quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Santa Casa de Caridade de Diamantina presente no ACREDITA MINAS

Texto: Liliany Carvalho Psicóloga - www.santacasadediamantina.com.br

imageNos dias 25, 26 e 27 de outubro a Santa Casa de Caridade de Diamantina enviou ao Acredita Minas as colaboradoras Alessandra Fagundes Serrano (enfermeira do escritório da qualidade), Carlene Santos Loiola (técnica de segurança do trabalho do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT) e Liliany Mara Silva Carvalho (psicóloga do Departamento de Recursos Humanos e do Centro de Terapia Intensiva).

O Acredita Minas, que já está na sua terceira edição, teve como propósito apresentar as experiências bem sucedidas em gestão, implementadas nas primeiras instituições de saúde do Estado de Minas Gerais. Esta edição do evento teve como tema central a SUSTENTABILIDADE DO SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO E A SEGURANÇA MÉDICO-ASSISTENCIAL.

 

Neste encontro diversas instituições e especialistas debateram e compartilharam suas experiências a cerca das iniciativas atuais público-privadas para a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro, e a interface com a prevenção e controle de erros e eventos adversos médico-assistenciais.

Segundo a psicóloga Liliany Carvalho, em discussão com as colegas Alessandra Serrano e Carlene Loiola, a Santa Casa de Caridade de Diamantina está trilhando o caminho certo, foi nítida a percepção de que os processos implementados na instituição, junto ao Grupo de Melhoria da Qualidade, tem nos dado condições semelhantes a instituições de grande porte da capital mineira.

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio - (38) 3531-9537
producaocultural@diamantina.mg.gov.

Dia  02/11 (sexta-feira)

  • Feira de Artesanato, Comidas Típicas e Música ao Vivo

Horário: 18 horas

Local: Mercado Velho

Atração: Amigos da Música


Dia 03/11  (sábado)

  • Feira de Artesanato, hortifrutigranjeiro e música ao vivo

Horário: 08 horas

Local: Mercado Velho

Atração: JK Samba



Dia 03/11 (domingo)

  • Feira Livre do Largo Dom João

Horário: 08 horas

  • Café no Beco

horário: 08 horas

Local: Beco da Tecla

  • Feira da Quitanda

Horário: 09 horas

Local: Rua da Quitanda

Santa Casa de Caridade de Diamantina abre processo seletivo para Técnico de Enfermagem

A Santa Casa de Caridade de Diamantina (SCCD) torna pública a abertura do Processo Seletivo para CADASTRO DE RESERVA, por período de tempo indeterminado, salário efetivo de R$763,18 (setecentos e sessenta e três reais e dezoito centavos) mais adicional de insalubridade no valor de R$124,40 (Cento e vinte e quatro reais e quarenta centavos). As contratações futuras decorrentes deste Processo Seletivo visam o atendimento às necessidades da Santa Casa de Caridade de Diamantina, sob a Consolidação das Leis  Trabalhistas (CLT).

Clique aqui para ler o edital completo.

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Capa (26)Ainda hoje, depois de levar ao prelo 585 edições da Voz de Diamantina, me acontecem fatos bem insólitos. Sei que ocorrem com qualquer pessoa que se mete a publicar e, principalmente, a comentar notícias de sua cidade. A maioria dos homens públicos não gosta de jornais de opinião. Muitos deles preferem que o articulista narre os acontecimentos, mas sem externar qualquer juízo sobre sua natureza, suas obscuras intenções, suas consequências. Nesta semana, Godinho me criticou em seu programa radiofônico e, antes que alguém me contasse a respeito, porque não tenho costume de escutar rádio, ele me telefonou todo melífluo para explicar-me a razão de seus humores, me pondo lá nas alturas como o grande amigo, o excelente editor e o diamantinense atento aos problemas da cidade. Escutei suas loas e rapapés e me quedei a imaginar se esse instável radialista que envia cheiros e cheirinhos a torto e a direito, ora descascando cruelmente alguma personalidade para, em seguida, entronizá-la nos altares da santidade, não descobriu ainda que esse jogo de morde e assopra já está virando piada e transformando-o em figura, no mínimo, anedótica. Coincidentemente, nestes dias, João de Nico me abordou na rua e me disse encolerizado que a eleição já tinha acabado, o padre sido derrotado e que mais nada deveria ser escrito a respeito. Ora, a última vez em que esse também radialista me interpelou para enaltecer aquela revista lançada pelo padre com o dinheiro do contribuinte, ele me disse, entre outras provocações: essa Voz de Diamantina não está com nada. Já quase não tem assinantes e ninguém lê...

Hoje, respeitosamente, venho fazer algumas considerações a Godinho e João de Nico. Devo dizer-lhes que o governo do reverendo alcaide ainda não expirou. E, portanto, continua sujeito à opinião pública. Uma notícia que vocês certamente conhecem, porque notória, é o grande esforço que o pseudoreverendo vem empreendendo para anular a eleição do seu adversário. Diz-se, à boca pequena, que o Márcio Thomaz Bastos diamantinense, pretenso oráculo dos causídicos do padre, já botou seus saberes jurídicos a soldo da causa e, com seu cliente e devotados áulicos, esteve não se sabe quantas vezes em Brasília. O mesmo zunzum que circula por toda parte é que o preço inicial da empreitada é R$ 30 mil, acrescido de uma taxa de sucesso de mais R$ 100 mil. Uma bagatela, se comparado à dinheirama cotizada na campanha por empresários amigos do próprio bolso e beneficiários de uma administração omissa.

Continua na Voz de Diamantina Edição 586 de 03 de novembro de 2012

Confira nesta edição:

  • Encontros e encantos da Colônia Diamantina
  • 3º Festival de Gastronomia, Música e Cultura
  • O 11º aniversário do Café no beco

Assinatura da Voz de Diamantina

Um presente que todo mundo gosta de ganhar

Por apenas R$ 150,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: 38-3531-3129 e 8824-3584

Aline: 38-8811-5707

Projeto Cine Mercúrio na TV Vale

 

Parte 3 – Clique aqui.

Parte 4 – Clique aqui.

Marcial Ávila em exposição na Galeria de Arte da Assembleia Legislativa da MG

Web

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Projeto que resgata a cultura musical do Vale do Jequitinhonha é premiado

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Fonte: Agência Minas

Há mais de uma década, o músico e musicólogo mineiro divulga as flautas tradicionais da região

O projeto Flautas Tradicionais do Vale do Jequitinhonha é o vencedor do 25º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que reconhece as melhores ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. A entrega da premiação e do troféu aconteceu nesta quarta-feira (24), no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília (DF).

O projeto concorreu com outras 224 ações e sagrou-se vencedor na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. A iniciativa é liderada pelo pesquisador belo-horizontino Daniel de Lima Magalhães que, há 12 anos, pesquisa, registra e divulga as tradições musicais ligadas a dois tipos de flautas - o pífano e a gaita - no Vale do Jequitinhonha.

Desde 2006, o projeto percorreu cerca de 30 mil quilômetros em visitas a 26 municípios da região, resultando em 100 horas de gravações, de performances musicais e entrevistas, e mais de seis mil fotografias.

As 25 oficinas oferecidas em 18 municípios do Vale do Jequitinhonha atenderam a 700 participantes e produziram 1,1 mil flautas, entre pífanos e gaitas, utilizando PVC, bambu e taquara.

O projeto possibilitou a progressiva adoção do pífano e da gaita como instrumentos musicalizadores nas escolas e a assistência a grupos, em atividade e inativos. É o caso do Pipiruí, de Conceição do Mato Dentro, reativado depois de 16 anos, e da Banda de Taquara, de Santo Antonio do Fanado, em Capelinha, grupo ressurgido após 40 anos.

A ação teve apoio da Secretaria de Estado da Cultura, por meio de dois projetos aprovados pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura e patrocinados pelo programa Natura Musical.

As informações são da Agência Brasil.

Veja acima algumas imagens extraídas da dissertação de mestrado "Pipiruí e Caixa de Assovio: tocadores de pífanos e caixas nas festas de reinado", de Daniel de Lima Magalhães.

sábado, 27 de outubro de 2012

Pernilongos invadem Diamantina

Alguém tem a explicação para este fenômeno? O que pode ser feito para solucionar o problema?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O anjo de JK

Fonte: Brasília em Dia (clique aqui)

JK de Diamantina ao Memorial”, mais um livro do historiador Affonso Heliodoro, lançado há duas semanas no Instituto Histórico e Geográfico de Brasília, em que junta a sua amizade com o presidente Juscelino Kubitscheck e o amor pela história, em tempo integral.

Para o coronel, que acompanhou o presidente e amigo, ele tem a convicção que nem tudo é festa de áulicos no poder. Existem, sim, pessoas dedicadas que procuram servir e não se servirem das posições que conquistaram, mantendo a fidelidade enquanto o mandato daqueles que os alçaram durar. Mas também existem aquelas pessoas que, sem o menor constrangimento, procuram outra plataforma para suas ambições no caso de o protetor do momento cair em desgraça, porque a ingratidão já produziu amargas decepções na vida pública, o que não é novidade no cotidiano humano.

Antes, durante os anos dourados, e, depois, quando os militares passaram a perseguir cruelmente Juscelino, Affonso Heliodoro esteve sempre ao seu lado, fiel e amigo, também comovido quando desembarcou em Madri para um exílio de três anos na Europa. Juscelino sintetizou-lhe em telegrama toda a sua gratidão: “Deus te pague!”.

O amigo, agora com 96 anos, que todos os dias acordava o presidente para que os dois trocassem as primeiras impressões dos fatos políticos e econômicos do momento, revela como era a sua intimidade com o fundador de Brasília.

Affonso Heliodoro sempre teve a mesma certeza da grande maioria dos brasileiros que viveu naquela época – o Brasil de JK foi muito melhor do que antes, porque existia pleno emprego, e o salário mínimo era o maior pago na história brasileira.

Historiador e coronel, ele guarda na memória alguns fatos importantes, como, por exemplo, o dia da posse de Jânio, quando Juscelino soube que o sucessor faria um discurso ofensivo. Apesar de não ser de sua índole, o presidente que estava para deixar o poder comentou que, se o seu sucessor fizesse esse tal discurso, lhe daria um soco. Quando perguntado sobre isso, Heliodoro, como mineiro, dá sua versão: “Isso é verdade e história! Levaram esse recado ao presidente que falou para dona Sarah: “Se o Jânio me desrespeitar diante do palanque, ele não recebe a faixa, vai receber um soco na cara!”. E ele daria mesmo, embora o presidente nunca tenha brigado com ninguém, mas, naquele momento em que ele passava a Presidência da República, democraticamente, com o Brasil em excelentes condições, ele o faria. Quando Juscelino assumiu o governo, a dívida externa brasileira era de US$ 1 bilhão e 900 milhões para a construção das metas. Ao deixar o governo, a dívida era de US$ 3 bilhões, mas só os juros da dívida externa estavam muito acima desse valor, e esse empréstimo possibilitou ao Brasil o patrimônio que ninguém mais conseguiu fazer.

No começo do governo, Juscelino enfrentou uma efervescência política, mas, mesmo assim, ele decidiu construir Brasília, mas, em algum momento, ele teve o receio de não concluir o projeto. Affonso Heliodoro acrescenta: “Eu posso assegurar que isso deve ter passado pela cabeça dele”. Se você pensar que Brasília estava distante dos centros de abastecimento, no mínimo 800 quilômetros, vê a dificuldade que havia. Tanto que o jornalista Hélio Fernandes, a quem eu faço uma reclamação pública, fez um resumo bom da história e fez um grande elogio a Juscelino, mas dizia que o presidente cometera um grande crime ao construir Brasília, porque aumentou a inflação, como também a dívida externa e que todo o material para a construção vinha de avião.

Foi uma luta tremenda construir Brasília e o presidente jamais deixou de acreditar, porque ele não era só um entusiasta, fazia crer a todos que tudo daria certo.

Juscelino foi só um, nenhum mais surgiu como ele.

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Prefeitura de Diamantina

Dia 26/10 (sexta-feira)

  • Feira de Artesanato, Comidas Típicas e Música ao Vivo

Horário: 18 horas

Local: Mercado Velho

Participação Especial do Conservatório Estadual de Música "Lobo de Mesquita"

  • Seresta com o grupo Monsenhor Celso de Carvalho

Horário: 21 horas

Local: Saída da Praça JK


Dia 27/10  (sábado)

  • Feira de Artesanato, hortifrutigranjeiro e música ao vivo

Horário: 08 horas

Local: Mercado Velho

Atração: Musica ao vivo com o Grupo Acorde Mineiro

  • Vesperata

Horário: 21 horas

Local: Rua da Quitanda

Dia 28/10 (domingo)

  • Feira Livre do Largo Dom João

Horário: 08 horas

  • Café no Beco

horário: 08 horas

local: Beco da Tecla

  • Feira da Quitanda

horário: 09 horas

local: Rua da Quitanda

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Programação do Diamantina Gourmet

Curso de Educação Física da UFVJM abre inscrições para evento científic0 e cultural

No próximo mês acontecerá em Diamantina o VI Encontro de Educação Física da UFVJM, evento técnico, científico e cultural que reunirá alunos, professores e profissionais de Educação Física de diversas partes do país no período de 28 de novembro a 01 de dezembro de 2012. Durante quatro dias serão realizadas conferências, palestras, minicursos, sessões científicas e  apresentações culturais para promover a troca de experiências e conhecimentos na área da educação física.

Trata-se de uma oportunidade única para os prefessores de educação física da região se atualizarem por meio do contato com vários conteúdos, discussões e profissionais de grande importância na área.

Além das conferências, apresentações de trabalhos e palestras, os inscritos poderão participar de até dois minicrusos (vagas limitadas):

  • Iniciação ao jogo de tênis
  • Cinestesia e reeducação do movimento
  • Judô para pessoas com deficiência
  • Ginástica Geral
  • Corrida de Aventura
  • Jogos, brincadeiras e tecnologias digitais
  • Nutrição e suplementação esportiva
  • Danças folclóricas e expressão corporal
  • Bocha paraolímpica
  • Atividades Circenses

Na programação cultura haverá sessões de cinema em parceria com o Cine Mercúrio, espetáculo de danças folclóricas com o Grupo Guararás (Belo Horizonte) e apresentação do artista paulista Vitor Poltronieri.

As inscrições já estão abertas no site oficial do evento e o número de vagas é limitado.

Seguem abaixo alguns links e o contato para mais informações.

Para mais informações e inscrição acesse o site oficial do evento:

http://sgea.ufvjm.edu.br/encontroef/index.php/sem_usuario_controller/index

Para saber a programação oficial do evento:

http://sgea.ufvjm.edu.br/encontroef/index.php/sem_usuario_controller/programacao

Para participar do grupo do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/groups/108740755947467/

Para mais informações envie uma mensagem para: encontroef@ufvjm.edu.br

Escritor diamantinense Wander Conceição sofreu sequestro relâmpago em BH

Publicado G1 Minas (clique aqui)

O diamantinense Wander Conceição sofreu um sequestro-relâmpago no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (22). Ele teria sido ameaçado pelos criminosos por mais de quatro horas. Ele é morador de Diamantina e estava na capital visitando a família. Segundo a polícia, antes de voltar, o homem deu carona para o sobrinho até a casa de um amigo. O morador disse que depois de poucos minutos, ele e o amigo escutaram o barulho de um carro na rua.

De acordo com vizinhos, dois homens que estavam escondidos atrás de uma árvore renderam a vítima. O homem foi obrigado a passar para o banco do passageiro e ficou sob a mira de um revólver.

Logo depois, os cartões e os dados da conta do sequestrado teriam sido passados para um terceiro suspeito. O homem foi a uma agência checar o saldo da vítima.

Os documentos e o veículo dele não foram devolvidos. Um morador conta que sequestros estão cada vez mais frequentes no bairro Buritis.

Clique aqui para ver o vídeo com a entrevista de Wander.

Festa Nacional do Pequi: Vesperata de Diamantina vai se apresentar no Corredor Cultural

Fonte: O Norte

Reunião realizada na manhã da última terça-feira,23, na Secretaria Municipal de Cultura definiu mais detalhes da 22ª Festa Nacional do Pequi, que acontece de 27 de novembro a 2 de dezembro. Uma das novidades é que Montes Claros receberá durante o evento cerca de 70 músicos da famosa Vesperata de Diamantina.

Vai ser a cereja do bolo, dentre tantas outras atrações que teremos durante a Festa, afirmou o secretário municipal de Cultura, Luís Cláudio Duarte Oliveira (Cascão).

Para ele, será uma interação entre as cidades de Diamantina e Montes Claros.

- Vejo como um presente para o povo norte-mineiro, uma oportunidade para os que não podem ir até Diamantina apreciar esta vesperata. Faço um convite a toda a população. Será um espetáculo ímpar, completa.A apresentação está prevista para o dia 30 de novembro nas janelas do histórico Casarão dos Versiani-Maurício, onde hoje funciona a Secretaria de Cultura, no Corredor Cultural Padre Dudu, espaço revitalizado pela Prefeitura de Montes Claros.

Clique aqui para saber mais.

UTI da Santa Casa de Caridade de Diamantina: quando a qualidade supera as adversidades

Fonte: Liliany Carvalho

clip_image002Localizado em Diamantina, Minas Gerais, em pleno Vale do Jequitinhonha, o CTI da Santa Casa de Caridade de Diamantina foi inaugurado em 2007 como o único centro de referência em Terapia Intensiva para uma região de aproximadamente 600 mil habitantes. Possui 10 leitos, sendo integralmente financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Destacam-se os atendimentos às clínicas de alta complexidade presentes em nossa instituição, tais como Neurocirurgia e Nefrologia, bem como Cirurgia Geral, Cardiovascular e Traumatologia.

Foto: Marcelo Ferreira Souza, coordenador do CTI, e sua equipe.

O serviço de neurocirurgia, habilitado pelo Ministério da Saúde em 2011, é composto por especialistas em todas as áreas, como osteomuscular, neoplasias, procedimentos vasculares e neurotrauma, e está sempre alinhado com as rotinas do CTI, desenvolvendo um trabalho de neurointensivismo pioneiro em nossa região. O serviço de nefrologia presta assistência diária a todos os pacientes com disfunção renal da unidade, contando com dois nefrologistas e com sistema de osmose reversa portátil, bem como com máquinas de hemodiálise de proporção, com controle de ultrafiltração, exclusiva do setor, para tratamento de pacientes que necessitam de terapia renal substitutiva, sem a necessidade de deslocamento até o centro de hemodiálise.

Segundo Marcelo Ferreira Sousa, coordenador do CTI, o apoio que a Santa Casa tem recebido do governo do estado, por meio de recursos financeiros, é fundamental para a sustentabilidade do serviço prestado à população. “Agradecemos ao secretário estadual de saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, e ao seu antecessor e atual deputado federal, Marcos Pestana, que enxergaram o potencial da instituição e a sua importância como centro de referência macrorregional em saúde na região do Vale do Jequitinhonha”, afirma.

Ainda segundo o coordenador do CTI, desde a sua inauguração foram atendidos cerca de 2.500 pacientes, com uma média de 500 internações por ano, com alta resolutividade local, reduzindo assim a demanda por leitos de terapia intensiva em Belo Horizonte.

Atendimento multiprofissional

O trabalho no dia a dia do CTI é executado por uma equipe multiprofissional, coesa e motivada, composta por médicos intensivistas, cardiologistas, anestesistas, neurocirurgiões, nefrologistas, cirurgiões gerais e clínicos. Além disso, a equipe conta com fisioterapeutas, pós-graduados em Fisioterapia respiratória/ventilação mecânica, com cobertura presencial 24h. Os profissionais de fonoaudiologia exercem seu trabalho diariamente, bem como os da Terapia Ocupacional, Assistência Social, Nutrição e Psicologia.

“Juntamente com o intensivista, ocorre toda manhã uma reunião multiprofissional, quando discutimos detalhadamente cada caso. Neste momento, são definidas as prioridades assistenciais e o alinhamento de nossas ações aos objetivos e estratégias para a melhor recuperação de cada paciente”, explica Marcelo Ferreira.

Contribuição: http://www.somiti.org.br/

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Curso de Educação Física da UFVJM abre inscrições para evento científic0 e cultural

No próximo mês acontecerá em Diamantina o VI Encontro de Educação Física da UFVJM, evento técnico, científico e cultural que reunirá alunos, professores e profissionais de Educação Física de diversas partes do país no período de 28 de novembro a 01 de dezembro de 2012. Durante quatro dias serão realizadas conferências, palestras, minicursos, sessões científicas e  apresentações culturais para promover a troca de experiências e conhecimentos na área da educação física.

Trata-se de uma oportunidade única para os prefessores de educação física da região se atualizarem por meio do contato com vários conteúdos, discussões e profissionais de grande importância na área.

Além das conferências, apresentações de trabalhos e palestras, os inscritos poderão participar de até dois minicrusos (vagas limitadas):

  • Iniciação ao jogo de tênis
  • Cinestesia e reeducação do movimento
  • Judô para pessoas com deficiência
  • Ginástica Geral
  • Corrida de Aventura
  • Jogos, brincadeiras e tecnologias digitais
  • Nutrição e suplementação esportiva
  • Danças folclóricas e expressão corporal
  • Bocha paraolímpica
  • Atividades Circenses

Na programação cultura haverá sessões de cinema em parceria com o Cine Mercúrio, espetáculo de danças folclóricas com o Grupo Guararás (Belo Horizonte) e apresentação do artista paulista Vitor Poltronieri.

As inscrições já estão abertas no site oficial do evento e o número de vagas é limitado.

Seguem abaixo alguns links e o contato para mais informações.

Para mais informações e inscrição acesse o site oficial do evento:

http://sgea.ufvjm.edu.br/encontroef/index.php/sem_usuario_controller/index

Para saber a programação oficial do evento:

http://sgea.ufvjm.edu.br/encontroef/index.php/sem_usuario_controller/programacao

Para participar do grupo do evento no Facebook:

https://www.facebook.com/groups/108740755947467/

Para mais informações envie uma mensagem para: encontroef@ufvjm.edu.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Lançamento ofiicial do Guia Ciclístico da Estrada Real

Acabo de receber do Marconi Leão um exemplar do excelente guia ciclístico da Estrada Real. A publicação é o registro da viagem realizada pelo autor em julho de 2012 entre Diamantina e Paraty.

São informações valiosas para quem pretende percorrer a Estrada Real de bicicleta: altimetria, onde ficar, onde comer, dicas de cicloviagem, grau de dificuldade e  velocidade média de cada trecho.

Compareça ao lançamento oficial do guia: próximo sábado, 27/10/2012, 14 horas, no Empório Passadiço (Vila Operária – início daantiga linha)

Nota de esclarecimento sobre C asa de Apoio em Belo Horizonte

COMUNICADO À POPULAÇÃO DE DIAMANTINA

Em virtude dos boatos que estão circulando na cidade e veículos de comunicação sobre a Casa de Apoio da Prefeitura de Diamantina em Belo Horizonte, esclareço que  a atual administração do Prefeito Padre Gê instalou a referida casa para oferecer conforto e dignidade aos pacientes de Diamantina que realizam tratamento nos hospitais da capital.

Que o contrato de locação do imóvel onde funciona a Casa de Apoio vencerá no dia 31 de dezembro deste ano. Acredita-se que a nova gestão municipal não medirá esforços para manter os serviços e o funcionamento normal da Casa de Apoio.

No período em que estive à frente da referida casa, tivemos colaboração da Colônia Diamantinense e de pessoas bem intencionadas, sim, e pessoas que se aproximaram com segundas intenções. Penso ser importante fazer a separação entre o joio e o trigo. Aproveito para esclarecer que fiz recentemente a doação de um forno elétrico para uma senhora do distrito de Sopa, mas este aparelho era de minha propriedade e nunca fez parte do patrimônio da Casa de Apoio.

Estes boatos maldosos que estão sendo disseminados na comunidade devem ter outros interesses e não podem macular todo o esforço e trabalhos realizados pela Casa de Apoio que são inegáveis e reconhecidos por todos como uma grande conquista para o povo diamantinense.

Belo Horizonte, ­­­21/10/2012

Geraldo Ribeiro

Responsável pela Administração da Casa de Apoio em BH

Exposição "Mitos: Metamorfoses na Biblioteca"

Através de uma parceria com a Via Social Projetos Culturais e Sociais, o Museu  do Diamante/Ibram apresenta a exposição itinerante "Mitos: Metamorfoses na Biblioteca", com textos de Leonardo José Magalhães Gomes, design de Flávio Vignoli e ilustrações de Roberto Marques.

Para essa mostra foram escolhidos dois dos principais troncos mitológicos que herdamos no processo de formação de nossa cultura nacional: o greco-romano, que desde a antiguidade clássica alimenta a imaginação dos povos ocidentais de origem européia, e o ameríndio, símbolo de nossa riquíssima cultura autóctone.

A exposição ficará aberta no período de 22 de outubro a 30 de novembro, nos horários: terça a sábado das 10h às 17h - domingos e feriados das 9h às 13h, no Museu do Diamante na Rua Direita 14, Centro.

Agendamento de grupos escolares (38) 3531-1382.

Diamantina é tema do programa Terra de Minas

Parte 1

Parte 2

Programa da Tv Globo Minas, Terra Minas, em Diamantina MG
Programa exibido 20/10/2012
Disponibilizado por: www.diamantinafolia.com

Conheça o novo site do Garimpo Real

O Passadiço Virtual já divulgou  aqui o interessante Garimpo Real,  inciativa muito bacana do Sr. Belmiro. 

Agora o  Garimpo Real tem um novo site para aqueles que querem conhecer melhor este projeto.

Além de mais informações, o site traz belas fotos da região.

Clique aqui para saber mais.

Rádio Ciência na Semana de Integração da UFVJM

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Prefeitura de Diamantina informa fechamento de trânsito

Fonte: Prefeitura de Diamantina

A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio informa à população sobre as interdições no centro da cidade por ocasião do Cortejo do Reinado da Festa de N. S. do Rosário, que sairá do Centro Aministrativo Municipal. Neste  domingo, 21/10, a partir das 07 horas, até o final do evento,  serão interditadas as seguintes vias:  Ruas da Glória, Macau do Meio,  Direita, Vieira Couto,  do Contrato, Praça Dom Joaquim, Rua do Rosário, Praça do Mercado Velho (parte de cima), Praça Conselheiro Mata até a Catedral Metropolitana.

Solicitamos aos motoristas que, neste dia, não deixem seus veículos estacionados nestas vias e procurem ruas alternativas para deslocamentos no centro da cidade.

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Capa (25)Leis inteligentes foram sancionadas e arestas de campanhas têm sido aparadas para amortecer as passagens de governo. Houve época em que prefeitos derrotados não entregavam a chave da cidade aos seus sucessores. É muito bem-vinda, pois, a instituição das equipes de transição (leia na pág. 06 desta edição) para facilitar o trabalho dos novos prefeitos que, antes da posse, terão dados da administração. Em Diamantina essa transição tem tudo para avançar em clima de bom entendimento. Afinal de contas, o poder será entregue por um prefeito que, já por duas vezes, procede ao rito de transferir o múnus administrativo ao opositor. Sua única contrariedade talvez seja a transparência que esse procedimento poderá jogar sobre uma gestão eivada de graves suspeições e mantida hermeticamente fechada ter de abrir-se para mostrar ao distinto eleitorado a maneira como os recursos públicos foram gastos nos últimos quatro anos.

Um dado preocupante que certamente o pseudoreverendo deverá explicar à equipe de transição é a notícia corrente de que a Casa de Apoio Monsenhor Walter Almeida será fechada ainda neste mês. Apesar dos rumores de que o alvissareiro empreendimento estava sendo muito mal administrado, é surpreendente que o padre-prefeito cerre as portas de um estabelecimento de fundo social da maior importância tão poucos dias depois de sua derrota política. Quem não se lembra da festejada gabolice com que o reverendo-alcaide e seus áulicos cercaram a inauguração da Casa de Apoio, a menos de um ano e meio das eleições e, portanto, claramente eleitoreira? E o que dizer do velho e viciado discurso sobre o caráter iminentemente de políticas públicas em que se basearia o seu mandato? O que teria arruinado tão rapidamente a providencial ajuda às pessoas carentes que precisam submeter-se a consultas médicas, exames sofisticados ou internar-se em Belo Horizonte? Um bem situado imóvel na área hospitalar fora alugado, e o capitão Ribeiro, antigo colega de batina do pseudoreverendo, contratado para gerir o projeto. Desde sua fundação, a Colônia Diamantina hipotecou à iniciativa firme e confiável solidariedade, doando roupas de cama, toalhas, alimentação para lanches e, ultimamente, até uma máquina de lavar roupa. E, de repente, sem mais nem menos, os desprotegidos assistidos chegam à Casa de Apoio e têm notícia de que ela só funcionará até o fim do mês?

Continua na Voz de Diamantina Edição 583 de 20 de outubro de 2012

Confira nesta edição:

  • Balaio de Pitacos
  • Eleição cara é aquela que se perde
  • Contas abertas para os eleitos

Assinatura da Voz de Diamantina

Um presente que todo mundo gosta de ganhar

Por apenas R$ 150,00 você recebe 52 exemplares semanalmente durante um ano

Quincas: 38-3531-3129 e 8824-3584

Aline: 38-8811-5707

APAE Diamantina pede ajuda

Pais, sócio colaboradores, amigos da APAE/Diamantina

Nossa instituição está vivendo um momento impar na sua história... As dificuldades financeiras têm levado os funcionários a extrema preocupação. Verdade que depois que passamos a divulgar nossa real situação muitas pessoas têm nos ajudado, entretanto ainda precisamos de mais... muito mais ajuda para passarmos por esse momento.

Para nosso total desespero, na semana passada nossa Kombi ano 94 quebrou, precisou ser rebocada e agora se encontra na oficina parada por falta de condições financeiras para que seja efetuado seu conserto (Para as pessoas que desejarem verificar a situação a Kombi ela se encontra na Oficina de Preto na Avenida do Contorno telefone: 3531-3151).

É preciso ressaltar que recebemos prontamente auxílio da Prefeitura de Diamantina e que estamos temporariamente com um ônibus emprestado. Inclusive preciso ressaltar: esse ônibus é a cara dos nossos alunos, que ficam confortáveis, seguros e proporciona apenas uma viagem ao contrário da Kombi que faz 3 viagens pela manhã e 3 no turno da tarde.

Vamos fazer uma corrente do bem pelo transporte da APAE...

O.B.S:  Abraço muito carinhoso a todas as pessoas que estiveram conosco fazendo doações, campanhas e que levaram além de alimentos calor humano, amizade esperança. Vocês renovam as nossas forças.

Luanna Papaspyrou Ferreira

Psicóloga APAE/Diamantina

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sabor das montanhas

Fonte: Jornal Estado de Minas

Diamantina, na entrada do Vale do Jequitinhonha, terá seu 3º Festival de Gastronomia e Cultura Gourmet, em novembro. Próximo dali, São Gonçalo do Rio das Pedras ataca de frango caipira

Dar um sabor mais acentuado a uma visita a Diamantina e fortalecer a gastronomia como manifestação cultural. No popular, algo como juntar o útil ao agradável, ou, mais bem colocado, a fome com a vontade de comer. Distante 300 quilômetros de Belo Horizonte, a cidade tem um dos mais belos conjuntos arquitetônicos coloniais do Brasil e inúmeras outras atrações, um palco perfeito para a abençoada junção do olhar com o paladar, sem esquecer os outros sentidos.

Promoção cultural do jornal Estado de Minas, TV Alterosa e Guarani FM (como a rádio oficial do evento), o Festival de Gastronomia e Cultura Diamantina Gourmet entra em sua terceira edição e será realizado entre os dias 9 e 18 de novembro, com participação de 11 restaurantes e uma série de eventos. Faz parte também das ações do Minas + Viva, uma criação dos Diários Associados.

Segundo Eliane Felício, proprietária da empresa Espaço Comercial e responsável pela edição de 2012 do evento, “é importante destacar que em Diamantina os chefs locais e os ingredientes regionais é que são os destaques do evento. Além da gastronomia, a musicalidade, que é reconhecida como o diferencial da cidade, faz parte do festival como referência e tema para a elaboração dos pratos”. Ela lembra que este ano o festival homenageia os 40 anos do Clube da Esquina, que segundo um de seus integrantes, Márcio Borges, tem Diamantina como roteiro etílico- sentimental dos integrantes. “O evento não se restringe apenas à gastronomia e à musicalidade. Este ano, ele abriu espaço para divulgar o trabalho dos artesãos locais, tendo planejado uma grande exposição que terá como tema a culinária”, afirmou Eliane.

A Pousada Relíquias do Tempo, que fica num belíssimo casarão centenário, vai oferecer aos participantes do festival um café colonial. A proprietária Carmem Lúcia Couto Nascimento disse que considera o festival de fundamental importância para Diamantina para divulgar o lugar também como polo gastronômico, uma cozinha que tem influências portuguesas, africanas e de toda a região. Em seu café colonial serão servidas quitandas feitas a partir de receitas perpetuadas por sua avô e sua mãe, como broa e bolo de fubá, arroz-doce, pães variados, sequilhos, rosquinhas de canela, coco e nata, além do insubstituível queijo do Serro.
História Tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade, a cidade reúne parte importante da história brasileira e belezas naturais que, aliadas ao charme da culinária local, a tornam palco perfeito para o evento. Nesta terceira edição, serão usados espaços clássicos de Diamantina, como o Mercado Velho e o Teatro Municipal, com o intuito de aumentar o tempo de permanência do turista na cidade e envolver outros setores da economia, já que é esperado um público de 12 mil pessoas. O festival abre espaço também para ingredientes típicos da região do Vale do Jequitinhonha, valorizando a diversidade e riqueza gastronômica locais e suas tradições.

O Teatro Municipal Santa Isabel abrigará a exposição temática do Museu Clube da Esquina e ainda o Clube da Cozinha – Diamantina Gourmet. Na Praça do Mercado Velho será montada uma cozinha experimental onde as quitandeiras ministrarão oficinas de compotas, temperos e outros produtos. No tradicional Mercado Velho, além das atividades cotidianas, será apresentada uma exposição com modelos de composição de mesas de almoço, jantar e lanche. Tudo utilizando utensílios e peças do artesanato local, que também estarão à venda no local.

Para estimular a participação dos diamantinenses, este ano foi criada uma premiação com a intenção de obter um maior empenho dos restaurantes. Um grupo de jurados visitará todos os estabelecimentos participantes do festival, julgando os pratos criados segundo os critérios: adequação ao tema; apresentação; sabor; atendimento; decoração e higiene. Haverá também votação popular.

Exposição
Música para degustação - A exposição foi feita inspirada no Café do Beco, evento que ocorre todo domingo em Diamantina. Importante atrativo turístico da cidade, ele apresenta as quitandeiras e os artesões locais.  Com esse tema haverá exposição no Pátio Savassi, de mesas de café da manhã, de boteco, de jantar, dentre outras, montadas com artesanato de Diamantina e do Vale do Jequitinhonha. 
De hoje a 28 de outubro , no Pátio Savassi, em BH.

Música e mineridade

Fonte: Blog Canta Minas.

Autor:  Fernando Brant - Compositor e cronista

Músicos brasileiros contemporâneos, chegando às nossas terras, costumam exclamar, de tanto ouvir a qualidade e sutileza das melodias e harmonias que ouvem por aqui, que Minas Gerais é “país da música”. Pode ser exagero, e é, se comparamos com outros territórios, no mundo, conhecidos pela grandiosidade de sua produção musical. Não queremos nos comparar aos grandes centros europeus de criação e difusão de concertos, sinfonias e tais, concebidos através dos séculos de cultura refinada. O velho mundo e sua bagagem são incomparáveis. Nossa idéia é mais modesta e se refere, essencialmente, aos sons criados e executados pelo nosso povo e que vêm desaguar no que conhecemos como música popular mineira e brasileira. É algo que corre no sangue de nossa gente e está presente em todas as situações de sua existência. O mineiro respira notas musicais e com elas torna mais amena sua batalha pela vida ao longo da História.

O conceito de música popular que hoje se reconhece não se confunde com o que se chama de folclore. O primeiro tem autor determinado e o segundo é de autoria coletiva ou desconhecida. Mas as duas são geradas no mesmo ventre, sua gênese se encontra na alma da população que veio aportar em nosso território. As duas vertentes, por terem a mesma origem, juntas, configuram o que pode ser percebido pelo viajante de hoje da mesma forma que o compreenderam os estrangeiros de ontem: a música, como ouro, corre nas veias de Minas Gerais.

Refletindo sobre o sentimento e a cultura dos mineiros, o poeta Affonso Ávila diz que “somos um povo festivo, extremamente criativo, temos uma visão sensual da vida, mas ao mesmo tempo somos recolhidos e conservadores do ponto de vista social e ideológico. É essa dualidade barroca, a meu ver, que caracteriza a chamada mineiridade” (ESTADO DE MINAS, caderno PENSAR, de 10 de março de 2007).

Essa ambigüidade se encontra em tudo o que botamos a mão, em tudo o que o mineiro se propõe fazer. É um andar com os pés bem firmes no chão e os olhos vislumbrando os sonhos, os projetos, a distância, a criação. É conviver e ser o barro do chão mas enxergar o mundo. Somos, os artistas mineiros, uma espécie de doido da montanha, a viver o cotidiano do nosso lugar e a contemplar a Terra e os homens, aqui do alto.Temos a alegria festeira, que se exprime em música nas cerimônias sacras e nas profanas. Sabemos festejar, mas a primeira impressão que guardam de nós é a de que somos tristes e macambúzios, fechados em melancolia, reza e dor. Somos isso e muito mais.

De onde vem esse jeito recatado e solene que é uma parte de nós? Virá da herança moura que, entranhada por séculos na península ibérica, chegou a nós pelo nosso lado português? Ou virá, também, do banzo que os negros trouxeram das terras africanas? Em momentos diamantinos de delírio, no meio das pedras e da paisagem tijucana que parece ter sido fundo de mar, inventei a hipótese de que os nossos pretos eram, já na África, habitantes do interior. Por isso já traziam, de lá do outro lado do Atlântico, a nostalgia do mar. Vindos do centro de um continente para o meio de outro, sina redobrada, sofriam em dose dupla a falta de mar.

A música que se faz em Minas Gerais é rica e diversificada. Não há uma maneira única de Minas fazer canções, ela é plural em seus conhecimentos e criações. Minas são muitas e muitos e variados são os mineiros. Os compositores surgem de todos os Gerais e trazem do interior a memória dos antepassados, os cheiros das terras, o sentimento amoroso das cidadezinhas plantadas entre vales, rios e montanhas. A síntese que se realiza, na Capital montanhesa, lugar para onde se desloca a maioria dos músicos, entre o rural e o urbano, o histórico e o contemporâneo, faz a riqueza dessa arte particular e universal. Minas Gerais é fonte. Assim como as águas brotamdo ventre das terras mineiras para formar os rios que vão se dirigir ao mar, e este verter parece inesgotável, os sons jorram de todas as latitudes de Minas.

É uma variedade impressionante de jeitos de ritmar e harmonizar, de construir versos e inaugurar temas. Chegam devagar, cautelosos, tímidos, silenciosos e cheios de conteúdo. Basta a primeira oportunidade de mostrar o instrumento para que tomem conta do pedaço. Vêm do oeste, do sul, no norte e do leste; da região central, dos vales dos rios Jequitinhonha e Doce, da zona da Mata. Os dedos, os sopros, as idéias que trazem são novidade, diferente do que já ouvimos mas, ao mesmo tempo, têm uma identidade enorme com tudo o que aqui se faz. É um mistério sempre presente no canto que se canta nas alterosas. Há uma identidade, a gente sabe que este fazer só pode ter sido criado por essas bandas. Mas é diferente, o que este faz é próprio dele, não é o mesmo que o cantar do outro.

Esta constatação eu pude fazer ao longo do meu caminhar pela profissão de escritor de canções. Eu me especializei em procurar palavras que se casem com canções. Ouço a melodia, com o ritmo e a harmonia, e procuro descobrir o que aquela beleza abstrata quer dizer. Os versos precisam se misturar amorosamente com os sons. Não é apenas a questão de respeitar as tônicas e o número de sílabas/notas. É necessário conhecer mais profundamente a alma da criação. Não se escreverá uma letra alegre para uma melodia triste, e vice-versa.

O primeiro passo é encontrar o mote, o que as pautas querem dizer. Nesta empreitada tenho vários parceiros, muitos mineiros. A prova evidente de que cada um, apesar de haver identidade entre eles, é um compositor original, com digital própria, eu encontro em nossas canções. O trabalho de cada um não se confunde. O resultado é que as letras que fiz e faço para Milton Nascimento são absolutamente diversas das que faço para Tavinho Moura. O mesmo se aplica às minhas parcerias com Toninho Horta, Wagner Tiso, Nelson Ângelo, Lô Borges, Beto Guedes e outros. Para fazer isso, não tive que abrir mão de minhas idéias, emoções ou princípios. Eu escrevi, sempre, o que me pareceu justo e se enquadrava no que a canção me solicitava. Até porque eu também sou produto dessa mistura maluca de mato e cidade, interior e metrópole, missa cantada e cantigas de roda, rádio Nacional e viola na roça, quintal e mundo. E as gerações novas, do centro ou do interior, continuam chegando com a bagagem entulhada de coisas raras, de visões sonoras especiais. Parece um moto-contínuo, cada um com suas novidades.

O fato é que há um movimento constante, muito maior do que no tempo em que eu pus o pé na estrada. Penso que o que fizemos e fazemos, incentiva a que mais gente surja, aceite encarar a aventura, trazendo seu modo de tocar e criar, seu canto seu discurso, seu recado.

Mas a história de Minas com a música é antiga. Deve ter havido primeiro, o cantar indígena, do povo que sempre morou por aqui. Os portugueses também tinham suas cantigas, a lembrança de seus festejos coloridos, sua história. E os negros vieram com uma contribuição extraordinária que marca a parte mais visível de nossa identidade. Ainda hoje existem pessoas que contestam a força da cultura, em Minas, no tempo da extração abundante de ouro. Tentam negar que onde a economia é forte há poder e onde há riqueza é que a cultura mais se desenvolve. A política maior está de braços dados com a cultura maior. Se havia a poesia dos árcades, que inaugurava o movimento poético no Brasil; se havia a biblioteca universal do padre Luiz Vieira; se havia Aleijadinho e sua escultura e arquitetura; se havia o mestre Atayde: por que razão não existiria uma política vigorosa, maior que uma simples manobra para não pagar impostos. Da mesma forma, se havia tanta arte, haveria de existir uma música do mesmo quilate.

É o que se comprovou muito tempo depois, nos anos quarenta do século vinte, graças ao trabalho de Curt Lang. Em seu artigo “La música em Minas Gerais: um informe preliminar”, publicado em 1946, ele revelou a existência de uma escola de compositores mineiros da época colonial. Aqui na música – como em Aleijadinho e Atayde - surge o criador mineiro e mulato, na pessoa de Lobo de Mesquita. Ele e outros, cujas obras foram encontradas, em sua maioria, nos arquivos do” Pão de Santo Antônio”, em Diamantina, foram então reconhecidos como gigantes da arte do povo mineiro. Com os músicos mineiros dos séculos 18 e 19 se restabeleceu a verdade histórica: tinha que existir música de qualidade naqueles tempos.

No mesmo “Pão de Santo Antônio”, uma outra musicóloga e pesquisadora, Odete Ernest Dias, decobriria, alguns anos depois, partituras criadas pela gente de Diamantina, no final do século 19. Músicas de cunho popular que os tijucanos compunham para alegrar suas festas, divertir sua vida. Uma das peças recolhidas por Odete era de autoria de um diamantinense ( pai de meu futuro professor de latim, José Altimiras) que, além de compositor, era um competente cozinheiro. Para comemorar a passagem do século 19 para o 20, ele preparou uma composição e um jantar para os amigos, alguns também músicos. Para a peça musical, ele escreveu partituras para todos os instrumentos necessários. E soltou a inventividade na criação dos pratos do banquete. Certamente, iguarias com frango, porco, angu, quiabo, ora pro nobis, doces e uma infinidade de quitutes da rica e diversificada cozinha da região.

A mesma dúvida que tivemos quando da chegada do século 21 eles tiveram em sua época. O novo século começaria em 31 de dezembro de 1900 ou na mesma data de 1901? Na dúvida, e como se tratava de diamantinenses que realçavam o lado festivo da mineiridade, repetiram a festança no ano seguinte.

Leia também: Música e mineiridade (2ª parte)

O Vale foi quase todo oposição nas eleições de 2012

Fonte: Álbano Silveira Machado, no Blog do Banu (clique aqui)

O povo do Vale do Jequitinhonha mostra, a cada momento, a cada prova, que mantém um jeito rebelde e questionador. Vem jogando em muitos momentos a carga no chão. Lideranças  da política, travestidos em gestores adaptados aos novos tempos, são sempre testadas e cobradas.

Há um desejo latente de mudanças, correndo nas veias do povo do Vale.

Nestas eleições, as oposições ganharam na maioria dos municípios. Muitas disputas apertadas. Em alguns lugares, foi de lavada.

Começando pelo Alto Jequitinhonha. 13 municípios foram de oposição, enquanto apenas 5 mantiveram o mesmo grupo ou reelegeram seus prefeitos.

Vitórias da oposição: Serro, Diamantina, Couto Magalhães, Senador Modestino Gonçalves, São Gonçalo do Rio Preto, Felício dos Santos, Carbonita, Itamarandiba, Aricanduva, Angelândia, Veredinha, Leme do Prado e Minas Novas. Todos foram grupos de oposição política que ganharam as eleições.

Mantiveram o mesmo grupo no poder as cidades de Capelinha, Turmalina, Chapada do Norte, Gouveia e Datas.

No Médio Jequitinhonha: a oposição levou 12  prefeituras, enquanto a situação manteve apenas em 5 municípios: Virgem da Lapa, Jenipapo de Minas, Itaobim, Ponto dos Volantes e Comercinho. Mesmo assim, não houve disputa em Comercinho e Jenipapo. Lá teve candidato único a prefeito.

A oposição no Médio Jequitinhonha ganhou em Araçuaí, Berilo, Cachoeira do Pajeú, Coronel Murta, Francisco Badaró, Itinga, José Gonçalves de Minas, Medina, Padre Paraíso, Pedra Azul, além de Rubelita e Salinas. Foram 12 prefeituras conquistadas pela oposição.

No Baixo Jequitinhonha, sei das vitórias da situação em Jequitinhonha, Almenara, Divisópolis, Rubim, Jordânia e só. Tenho informações de sucesso da oposição em Palmópolis e Joaíma.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Estão abertas as inscrições para o programa Bandas de Minas

Fonte: Agência Minas

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, lança o Edital 2012 “Bandas de Minas”, programa voltado para a preservação e manutenção das bandas civis de música. As inscrições podem ser feitas entre os dias 6 de outubro e 22 de novembro.

A iniciativa apóia as bandas com doação de instrumentos de sopro, metal e percussão, além de oferecer cursos e oficinas de capacitação e aperfeiçoamento artístico. Uma das novidades do programa para 2013 será o lançamento de um novo edital, no início do ano, voltado para a aquisição de uniformes para os componentes das bandas.

Minas Gerais possui, hoje, 701 bandas cadastradas na Secretaria de Estado de Cultura. Deste total, 657 corporações musicais, de 419 municípios, já foram beneficiadas com a entrega de 8.235 instrumentos nos últimos nove anos – de 2003 a 2012. Os recursos destinados ao programa chegam a mais de seis milhões e 300 mil reais.

Somente em 2012, 126 bandas de música em atividade em 118 municípios mineiros foram contempladas com a entrega de 800 instrumentos, como flautas, clarinetas, requintas, trompetes, trombones, trompas, caixas de guerra, bumbos, surdos e sousafones. Dessas corporações musicais, 41 receberam o incentivo pela primeira vez e as demais tinham sido beneficiadas ao menos uma vez em editais anteriores.

As inscrições

De acordo com o Edital 2012, somente poderão ser inscritas as bandas públicas ou privadas sem fins lucrativos, registradas em cartório, que possuam diretoria, estatuto e/ou regimento interno. As corporações musicais deverão estar devidamente cadastradas na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Será permitida a inscrição de apenas um único projeto por banda. Para se inscrever, os interessados deverão apresentar Ficha de Protocolo, Formulário Padrão e Relatório de Atividades, se houver. O Edital 2012, com todos os documentos exigidos, consta no endereço www.cultura.mg.gov.br.

O cadastramento poderá ser feito pelos Correios, via sedex, carta registrada, ou pessoalmente, de segunda à sexta-feira, das 10h às 16h, na Diretoria de Programas e Articulação Institucional da Superintendência de Ação Cultural.

Os projetos serão avaliados individualmente por uma Comissão de Análise, que será designada para esta finalidade. O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais. As propostas poderão ser aprovadas integral ou parcialmente, de acordo com disponibilidade de recursos para aquisição de instrumentos viabilizados pelo Programa.

Os envelopes de inscrições devem ser encaminhados para o seguinte endereço: Secretaria De Estado De Cultura / Superintendência de Ação Cultural / Diretoria de Programas e Articulação Institucional. Cidade Administrativa de Minas Gerais - Prédio Gerais - 5º andar - Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº - Bairro Serra Verde - CEP: 31.630-901 - Belo Horizonte - MG.

Mais informações pelos telefones (31) 3915-2671 / 2670 ou por e-mail: bandasdeminas@cultura.mg.gov.br.

Guia Ciclístico da Estrada Real

O Guia Ciclístico da Estrada Real, elaborado por Marconi Leão Fernandes, é uma ótima opção para quem quer conhecer a Estrada Real de bike. O guia possui muitas informações de como percorrer os trajetos de bicicleta, tempo médio de viagem, grau de dificuldade, indicações de hospedagem, restaurantes e muito mais. Interessou? Para adquirir o guia entre em contato com o autor pelo email: marconi.leao@yahoo.com.br ou telefone: (38) 35312850 ou (38) 99090472. O valor é R$20,00.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cine Mercúrio desta quarta-feira tem sessão com filme inédito sobre Marighella

Sonhos e conquistas

Autor: Antenor José Figueiró – antenor.figueiro@ig.com.br

Nesses últimos três meses vivi um dos momentos mais mágicos de toda a minha vida, minha campanha a vereador. Meus setenta votos foram de qualidade incalculáveis. Fiz uma campanha com pouco dinheiro, consequentemente com pouco barulho e cores, pautada na relação humana, no bate papo ao pé do ouvido, olho no olho acompanhado de uma garrafa de café com quitandas, no confidenciar de sonhos, fantasias e desejos, mas minha arrogância e prepotência também contribuíram para podar minhas asas.

Hoje posso dizer que conheço Diamantina melhor, seus bairros e distritos. Hoje com propriedade posso dizer que até 31 de dezembro minha cidade será dente de ouro na boca de cachorro.

Agora, a partir de 1º de Janeiro o tamanho do resultado positivo que conquistaremos na cultura, religião, turismo, política, na posição de cidade polo regional, na educação, ficará muitas e muitas vezes além do que ouvimos e imaginamos. É necessário enxergar e vivenciar o dia a dia da alma humana.

A nossa zona rural contribui com sua população para o repasse de verbas estaduais e federais, assim como também de um número expressivo de votos, portanto merecem também especial atenção por serem uma potencialidade para a agricultura e pecuária. Um trabalho sério e ambicioso com parcerias governamentais e uma íntima afinação com os cursos das agrárias respeitando as devidas proporções poderia transformar nossa região em um segundo triangulo Mineiro. Fica aqui a sugestão de uma Secretaria Municipal de Agricultura.

É por tudo isso que desde 2008 acredito que Paulo Célio tem a sensibilidade necessária para manusear esses sonhos, fantasias, desejos e porque não utopias.

Falar de derrota é muito mais fácil do que vive-la, mas sem sombra de dúvidas esse resultado das urnas representa o renascimento necessário da burguesia aclamada e conquistada também pelos bairros e distritos que despertaram, foram o fiel da balança e com imensa sabedoria popular fizeram seus líderes e deram uma bela lição as Centro Histórico, financeiro e intelectual.

Grupo “Choro Malandrinho” regido pelo maestro encantador

sábado, 13 de outubro de 2012

Quociente eleitoral e partidário para verador de Diamantina

Autor: Wellington Gomes

O “Assessor Especial para Assuntos Aleatórios” do Passadiço Virtual, Wellington Gomes, compartilha conosco mais uma análise interessante dos números finais das Eleições 2012 em Diamantina. Os dados mostram claramente o valor decisivo das coligações e dos candidatos “puxadores de votos” para a eleição dos vereadores. Explica também como que um candidato que obeteve poucos votos é eleito e outro com maior número de votos não é eleito.

Clique aqui veja outra contribuição do Wellington Gomes sobre as Eleições 2012.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pedalando na trilha da Maria Fumaça

Imagens da cicloviagem que saiu de Curvelo e chegou a Diamantina, na Trilha da Maria Fumaça em 2011. Foram quatro dias de muita amizade e companheirismo em um local perfeito para a prática do mountain bike. Vale a pena conferir o vídeo e conferir tudo que esta região tem a nos oferecer.

Começa a segunda etapa do Sons no Vale

A música invade, mais uma vez, o Vale do Jequitinhonha. O Projeto Sons no Vale inicia mais uma etapa, promovendo a interação entre sons e práticas de produção musical. Nesta segunda etapa, que ocorre entre os dias 10 de outubro e 11 de novembro, o projeto percorre mais cinco cidades: Senador Modestino Gonçalves, Felício dos Santos, Turmalina, Veredinha e Gouveia. As cidades recebem oficinas de musicalização, iluminação e sonorização, com duração de até três dias.

As oficinas são conduzidas por um educador responsável e mais dois auxiliares, que trabalham as técnicas de cada área com os participantes. São até 25 vagas para cada oficina e os interessados devem ter idade mínima de 12 anos.

A Oficina de Musicalização busca valorizar a diversidade musical existente na região. Inácio Neves, coordenador do projeto ressalta a importância da atividade. “A intenção é promover um encontro musical e a interação entre representantes de diversos estilos, como a seresta, viola, rock, gospel, sejam eles músicos ou não. Todos unidos e produzindo música”.

Já as oficinas de Iluminação e Sonorização apresentam os conceitos básicos dessas áreas. Ao final de cada etapa, os próprios participantes produzem uma apresentação musical, podendo vivenciar, na prática, aquilo que aprenderam durante as oficinas. O objetivo, assim, é envolver as pessoas em todas as etapas da prática musical.

Além desse trabalho, o Sons do Vale procura envolver diversos aspectos da cultura e da memória regional. Em cada cidade serão documentados seus aspectos e realidades culturais, sociais e estéticas, com o intuito de promover o aperfeiçoamento de políticas culturais locais.

O resultado dessa documentação pode ser conferido pelo público que acompanha a exibição de um curta sobre sua cidade. Produzido ao longo da permanência do Sons do Vale no local, o curta enfoca nas particularidades de cada município. Todas as atividades são gratuitas.

Durante a primeira etapa do Sons do Vale percorreu, entre agosto e setembro, as cidades de Rio Vermelho, Serra Azul de Minas, Santo Antônio do Itambé, Alvorada de Minas, Presidente Kubitschek e Serro. Cerca de 350 pessoas participaram das oficinas realizadas nessa etapa, nas seis cidades em que o projeto passou. Já as apresentações musicais reuniram, aproximadamente, 1.700 pessoas e o cinema 1.800.

O projeto Sons do Vale é uma iniciativa da Fundação Vale, com patrocínio da Vale, pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, em parceria com a Estação Conhecimento. É apoiado pelo Idene (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais). A realização é da Confluência – Ações para a Cidadania e Cinear Produções e Exibições.

Clique aqui para saber mais.

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio - (38) 3531-9537
producaocultural@diamantina.mg.gov.

Dia 12/10 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comidas Típicas e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: 18 horas

Atração: Música ao vivo com Chorinho Malandrino


Dia 13/10 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo

Local: Mercado Velho

Horário: 08 horas

Atração: Música ao vivo com Macena e banda

Dia 14/10 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: 08 horas

- Feira Livre do Largo Dom João

Local: Largo Dom João

Horário: 08 horas

- Feira da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: 09 horas


Visite também o Garimpo Real!

Entre em contato pelo telefone: (38) 3531-1557/9106-1226 - Belmiro

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Local de enforcamento em Diamantina

Fonte: publicado no interessante blog Atenas do Norte. Clique aqui para ler esta e outras histórias.

Quem diria? – O pitoresco Bairro do Rio Grande, onde hoje, se cuida da vida espiritual dos homens e se prodigaliza a caridade aos velhinhos desamparados, justamente ao alto da rua do Areão, era o ponto em que, nos antigos tempos de Diamantina, se executavam os infelizes condenados á morte.

Ainda há poucos anos, encontravam-se, ali, dois tocos dos postes do tringulo da forca.

Contavam os nossos antepassados as cerimônias impressionantes que precediam á cena horrível do enforcamento aterrador.

Precedia-na, pela manhã, na velha Sé, a missa em que o sentenciado recebia a sagrada comunhão.

Após a missa, formava-se o prestito fúnebre de um vivo-morto, composto da Guarda Municipal e do Destacamento Policial, de autoridades judiciais, conduzindo em direção ao local da forca, o condenado, vestido de túnica branca dos sentenciados, já com o laço da corda ao pescoço, e acompanhado pelo caixão mortuária, carregado á cabeça de outro sentenciado.

Seguia-no o Vigário da Paróquia, revestido de sobrepeliz e estola preta; o carrasco, que vinha especialmente, de Ouro Preto; e a banda de música local, que executava, durante o percurso, alguns trechos de uma marcha fúnebre, comovente e impressionante.

No local, a execução do condenado constituía a tragédia mais compungente que se pode imaginar!

É que o desgraçado, já enforcado pelo laço, suportava ainda enganchado no pescoço, o maldito carrasco, agindo com as mãos e fazendo força sobre os ombros do asfixiado, até que este pesasse meio palmo de língua para fora.

Consumada a cena, o carrasco cortava a corda, caindo ao solo o desgraçado, cujo cadáver era conduzido pelos presos da cadeia ao Cemitério do Burgalhau, hoje desaparecido.

Excusado é dizer que a banda de música, ao regressar de nefanda e burlesca tragédia, punha-se a tocar dobrados alegres!...

O último enforcamento que se verificou em Diamantina, foi em 1849, há mais de 90 anos.

Um episódio se deu, por ocasião desse último enforcamento. É que, no ato de ser enforcado o desgraçado, a corda arrebentou, e houve quem se prontificasse a vir buscar, na cidade, nova corda, para o suplício do infeliz.

Reis, Xisto, VD., pág. 3, nº 24, 1947.

UFVJM seleciona docentes para o curso de Medicina

Fonte: UFVJM

Estão abertas até o dia 9 de novembro as inscrições do concurso público para docentes do curso de Medicina da UFVJM. São 14 vagas na Classe de Professor Assistente ou Auxiliar com Especialização: dez para o Campus de Diamantina e quatro para o Campus do Mucuri, em Teófilo Otoni. Consulte os links abaixo para mais informações.

Iukerê na Argentina

Clique aqui para saber mais.

Dica esperta do Blog Diamantina On Line.

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Autor: Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Capa (24)Há mais de ano, era voz corrente que o padre seria reeleito. Ele próprio, quando indagado a respeito, respondia triunfalmente: sim, sou candidato e vou ganhar! Daí é que todo mundo repetia: de padre Gê ninguém tira esta vitória. E havia razão para tal prognóstico. Além do poder da máquina administrativa, o reverendo-alcaide acumulou fabuloso crédito das centenas de empregos com que abarrotou a engrenagem pública. Parentes, eleitores, aliados ou até mesmo frouxos adversários políticos foram sendo aboletados na prefeitura; os que lhe externavam mais devoção, em secretarias ou cargos bem remunerados; a maioria, sem concurso público, no velho e viciado clientelismo. O que essa multidão de protegidos descobriu (ou já sabia) é que não existe almoço de graça. Eles, seus filhos, parentes, cônjuges e amigos seriam cobrados nas eleições. De infinito potencial, essa poderosa e humilhante arma, também conhecida pela alcunha de cabresto, subjuga os apadrinhados que, temerosos de perder empregos, curvam-se e lambem as mãos do seu generoso dono e senhor.

Mas isso constituía pequena parte do arsenal antiético do pseudoreverendo. Trunfo maior do que as centenas de apaniguados na folha de pagamento era o caráter lambão de seu mandato. Grandes empresários, proprietários de áreas especulativas, comerciantes informais, construtores, vendedores ambulantes - todo e qualquer relapso cidadão sem nenhuma preocupação com os rumos da cidade viu no padre seu grande e confiável protetor. Sua reeleição seria a garantia da conivência da fiscalização, da desobediência às normas do plano diretor e do desrespeito a tantos outros ordenamentos inerentes às cidades bem administradas. E ainda havia a tentativa maldosa de João de Nico de dividir a cidade em pobres e ricos. Ocês rico num gosta de padre Gê; os pobres é que vai eleger ele outra vez, repetia o mambembe radialista - numa linguagem propositalmente errada - para vender seu peixe. A reforçar essa matreirice do irmão, quanto cafezinho, quanta cachacinha e quanta colher de farofa o populista reverendo filou nos pobres casebres da periferia. Com ares paroquiais, ele se aproveitava da honra com que a gente humilde e temente a Deus recebe a visita de um sacerdote em seus miseráveis lares. Daí seu apego ao nome-fantasia padre Gê.

Continua na Voz de Diamantina Edição 583 de 13 de outubro de 2012

Confira nesta edição:

  • Balaio de Pitacos
  • Os candidatos de Deus
  • Parque Estadual do Rio Preto está aberto à visitação

Assinatura da Voz de Diamantina

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