quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Festival, Vicente Mulecão e Eu

Autor: Harlen Quarante, blog do Zé de Diamantina

Foi na manhã desta última quarta feira, 27 de julho, logo depois daquela maré de frio escaldante que nos assolou, que o sol nos brindou com um dia ensolarado e quente.

Eu, de férias não poderia deixar de dar aquela saidinha ali pelo centro da cidade onde diamantinenses e turistas se misturavam pelas ruas, praças e becos da nossa velha cidade, que nesta época se transforma em um grande festival e o seu cenário em uma explosão de cultura.

Depois subi até o Largo Dom João, e foi lá que sentado em um banquinho encontrei o Vicente Mulecão. Logicamente me assentei com ele. Sempre sorridente, logo lembrou histórias do meu falecido pai (Estevam Quaranta), quando eles jogavam pelada ali no Largo e no Morro Vermelho, contou que o meu pai foi um dos maiores jogadores destas peladas, o comparou com “Danilo” jogador do Vasco na época em que o Vasco foi campeão brasileiro, sob o titulo “Vasco campeão, super campeão”.

“O seu pai era magro e alto, tinha a mesma habilidade, classe e elegância do Danilo, e ainda chutava fortíssimo sem tomar distância” disse ele, encenando a jogada.

Segundo ele, os dirigentes do “Tijuco”, clube de futebol da época aqui em Diamantina, não se cansavam de aliciar o meu pai. “Mas seu pai era muito sistemático, não vestia short, só jogava de calça comprida e de botina, camisa social abotoada até o pescoço”.

Por isto a resistência de se filiar a algum time.

Mudamos de assunto e perguntei por uma de suas filhas, a Helena, minha contemporânea, logo seu semblante mudou para dor com tristeza no olhar, eu não sabia mas a Helena havia falecido tragicamente, apesar de sua dor, mesmo assim ele me relatou o acontecido.

Daí o aticei das suas conquistas, “você foi um homem de várias mulheres, qual o segredo disto?”, o sorriso volta, com um olhar sereno e satisfeito. Me contou que sempre se vestiu bem, que teve três ternos alinhadissimos, comprados na loja do Zé Miranda e que teve um topete muito dos arrumados (o conjunto da obra era um must) e que apesar dos filhos e todos estes relacionamentos nunca havia se casado.

Nesta altura, vários conhecidos nossos já haviam parado pelo banquinho, porém somente o Vicente e eu permanecemos naquela prosa.

Mas a hora do almoço chegou e nos despedimos, porém, se Deus quiser, ainda vamos nos encontrar em outros banquinhos por aí.

E pro festival fica a sugestão à sua coordenação de abrir um espaço pros “Vicentes” contarem histórias da nossa velha Diamantina.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cinema Falado apresenta segunda temporada de 2011

Fonte: UFVJM

O Projeto de Extensão Cinema Falado da UFVJM, coordenado por professores da Faculdade de Ciências Humanas (FCH), apresenta a segunda temporada de 2011 que dará ênfase ao cinema nacional. Com enfoque na produção dos últimos 50 anos, o Cinema Falado abordará temas caros à cinematografia brasileira. Cultura e identidade nacional, ditadura, literatura e produções documentais possibilitarão aos espectadores um amplo panorama sobre a sétima arte no Brasil.

As sessões, abertas a toda comunidade, são realizadas no auditório do Instituto Casa da Glória (UFMG). Confira no blog do projeto todas as informações e acompanhe a divulgação das exibições, bem como das sinopses de cada obra exibida:www.ufvjm.edu.br/site/cinemafalado.


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Regina Casé gravará programa em Diamantina nesta quinta-feira

Fonte: Pindorama Filmes/ Sectur

você sabe identificar uma árvore? descubra em um pé de quê?A história e flora de Diamantina serão tema do programa Um Pé de Que? do Canal Futura, co-produzido pela Pindorama Filmes e apresentado por Regina Casé. O programa mostra a cada episódio uma árvore da flora brasileira. A abordagem parte de aspectos botânicos, como origens, características físicas, épocas de floração e vai buscar passagens em que elas pontuaram a história do Brasil ou da vida de pessoas comuns. Regina aparece em praças, parques, matas e florestas dos quatro cantos do país, revelando a natureza de forma curiosa. Em dez ano de programa, mais de 120 árvores já foram retratadas, incluindo espécies de todos os biomas brasileiros. Mangaba, Pitanga e Baobá foram lançadas em DVD.

Regina e a equipe da Pindorama Filmes, co-produtora da série com o Canal Futura, estarão em Diamantina nesta quinta-feira, dia 18. As gravações, em alguns locais da cidade, serão nesta quinta-feira. Um Pé de Quê vai ao ar no Canal Futura todos os dias.

Clique aqui para saber desse programa.

UFVJM abre campus em Unaí e Janaúba. Vai mudar de nome? Jequitinhonha é desprezado pela sua própria Universidade

Fonte: Por Álbano Machado, Blog do Banu

Mais uma vez, o Vale do Jequitinhonha é desprezado. Desta vez, pela sua própria Universidade. O Conselho Universitário aprovou e a Presidenta Dilmaassinou, nesta terça-feira, 16.08, a criação de um campus em Janaúba, no norte de Minas, e em Unaí, no noroeste de Minas, perto de Brasília. Estas duas cidades já tem campus da Unimontes, universidade pública estadual.

Cidades como Itamarandiba, Capelinha, Minas Novas, Araçuaí, Itaobim e Almenara, tentam e sonham implantar uma unidade de campus da UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Porém, suas lideranças técnicas e políticas pouco articulam e encaminham projetos para viabilizar tal sonho. E ainda, por cima, várias entidades do Vale como FECAJE, ASA semiárido, AMEJE, FETAEMG, AMAJE, Fundo Cristão e AMBAJ têm representação no Conselho Universitário que aprovou propostas de criação de campus fora do Vale.

Isto é um desrespeito com a região, com a juventude, com os estudantes, com o desenvolvimento da região.

Em 2003, eu trabalhava com Assessor Parlamentar na Câmara dos Deputados, em Brasília. Elaborei o projeto de lei de criação da UFVJM, apresentado pelo deputado Carlos Mota (PSB-MG). Foram várias reuniões e audiências com os Ministros da Educação, Cristóvam Buarque e Tarso Genro, além da Casa Civil, com Josém Dirceu. Optou-se pela transformação da FAFEID - Faculdades Federais Integradas de Diamantina em UFVJM, com campus em Diamantina e Teófilo Otoni.

O projeto original propunha campus em Diamantina, Minas Novas/Capelinha, Araçuaí/Itaobim Almenara, Teófilo Otoni, Porto Seguro e em Montanha, no norte do Espírito Santo.

O Ministro Tarso Genro argumentou a limitação de recursos e propôs apenas os campus de Diamantina e Teófilo Otoni, mas mantendo a indicação de criação dos próximos campus em Araçuaí e Almenara.

Em 5 anos da nossa Universidade, o que se viu foi o debate de criação de campus em Curvelo e Governador Valadares.

Nós, do Vale, ficamos olhando e vendo a banda passar. Nada fizemos, pouco articulamos. E o pior: na hora de aprovar os campus fora do Vale ou fomos omisso ou votamos a favor de tal distorção da UFVJM.

A Reitoria da UFVJM deve justificar que os recursos alocados seriam para as cidades beneficiadas. Ou seja, os deputados que articularam devem ter indicado os endereços dos investimentos, longe do Vale.

Cadê nossos representantes? Cadê os deputados que sempre buscam os votos na nossa região e depois somem? Por que nós não cobramos isso deles? Ficamos puxando o saco, babando ovo, quando deveríamos propor e e cobrar destes representantes nossos.

O ex-presidente Lula estará em Araçuaí, nesta sexta-feira, 19.08, às 14 horas, no IFET-Campus Araçuaí. Será paraninfo da primeira turma de técnicos ada instituição. É uma boa hora para cobrarmos dele e reivindicar sua gestão junto à sua cria política , a Presidente Dilma Roussef.

"Ô Lula, que vergonha! Queremos Universidade no Jequitinhonha!" seria um bom grito de guerra para fazê-lo ouvir as vozes das ruas e dos rincões do Vale.

Ele deve se assustar e perguntar se UFVJM não está na região. Somente em Diamantina e Teófilo Otoni, nas portas de saída dos Vales, seria a resposta.

Precisamos de Universidade no miolo, no coração do Vale.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Dilma anuncia criação de universidades e unidades de institutos federais

UFVJM terá dois novos câmpus (Unaí e Janaúba) e Diamantina terá uma unidades de educação profissional (IFES)

Fonte: Ministério da Educação

A presidenta da República, Dilma Rousseff, anuncia nesta terça-feira, 16, a criação de quatro universidades federais, a abertura de 47 câmpus universitários e 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, espalhados em todo o país.

Até 2012, serão implementados 20 câmpus universitários em oito estados e 88 unidades de institutos federais em 25 estados. Além disso, prefeitos assinarão termos de compromisso para a construção de 120 unidades de institutos federais em municípios dos 26 estados e no Distrito Federal. Pelas previsões, que todas as unidades estarão em funcionamento nos próximos três anos.

Universidades – As novas universidades federais serão instaladas no Pará, na Bahia e no Ceará. A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona o câmpus Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte. Ela será instalada na atual estrutura do câmpus Cariri, que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFCE).

A Bahia ganha duas instituições. A Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) com sede em Barreiras, onde atualmente funciona o câmpus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que terá sede em Itabuna.

A Universidade Federal do Ceará transfere três de seus câmpus para a Universidade Federal da Região do Cariri – câmpus Cariri (na cidade de Juazeiro do Norte), Barbalha e Crato; a Universidade Federal do Pará passa à Unifesspa o câmpus Marabá; e a Universidade Federal da Bahia transfere o câmpus Barreiras à Ufoba. No conjunto, as quatro novas universidades federais terão 17 câmpus, dos quais 12 serão criados (Tabela 1).

Outras 12 universidades federais, de 11 estados, ganharão 15 câmpus. No Pará, a UFPA ganha um câmpus; na Bahia, a UFBA e a UFRB, um câmpus cada uma; no Ceará, a UFCE (2); em Pernambuco, a UFRPE (1); em Goiás, a UFG (2); no Maranhão, a UFMA (1); no Mato Grosso, a UFMT (1); em Minas Gerais, a UFVJM (2); em São Paulo, a Unifesp (1); em Santa Catarina, a UFSC (1); no Rio Grande do Sul, a UFSM (1). (Tabela 2)

2011-2012 – Até o fim de 2012, o governo federal deve concluir a implantação de 20 unidades, distribuídas entre 12 universidades federais localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Essa ação atenderá 20 municípios de oito estados. Entre as instituições com maior número de unidades, se destacam a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que se expande para sete municípios, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que amplia sua presença nas cidades de Mauá, Osasco, Buri e na Zona Leste da capital. (Tabela 3)

Institutos federais – Prefeitos de 120 municípios assinam nesta terça-feira, 16, o compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de unidades de educação profissional em suas cidades. A concretização das novas escolas deve acontecer em 2013-2014. As 27 unidades da Federação estão contempladas: Acre (um município), Alagoas (4), Amapá (2), Amazonas (4), Bahia (9), Ceará (6), Distrito Federal (uma cidade), Espírito Santo (2), Goiás (5), Maranhão (8), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (3), Minas Gerais (6), Pará (5), Paraíba (6), Paraná (6), Pernambuco (9), Piauí (4), Rio de Janeiro (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (7), Rondônia (1), Roraima (1), Santa Catarina (3), São Paulo (8), Sergipe (4) e Tocantins (2).

A essas 120 unidades de educação profissional se somam 88 que estão em construção, com término previsto para o fim de 2012. Ao final de 2014, portanto, o país terá ganho 208 unidades de educação profissional.

Confira a tabela 4: 120 novas unidades de educação profissional
Confira a
tabela 5: 88 escolas de educação profissional em construção

Revista em quadrinhos com histórias do Clube da Esquina será lançada em setembro

Fonte: Estado de Minas

Primeiro foram os dois antológicos álbuns duplos que, na década de 1970, fizeram a cabeça de toda uma geração, batizando o movimento musical mineiro liderado por Milton Nascimento e os irmãos Borges. Depois foi a vez do livro de memórias de Márcio Borges, Os sonhos não envelhecem, seguido da criação do Museu Clube da Esquina, ainda restrito ao espaço virtual mas com sede física já prometida. Agora são os quadrinhos: Histórias do Clube da Esquina, de Laudo Ferreira e Omar Viñole, cujo livro-gibi será oficialmente lançado em São Paulo (dia 29), seguido de Belo Horizonte (7 de setembro).

Em 2009, o movimento já havia sido alvo de uma oficina de quadrinhos, ministrada por Lucas Rodrigues no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana (Fórum das Artes). A experiência inédita resultaria em um gibi de 12 páginas, com ilustrações de Mateus Marx e arte-final de Dinho Bento, distribuído gratuitamente no evento. A próxima iniciativa envolvendo o Clube da Esquina, que projetou Minas Gerais internacionalmente, provavelmente será um filme de longa-metragem, inspirado no livro do letrista Márcio Borges, cujo roteiro ainda tem autoria, direção e produção disputadas.

“Eu não sou o dono dessa história. O meu livro é apenas uma das vozes dela, que pertence a todos os personagens envolvidos”, desconversa Márcio, que desde a publicação de Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, se tornou porta-voz da turma, liderada, na verdade, por Milton Nascimento, desde que chegou a Belo Horizonte, na década de 1960, vindo de Três Pontas (Sul de Minas). Inspiradas em parte, na obra memorialística que conta a história da turma, acrescida de informações contidas em entrevistas dos artistas para o Museu Clube da Esquina e outras, a HQ do clube veio à tona, inicialmente, no site www.museuclubedaesquina.org.br.

Agora, finalmente, ela chega ao livro-gibi, que poderá ser adquirido em livrarias. Dos célebres encontros musicais na esquina das ruas Paraisópolis com Divinópolis, em Santa Tereza, à visita de Milton Nascimento à tribo ashaninka, na Amazônia, passando pelos bailes de Três Pontas, as viagens da turma no jipe Manoel, o audaz (um Land Rover 1951), de Fernando Brant, os encontros na casa dos Borges (dona Maricota e seu Salomão, que receberam Milton como o 12º filho) e a censura às canções do discoMilagre dos peixes, tudo foi historicamente contextualizado pelo desenhista paulista Laudo Ferreira emHistórias do Clube da Esquina, cuja arte-final e colorido são do também paulista Omar Viñole. A tiragem inicial da HQ é de 3 mil exemplares, mil deles repassadas ao Museu Clube da Esquina como forma do pagamento de direitos autorais.

Pesquisa
“O clube é uma
paixão antiga”, diz Laudo Ferreira, que com projeto de levar para a HQ passagens históricas da MPB, como as do Clube da Esquina e Secos & Molhados, além da do disco-show Falso brilhante, de Elis Regina, acabou tendo acesso à turma de Minas pelo vizinho Juvenal Pereira, autor das antológicas fotografias da turma em companhia do então presidente JK, nas ruas de Diamantina, em plena década de 1970. O livro de Márcio Borges, segundo o desenhista, foi a base para a criação da HQ. “Mas também li os depoimentos de todos os integrantes do clube para o museu virtual, além de livros como Palavras musicais, de Paulo Vilara, de onde tirei, por exemplo, a fala de Fernando Brant sobreMilagre dos peixes”, recorda o desenhista.

Na opinião de Laudo, o movimento musical mineiro tem conteúdo para render novas publicações do gênero. “Há membros importantes, como Tavinho Moura, por exemplo, que acabou restrito às últimas páginas desta primeira publicação. Tavinho traz algo bem mineiro, rural. Ele é violeiro”, ressalta, admitindo que um segundo volume poderá ter o compositor como um dos protagonistas da HQ. Para Laudo Ferreira, apesar de personagens altamente desenháveis, como Milton Nascimento, ele preferiu trabalhar dentro de uma perspectiva que não se preocupava em fazer uma caricatura de cada um, que o leitor olhasse e imediatamente reconhecesse o personagem.

“A minha preocupação era com algo que remetesse a eles, para não atrapalhar a narrativa, embora tenha me baseado em fatos”, reconhece o desenhista. Duas passagens têm destaque especial para ele. “A última história do livro, sobre o índio Benke, homenageado por Bituca no disco Txai, que não está contada em lugar nenhum, me foi enviada pelo Márcio, por e-mail. Assim como a que narra a passagem da turma do Clube da Esquina pela Sentinela, nos arredores de Diamantina, onde um coro de sapos transformou o encontro com Bituca, à base de voz e violão, em uma verdadeira sinfonia”.

Autor da série de três livros Yeshuah, sobre a vida de Jesus Cristo, recentemente Laudo lançou uma adaptação de o Auto da barca do inferno, de Gil Vicente, para HQ. No trabalho sobre o clube ele cita 17 canções, além de personagens marcantes, como Olympia Angélica de Almeida Cotta (a célebre dona Olympia, de Ouro Preto, conhecida como a primeira hippie do Brasil), Clementina de Jesus (que gravou a parte não censurada de Escravos de Jó, no disco Milagre dos peixes) e o percussionista Naná Vasconcellos, responsável pelo clima mágico do mesmo disco.

Clique aqui para ler a reportagem completa.

Estão abertas as inscrições para o fHist - Festival de História.

1) As inscrições para o Festival de História – fHist poderão ser feitas a partir do dia 15 de agosto, exclusivamente em seu site oficial: www.festivaldehistoria.com.br. As vagas são limitadas à capacidade da Tenda dos Historiadores.

3) Para a inscrição, os interessados em participar deverão preencher todos os campos obrigatórios do formulário de inscrição disponível no site.

4) O custo da inscrição para participantes é de R$ 80,00 (oitenta reais).

5) Para estudantes, o custo da inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais). É necessário o preenchimento de todos os dados da última parte do formulário.

6) A validação da inscrição se dará após pagamento da mesma, conforme data de vencimento do boleto bancário que será emitido automaticamente pelo sistema.

7) O credenciamento dos inscritos será feito exclusivamente na secretaria do fHist em Diamantina, entre as 09 e as 17 horas dos dias 07 e 08 de outubro, em endereço a ser informado posteriormente no site oficial: www.festivaldehistoria.com.br.

8) Para o credenciamento em Diamantina, os inscritos deverão apresentar na secretaria do fHist cópia do boleto de pagamento e carteira de identidade ou de estudante, quando inscrito nesta categoria.

9) No ato do credenciamento os inscritos receberão o crachá, que dará direito à participação em todas as mesas da Tenda dos Historiadores, e os ingressos para as sessões de cinema no Teatro Santa Izabel, de acordo com a disponibilidade da sala de exibição.

10) Ainda no ato de credenciamento, os inscritos receberão pasta, programação completa, bloco de anotações, caneta e outros materiais do fHist.

11) Os certificados de participação no fHist estarão disponíveis na secretaria em Diamantina, entre as 09 e as 17 horas dos dias 11 e 12 de outubro.

12) O crachá de credenciamento não dá direito à participação nas oficinas que terão inscrições específicas. Aguarde informações sobre as oficinas e como participar no site oficial do fHist.

13) A participação nas atividades culturais é gratuita, mas limitada à capacidade dos espaços. Confira sempre os horários na programação para garantir o seu lugar.

Informações sobre transporte e hospedagem podem ser encontradas no link "em Diamantina", no site do festival.

Idosos são presos por estelionato em Diamantina

Fonte: Jornal O Tempo

Um homem de 74 anos e outro de 72 foram presos na manhã desta segunda-feira (15) em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, por estelionato. Segundo informações da Polícia Civil, eles aplicaram na cidade um golpe que consistia em "benzer" o dinheiro das vítimas.

Aconteceu com uma delas na última terça-feira (9). A dupla convidou a vítima a ter o dinheiro "descontaminado". Quando conseguiam a confiança do alvo, pediam por toda a quantia que a pessoa tinha disponível, e aí o golpe era realizado.

Durante o "ritual", o dinheiro era trocado por notas falsas ou, no caso que está atualmente sendo investigado, por notas promissórias em branco. Em Diamantina, até o momento, só há registro de uma vítima. Os autores do crime são de Montes Claros, no Norte de Minas, e autoridades locais serão questionadas a respeito da ação da dupla na cidade.

Os idosos tinham preferência por vítimas mais velhas, ou de classe média baixa, tendo visto que seria mais fácil conseguir enganá-las. Eles já tinham passagens anteriores pela polícia por estelionato.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

UFVJM realiza plebiscito para escolha do nome das ruas dos seus campi

Fonte: UFVJM

A Comissão Eleitoral designada pela Diretoria de Comunicação Social (Dicom) da UFVJM, atendendo a deliberação do Conselho Universitário,  convoca toda a comunidade acadêmica para o PLEBISCITO para a escolha dos nomes das ruas dos campi da Instituição. Para as ruas do Campus JK, em Diamantina, serão escolhidos nomes das cidades do Vale do Jequitinhonha e para as ruas do Campus do Mucuri, em Teófilo Otoni, serão escolhidos nomes de pedras preciosas e minerais locais. O plebiscito acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de agosto. Mais informações no Edital.

Posse do Conselho Municipal de Cultura de Diamantina

Convite (3)

Radialista denuncia censura em Rádio Comunitária de Diamantina

Recebemos via e-mail e postamos abaixo uma mensagem que recebemos da radialista Gilmara Paixão esclarecendo sua ausência na condução do Programa Show da Tarde, na Rádio Cidade. Não sabemos os detalhes dessa decisão, mas deixamos o espaço aberto para as opiniões e manifestações do cidadão.

Censura na cidade de JK em pelno século 21

“Como se sabe um veículo de comunicação tem como dever denunciar, relatar, informar, entreter e ser "o olho da sociedade"(CLOVIS ROSSI). Tudo isto num veículo comercial e mais ainda num veículo Comunitário. Em Diamantina temos apenas uma emissora nesta categoria RÁDIO CIDADE FM. Nesta eu, Gilmara Paixão, vinha fazendo dentro do possível todas estas funções jornalíticas dentro de uma ética e sobretudo com o aval da população.

De uns 3 meses pra cá passei a sofrer retaliações e episódios escancarados de censura e cerceamento da liberdade profissional de informar a população com independencia e clareza conforme manda a constituição federal. (…)  Não aceitando os pré-requisitos de recuar ou calar me diante dos microfones fui impedida de apresentar o programa SHOW DA TARDE bem como meu colega Dr. Hugo Leonardo o seu . Nestas condições me sinto no dever de agradecer a população e dizer a esta que o programa e uma parte do  meu público já tomamos as medidas cabíveis junto ao ministério público Federal, Estadual e na comarca. Quero salientar que o fato já é conhecido na ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS e através da deputada LISA PRADO do PSB  o caso também foi levado ao plenário e a Comissao de Direitos Humanos e Etica do estado, uma vez que a Deputada Liza Prado concedeu-me uma entrevista por telefone que falava sobre " Os 5 anos da lei Maria da Penha e da Violência Contra as Mulheres. Estarrecida com minha demissão sem justa causa a referida parlamentar levou ao conhecimento dos pares daquela que é a nossa voz maior no estado de Minas, a Assembléia.

Gostaria que esta de nota de esclarecimento fosse postada como uma satisfação a comunidade através deste conceituado veículo de informação online e que repasse também ao blog do banu e se possível que abra espaço de comentários aos internautas.
Muito Obrigada!”

Gilmara Paixão – 12/08/2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Cachoeira do Sumidouro–Felício dos Santos

Cachoeira do Sumidouro - Uma exuberante paisagem de um dos mais belos atrativos turísticos do município de Felício dos Santos - MG. Assim denominada pelo fato das águas, após a queda de 75,75 m, penetrar por entre as rochas (metarenitos) e reaparecer a aproximadamente 1,5 Km abaixo

A Fé Sempre-viva

Clique aqui para conhecer mais a Música do Espinhaço.

A influência de Diamantina na arquitetura moderna de Lúcio Costa

Fonte: Maria Elisa Costa e Fabio Jose Martins de Lima, no vitruvius

Lúcio Costa foi pioneiro e um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira. Juntamente com Niemeyer, ficou mundialmente reconhecido pela sua participação na construção de Brasília, especialmente pelo desenvolvimento do projeto do plano piloto da nova capital. 

Sempre ouvi falar que Diamantina teve uma grande influência em sua formação, a partir do momento que ele teve contato com o estilo colonial simples da cidade no início dos anos 20 do século passado. Em sua passagem por aqui o arquiteto registrou em desenhos vários aspectos da cidade, tais como janelas, construções e outros. Na figura acima temos uma aquarela feita por Lúcio Costa retratando o passadiço da Casa da Glória (1924).

Essa influência é confirmada e comentada na entrevista que transcrevo abaixo com Maria Elisa Costa, arquiteta e  filha de Lúcio Costa:

"Eu sempre tive uma curiosidade sobre como aconteceu a mudança de rumo na arquitetura dele – mas como é que é isso, como é que acontece que de repente você aperta um botão e muda? como é que se processou? eu perguntei isso a ele. Aí ele me disse o seguinte: a primeira coisa, a coisa básica foi o encontro com Diamantina, em 1924; ele era um arquiteto neo-colonial, de sucesso, desenhava divinamente, mas era muito moço, tinha só 22 anos, e por isso mesmo foi enviado a Diamantina, que era longe, e a viagem cansativa – os mais velhos foram para Ouro Preto, Mariana.

Quando ele narra o susto daquele encontro, é impressionante: chegou lá e caiu em cheio num passado, num passado de verdade, que era novo em folha para ele. E ele comentava esse encontro com Diamantina, como se fosse ontem, e no final dizia uma frase definitiva, ‘…era aquela beleza sem esforço’, entende? Então para ele bateu uma coisa… ôpa, o que é isso, nós, neo-coloniais, fazemos um supremo esforço, você pega coisa de igreja e bota em casa, não é, e de repente chega aqui e é tudo normal, lindo e sereno e compatível com a tecnologia de construir; então isso instalou dentro dele uma perplexidade, digamos, um desconforto extremamente poderoso, porque perdurou… ele continuou sendo arquiteto neo-colonial até 29, mas aquilo começou a incomodar cada vez mais, ficou aquela referência de base, e eu tenho a sensação sempre de que esse encontro com Diamantina foi também o caminho de chegar à coisa moderna. Na cabeça de uma pessoa bem informada como ele, com lastro cultural bom, todas as épocas tinham uma cara correspondente a um modo de construir. Como a mudança radical nas técnicas construtivas, em meados do século XIX, que davam a  possibilidade de “vestir” a estrutura com as mais diversas fantasias,  ficava  tudo lá dentro escondido e ninguém estava preocupado com isso.

De repente eu acredito que isso de Diamantina, da coisa verdadeira, da coisa autêntica, colocou nele também o embrião da pergunta: Qual seria o moderno do meu tempo? Qual seria a cara correspondente a essa tecnologia nova!? Porque foi uma mudança enorme, você não tinha mais parede aguentando – de repente porão vira pilotis – pilotis é um porão sem parede –, não precisa mais ter parede no térreo, porque o térreo nunca foi valorizado. Ou seja, você tinha sempre um porão, uma coisa qualquer, o primeiro andar sempre foi um pouco mais alto que o chão. Uma simplicidade bela – para ele coisa bonita… beleza sempre foi fundamental, como dizia o Vinicius. O encontro com Diamantina instaurou em Lucio uma indagação, afinal, como é possível fazer uma coisa bonita de maneira simples?"

Clique aqui para ler  a entrevista completa.