sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lei institui Fundo Municipal de Políticas Culturais

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

Foi aprovado pela Câmara Municipal a Lei Nº. 90/2010, que criou o Fundo Municipal de Políticas Culturais -FMPC, com o objetivo de financiar as políticas públicas municipais de cultura, bem como financiar as ações de preservação, resgate, valorização, promoção e conservação do patrimônio histórico, cultural, material e imaterial protegido de Diamantina.

O Fundo Municipal de Políticas Culturais - FMPC ficará vinculado diretamente à Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, sendo o secretário da referida pasta o seu gestor. A movimentação e aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Políticas Culturais - FMPC serão deliberadas pelo Conselho Municipal de Cultura - CMC.

A supervisão da aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Políticas Culturais - FMPC e dos respectivos programas será realizada pelo Conselho Municipal de Cultura - CMC.

As receitas do Fundo Municipal de Políticas Culturais serão constituídas de dotações orçamentárias e créditos adicionais que lhe forem destinados pelo Poder executivo Municipal; contribuições e transferências de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, subvenções, repasses e donativos em bens ou em espécie; de multas aplicadas em decorrência de infrações cometidas contra o patrimônio cultural;

A Secretária Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, Márcia Betânia afirmou que a aprovação do fundo esta em sintonia com as propostas do prefeito Padre Gê para o setor cultural do município. “A aprovação do fundo foi uma grande conquista para o município e os atores envolvidos no segmento cultural e artístico,” disse a secretária.

A lei prevê que serão abertos editais anuais, facultando as pessoas físicas e jurídicas, com residência comprovada no município, por no mínimo dois anos, apresentação de projetos a serem custeados pelo Fundo Municipal de Políticas Culturais – FUMPC.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

"A Falta que me Faz" enfoca falta horizontes de jovens mineiras

Fonte: Extra On line

SÃO PAULO (Reuters) - Documentarista premiada por filmes como "Aboio" - melhor longa brasileiro do Festival É Tudo Verdade 2005 -, a diretora mineira Marília Rocha penetra o universo mínimo da juventude rural feminina em "A falta que me faz" - um dos documentários, ao lado de outro trabalho da diretora, "Acácio", a chegar simultaneamente nesta semana aos cinemas em Belo Horizonte e Salvador.

Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, "A falta que me faz" começou, em 2008, com uma pesquisa com as coletoras de flores da região de Curralinho, distrito de Diamantina (MG). E acabou transformando-se num trabalho de observação do cotidiano das jovens do local, encontrando em quatro delas as personagens ideais para compor uma radiografia da adolescência feminina num local afastado dos grandes centros urbanos.

Alessandra e Valdênia Ribeiro e Priscila e Shirlene Rodrigues formam esse quarteto de meninas na beira da vida adulta que sonham com o casamento e uma vida familiar. Sua diversão, nos finais de semana, é um baile de forró, ponto de encontro com outras amigas e local de namoro. No mais, sua vida se resume à rotina do trabalho rural e a uma vida em família que não permite descortinar muitos horizontes novos.

Instalando-se com sua câmera na intimidade da casa das meninas, a diretora consegue quase tornar-se invisível, especialmente na primeira metade do filme, conseguindo que elas se expressem com muita naturalidade. Mais adiante, Marília começa a questioná-las sobre amizade e ciúme, permitindo levantar contradições e conflitos. Num determinado momento, é Alessandra quem começa a questionar os membros da equipe sobre assuntos familiares, invertendo a mão da relação tradicional entre personagem e cineasta - o que acrescenta interesse ao documentário.

A paisagem árida da região, fotografada com o devido despojamento por Ivo Lopes Araújo e Alexandre Baxter, entra como cenário destas vidas, a que não faltam sonho e emoção, inclusive decepções, ao envolver gravidez e abandono. Sem estereotipar, muito menos julgar suas personagens, "A falta que me faz" permite ao espectador compartilhar este universo e compreender sua grandeza humana.

 

Clique aqui para conhecer mais do trabalho de Marília Rocha.

CMN aprova lançamento de moeda comemorativa de Ouro Preto

Fonte: G1

Moeda comemorativa de Ouro PretoO Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (25) o lançamento de moeda comemorativa em homenagem aos 300 anos de fundação da Vila Rica do Pilar do Ouro Preto, informou o Banco Central. Ouro Preto foi a primeira cidade brasileira a ser declarada patrimônio da humanidade pela Unesco. A moeda, elaborada em prata, tem valor de face de cinco reais. O lançamento está previsto para junho do próximo ano, ao custo estimado de cerca de R$ 110.

Em um dos lados da moeda, há uma composição representando a arquitetura da cidade, com seu casario e igrejas, destacando-se a igreja de São Francisco de Assis, ao centro, e Nossa Senhora das Mercês e Perdões, à esquerda. Contorna a orla, a legenda “Patrimônio da Humanidade – Unesco”. No reverso, um conjunto de três anjos e volutas tipicamente barrocos, retirado do medalhão da fachada da igreja de São Francisco de Assis.

A tiragem inicial, segundo o Banco Central, é de duas mil peças, com tiragem máxima de 10 mil moedas. A moeda de Ouro Preto faz parte da série numismática Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil. Serão ainda contemplados as cidades e os centros históricos brasileiros que detêm o título da Unesco: centro histórico de São Luís, centro histórico de Diamantina, centro histórico de Salvador, Olinda e centro histórico da Cidade de Goiás.

Programação cultura do final de semana

Dia 26/11 - sexta-feira

- Feira de Artesanato, Comida Típica e Música ao Vivo -  Sexta Nossa

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 18 horas

Atração: Quarteto MPB

- Comemoração Semana do Músico "25 Anos da Banda Mirim"

  Grupo de Xorô

Local: Teatro Santa Izabel

Horário: 20 horas

Dia 27/11 - sábado

- Feira de Artesanato, Hortifrutigranjeiro e Música ao Vivo - Feira do Mercado

Local: Mercado Velho

Horário: A partir das 08 horas

Atração: Luiz Costa

- Comemoração Semana do Músico "25 Anos da Banda Mirim" - Encerramento

  Concerto Final da Banda Mirim

Local: Teatro Santa Izabel

  Horário: 20 horas

Dia 28/11 - domingo

- Café no Beco

Local: Beco da Tecla

Horário: A partir das 08 horas

- Feira de Artesanato da Quitanda

Local: Rua da Quitanda

  Horário: De 08 às 14 horas

Fonte: Secretaria de Cultura, Turismo e Patrimônio
(38) 3531-9537
producaocultural@diamantina.mg.gov.br

Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais é oficialmente tombado

_MG_7159 Em reunião extraordinária realizada na sexta-feira (19), o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) votou e aprovou mais dois processos de tombamento realizados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Um dos bens culturais que agora conta com proteção legal do Estado é o Registro do Paraibuna, posto fiscal da época do Império, localizado no município de Simão Pereira, na Zona da Mata.

Por este mesmo processo passou o Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, que já possuía o tombamento provisório pelo Iepha/MG desde o ano 2000 e cuja proteção definitiva foi votada e aprovada pelo Conep durante o encontro de sexta-feira passada. A área abriga nascentes, represas, mirantes, praças, cruzeiros, uma igreja e um importante trecho histórico calçado com pedras; o Caminho dos Escravos. O bem se encaixa no conceito de paisagem cultural, uma vez que desempenha grande importância na formação da identidade local e regional e na composição da paisagem de Diamantina.

O aspecto agreste da Serra dos Cristais, também conhecida como Serra do Rio Grande, foi observado no século XIX por viajantes naturalistas como Gardner, que definiu a região como uma das “mais áridas e escabrosas do Brasil”. Já Auguste de Saint-Hilaire, em sua Viagem pelo Distrito dos Diamantes e Litoral do Brasil, aponta, por outro lado, para o valor paisagístico da Serra, quando, ao descrever alguns dos “numerosos jardins das casas da cidade, destaca a beleza da perspectiva gerada pelo ‘contraste da verdura tão fresca dos jardins com a cor dos telhados das casas e mais ainda com as tintas pardacentas e austeras do vale e das montanhas circundantes’.”

Não há como não perceber a importância da Serra dos Cristais na composição da paisagem de Diamantina: a serra proporciona à cidade um horizonte mais amplo, mais arejado. Já no início de 1990, procurou-se dar à serra uma proteção oficial municipal: a Lei nº 2062, de 15 de setembro de 1993, revogada em 1996, proibia o estabelecimento de edificações sobre as paisagens naturais notáveis da cidade de Diamantina. Eram consideradas paisagens naturais notáveis “toda a extensão da Serra do Rio Grande, do sopé ao cume que dá vista para a cidade, conforme área a ser demarcada por cartografia pelo Poder Público”.

Com o tombamento estadual definitivo do Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais, e sua inscrição no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do Iepha/MG, pretende-se fornecer, sobretudo por meio da definição de seus perímetros e diretrizes de proteção da área tombada e do seu entorno, mais e melhores elementos para a salvaguarda desse conjunto paisagístico, continuamente ameaçado pela ocupação irregular e desordenada.

Conep

Instalado em abril de 2008, o Conep é presidido pelo secretário de Estado de Cultura, tem como secretário-executivo o presidente do Iepha/MG e se compõe de 19 membros designados pelo governador, representantes de secretarias de Estado, Assembleia Legislativa, universidades, instituições, associações, organizações não governamentais e sociedade civil, com experiência na área de patrimônio histórico material ou imaterial.

Subordinado à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), é a instituição que delibera sobre diretrizes, políticas e outras medidas relativas à defesa e preservação do patrimônio cultural de Minas Gerais.

Fonte: Agência Minas

Vila Real do Vau da Estrada Real

Convite A Vila Real do Vau é um ponto de apoio e serviço ao viajante que passa pela Estrada Real, no trecho entre Diamantina e Serro. É um projeto piloto que atua de forma compartilhada e integrada com a população local, promove o desenvolvimento da região, preserva o patrimônio material e imaterial, estimula a conservação do meio ambiente, possibilita a inclusão social e, consequentemente, melhora a qualidade de vida dos habitantes com a geração de emprego e renda por meio da atividade turística sustentável.

A Vila Real conta com:

• Informação turística - Neste espaço, você recebe as boas-vindas da própria comunidade, que o incentiva a conhecer melhor a região, os atrativos naturais e culturais e presta as informações necessárias para você fazer uma viagem inesquecível.

• Café Real e Espaço Vivências - Um espaço preparado para você lanchar com tranquilidade, descansar e conhecer um pouco da culinária mineira, além de vivenciar a produção de quitutes feitos pela comunidade local.

• Loja de artesanato e produção associada - O Vau se localiza em uma das regiões onde o artesanato mineiro é mais expressivo - o Vale do Jequitinhonha. Na loja da Vila Real você encontra peças artesanais e produtos gastronômicos da região.

• Sanitários públicos - A Vila Real possui sanitários públicos feminino e masculino, ambos com banho e adaptados para portadores de necessidades especiais.

• Espaço Internet - Dispõe de computadores conectados à internet, para acesso da comunidade e dos visitantes.

Fonte: assessoria de Comunicação da Prefeitura da Diamantina

Surge uma nova cidade dentro de Diamantina

Clique aqui para ver outras fotos aéreas do Campus II da UFVJM em Diamantina.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Garimpando em Diamantina: Terreno Extremo

Localizada  ali na Rua do Rosário, pertinho da Igreja do Amparo, a Terreno Extremo é um a boa novidade para os amantes dos esportes e atividades na natureza.  Finalmente, Diamantina tem uma loja especializada em artigos, equipamentos e roupas para atividades out door. Acreditamos que a região da Serra do Espinhaço tem um potencial muito grande para esse tipo de atividade e esperamos que o empreendimento seja um sucesso. Vida longa ao Terreno Extremo!

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Foto: André Dib, no Flickr

Uma idéia legal: roteiro fotográfico e científico

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Clique aqui para saber mais.

domingo, 21 de novembro de 2010

Capistrana no meio, capistrana no lado

Autor:  Wellington Gomes

O calçamento de Diamantina é um tema que volta e meia está nas coversas e nos pensamentos das pessoas que moram ou passeiam pela cidade, ainda mais neste tempo chuvoso; é também um assunto que deveria ser tratado de forma mais aprofundada pela sociedade antes que o rolo compressor da exclusão não deixe mais sinais da existência de algumas minorias.

Afinal, quando começa a história da nossa cidade? O que aconteceu ontem pode já ser considerado histórico?

Recentemente aconteceu um debate intenso sobre o assunto aqui em nossa cidade, que desdobrou em várias conversas, entre diversas pessoas e resultou na constatação que sabemos muito pouco sobre o tema. Somos quase alienados...

Neste ponto do texto (e do contexto) afirmo:

· Não se tem nenhum impedimento legal para que a pavimentação do centro histórico de Diamantina seja restaurada ou mesmo modificada.

· Não se tem justificativa porque a prefeitura não cumpre a legislação federal e não tem nenhum prédio da administração com as mínimas condições de acessibilidade para as pessoas com redução de mobilidade.

· Não temos em Diamantina um grau de maturidade suficiente da população para atendermos os direitos individuais de cidadania plena.

· As soluções para a sociedade Diamantinense, principalmente no que concerne à acessibilidade, são feitas sem participação dos cidadãos. Feitas para o outro na suposição do que é melhor para ele.

· É urgente a mobilização populacional, antes que seja tarde demais!

Como cheguei a estas conclusões?

No finalzinho de outubro (28 e 29) aconteceu um fantástico evento em Diamantina: Seminário de educação inclusiva da Universidade Federal. Como a educação inclusiva é um tema amplo, amplo também foi o debate. Foi simplesmente espetacular principalmente por trazer o tema à tona, numa cidade tão excludente como a nossa.

Aprendi muito!

Destaco que foi um evento gratuito e que o auditório do teatro não teve lotação máxima nenhum dia! No máximo uns 50%.

Entre fatos, versões e boatos percebi que se nós, cidadãos, não nos mobilizarmos nada mudará nas bandas do Tijuco. Como fizeram recentemente os adeptos do esporte, com uma manifestação pelas ruas da cidade. E como fazem outras cidades como Ouro Preto que realizou uma audiência pública na Câmara Municipal sobre o tema (Clique aqui).

Por aqui tivemos vários palestrantes interessantíssimos. Primeiro obviamente foi a “Sessão Solene de Abertura” (pena que o Padre Prefeito não pôde ficar para participar dos debates); depois uma excelente conferência de abertura da professora Elizabet Sá (deficiente visual e especialista nesta área); a próxima conferência (“Educação Inclusiva no Contexto Universitário”) foi harmoniosamente conduzida pela professora Rosa Maria (PUC-MG) seguida pelo didático e esclarecedor analista do Ministério Público Estadual (professor Daniel, psicólogo, advogado e especialista em educação especial) com o tema “Legislação e Inclusão”.

O segundo dia foi dedicado às mesas redondas: “Quebra de barreiras arquitetônicas para a inclusão nas IFES”, “Experiências na Educação Inclusiva” e “Patrimônio Histórico e Acessibilidade”.

E é nesta última que quero me ater, onde o debate foi mais acalorado e saímos todos da capistrana e caímos na roda!

A primeira detecção é que o tema inclusão não faz parte da prioridade, da agenda dos órgãos governamentais presentes em nossa cidade. Apesar disso vejo como um início, um sinal dos novos tempos, só pela presença de diversos representantes institucionais: da Prefeitura Municipal de Diamantina (PMD), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Ministério Público Estadual (MPE) e um professor de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além de uma plateia bastante heterogênea e participativa!

O evento ocorreu na mais nova obra da cidade: o cine-teatro Santa Izabel. Lindo, sem dúvida o mais acessível prédio de Diamantina para as pessoas com limitação da locomoção! Quase perfeito, a não ser por ter um viés incrível de discriminação (que pode e deverá ser corrigido). O indivíduo com limitação de mobilidade poderá acessar o interior do edifício pelos fundos, até ai tudo bem, mesmo porque ficou uma área muito bem cuidada e estamos aprendendo a fazer inclusão. Mas o grave é que este indivíduo pode acessar somente como espectador, não se pensou nele como ator, artista, palestrante, agente. Pensei se recebêssemos em nossa cidade uma companhia de dança em cadeira de rodas. O camarim não é acessível! Alguém já ouviu falar em desenho universal? Procuremos saber senhores gestores, engenheiros, arquitetos,...

Vamos seguindo, pois aqueles que ainda não desistiram da leitura devem estar se perguntando: e o calçamento das ruas? Cadê a capistrana?

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Eu preveni: o tema é espinhoso.

Após as exposições dos palestrantes iniciaram-se as perguntas e o debate. O melhor da festa!

Perguntei ao arquiteto, representante da prefeitura, quantos prédios da administração municipal dão condições mínimas de acessibilidade arquitetônica? Resposta: nenhuma! Por isso lamentei anteriormente o prefeito (e também o vereador) ter permanecido somente para a abertura do evento. Mas estavam bravamente representados pelo cordial arquiteto, mesmo no dia da sua folga (dia do servidor público).

O representante do IPHAN disse coisas muito interessantes quando questionado por uma cidadã da plateia, que usa cadeira rodas para locomover-se em Diamantina (quando pode é claro!). Ela perguntou para os integrantes da mesa, mais ou menos assim: “muito bem, vocês estão debatendo sobre acessibilidade, mas gostaria de informações mais concretas como, por exemplo, quando poderei andar com minha cadeira pelas ruas de Diamantina?”. Em outras palavras: onde está enterrado o segredo (ou a cabeça de boi) que impede que o calçamento da cidade seja modificado ou reparado?

Beco sem saída!

Sinuca de bico!

Resumidamente, do IPHAN ela ouviu (e nós estatelamos as orelhas) que não existe nenhum impedimento para que intervenções no calçamento de Diamantina sejam executadas. Também e incrivelmente não existe nenhuma solicitação no órgão (desde a instalação do IPHAN na cidade!) para avaliação de projeto de intervenções no calçamento da cidade.

Já da prefeitura a tônica para ela foi que a população deve se organizar e do MPE que o órgão está à disposição da comunidade e deve ser acionado, provocado para que ações sejam encaminhadas.

Acho que foi pouco pra ela e para nós, mas será muito se usarmos sabiamente o momento para que este encontro conduza aos caminhos do debate.

“Pra mim, só comigo!”. Esta foi uma das melhores frases que ouvi neste dia. Chega de assistencialismo, de tentativas de igualdade revestida de favorecimento, esmola, privilégios.

Cabe aqui a palavra APODERAMENTO! O apoderamento do tema e das ações pelos cidadãos com necessidades especiais, idosos, crianças, deficientes físicos,...

Quem sabe podemos culminar na criação de um conselho municipal de acessibilidade e inclusão?

E a capistrana?

É mesmo!

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Mas antes disso vamos tomar, por exemplo, uma recente reforma em um banco bem central da cidade. Quem viu os funcionários trabalhando dedicadamente no período noturno pode imaginar os custos da operação. Bom, mas se sou idoso e tenho imensa dificuldade ao locomover? O banco está lindo, dizem que teremos elevador para o segundo andar e caixas acessíveis no térreo. Mas vamos lembrar que para chegar ao térreo temos dois grandes degraus. Uma rampa não daria certo, nem mesmo removível. Agressiva e ineficaz. Porque não pensamos antes (como sugerido pelo professor Marcelo) em uma alternativa de entrada para todos, pelos fundos, com rampa, corrimão. A frente, a fachada do lindo prédio histórico, não seria mais para acesso dos clientes e funcionários, seria de portas falsas somente para compor o cartão postal para as fotos dos turistas e amantes da arquitetura histórica.

Nem vou falar aqui das praças da cidade. Obras recentes e historicamente excludentes!

Ufa! Afinal a capistrana.

Uma solução para o calçamento da cidade seria uma reforma ampla e planejada do calçamento com delimitação precisa dos tipos de cobertura. No centro histórico pode-se pensar em restaurar o piso com as pedras que aí estão, reservando uma faixa lateral com piso específico para a locomoção das pessoas (a pé, em suas cadeiras de rodas, com os carrinhos de bebês,...). E vamos aproveitar que alguns hábeis calceteiros ainda estão entre nós, antes que o segredo da arte do calçamento das nossas ruas morram com eles. A capistrana que era no meio (pelo que sei, para que as moças passeassem tranquilas pelas ruas), depois virou duas (pelo que sei para melhorar o tráfego dos veículos) e passaria a ser na lateral, para que todos nós desfrutássemos mais do passeio pelas antigas e bem cuidadas ruas de Diamantina.

Antes da utopia de uma cidade totalmente inclusiva vamos para uma cidade minimamente inclusiva. Uma rota turística de acesso universal dentro da cidade de Diamantina! Comecemos por uma rua! Vamos falar de inclusão aqui e agora para que um dia faça parte naturalmente de nossa cidade e não precisemos mais tocar no assunto.

IX Cantata de Natal

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Arraial do Tejuco em música e imagens

No anao passado publicamos aqui no Passadiço dois posts sobre a músicasde Ivo Pereira:  Biribiri e a belíssima Arraial do Tejuco. Hoje, o blog Micuim compartilhou conosco  um vídeo muito interessante com a música de Ivo e belas imagens de Diamantina. Vale a pena confeir:

Clique aqui para conhecer um pouco mais sobre o trabalho de Ivo Pereira.

O que querem as mulheres?

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