual de Música Lobo de Mesquita

Um Encontro de Encanto e Magia, para toda a Família.

Dia: 27/08/2011- Sábado

17hs-Abertura da feira cultural do festival

Local: sala de exposições do Museu do Diamante

18hs-Festival de cantigas com os corais:

Coralito, Coral Infantil Lobo de Mesquita e Coral Lírico JK

Local: Pátio do Museu do Diamante

Quiabo da Lapa no Sabores de Minas

 

Parte 1

 

Parte 2

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Abaixo-assinado pela descentralização da UFVJM com campus em cidades dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Para:Presidenta Dilma Roussef, Reitoria da UFVJM, Conselho Universitário da UFVJM, Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação.

Há pelo menos dois séculos que o Vale do Jequitinhonha vive o circulo vicioso de migração-pobreza-migracão, conseqüência de um processo de absoluto abandono do Estado Brasileiro, seja aquele do Brasil Colonial ou do Brasil Independente. A expectativa de ruptura com tal processo histórico perverso nasceu das políticas sociais do governo Lula, particularmente com a instalação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Nela, foram depositados os melhores anseios de um Vale com redução das desigualdades sociais, expansão do leque de profissionais capazes de atrair investimentos sustentáveis e de suprirem demandas tanto da iniciativa privada como da esfera pública, de modo a favorecer que esta última efetive suas políticas públicas comprometidas com o desenvolvimento regional.

Entretanto, a orientação do atual Governo Federal – instalação de pólos da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri em cidades de outras regiões - frustra todo o povo do Jequitinhonha e Mucuri, fazendo-o (re) experimentar o gosto amargo da indignação, o sentimento de desrespeito e de extração do que legitimamente lhe pertence para usufruto de outrem, tal como ocorreu com seus diamantes e ouro no Brasil Colonial.

Com este horizonte, estamos mobilizados para que a nossa mais nova pedra preciosa – a UFVJM –se consolide e expanda no território para o qual ela foi originalmente criada: os Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Se a sede da Universidade na região está em Diamantina, falta contemplar ainda as cidades pólos do Alto Jequitinhonha (Capelinha/Minas Novas), Médio Jequitinhonha (Araçuaí/Itaobim) Baixo Jequitinhonha (Almenara/Jequitinhonha/Pedra Azul). 
Este é um apelo racional: a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri deve pertencer à sua região.

Esta é a nossa luta e convidamos você a dela participar, enfileirando-se conosco pelo bem do Jequitinhonha e Mucuri.

Ao Governo Federal, à Reitoria da UFVJM e representantes políticos, solicitamos encarecidamente: deixe a nossa pedra preciosa consolidar-se nas terras que são as suas e refletir seu brilho nos olhos de sua gente.

Pela descentralização da UFVJM com implantação de campus em cidades do Vale do Jequitinhonha e Mucuri!

Por uma Universidade Pública, Gratuita, de Qualidade e comprometida com o desenvolvimento sustentável do Jequitinhonha e Mucuri!

Pela participação popular nas definições do planejamento estratégico da UFVJM!

Clique aqui para assinar o abiaxo-assinado.

Vote na foto de Diamantina e ajude a Sociedade Protetora da Infância

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Diamantina

O concurso de fotografia PAISAGENS MINEIRAS, promovido pelos Diários Associados e patrocinado pela Petrobras, aberto a fotógrafos amadores e profissionais, maiores de 16 anos, escolheu uma foto de Diamantina para votação popular pela internet.

De acordo com o regulamento do concurso o autor da foto indica uma instituição educacional ou assistencial localizada no mesmo município onde a fotografia foi tirada, à qual será doado um computador, no caso da fotografia ser eleita a Paisagem Mineira da seletiva.

O fotógrafo José Rocha, escolheu a Sociedade Protetora da Infância de Diamantina para doar o computador, caso vença a seletiva.

A votação vai até dia 31 de agosto (próxima quarta-feira) no site www.paisagensmineiras.com.br.

Comentário: Zé Rocha tem belas fotos de Diamantina.  Clique aqui e confira o Projeto  Diamantina: Fragmentos Visuais da Cidade no Século XXI.

Programa de treinamento físco para pessoas com sobrepeso

divulgação (1)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Regina Casé também declara amor pela região de Diamantina no Twitter

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Clique aqui para ler mais.

Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho: o perfil dos trabalhadores em benefício previdenciário em Diamantina

ALCANTARA, Marcus Alessandro de; NUNES, Gabriela da Silveira e  and FERREIRA, Bárbara Coura Moreira dos Santos. Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho: o perfil dos trabalhadores em benefício previdenciário em Diamantina (MG, Brasil) . Ciênc. saúde coletiva[online]. 2011, vol.16, n.8, pp. 3427-3436.

O objetivo foi identificar o perfil de trabalhadores que receberam benefício temporário ou permanente por DORT entre 2002 e 2005 na Agência de Previdência Social (APS) Diamantina e comparar a prevalência dessa população. A amostra foi obtida através de bancos de dados contendo variáveis sociodemográficas e clínicas. O perfil foi semelhante ao longo dos anos. As características mais prevalentes foram trabalhadores residentes em Diamantina, entre 40 e 59 anos, nível de escolaridade no ensino fundamental, sem diferenças quanto ao gênero. A maioria estava empregado no setor de serviços, com renda abaixo de um salário mínimo. O benefício mais concedido foi auxílio-doença previdenciário. O diagnóstico mais comum foi Dorsalgia, com tempo médio do benefício de 10 meses. Observou-se tendência crescente de acometimento por DORT e evolução dos afastamentos para aposentadoria por invalidez ao longo dos anos. O presente estudo possibilitou conhecer o perfil do trabalhador afastado por DORT nessa APS. Observou-se tendência de crescimento dos índices de afastamento refletindo a tendência mundial. Assim, sugere-se implementação de políticas de prevenção, promoção e reabilitação da saúde desta população.

Clique aqui para ler o artigo completo.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lula declara-se apaixonado pelo Vale

Fonte: Blog do Banu

Em mais um retorno ao Vale do Jequitinhonha, o ex-presidente Lula, disse em Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, que é apaixonado pelo Vale do Jequitinhonha. Esta declaração aconteceu durante a formatura de Técnicos do IFNMG, campus Araçuaí, na sexta-feira, 19.08. Lula afirmou que "o povo do Vale é apaixonante, tem uma riqueza cultural, persistência e uma força incomum para vencer as adversidades. Eu sou umas das pessoas admiradoras e apaixonada pelo povo desta região".

Lula faz seu discurso como Patrono da primeira turma de formandos do IFNMG, campus Araçuaí. Ao fundo, Dr. Jean Freire, suplente de deputado estadual e Quincas Dias, empresário. O ex-presidente enumerou alguns dos projetos do Governo Federal que podem alavancar o desenvolvimento regional como a instalação de Institutos Federais de Formação Tecnológica em Araçuaí, Almenara e Salinas. Lembrou que a Presidenta Dilma autorizou mais dois Institutos Federais na região: Diamantina e Teófilo Oroni. Lembrou da instalação da UFVJM, com campus em Diamantina e Teófilo Otoni, de 3 Territórios da Cidadania que viabiliza recursos para mais de 150 mil agricultores familiares; do Programa Bolsa Família que além de dar uma mão na vida de famílias miseráveis irriga a economia local com R$ 15 milhões todo mês; de vários projetos de infra-estrutura; da construção da ponte sobre o rio Jequitinhonha, em Itinga; da instalação do SAMU em 21 cidades dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri.

Lula disse que Dilma está fazendo um bom governo e surpreenderá muita gente e fará ainda melhor que ele. Ela fará investimentos principalmente em regiões pobres como o Vale, dentro do seu plano de Combate à Miséria.

Nove visitas de Lula ao Vale
Lembrou das várias vezes que veio ao Vale: em 1981, organizando o PT; na Caravana da Cidadania, em 1993, fazendo o seu trajeto de Garanhuns a São Paulo; em 1995, percorrendo o Vale, passando por Diamantina, Turmalina, Minas Novas, Chapada do Norte, Berilo, Virgem da Lapa, Araçuaí, Itinga, Itaobim, Jequitinhonha e lemenara; na posse de Cacá, como prefeita de Araçuaí, em 01.01.1997; em 12.09.2002, em Diamantinas, na campanha eleitoral; nos primeiros dias como presidente de República, em 11.01.2003; em março de 2004, inaugurando a ponte de Itinga; em janeiro de 2010, na inauguração do IFNMG, campus Araçuaí; e agora, na formatura da primeira turma de técnicos. Foram 9 visitas ao Vale.

Ficou muito emocionado, fazendo muitos formandos e pais chorarem ao lembrar do seu diploma técnico em Torneiro Mecânico, pelo SENAI. Disse ser um dos momentos mais importantes da sua vida e maior orgulho da sua família. “Estes meninos e meninas que hoje se formam não podem parar aqui. Devem seguir em frente, continuar os estudos”, disse. E aconselhou: “Não desistam frente à primeira dificuldade. Façam Faculdade, pois há facilidades maiores para estudar hoje.

O PROUNI está aí para ajudar estudantes de famílias pobres. Há mais vagas nas faculdades e assistência estudantil para manter o aluno na escola. Estou emocionado ao ser abordado por um Cientista Político, de Itaobim, que se formou pelo Prouni; uma dentista daqui, ou um filho de servente de pedreiro fazendo 0 4º ano de Medicina”, completou emocionado.

“Quero voltar aqui, e fica este compromisso, em agosto de 2014, e me sentar com vocês, formandos , seus pais e professores, avaliar como vocês prosseguiram na vida e no trabalho”, finalizou.

Campus da UFVJM e pavimentação BR 367

Publicamente , Lula não mencionou a pavimentação da BR 367 e novos campi da UFVJM. O suplente de Deputado Estadual (PT-MG), o médico Jean Freire, entregou-lhe um documento cobrando a pavimentação de dois trechos da BR 367 (Minas Novas-Chapada do Norte-Berilo-Virgem da Lapa e Almenara-Jacinto-Salto da Divisa), além de instalação de campus da UFVJM em Capelinha/Minas Novas, Araçuaí/Itaobim e Almenra/Jequitinhonha.

Clique aqui para ler o post completo no Blog do Banu.

domingo, 21 de agosto de 2011

Cães perdidos se transformam em drama rotineiro

Fonte: Estado de Minas – 20/08/2011

O velho ditado nunca falha. Para muitas pessoas, o cão é o melhor amigo do homem, companheiro inseparável de todas as horas. Na casa da bailarina Ive Tricta, de 37 anos, o cãozinho Nury sempre foi uma espécie de fiel escudeiro. É o melhor amigo de Iann Tricta, de 2 anos, filho de Ive. Como o bichinho de estimação já faz parte da família há oito anos, desde o seu nascimento, Ive ficou muito triste quando ele desapareceu. "Fui à Praça do Papa com meu marido e meu filho fazer um passeio. O Nury estava correndo para todo lado, mas sempre perto de nós. De repente, ele sumiu e ficamos loucos", disse a bailarina. O jeito então foi procurar pela praça, mas ele não apareceu. "Cheguei até em pensar em roubo. O Nury presenciou minha primeira gravidez e era uma espécie de guardião do Iann. Ninguém podia chegar perto do berço do meu filho sem autorização dele", brincou Ive. O jeito foi espalhar cartazes pelas ruas dos bairros Mangabeiras e Anchieta, na Região Centro-Sul de BH.

Clique aqui para ler a reportagem completa.

Enquanto isso, em Diamantina, o problema é outro: os cães são abandonoados covardemente pelas ruas. Essa atitude coloca em risco a saúde e a segurança das pessoas, principalmente os idosos e crianças. Há relatos de pessoas que estão com medo de andar pelas ruas  com receio de serem atacadas pelos animais. Veja a foto tirada ontem (20/11) em uma das ruas movimentadas da cidade.

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Plano funerário sem regulamentação ilude população carente em Minas

Fonte: Estado de Minas – 21/08/2011

Empresa se aproveita da boa fé, da miséria e da falta de informação de moradores dos vales do Jequitinhonha e Mucuri para oferecer o serviço, sem assinatura ou contrato

Araçuaí,  Itaobim, Ponto dos Volantes, Teófilo Otoni e Virgem da Lapa – Em duas das regiões mais pobres do país, o Vale do Mucuri e o Vale do Jequitinhonha, o negócio da morte é próspero. Uma empresa cobra dos mais pobres – de preferência analfabetos, mais velhos e sem qualquer tipo de informação – valores que variam entre R$ 10 e R$ 30, dependendo do município, a título de plano funerário. Não há contrato, apenas a confiança do miserável de que, ao morrer, vai receber um buraco de sete palmos, um caixão e em alguns casos uma galinha (viva), que será entregue à família como “merenda” para o velório.

Clique aqui para ler a reportagem completa

Ego Enim - Lobo de Mesquita

 

Compositor Brasileiro: Lobo De Mesquita (1746 - 1805)
Obra: Ego Enim
Conductor: Ricardo Bernardes


'' Ego enim accepi a Domino
Quod et tradidi vobis
Quoniam Dominus Jesus
In qua nocte tradebatur
Accepit panem
Et gratias agens fregit, et dixit:accipite,
Et manducate: hoc est corpus meum
Quod pro vobis tradetur: hoc facite in meam commemorationem
Similiter et calicem
Postquam cœnavit, dicens: Hic calix novum testamentum est in meo Sanguine: hoc facite quotiescumque bibetis, in meam commemorationem.
Quotiescumque enim manducabitis panem hunc, et calicem bibetis, mortem Domini annuntiabitis donec veniat ''

** José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, atual Serro, Sec. XVIII --- Rio de Janeiro, 1805), foi um organista, regente e compositor brasileiro. É patrono da cadeira número 4 da Academia Brasileira de Música.

Foi o compositor do período e contexto que mais assimilou o estilo pré-clássico e foi mais celebrado[2].
Estudou música com o padre Manuel da Costa Dantas[2], mestre-de-capela da matriz de Nossa Senhora da Conceição do Serro. Foi para Arraial do Tijuco (1776), hoje Diamantina, para provavelmente ser responsável pela instalação na Matriz de Santo Antônio de um órgão fabricado pelo Padre Manuel de Almeida e Silva, onde desenvolveu Missa para Quarta-Feira de Cinzas (1778)[2] e seguiu sua carreira como organista e compositor (Regina caeli laetare, 1779 até que entrou para a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo em 1789 e permaneceu em 1795[2].
Também foi filiado, entre 1783 e 1798, como organista à Irmandade do Santíssimo Sacramento, na igreja de Santo Antônio. Ainda no Tejuco, atuou na Igreja de Nossa Senhora das Mercês e em outras irmandades, como na Confraria de Nossa Senhora das Mercês dos Homens Crioulos (1788-1789), em cargo administrativo[2].
Alferes do Terço de Infantaria dos Pardos, foi o encarregado de um oratório para a Semana Santa (1792) e em outras cerimônias locais.
Em Vila Rica, para onde foi em 1798 por prováveis problemas financeiros[2], regeu a música para o tríduo do período (1798-1799), na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, e as Quarenta Horas, do período seguinte (1800-1801). Nesse período, ligado à Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo de Vila Rica, também conviveu com os compositores Marcos Coelho Neto (pai e filho), Francisco Gomes da Rocha, Florêncio José Ferreira Coutinho e Jerônimo de Souza Lobo.
A partir daí até sua morte, tocou nas missas da igreja da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro, cidade onde morreu. Um de seus ofícios de defuntos foi apresentado na vila de Caeté, MG, em 25 de janeiro de 1827, em memória da Imperatriz Leopoldina, o que mostra que o compositor era ainda reconhecido e lembrado mais de vinte anos depois do seu falecimento.
Existem apenas três manuscritos autógrafos do compositor, a Antífona de Nossa Senhora (1787) —que se encontra no Museu da Inconfidência— a Dominica in Palmis (1782) e o Tercio que se encontra no Museu da Música de Mariana (1783), mas há muitas cópias do restante de sua obra, como ladainhas missas, ofícios e novenas. Todas as outras obras conhecidas de sua vasta produção aparecem em cópias de fins do século XVIII e, em sua maioria, do século XIX.

sábado, 20 de agosto de 2011

Prefeitura de Diamantina realiza Picnic Ecológico

Fonte: Secretaria de Municipal de Meio Ambiente.

Neste domingo, 21/08, às 08 horas, acontecerá mais uma etapa do projeto "Picnic Ecológico" que é uma das muitas ações integradas do "Programa Diamantina Brilhante", da Prefeitura Municipal de Diamantina. Trata-se de ação de grupos de voluntários sob coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, professores e acadêmicos da UFVJM para limpeza de pontos estratégicos no município (pontos turísticos, históricos ou de valor ambiental relevante) com fins de educação e conscientização ambiental da comunidade.

O secretário municipal de meio ambiente, Márcilio Almeida informa que a idéia do picnic ecológico é associar um esforço de educação ambiental a um evento de lazer, confraternização e integração entre os participantes. O objetivo principal é sensibilizar a comunidade sobre o lixo que a própria população lança indiscrimidamente nos espaços públicos. "Não se pretende que este projeto seja um mutirão pontual, mas de uma ação contínua, com agenda definida e com ampla divulgação, pois somente a regularidade das ações pode garantir a efetividade de qualquer programa de educação ambiental. Ainda, estas ações contribuirão para tornar Diamantina ainda mais atrativa ao turismo" afirmou o secretário.

Ações previstas para o 2º semestre de 2011

Foram selecionados 4 locais estratégicos para realização de picnics entre Agosto e Novembro de 2011, conforme cronograma abaixo. Também foram relacionados 4 grupos de voluntários para início dos trabalhos. Cada grupo terá um coodenador, que se incubirá de manter a motivação da equipe, promoção dos eventos, negociação dos recursos necessários e elaboração de relatórios de acompanhamento.

Estes grupos terão apoio logístico da SEMA e da UFVJM.

Logistica para Picnic Ecológico 21/08/2011

  1. Todos os Grupos (I, II, III, IV) encontram-se no Sup. Cordeiro para concentração às 8:00h;
  2. Grupo I parte a pé para Morro Cruzeiro (limpeza no trajeto e no topo do morro);
  3. Grupo II parte a pé pela Trilha dos Escravos até o mirante (limpeza no trajeto e no mirante);
  4. Grupos III e IV seguirão de ônibus a partir do Sup. Cordeiro para pontos de saída.
  5. Grupo III deixado pelo onibus no Mirante da trilha dos escravos, de onde parte a pé para Morro do Cruzeiro (limpeza do trajeto).
  6. Grupo IV deixado pelo onibus na portaria do Campus JK, de onde parte a pé até o trevo da BR367-estrada velha para Cruzeiro (limpeza das margens da rodovia)
  7. Às 11:00h, onibus recolhe Grupo III no mirante da Trilha Escravos e Grupo IV no Trevo BR367, levando ambos para juntar aos Grupos I e II no morro do Cruzeiro, onde ocorrerá o balanço final e picnic.
  8. Sacos de lixo serão deixados nos pontos finais (de chegada) para recolhimento pela caminhonete de apoio. Encerramento às 12:00h.
  9. Proximo picnic, 18/09, mantem-se o roteiro, mas inverte-se posição dos grupos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Bar do Pescoço no Sabores de Minas

Bar do Ademil no Sabores de Minas

Pastel JK no Sabores de Minas

Cantina do Marinho no Sabores de Minas

Vandeca no Sabores de Minas

O Bambá do Garimpo é muito bom. Imperdível.

Chegou o Xica da Selva

Xica da Selva

Damos boas vindas ao Xica da Selva, mas recomendamos  aos internautas que leiam o blog com os olhos do humor…..

Clique aqui para conhecer o Xica da Selva.

Inquisição e fé, Prestes, Olga e a construção da História no fHist

Fonte: fHist

Luiz Mott, Ronaldo Vainfas e Daniel Aarão Reis estão entre o time de renomados historiadores que também já confirmaram presença no Festival de História – fHist, em Diamantina, que acontecerá entre os dias sete e 12 de outubro. Luiz Mott estará na mesa “Inquisição e fé”, quando abordará as perseguições religiosas durante o período colonial. Professor do programa de pós-graduação em História da Ufba, ele tem vasta obra sobre a homossexualidade no Brasil - como o livro “Sexo, Proibido: Virgens, Gays e Escravos nas garras da Inquisição” - e é militante histórico da causa dos direitos dos homossexuais.

O historiador carioca Ronaldo Vainfas é também autor de livros capitais sobre a sociedade colonial e a Inquisição ibero-americana, entre os quais “Trópico dos pecados” e “A heresia dos índios: catolicismo e rebeldia no Brasil colonial”. No fHist, entretanto, a mesa de Vainfas terá como tema “Construir a História”. Professor titular de História Moderna da UFF e membro do Conselho Editorial da Revista de História da Biblioteca Nacional – RHBN, ele é profundo conhecedor da História colonial, onde buscou as raízes para entender o presente, e sua obra é leitura obrigatória nos cursos de História.

Com a autoridade de quem foi organizador, juntamente com Jorge Ferreira, da antológica coleção “As esquerdas no Brasil”, o professor de História Contemporânea da UFF, Daniel Aarão Reis, é convidado confirmado da mesa “Prestes e Olga”. Os movimentos revolucionários, aliás, constituem a sua área de pesquisa. É de sua autoria “Ditadura militar, esquerdas e sociedade”, bem como “História do Anarquismo no Brasil”, que organizou junto com Rafael Borges Deminicis. Na mesa do fHist, uma das 18 do Festival, Daniel falará do contexto histórico das esquerdas no Brasil, em cujo âmbito floresceram personagens carismáticos como Luiz Carlos Prestes e a sua companheira Olga Benário.

INSCRIÇÕES ABERTAS – As inscrições para o fHist foram abertas no dia 15 de agosto e podem ser feitas exclusivamente pelo site oficial www.festivaldehistoria.com.br. A inscrição para participantes é de R$ 80,00 e para estudantes R$ 30,00. As vagas são limitadas à capacidade da Tenda dos Historiadores.

Novos desdobramentos sobre a ampliação da UFVJM

Mensagem da Cáritas Diocesana de Almenara

Excelentíssimo Senhor Reitor da UFVJM e Ilustríssimos Senhores membros do CONSU desta Universidade,

É com grande pesar e tristeza que venho, nestes 18 de agosto de 2011, através desta missiva manifestar minha indignação com a notícia de ampliação desta importante Universidade para duas novas localidades: Januária e Unaí.

Sabe-se que o Brasil tem um déficit educacional grande e poucos são os que conseguem chegar ao ensino superior e concluí-lo. E, portanto, todo incentivo a criação de Universidades Federais e sua ampliação é importante diante deste contexto nacional.

Apesar de muito distante do outro extremo do Vale do Jequitinhonha, o Baixo, vê-se como muito importante a criação e todos os investimentos de ampliação desta honrosa Universidade, esta que o próprio nome a contextualiza como dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri!

Estando localizada numa das regiões com o IDH sendo um dos mais baixos do país, ressalta-se ainda mais a necessidade desta Universidade nestes Vales, já que, o conhecimento liberta e abre portas para este povo, e principalmente a juventude, que tantas vezes são obrigadas a migrarem para outras regiões do país como solução para ter uma vida digna, ou um pouco melhor, garantindo ao menos uma renda mensal.

Além disso, a Universidade traz investimentos para o município onde está instalada, tanto de empresas quanto da pequena economia, como pensionatos, restaurantes, festivais, supermercados, bares, entre outros, permitindo um maior desenvolvimento local e regional.

Desta forma, fica-me a pergunta: por que ampliar a UFVJM para Janúaria e Unaí e não para outros municípios do Vale do Jequitinhonha e Mucuri?

Será que este povo, que acolheu com tantas esperanças esta honrosa, importante e necessária Universidade, não merecem e não precisa de maiores explicações? Gostaria muito que este fato fosse esclarecido! Já que é notória a necessidade de ampliação simda UFVJM, mas para os municípios que compõem estes Vales do Jequitinhonha e Mucuri e que assim como Januária e Unaí, fornecem estrutura suficiente para receber seus campis.

Indignadamente deixo-lhes meu repúdio e reafirmo a necessidade de esclarecimentos a nós: POVOS DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI.

Grazianne Ramos

Cáritas Diocesana de Almenara

Resposta  do Prof. Pedro Angelo Almeida Abreu  - Reitor da UFVJM

Prezada Grazianne,

A proposta de criação desses campi nas cidades de Janaúba e Unaí foi encaminhada pela SESu-MEC e, segundo o Secretário dessa SESu, a partir de uma demanda da Presidenta Dilma. Já ponderei ao Secretário sobre as demandas dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e fui informado que demandas de implantação de outros campi em outros municícipios podem ser encaminhadas para análise.

Fique claro que a iniciativa de vincular esses novos campi à UFVJM partiu do MEC e sendo uma proposta do Ministério não podia dar outro encaminhamento que não submeter à análise do órgão máximo da Instituição, ou seja, ao Conselho Universitário.

A implantação de dois campi no norte de Minas Gerais, no entendimento do Secretário da SESu-MEC, deveriam ser vinculados à UFVJM considerando dois aspectos: promover uma maior "densidade" à UFVJM e por sermos a única IFES com sede na metade norte do Estado. No entanto, fiz duas ponderações:

1) A decisão é de responsabilidade do Conselho Universitário;

2) Haverá uma fortíssima resistência do CONSU, da comunidade universitária e das comunidades dos vales pois não foi contemplado nenhum novo campus em cidades dos nossos vales.

Nesse sentido, indiquei que pelo menos um campus poderia ser em cidade do médio/baixo Jequitinhonha, sugerindo Araçuaí ou Almenara, quando o Secretário mencionou que a orientação era implantar novos campi onde não tinha sido implantado algum IFET e, por isso, essas duas cidades estariam fora. Ponderei então que Itaobim fica no meio termo médio/baixo Jequitinhonha e ele informou que outro critério era densidade populacional. Ponderei então instalar na cidade de Jequitinhonha, foi dito então que seria analisada a situação.

Cabe à comunidade universitária dizer sim ou não, no entanto, deve ser firmado que esses campi serão efetivamente implantados, sejam vinculados à nossa Instituição ou a outra IFES de Minas Gerais.

Os representantes da comunidade externa no CONSIC (Conselho de Integração Comunitária da UFVJM) bem conhecem o posicionamento deste Reitor a respeito dos encaminhamentos e discussões de temas de interesse da região, pois tenho firmado, sempre, da necessidade urgente de que toda a sociedade dos Vales se organizem politicamente, que criemos movimentos políticos coesos, suprapartidários, para a defesa dos interesses dos Vales, para negociar investimentos e políticas públicas. Mais uma vez os Vales são preteridos. Não creio que devamos aceitar a situação como fato consumado, ao contrário, é momento de estabelecer uma forte resistência e manifestação, incluindo caravana de prefeitos, pressão sobre deputados votados nos vales, senadores, governador.

Só tenho uma dúvida, que é a de sempre: Quem capitaneará o Movimento??

Atenciosamente,

Prof. Pedro Angelo Almeida Abreu

Reitor

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, (38) 3531-9537 - producaocultural@diamantina.mg.gov.br

Dia 19/08 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Francisco Galvão

- Seresta com o grupo Seresteiros de JK

Local: Saída da Praça JK

Horário: 21 horas

Dia 20/08 - sábado

-Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Macena e Banda

- Vesperata

Local: Rua da Quitanda

Horário: 21 horas

Dia 07/08 - domingo


- Café no Beco

Local: Beco do Tecla

Horário: 08 horas

- Feira da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: 08 horas

Confira a programação  do Festival Tira Agosto - Festival Gastronômico e Musical

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Lançamento do Livro Geraes: a realidade do Jequitinhonha

Fonte: Museu do Diamantina

O conteúdo do livro é formado por reportagens e artigos publicados nas edições do jornal GERAES que circulou no Vale do Jequitinhonha, de 1978 a 1985.

DIA 19 DE AGOSTO DE 2011 (sexta-feira)

Horário: 19:00 às 20:00

Local: Livraria Espaço B
Beco da Tecla, 26

Centro - Diamantina/MG

Organizado por Aurélio Silby, George Abner e Tadeu Martins

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O Festival, Vicente Mulecão e Eu

Autor: Harlen Quarante, blog do Zé de Diamantina

Foi na manhã desta última quarta feira, 27 de julho, logo depois daquela maré de frio escaldante que nos assolou, que o sol nos brindou com um dia ensolarado e quente.

Eu, de férias não poderia deixar de dar aquela saidinha ali pelo centro da cidade onde diamantinenses e turistas se misturavam pelas ruas, praças e becos da nossa velha cidade, que nesta época se transforma em um grande festival e o seu cenário em uma explosão de cultura.

Depois subi até o Largo Dom João, e foi lá que sentado em um banquinho encontrei o Vicente Mulecão. Logicamente me assentei com ele. Sempre sorridente, logo lembrou histórias do meu falecido pai (Estevam Quaranta), quando eles jogavam pelada ali no Largo e no Morro Vermelho, contou que o meu pai foi um dos maiores jogadores destas peladas, o comparou com “Danilo” jogador do Vasco na época em que o Vasco foi campeão brasileiro, sob o titulo “Vasco campeão, super campeão”.

“O seu pai era magro e alto, tinha a mesma habilidade, classe e elegância do Danilo, e ainda chutava fortíssimo sem tomar distância” disse ele, encenando a jogada.

Segundo ele, os dirigentes do “Tijuco”, clube de futebol da época aqui em Diamantina, não se cansavam de aliciar o meu pai. “Mas seu pai era muito sistemático, não vestia short, só jogava de calça comprida e de botina, camisa social abotoada até o pescoço”.

Por isto a resistência de se filiar a algum time.

Mudamos de assunto e perguntei por uma de suas filhas, a Helena, minha contemporânea, logo seu semblante mudou para dor com tristeza no olhar, eu não sabia mas a Helena havia falecido tragicamente, apesar de sua dor, mesmo assim ele me relatou o acontecido.

Daí o aticei das suas conquistas, “você foi um homem de várias mulheres, qual o segredo disto?”, o sorriso volta, com um olhar sereno e satisfeito. Me contou que sempre se vestiu bem, que teve três ternos alinhadissimos, comprados na loja do Zé Miranda e que teve um topete muito dos arrumados (o conjunto da obra era um must) e que apesar dos filhos e todos estes relacionamentos nunca havia se casado.

Nesta altura, vários conhecidos nossos já haviam parado pelo banquinho, porém somente o Vicente e eu permanecemos naquela prosa.

Mas a hora do almoço chegou e nos despedimos, porém, se Deus quiser, ainda vamos nos encontrar em outros banquinhos por aí.

E pro festival fica a sugestão à sua coordenação de abrir um espaço pros “Vicentes” contarem histórias da nossa velha Diamantina.