terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Saúde e paz

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Chegamos ao fim de 2010. Agradeço aos leitores  do Passadiço Virtual pela companhia durante essa jornada e espero reencontrá-los por aqui no próximo ano.

Voltaremos em breve, após merecidas férias. Aproveito a oportunidade para desejar a todos um  Feliz Natal e um 2011 cheio de saúde e paz. O resto, a gente corre atrás….

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cantata de Natal emociona fiéis em Belo Horizonte

Fonte: Estado de Minas

A apresentação aconteceu na Catedral da Boa Viagem (Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Fiéis da capital e de várias cidades do interior de Minas se emocionaram neste domingo durante a apresentação da Cantata de Natal, que levou mais de 70 músicos do Coral da Colônia Diamantina e da Orquestra de Câmara da Polícia Militar à Catedral da Boa Viagem, no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de BH. O espetáculo, iniciado logo depois da missa das 11h, exibiu oito clássicos natalinos e teve como ponto alto uma encenação teatral de trechos bíblicos, entre elas a anunciação da chegada de Cristo pelo anjo Gabriel.

Confira a galeria de fotos

No evento, o coral conta com a presença de 45 músicos da Orquestra de Câmara da Polícia Militar, sob a regência do maestro e tenente Antônio Vicente Soares. Clássicos como O Milagre do nascimento e Dorme Santo Menino, de John W. Peterson, e Na pequena Belém, de Randy Vader, foram aplaudidos de pé pelo público, que lotou a catedral. “Esta é a quarta apresentação feita com o Coral da Colônia de Diamantina e estamos fechando as festividades. A cantata é um melodrama que conta a história do Natal e promove a união da sociedade por meio da música”, explicou o maestro Soares.
No palco improvisado em frente ao altar, o ator Rafael Genaro Aguiar Cruz, de 21, deu vida ao personagem de José. “É um momento único, indescritível. O principal é poder passar uma mensagem de paz a todos, emocionar o público e transmitir alegria”, contou Rafael. Encantada com o espetáculo, a estudante Bárbara Lima, de 15, ressaltou a importância da celebração. “Estou impressionada com o clima de união entre as pessoas. Perto do Natal, eventos como esse ganham um sentido especial.”

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Valeu, “vozinha”!

Autora: Professora Juliana Leal - Coordenadora do Projeto de Extensão Cine Mercúrio e professora do Instituto de Humanidades da UFVJM

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Noite-torrente em Diamantina. Chuva que parecia não cessar.

E uma vontade particular minha (que também não cessava) de ver o evento Orquestra e Cinema, ocorrido anteontem no Cine Teatro Santa Izabel, cheiinho de espectadores. Uma boa parte dos famosos 128 lugares ocupada por diferentes pessoas, felizes por verem esse espaço sendo cada vez mais usado, aproveitado. Por eles.

Retorcer meu pescoço reiteradas vezes para “filmar” cada um dos que se adentravam no teatro para assistir aos momentos finais do ensaio da Orquestra Sinfônica Jovem da cidade, regida pelo maestro Reginaldo Cruz e que, se assim acontecesse, assistiriam ao filme “Ensaio de Orquestra” do diretor italiano Federico Fellini causava em mim um misto de ansiedade e desespero.

E se a chuva não parasse?

Mas foi legal ver o teatro, após o ensaio da Orquestra, ocupado em quase 50% de sua capacidade de lotação por músicos e outros moradores da cidade.

Até que o inesperado me fez pensar gozosamente: esse mundo é imprevisível mesmo, meu Deus! Que alegria!

Uma senhora de uns 90 anos, de olhos cansados e amparada por duas mulheres, possivelmente sua filha e neta, vinha fragilmente erguida, embora altiva com suas vestes de dia de festa, participar de nosso evento.

Ô gente, que emoção ver aquilo!

Que gostoso ouvir da neta dela, aluna do quinto período do curso de Bacharelado em Humanidades da UFVJM – descobri na saída do teatro –, que a vozinha dela, Dona Ana, ex-garimpeira e moradora do bairro Vila Operária, adora passear. E esperou por ela toda arrumadinha, apesar da danada da chuva, sentada no sofá, que a neta a buscasse para ir ao Teatro. E que deu boas gargalhadas, a despeito do filme ser estrangeiro e legendado. E lhe disse, com voz trêmula, que deseja sim voltar outras vezes, ver outros e tantos filmes sendo exibidos nesse teatro bonito que a cidade ganhou este ano.

Ô vontade gostosa de ver um montão de outras vozinhas ocupando esses 128 lugares do Teatro Cine Santa Izabel. Ô vontade!

Meu obrigada à Equipe do Projeto Cine Mercúrio, à Secretaria Municipal de Diamantina, ao Escritório Técnico do IPHAN, à Sra. Andréa Henriques, Diretora do Cine Teatro Santa Izabel, ao maestro Reginaldo Cruz e aos músicos da Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina!

Valeu, vozinha!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Agenda cultural

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

Dia 17/12 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo - Sexta Nossa.

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Seo Francisco

Dia 18/12 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Macena e Banda

Dia 19/12 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: A partir das 08 horas

- Feira de Artesanato da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: De 08 às 14 horas

- Concerto de Natal da Banda Euterpe Diamantinense.

Local: Catedral Metropolitana

Horário: 20 horas

Dia 20/12 – Segunda – feira

- Especial de Natal com Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina.

Local: Teatro Santa Izabel.

Horário: 19:30 horas

Dia 21/12 – Terça – feira

- Solenidade de inauguração das novas instalações da Prefeitura de Diamantina.

Local: Centro Administrativo, Rua da Gloria 394.

Horário: 16 horas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Fragmentos sonoros da cidade de Diamantina

Autor: Júlio César de Oliveira
Este artigo interpreta a construção das paisagens sonoras presentes no romance O Hóspede de Aristides Rabello como crítica ao projeto de modernização de Diamantina empreendido no inal do século XIX e primeiras décadas do século XX. Destaca a importância das transformações sonoras para a compreensão das novas sensibilidades constituídas nas cidades modernas.
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Livro disponível na Estante Virtual: clique aqui

Cicloviagem pelas trilhas do trem

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Largo de ontem e de hoje

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Comparando com a realidade atual, alguns detalhes nos chamam a atenção:
- Podíamos andar de trem;
- As praças eram bem cuidadas;
- O calçamento  estava sem buracos;
- Havia mais pessoas que carros pelas ruas;
- Não havia matilhas de cães abandonados;
- A Rural Willys era um carrão e estava na moda.

UFVJM promove concurso de vídeo-depoimentos

Fonte: UFVJM

A Diretoria de Cultura da Proexc promoverá pela primeira vez um concurso de vídeos-depoimentos, “Sabedoria Popular: Memórias e Reflexões nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri”, com o objetivo de incentivar a produção independente de vídeos com duração de até cinco minutos, em mídias digitais, a fim de preservar a memória viva das populações tradicionais dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

As inscrições estarão abertas no período entre 04 e 29 de abril de 2011. Poderão se inscrever todos os interessados, desde que a equipe de produção tenha um discente, regularmente matriculado, e um docente ou técnico administrativo da UFVJM, sendo o docente ou técnico necessariamente o proponente/coordenador do projeto audiovisual. O edital completo do concurso será divulgado no início de fevereiro de 2011.

cartaz concurso videos

 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

II Fórum Municipal de Esporte e Lazer

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Vivaldi em Diamantina

Diamantina is a fine jewel of a town. It was built in the 18th century during the brazilian ´´era of the gold`` by the bandeirantes because diamonds were found in the nearby river. It developped, with the other wonderful historic cities of the state of Minas Gerais, its own version of baroque in architecture,painting,sculpture and music. Its priviledge(!) over its peer cities is that it is quite isolated amidst a voluptuous landscape.
Life flows at a peacuful pace embellished by elegant churches, palazzi and private houses which cling to the sloppy ground without any intention to change it. These builidings, colourful and well maintained, give the visitor the feeling of strolling in a living, open air museum. The whole set decently carries the pride of the glorious past.
Music, instrumental or choral, is cherished in Diamantina. People organise the Vesperatas, concerts given on the balconies and the windows of historic houses from March on. I attended a rehearsal of the local conservatory orchestra of a modern, sacred music work. The musicians were friendly and kind, talented and devoted.
The first movement (allegro non troppo) of this concerto by Antonio Vivaldi (1678-1741) came into my mind as a suitable music to what i lived there. I thought of the venitian baroque master because of the Passadiço da Gloria, 1876, the blue suspended passage in my photos, which at that time served as an orphanage. Flute, because it is an instrument of pastoral origin; a tender, lonely, whispery sound. This particular work by Vivaldi carries all the energy but the dark side of life, as well.
I selected the recording made in 1973 by the orchestra I Musici for their full, respectuous, tense sound. Severino Gazzeloni, this fine and virtuoso flutist, is the soloist.
Have a nice time.

Dica do Well.

Diamantina e região recebem Centros Viva Vida e de Especialidades Médicas

Fonte: Agência Minas

DIAMANTINA (10/12/10) - Para promover a melhoria da saúde na região do Vale do Jequitinhonha e intensificar o desenvolvimento dos serviços prestados à população, oGoverno de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), inaugurou neta sexta-feira (10), em Diamantina, o Centro Viva Vida e o Centro de Especialidades Médicas “Mulheres do Jequitinhonha”.

Homenageando as mulheres do Vale, os dois centros vão atender aos moradores da região do Alto Jequitinhonha e os que fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisaje), totalizando uma população de mais 263 mil pessoas.

Durante a cerimônia de inauguração, o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, destacou a importância do desenvolvimento da saúde em toda a região do Jequitinhonha. “A presença desses dois centros representa também a busca por eliminar as dificuldades da região. Estamos sempre incentivando a saúde para o Vale, como, por exemplo, buscando o credenciamento dos serviços de neurocirurgia, que atualmente são apenas 11 no Estado”, disse o secretário.

Antônio Jorge também entregou ao consórcio três veículos que serão utilizados pelos pacientes - um automóvel Zafira no valor R$ 58 mil, uma ambulância no valor de R$ 54.695,00 e um micro-ônibus de R$ 167.500,00.

Melhoria e expansão do atendimento

Atualmente, o Centro de especialidades médicas do Consórcio Intermunicipal de Saúde atende aproximadamente 80 pessoas por dia, em razão do espaço físico reduzido. Com a inauguração do Centro Viva Vida e do novo Centro de Especialidades Médicas a previsão é que sejam atendidas, diariamente, cerca de 400 pessoas que integram os 22 municípios do Alto Jequitinhonha.

O Estado destinou para a construção do Centro de Especialidades Médicas e do Centro Viva Vida R$ 1.943.000,00, já para a compra de equipamentos foram investidos R$ 879.486,00. Os dois centros ocupam uma área de 1.492 m².

Para a moradora e ex-líder comunitária de Diamantina, Jacira Sueli Cunha, a inauguração dos centros vai fortalecer a saúde e a força das mulheres do Jequitinhonha. “O que está sendo entregue é um presente para todas nós, mulheres de Diamantina e região. A estrutura, os profissionais e o atendimento serão de qualidade e simbolizam uma conquista para Diamantina.”

O Centro de Especialidades Médicas contará com a oferta de consultas médicas nas especialidades de Cardiologia, Urologia, Endocrinologia, Reumatologia, Pediatria, Clínica Médica, Angiologia, Infectologia, Dermatologia, Neurologia, Psiquiatria, Otorrinolaringologia, Oftalmologia, Ortopedia, Nefrologia, Gastroenterologia e Cirurgia Geral.

O Centro Viva Vida e o Centro de Especialidades Médicas vai oferecer ainda serviços de apoio ao diagnóstico como mamografia, endoscopia digestiva, cistoscopia, ultrassonografia, Eletroencefalografia, Elecardiografia e Ecocardiografia.

O Centro Viva Vida, além de serviços de ginecologia e obstetrícia irá realizar a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis além do acompanhamento aos portadores de HIV. Também haverá atendimento ginecológico na adolescência e à mulher vítima de violência sexual e o atendimento prioritário da gestante de alto risco.

Desenvolvimento

Após a inauguração, o Secretário Antônio Jorge visitou as instalações do campus II da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Durante a visita foi apresentado ao secretário o projeto de adequação das casas de saúde, compostas pela Santa Casa de Diamantina e Hospital Nossa Senhora da Saúde, para que os locais se tornem hospitais escolas.

Esta adequação irá possibilitar que, além da absorção dos cursos universitários na área de saúde, os hospitais estejam preparados para receber o curso de medicina que ganhou parecer positivo do Ministério da Educação (MEC) para ser instalado em Diamantina. O projeto de adequação, com o valor total de R$ 10.859.538,78, tem como objetivo favorecer o aspecto pedagógico dos estudantes e fornecer melhor acesso a saúde para a população.

Vinte e dois municípios que serão beneficiados pelo Centro Viva Vida e Centro de Especialidades Médicas: Alvorada de Minas, Aricanduva, Capelinha, Carbonita, Chapada do Norte, Congonhas do Norte, Couto Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia , Itamarandiba, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado, Minas Novas, Presidente Kubitschek, Santo Antônio do Itambé, São Gonçalo do Rio Preto, Senador Modestino Gonçalves, Serro e Turmalina.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Agenda cultural do fim de semana

Fonte: Assessoria de Comunicação Prefeitura de Diamantina

Dia 10/12 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo - Sexta Nossa.

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Seo Francisco

Dia 11/12 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Acorde Mineiro

- Natal Encantado com Arte Miúda e participação da Banda de Musica do 3º BPM e Banda Prefeito Antonio de Carvalho Cruz.

Local: Rua da Quitanda

Horário: A partir das 19 horas

Dia 12/12 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: A partir das 08 horas

- Feira de Artesanato da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

Horário: De 08 às 14 horas

Dia 14/12 – Terça – feira

- Chegada do Papai Noel e inauguração da decoração natalina feita com pets

Local: Largo Dom João

Horário: A partir das 19 horas

- Retreta Especial pelas Ruas da cidade

Horário: A partir das 19 horas

Atração: Bandas de Musica dos distritos de Inhai e São João da Chapada e Banda Euterpe Diamantinense.

No ar: as Vozes do Vale

Fonte: Blog do Banu

Confluência de vozes agora também pelas ondas do rádio. É com enorme prazer que o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha comunica a todos a volta do Vozes do Vale à grade de programação da rádio da Universidade.

Apresentado semanalmente por Bruna Acácio e Phellipy Jácome, o programa tem por objetivo divulgar os podcasts produzidos pelos jovens do Jequitinhonha durante as oficinas do projeto.

Nessas oficinas, eles aprendem um pouco sobre produção em áudio, gêneros radiofônicos e recursos de edição. O principal objetivo do projeto é que os jovens do Vale tenham um espaço permanente de visibilidade, para expressarem suas vozes e abordarem temas do seu dia a dia, através dessa ferramenta de produção em áudio.

O canal aberto entre a universidade e o protagonismo juvenil do Vale do Jequitinhonha pode ser conferido na rádio UFMG Educativa, nos horários:

Segunda-feira: 12h20m (estréia)
Terça-feira: 16h15m (reprise)
Quinta-feira: 01h30 (reprise)

Para ouvir, basta sintonizar a frequência 104, 5 FM na região metropolitana de Belo Horizonte ou acessar a página da rádio na web, com transmissão ao vivo:

www.ufmg.br/online/radio

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cine Mercúrio convida para sessão de Orquestra e Cinema

A Equipe do Cine Mercúrio tem o prazer de convidar todos para uma sessão de cinema muito especial que ocorrerá no próximo dia 14 de dezembro, às 21 horas.

O encerramento das atividades de 2010 será com a exibição do filme Ensaio de Orquestra (1978), do cineasta italiano Federico Fellini, no Cine Teatro Santa Izabel.

Antes da projeção, o público poderá assistir aos momentos finais de um ensaio da Orquestra Sinfônica Jovem de Diamantina, sob a regência do maestro Reginaldo Cruz, com o repertório que a Orquestra prepara para a Sonata de Natal.

A realização do evento “Orquestra & Cinema” ocorre graças à parceria entre o projeto de Extensão Cine Mercúrio, da UFVJM, o Teatro Santa Izabel, a SECTUR e o Escritório Técnico do IPHAN em Diamantina.

A entrada, gratuita, será por ordem de chegada até a lotação do auditório.

Contamos com sua presença, de seus familiares e amigos!

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Programação do Natal de Luz

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Natal reciclado

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Veja Diamantina e o Caminho dos Escravos por outro ângulo

clip_image002O Qintal Radical sob a direção do Marconi Leão, informa que montou uma tirolesa na parte alta (próximo ao mirante) do Caminho dos Escravos e convida você para admirar o visual de uma maneira radical e com toda segurança. A tirolesa já foi testada e no sábado, dia 04/12, a partir das 13 horas, estará lá para que você e sua família possam curtir esse novo atrativo de Diamantina.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cultura de Diamantina em debate

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Nos dias 05 a 07 de Dezembro a SECTUR, o Conselho Municipal de Cultura e segmentos sociais interessados na consolidação da administração da cultura como política pública, estarão realizando o I Fórum Municipal de Cultura. Este é um mecanismo que pretendemos implantar como estratégia de diálogo e organização da sociedade e poder público para a construção e busca de soluções conjuntas para o desenvolvimento do setor cultural do município.

Este primeiro fórum será estratégico para a apresentação e reestruturação de instrumentos de gestão básicos que Diamantina precisa consolidar, caso contrário ela ficará defasada se comparada com o andamento da política nacional.

Chamamos você à participação, neste momento de construção coletiva. É provável que sua demanda individual possa ganhar melhores condições de atendimento, se nos dedicarmos à construção e fortalecimento de pilares básicos que Diamantina ainda não possui. Ajude-nos a mobilizar para realização do Fórum, repassando este convite a outros agentes culturais do município.

Programação

1º Fórum Municipal de Cultura

“A importância da participação social nas políticas públicas culturais do município”

Dia - 05 de Dezembro (Domingo)

19:30 -Abertura solene

Hino Nacional

Mesa de autoridades:

20:00 - Concerto -Orquestra sinfônica Jovem de Diamantina

Dia - 06 de Dezembro (Segunda Feira)

8:00 - Credenciamento e Café

8:30 - Intervenção artística: Grupo de Teatro de Maria Nunes

9:00 às 10:30

MESA: A CONSTRUÇÃO DA POLÍTICA MUNICIPAL DE CULTURA DE DIAMANTINA

Palestra 1 - Desafios e perspectivas da gestão da política cultural

Palestra 2 - O Conselho Municipal de Cultura

Palestra 3 - Fórum Municipal de Cultura – espaço de construção participativa

10:30 ás 11:30 – DEBATE

12:00 - Almoço

14:00 às 15:30

MESA : MOVIMENTOS SOCIAIS DA CULTURA EM MINAS E EXPERIÊNCIAS LOCAIS

1º Momento

Sula Mavrudis – Teatro e Circo

Deivison (Deivison) - Cultura de Rua

Willian Spangler - Escritor

Tiago Silva- Artesão

D. Terezinha Sanguinete- Cultura Popular

Geruza - Diretora de Cultura da UFVJM

15:30 -16:00- Café

16:00- 17:00

2º Momento

Gilson Nunes- Teatro

Fernanda Alvarenga - Dança

Reginaldo Cruz e Rodrigo Ribeiro – Música

Representante do Fórum da Música de MG

Cleverson (Ket) - Capoeira

17:00 - DEBATE

Encerramento (Intervenção Artística): Diamante Rap

Dia - 07 de dezembro (Terça Feira)

8 00 – Café

8 30 - Intervenção de Dança – Grupo Bantus do Baú

9:00 - 10:00

Apresentação: Reestruturação da Lei do Conselho Municipal de Cultura de Diamantina

Mediador: Xavier Ladeira (MOCAJE)

Apresentação dos integrantes da sub-comissão de Patrimônio Cultural

10:00 - 10:30: DEBATE

10:30 - 12:00 Grupos de trabalho / divisão setorial

(discutir as alterações/ construir critérios de constituição e representatividade das câmaras setoriais/construir a metodologia da votação dos novos conselheiros/aprovar cronograma de votação/previsão de finalização dos trabalhos: final de fevereiro)

12:00 – Almoço

14:00 – 15:30 - Continuidade dos grupos de trabalho

15:30 – Café

16:00 - Apresentação dos relatórios dos grupos

Entrega dos relatórios para os conselheiros

Entrega dos documentos do Fórum Municipal de Cultura a Comissão de Vereadores de apoio á Cultura, Turismo e Patrimônio

18:00 – Encerramento do Fórum

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cine Mercúrio exibe filmes nacionais de terror e suspense

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No mês de dezembro o Cine Mercúrio exibe o ciclo “Medo e Suspense”, composto por filmes nacionais do acervo da Programadora Brasil, com a qual o projeto inicia uma importante parceria a partir deste mês.

As sessões, gratuitas e abertas ao público, acontecem às quartas-feiras, às 19h30, no auditório do Instituto Casa da Glória da UFMG e aos domingos na Casa de Chica da Silva, às 18h30.

A Programadora Brasil é uma ação da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura desenvolvida por meio da Cinemateca Brasileira e do Centro Técnico do Audiovisual (CTAv), e tem como objetivo disponibilizar filmes e vídeos para pontos de exibição audiovisual não-comerciais para promover o encontro do público com o cinema brasileiro.

O projeto de extensão Cine Mercúrio busca fomentar a atividade audiovisual e a formação de público em cinema e acontece graças a parcerias firmadas entre diferentes setores da UFVJM (Instituto de Humanidades, FCBS, Campus do Mucuri, Diretoria de Relações Internacionais, Centro de Apoio a Idiomas, PROEXC), Instituto Cervantes, AECID, Cinemateca da Embaixada da França, Instituto Casa da Glória da UFMG, IPHAN, Programadora Brasil/Minc e Federação de São Gonçalo do Rio Preto.

Confira o cartaz em anexo!

PROGRAMAÇÃO:

Tocaia no asfalto

(Brasil, 1962; 101 min.) / Direção: Roberto Pires

Sinopse: Na cidade de Salvador, um político jovem e idealista instaura um inquérito para apurar denúncias de corrupção de seus adversários, que se esforçam para eliminá-lo. Em paralelo a este contexto, um pistoleiro é contratado para assassinar o líder do grupo rival.

Quarta, 01/12, às 19h30

Local: Instituto Casa da Glória da UFMG / Classificação etária: 14 anos

Esta noite encarnarei no teu cadáver

(Brasil, 1967; 107 min.) / Direção: José Mojica Marins

Sinopse: O funerário Jozefel Zanatas (Zé do Caixão) continua sua procura pela “Mulher Superior”, com a qual espera gerar o “Filho Perfeito”. Em sua procura, tortura e mata as mulheres que julga inferiores, bem como qualquer um que se interponha em seu caminho.

Domingo, 05/12, às 18h30

Local: Casa de Chica da Silva / Classificação etária: 16 anos

Os matadores e Sinistro

(Brasil, 1997; 90 min.) / Direção: Beto Brant & (Brasil, 2001; 19 min.) / Direção: René Sampaio

Sinopse: Dois filmes que flertam com o cinema policial, marcados pelas idas e vindas no tempo cronológico da história. Em Os matadores, os criminosos Toninho e Alfredão revelam uma história em que é difícil encontrar culpados e inocentes. No curta Sinistro, um terrível acidente cria uma teia de coincidências entre todos os personagens da trama.

Quarta, 08/12, às 19h30

Local: Instituto Casa da Glória da UFMG / Classificação etária: 16 anos

Medo e suspense

Sinopse: Seis curtas-metragens nos gêneros de terror e suspense que impressionam pelo apuro estético e pelo acabamento impecável. Nada recomendado pra quem se assusta com facilidade ou perde o sono com imagens perturbadoras.

Domingo, 12/12, às 18h30

Local: Casa de Chica da Silva / Classificação etária: 16 anos

 

Posto de apoio ao viajante é inaugurado na Estrada Real

Fonte: Agência Minas

DIAMANTINA (28/11/10) - A Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG)inaugurou, nesse sábado (27), no povoado do Vau, sub-distrito de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, o primeiro ponto de apoio ao viajante que percorre a Estrada Real. A Vila Real é um posto de serviços e informações turísticas à disposição de quem passa pelo trecho que liga o Serro a Diamantina.

O secretário-adjunto da Setur-MG, Maurílio Guimarães, que participou da cerimônia de inauguração, lembrou que a principal meta a ser alcançada com a implantação da Vila Real é incentivar o desenvolvimento da região. “O posto rural será um atrativo para a descoberta das riquezas do Vau, e a vinda de turistas para o local promoverá a inclusão social e melhorias na qualidade de vida dos moradores, além do bem estar e do conforto para o turista que percorre esta centenária rota”. A gestão da Vila Real será feita pela comunidade do Vau, que contará com o apoio da Prefeitura de Diamantina, da Associação do Circuito dos Diamantes e da Setur-MG.

Para a funcionária pública e moradora do Vau, Valquíria Ribeiro, a Vila Real já proporcionou a união da comunidade para buscar o desenvolvimento da região. A expectativa é de que muitos benefícios ainda sejam alcançados. “Com a chegada da Vila, tivemos o fortalecimento dos grupos de artesãos e a procura pelos nossos produtos deve aumentar, o que vai gerar oportunidades de trabalho para os moradores do povoado”, disse.

Bem-vindo viajante

O viajante que passar pela Vila Real será recepcionado no Centro de Informação e Atenção ao Turista e convidado a conhecer melhor a região, os atrativos e os produtos locais. A Vila Real ainda possui o Espaço Internet, que oferece acesso à internet banda larga.

O Café Real é ponto de parada obrigatória para recarregar as energias, saboreando os quitutes preparados pela comunidade do Vau. O visitante poderá levar uma recordação da região por meio do artesanato comercializado no Espaço Vivências. A Vila tem, ainda, sanitários públicos, masculino e feminino, adaptados para portadores de deficiência física.

São parceiros da Setur-MG na elaboração e execução da Vila Real: a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), a Prefeitura de Diamantina, por meio das Secretarias de Cultura, Turismo e Patrimônio e de Obras, a Associação Comunitária do Vau, o Sebrae de Diamantina, a Emater–MG, o Instituto Estrada Real, a Associação do Circuito Turístico dos Diamantes, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Banco do Brasil, aCopasa e a Pedra Solaris Mineração.

Povoado do Vau

Localizado às margens do rio Jequitinhonha, entre Diamantina e Serro, o Vau iniciou o desenvolvimento, ainda no século XVIII, com a atividade do garimpo de ouro e diamante à beira da Estrada Real, que levava as riquezas de Minas Gerais até Paraty (RJ). Seu nome, Vau, é uma referência ao ponto mais raso do rio, que servia de travessia para viajantes e tropeiros.

Tamanho da população de Diamantina cresce no Censo 2010

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

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Clique aqui para consultar outras cidades

Dia mundial de luta contra AIDS terá eventos e sensibilização

O Dia Mundial de Luta Conta a AIDS, foi criado para relembrar o combate à doença e despertar nas pessoas a consciência da necessidade de prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a compaixão pelas pessoas infectadas.

A data instituída pela Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da ONU, é o dia 1º de dezembro. No Brasil a data é comemorada oficialmente desde 1988, por decisão do Ministério da Saúde. A cada ano diferentes temas são abordados, destacando questões relacionadas à epidemia.

O foco da campanha de 2010 é a população jovem, que precisa se enxergar como vulnerável e se valorizar enquanto ser humano.

Em Diamantina esta sendo preparada a sensibilização para com o tema no dia 1º/12 , quarta-feira, e um evento de grande porte no dia 3/12, sexta-feira.

Anne Margareth Batista, Coordenadora do Programa Municipal de DST-AIDS da Secretaria de Saúde informa que na sexta-feira as ações de saúde serão realizadas na Praça do Mercado a partir das 16 horas, e todos estão convidados a participar da Caminhada pela Vida, que terá concentração marcada para as 18 h, no Largo Dom João e sairá em direção ao Mercado Velho.

As atividades serão encerradas com um show da Batcaverna, que pela terceira vez realizará o "Com BAT à AIDS".

“Nosso objetivo é atrair o público jovem”, inclusive porque trabalhamos com redução de danos dos riscos do uso de álcool e drogas, que podem tornar as pessoas vulneráveis à contaminação não apenas pelo HIV, mas também a acidentes, desvios de comportamento e exposição a outras doenças, gostaríamos imensamente de contar com a presença de todos”, afirma Anne Margareth.

domingo, 28 de novembro de 2010

Iepha tomba o conjunto da Sera dos Cristais

Deu no Estado de Minas de 28/11/2010

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Família mantêm viva a arte de bonecas do Vale do Jequitinhonha

Fonte: UAI

Não é só arte: trata-se de longo processo baseado no contato direto do homem com elementos da natureza. É preciso escavar a terra, modelar o barro e assá-lo em fornos de argila beirando os 1.000 graus centígrados até obter a forma final de flores, laçarotes e cabelos penteados à perfeição, emoldurando olhar penetrante, nunca triste ou alegre. Sempre enigmático. Para dar cor, nada de produtos químicos: só pigmentos naturais.

O já reconhecido (e valorizado) trabalho de Isabel Mendes, de 84 anos, ceramista do Vale do Jequitinhonha que criou algumas das mais belas bonecas de barro de Minas Gerais, já encontrava eco nas criações de sua filha, Glória. Agora, mais do que nunca, a história se repete com a neta da mestra, Andréia Pereira de Andrade. Presente na 21ª edição da Feira Nacional de Artesanato, que termina amanhã, em Belo Horizonte, ela é a prova de que a arte de dar vida e alma ao barro ainda será perpetuada por muitos anos.

Clique aqui para ler a reportagem completa

Maria Passabom tem como lema de vida "fazer o bem sem olhar a quem"

Fonte: Estado de Minas

Nem sempre as ações de Maria Passabom foram bem interpretadas, mas ela não desiste de ajudar quem está 'caído' (Beto Novaes/EM/D.A Press)

Foi vendo a mãe fazer caridade e alimentar pessoas carentes que a menina Maria Passabom França, a Nina, determinou que o lema de sua vida seria “fazer o bem sem olhar a quem”. A morte da mãe, quando Nina tinha 13 anos, reforçou nela a vontade de seguir o exemplo. Pouco tempo depois, ela entrou para um convento, iniciando a trajetória de auxiliar o próximo que mantém até hoje.

Como irmã de caridade, Nina foi morar em Belo Horizonte, trabalhando em hospitais. Na hora de fazer os votos perpétuos, a freira decidiu deixar o hábito, sem nunca se afastar do ideal de fazer o bem. Há 51 anos, mudou-se para Diamantina, já casada com o servidor público Walter Cardoso França, com quem teve dois filhos. Aos 77 anos, viúva, Nina, que nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, declara seu amor pela cidade que ela escolheu e que a acolheu: “Sou mineira e diamantinense de coração”.

Ela conta que, ao chegar à cidade, não havia sequer um “posto de injeção”, ou seja, unidades de saúde para atender a população. Nina passou a cumprir o papel de enfermeira que atendia aos doentes em suas residências, aplicando injeção, inclusive de madrugada, tirando pressão, fazendo curativos... Os próprios médicos encaminhavam a ela quem precisava de assistência domiciliar e ela atendia. Como ministra da eucaristia e devota de São José, Nina se encarrega, também, de levar comunhão aos enfermos.

Só que Nina foi além. Passou a cuidar também dos presos da cadeia pública, levando cobertores, creme dental, sabonetes, toalhas... “Eles têm uniforme, mas não têm blusa de frio”, constata. Ela zela pela saúde e dá conselhos aos detentos no sentido da recuperação. “Eu ajudo a levantar do erro, mas não apoio o erro. Quem errar tem que assumir, pode ser até da minha família. Para mim é todo mundo igual”, avisa Nina, que enfrentou resistências da sociedade quando decidiu ajudar também os presidiários. “Há quem não goste do trabalho que eu faço. Mas eu vou ajudar quem, as beatas? Elas não precisam. Temos de dar a mão a quem está caído”, explica.

Era com essa disposição que ela tinha altivez para entrar no Beco do Mota, antiga zona boêmia de Diamantina, bem perto da catedral, para atender prostitutas, por solicitação de médicos da cidade. “Eu aconselhava as moças, todas muito jovens. Teve uma que casou e foi me agradecer depois pelos conselhos.” Ela conta que, por causa de sua forma de agir, já teve enfrentamentos até na Pastoral Carcerária. Lembra uma situação em que uma colega xingava uma presa. Nina discordou da forma. “Tomei a frente. Disse à moça para pegar um espelho e olhar o próprio rosto. E disse a ela: ‘Você é linda, tem que agradecer a Deus pela beleza e inteligência que ele te deu’. A gente tem que ser firme, mas não pode maltratar as pessoas”, ensina.

Nina lamenta pelos dramas que vê nas cadeias e fica especialmente sensibilizada com as consequências do uso de drogas em presos muito jovens. “Tinha um menino novo, dependente, que ficava tremendo sem as drogas. É muito triste”, recorda. Entrar nas cadeias, conviver com os presos, nunca foi motivo de constrangimento para ela. “Eu era jovem, cheia de vida e ninguém nunca me desrespeitou”, diz Nina, com os olhos azuis que chama de “olhos de gato”. Uma vez, recorda, um preso falou alto com ela e os outros reagiram na hora. “Eles me chamam de mãe”, orgulha-se.

“É uma missão”, define Nina, que está envolvida atualmente com o projeto de instalação de uma Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) em Diamantina. Ela sonha em ver os presos com maiores possibilidades de recuperação e de reinserção na sociedade. Em recuperação de uma pneumonia, Nina está mais quieta em casa, mas fica incomodada por isso. “Eu ando o dia inteirinho”, informa, reclamando do mau estado do calçamento nas ruas, responsável por duas quedas recentes que ela sofreu ao levar comunhão para enfermos.

Nina diz que é muito conhecida na cidade justamente porque fica muito na rua, mas não é o que dizem os outros moradores. “Dona Nina é uma celebridade para a gente. É uma pessoa muito útil para a comunidade, ela é muito caridosa”, testemunha a pedagoga Maire Ávila Medina. Cleonice de Almeida Batista, vizinha há 40 anos, faz coro: “Nina é tudo para nós. Acolhe todo mundo na hora da precisão. Tudo é ela. Carrega todos nas costas.”

Nas poucas horas vagas, Nina gosta de ler livros com conteúdo religioso, fiel ao seu perfil de caridade, fé e amor pelas pessoas e pelo lugar em que vive. Ela tira do livro Estas ruas serpeantes, do padre Celso de Carvalho, os versos com que homenageia a cidade. “Diamantina, eu te defino, por tuas ruas andejas, serpeando ao som do sino, entre capelas e igrejas”.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

1º Festival de Atletismo da Estação Conhecimento do Vale do Jequitinhonha

Cerca de mil atletas de 23 municípios são esperados no 1º Festival de Atletismo da Estação Conhecimento do Vale do Jequitinhonha (EC). O evento será realizado neste sábado, dia 27 de novembro, em Diamantina, cidade sede da Estação. As provas ocorrerão no pátio do quartel do 3º BPM, das 8h às 18h e incluem provas de força, velocidade, agilidade e resistência.

Engenhão

O Festival tem o objetivo de disseminar a cultura esportiva e a modalidade do atletismo - um dos programas estruturantes da EC junto à comunidade jovem. O evento faz parte do Programa Ação Esporte e Educação que já está sendo implantado nos municípios do Alto Jequitinhonha e que visa contribuir para o aperfeiçoamento da gestão esportiva e educacional destes municípios.

Antes do evento em Diamantina, forão realizadas etapas municipais para a escolha de participantes e a distribuição das vagas tem como critério a população de cada localidade. Todos os municípios receberam uma Cartilha de Orientação e kits de materiais esportivos como trenas, cronômetros e cones.

Durante a etapa municipal também foi realizada uma coleta de dados do desempenho esportivo de todos os participantes da cidade, o que comporá um Banco de Dados Esportivos da EC Vale Jequitinhonha.

Cidades participantes

  • 1. Alvorada de Minas
  • 2. Angelândia
  • 3. Aricanduva
  • 4. Capelinha
  • 5. Carbonita
  • 6. Coluna
  • 7. Couto de Magalhães de Minas
  • 8. Datas
  • 9. Diamantina
  • 10. Felício dos Santos
  • 11. Gouvêa
  • 12. Itamarandiba
  • 13. Leme do Prado
  • 14. Minas Novas
  • 15. Presidente Kubitschek
  • 16. Santo Antônio do Itambé
  • 17. Rio Vermelho
  • 18. São Gonçalo do Rio Preto
  • 19. Senador Modestino dos Santos
  • 20. Serra Azul de Minas
  • 21. Serro
  • 22. Turmalina
  • 23. Veredinha

Sobre a Estação Conhecimento

As Estações Conhecimento são núcleos de desenvolvimento humano e econômico que funcionam na forma de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip´s), cuja mantenedora é a Fundação Vale, administradas em parceria entre o poder público e a sociedade civil. Seu objetivo é fomentar o empreendedorismo, a criatividade, a inovação, a articulação de parcerias, a participação e o compartilhamento de ações, respeitando as características de cada região e trabalhando a partir de oportunidades e vocações já existentes nos municípios. 

Em Diamantina, a Vale investirá cerca de R$ 10 milhões na EC e oferecerá atividades educacionais com cursos em esporte, cultura, qualificação profissional e profissionalização a 1.500 crianças e jovens, de 23 cidades do Vale do Jequitinhonha. Essa é uma iniciativa da Fundação Vale e Governo do Estado de Minas Gerais.

Lei institui Fundo Municipal de Políticas Culturais

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

Foi aprovado pela Câmara Municipal a Lei Nº. 90/2010, que criou o Fundo Municipal de Políticas Culturais -FMPC, com o objetivo de financiar as políticas públicas municipais de cultura, bem como financiar as ações de preservação, resgate, valorização, promoção e conservação do patrimônio histórico, cultural, material e imaterial protegido de Diamantina.

O Fundo Municipal de Políticas Culturais - FMPC ficará vinculado diretamente à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, sendo o secretário da referida pasta o seu gestor. A movimentação e aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Políticas Culturais - FMPC serão deliberadas pelo Conselho Municipal de Cultura - CMC.

A supervisão da aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Políticas Culturais - FMPC e dos respectivos programas será realizada pelo Conselho Municipal de Cultura - CMC.

As receitas do Fundo Municipal de Políticas Culturais serão constituídas de dotações orçamentárias e créditos adicionais que lhe forem destinados pelo Poder executivo Municipal; contribuições e transferências de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, subvenções, repasses e donativos em bens ou em espécie; de multas aplicadas em decorrência de infrações cometidas contra o patrimônio cultural;

A Secretária Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, Márcia Betânia afirmou que a aprovação do fundo esta em sintonia com as propostas do prefeito Padre Gê para o setor cultural do município. “A aprovação do fundo foi uma grande conquista para o município e os atores envolvidos no segmento cultural e artístico,” disse a secretária.

A lei prevê que serão abertos editais anuais, facultando as pessoas físicas e jurídicas, com residência comprovada no município, por no mínimo dois anos, apresentação de projetos a serem custeados pelo Fundo Municipal de Políticas Culturais – FUMPC.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"A Falta que me Faz" enfoca falta horizontes de jovens mineiras

Fonte: Extra On line

SÃO PAULO (Reuters) - Documentarista premiada por filmes como "Aboio" - melhor longa brasileiro do Festival É Tudo Verdade 2005 -, a diretora mineira Marília Rocha penetra o universo mínimo da juventude rural feminina em "A falta que me faz" - um dos documentários, ao lado de outro trabalho da diretora, "Acácio", a chegar simultaneamente nesta semana aos cinemas em Belo Horizonte e Salvador.

Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, "A falta que me faz" começou, em 2008, com uma pesquisa com as coletoras de flores da região de Curralinho, distrito de Diamantina (MG). E acabou transformando-se num trabalho de observação do cotidiano das jovens do local, encontrando em quatro delas as personagens ideais para compor uma radiografia da adolescência feminina num local afastado dos grandes centros urbanos.

Alessandra e Valdênia Ribeiro e Priscila e Shirlene Rodrigues formam esse quarteto de meninas na beira da vida adulta que sonham com o casamento e uma vida familiar. Sua diversão, nos finais de semana, é um baile de forró, ponto de encontro com outras amigas e local de namoro. No mais, sua vida se resume à rotina do trabalho rural e a uma vida em família que não permite descortinar muitos horizontes novos.

Instalando-se com sua câmera na intimidade da casa das meninas, a diretora consegue quase tornar-se invisível, especialmente na primeira metade do filme, conseguindo que elas se expressem com muita naturalidade. Mais adiante, Marília começa a questioná-las sobre amizade e ciúme, permitindo levantar contradições e conflitos. Num determinado momento, é Alessandra quem começa a questionar os membros da equipe sobre assuntos familiares, invertendo a mão da relação tradicional entre personagem e cineasta - o que acrescenta interesse ao documentário.

A paisagem árida da região, fotografada com o devido despojamento por Ivo Lopes Araújo e Alexandre Baxter, entra como cenário destas vidas, a que não faltam sonho e emoção, inclusive decepções, ao envolver gravidez e abandono. Sem estereotipar, muito menos julgar suas personagens, "A falta que me faz" permite ao espectador compartilhar este universo e compreender sua grandeza humana.

 

Clique aqui para conhecer mais do trabalho de Marília Rocha.

CMN aprova lançamento de moeda comemorativa de Ouro Preto

Fonte: G1

Moeda comemorativa de Ouro PretoO Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (25) o lançamento de moeda comemorativa em homenagem aos 300 anos de fundação da Vila Rica do Pilar do Ouro Preto, informou o Banco Central. Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a ser declarada patrimônio da humanidade pela Unesco. A moeda, elaborada em prata, tem valor de face de cinco reais. O lançamento está previsto para junho do próximo ano, ao custo estimado de cerca de R$ 110.

Em um dos lados da moeda, há uma composição representando a arquitetura da cidade, com seu casario e igrejas, destacando-se a igreja de São Francisco de Assis, ao centro, e Nossa Senhora das Mercês e Perdões, à esquerda. Contorna a orla, a legenda “Patrimônio da Humanidade – Unesco”. No reverso, um conjunto de três anjos e volutas tipicamente barrocos, retirado do medalhão da fachada da igreja de São Francisco de Assis.

A tiragem inicial, segundo o Banco Central, é de duas mil peças, com tiragem máxima de 10 mil moedas. A moeda de Ouro Preto faz parte da série numismática Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil. Serão ainda contemplados as cidades e os centros históricos brasileiros que detêm o título da Unesco: centro histórico de São Luís, centro histórico de Diamantina, centro histórico de Salvador, Olinda e centro histórico da Cidade de Goiás.

Programação cultura do final de semana

Dia 26/11 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo -  Sexta Nossa

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Quarteto MPB

- Comemoração Semana do Músico "25 Anos da Banda Mirim"

  Grupo de Xorô

Local: Teatro Santa Izabel

Horário: 20 horas

Dia 27/11 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Luiz Costa

- Comemoração Semana do Músico "25 Anos da Banda Mirim" - Encerramento

  Concerto Final da Banda Mirim

Local: Teatro Santa Izabel

  Horário: 20 horas

Dia 28/11 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: A partir das 08 horas

- Feira de Artesanato da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

  Horário: De 08 às 14 horas

Fonte: Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio
(38) 3531-9537
producaocultural@diamantina.mg.gov.br

Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais é oficialmente tombado

_MG_7159 Em reunião extraordinária realizada na sexta-feira (19), o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) votou e aprovou mais dois processos de tombamento realizados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Um dos bens culturais que agora conta com proteção legal do Estado é o Registro do Paraibuna, posto fiscal da época do Império, localizado no município de Simão Pereira, na Zona da Mata.

Por este mesmo processo passou o Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, que já possuía o tombamento provisório pelo Iepha/MG desde o ano 2000 e cuja proteção definitiva foi votada e aprovada pelo Conep durante o encontro de sexta-feira passada. A área abriga nascentes, represas, mirantes, praças, cruzeiros, uma igreja e um importante trecho histórico calçado com pedras; o Caminho dos Escravos. O bem se encaixa no conceito de paisagem cultural, uma vez que desempenha grande importância na formação da identidade local e regional e na composição da paisagem de Diamantina.

O aspecto agreste da Serra dos Cristais, também conhecida como Serra do Rio Grande, foi observado no século XIX por viajantes naturalistas como Gardner, que definiu a região como uma das “mais áridas e escabrosas do Brasil”. Já Auguste de Saint-Hilaire, em sua Viagem pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil, aponta, por outro lado, para o valor paisagístico da Serra, quando, ao descrever alguns dos “numerosos jardins das casas da cidade, destaca a beleza da perspectiva gerada pelo ‘contraste da verdura tão fresca dos jardins com a cor dos telhados das casas e mais ainda com as tintas pardacentas e austeras do vale e das montanhas circundantes’.”

Não há como não perceber a importância da Serra dos Cristais na composição da paisagem de Diamantina: a serra proporciona à cidade um horizonte mais amplo, mais arejado. Já no início de 1990, procurou-se dar à serra uma proteção oficial municipal: a Lei nº 2062, de 15 de setembro de 1993, revogada em 1996, proibia o estabelecimento de edificações sobre as paisagens naturais notáveis da cidade de Diamantina. Eram consideradas paisagens naturais notáveis “toda a extensão da Serra do Rio Grande, do sopé ao cume que dá vista para a cidade, conforme área a ser demarcada por cartografia pelo Poder Público”.

Com o tombamento estadual definitivo do Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais, e sua inscrição no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do Iepha/MG, pretende-se fornecer, sobretudo por meio da definição de seus perímetros e diretrizes de proteção da área tombada e do seu entorno, mais e melhores elementos para a salvaguarda desse conjunto paisagístico, continuamente ameaçado pela ocupação irregular e desordenada.

Conep

Instalado em abril de 2008, o Conep é presidido pelo secretário de Estado de Cultura, tem como secretário-executivo o presidente do Iepha/MG e se compõe de 19 membros designados pelo governador, representantes de secretarias de Estado, Assembleia Legislativa, universidades, instituições, associações, organizações não governamentais e sociedade civil, com experiência na área de patrimônio histórico material ou imaterial.

Subordinado à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), é a instituição que delibera sobre diretrizes, políticas e outras medidas relativas à defesa e preservação do patrimônio cultural de Minas Gerais.

Fonte: Agência Minas

Vila Real do Vau da Estrada Real

Convite A Vila Real do Vau é um ponto de apoio e serviço ao viajante que passa pela Estrada Real, no trecho entre Diamantina e Serro. É um projeto piloto que atua de forma compartilhada e integrada com a população local, promove o desenvolvimento da região, preserva o patrimônio material e imaterial, estimula a conservação do meio ambiente, possibilita a inclusão social e, consequentemente, melhora a qualidade de vida dos habitantes com a geração de emprego e renda por meio da atividade turística sustentável.

A Vila Real conta com:

Informação turística - Neste espaço, você recebe as boas-vindas da própria comunidade, que o incentiva a conhecer melhor a região, os atrativos naturais e culturais e presta as informações necessárias para você fazer uma viagem inesquecível.

Café Real e Espaço Vivências - Um espaço preparado para você lanchar com tranquilidade, descansar e conhecer um pouco da culinária mineira, além de vivenciar a produção de quitutes feitos pela comunidade local.

Loja de artesanato e produção associada - O Vau se localiza em uma das regiões onde o artesanato mineiro é mais expressivo - o Vale do Jequitinhonha. Na loja da Vila Real você encontra peças artesanais e produtos gastronômicos da região.

Sanitários públicos - A Vila Real possui sanitários públicos feminino e masculino, ambos com banho e adaptados para portadores de necessidades especiais.

Espaço Internet - Dispõe de computadores conectados à internet, para acesso da comunidade e dos visitantes.

Fonte: assessoria de Comunicação da Prefeitura da Diamantina

Surge uma nova cidade dentro de Diamantina

Clique aqui para ver outras fotos aéreas do Campus II da UFVJM em Diamantina.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Garimpando em Diamantina: Terreno Extremo

Localizada  ali na Rua do Rosário, pertinho da Igreja do Amparo, a Terreno Extremo é um a boa novidade para os amantes dos esportes e atividades na natureza.  Finalmente, Diamantina tem uma loja especializada em artigos, equipamentos e roupas para atividades out door. Acreditamos que a região da Serra do Espinhaço tem um potencial muito grande para esse tipo de atividade e esperamos que o empreendimento seja um sucesso. Vida longa ao Terreno Extremo!

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Foto: André Dib, no Flickr

Uma idéia legal: roteiro fotográfico e científico

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Clique aqui para saber mais.

domingo, 21 de novembro de 2010

Capistrana no meio, capistrana no lado

Autor:  Wellington Gomes

O calçamento de Diamantina é um tema que volta e meia está nas coversas e nos pensamentos das pessoas que moram ou passeiam pela cidade, ainda mais neste tempo chuvoso; é também um assunto que deveria ser tratado de forma mais aprofundada pela sociedade antes que o rolo compressor da exclusão não deixe mais sinais da existência de algumas minorias.

Afinal, quando começa a história da nossa cidade? O que aconteceu ontem pode já ser considerado histórico?

Recentemente aconteceu um debate intenso sobre o assunto aqui em nossa cidade, que desdobrou em várias conversas, entre diversas pessoas e resultou na constatação que sabemos muito pouco sobre o tema. Somos quase alienados...

Neste ponto do texto (e do contexto) afirmo:

· Não se tem nenhum impedimento legal para que a pavimentação do centro histórico de Diamantina seja restaurada ou mesmo modificada.

· Não se tem justificativa porque a prefeitura não cumpre a legislação federal e não tem nenhum prédio da administração com as mínimas condições de acessibilidade para as pessoas com redução de mobilidade.

· Não temos em Diamantina um grau de maturidade suficiente da população para atendermos os direitos individuais de cidadania plena.

· As soluções para a sociedade Diamantinense, principalmente no que concerne à acessibilidade, são feitas sem participação dos cidadãos. Feitas para o outro na suposição do que é melhor para ele.

· É urgente a mobilização populacional, antes que seja tarde demais!

Como cheguei a estas conclusões?

No finalzinho de outubro (28 e 29) aconteceu um fantástico evento em Diamantina: Seminário de educação inclusiva da Universidade Federal. Como a educação inclusiva é um tema amplo, amplo também foi o debate. Foi simplesmente espetacular principalmente por trazer o tema à tona, numa cidade tão excludente como a nossa.

Aprendi muito!

Destaco que foi um evento gratuito e que o auditório do teatro não teve lotação máxima nenhum dia! No máximo uns 50%.

Entre fatos, versões e boatos percebi que se nós, cidadãos, não nos mobilizarmos nada mudará nas bandas do Tijuco. Como fizeram recentemente os adeptos do esporte, com uma manifestação pelas ruas da cidade. E como fazem outras cidades como Ouro Preto que realizou uma audiência pública na Câmara Municipal sobre o tema (Clique aqui).

Por aqui tivemos vários palestrantes interessantíssimos. Primeiro obviamente foi a “Sessão Solene de Abertura” (pena que o Padre Prefeito não pôde ficar para participar dos debates); depois uma excelente conferência de abertura da professora Elizabet Sá (deficiente visual e especialista nesta área); a próxima conferência (“Educação Inclusiva no Contexto Universitário”) foi harmoniosamente conduzida pela professora Rosa Maria (PUC-MG) seguida pelo didático e esclarecedor analista do Ministério Público Estadual (professor Daniel, psicólogo, advogado e especialista em educação especial) com o tema “Legislação e Inclusão”.

O segundo dia foi dedicado às mesas redondas: “Quebra de barreiras arquitetônicas para a inclusão nas IFES”, “Experiências na Educação Inclusiva” e “Patrimônio Histórico e Acessibilidade”.

E é nesta última que quero me ater, onde o debate foi mais acalorado e saímos todos da capistrana e caímos na roda!

A primeira detecção é que o tema inclusão não faz parte da prioridade, da agenda dos órgãos governamentais presentes em nossa cidade. Apesar disso vejo como um início, um sinal dos novos tempos, só pela presença de diversos representantes institucionais: da Prefeitura Municipal de Diamantina (PMD), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério Público Estadual (MPE) e um professor de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além de uma plateia bastante heterogênea e participativa!

O evento ocorreu na mais nova obra da cidade: o cine-teatro Santa Izabel. Lindo, sem dúvida o mais acessível prédio de Diamantina para as pessoas com limitação da locomoção! Quase perfeito, a não ser por ter um viés incrível de discriminação (que pode e deverá ser corrigido). O indivíduo com limitação de mobilidade poderá acessar o interior do edifício pelos fundos, até ai tudo bem, mesmo porque ficou uma área muito bem cuidada e estamos aprendendo a fazer inclusão. Mas o grave é que este indivíduo pode acessar somente como espectador, não se pensou nele como ator, artista, palestrante, agente. Pensei se recebêssemos em nossa cidade uma companhia de dança em cadeira de rodas. O camarim não é acessível! Alguém já ouviu falar em desenho universal? Procuremos saber senhores gestores, engenheiros, arquitetos,...

Vamos seguindo, pois aqueles que ainda não desistiram da leitura devem estar se perguntando: e o calçamento das ruas? Cadê a capistrana?

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Eu preveni: o tema é espinhoso.

Após as exposições dos palestrantes iniciaram-se as perguntas e o debate. O melhor da festa!

Perguntei ao arquiteto, representante da prefeitura, quantos prédios da administração municipal dão condições mínimas de acessibilidade arquitetônica? Resposta: nenhuma! Por isso lamentei anteriormente o prefeito (e também o vereador) ter permanecido somente para a abertura do evento. Mas estavam bravamente representados pelo cordial arquiteto, mesmo no dia da sua folga (dia do servidor público).

O representante do IPHAN disse coisas muito interessantes quando questionado por uma cidadã da plateia, que usa cadeira rodas para locomover-se em Diamantina (quando pode é claro!). Ela perguntou para os integrantes da mesa, mais ou menos assim: “muito bem, vocês estão debatendo sobre acessibilidade, mas gostaria de informações mais concretas como, por exemplo, quando poderei andar com minha cadeira pelas ruas de Diamantina?”. Em outras palavras: onde está enterrado o segredo (ou a cabeça de boi) que impede que o calçamento da cidade seja modificado ou reparado?

Beco sem saída!

Sinuca de bico!

Resumidamente, do IPHAN ela ouviu (e nós estatelamos as orelhas) que não existe nenhum impedimento para que intervenções no calçamento de Diamantina sejam executadas. Também e incrivelmente não existe nenhuma solicitação no órgão (desde a instalação do IPHAN na cidade!) para avaliação de projeto de intervenções no calçamento da cidade.

Já da prefeitura a tônica para ela foi que a população deve se organizar e do MPE que o órgão está à disposição da comunidade e deve ser acionado, provocado para que ações sejam encaminhadas.

Acho que foi pouco pra ela e para nós, mas será muito se usarmos sabiamente o momento para que este encontro conduza aos caminhos do debate.

“Pra mim, só comigo!”. Esta foi uma das melhores frases que ouvi neste dia. Chega de assistencialismo, de tentativas de igualdade revestida de favorecimento, esmola, privilégios.

Cabe aqui a palavra APODERAMENTO! O apoderamento do tema e das ações pelos cidadãos com necessidades especiais, idosos, crianças, deficientes físicos,...

Quem sabe podemos culminar na criação de um conselho municipal de acessibilidade e inclusão?

E a capistrana?

É mesmo!

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Mas antes disso vamos tomar, por exemplo, uma recente reforma em um banco bem central da cidade. Quem viu os funcionários trabalhando dedicadamente no período noturno pode imaginar os custos da operação. Bom, mas se sou idoso e tenho imensa dificuldade ao locomover? O banco está lindo, dizem que teremos elevador para o segundo andar e caixas acessíveis no térreo. Mas vamos lembrar que para chegar ao térreo temos dois grandes degraus. Uma rampa não daria certo, nem mesmo removível. Agressiva e ineficaz. Porque não pensamos antes (como sugerido pelo professor Marcelo) em uma alternativa de entrada para todos, pelos fundos, com rampa, corrimão. A frente, a fachada do lindo prédio histórico, não seria mais para acesso dos clientes e funcionários, seria de portas falsas somente para compor o cartão postal para as fotos dos turistas e amantes da arquitetura histórica.

Nem vou falar aqui das praças da cidade. Obras recentes e historicamente excludentes!

Ufa! Afinal a capistrana.

Uma solução para o calçamento da cidade seria uma reforma ampla e planejada do calçamento com delimitação precisa dos tipos de cobertura. No centro histórico pode-se pensar em restaurar o piso com as pedras que aí estão, reservando uma faixa lateral com piso específico para a locomoção das pessoas (a pé, em suas cadeiras de rodas, com os carrinhos de bebês,...). E vamos aproveitar que alguns hábeis calceteiros ainda estão entre nós, antes que o segredo da arte do calçamento das nossas ruas morram com eles. A capistrana que era no meio (pelo que sei, para que as moças passeassem tranquilas pelas ruas), depois virou duas (pelo que sei para melhorar o tráfego dos veículos) e passaria a ser na lateral, para que todos nós desfrutássemos mais do passeio pelas antigas e bem cuidadas ruas de Diamantina.

Antes da utopia de uma cidade totalmente inclusiva vamos para uma cidade minimamente inclusiva. Uma rota turística de acesso universal dentro da cidade de Diamantina! Comecemos por uma rua! Vamos falar de inclusão aqui e agora para que um dia faça parte naturalmente de nossa cidade e não precisemos mais tocar no assunto.

IX Cantata de Natal

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Arraial do Tejuco em música e imagens

No anao passado publicamos aqui no Passadiço dois posts sobre a músicasde Ivo Pereira:  Biribiri e a belíssima Arraial do Tejuco. Hoje, o blog Micuim compartilhou conosco  um vídeo muito interessante com a música de Ivo e belas imagens de Diamantina. Vale a pena confeir:

Clique aqui para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Ivo Pereira.

O que querem as mulheres?

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diamantina na Desciclopédia

De acordo com a Wikipedia, a Desciclopédia (originalmente do inglês Uncyclopedia) é uma paródia da própria Wikipedia. Seu conteúdo é constituído de artigos escritos de maneira sarcástica e pejorativa, criando uma enciclopédia humorística.  A cidade de Diamantina já está descita na Desciclopédia, mas a leitura do seu verbete não é indicada para diamantinenses sem senso de humor. Veja um trecho:

"A cidade começou chamada de Arraial do Tijuco como uma pequena aldeia aonde o prefeito de Mariana gostava de ir dançar Festa Junina. No início Diamantina era apenas um palco para essa tradicional festa caipira brasileira. A situação da cidade se modificou a partir da descoberta de diamante nas suas redondezas. Rapidamente a coroa portuguesa meteu a mão na cidade sem dó nenhuma. A cidade recebeu então o nome de Diamante Tinha em homenagem ao passado glorioso, que em caipirês fica Diamantina. Hoje a prefeitura planeja modificar o nome da cidade para Borroso, já que só sobrou o barro que serviu de matéria-prima para a cidade. Para uma cidade que tinha tanto diamante, hoje sobra pobreza. Diamantina descobriu porém um negócio mais lucrativo que festas juninas; são os carnavais fora-de-época de Diamantina que ocorrem no meio do ano, proporcionando uma festa junina diferente aos mineiros das redondezas. No restante do ano todos turistas desocupados preferem ir a Ouro Preto ver as igrejas e comer pão-de-queijo de qualidade ( o que não é o caso de Diamantina )".

Caso você tenha coregem de ir em frente na leitura, clique aqui.