sexta-feira, 16 de julho de 2010

Turismo de trem será prioridade.

Fonte: Estado de Minas - Geórgea Choucair eRicardo Beghini - Publicação: 16/07/2010.

O transporte ferroviário entrou para rota de investimentos e apostas do turismo nacional. Os trens estão a todo vapor nos projetos do Ministério do Turismo para alavancar a atividade no país. A preocupação do setor é de investir em mão de obra, já que muitos projetos estão na gaveta por falta de profissionais qualificados. O Brasil tem uma malha ferroviária de 30 mil quilômetros, nos quais são operados 20 trens destinados ao turismo – quatro em Minas Gerais. Nos últimos cinco anos, o ministério investiu R$ 17 milhões em infraestrutura ferroviária.

Nesta sexta-feira, vai ser inaugurado em Santos Dumont, Zona da Mata, o Centro de Excelência em Transporte Ferroviário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (Ifet), no câmpus avançado da cidade. O novo câmpus vai ocupar uma área de cerca de 30 mil metros quadrados. Serão oferecidas vagas para os cursos de técnico em transporte ferroviário, eletrotécnica, mecânica, transporte de carga, em conservação e restauração. “Temos feito esforço grande para recuperar os chamados trens turísticos, que podem ser um produto em várias regiões do país”, afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto, que participa nesta sexta-feira da aula inaugural do curso técnico em ferrovia do Ifet. Ele ressalta que o objetivo é recuperar não só o transporte de carga como também turístico. O primeiro curso da nova unidade será o de técnico em transporte ferroviário, que conta com 35 alunos. As aulas começarão na segunda-feira.

O Brasil vive hoje uma carência de mão de obra qualificada no segmento ferroviário. “Essa escola de Santos Dumont vai ter impacto direto na atividade. Hoje, falta mão de obra especializada. Muitas vezes, temos dificuldade de colocar um projeto ferroviário para funcionar por falta de profissional qualificado. Os técnicos que serão formados vão servir não só para a área turística, como também transporte de cargas”, avalia Barretto. O ministro afirma que a escola de Santos Dumont vai ajudar o governo no esforço para recuperar a ferrovia como meio de transporte. “E o turismo quer aproveitar essa carona”, diz.

Segundo André Diniz, diretor pró-tempore da escola de Santos Dumont, considerada a primeira do gênero no estado, a demanda de profissionais especializados no setor é grande, uma vez que vários investimentos estão previstos na ampliação de linhas, máquinas, vagões e novas tecnologias. “O edital do trem-bala (que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro) acabou de ser aberto”, salientou.

Ainda de acordo com o diretor, são grandes as possibilidades de os alunos com formação ferroviária saírem do curso com o emprego garantido. “O mercado vai absorver. Existe uma demanda grande de mão de obra”, disse. O câmpus avançado Santos Dumont vai atuar na pesquisa, ensino e extensão e, além da parte educacional, o projeto prevê a instalação de uma incubadora de empresas focada no setor e de um centro de preservação da memória ferroviária. “Para Santos Dumont, significa o resgate de uma vocação”, assinalou.

O investimento inicial previsto para a instalação da unidade é de R$ 8 milhões nos dois primeiros dois anos. Cerca de R$ 4 milhões serão destinados a restauração dos prédios antigos, onde serão instalados os laboratórios de operação, manutenção e restauro. Outros R$ 2 milhões serão investidos na reforma e ampliação de salas de aula, biblioteca, anfiteatro e laboratórios. A manutenção anual varia de R$ 700 mil a R$ 1,4 milhão. O novo câmpus vai ocupar área onde funcionam o Centro Municipal de Educação Profissional de Santos Dumont (Cemep) e a antiga oficina da Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

Para o presidente da ONG Movimento Nacional Amigos do Trem, Paulo Henrique do Nascimento, que denuncia o descaso com o patrimônio ferroviário desde 1997, o novo câmpus é também mais um passo para a valorização do transporte ferroviário de passageiros. “O Brasil está de volta aos trilhos”, comemorou.

Diamantina poderia pensar em um projeto de recuperação do trecho Diamantina-Barão de Guacuí-Conselheiro Mata. O que vocês acham da idéia?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

IX Festival Mundial da Cachaça

Não bebo, mas a história da cachaça é muito interessante. O site da revista cultural Jangada Brasil  ao analisar a presença da cachaça na vida do mineiro faz várias citações ao seu consumo em Diamantina:

Viajando por Minas, em 1840, notou Gardner, todavia, o uso imoderado da cachaça na região de Diamantina, e não só entre os pretos, que tinham motivos de sobra para ingerirem ácool com freqüência, mas entre os brancos de ambos os sexos, em todas as camadas sociais, os quais lhe pareceram também largamente viciados. Viu contudo poucos casos de embriaguez."

Montes Claros dá toucinho
Bocaiúva dá feijão
Buenópolis dá dinheiro
Diamantina dá pifão

Os diamantinenses, ao menos os dotados de senso de humor, não o negam. Como aquele que cantava:

Na Diamantina nasci
É minha terra, pois não
Bebendo pinga cresci
E hei de morrer no pifão

Aires da Mata Machado Filho cita no seu livro Arraial do Tijuco, Cidade Diamantina os versinhos de um coretoque, no dizer dos antigos, era cantado pelos pretos de São João da Chapada:

Oia como bebe
Esse povo do Brasil
Inxuga um garrafom
Mai depressa qu’un funi

Outros nomes da pnga:

Abre, abrideira, aca, aço, a-do-ó, água-benta, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente de cana, aguarrás, águas de setembro, aninha, a-que-matou-o-guarda, arrebenta-peito, azougue, azuladinha, azulzinha, bagaceira, baronesa, bicha, bico, birinaiti, birita, boa, boinha, borbulhante, boresca, branca, branquinha, brasa, brasileira, cachaça, caiana, calibrina, cambraia, cana, cândida, canguara, canha, caninha, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, catuta, caxaramba, caxiri, caxirim, cinqüenta e um, cobertor, cobreira, corta-bainha, cotréia, cumbe, cumulaia, danada, delas-frias, dengosa, desmancha-samba, dicionário, dindinha, dona-branca, eau de vie, elixir, engasga-gato, espírito, esquenta-por-dentro, filha-de-senhor-de-engenho, friinha, fruta, gás, girgolina, gole, gororoba, gorobeira, gramática, guampa, guarda-chuva, homeopatia, imaculada, já-começa, januária, jeribita, jurubita, jinjibirra, jora, junça, jura, legume, limpa, lindinha, lisa, maçangana, malunga, malvada, mamãe-de-aruana, mamãe-de-luanda, mamãe-sacode, mandureba, marafo, marato, maria-branca, mata-bicho, mé, meu-consolo, minduba, miscorete, moça-branca, monjopina, montuava, morrão, morretiana, mundureba, óleo, orontanje, panete, parati, patrícia, perigosa, pevide, pilóia, pinga, piribita, porongo, prego, pura, purinha, quebra-goela, quebra-munheca, rama, remédio, restilo, retrós, roxo-forte, saideira, samba, schnaps, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sugar cane brandy, sumo-de-cana, suor-de-alambique, supupara, táfia, teimosa, terebintina, tiquira, tiúba, tome-juízo, trago, três martelos, uca, uma, uminha, urina-de-santo, water-that-the-little-birds-won’t-drink, xinapre, zuninga . . .

IX Festival Mundial da Cachaça*

Quando: 16 a 18 de julho de 2010

Onde: Salinas - MG

O crescimento da produção de cachaça genuinamente nacional é destaque no Brasil e no Exterior e representa cerca de 80% do segmento de destilados, sendo que a produção de cana-de-açúcar no Brasil, somente para a fabricação de cachaça, chega a 10 milhões de toneladas por ano, o equivalente a uma área plantada de 125 mil hectares.

Os produtores de Salinas também são atores deste mercado e respondem por uma das principais atividades econômicas do município que gera emprego e renda, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da região.

Todo o processo produtivo da cachaça de Salinas é artesanal e obedece a rígidos padrões de qualidade, sendo esta característica um grande diferencial para os mais exigentes paladares que apreciam o nosso produto, pois possuem sabor e aroma inigualáveis.

Intitulada CAPITAL MUNDIAL DA CACHAÇA, Salinas é terra de gente acolhedora, amiga e receptiva. Sempre de braços abertos ao nosso turista que prestigia a nossa cidade com sua presença.

Clique aqui para saber mais.

* Com contribuição do Blog do Banu

Pé frio no Piauí Herald

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Clique aqui para conhecer o "The Piauí Herald"

Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha

Fonte:  Blog do Banu

O Festivale - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha vai realizar em Padre Paraíso a sua 28ª edição. Desde 1980, este Festival itinerante vem sacudindo a última semana de julho em alguma cidade do Vale do Jequitinhonha.

Além das oficinas, noites literárias, festival de música, feira de artesanato, mostras de cultura popular, debates sobre Cultura e Juventude, haverá 14 shows artístico-musicas, na Praça das Águas Marinhas, dois a cada dia.

As principais atrações são Saulo Laranjeiras, Paulinho Pedrazul, Rubinho do Vale, Pereira da Viola, Tadeu Franco, Bilora, Walter Dias, Lucinho Cruz, Graco Lima Jr, Zé da Guiomar, Tau Brasil e muitos outros.

Onde fica Padre Paraíso
A cidade de Padre Paraíso fica no Médio Jequitinhonha, à beira da Rio Bahia, na BR 116. Está a 100 km de Teófilo Otoni; 45 km de Itaobim; 135 km de Araçuaí; 160 km de Almenara; 245 km de Salinas e de Minas Novas; e 445 km de Diamantina.

Curso de Língua Portuguesa: Ecoturismo e Cultura no Alto Jequitinhonha

No período de 19 a 30 de julho de 2010 será realizado o “Curso de Língua Portuguesa: Ecoturismo e Cultura no Alto Jequitinhonha”, promovido pelo Instituto de Humanidades em parceria com a Diretoria de Relações Internacionais e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFVJM – Campus Diamantina.

O Curso visa promover o aprendizado da Língua Portuguesa a alunos estrangeiros que já tenham algum conhecimento do idioma, através de contextos de imersão, a partir das potencialidades do Vale do Jequitinhonha em seus aspectos culturais e ecoturisticos.

Coordenadora: Profª Fernanda Valim Côrtes Miguel

Contato: fernanda.valim@ufvjm.edu.br

Clique aqui para acessar o blog do curso.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Os sonhos não envelhecem

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“Os sonhos não não envelhecem”, escrito por Márcio Borges, é um livro delicioso. Retrata de forma leve e verdadeira o surgimento de um movimento musical que marcou definitivamente a história da música brasileira: o Clube da Esquuina. O livro é um relato  emocionado e sincero do surgimento de grande músicas, músicos e melodias, com destaque especial para o talento de Bituca, mais conhecido como Milton Nascimento.

Márcio Borges é peça fundamental nessa história. Poeta com olhar cinematográfico, foi o primeiro e um dos mais importantes parceiros de Milton. Assumindo abertamente  a ausência do rigor cronológico dos fatos, o autor nos brinda com um texto riquíssimo de histórias e personagens.

“Os sonhos não envelhecem” é um livro essencial para o amante da boa música brasileira, um texto que é uma viagem pelo movimento cultural brasileiro dos anos 60 a 80, tendo como pano de fundo o período de repressão.

Leia abaixo alguns trechos do livro que citam Diamantina

"Beco do Mota" e "Sentinela" foram dois temas escritos por Fernando sobre melodias de Bituca, inspirados em Diamantina, terra dos Brant. Beco do Mota era a estreita viela que abrigara os antigos puteiros. Estes, por estarem bem em frente à igreja matriz, haviam sido desocupados à força por ordem de um arcebispo ultra-reacionário. Sentinela era um lugar cinematográfico e misterioso, nos arredores, com formações geológicas estranhas e imponentes, abertas sobre um vale muito largo. Subindo pelos contrafortes escarpados chegava-se a grutas por onde corriam cristalinas águas subterrâneas, com piscinas naturais cercadas de pedras com inscrições rupestres, o que sinalizava a presença muitas vezes milenar do ser humano naquela região. Do alto dessas pedras enormes via-se o grande platô coberto de vegetação do cerrado a estender-se até quase a linha do horizonte, até onde outras elevações semelhantes àquelas se erguiam quilômetros além. Uma paisagem de grandeza impressionante, cujas proporções tornavam igualmente insignificantes tanto os homens em cima da pedra quanto o lobo que vagava lá embaixo, à procura de comida. Os homens em cima da pedra eram Bituca, eu, Fernando, Lô e Juvenal. No entardecer róseo que prenunciava frio, Bituca puxou uma música ao violão. De um brejo próximo, um sapo respondeu no tom. Nós nos entreolhamos. Na mudança de acorde, outro sapo coaxou também no tom, mas ajuntando uma terça maior. Bituca fez evoluir o acorde e a saparia (ou sapaiada) atacou de quintas, sétimas, nonas, harmônicos, em vocalização completa, veementemente interpretada. Foi um dos mais comoventes acompanhamentos musicais que Bituca teve oportunidade de receber em toda a sua carreira de músico e compositor.

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 Antes das gravações do álbum duplo, voltamos a Diamantina. A revista O Cruzeiro
queria realizar uma reportagem conosco e lá estávamos, sempre acompanhados pelo carro
de reportagem da revista. Formávamos um bando barulhento que só se deslocava
coletivamente: eu, Bituca, Fernando, Lô, o fotógrafo Juvenal Pereira e um estudante de
direito amigo de Fernando, Ildebrando Pontes. Fomos hospedados num hotel colonial,
muito bonito e bem-arrumado. Meu quarto ficava numa ala do velho casarão que dava para
a praça principal, enquanto o de Fernando tinha janelas que se abriam para uma igreja e o
cemitério da cidade. Com toda a certeza isso foi a inspiração que teve para nos mostrar,
certa manhã, à mesa onde fazíamos o desjejum, a letra que havia escrito ali, durante a noite,
sobre um tema que Lô lhe passara:
PAISAGEM DA JANELA
Da janela lateral do quarto de dormir vejo uma igreja, um sinal de glória vejo um
muro branco e um vôo pássaro vejo uma grade, um velho sinal Mensageiro natural de
coisas naturais quando eu falava dessas cores mórbidas quando eu falava desses homens
sórdidos quando eu falava desse temporal você não escutou você não quer acreditar mas
isso é tão normal você não quer acreditar e eu apenas era Cavaleiro marginal lavado em
ribeirão cavaleiro negro que viveu mistérios cavaleiro e senhor de casa e árvores sem
querer descanso nem dominical Cavaleiro marginal banhado em ribeirão conheci as torres e
os cemitérios conheci os homens e os seus velórios quando olhava da janela lateral do
quarto de dormir você não quer acreditar mas isso é tão normal você não quer acreditar
mas isso é tão normal um cavaleiro marginal banhado em ribeirão.
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Terminado o café da manhã, saímos a andar a pé pela cidade. Numa pracinha,
avistamos uma Kombi com o logotipo da revista Manchete. Nós, com O Cruzeiro. Por
curiosidade nos aproximamos para identificar quem era aquela personalidade que estava
sendo fotografada pela outra equipe. Chegamos perto. Elegantemente sentado num banco
da pracinha, de terno escuro, sapatos de cromo reluzente, sorriso de modelo profissional,
gestos estudados de quem estava acostumado a tais sessões de fotos, lá estava o expresidente
Juscelino Kubitschek. Ildebrando não se conteve. Aproximou-se correndo e
tascou um abraço apertado no lendário chefe de Estado:
— Ô Nonô! Que prazer, Nonô, dê cá um abraço, meu velho.
O presidente, afável, ficou de pé para ver que bando era aquele que chegava em
alvoroço. Insuflado pelo abraço desabusado que Ildebrando lhe dera, fiz o mesmo, só que
sem o desplante de chamá-lo pelo apelido familiar. Pelo contrário, lembrei-lhe meus dez
anos de idade, quando JK era governador de Minas, e fui o mais reverente que pude:
— Presidente, que honra abraçar o senhor. O senhor foi meu paraninfo quando
completei o primário no Instituto de Educação.
— Eu me lembro muito bem, meu filho. — O Presidente sorria e correspondia a
meu abraço, acostumado a essas manifestações de carinho do povo brasileiro.
Após rápida negociação entre as duas equipes de reportagem, as apresentações
formais foram feitas e ali mesmo improvisamos uma rodada de seresta.
Fernando propôs:
— Canta "Beco do Mota".
Nós todos rimos e o presidente, como bom diamantinense e portanto sabedor de
que se tratava do beco dos puteiros, riu também.
Bituca começou:
Clareira na noite, na noite Profissão deserta deserta Nas portas da
arquidiocese Deste meu país...
E desfiou tudo, até o final:
Diamantina é o Beco do Mota Minas é o Beco do Mota Brasil é o Beco do
Mota Viva meu país.'!!
O presidente deu um sorriso formal:
— Vocês são de morte!...
Tanto a Manchete quanto O Cruzeiro registraram esse momento em fotos — e
algumas delas, muitos anos depois, foram terminar expostas por detrás de vitrines, no
memorial erguido em honra a JK, em Brasília.
No entanto, a reportagem sobre nós saiu um tanto ridícula e exagerada, nos
chamando de "Beatles brasileiros".

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Imperdível: “Terra Deu, Terra Come” será exibido em Diamantina.

Abaixo trasncrevo o convite enviado pelo diretor Rodrigo Siqueira para a exibição do documentário “Terra Deu,  Terra Come” em Diamantina e Quartel de Indaía. O filme foi escolhido como melhor documentário da competição brasileira do festival “É Tudo Verdade” deste ano ( 8 a 18 de abril ). O festival é o principal evento dedicado exclusivamente à cultura do documentário na América do Sul.

“Caros amigos e amigas,

Quero convidar a todos para assistir à pré-estréia do meu filme Terra Deu, Terra Come em Diamantina e no Quartel do Indaiá. Estas serão as primeiras sessões públicas onde o filme foi rodado. Vai ser emocionante devolver o filme ao lugar de onde ele saiu. As exibições ocorrem dentro da programação do Festival de Inverno da UFMG.

Diamantina - 24/07 - sábado - 17 hs - Auditório Casa da Glória
Quartel do Indaiá - 25/07 - domingo - 18 hs

No site www.terradeuterracome.com.br tem um trailer do filme. Na aba BLOG tem várias  críticas sobre o filme que saíram na imprensa.

Por favor, me ajudem a divulgar e espalhem o convite para os amigos e conhecidos.

Abaixo segue um flyer.

Muito obrigado, abraços e beijos,

Rodrigo Siqueira.”

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Colônia de Férias na UFVJM

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UFVJM oferece Cursos de Inverno

Fonte: UFVJM

O Instituto de Humanidades (IH) da UFVJM está com inscrições abertas para os mini-cursos de inverno que serão realizados no mês de julho. As inscrições podem ser feitas na Secretaria do IH, com  Prisilina, no Campus JK em Diamatina, até o dia 19 de julho. Os cursos são de extensão e estão abertos a toda a comunidade.

Mini-Cursos:

- "As eleições no Brasil: avanços e desafios" - coordenado pela professora Teresa Cristina de Souza Cardoso Vale - de 12 a 15 de julho;

- "Formatação, particionamento e instalação de softwares básicos em PC’s" - coordenado pelo professor Márcio Roberto de Lima - de 29 e 30 de julho;

- "Arte e resistência no Brasil (1958-1978)" - coordenado pelo professor Rodrigo Czajka - dias 28, 29 e 30 de julho.

UFVJM cria o Clube do Livro

Fonte: UFVJM

O Clube do Livro (CB) é um clube social onde pessoas normalmente se encontram para indicar um livro que acabou de ler, discutir sobre esse livro, expressando suas opiniões, críticas, etc. O CB surgiu de uma idéia dos grupos PET Química e PET Odonto da UFVJM, como forma de promover uma interação entre pessoas de diversas áreas, bem como de criar um hábito de leitura entre os integrantes da Universidade.

Quem pode participar?

Qualquer pessoa pode participar. As reuniões do CB serão realizadas uma vez por mês pelos gruposPET/Química e PET/Odonto da UFVJM. Nas reuniões os participantes poderão falar sobre um livro que leu para o amigo e trocá-lo por outro livro indicado por um companheiro do grupo. Todo o tipo de livro poderá ser trocado.

Onde e quando o Clube do Livro irá funcionar?

O Clube do Livro irá funcionar no Campus I e Campus II da UFVJM. Mais informações procurar os alunos do PET/Odonto: Sala 08, prédio II, Campus I ou do PET/ Química:, na Sala do PET/Química no Laboratório de Pesquisa em Química do Campus II

sábado, 10 de julho de 2010

11º Encontro Cultural de Milho Verde

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17 a 25 de julho - Milho Verde / MG

Inscrições para as oficinas de 12 a 16 de julho no IMV
Segunda, quarta e sexta-feira, de 14:00 às 17:00
Terça e quinta-
feira, de 09:00 às 12:00
Não serão aceitas inscrições por internet
Após a data da inscrição, os interessados deverão se dirigir nos locais das oficinas.
Toda a programação é gratuita!

Clique aqui para mais informações

Dica de filme: A Partida

Fonte: Rodolfo Lima - Jornalista, ator e crítico de cinema

imageDaigo Kobayashi (Masahiro Motoki) tem o sonho de tocar violoncelo profissionalmente. Para tanto se endivida e compra um instrumento, conseguindo emprego em uma orquestra. O pequeno público que comparece às apresentações faz com que a orquestra seja dissolvida. Sem ter como pagar, ele devolve o instrumento e decide morar, com sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki), em sua cidade natal. Em busca de emprego, ele se candidata a uma vaga bem remunerada sem saber qual será sua função. Após ser contratado, descobre que será assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. De início Daigo tem nojo da situação, mas a aceita devido ao dinheiro. Apesar disto, esconde o novo trabalho da esposa. Aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que tenha uma despedida digna.

A morte é sempre um tema caro ao cinema. Por mais que procuremos entendê-la, quando ela nos surpreende com a sua "visita" ficamos sem saber o que pensar. Afinal a morte acaba com todas as certezas que supúnhamos ter. O japonês "A Partida" (2008) questiona a morte por outro ângulo, a do preparador de cadáveres.

Daigo (Masahiro Motoki) é um violoncelista que vendo a orquestra onde tocava se desmanchar resolve voltar para sua casa e arrumar outro emprego, recomeçar. Eis que arruma um emprego de preparador de defuntos. Quando a pessoa morre, seus familiares contratam o serviços de Daigo e seu patrão, para deixar o morto mais bonito e mas bem arrumado para a passagem de mundos que a morte propicia.

É muito metafórica e simbólica a morte no filme de Yojiro Takita. O diretor abocanhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, pois além da morte seu filme traça paralelos com outros temas como a relação que desenvolvemos com a comida, e porque não com as pessoas mortas , o preconceito com quem trabalha nesse ramo e a necessidade de todo mundo de rever a própria vida, a partir da morte. Talvez essa seja a maior função para os que ficam, rever padrões, atitudes, escolhas.

O filme proporciona ao personagem esse mergulho nos reais significados da vida e vai oferecendo ao expectador uma sensação semelhante. Tudo com muita sutileza e sensibilidade para que se tenha tempo de digerir o ocorrido. Não é choroso o tratamento dado ao tema, é emocional, portanto mais profundo. O filme não deixa de ser uma experiência compartilhada entre Daigo e o público.

Ao se conectar com a morte, Daigo enfrenta o preconceito da mulher, fica só e se dedica a uma profissão desprezada por muitos. As imagens que Takita oferece de Daigo tocando seu violoncelo tendo como fundo a paisagem japonesa reflete como a própria arte do protagonista foi "contaminada" por essa experiência.

A sensação é que a morte é algo belo e que merece ser reverenciada. Afinal não há o que fazer quando ela ocorre. E se a morte é uma passagem de mundos - como defende algumas religiões - porque não preparar o ente querido para que este chegue a outro lugar melhor? A morte revela a matéria dispensável que é nosso corpo.

O diretor não se furta de certa ironia nas cenas onde questiona a relação que estabelecemos com os animais que comemos nas refeições, criando uma associação bizarra - e pertinente – de que também somos como vermes, pronto a devorar um "corpo" morto. Afinal, vacas, bois, galinhas, porcos, frangos e aves em geral servem de alimentos - nutritivos - para os vivos. No Japão onde se come carne crua, imagina o impacto da metáfora? Que serve também para qualquer apreciador de carne.

Por aqui, o corpo também é aparentemente arrumado, maquiado e preparado para que no funeral esteja mais apresentado. O que o filme mostra é uma tradição (o que se supõe pelo filme) japonesa que parece tornar mais bonita e menos impactante a morte, ao propor aos familiares verem o corpo do ente querido manipulado e preparado, supõe-se que o impacto talvez seja menos doloroso.

Simbólico, por vezes engraçado, sensível e emocionante, "A Partida" proporciona diferentes “mergulhos” no conturbado universo da morte. Daigo descobre em sua vida as pequenas mortes inevitáveis no percurso de sua trajetória e a necessidade de renascimento que nos é proporcionado a cada virada de rumo na nossa vida. Oportunidades essas geralmente desperdiçadas, dado a nossa sempre ineficiente disposição a encarar a morte com olhos generosos.

Cine-teatro será aberto na terça-feira em Diamantina

Fonte: Estado de Minas - Gustavo Werneck

Diamantina – Vida nova, e da melhor qualidade, para o prédio da antiga cadeia, localizado na Praça Dom Joaquim, no Centro Histórico de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Depois de um longo tempo tomada pela degradação e abandono, a construção, datada de 1920, foi recuperada para dar espaço a um cine-teatro, com 140 lugares, equipamentos de última geração e palco de 100 metros quadrados. O casarão, pintado de cromo suave, terá ainda área ao ar livre para shows, café, sala de exposições, novos banheiros e escritórios da administração. A solenidade de abertura do centro cultural multiuso será terça-feira, às 19h, com a presença de autoridades, informa o chefe do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o arquiteto Junno Marins da Matta.

O prédio se torna mais um ponto importante e bonito na paisagem de Diamantina, que tem o núcleo histórico tombado desde 1938 pelo Iphan e reconhecido como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). “O imóvel estava à beira da ruína e estamos nessa luta para recuperá-lo desde 2000. Ele pertencia ao governo do estado, que o repassou à Prefeitura de Diamantina, via regime de comodato por um período de 30 anos”, conta o coordenador do Programa Monumenta/Ministério da Cultura (MinC), o engenheiro civil Carlos Emanuel Lopes Ferreira. Ele destaca que houve grande empenho da prefeitura, por meio de sua unidade executora de projetos e do Iphan.

As obras de recuperação do prédio da cadeia foram feitas em duas fases e custaram R$ 2,8 milhões, bancados pelo MinC, com contrapartida da prefeitura. “Por ser uma construção antiga, tivemos que fazer uma série de adaptações, a exemplo de um sistema de ventilação do piso”, explica Carlos Emanuel, mostrando que as paredes do banheiro são de pedra e ficaram aparentes, o que imprime mais charme ao ambiente. Muitos elementos importantes da arquitetura original, no entanto, desapareceram, como as grades das celas. “A informação que temos é que esse material virou boca-de-lobo nas ruas”, revela.

O cine-teatro terá 140 lugares, equipamentos de última geração e palco de 100 metros quadrados - (Marcos Miichelin/EM/D.A.Press)

Sofisticação
Igualmente entusiasmado com a reforma, Junno conta que, antes da cadeia, havia no local o Teatro Santa Isabel. No início do século 19, o antigo quartel, no Largo do Rosário, foi adquirido pelo Hospital de Caridade, hoje Santa Casa de Caridade, para ser transformado em casa de espetáculo e obter recursos para o tratamento de pacientes pobres. Assim, o Teatro Santa Izabel foi inaugurado em 4 de julho de 1838, dia em que se comemora a santa padroeira do hospital, tornando-se, com o tempo, palco de grandes espetáculos, festas de casamento, bailes, saraus e bailes de carnaval. A partir de 1907, a casa passou a funcionar também como cinema. No entanto, com a crise econômica do início do século 20, o local foi fechado para, em 1912, ser demolido. No lugar, foi construída a cadeia pública, desativada em 1980.

Também na terça-feira, será inaugurada, com a presença do presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, o Galpão oficina-escola José Lopes de Figueiredo (homenagem a um antigo mestre da equipe de obras de 1938 a 1974) do escritório técnico do Iphan e haverá o lançamento do livro Igreja de São Francisco de Assis em Diamantina, da Coleção Grandes Obras e Intervenções, do Programa Monumenta/Iphan.

Brincando lá fora

Dica do Jacaré Banguela