quarta-feira, 22 de maio de 2013

Seminário propõe debate sobre o diálogo entre arte e universidade

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Acontecerá no sábado, 08 de junho, de 14 às 18 horas, o Seminário “Arte e universidade no contexto do Sistema Nacional de Cultura”. O evento faz parte da programação cultural da II Semana da Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão (Sintegra) da UFVJM.

Às 14h30, haverá a mesa-redonda “Mestres populares, cultura e ciência”; com Ulisses Mendes (artesão da cidade de Itinga, no Vale do Jequitinhonha), Frei Chico (frade franciscano, músico e pesquisador da cultura e da religiosidade populares) e Cesária Alice Macedo (representante do Ministério da Cultura em Minas Gerais). Às 16h30, o músico e professor Ivan Vilela fala sobre “A experiência do curso de Viola Caipira na USP”.

Para abrir o seminário, o Grupo de Ginástica de Diamantina, coordenado pela prof.ª Priscila Lopes, do curso de Educação Física da UFVJM, fará uma breve apresentação.

O endereço do Teatro Municipal Santa Izabel é Praça Dom Joaquim, 166 — Centro — Diamantina. Telefone: (38) 3531-7180.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pedro Morais fará show no Teatro Santa Izabel

Expoente do atual cenário musical de Minas Gerais, Pedro Morais, cantor e violonista, vem se consagrando como um cantor original, dono de uma voz privilegiada, e como um exímio compositor. O cantor, que acaba de lançar seu segundo CD, intitulado “Sob o Sol”, se apresentará em Diamantina no Teatro Santa Izabel no próximo dia 1º de junho, ás 21 horas. Em breve, mais informações.

domingo, 19 de maio de 2013

Pesquisadores revelam como lavradores do Jequitinhonha gerenciam a escassez de água

Fonte: (Itamar Rigueira Jr./Boletim UFMG 1819)

capa%20livro%20lavradores.jpgAfetadas de formas diferentes pela escassez cíclica de água, comunidades rurais no Alto do Jequitinhonha, no Nordeste de Minas, criaram estratégias – produtivas e políticas – para lidar com a situação. Lógicas de consumo, critérios de prioridade e técnicas de administração comunitária de abastecimento e acesso às fontes compõem o repertório de gestão da escassez.

Estudos que exploram a relação desses agricultores com a água estão reunidos no livro Lavradores, águas e lavouras: estudos sobre gestão camponesa de recursos hídricos no Alto Jequitinhonha, recém-lançado pela Editora UFMG. A coletânea de artigos analisa, sob diferentes ângulos, os dilemas originados da tensão entre consumo, conservação e regulação da água em comunidades camponesas.

“Esses estudos mostram que existem singularidades locais, regionais e nacionais. E que é preciso transformar cada particularidade de uso, gestão e conhecimento na base da norma geral de regulação das águas”, explica a professora do Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG Flávia Maria Galizoni, organizadora da obra.

De acordo com a pesquisadora, as populações rurais e seus sistemas locais de acesso à água inspiram reflexões fundamentais: “Devemos discutir sobre a quem pertence a água, quais as prioridades de uso e como ela deve ser distribuída e partilhada”.

Enfrentamento
A coletânea resulta de trabalho que uniu o Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar (Núcleo PPJ), da UFMG, o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV) e o Centro de Voluntariado Internacional (Cevi). Essas organizações se viram frente a frente com o tema da água por iniciativa de comunidades que, desde o final dos anos 1990, tiveram que lidar com a escassez mais crítica.

“As nascentes secavam, as águas minguavam e o abastecimento já era feito, em parte, por carros-pipa. As famílias, então, se organizaram e articularam apoio externo para compreender a situação”, conta Flávia Galizoni.

A obra começa apresentando a realidade no Alto Jequitinhonha e a rede que envolve comunidades rurais, organizações sociais e universidade. “Esta primeira parte mostra como as comunidades desenvolveram tecnologias para lidar com a água, e os ensinamentos desse esforço, além de abordar inovações metodológicas na relação entre academia e organizações civis”, salienta Flávia Galizoni, que é doutora em Ciências Sociais pela Unicamp.

Capítulos seguintes contêm etnografias e estudos técnicos que sintetizam aprendizados de quase 14 anos sobre aspectos como alterações na dinâmica da água e organização do trabalho familiar a partir da disponibilidade hídrica.

A obra trata também de experiências que uniram comunidades, ONGs e pesquisadores – como as de conservação comunitária de nascentes – e de conhecimentos acumulados por universidades e projetos de cooperação internacional. Além de pesquisadores da UFMG e de outras universidades, os artigos são assinados por agricultores e profissionais ligados a organizações civis.

Em texto de introdução ao livro, Flávia Galizoni lembra que, para boa parte da população rural brasileira, “a partilha da água é mais que um aspecto de regulação: é parte fundamental de sua cultura”. Por isso, é crucial, segundo ela, compreender as formas pelas quais as famílias e comunidades aliam costumes e necessidades para usar, regular, distribuir e conservar a água.

Livro: Lavradores, águas e lavouras: estudos sobre gestão camponesa de recursos hídricos no Alto Jequitinhonha
Organizado por Flávia Maria Galizoni
Editora UFMG
254 páginas/R$ 42 (preço sugerido)

Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica estará no fHist

O Prêmio Odebrecht de Pesquisa Histórica Clarival do Prado Valladares é o mais novo parceiro do Festival de História. De 19 a 22 de setembro, em Diamantina, o Prêmio será apresentado aos participantes do fHist em estande na Feira de Livros do Mercado Velho. Instituída pela Organização Odebrecht em 2003, a iniciativa premia, anualmente, um projeto de pesquisa que contribua significativamente para o maior entendimento da formação econômica, sociopolítica ou artística brasileira. Para incentivar e enriquecer a produção historiográfica nacional, a Odebrecht provê ao vencedor as condições para a realização de seu projeto, com pagamento de direitos autorais e custeio de todas as despesas necessárias à execução e ao registro da pesquisa. Os conhecimentos gerados são consolidados em um livro de arte, distribuído a bibliotecas e outras entidades ligadas à cultura no Brasil e no exterior. O nome do Prêmio é uma homenagem ao médico, pesquisador e crítico de arte baiano Clarival do Prado Valladares, que, entre outras funções, foi membro do Conselho Federal de Cultura e da Comissão Nacional de Belas Artes. Em 2011, a ganhadora do Prêmio foi a historiadora Junia Furtado, com a pesquisa "O Mapa que Inventou o Brasil", sobre a produção da Carte de L’Amérique Méridionale. Junia Furtado integra o comitê curador do fHist.

Hospedagens em Diamantina

Para facilitar a vida dos interessados em participar da segunda edição do Festival de História em Diamantina, entre os dias 19 e 22 de setembro, a agência de turismo e viagens Minhas Gerais realizou negociações com a rede hoteleira da cidade, com o objetivo de garantir diárias a preços e condições vantajosas para os participantes, em todas as categorias. Com larga experiência, a Minhas Gerais oferece também um amplo cardápio de opções de ecoturismo, turismo de aventura, pedagógico, científico e cultural para aqueles que quiserem curtir a bela paisagem dos arredores de Diamantina, antes ou depois do fHist. Mas informações aqui.

Canal fHist

Em www.youtube.com/fhist2011, estão disponíveis os depoimentos de curadores e parceiros do fHist sobre a importância do Festival para a história, a cultura e a democratização dos conhecimentos no Brasil. Entre os depoimentos em vídeo postados estão as da educadora Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM, da historiadora Júnia Furtado, da UFMG, de Luiz Torelly e Michelle Arroyo, do IPHAN, da pró-reitora da UEMG, Vânia Costa, e da professora Mônica Liz Miranda, da UFVJM.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Programa Polícia e Família

A Constituição Federal no artigo 144 diz que a segurança pública é dever do Estado direito e responsabilidade de todos. Por isso, de forma pioneira o Terceiro Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais move uma iniciativa inovadora, o Programa Polícia e Família, que tem como objetivo efetivar uma rede de atuação em prol da família, unindo os diversos atores sociais responsáveis pela qualidade de vida e cidadania em diamantina e região, por meio de trocas de informações, da mobilização social e da polícia comunitária.

Todos preocupamos com a nossa qualidade de vida e bem estar de nossos filhos e familiares. Os problemas da desigualdade social, desestrutura familiar e vulnerabilidade social afetam a todos e de diversas formas, principalmente se pensarmos quanto a violência e a criminalidade. Os anseios da comunidade por respostas do poder público são cada vez mais percebidos por todos quando se trabalha de forma integrada, com a mobilização de todos, principalmente dos poderes públicos constituídos e pela própria comunidade.

Porém muitas vezes a falta de informação e ausência de diálogo entre comunidade e Estado dificulta a efetivação de serviços sociais de base e fortalecimento da família. Discussões sobre política públicas sobre drogas, menoridade penal, violência doméstica e assistência social são amplamente debatidos, porém pouco de prático se vê acontecer.

Na essência do Programa, todos os atores que trabalham em prol da família e da cidadania se reúnem todas as quintas-feiras, às nove horas da manhã, no auditório do mercado velho para reuniões de trabalho em que diversos casos e problemas da nossa região podem ser tratados por todos de forma integrada, buscando a melhor solução e o estabelecimento de medidas na competência de cada órgão.

Fazem parte desta rede o CRAS, CREAS, EPIL, AJIR, VEM, UFVJM, CISAJE, PROCAJ, CAPS E CAPS AD, TJMG, MPMG, APAC, CONSELHO MUNICIPAL DA CRIANÇA E ADOLESCENTE, OAB/MG, FAZENDA DA ESPERANÇA, ACORDA, PROERD, APAE, LIONS INTERNECIONAL, CONSELHO TUTELAR, COPASA, CASA LAR, SUPERINTENDÊNCIA DE ENSINO, SECRETÁRIA MUNICIPAL DE ENSINO, PREFEITURA MUNICIPAL DE DIAMANTINA, CARITAS, PARÓQUIA SÃO PAULO APÓSTOLO, MEL BOMBEIRO MILITAR, POLÍCIA CIVIL E MÃOS UNIDAS, ETC.

Dessa forma casos ocorridos podem ser tratados de uma forma multidisciplinar e em conjunto por todos os envolvidos, dando uma resposta melhor e um encaminhamento mais adequado ás vítimas e a família.

Diamantina é fonte não só de riquezas minerais, mas também de pessoas preocupadas com o bem estar dos outros e não podemos ficar a mercê do azar ou sorte quando se fala do futuro de nossos jovens e da nossa cidade.

O foco principal deste projeto é conscientizar os pais sobre seu papel na educação de seus filhos, futuros cidadãos e futuros chefes de família. A desmoralização da família tem comprometido cada vez mais as crianças e os adolescentes que por vez e outra ficam perdidos nos mundos das drogas e da violência.

Dentro do Programa Polícia e Família, para aumentar ainda mais a interação entre Polícia Militar e a comunidade Escolar o 3º Batalhão, promoveu em Diamantina, o Projeto Cinema na Escola, que foi desenvolvido tendo como objetivo criar uma proximidade maior dos alunos com os policiais militares de uma forma abrangente, porém divertida.

Neste projeto foi procurado proporcionar um momento de lazer, mas além disto, desenvolver um senso crítico nas crianças e adolescentes, que após assistirem aos filmes participaram de um debate onde foram discutidas as situações vivenciadas pelos personagens que poderiam ser confundidas com a do seu dia a dia.

Para termos o retorno do trabalho e promover o fechamento do Cinema na Escola, foram feitas redações e desenhos pelos alunos participantes.

Apesar de atuar desde outubro de 2012 a rede fará seu lançamento oficial à comunidade no dia 18 de maio, na praça José Augusto Neves, Praça do Pão de Santo Antônio, às 09 horas,

Apóie essa ideia e seja um parceiro do projeto, venha conhecer o papel de cada um nessa nobre missão e venha participar. No dia 18 de maio estaremos divulgando nosso trabalho e como acessar os serviços que são direitos de todos.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Pedal da lua cheia

Prevenção às drogas no Vale do Jequitinhonha

Texto: Aurelio Salles – jornalista

Programa de Combate às Drogas, da Casa de Juscelino, está de volta ao Vale do Jequitinhonha com o objetivo de levar informações a mais de 120 mil jovens (de 12 a 20 anos) residentes nas 52 cidades da região.

Araçuai - juventudeCom o objetivo de ajudar a conscientizar milhares de jovens e adultos, que residem na região do Vale do Jequitinhonha, na prevenção contra as drogas, é que a Casa de Juscelino, em parceira com o SESI-MG, já rodou mais de 6 mil quilômetros, entre a primeira e segunda etapas do projeto e distribuiu até o momento, cerca de 60 mil cartilhas “Drogas elas já estão aqui!”, em 44 municípios, que vão ajudar beneficiar mais de 100 mil jovens a ficarem longe desse mal denominado drogas. (veja a lista completa das cidades no final da matéria).

De acordo com o presidente da Casa de Juscelino, Sr. Serafim Jardim, a comunidade tem comparecido maciçamente aos encontros, que já foram realizados nas seguintes cidades polos: Almenara, Pedra Azul, Capelinha e Araçuai. Para ele, o mais importante é que os municípios estão entendendo o objetivo e estão trabalhando unidos. Em suas palavras deixou claro que o Programa visa viabilizar uma rede de conscientização entre adultos, jovens e adolescentes, para que juntos consigam acabar com esse mal, chamado Drogas, que pode ser considerado inclusive uma peste. “Está sendo gratificante encontrar os locais dos eventos cheios de jovens e de diversos representantes da camada social, que abrangem autoridades civis, militares, públicas e eclesiásticas, diretores de escolas, professores, orientadores educacionais e líderes comunitários dos municípios. Todos imbuídos em um só objetivo: ajudar na conscientização e prevenção do uso de drogas entre os jovens da região”, explica.

Agora chegou a vez da cidade polo de Diamantina, sede da Casa de Juscelino, onde será realizado o encerramento da segunda etapa do projeto, no próximo dia 17 de maio, às 10 horas na Casa de Juscelino (Rua São Francisco, 241 – Centro – Diamantina – MG – (38) 3531-3607) e os municípios que fazem parte dessa última etapa também irão receber dos organizadores, a cartilha DROGAS ELAS JÁ ESTÃO AQUI! As cidades dessa etapa são: Couto de Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Presidente Kubitschek, São Gonçalo do Rio Preto e Senador Modestino Gonçalves.

De acordo com o Coordenador Operacional da Casa de JK, Marcus Antoni Rebuzzi, somente esses 08 municípios juntos somam mais de 14 mil jovens, na faixa etária de 12 a 20 anos, que necessitam de muita orientação e informação, para não caírem nas ciladas da droga. Segundo levantamento também, até pouco tempo atrás as cidades do interior não sofriam com o mal das drogas, que eram mazelas das capitais, porém atualmente a realidade atual é outra, e passou a ser um problema social de pequenas médias e grandes cidades. “Como a própria cartilha enfatiza: Drogas elas já estão aqui., precisamos ficar alertas, pois 91% dos municípios mineiros estão infestados de drogas, o que infelizmente faz Minas Gerais ocupar o quarto lugar no país no ranking das drogas. E o pior é que ocupamos o segundo lugar quando o assunto são mortes ligadas às drogas”, alerta o criador da cartilha, que continua: “Por isso, para a Casa de Juscelino, a principal ferramenta do programa é esta cartilha, que apresenta, através de uma linguagem simples e objetiva, dados estatísticos sobre o mal que as drogas - sejam as lícitas (álcool e cigarros) e ilícitas (maconha, cocaína, crack, e outras) - fazem ao usuário. O livreto aponta também os graves problemas que a droga leva para as famílias atingidas, o dependente e a sociedade de modo geral. Droga é ilegal, não se vende em supermercado, armazém, nos shoppings e lojas. Não faz publicidade em televisão, não anuncia em jornais e revistas. Custa caro, é ilegal, vicia e é péssimo para a saúde. Então por que, a cada dia aumenta o número de usuários e viciados?”, explica Rebuzzi.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Caravana da Cidadania em Diamantina e na TV Vale

Bloco 1

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Sons no Vale encerra programação em Diamantina

Após promover oficinas, apresentações e sessões de cinema que ressaltam a cultura do Jequitinhonha, projeto encerra sua 1ª edição na cidade histórica

SONS NO VALEPromover a união entre as diversas manifestações culturais e talentos do Vale do Jequitinhonha. É com essa proposta que o Sons no Vale caminha para seu encerramento. Após percorrer 22 cidades da região, entre os dias 22 e 26 de maio, o projeto chega à Diamantina, terra de grandes ícones da história de Minas e do Vale, levando oficinas, além de apresentação musical, com artistas da região.

Segundo o idealizador do projeto, Inácio Neves, o encerramento será um momento de comunhão entre os realizadores da cultura local. “O que faremos agora é a reunião daquilo que encontramos ao longo desses meses de trabalho. O Vale do Jequitinhonha é uma região muito rica, em que a cultura está intrinsecamente ligada à vida do seu povo. Então, juntaremos esses artistas que são a identidade do lugar, em um grande encontro musical, na cidade que é referência do Vale”.

Em 21 cidades que já receberam o projeto, mais de 1.150 pessoas participaram das oficinas realizadas. As apresentações musicais reuniram, aproximadamente, 6.700 pessoas e o cinema 7.800.

O Sons no Vale continua sendo feito pelos próprios moradores do Jequitinhonha. O projeto oferece a eles Oficinas de Sonorização e Iluminação para shows e eventos, além da Oficina de Musicalização. Ao final, são os alunos das oficinas que propõem a apresentação e operam os equipamentos, junto a profissionais das áreas.

Para completar a programação, no domingo haverá sessão de cinema, na praça. A programação inclui a animação “Rio”, de Carlos Saldanha, e o curta “Caçadores de Saci”, de Sofia Federico. Ainda será exibido um documentário produzido pela equipe do projeto sobre Diamantina, ressaltando os acontecimentos, as pessoas e a história da cidade.

E o que o projeto deixa para o Jequitinhonha

Mais do que promover uma movimentação cultural de uma semana nas cidades por onde passa, o objetivo do Sons no Vale é dar destaque às manifestações e artistas que já se encontram na região, trazendo reconhecimento a trabalhos que valorizam a sociedade.

Alguns reflexos da passagem do projeto por essas cidades já podem ser sentidos, antes mesmo do seu encerramento. Como é o caso da Corporação Musical de Itamarandiba. De acordo com seu diretor, Dhenerson Carneiro, na semana seguinte ao projeto na cidade, houve aumento na procura por vagas na corporação. “Em três dias foram 20 pessoas inscritas. Devo ressaltar que isso só foi possível graças à aquecida que o Sons no Vale deu na cultura da cidade, foi realmente maravilhoso para todos”, ressalta.

A aquecida também serviu de estímulo para que Douglas Gomes, de Aricanduva, decidisse embarcar de vez na música. “Quando fui à apresentação de Capelinha reencontrei o músico Marcelo e, quando estávamos tocando a nossa música, o dono do estúdio da cidade nos ouviu e nos perguntou se queríamos fazer uma gravação. Isso impulsionou nosso trabalho”, diz Douglas. Ele, que é deficiente visual, usa a música como instrumento de manifestação de igualdade: “Para muita gente, os deficientes visuais são menos que as pessoas normais. E o que a música diz é que somos tão normais quanto as outras pessoas”.

O Sons no Vale é uma iniciativa do Ministério da Cultura e Fundação Vale, com patrocínio da Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, em parceria com a Estação Conhecimento. O projeto é apoiado pelo Idene (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais) e realizado por Confluência – Ações para a Cidadania e Cinear Produções e Exibições.

Mais informações: www.sonsnovale.com.br

Livro de professor da UFMG sobre flora do Cerrado é escolhido para bienal de design gráfico

Fonte: UFMG

GUIA%20ILUSTRADO%20DO%20ARBORETO%20DO%20CERRADO_350pix.jpgO Guia ilustrado do Arboreto do Cerrado da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração/CBMM, escrito pelo professor da UFMG João Renato Stehmann, foi selecionado para a 10ª Bienal Brasileira de Design Gráfico. O evento será realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, de 14 a 30 de junho

O livro apresenta descrições e ilustrações de espécies presentes no acervo do Arboreto da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), localizado em Araxá, Minas Gerais. Ali encontram-se numerosas espécies típicas do Cerrado, muitas delas já escassas na região.

No total, foram selecionadas 108 espécies oriundas de diferentes regiões do Triângulo Mineiro. A maioria das espécies é característica do Cerrado, mas várias não são de ocorrência exclusiva e podem também ser encontradas em outras formações, especialmente na Mata Atlântica.

Coordenador do Programa de Pós-graduaçao em Biologia Vegetal na UFMG, o professor João Renato tem experiência na área de Botânica, com ênfase em Taxonomia de Fanerógamos. Atua principalmente nos seguintes temas: taxonomia de angiospermas, sistemática em solanaceae e estudos florísticos. É curador da coleção de Dicotiledôneas e do banco de dados do herbário BHCB, integra o comitê gestor do INCT Herbário Virtual da Flora e Fungos do Brasil e atua na coordenação da Lista de Espécies da Flora do Brasil.

Curso sobre educação de jovens e adultos seleciona alunos em oito cidades mineiras

Educadores e profissionais que trabalham com a educação de jovens e adultos poderão ampliar conhecimentos sobre a área no curso de aperfeiçoamento em Educação de Jovens e Adultos na Diversidade, oferecido na modalidade a distância em oito municípios mineiros: Confins, Diamantina, Governador Valadares, Itabira, Montes Claros, Teófilo Otoni, Ubá e Uberaba. São 400 vagas, 50 por cidade.

As inscrições para o processo de seleção prosseguem até 31 de maio e devem começar pelo preenchimento do formulário eletrônico, disponível no endereço www.eja.cnt.br. Junto da ficha, deve ser enviada, por meio eletrônico,também a documentação prevista pelo edital do concurso.

Caso haja algum problema no envio virtual, os documentos poderão ser entregues pessoalmente ou enviados por Sedex, dentro do mesmo prazo, para o endereço UFMG/Face/Departamento de Ciências Administrativas – sala 4097, Avenida Antônio Carlos, 6.627, Pampulha, CEP 31270-901 – Belo Horizonte – MG, aos cuidados do professor Antônio Artur de Souza.

Poderão concorrer às vagas candidatos vinculados à rede pública de ensino e à demanda social. A primeira categoria, para a qual são destinadas 300 vagas, inclui profissionais dos ensinos médio e fundamental, técnicos em assuntos educacionais das redes de ensino municipal, estadual ou federal, além de servidores públicos que atuam na área. Na segunda (100 vagas), estão representantes de organizações de defesa de interesses de jovens e adultos, pessoas da comunidade em geral e membros da equipe da coordenação do curso. A distribuição será proporcional por cada um dos locais.

Os candidatos devem ter concluído curso superior e dispor de, pelo menos, 10 horas por semana para dedicação aos estudos, além de saber usar computadores e ter acesso à Internet.

O curso terá carga horária de 200 horas e duração de seis meses, com início previsto para 15 de junho. Organizadas em seis módulos, as aulas abordarão os aspectos pedagógicos, legais e políticos da educação de jovens e adultos.Conheça a estrutura curricular do curso.

Mais informações pelo endereço eja.cnt@gmail.com ou pelos telefones (31) 3409-7259 e 3409-4638.

(Assessoria de Comunicação do Caed/UFMG)

Confira a programação do Museu do Diamante/Ibram para a 11ª Semana de Museus