segunda-feira, 14 de março de 2011

Pesquisadores reconhecem nova espécie de ave descoberta em Minas

Fonte: UAI

O tapaculo-serrano, descoberto nas montanhas de Minas, é reconhecido pela comunidade científica internacional (David Alker/Divulgação)Há 14 anos, o então estudante de biologia Marcelo Ferreira de Vasconcelos ouviu um canto de pássaro que nunca tinha escutado. Ele estava num trabalho de campo na Serra da Piedade, no município de Caeté, na Grande Belo Horizonte, e, ao ouvir os primeiros piados, teve a quase certeza de que era de uma espécie diferente, visto que conhecia bem aquele terreno e nunca tinha ouvido nada igual. Imediatamente, a chama da curiosidade se acendeu. Fogo que durou até este ano, quando, finalmente, conseguiu mostrar ao mundo o tapaculo-serrano. Trata-se de uma ave que praticamente não voa: ela caminha como um rato no solo de ambientes sombrios das grotas que entrecortam as serras mineiras.

Atualmente como professor do curso de mestrado em zoologia da PUC Minas, em Belo Horizonte, Marcelo conta que na mesma época os pesquisadores Bret Whitney, José Fernando Pacheco e Luís Fábio Silveira descobriram a ave na Serra do Caraça, em Catas Altas. Todos se reuniram para descrever a nova espécie, estudo que tomou cerca de 15 anos de pesquisas em outras montanhas, análises genéticas, visitas a vários museus brasileiros e ao famoso Museu Americano de História Natural, em Nova York.

"O reconhecimento pela comunidade científica internacional de uma nova espécie é algo custoso e que demanda tempo", explica o professor. Basicamente, é dividido em três fases: análise genética; pesquisa de exemplares em museus e publicações; e a descrição da espécie. Nesse meio tempo, a descoberta pode inclusive ser contestada por outros estudiosos, como foi o caso do tapaculo-serrano. Alguns consideraram que a espécie já tinha sido “batizada”, em 1835, pelo naturalista francês Jean Moris Edouard Ménétriès. Porém, análises de diversos exemplares depositados em museus e das fotografias de excelente qualidade da ave coletada por Ménétriès (hoje depositada no Museu de Zoologia de São Petersburgo, na Rússia) mostraram que a espécie descrita pelo francês era o tapaculo-preto (Scytalopus speluncae), típica das montanhas mais próximas ao Oceano Atlântico.

A partir daí, e do reconhecimento de revistas especializadas, a espécie encontrada pelos pesquisadores em Minas Gerais foi considerada realmente nova, sendo descrita em junho na Revista Brasileira de Ornitologia, com o nome de Scytalopus petrophilus. Marcelo Vasconcelos explica que a denominação nasce a partir das determinações de um complicado Código Internacional de Nomenclatura Zoológica. O nome petrophilus, do grego "amante das pedras", refere-se ao fato de a ave viver geralmente associada aos ambientes rochosos, típicos dos topos de montanha. O nome em português, tapaculo-serrano, reconhece que a distribuição geográfica da espécie está restrita às serras, da região da Mantiqueira até os arredores de Diamantina. Ainda não há indícios de sua existência fora das montanhas de Minas Gerais.

Diferentemente de muitas aves com cores que chamam a atenção, o tapaculo-serrano não é vistoso e também não tem canto melodioso. Sua coloração geral é cinzenta, com a barriga esbranquiçada e laterais do corpo amarronzadas com barras marrom-escuras. Seu canto é monótono, consistindo de uma série repetitiva de notas, algo como um "tién-tién-tién-tién...", ouvido principalmente nas primeiras horas das manhãs frias e nubladas, típicas das montanhas mineiras.
Segundo o professor Vasconcelos, não é possível afirmar que a espécie está ameaçada de extinção porque só foi descrita recentemente e isso ainda não foi avaliado. Diz também "que até o momento não se sabe quantos exemplares existem, mas devem ser milhares, já que a espécie é relativamente abundante nas serras mineiras. Ela alimenta de insetos e ainda não se sabe sobre sua reprodução".

Clique aqui para continuar lendo.

domingo, 13 de março de 2011

Discutindo o Carnaval

Fonte:  Tijuco Mental

Colecionadores são apaixonados por objetos que contam histórias

Fonte: UAI

É paixão, definem aqueles que mergulham no cotidiano em busca de preciosidades. Quase obsessão, pode-se suspeitar, já que para formar acervos de milhares de itens, levaram, no mínimo, metade da sua existência, quando não a vida inteira. E pelo prazer de achar o que procuram, todos já fizeram alguma extravagância, como gastar mais do que podiam. Não se importam. Está no sangue essa possibilidade. A “raça” é antiga. Muita vezes, são figuras de confiança de diretores de instituições e colecionadores, com serviços importantes para a arte e a cultura. Graças a eles existem acervos que contam a história do ser humano e das civilizações de jeito muito particular.

Renato Assumpção e Silva, de 79 anos, é dono da Assumpção Livros & Antiguidades, instalada no sexto andar Edifício Malleta. “Sou o mais antigo livreiro de Belo Horizonte”, afirma vaidoso. Ele é famoso por localizar livros para gente ilustre, como os bibliófilos Amilcar Martins ou José Midlin (1914-2010). “Sou antes de tudo um apaixonado pelo livro e pela leitura”, frisa. “Busco o que quero ler e o que os amigos pedem para comprar”, conta. “Gosto de ler obras importantes e nas melhores edições”, afirma o fã de edições caprichadas, com tiragem limitada, assinadas pelos autores e ilustradas. E mais: lê os livros segurando na lombada (“para não rachar”), encapa os volumes e não faz anotações nas páginas. “Assim o livro continua novo”, ensina.

Foi como amigo do dono e depois cliente que Renato Assumpção conheceu o “famoso segundo andar” da Livraria Oscar Nicolai, de Belo Horizonte, que importava obras raras. “Comprei vários volumes com satisfação, sem me importar com o preço”, conta. “Não tem livro caro ou barato, tem livro que vale o preço”. Inclusive porque sabia que podia vendê-los mais tarde. E garante que há mercado para livros raros, que é modesto em Belo Horizonte, mas significativo no Rio de Janeiro e São Paulo. “As pessoas querem o que elas não têm. E aí procuram o livreiro para buscar”, explica. Foi às voltas com encomendas que chegou a livros do século 17 e 18. Como o dicionário do século 19, de Jean-François Champollion (1790-1832), o homem que decifrou a escrita egípcia.

“Minhas atividades me deixaram muito conhecido em todo Brasil e as pessoas me enviam informações”, conta Renato. Ele explica que chegou aos títulos raros depois que um livreiro carioca, sem condições de comprar biblioteca de uma pessoa de Diamantina ligou para ele. Renato viajou até a cidade do Vale do Jequitinhonha e descobriu que o acervo era da antiga chácara dos bispos, adquirida por um admirador de livros antigos. Como estava procurando quantidade, comprou os 2,5 mil livros. Descobriu mais tarde, em meio ao material, os dois volumes de Corografia brasílica, de 1842, “em perfeito estado”. E “um José Anchieta”, do século 17 . E “cerca de 15 livros de excelente categoria”, classifica. Vendidos, pagaram a viagem e a empreitada.

O cultivado amor pelos livros do professor Renatinho, como é conhecido por amigos, vem do fato de ter convivido a vida inteira com bibliotecas, com direito a fuçar à vontade. A do pai, a do livreiro Amadeu Rossi, a de Oscar Nicolai. Ele já comprou, projetou e organizou bibliotecas. Na universidade, nos anos 1960, “saía catando livros em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro” para ele e os amigos estudarem. “Livro não era fácil como é hoje”, recorda. Reuniu livros ao longo da vida para formar a livraria que tem hoje, imaginada como modo de complementar aposentadoria e continuar fazendo o que gosta. “Todo mundo tem livro raro dentro de casa, só que não sabe disso”, diz. E garante que Minas Gerais é campo fértil nessa área.

Clique aqui para continuar lendo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Associação de catadores solicita a colaboração da comunidade

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina

ACAD 2A Prefeitura de Diamantina, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, está apoiando e incentivando os trabalhos da Associação dos Catadores de Diamantina, ACAD, que é formada por catadores que trabalhavam no antigo lixão e nas ruas da cidade.

Você também pode participar e apoiar da coleta seletiva separando o reciclável e entregando-o aos catadores da ACAD. Este projeto associa justiça social, desenvolvimento da cidadania, inclusão de catadores e preservação do meio ambiente.

Ajudando a ACAD, entregando o material para a Associação dos Catadores você cidadão está ajudando a transformar vidas, pois o que é lixo para uns é fonte de trabalho e renda para outros.

O que separar para a coleta seletiva - seco e reciclável

Papel e Papelão

1. revistas

2. jornais

3. Caixas de papelão e caixas em geral

4. Cadernos velhos

5. Folhas de papel (obs: não amassar ou embolar)

6. Embalagens de sabonete, pasta de dente e todas as demais embalagens de papel.

7. Caixas de ovos

8. Embalagens tetra pak ( leite, suco, creme leite, extrato tomate)

9. E outros

Metais

  1. Latas (óleo, conservas, molhos tomate, leite condensado, creme leite etc)
  2. Tampas de garrafa
  3. Pregos
  4. Alumínio
  5. Latas de cerveja, refrigerantes e sucos.
  6. Panelas velhas
  7. Sucata (todo material a base de ferro, cobre e alumínio)
  8. fios
  9. Etc.

Plásticos

  1. Sacos de leite
  2. Potes de margarina
  3. Copos e pratos descartáveis
  4. Sacos plásticos de ensacar alimentos (feijão, arroz, açúcar, fubá etc)
  5. Sacolinhas plásticas
  6. Embalagens de vinagre, maionese,
  7. Garrafas pet
  8. Embalagens de produtos de limpeza(desinfetante, água sanitária, detergente, amaciante, etc)
  9. Embalagens de xampu, cremes etc
  10. Tubos e canos de PVC
  11. Brinquedos e outros

O QUE NÃO SEPARAR PARA A ENTREGA NO GALPÃO - ÚMIDO E REJEITO.

1. Papel carbono, etiqueta adesiva, fita crepe e guardanapos e papeis engordurados, fotografias, tocos de cigarro, papéis sujos, papeis sanitários, fraldas descatáveis, absorventes higenicos, papeis metalizados(salgadinhos), papeis parafinados, papeis pl´satificados.

2. Cabo de panela, tomada, papeis de bala.

3. Espelho, vidros, cerâmicas, porcelanas, lâmpadas fluorescentes.

4. Clipes, esponjas de aço.

5. Sobras de alimento, cascas de fruta, pó de café, chá, restos de podas e varrição.

FIQUE ATENTO AOS DIAS DE RECEBIMENTO

SEGUNDA- FEIRA E QUARTA-FEIRA DE 9:00 (NOVE HORAS DA MANHÃ ) ÁS 04:00 ( QUATRO HORAS DA TARDE).

O GALPÃO ESTÁ LOCALIZADO A AVENIDA DA SAUDADE, Nº. 540, EM FRENTE AO CEMITÉRIO.

A coleta seletiva é uma alternativa ecologicamente correta que aumenta a vida útil do aterro controlado e o meio ambiente é menos contaminado. É o ato de separar o lixo seco (reciclável) do lixo úmido (rejeito).

É muito importante que os recicláveis sejam limpos, pois isto aumenta o valor comercial dos produtos.

FAZER A COLETA SELETIVA É RESPEITAR O MEIO AMBIENTE, ISTO É ATITUDE DE CIDADANIA.

Participe conosco!! Faça parte!!!

COMO PARTICIPAR?

Muito fácil!! Não jogue no lixo o que pode ser reaproveitado ou reciclado. Leve seu material e entregue no galpão dos catadores!

Banda Jamil e Uma Noites gravará DVD em Diamantina

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura

O Prefeito de Diamantina, Padre Gê, esteve em Salvador, no domingo de carnaval, a convite da banda Jammil e Uma Noites  para acertar os detalhes da gravação do DVD da banda no dia 26 de maio na Praça do Mercado Velho.

A Estrada Real é tema do próximo DVD da banda, em fase de pré-produção em 13 cidades mineiras.

Este ano a Casa dos Praieiros, camarote da Jammil e Uma Noites,  foi instalado em um casarão de dois andares, de frente para o mar, onde os amigos e fãs foram recepcionados nos dias de folia de Momo na capital baiana. A Casa dos Praieiros recebeu decoração inspirada na Estrada Real, o caminho do ouro na época do Brasil Colonial, que começa em Minas Gerais e terminava em Paraty, no Rio de Janeiro.

A gravação em Diamantina irá acontecer no dia 26 de maio na Praça do Mercado Velho e contará com a participação de convidados como: César Menotti e Fabiano, Durval Lelis, vocalista da Banda Asa de Águia e outros. Artista e bandas locais também foram convidados para participar da gravação.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Assembléia Popular dos Vales

image

Reflorestadora vai plantar 60 milhões de árvores nativas e exóticas no Vale

Fonte: blog do Banu

Sessenta milhões de mudas de árvores nativas e exóticas, de 2.011 até 2.015. Este é objetivo da Florestal Brasil S/A, sociedade anônima criada em Itamarandiba, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, com o intuito de promover o desenvolvimento de práticas sustentáveis na região.

De acordo com o Prof. Antônio Monteiro - administrador e sócio-fundador da sociedade empresária, através do Sistema Santa Fé Agroflorestal, que reúne diferentes conhecimentos e técnicas acerca de plantio sustentáveis e em conformidade com a legislação ambiental, bem como à disciplina afeta em termos mundiais - a inovação é que vamos capturar 100 toneladas de carbono por hectare e formar uma carteira de "créditos" de carbono negociáveis pela ONU, em conformidade com as regras do Protocolo de Kioto, trazendo recursos de fora.

Em Itamarandiba, estão previstos a implantação de 10 (dez) cultivares, a fim de atingir o objetivo da sociedade empresária que buscará pesquisar, conservar e replantar florestas, sejam as legais, por força de lei, assim como as comerciais para gerar emprego e renda às comunidades. Dois dos dez cultivares já se encontram em fase de implantação, o primeiro será na cidade de Itamarandiba e o outro no Distrito de Penha de França, incrustado na Serra do Espinhaço.

O projeto prevê o plantio de 5 (cinco) milhões de mudas naturais e exóticas nas nascentes e recomposição de matas ciliares de Penha de França, além de impulsionar práticas sustentavéis agregando a comunidade em um novo paradigma, o da sustentabilidade simbiótica.

Assim, a expectativa é que mais 55 milhões de mudas sejam plantadas partindo do sul ao norte do município de Itamarandiba.
Ainda segundo o Prof. Antônio, após anos e anos de muita pesquisa e esforço, foi possível conquistar a ousadia do projeto e agora temos o desafio de implementá-lo no Vale do Jequitinhonha. A Florestal Brasil S/A ainda disponibilizará cursos para comunidades, instituições, empresas e prefeituras do Jequitinhonha interessadas na tecnológia do sistema Santa Fé Agroflorestal.

Para obter novas informações sobre o empreendimento: e-mail ojardineiro.co@hotmail.com ou ainda pelo telefone (38)9199- 9404.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Clássico mineiro do cinema é relançad

Fonte: UAI

Fotos: Produção Filmes Del Rey Ltda/Divulgação

O sertão de Guimarães Rosa inspirou o 'western mineiro' que Schubert Magalhães filmou nos vales do Jequitinhonha e do São Francisco

Quase 40 anos depois de seu lançamento, um dos mais importantes filmes da produção mineira chega novamente ao público: O homem do corpo fechado, de Schubert Magalhães, lançado em 1972, acaba de ser restaurado e circulará no circuito de espaços conveniados com a Programadora Brasil, projeto ligado ao Ministério da Cultura. No mesmo programa está o curta Famigerado (Aluízio Salles Jr., 1996). As duas fitas têm em comum o fascínio pela paisagem natural e cultural do sertão mineiro, além de inspiração na obra do artista que mergulhou mais fundo nesse espaço, o escritor João Guimarães Rosa. Famigerado inspira-se no conto homônimo de Rosa, enquanto O homem do corpo fechado, além de citar frases do autor, cria personagens e situações que nos remetem frequentemente a seus livros.

terça-feira, 8 de março de 2011

Imperdível: Lixo Extraordinário

Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.

Estudantes da UFMG criam site para monitorar os deputados federais mineiros

Fonte: UAI

Passados poucos meses das eleições quase ninguém se lembra em quem votou em outubro passado. Do que os eleitos fizeram durante o tempo de mandato e se cumpriram as promessas de campanha, então nem se fala. Fica tudo no limbo. Foi pensando nisso que estudantes do curso de Gestão Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criaram o site “Adote um deputado federal mineiro”.

A página é inspirada no projeto “adote um vereador” idealizado pelo Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, uma organização não-governamental sem fins lucrativos, e já está em vigor na Câmara Municipal de São Paulo, acompanhando o trabalho dos vereadores paulistanos. A intenção, de acordo com o idealizador, Mateus Martins, é conseguir adeptos para adotar todos os 53 deputados da bancada mineira em Brasília.

“A proposta é arrumar um padrinho responsável por acompanhar e divulgar as ações de todos os deputados federais mineiros no Congresso Nacional. A intenção é que, com isso, a gente consiga um extrato do que ele fez ao longo dos quatro anos de mandato para ter mais informações sobre sua atuação na hora da próxima eleição”. A página nasceu, segundo ele, da necessidade de ter representantes melhores e mais comprometidos no Congresso Nacional. Lançado há menos de um mês, a proposta ainda carece de padrinhos para a maioria dos deputados.

Para Mateus, o acompanhamento dos deputados é muito fácil de ser feito, principalmente por causa da internet, que dispõe de muitas páginas, de acesso fácil, com informações sobre os parlamentares e sua atuação. Pelo site da Justiça Eleitoral , destaca Mateus, é possível conhecer o patrimônio do deputado e quem bancou sua campanha eleitoral. Já por meio da página da Câmara dos Deputados o eleitor pode acompanhar a tramitação de todos os projetos apresentados pelos parlamentares, seus discursos, requerimentos e propostas relatadas. “Sem contar os portais de transparência que trazem dados dos deputados sobre problemas com a Justiça e notícias de jornal”, completa Mateus, que anda atrás de pessoas interessadas em aderir à proposta. “Estamos precisando de colaboradores”.

Quem não tiver domínio da internet, mas tiver interesse em participar, pode enviar as informações diretamente para o site. Outra opção, segundo ele, é criar um blog independente, o que garante mais recursos e espaço para controlar o deputado escolhido. “A gente manda um manual por e-mal com dicas e informações para quem quiser adotar um deputado”. No site tem a lista de todos os parlamentares que ainda não têm padrinho.

Colega de turma de Mateus, Guilherme Andrade Silva, 19 anos, já adotou dois deputados: o petista Miguel Correia, deputado votado por ele nas eleições de outubro, e Toninho Pinheiro (PP), ex-prefeito de Ibirité (Região Metropolitana). “Não sei quem ele é, mas como conheço muita gente que votou nele resolvi adotá-lo”, conta Mateus, que já começou a recolher informações sobre seus “adotandos”. Segundo ele, ainda não deu para recolher muita informação da atuação no Congresso Nacional, pois a legislatura começou no mês passado e pouca coisa foi feita até agora. “Mas fiquei de olho nele no dia da votação do salário mínimo e vi que ele abraçou a proposta do governo de um mínimo de R$ 545 sem nenhum argumento. Só porque era da base, declarou voto no proposta”, conta.

Projeto Adote um deputado
www.adoteumdeputado.com

Projeto Adote um vereador
http://vereadores.wikia.com

segunda-feira, 7 de março de 2011

Chuva desanima foliões em Diamantina

Fonte: UAI

Diamantina – A chuva e a garoa comandaram o ritmo do carnaval ontem em Diamantina, no Alto Jequitinhonha. Por causa do clima, foliões deram adeus à cidade e voltaram para casa na manhã, antecipando a quarta-feira de cinzas. Mas há quem também pouco se importou com a queda da temperatura. Muitos turistas, que conhecem a fama da boa folia do município, disseram que não vão abandonar o barco antes do fim oficial do carnaval.

Mesmo com a chuva fina e a temperatura em torno dos 20 graus, 12 amigos, entre eles cariocas, gaúchos, pernambucanos e paulistas, vestiram sungas e resolveram fazer um churrasco no meio da rua no Centro Histórico. “Não está frio, está agradável. Vamos curtir ao máximo a festa, porque aqui está bom demais”, afirmou o gaúcho Felipe Regato Lunes, de 23 anos.

Quem ficou teve muito o que aproveitar e ainda conta com uma maratona de programação que promete mandar o frio embora. Na tarde de ontem, 13 blocos, ao som das antigas marchinhas de carnaval, passaram pelas ladeiras e becos da cidade. Hoje, o forte serão as atrações com o samba. Além de a Bartucada e Batcaverna subirem ao palco, no Mercado Velho, levando muito batuque, rodas de samba e outros grupos prometem arrastar a multidão.

Já os desiludidos com São Pedro, além de reclamar das águas de março, que atrapalharam a folia, cancelando a apresentação de blocos, como o infantil Rato Seco, previsto para a tarde de ontem, a falta de luz e o valor de R$ 2 para o uso do banheiro público também irritaram os visitantes em uma das festas mais tradicionais de Minas Gerais.

“Está frio demais. Não dá para ficar com esse tempo, por isso resolvir ir embora”, contou a bióloga Camila Oiko, de 28 anos, que ontem voltou para BH. As amigas Graziele Sena, de 30, e Patrícia Machado, de 22, também não esperaram a quarta-feira de cinzas. “São 40 pessoas na casa que ficamos, que, com a chuva, não saíam muito. Faltou água e eram dois banheiros. Foi um caos”, contou Patrícia. Na noite de sábado, um raio caiu próximo da estação da Cemig, deixando o município sem luz, como explica a secretária de Cultura, Turismo e Patrimônio da cidade, Márcia Betânia. Segundo ela, até a manhã de ontem, muitas residências distantes do Centro Histórico ainda sofriam com a falta de energia.

Foliões também reclamaram do preço cobrado para uso dos banheiros públicos. “Isso é um absurdo. Nunca imaginei que pudessem cobrar um preço desse”, disse Emanuela Soares, de Goiânia.

domingo, 6 de março de 2011

Diamantina é pura animação

Fonte: O Tempo

Turistas de várias partes do país se espremeram ontem entre as ladeiras de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Um dos carnavais mais tradicionais do Estado trouxe nesse ano novidades como o espaço Titi, onde DJs iniciaram o dia com muita música e animação. Por lá, mesmo com o dia nublado, a festa começou às 7h, na rua do Burgalhau, onde, segundo a história, nasceu o município de Diamantina.

No meio da noite, porém, a cidade ficou no escuro por cerca de duas horas. Um fio elétrico arrebentou, o que deixou a cidade inteira sem luz. Mesmo assim, os foliões não saíram das ruas e continuaram a festa ao som de carros. As causas do problema ainda serão investigadas. As tradicionais bandas da cidade BatCaverna e Bartucada comandaram a folia ontem à noite. Mais cedo, os blocos Palhassada e Domésticas Aposentadas, com mais de 80 anos de história, fizeram a alegria de cerca de 20 mil pessoas.

O turista Dickson Santos veio de São Paulo para participar pela primeira vez do Carnaval. Ele optou por se hospedar na república do Beijo, uma das mais tradicionais. "Tem gente aqui que veio até da Austrália", disse. Cerca de 90 pessoas estiveram ontem na festa da república. Já no primeiro dia, Dickson elegeu o Carnaval 2011 como o melhor de sua vida. "É o número um. Já fui para carnavais em outras cidades de Minas, mas nunca vi nada igual. Tem as meninas mais bonitas e as melhores festas". O universitário Danilo Azevedo, de Belo Horizonte, já participou de outros carnavais em Diamantina e afirma que não abriu mão de voltar à cidade neste ano.

Diamantina é representada no Carnaval de Salvador

Fonte: O Dia

Salvador - A  banda Jammil e Uma Noites neste sábado faz seu segundo dia de Carnaval em Salvador. Após animar foliões do bloco Coco Bambu, ontem, o grupo está de volta hoje ao circuito Barra-Ondina fazendo a festa dos associados do Eu Vou. Tuca, Manno e Beto, a linha de frente da Jammil e Uma Noites, aproveitam para anunciar neste sábado participação  no Brazilian Day Miami 2011, nos Estados Unidos. A banda Jammil e Uma Noites será a principal atração do evento, que acontece dia 17 de abril no anfiteatro do Bayfront Park, no centro da cidade. O Brazilian Day é uma promoção da Rede Globo Internacional e em Miami terá como apresentador Luciano Huck. É a segunda vez, que a Jammil e Uma Noites participa do Brazilian Day. A primeira foi em, 2009, no Japão.

O Carnaval da banda Jammil e Uma Noites está apenas começando em Salvador e com muita animação. A música Cinderela, de autoria de Manno Góes, é forte concorrente ao melhor hit do Carnaval. No domingo, segunda e terça-feira o grupo assume o Balada, bloco próprio, que sai no circuito Barra- Ondina e, como sempre, vai sacudir baianos e turistas, além da famosa pipoca.

A Casa dos Praieiros, camarote da Jammil e Uma Noites para receber amigos e fãs nos dias de folia de Momo, está em altíssimo astral desde ontem, quando abriu as portas para receber os convidados da banda. O casarão de dois andares, de frente para o mar, este ano recebeu decoração inspirada na Estrada Real, o caminho do ouro na época do Brasil Colonial, que começa em Minas Gerais e terminava em Paraty, no Rio de Janeiro. A Estrada Real é tema do próximo DVD da banda e já está em fase de pré-produção em 13 cidades mineiras. O Prefeito de Diamantina, Padre Gê, está em Salvador, e amanhã (domingo) estará na Casa dos Praieiros assistindo ao maior Carnaval do mundo. A cidade de Diamantina, em Minas Gerais, faz parte do roteiro do novo DVD da banda Jammil e Uma Noites.

Chuva e falta de luz (e de água) fazem foliões desistirem da festa em Diamantina

Fonte: UAI

Paulo Filgueiras | EM | D.A Press

Antes mesmo da data mais esperada no Brasil chegar ao fim, foliões em Diamantina, no Alto Jequitinhonha, anteciparam a quarta-feira de cinzas. Desiludidos com São Pedro, que até este domingo não tinha ouvido as preces dos carnavalescos mantendo as tempestades e a garoa, muitos deram adeus ao carnaval na cidade, voltando para casa de manhã.

 Além das águas de março atrapalharem a folia, cancelando apresentação de blocos, como o infantil Rato Seco, previsto para a tarde deste domingo, a falta de luz e o valor de R$ 2 para o uso do banheiro público irritaram os visitantes em uma das festas mais tradicionais de Minas Gerais.

image

O domingo amanheceu com nevoeiro na cidade, a chuva fina trouxe também a queda na temperatura. Para piorar a situação, a falta de luz foi outro estopim para o adeus à cidade. Na noite de sábado, um raio caiu próxima à estação da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), deixando todo o município sem luz, como explica a secretária de Cultura, Turismo e Patrimônio da cidade, Márcia Betânia. Segundo ela, até a manhã deste domingo, muitas residências distantes do Centro Histórico ainda sofriam com a falta de energia. “Mas a Cemig já está resolvendo o problema”, garantiu.

image

Mas há quem pouco se importou com tudo isso. Muitos turistas, que conhecem a fama da boa folia da cidade, disseram que só na quarta-feira de cinzas que deixarão o carnaval. Mesmo com a chuva fina e a temperatura em torno dos 20 graus, 12 amigos, entre eles cariocas, gaúchos, pernambucanos e paulistas, vestiram sungas e resolveram fazer um churrasco no meio da rua do Centro Histórico.

Comentário: além da chuva e falta de energia, segundo o relato de alguns foliões muitas casas estão sem água. Hoje, segundo dia oficial de Carnaval, quatro adolescentes de Brasília acabam de bater na porta de nossa casa querendo “comprar” um banho.

Ficam as perguntas:

A cidade está preparada para essa quantidade de pessoas?

Será que existe um outro modelo que valorize a qualidade da festa em detrimento ao modelo da quantidade?

A quem interessa esse modelo atual?

Quem ganha com esse carnval?

O cidadão que aqui vive durante os outros 361 dias do ano tem algum retorno ou benefício proveniente do carnaval?

Novamente, lembrei-me de minha mamãe (clique aqui para entender)