segunda-feira, 22 de julho de 2013

Coordenadoria da Guarda Municipal de Diamantina divulga vídeo de esclarecimento

As Guardas Municipais do Brasil vem passando por uma grande transformação. As GMs  estão em busca de sua identidade e há um projeto de Lei (1332/03) aprovado na Camara dos Deputados aguardando agora o Senado para depois ser sancionada pela Presidenta  Dilma.

As expectativas são muito boas, depois de aguardar por 10 anos e de vários substitutivos de Deputados, ele saiu da gaveta e foi aprovado pela na Câmara dos Deputados, sendo aprovado por unanimidade.

No vídeo, Fernando Francischini fala como será importante a aprovação deste Projeto de Leis para as Guardas Municipais de todo o Brasil, dando ainda mais força ao trabalho das Guardas.

Solicitamos que se poderem nos ajudar a publicar este vídeo, pois, estamos buscando conscientizar a todos do verdadeiro trabalho das Guardas Municipais. Chega de ficar escondidos e aquartelados, como se fossemos simplesmente uma Guarda de um simples Patrimônio e nada mais. O trabalho das Guardas Municipais está crescendo a cada dia mais e deve ter um destaque em meio a sociedade.

Coordenadoria da Guarda Municipal de Diamantina

Museu do Diamante promove palestra

O Instituto Espinhaço, o Instituto Mukharajj Brasilan e o Centro Ernesto Soares de Iconografia e Simbólica – CESDIES, convidam para a palestra:

"DO ELDORADO À CELESTE JERUSALÉM PELA ESTRADA REAL: De Como o Ouro do Brasil Financiou o Projeto Imperial de D. João V na Construção de Mafra”

Dia: 03 de agosto de 2013 (sábado)

Horário: 17h

Local: Museu do Diamante/Ibram – Rua Direita, 14 – Centro – Diamantina/MG

Palestrante: Manuel Joaquim Dias Rodrigues da Gandra

Inscrições GRATUITAS pelo e-mail: museudodiamante@hotmail.com (informe nome completo, telefone e idade)

Haverá emissão de certificados fornecidos pela UNESP.

Informações pelo telefone (38) 3531-1382.

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Bastião, Lira, Ulisses, Izabel, Zefa

Autor: Júlio Assis no Jornal O Tempo

Os tambores de Bastião, as máscaras de Lira, as cerâmicas de Izabel e Ulisses Mendes, as esculturas de Zefa. Conheci-os todos de uma sentada ao assistir aos DVDs do projeto Saberes Plurais, desenvolvido dentro do Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. Um dos frutos desse projeto é o que está disponível agora pela editora UFMG em pequenos livros dedicados a cada um desses mestres de ofício do Jequitinhonha, incluindo DVD com depoimentos de todos eles com suas imperdíveis histórias.

O tamborzeiro Mestre Antônio Bastião conta como deixou o Jequitinhonha duas vezes para tentar a sorte em São Paulo como oficial de carpintaria até que, em uma das voltas para casa, decidiu que seu destino seria seguir a tradição do Vô Artur em trabalhar com a madeira e o couro nos tambores. “Às vezes a gente põe o pé no lugar errado”, diz Bastião em seu testemunho. Depois ele explica com detalhes como faz o tratamento do couro e da madeira. “Para cada tipo de folia tem tambor com um som diferente, um pra folia de reis, outro para a do divino, outro para a do rosário”, recomenda o mestre. Em dado momento interrompe sua aula para levar a equipe de gravação até o túmulo de pedra que está construindo no terreno de sua casa. “Quero ficar é aqui depois que morrer”, sentencia. E volta pra falar dos tipos de árvores que dão os melhores tambores.

É muito interessante ver a mistura de gerações em torno da arte em cerâmica da Mestra Izabel. O filme dessa artesã inclui os depoimentos dos familiares que herdaram a habilidade com o barro, uma filha e um filho, neta e nora que dão sequência à tradição. Ela começou criança, com o desejo de criar bonecas de barro para brincar, e na adolescência já havia aperfeiçoado sua técnica. Mais tarde se casou, teve cinco filhos que acabou de criar sozinha depois que o marido faleceu. “Fiquei com Deus e meus braços”, conta Mestra Izabel, que narra as dificuldades para vender seu artesanato em postos de gasolina próximos a Araçuaí antes de conseguir seu reconhecimento como artesã.

A difícil realidade do homem do Jequitinhonha é tema recorrente na obra em argila do Mestre Ulisses Mendes, que tem entre suas obras mais conhecidas o Cristo camponês, o homem rural pregado na cruz. “Isso está muito ligado a uma expressão comum aqui, ‘Minha vida é a cruz que eu carrego’”, repete Mestre Ulisses em seu filme. Ele revela também que no início sofreu discriminação por ser homem e dedicar-se a esse trabalho com argila. “Existia uma ideia de que esse era um trabalho feminino, que o homem devia se dedicar à lavoura, mas em determinado momento da minha vida tive certeza de que o que faço é a minha missão na Terra”, encerra ele.

Mestre Zefa é oriunda de família de posses em Sergipe, que perdeu a luta e as terras para a seca e veio parar no Jequitinhonha depois de morar em Teófilo Otoni. Ela narra que antes de ser reconhecida por suas esculturas em madeira chegou a passar fome e tomava água com um pouco de sal para tapear o estômago. “O artesanato é um encontro com Deus, o dom chega, a força divina vai se mostrando”, sintetiza a artesã.

Com Mestre Lira Marques, ex-lavadeira e passadeira que no início dedicava as horas vagas ao artesanato, vem a mescla de uma mulher enraizada em sua cultura e ao mesmo tempo com sede de mais conhecimentos buscados nos livros, com o estímulo do holandês Frei Chico, grande incentivador de artistas populares brasileiros, que também dá seu depoimento no filme. No interesse por suas raízes indígenas e africanas Mestre Lira desenvolveu um estilo muito pessoal de criar suas máscaras de barro.

O projeto Saberes Plurais tem coordenação de Maria Aparecida Moura, Maria das Dores Pimentel Nogueira e Terezinha Maria Furiati. O trabalho que dá voz a esse universo de criadores representa uma das importantes ações em que a universidade vai a campo e interage em diálogo com a comunidade.

Santa Casa de Diamantina assina convênio com Governo de Minas para ampliação

Fonte: Santa Casa de Caridade de Diamantina

A Santa Casa de Caridade de Diamantina em parceria com o Governo do Estado de Minas Grais, através do seu Secretário Estadual, Dr. Antônio Jorge de Souza Marques, assinam convênio para a promoção do desenvolvimento da saúde para o VALE DO JEQUITINHONHA

No mês de agosto de 2013, será dado o início da construção da nova edificação na Rua da Glória.

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Jogos Estratégicos, Lógicos e Matemáticos na UFVJM

O NUFIHM estará promovendo no dia 02/08, das 9 h às 15 h, no prédio do ICT, o evento "Jogos Estratégicos, Lógicos e Matemáticos no ICT". O objetivo principal deste evento é estimular o uso do lúdico no cotidiano das comunidades UFVJM e diamantinense, além da ensinar jogos que datam da época de Plutarco.

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Secretaria de Aviação Civil lança programa para treinar bombeiros

Fonte: Estado de Minas

Na tentativa de finalmente cumprir as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República vai fazer um mutirão, oferecendo treinamento a 1 mil bombeiros para atuarem nos aeroportos regionais de todo o país. Pela legislação, os operadores dos terminais tinham até 31 de dezembro de 2011 para dispor de proteção contra incêndio adequada ao contingente de passageiros embarcados, mas raros foram os que cumpriram à risca as determinações. Levantamento feito pela SAC mostra que 76% dos aeroportos regionais não têm o número mínimo de bombeiros exigido. Tanto é que no ano passado alguns terminais foram impedidos de operar voos regulares. Em Minas, São João del-Rei, Patos de Minas e Diamantina integram a lista.

Com as dificuldades para treinamento, a Anac deu prazo até dezembro para que os bombeiros sejam integrados às equipes. Os cursos oferecidos pela Secretaria de Aviação Civil terão duração de nove semanas, sendo cinco destinadas a curso a distância e quatro para aula prática presencial, e podem suprir toda a demanda. Mas, para isso, o índice de reprovação deve ser baixo, caso contrário o déficit pode permanecer. “Fizemos um levantamento e constatamos que 76% dos aeroportos no país não dispõem de bombeiros ou dispõem em número insuficiente”, afirma a secretária nacional de Navegação Aérea Civil em exercício, Sônia Cristina Lopes Machado

Em Minas, 11 aeroportos serão beneficiados (Araxá, Diamantina, São João del-Rei, Patos de Minas, Varginha, Ipatinga, Goianá, Juiz de Fora, Governador Valadares, Paracatu e Caxambu) com a formação de 80 bombeiros. Além disso, oito deles (exceção para Goianá e Paracatu) receberão carros contra incêndio. Ao todo, serão 186 veículos distribuídos para todo o país, ao custo de R$ 266 milhões. O caso mais grave em Minas é do aeroporto de Varginha, segundo a secretária nacional de Navegação Aérea Civil em exercício. A unidade não dispõe de bombeiros. Para evitar que se repetisse na cidade o mesmo que ocorreu em outros aeroportos mineiros, a SAC antecipou o treinamento de 10 bombeiros.

A justificativa da SAC para a demora na formação de bombeiros é a dificuldade para preparação de pessoal e o alto custo. O curso é dirigido a profissionais formados nas funções de bombeiro urbano ou brigadista. Além disso, eles terão de permanecer no aeroporto, sem poder desempenhar atividades externas.

Contrato assinado
A Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas (Setop-MG) assinou contrato com o grupo Aterpa M. Martins para construção do aeroporto de Itajubá, no Sul de Minas. Serão investidos R$ 79 milhões na implantação do terminal e em ações complementares, como o desvio de linhas de distribuição da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e desapropriações. A unidade terá estrutura para para pousos e decolagens de aeronaves com capacidade para até 48 passageiros, tendo foco na ampliação das atividades da Helibrás e sua rede de fornecedores. Pelo contrato, os serviços devem ser concluídos até o primeiro semestre de 2015.

Banquete público vai promover criação e compartilhamento de receitas culinárias

Fonte: UFMG

Foto%20de%20Bruna%20Brand%E3o.jpgDurante a dinâmica coletiva denominada Banquete Público, que compõe a programação do Festival de Inverno da UFMG, serão desenvolvidas receitas e inventados pratos a partir de um mapeamento de hortaliças, ervas e outros alimentos vindos do cerrado, utilizando as potencialidades culinárias locais.

O trabalho, coordenado pela arquiteta Patrícia Britto e feito em parceria com a Associação Mulheres Reais, de Diamantina, será desenvolvido com o Caminhão Itinerante, a cada dia em um lugar diferente. Haverá trocas de receitas, de mudas de hortaliças e de ervas que os participantes poderão levar para casa e cultivar.

A atividade acontece de 22 a 27 de julho, das 9h às 13h, na sede da Associação Mulheres Reais e nos lugares visitados pelo Caminhão Itinerante. Serão disponibilizadas 30 vagas a cada dia, para participação da comunidade.

A Associação Mulheres Reais é composta por moradoras da região periférica de Diamantina, com sede no Bairro Gruta de Lourdes. Elas produzem quitandas típicas da região para vender em feiras livres e como merenda em escolas municipais.

O Festival de Inverno da UFMG começa neste domingo, 21 de julho.

Patrimônio natural de Diamantina será visitado durante evento

Fonte: UFMG

As margens do Rio Grande, importante cartão postal de Diamantina, serão o cenário da atividade de Itinerância que compõe a programação do sábado, 27, do Festival de Inverno da UFMG. Nesse córrego foram encontrados os primeiros diamantes em território brasileiro, no século 18. A caminhada no local será feita pela manhã e à tarde, sem necessidade de inscrição prévia dos participantes.

Além desse passeio, vão ocorrer seis outros tipos de Itinerância. O Caminhão Itinerante, sempre no período da tarde, levará o Festival, todos os dias, a um ponto diferente da cidade, quando serão promovidos banquetes, cafés, cantos, festas, danças, performances, filmes comentados e rodas de conversas.

Haverá também duas apresentações artísticas por noite, de segunda a sábado, a partir das 20h. Os shows serão realizados em diferentes espaços, de forma a incluir toda a comunidade.

O Festival vai contar ainda com quatro grandes eventos coletivos cujos temas são: Margens e arredores da cidade; Cantares afro-brasileiros; Cineastas indígenas; e Imagens do bem comum: territórios e retratos. Eles reunirão 20 atividades, todas gratuitas, na parte da manhã, entre 9h e 13h, de segunda a sexta-feira. O domingo, dia 28, começa com o Cortejo das Guardas do Rosário, e um desfile de blocos de carnaval encerrará o Festival.

Leia nesta semana na Voz de Diamantina

Capa (19)A melhor maneira de abrir as comemorações do centenário de nascimento de padre Celso seria mesmo na mais bela igreja do antigo Tijuco. Da qual se contam tantas lendas - da inusitada posição de sua torre ao amor entre um fidalgo e uma negra - que muito influenciou sua rica e imponente arquitetura. Na noite de terça-feira, 16 de julho, durante a missa que encerrava as festividades da Ordem 3ª do Carmo e comemorava 100 anos de nascimento de padre Celso, quedava-me a relembrar o curto e saudoso tempo em que tive o privilégio de conviver com esse inesquecível sacerdote, poeta e pensador. Veio-me então à mente o misto de entusiasmo e incredulidade com que ele me ouvia contar-lhe o momento mágico que a cidade vivia ao antever-se Patrimônio Cultural da Humanidade. “Você não acha que isso é uma caduquice de João Antunes”? Não - eu lhe respondia - ao mesmo tempo em que tentava explicar-lhe o encantamento com que o renascer da vesperata levava o diamantinense às lágrimas e hasteava a bandeira da autoestima em píncaros desconhecidos e nem nunca imaginados de sua alma lírica, sonhadora, musical.

Joaquim Ribeiro Barbosa - “Quincas”

Início do editorial da Voz de Diamantina - Edição 623, 20 de julho de 2013

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Diamantina recebe 45ª edição do Festival de Inverno a partir de domingo, dia 21

Fonte: UFMG

Na próxima semana, entre 21 e 28 de julho, acontece em Diamantina o 45º Festival de Inverno da UFMG. O evento mantém o conceito de bem comum como tema e busca, de modo ainda mais intenso, a circulação não hierarquizada de saberes e experiências a serem vivenciadas pelos participantes do Festival e moradores da cidade.

Para montar sua programação, o Festival tomou emprestada a noção de “coletivo” empregada por grupos artísticos que atuam de forma colaborativa. Haverá quatro grandes coletivos – Margens e arredores da cidade; Cantares afro-brasileiros; Cineastas indígenas; e Imagens do bem comum: territórios e retratos – que vão reunir 20 atividades na parte da manhã, entre 9h e 13h, de segunda a sexta. Toda a programação é gratuita.

Já na manhã de sábado, dia 27, os participantes serão convidados para uma Caminhada pelas margens do Rio Grande. O domingo, dia 28, começa com o Cortejo das Guardas do Rosário, e um desfile de blocos de carnaval encerrará o Festival.

O evento também contará com as chamadas Itinerâncias – sete ao todo –, sempre no início da tarde, a partir de 15h. O professor César Guimarães, do Departamento de Comunicação Social, coordenador-geral do Festival desde o ano passado, explica que as Itinerâncias são resultado de uma proposta de condensação e descentralização da programação: “Queremos que o Festival alcance outros espaços, que ele não fique circunscrito ao centro histórico de Diamantina, tradicionalmente reservado às manifestações artísticas destinadas a um público já formado. Desejamos que outras pessoas venham experimentar o Festival”.

Com as Itinerâncias, as atividades serão levadas cada dia a um bairro de Diamantina. “Apesar dessa mudança no formato da programação em relação ao ano passado, não abrimos mão do método que inventamos”, comenta o professor.

Na esteira das Itinerâncias, haverá apresentações artísticas – duas por noite, em diferentes espaços da cidade, de segunda a sábado, às 20 e às 21h. E essa programação também vai se dar de forma descentralizada, para atingir toda a comunidade. As atrações noturnas poderão, inclusive, acontecer nos próprios locais que receberem a Itinerância.

Nas tardes de segunda e terça-feira, dias 22 e 23, haverá ainda a exibição de dois documentários Martírio, de Vincent Carelli, e A cidade é uma só?, de Adirley Queiroz. A programação completa pode ser conferida no site do evento: http://45festivalufmg.wordpress.com.

Experimentar o comum
Sem desconhecer as desigualdades que fraturam a vida social, o Festival propicia uma experiência partilhada de saberes (como aqueles provenientes das culturas indígenas e afro-brasileiras) e das múltiplas formas de vida que o espaço urbano abriga, em especial as que tensionam a divisão entre centro e periferia.

Para César Guimarães, o novo desenho da programação se empenha em dar uma forma ao comum, procurando romper com as divisões que separam os saberes acadêmico e tradicional, inaugurando, assim, novos campos de experiência sensível.

“Como atividade de extensão, o Festival procura fazer com que a Universidade se torne espaço de hospitalidade capaz de acolher as múltiplas formas de invenção da cultura, sem circunscrevê-las unicamente ao universo das artes e das letras que por tanto tempo definiram sua identidade”, afirma o professor.

Segundo Guimarães, a programação do evento tem caráter “variado e polifônico”. “Experimentar o comumpode se dar nas manifestações expressivas do hip hop, na escuta dos cantos e dos ritmos afro-brasileiros, nas práticas culinárias de uma cooperativa de cozinheiras, na troca de mudas e sementes entre os habitantes de um bairro, nas reivindicações pela despoluição de um rio, na fruição das imagens e dos sons criados pelos cineastas indígenas, na produção de imagens que registram as maneiras diversificadas de povoar o espaço urbano”, enumera, citando atividades que serão desenvolvidas ao longo do Festival.

Tarifa Zero, criado por professores da UFMG, garante transporte gratuito às atividades do Festival de Inverno, em Diamantina

Fonte: UFMG

Desde a edição do ano passado, o sistema Tarifa Zero, de iniciativa de professores da Escola de Arquitetura, fornece acesso gratuito a todos os eventos e atividades do Festival de Inverno por meio de ônibus da UFMG e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), que circulam em trajetos estratégicos. O evento, que chega em 2013 à sua 45ª edição, começa no domingo, 21, e segue até o dia 28.

Além de propiciar uma solução eficaz aos desafios de mobilidade inerentes a um evento de grande porte, o sistema oferece uma experiência fundada em lógica pública e democrática. O empenho na otimização do transporte dos envolvidos se justifica pela pluralidade de centros onde as atividades serão realizadas. “Queremos que o Festival alcance espaços diversificados e que pessoas variadas venham experimentá-lo”, explica o coordenador-geral do Festival, o professor do Departamento de Comunicação Social, César Guimarães.

As atividades do Festival, classificadas em Coletivos, Itinerâncias e Apresentações Artísticas, serão levadas cada dia a um bairro de Diamantina. Veja aqui a programação completa.

Palestra aborda o fazer literário na UFVJM

O NUFIHM apresenta a palestra-conversa sobre o livro "Heitor ou as sendas de um criador". O próprio autor, Thiago Perdigão, ex-aluno do BCT, estará discutindo o temas sobre o fazer literário e as diversas relações entre a literatura e a ciência/Tecnologia, presentes dentro de sua obra. O eveto será no dia 29/07, às 19 h, no auditório 204.

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Diamantina será invadida por palhaços no próximo sábado

Dia 20 de Julho os palhaços do Grupo Trampulim invadem Diamantina. Convidados: Bloco Rato Seco e Grupo de Teatro Os clássicos. Evento gratuito e aberto ao público de todas as idades.

Realização: O Grupo Trampulim de Belo Horizonte e Apoio Cultural: Prefeitura de Diamantina - Secretaria de Cultura.
LOCAL: saída do cortejo em frente à Igreja da Matriz
HORÁRIO: 11:00

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Centenário de nascimento de Padre Celso de Carvalho (16/07/1913 - 16/07/2013)

 

Neste mês de julho, mais precisamente na próxima terça-feira, dia 16, comemoraremos os 100 anos de padre Celso, lembrando, com imorredoura saudade e merecida reverência, esse curvelano de nascimento, mas diamantinense de coração, de vida, de vocação, de ministério sacerdotal (62 anos), de magistério, de inspiração de tantos e tão belos versos. Ele mesmo escreveu: “Fiz de Diamantina minha segunda terra-mãe. Que fazer, agora, senão cantá-la e amá-la?”

Reconhecidamente, foi-lhe concedida pela Câmara Municipal a honraria de “Cidadão Diamantinense” e, pela Academia de Letras e Artes de Diamantina, além das Palmas Acadêmicas, tornou-se o Imortal Patrono da cadeira número 20, por mim escolhido, ao ocupá-la, com muita honra como acadêmica na Alad.                                                                                                                      

Padre Celso aqui viveu a maior parte dos 87 anos que Deus lhe concedeu, residindo no Seminário do Sagrado Coração, para onde veio aos 14 anos de idade (esteve ausente o tempo em que estudou em Roma, onde foi ordenado sacerdote) e, falecendo em 17 de setembro de 2000, teve seu corpo sepultado (conforme o desejo que expressara) na Cripta da Basílica. Em total dedicação ao sacerdócio como teólogo, filósofo, professor, ele exerceu várias e diferentes funções que lhe foram designadas pelos arcebispos da nossa arquidiocese, sempre acatando com amorosa obediência, humildade e indiscutível eficiência. A inspiração poética que se manifestou desde sua juventude fez dele o incomparável e imortal poeta-trovador que cantou a vida, o amor, a saudade (ah! como distinguiu e definiu a saudade em suas trovas!). Cantou esta cidade, sua história, sua gente, suas escolas, suas igrejas, sua seresta, estas ruas serpeantes... Em cada verso colocou espiritualidade, fé ardorosa, sensibilidade, humor, perspicácia, espontaneidade, conhecimento, privilegiada criatividade para dizer “aquilo que outras pessoas desejariam dizer e talvez não consigam, mas o poeta consegue, porque o poeta é uma espécie de porta-voz dos outros”.

Padre Celso continua vivo e presente em sua obra filosófica, literária, poética, que não é vasta, mas valorosa. Vivo e presente na lembrança querida e amada dos nossos corações cheios de doces e eternas saudades. Toda Diamantina, cada pessoa que o conheceu, que com ele conviveu, que teve a alegria de desfrutar da sua amizade vai querer render-lhe esse preito de gratidão, reconhecimento e amor.  Nada mais justo que nos unirmos numa homenagem que festeje e aplauda a vida, os feitos, a figura do inesquecível padre Celso ,plenos da riqueza da tantos dons preciosos que o Senhor lhe confiou e que ele multiplicou, partilhou e compartilhou com tamanha simplicidade, modéstia, discrição. Embora cheio de sabedoria, foi sempre muito reservado para falar de si e de seus escritos e composições. 

Padre Celso foi o diamante de maior quilate cravado nesta terra diamantina, o sol que (mesmo no poente) sempre brilhou para cada um de nós e ainda aquece nossas almas com sua lembrança viva que ficou. Recitemos suas trovas, seus poemas... Cantemos “Diamantina em Serenata” que ele, junto com Lícia Pádua, compôs tão lindamente, tornando-se o hino da seresta diamantinense, e outras lindas poesias que se tornaram canções com músicas de Fabiano Pimenta, Conceição Reis, Edison Soares, Fernando Reis e tantos outros. Este tesouro não pode ficar guardado, para que padre Celso seja sempre lembrado e presente e para que os que não o conheceram, principalmente as novas gerações, possam ter o privilégio de reconhecê-lo como “lenda viva da nossa cultura”, patrimônio da nossa história, talento grandioso eternizado no tempo e na memória.

 

                Carinho,enlevo,doçura,

                Gratidão, suavidade,

                Recordação e ternura

                - Irmãos da minha saudade.

                          

 (Padre Celso de Carvalho)

 

Maria Célia Cavalcanti Gonçalves

 

 

Programa do Centenário de Nascimento de Padre Celso de Carvalho

Dia 16 de julho, terça-feira

Às 19h: missa na Igreja do Carmo

Às 21h: exposição e sarau sobre a vida de padre Celso no Teatro Santa Isabel

A seguir, seresta por “estas ruas serpeantes”

Voz de Diamantina - Edição 622 - 13/07/2013

No Centenário do Padre Celso de Carvalho (1913–2013)

 

                Usemos o esplendor sublime dos seus próprios versos

para iniciar este descolorido comentário:

 

“Saudade é amar, ainda,

Alguém que nem vive mais.

Por isto, a saudade é linda;

Por isto ela dói demais!”

 

É o que quem teve a honra de ser conterrâneo, amigo e contemporâneo de padre Celso de Carvalho (nascido Celso Avellar de Carvalho) está sentindo agora, quando se aproxima o centenário do seu nascimento. Ele veio ao mundo na Fazenda São Sebastião, em Curvelo (MG), no dia 16 de julho de 1913, filho de Saturnino Dias de Carvalho Júnior e Carmelita Avellar Carvalho.  Concluído o Curso Primário, na terra natal, foi cumprir sua vocação evangelizadora, ingressando no vetusto Seminário de Diamantina. Ordenou-se sacerdote em Roma, no dia 16 de abril de 1938, onde estudou cerca de nove anos.

De inteligência rutilante, sempre apegado aos livros, o modesto padre Celso, que nunca se despiu da surrada batina preta, que de tanto uso foi perdendo a cor original, tornando-se quase fouveira, acumulou um acervo cultural impressionante. Tornou-se, ainda na Cidade Eterna, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, doutor em direito canônico, filosofia e teologia. Também se tornou astrônomo.

Era considerado um dos mais brilhantes membros da Igreja Católica e manteve-se humilde enquanto viveu. Sempre revelando no rosto uma seriedade que não correspondia ao seu coração generoso, ele se abria por inteiro quando em companhia dos amigos mais próximos, principalmente daqueles que se dedicavam às atividades lítero-culturais.

Poeta, biógrafo, filósofo, prosador e orador, na expressão maior dos vocábulos, era inexcedível como trovador; ele, J. G. de Araújo Jorge, Luiz Otávio e outros menestréis criaram o “Trovadorisno Brasileiro”, embrião da vitoriosa União Brasileira de Trovadores (UBT). Padre Celso admirava e acolhia os mais pobres e desvalidos, deixando para nós incontáveis páginas de lirismo, ternura e sentimentos fraternos, que não temos sequer a pretensão de analisar neste, modesto registro, apenas recordando “Orquídeas”, “Ciranda”, “Estas Ruas Serpeantes”, “Uma Tristeza... Só Triste...”  e “Sol das Almas”, que são instantes maiores  de sua lira...

Os últimos anos de vida, ele os passou em Diamantina, lecionando matérias que exigiriam pelo menos seis especialistas, no modelar forjador de padres daquela cidade, que era um dos seus encantamentos.        Habitava uma cela de pobreza franciscana, no próprio Seminário. Ali, rodeado de livros e sempre cheio de inspiração, recebia os amigos. O catre, a mesinha de cabeceira, a poltrona puída pelo longo uso e os livros de orações e de literatura eram a sua riqueza.  O que continha de seu, no mundo e no cubículo onde vivia. Mais à frente estava a janela de onde descortinava linda paisagem de pedras enormes e a vegetação nativa, com predominância das discretas sempre-vivas, mostrando ao fundo o majestoso Pico do Itambé, que mereceu tantas páginas suas! Foi por aquele Pico que Padre Celso de Carvalho mediu, a cada dia, a perda da visão... Ao amanhecer, abria a pesada janela, olhava aos longes e via que também a portentosa elevação parecia afastar-se para os longes, onde a vista não mais o alcançava... Coisas de poeta! Era a noite chegando para os seus olhos, cerrando para sempre as cortinas do mundo visível... Era a cegueira, que não foi capaz de toldar a luz esfuziante do seu estro, da sua alma de poeta e do seu amor a Deus! Como o Nordestino, ele logo descobriu que o pássaro de olhos furados cantava muito melhor e mais bonito!

Padre Celso partiu para o Eterno em 17 de setembro de 2000, em Diamantina, estando seu corpo sepultado na cripta da Basílica do Sagrado Coração de Jesus, daquela histórica cidade. Na Diamantina que ele amou tanto e à qual dedicou versos que se inscrevem entre os mais belos da língua portuguesa.

Com certeza, mas noites frias e enluaradas daquela terra, os acordes dos violões e as belas vozes em serenata invadem os muros do campo santo e as paredes das igrejas, acordando anjos e visitando os seresteiros que já dormem o sono dos justos! Noutro plano, vendo de novo o Pico do Itambé, padre Celso de Carvalho semeia sobre o lugar diamantes em forma de flores, regando-os com a chuva de luzes das estrelas que adornam o seu espírito! É pena que não possamos deixar aqui, também, a joia musical da inspirada musicista Lícia Pádua, que emoldurou a antológica canção “Diamantina em Serenata”, que nos faz percorrer, em visões de sonhos, as ladeiras do centenário e lendário Tijuco:

 

Quando, à noite, a linda lua

Torna as pedras cor de prata,

Diamantina sai à rua

Transformada em serenata.

 

Seresteiros indormidos,

Dedilhando violões,

Levam música aos ouvidos

E saudade aos corações.

 

A seresta apaixonada

Corre as ruas do Macau,

Capistrana, Carvalhada,

São Francisco e Burgalhau.

 

Essas ruas serpeantes,

É tão fácil entendê-las:

Descem doidas por diamantes,

Sobem ávidas de estrelas.

 

O Itambé, mesmo de longe,

Ouve o som quase em surdina,

Ergue as mãos azuis de monge

E abençoa Diamantina...

 

Se de um sonho nada resta,

Só saudade, só, mais nada,

Como é linda uma seresta

Numa noite enluarada!

 

José Augusto Faria de Souza

 

Voz de Diamantina - Edição 622 - 13/07/2013